Aprender com Jogos e Situações-Problema

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Os autores apresentam seu modo de trabalhar, os princípios teóricos que animam sua prática, sua convicção de que jogos e situações-problema podem ser recursos úteis para uma aprendizaem diferenciada e significativa.

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INTRODUÇÃO

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Para a realização de um projeto com jogos

Esta introdução tem como objetivo apresentar uma síntese da metodologia de trabalho desenvolvida pela equipe do Laboratório de Psicopedagogia (LaPp) do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Neste contexto, jogos são utilizados no atendimento psicopedagógico a crianças e para o aperfeiçoamento de profissionais da área educacional.

O trabalho com crianças visa a oferecer apoio psicopedagógico a alunos de 1a a 4a séries da Escola Fundamental (cujas idades variam de 7 a 12 anos) que estão apresentando dificuldades de aprendizagem relativas ao âmbito escolar. Num contexto de oficinas, jogos são propostos com o objetivo de coletar importantes informações sobre como o sujeito pensa, para ir simultaneamente transformando o momento de jogo em um meio favorável à criação de situações que apresentam problemas a serem solucionados. A idéia central do trabalho consiste em fazer com que o jogador tenha uma atuação o mais consciente e intencional possível, de modo que possa produzir um resultado favorável ou, se isso não ocorre, que aprenda a analisar os diferentes aspectos do processo que o impediram de atingi-lo. Com isso, freqüentemente o aluno

 

1. Repensando a Educação em uma Perspectiva Piagetiana

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Repensando a educação em uma perspectiva piagetiana*

Muitas vezes pensamos que a melhor forma de contribuir para analisar e transformar o processo de ensino e aprendizagem seria descobrir uma fórmula que acabasse com o desinteresse, a falta de concentração, a indisciplina e as dificuldades de aprendizagem, temas constantemente citados, e motivo de preocupação dos educadores. No entanto, o que tem sido mais significativo, nestes últimos anos, não é encontrar fórmulas precisas – porque não existem – nem ficar defendendo projetos com mudanças radicais, geralmente de difícil concretização.

Então, a questão é: O que fazer? Desistir da tarefa de educar? É claro que não! A idéia é valorizar o que é possível fazer, o que está ao nosso alcance, e isso nos dá melhores condições para descobrir pistas que ajudem a modificar a atuação pedagógica considerando o nosso sistema de ensino, independentemente das críticas a ele destinadas. Podemos tratar de aspectos na aparência triviais e pequenos, mas, com força de mudança, podemos encontrar formas de agir com nossos próprios meios, sem atribuir somente a fatores externos e distantes a possibilidade de garantir o cumprimento do principal objetivo da educação, cuja linha mestra é fazer o aluno conhecer, crescer e desenvolverse. Em outras palavras, se é difícil modificar o todo, há muito o que fazer em cada parte: o desafio é atuar com criatividade e responsabilidade, saindo do discurso queixoso e paralisado, descobrindo formas mais interessantes de lidar com a realidade. Se não há variedade de material, vamos inventar diferentes situações com lápis e papel ou lousa e giz como recursos; se o currículo

 

2. Quilles e Sjoelbak

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QUILLES

Um pouco da história

O jogo QUILLES* é considerado o precursor do boliche. Segundo consta no

Dicionário de jogos (1973), parece ter surgido entre os antigos egípcios, que praticavam uma forma de jogo semelhante. Nessa, o jogador deveria iniciar a partida arremessando uma estaca no chão. A terra era previamente preparada e umedecida para facilitar a perfuração. O adversário deveria, também, arremessar uma outra estaca, visando substituir aquelas anteriormente lançadas.

Entre os celtas, as estacas eram inicialmente fincadas no chão e o objetivo era derrubá-las com um bastão.

No século XII, seu sucesso foi tanto que levou as autoridades francesas, preocupadas com a ausência de funcionários no período de trabalho, a imporem normas e horários para regulamentá-lo.

Dois séculos depois, jogava-se uma nova versão, principalmente na França e na Inglaterra. Nessa versão, as estacas foram substituídas por pinos, dispostos verticalmente no chão, e o bastão foi substituído por uma bola de madeira. O nome QUILLES tem origem francesa, sendo que a palavra quille significa pino ou pau. Para os ingleses, o jogo foi denominado skitles, ou seja, paus, e era largamente disputado em tavernas, com apostas elevadas.

 

3. Caravana e Resta Um

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CARAVANA

História

CARAVANA é o nome designado pela Coluna Brinquedos para identificar um antigo jogo muito conhecido no norte da África (principalmente na Argélia), chamado Kalah, pertencente à “família” dos mancalas. Neste capítulo, serão propostas atividades e análises exclusivamente sobre esta modalidade. No entanto, antes de apresentá-la e como há muitos estudos sobre os mancalas, selecionamos algumas informações interessantes. Do livro Os melhores jogos do mundo (sem data, p.122-125) extraímos os trechos a seguir:

A palavra mancala origina-se do árabe naqaala, que significa mover. Com o tempo, esse termo passou a ser usado pelos antropólogos para designar uma série de jogos disputados num tabuleiro com várias concavidades e com o mesmo princípio de distribuição das peças. A forma pela qual este se realiza está intimamente associada à semeadura. Esse fato, aliado ao local de origem, leva alguns a crer que os jogos da família mancala são talvez os mais antigos do mundo.

 

4. Traverse e Quarto

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Uma forma de apresentar um jogo desconhecido é pedir para as pessoas observarem a preparação do tabuleiro e o desenvolvimento de uma partida, sem explicações prévias, como também foi sugerido para apresentar o jogo

CARAVANA. O objetivo dessa proposta é verificar o quanto é possível apreender sobre as regras exclusivamente por meio da observação. Em outras palavras, nesse primeiro contato, é proposto que os observadores realizem constatações baseadas em dados que a realidade apresenta, levantando hipóteses sobre o funcionamento do jogo. Após o término de uma ou duas partidas, solicita-se que respondam algumas questões.

Neste capítulo, utilizaremos dois jogos para ilustrar esta proposta: TRAVERSE e QUARTO.

TRAVERSE

Introdução

O jogo TRAVERSE, cujos direitos autorais pertencem à Glacier Games Company (EUA, 1991*) é comercializado, no Brasil, pela UNICEF. Até o presente momento, não temos mais informações sobre sua história, porém, sabe-se que essa palavra refere-se ao ato de atravessar. De acordo com o Dicionário

 

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