Como Fazer uma Boa Escola?

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O que é uma escola bem sucedida? Como podemos reconhecê-la? "Como fazer uma boa escola?" é original e prático porque está repleto de exemplos diários, que podem ser utilizados por professores, orientadores e gestores. É estimulante, pois os autores passaram muitos anos em escolas e próximos a elas e, desse modo, conseguiram registrar e destilar a essência do sucesso em prol da melhoria do ensino.

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1. Liderando rumo ao sucesso

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Liderando rumo ao sucesso

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A liderança é, para a década atual, o que os padrões eram para a década de 1990 àqueles interessados em reforma em larga escala.

Os padrões, mesmo quando bem implementados, podem nos con­ duzir apenas até uma parte do caminho para a reforma em larga es­ cala. Somente a liderança pode nos conduzir por todo o caminho.

Michael Fullan (2003)

A liderança e o aprendizado são indispensáveis um ao outro.

Atribuído a John F. Kennedy

Há uma diferença entre liderança e gerenciamento. A liderança é do espí­ rito, composta de personalidade e visão; sua prática é uma arte. O geren­ ciamento é da mente, uma questão de cálculo preciso... sua prática é uma ciência. Os gerentes são necessários; os líderes são essenciais.

Marechal de Campo Lord Slim, citado em Van Maurik (2001)

A liderança é ambígua

As qualidades dos líderes escolares, particularmente dos diretores, e o modo como eles distribuem suas competências são amplamente reconhecidos como sendo os principais ingredientes para o sucesso da escola.

 

2. Organizando e distribuindo o sucesso

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Às vezes ouvimos por acaso em conversas de pais e membros da comunidade mais ampla que sua própria escola é uma “escola bem dirigida”. Eles não querem dizer necessariamente que sua escola é uma escola notável em termos do Ofsted, mas que, de seus vários pontos de vista, a escola faz bem o seguinte:

• Comunica-se eficazmente através de cartas pessoais, e-mails, tec­ nologia de telefonia celular, boletins, calendários de atividades e datas significativas.

• Organiza eficientemente todas as reuniões com os pais, em parti­ cular­ aquelas em que os pais, os alunos e os professores podem examinar o progresso e planejar o que precisa ser feito para haver um bom rendimento no futuro.

• Aplica consistentemente a política da lição de casa e envolve os pais na garantia de que isso aconteça.

• Organiza eventos comunitários que envolvem o comércio local, as empresas, os centros comunitários, o alojamento dos habitantes e os locais de culto.

• Responde as cartas e retorna os telefonemas tão pronta e eficien­ temente quanto qualquer empresa que pratica o “cuidado ao clien­te” e cumprimenta e trata os visitantes de maneira cortês e eficiente.

 

3. Ensino e aprendizagem

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Como fazer uma boa escola? 93

do em um conjunto de valores e crenças básicos, e continuam a especular como poderiam melhorar sua prática, envolvendo alunos, pais e administradores no debate. Estão conscientes de que o seu propósito central e o foco de todos os seus esforços estão aumentando o aproveitamento dos alunos, e se engajam em atividades colaborativas para garantir isso. Os princípios são trans­formados em processos e práticas, e mais uma vez têm sido imple­ mentadas estratégias acordadas que são constantemente monitoradas, revistas e reajustadas à luz das evidências. Através desse processo há uma dinâmica interna para o ensino e a aprendizagem, e a escola está ajustada para uma melhoria contínua. Há altas expectativas para todos, tanto alunos quanto professores. O diretor, em particular, é um líder da aprendizagem.

Há, na verdade, uma aparente cultura de ensino e aprendizagem na escola que está sendo sempre alimentada e desenvolvida, com os docentes assumindo uma responsabilidade indivi­dual e coletiva para aprimorar o que já faziam antes da maneira mais competente, com referência ao melhor conhecimento e às melhores práticas disponíveis, e se comprometendo com uma autoavaliação regular.

 

4. Desenvolvimento profissional contínuo

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116 Tim Brighouse e David Woods

melhor e mais consistente em toda a instituição. As boas escolas melhoram sua competência interna criando e ampliando comunidades de aprendizagem profissional. Elas são organizações de aprendizagem em que todos estão engajados no entendimento e no desenvolvimento da prática eficaz.

Uma organização de aprendizagem é uma organização que está continuamente expandindo sua competência para criar o seu futuro.

Peter Senge (1990)

Essas escolas reconhecem a importância de estabelecer um clima positivo, no sentido de estabelecer a confiança e a abertura entre os profissionais, entre os alunos e a comunidade. O sucesso é celebrado, a tomada de decisão é um processo aberto e a comunicação é clara.

