Princípios básicos de análise do comportamento

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Esta é uma obra abrangente, ricamente ilustrada e com uma linguagem dinâmica sobre a psicologia comportamental. Os autores apresentam como lidar efetivamente nos mais variados campos de atuação da psicologia, proporcionando ao leitor uma visão global do comportamento humano. Este livro enriquecerá o profissional das mais diversas áreas: psicologia clínica, organizacional, esportiva, hospitalar, jurídica, escolar.

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1. O reflexo inato

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CAPÍTULO

1

O reflexo inato

Quando o médico bate o martelo no joelho de um paciente, o músculo de sua coxa contrai-se (você “dá um chute no ar”); quando a luz incide sobre sua pupila, ela se contrai; quando você ouve um barulho alto e repentino, seu coração dispara

(taquicardia); quando você entra em uma sala muito quente, você começa a suar. Esses são apenas alguns exemplos de comportamentos reflexos inatos. Note que há algo em comum em todos eles: há sempre uma alteração no ambiente que produz uma alteração no organismo (no corpo do indivíduo).

Todas as espécies animais apresentam comportamentos reflexos inatos. Esses reflexos são uma “preparação mínima” que os organismos têm para começar a interagir com seu ambiente e para ter chances de sobreviver (Figura 1.1).

Se você colocar seu dedo na boca de um recém-nascido, automaticamente ele irá “sugar” o seu dedo. Da mesma forma, quando o seio da mãe entra em contato com a boca do bebê, uma resposta semelhante é observada (sucção). Não é

A

B

Figura 1.1

 

2. O reflexo aprendido: Condicionamento Pavloviano

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CAPÍTULO

29

2

O reflexo aprendido:

Condicionamento

Pavloviano

Você começa a suar e a tremer ao ouvir o barulho feito pelos aparelhos utilizados pelo dentista? Seu coração dispara ao ver um cão? Você sente náuseas ao sentir o cheiro de determinadas comidas? Você tem algum tipo de fobia? Muitas pessoas responderiam “sim” a essas perguntas. Mas, para todas essas pessoas, até um determinado momento de sua vida, responderiam “não” a essas perguntas; portanto, estamos falando sobre aprendizagem e sobre um tipo de aprendizagem chamado Condicionamento Pavloviano.

No capítulo anterior, sobre os reflexos inatos, vimos que eles são comportamentos característicos das espécies, desenvolvidos ao longo de sua história filogenética➊. O surgimento desses reflexos no repertório comportamental das espécies preparam-nas para um primeiro contato com o ambiente, aumentando as chances de sobrevivência. Uma outra característica das espécies animais também desenvolvida ao longo de sua história filogenética, de grande valor para sua sobrevivência, é a capacidade de aprender novos reflexos, ou seja, a capacidade de reagir de formas diferentes a novos estímulos. Durante a evolução das espécies, elas “aprenderam” a responder de determinadas maneiras a estímulos específicos de seu ambiente. Por exemplo, alguns animais já “nascem sabendo” que não podem comer uma fruta de cor amarela, a qual é venenosa.

 

3. Aprendizagem pelas conseqüências: o reforço

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CAPÍTULO

3

Aprendizagem pelas conseqüências: o reforço

A abordagem até agora foi sobre o comportamento respondente, isto é, vimos um tipo de relação entre o ambiente (estímulo) e o organismo (resposta), na qual dizemos que um estímulo elicia uma resposta. Concluímos que nosso conhecimento sobre o comportamento respondente nos ajuda a compreender parte do comportamento e da aprendizagem humana, sobretudo no que diz respeito às emoções. A despeito da grande relevância do comportamento respondente para análise, compreensão e modificação (intervenção) do comportamento humano, ele sozinho (comportamento respondente) não consegue abarcar toda a complexidade do comportamento humano (e dos organismos em geral). Neste capítulo, conheceremos um segundo tipo de comportamento que engloba a maioria dos comportamentos dos organismos: o comportamento operante, termo cunhado por B. F. Skinner. Classificamos como operante aquele comportamento que produz conseqüências (modificações no ambiente) e é afetado por elas. Logo, consideraremos como as conseqüências daquilo que fazemos nos mantêm no mesmo caminho, ou afasta-nos dele. Entender o comportamento operante é fundamental para compreendermos como aprendemos nossas habilidades e nossos conhecimentos, ou seja, falar, ler, escrever, raciocinar, abstrair, etc.), e até mesmo como aprendemos a ser quem somos, a ter nossa personalidade.

 

4. Aprendizagem pelas conseqüências: o controle aversivo

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CAPÍTULO

4

Aprendizagem pelas conseqüências: o controle aversivo

Como já sabemos, o comportamento operante é aquele que produz modificações no ambiente e que é afetado por elas.

