A linguagem oral na educação de adultos

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CAPÍTULO 1 - A EXISTÊNCIA É RELAÇÃO E COMUNICAÇÃO

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Erasmo Norberto Ferreyra

mos que neles habitam: os vegetais e os animais necessitam-se mutuamente para existir e, entre os indivíduos, podem ser encontrados verdadeiros códigos de comunicação (sinais) que indicam perigo, alimento, reconhecimento sexual ou preponderância de um dos indivíduos sobre outro.

Dentro do corpo dos organismos, as células estão profundamente interconectadas: o sangue que, além de transportar nutrientes e substâncias mensageiras (os hormônios), elimina os resíduos das células, converte-se no canal natural da comunicação intercelular.

Os animais superiores desenvolvem, além disso, especializados sistemas nervosos que coordenam e ampliam a intercomunicação celular e, ao mesmo tempo, adaptam o organismo ao meio ambiente externo.1

O equilíbrio da natureza sustenta-se sobre vários eixos que se manifestam na interação dos seres vivos constituídos em sociedades, nos distintos sistemas que a compõem e nos períodos ou ciclos de nascimento, vida, morte e transformação, que caracterizam o constante suceder da vida.

 

CAPÍTULO 2 - A PERCEPÇÃO

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CAPÍTULO

2

A Percepção

A percepção é um ato vital no qual entra em ação todo o organismo; inicia com o registro energético, que os órgãos dos sentidos realizam, de todos aqueles estímulos provenientes do meio ambiente.

Essa função de “registro” realizada pelos aparelhos sensoriais é seletiva e discriminatória, já que só entra no próprio campo perceptivo aquilo que promove nosso interesse. Neste processo intervêm os registros sensoriais, simbólicos e emocionais, capazes de captar — por uma via de entrada — os estímulos que nos oferece a existência toda:

“Como seres humanos, captamos somente aqueles conjuntos que têm sentido para nós enquanto seres humanos. Há uma infinidade de conjuntos distintos dos quais nunca saberemos nada. É evidente que nos é impossível experimentar todos os estímulos que passam ao nosso redor. Percebemos através de espécies de padrões armados por experiências adquiridas, como se olhássemos e sentíssemos mediante moldes culturais e pessoais determinados por experiências passadas. As percepções que experimentamos não são, de modo algum, revelações absolutas e objetivas do que se passa ao nosso redor, senão que vêm a ser previsões e probabilidades baseadas em experiências já vividas.” (Kilpatrick, 1961)1

 

CAPÍTULO 3 - CICLO DO PROCESSO DA COMUNICAÇÃO ESTABELECIDO

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CAPÍTULO

3

Ciclo do Processo da

Comunicação Estabelecido

Não somos todos iguais, daí que este processo tenha tantas alternativas quantas pessoas houver.

A dinamização deste processo perceptivo-expressivo é realizada de maneira incessante no transcurso da vida, de maneira que, se aprofundássemos nossa pesquisa, poderíamos considerar um grande círculo subdividido em outros menores e esses, sucessivamente, em outros tantos. Dessa maneira, o desenvolvimento de um ciclo pode abarcar tanto uma situação que transcorra em anos, como outra que represente breves experiências cognoscitivas que realizamos em poucos segundos. Até o mais simples e cotidiano processo de compreensão, relação ou comunicação que praticamos em nossa vida assemelha-se a isso.

O processo perceptivo-expressivo que apresentamos está esquematizado com o propósito de realizar sua análise e, apesar de parecer, a uma primeira vista, algo congelado, imóvel e invariável, é, em realidade, uma prática tão dinâmica e vital que sua análise nos leva a diagramá-lo desta maneira para tomar consciência dele. Em virtude disso, consideramos esse diagrama como modelo quanto a seus passos, não quanto ao fato que eles se deem nessas dimensões.

 

CAPÍTULO 4 - O HOMEM COM SUA PERSONALIDADE: REALIDADE BASE

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A Linguagem Oral na Educação de Adultos

CAPÍTULO

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O Homem com sua Personalidade,

Realidade Base

A personalidade do homem é a soma de suas emoções, temores, interesses, estado de ânimo, estado psicofísico, passado e presente, seus desejos e expectativas, suas motivações, sua cultura e seus costumes, sua raça, sua situação socioeconômica, sua profissão e ocupação, sua sensibilidade e sentimentos, seus gostos, seus complexos, sua herança, suas ambições e seus bens, o dia, o clima, etc.

O todo, que torna essa pessoa única e irrepetível, com dignidade, liberdade e com capacidade de ser. Isso é o que nos torna, fundamentalmente, pessoas.

As estimulações e impressões que recebe da realidade e a expressão de seu eu interior encontram-se condicionadas por ela e são mostradas por meio da expressão dos aspectos genuínos desse eu ou bem, em seu agir disfarçado e encoberto como autodefesa ou repressor da expressão dos outros, se atua num papel mais ofensivo.

Ao considerar a realidade base, há uma que é a fundamental: o grande desejo de capacitação do participante. Problemática pessoal que, por outro lado, o leva a participar num curso de educação de adultos.