Construir e ampliar uma comunidade de aprendizagem profissional que possa transformar a realização do aluno requer o desenvolvimento de uma alta proporção de “criadores de energia” na equipe, os quais:

• sejam entusiasmados e sempre positivos;

• pratiquem a liderança em todos os níveis;

 

5. Comportamento, prédios e o ambiente criado afetando o clima na escola

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Comportamento, prédios e o ambiente criado afetando o clima na escola

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O que os melhores e mais criteriosos pais querem para seus pró­ prios filhos deve ser o que a comunidade quer para todas as suas crianças. Qualquer outro ideal para nossas escolas é estreito e ina­ dequado; se posto em prática, destrói a nossa democracia.

John Dewey (1916)

Reconstruindo nossas escolas como locais de beleza que também funcionam

O presente exercício de reconstrução das escolas – o chamado

“Construindo as Escolas do Futuro” – tem significado que, pela primeira vez para uma geração, há um debate real sobre como devem ser os prédios da escola. No período imediato pós-guerra houve um breve tempo em que os prédios das novas escolas eram construídos para o que foi descrito como “os filhos dos heróis que retornaram”. Isso logo deu lugar

à improvisação das escolas “construídas pelo sistema”, que foram rapidamente erigidas nas décadas de 1960 e 1970, quando o baby boom pós-guerra demandou certo tipo de prédios para as escolas, embora imperfeitos. E eram imperfeitos tanto no recinto dedicado ao ensino e à aprendizagem quanto nos materiais de construção e no projeto frágeis.

 

6. Parcerias e interessados

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168 Tim Brighouse e David Woods

ças e os jovens com frequência chamam a atenção para a segurança na es­ cola, em casa e nos locais públicos como sendo uma preocupação funda­ mental – parcerias para uma escola mais segura podem proporcionar a segurança que a criança necessita para se sobressair. Clínicas informais nos centros para crianças colocam as esco­las na base da comunidade e me­ lhoram tanto os níveis de saúde quan­to de desempenho dos alunos, com uma alimentação saudável e esque­mas de segurança no caminho, para que a escola siga desempenhando seu papel. Muitas escolas procuram atingir os padrões de “escolas saudáveis” atra­vés de uma série de atividades escolares e comunitárias. Em termos de bem-estar econômico, há uma ampla série de organizações, serviços e negócios através dos quais os alunos podem obter um maior entendi­mento econômico e uma consciência do mundo do tra­ balho além da­quela obtida através do currículo. As empresas podem con­ tribuir com apoio, tanto em termos de empregados habilitados e compro­ metidos quanto em termos de patrocínio, como no apoio a escolas técnicas ou profissionalizantes. Algumas escolas estão vinculadas a empresas que pro­porcionam mentores para os alunos. Outras empresas voluntárias aju­ dam as escolas com seus programas de Young Enterprise e atuam através de parcerias com o Education Business. Os desafios de “dar uma contribuição positiva” para a comunidade exige que o programa de cidadania da escola seja bem ensinado, com um entendimento desen­volvido dos direitos e res­ ponsabilidades dos estudantes e também das outras pessoas, e partici­pando ativamente das atividades da comunidade, como projetos ambientais, filan­ tropia e regeneração local.

 

7. Revendo o sucesso

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Como fazer uma boa escola? 185

um plano de desenvolvimento único e integrado que mapeia as ações necessárias para produzir a melhoria.

Se não sabemos para qual porto estamos nos dirigindo, nenhum vento é favorável.

Sêneca

A característica que destaca a escola “em movimento” da escola “pa­ ralisada” é que a primeira tem uma cultura que mantém a reflexão e a inda­ gação críticas, associadas a uma determinação de assegurar a melhoria con­ tínua. A autoavaliação rigorosa é a dinâmica da melhoria da escola. Ela não

é realizada com o propósito de inspeção, mas é essencial para o processo de melhoria e para o mais alto denominador comum dos valores compartilhados.

As escolas bem-sucedidas têm um consenso muito elevado sobre seus valores, captados nas declarações de sua missão e consistentemente reforçados em todas as oportunidades. Nessas escolas há um alto compromisso, além de coesão e colaboração que reforçam e flores-cem na curiosidade intelectual e em uma disposição para a criatividade. Há uma vontade de reunir evidências e debater suas implicações. Em uma cultura de autoavaliação próspera ha­­verá liderança suportiva e bem-infor­mada, abertura para a melhoria, honestidade e confiança, diálogo reflexivo, boa colaboração e normas aceitas de compartilhamento, um foco incessante na aprendizagem do aluno e uma celebração da prática atualizada. Em suma, a escola é uma comunidade de aprendizagem pro­­fis­sional que de­senvolve no momento certo a indagação e a revisão coletiva quando os profissionais são encorajados a colaborar aprendendo um com o outro. A própria escola é organizada como uma comunidade de aprendizagem que anda para a frente, promovendo um diálogo para novos conhecimentos, novas ideias e novas práticas.

 

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