Chamamos tais modificações no ambiente de conseqüências do comportamento. Já se conhece também um tipo dessas conseqüências: o reforço. Mais especificamente, foi abordado o reforço positivo (reforço porque aumenta a probabilidade do comportamento reforçado voltar a ocorrer; positivo porque a modificação produzida no ambiente era sempre a adição de um estímulo). Por exemplo, quando o rato pressiona a barra, aparece uma gota de água em seu ambiente; quando a criança pede um doce, ela recebe um doce (ela não tinha o doce, agora tem). Nos exemplos de reforço positivo vistos no Capítulo 3, o organismo comportava-se para que algo acontecesse, para que um estímulo fosse produzido.

Nesse capítulo, veremos que existem outros tipos de conseqüências do comportamento que também aumentam sua freqüência (reforço negativo), e outras que diminuem sua freqüência (punição positiva e punição negativa). A esses tipos de conseqüências damos o nome de controle aversivo do comportamento.

 

5. Primeira revisãodo conteúdo

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CAPÍTULO

5

Primeira revisão do conteúdo

Resum

Neste capítulo, revisaremos o que foi visto até então. Como se trata de um capítulo de revisão, os termos e os conceitos são apresentados muito sucintamente. Caso haja dúvidas ou caso não se lembre muito bem de um conceito, volte no capítulo em que foi dado e estude-o mais detalhadamente. Este capítulo destina-se, sobretudo, a esclarecer a distinção entre comportamento operante e comportamento respondente. Antes de começar a leitura, analise a Tabela 5.1.

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6. Controle de estímulos: o papel do contexto

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CAPÍTULO

6

Controle de estímulos: o papel do contexto

“Qual o seu nome?”. Provavelmente você não fica dizendo o seu nome o tempo todo. Há certos momentos nos quais você emite esse comportamento – dizer seu nome – e outros não. Há certos assuntos que você só conversa com seus amigos, outros somente com seus pais, e outros apenas com colegas de trabalho. Em determinadas ocasiões, você é mais extrovertido e, em outras, mais introvertido. Na presença de algumas pessoas você é de um “jeito” e na presença de outras pessoas você é de “outro jeito”. Por que nos comportamos, às vezes, de formas tão diferentes em situações diferentes? Essa pergunta é tratada neste capítulo.

Vimos até agora como o que acontece após o comportamento (a conseqüência) exerce controle sobre ele. Neste capítulo, você verá que o que acontece antes do comportamento (ou o contexto em que o comportamento ocorre) também exerce controle sobre ele. Lembre-se: dizer que o ambiente exerce controle sobre o comportamento quer dizer apenas que altera a probabilidade de ocorrência do comportamento.

 

7. Esquemas de reforçamento

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CAPÍTULO

7

Esquemas de reforçamento

Nem todas as respostas são reforçadas quando emitidas. Nem sempre ganhamos uma aposta e nem sempre somos vencedores todas as vezes em que jogamos. Nem todas as vezes que vamos a um bar

é divertido. Não é sempre que encontramos o pão de queijo há pouco saído do forno na cantina. Nem sempre quando estudamos tiramos uma nota boa. Nem todos os nossos pedidos são atendidos. Isso quer dizer que muitos dos nossos comportamentos são apenas intermitentemente reforçados; portanto, um comportamento não precisa ser reforçado todas as vezes em que ocorre para continuar sendo emitido. O conceito de esquema de reforçamento diz respeito, justamente, a que critérios uma resposta ou conjunto de respostas deve atingir para que ocorra o reforçamento. Em outras palavras, descreve como se dá a contingência de reforço, ou seja, a que condições as respostas devem obedecer para ser liberado o reforçador. Existem dois tipos de esquemas de reforçamento, o contínuo e o intermitente.

 

8. Segunda revisão do conteúdo

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CAPÍTULO

8

Segunda revisão do conteúdo

Resum

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Esquem

No Capítulo 6, analisamos como os eventos antecedentes ao comportamento podem passar a exercer controle sobre ele, ou seja, para entender o comportamento, temos que entender não só suas conseqüências, mas também o contexto em que ocorrem.

No Capítulo 7, analisamos que, dependendo da forma como o reforço é apresentado, o padrão de respostas do organismo muda. Analisamos também diversos critérios que podem ser estabelecidos para que o comportamento seja reforçado. Chamamos esses critérios de esquemas de reforçamento.

Neste capítulo, faremos breve revisão dos Capítulos 6 e 7.

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9. A análise funcional: aplicação dos conceitos

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CAPÍTULO

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A análise funcional: aplicação dos conceitos

Se quisermos entender a conduta de qualquer pessoa, mesmo a nossa própria, a primeira pergunta a fazer é: “O que ela fez?”, o que significa dizer identificar o comportamento. A segunda pergunta é: “O que aconteceu então?”, o que significa dizer identificar as conseqüências do comportamento. Certamente, mais do que conseqüências determinam nossa conduta, mas as primeiras perguntas freqüentemente hão de nos dar uma explicação prática. Se quisermos mudar o comportamento, mudar a contingência de reforçamento – a relação entre o ato e a conseqüência – pode ser a chave.