 

CAPÍTULO 5 - PLANEJAMENTO, GENERALIDADES

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A Linguagem Oral na Educação de Adultos

CAPÍTULO

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Planejamento, Generalidades

Planejar é projetar o desenvolvimento de uma ação durante um tempo e com um determinado fim. É traçar o plano de uma obra a realizar; é ponderar e restabelecer um caminho ou itinerário a percorrer num tempo futuro estabelecido. É um processo de prognóstico.

O fim de todo planejamento é orientar, organizadamente, os esforços das pessoas que executam um determinado trabalho. Para isso, são estabelecidos, de antemão, critérios de ação, previsão de tempos, acesso e recursos necessários para conseguir o produto desejado, divisão de responsabilidades e tempos para que as ações sejam coerentes com os propósitos que se pretende alcançar. Planejar é organizar um “processo” antecipadamente.

Neste sentido, encontramo-nos com aspectos que podem ser planejáveis com anterioridade e outros que não. Pode-se planejar com antecipação o desenvolvimento de uma obra material (a construção de um edifício), a emissão de um pacote de programas de rádio ou televisão, uma obra de teatro que se ensaia várias vezes antes da estreia. Mas não se pode planejar, por exemplo, um desenvolvimento científico realizado por um estudioso com passos experimentais encadeados.

 

CAPÍTULO 6 - EXPERIÊNCIA DE UM DOS CICLOS DO PROCESSO LINGUALIZADOR

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CAPÍTULO

6

Experiência de um dos Ciclos do

Processo Lingualizador

A EXPERIÊNCIA DE UMA REUNIÃO PRÓ-MATRÍCULA

Para organizar essa reunião, prévia ao início do curso, o docente visita a

Comissão Vicinal do bairro e três pessoas influentes da vizinhança. Oferece os serviços educativos com o fim de apoiar e divulgar o trabalho que esta organização, e as demais existentes no bairro, estão desenvolvendo. Para isso, pede a colaboração de todos seus membros.

O objetivo é reunir os vizinhos na casa de algum deles ou na sede da comissão para tratar de forma conjunta as necessidades, as carências, os desejos, as esperanças e os interesses comuns, assim como a maneira de sustentar a ação que desenvolvem a Comissão de Vizinhos e demais instituições de zona.

Depois de vários dias de promoção, é possível convocar uma pequena assembleia de vizinhos.

Uma vez reunidos, o animador inicia a conversa com perguntas simples, mas mobilizadoras, para que os assistentes possam expressar livremente quais consideram os problemas mais graves do lugar.

 

CAPÍTULO 7 - DISCREPÂNCIAS DE APRECIAÇÃO ENTRE ALFABETIZAÇÃOE LINGUALIZAÇÃO

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CAPÍTULO

7

Discrepâncias de Apreciação entre

Alfabetização e Lingualização

Alfabetização

Lingualização

Treina o aluno no manejo de um sistema, o alfabeto, em cujo ensino centra, geralmente, todo seu esforço. Guia-se por uma pedagogia e uma andragogia criadas para este propósito.

O adulto descobre e adestra-se no manejo das variadas linguagens que o homem usa para comunicar-se. A pedagogia e a andragogia deverão servir a esse propósito.

A psicopedagogia, geralmente, trata as possíveis dificuldades que o aluno possa apresentar no manejo deste sistema de signos e seu código.

A psicoandragogia para a lingualização deverá tratar as dificuldades que os alunos apresentem na comunicação, devidas a bloqueios internos ou externos.

A percepção e a expressão do aluno, desenvolvidas através do código alfabético, são alteradas de tal maneira que costumam funcionar deficientemente quando a pessoa enfrenta a realidade.

O desenvolvimento de percepção e de expressão que se vivencia através de todas as linguagens ao alcance das pessoas amplia-se e aperfeiçoa suas funções frente à realidade.

 

CAPÍTULO 8QUADRO SINTÉTICO DAS ETAPAS E DOS PASSOS DO PROCESSO LINGUALIZADOR

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Erasmo Norberto Ferreyra

• Estimular a pesquisa da realidade.

• Fomentar a identificação prioritária de um problema como processo de diagnóstico.

• Favorecer o descobrimento da função comunitária de cada um.

• Envolver o adulto como pesquisador e diagnosticador de sua própria situação.

O QUE SE FAZ

O docente propõe ao grupo falar sobre os problemas, necessidades ou assuntos que preocupem a todos em geral, a fim de reconhecê-los.

Uma vez “listados” os diversos assuntos, procede-se à eleição de um deles para seu tratamento, na procura de alguma solução.

Expõe-se tudo isso através de tarefas de aprendizagens de acordo com o nível de cada grupo: desde cartazes, anúncios, letreiros (executando, os analfabetos, suas primeiras “escritas”) até informes e estatísticas.

PERGUNTAS SUGERIDAS

• Quais são nossos problemas, necessidades ou interesses mais comuns?

• Qual dos assuntos comentados escolheremos para tratar a fundo e tentar buscar-lhe uma solução?

DINÂMICA DO TRABALHO

Trabalhos em grupo e individuais. Plenárias. Debates. Palestras informais.

 

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