Muitas vezes gostaríamos de ver algumas pessoas em particular mudar para melhor, mas nem sempre temos controle sobre as conseqüências que são responsáveis por sua conduta. Se o temos, podemos mudar as conseqüências e ver se a conduta também muda. Ou podemos prover as mesmas conseqüências para a conduta desejável e ver se a nova substitui a antiga.

Esta é a essência da análise de contingências: identificar o comportamento e as conseqüências; alterar as conseqüências; ver se o comportamento muda. Análise de contingências é um procedimento ativo, não uma especulação intelectual. É um tipo de experimentação que acontece não apenas no laboratório, mas também no mundo cotidiano. Analistas do comportamento eficientes estão sempre experimentando, sempre analisando contingências, transformando-as e testando suas análises, observando se o comportamento crítico mudou... se a análise for correta, mudanças nas contingências mudarão a conduta; se for incorreta, a ausência de mudança comportamental demandará uma abordagem diferente.

 

10. Atividades de laboratório

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CAPÍTULO

165

10

Atividades de laboratório

Os livros de psicologia, das mais diversas áreas e abordagens, apresentam uma infinidade de teorias sobre uma miríade de assuntos que dizem

B. F. Skinner em seu respeito ao ser humano e, em alguns casos, aos organismos vivos em laboratório geral. Nos livros e nos manuais de psicologia, é possivel encontrar dezenas de teorias sobre a aprendizagem, muitas delas fornecendo explicações diferentes para um mesmo fenômeno. Por que tantas teorias sobre o mesmo assunto? Todas elas estão certas e se completam? Existem várias porque nenhuma de fato é correta ou completa? Só há uma maneira de comprovar a “veracidade” de uma teoria: subentendo-a ao teste empírico, ou seja, verificando na prática e, de preferência, no laboratório, onde podemos controlar melhor as situações que criamos para avaliar as teorias. Neste capítulo, abordaremos a descrição de várias atividades que podem ser desenvolvidas no laboratório com ratos albinos para o estudo do comportamento.

 

11. Algumas normas e dicas para se redigirum relatório científico

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CAPÍTULO

191

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Algumas normas e dicas para se redigir um relatório científico

Todo e qualquer conhecimento produzido só faz sentido se puder ser comunicado e utilizado. Ao fazer um curso de ensino superior, você deve aprender não só o conhecimento existente relativo a seu curso, mas também a refletir sobre ele, transformá-lo e retransmiti-lo de forma clara e compreensível. A comunicação do conhecimento produzido através de relatórios e artigos científicos é um dos pontos que dá ao conhecimento científico bastante credibilidade, pois mentiras ou erros não perduram por muito tempo, já que outros pesquisadores podem replicar sua pesquisa para confirmar os resultados obtidos por você.

Para que outros pesquisadores possam replicar suas pesquisas, ou seja, para que possam “refazer” sua pesquisa exatamente da forma como você fez, é necessário que sua comunicação (relatório ou artigo científico) tenha todas as informações necessárias e suficientes para que seja compreendida. Isto é, ao comunicar uma pesquisa, seu texto não deve ter mais informação que o necessário, nem menos informação que o suficiente para que outra pessoa, ao lê-la, tenha condições de saber como você realizou a pesquisa e fazê-la de forma igual.

 

12. B. F. Skinner, análisedo comportamento e obehaviorismo radical

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CAPÍTULO

12

B. F. Skinner, análise do comportamento e o behaviorismo radical

Todos os assuntos abordados neste livro baseiam-se na abordagem psicológica chamada Análise do Comportamento, cujo criador e maior expoente é Burrhus

Frederic Skinner. A concepção de ser humano, as concepções epistemológicas, a proposta de objeto de estudo da psicologia, o modelo de causalidade, as discussões conceituais acerca dos fenômenos psicológicos, entre outras discussões filosóficas que embasam essa abordagem, são da alçada do Behaviorismo Radical, também concebido por Skinner, como a filosofia da ciência do comportamento. Neste capítulo, veremos um pouco sobre quem foi Skinner e o que é Análise do Comportamento e o Behaviorismo Radical.

Burrhus Frederic Skinner

A carreira➊

Skinner nasceu em 20 de março de 1904 no Estado norte-americano de

Nova York. Sua primeira formação acadêmica é em Letras. Skinner queria ser escritor. Essa carreira, no entanto, teve vida breve. Aos 24 anos (1928), após ter entrado em contato com as obras de John Watson e Ivan Pavlov,

 

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