As Competências para Ensinar no Século XXI

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Os assuntos abordados são de alta relevância e possibilitam tomadas de decisão importantes, se quisermos que nossa escola fundamental trabalhe de um modo diferenciado e construtivo, apresentando, segundo o modo de pensar de cada autor, uma importante contribuição para o aprimoramento do ensino.

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Capítulo 1 - A Formação dos Professores no Século XXI

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A Formação dos Professores no Século XXI

Philippe Perrenoud

O século XXI está apenas começando, mas por enquanto ele ainda tem a mesma cara do século passado. No curto prazo, as orientações que desejamos para a formação dos professores não diferem radicalmente daquelas que foram propostas há cinco anos. Quanto ao tipo de professores que devem ser formados para 2100, ou mesmo 2050, seria preciso ser adivinho para responder a essa questão. No futuro, a escola pode desaparecer e o ensino pode ser mencionado como uma daquelas profissões do passado, tão comoventes por terem caído no desuso. “Um professor tentava formar

25 alunos ao mesmo tempo, ou 40, ou ainda mais”: isso será informado aos cibervisitantes de um cibermuseu da educação, enquanto assistem com emoção a um filme dos anos 1980, reconstruído em 3-D, sobre um professor que dá sua aula diante da lousa. Rirão diante das imagens do ano

2000, época em que os computadores precisavam de uma tela e de um teclado, 30 anos antes da implantação de um chip no cérebro de todos os recém-nascidos e 70 anos antes que uma mutação genética controlada colocasse em rede todos os espíritos da galáxia.

 

Capítulo 2 - Os Desafios da Avaliação no Contexto dos Ciclos de Aprendizagem Plurianuais

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Os Desafios da Avaliação no Contexto dos Ciclos de

Aprendizagem Plurianuais

Philippe Perrenoud

A idéia das escolas sem séries não é nova; ela tem estado presente na mente de diversos pedagogos do mundo, conscientes do absurdo de dividir as aprendizagens em etapas anuais. Sem dúvida, não é por acaso que os mesmos pedagogos:

• privilegiam o desenvolvimento global da pessoa, sua abertura para o mundo e seu juízo, considerados mais importantes que a acumulação de saberes;

• são sensíveis à diversidade das relações com o saber, das maneiras de aprender, dos ritmos de desenvolvimento e das trajetórias dos indivíduos.

As escolas sem séries foram desenvolvidas em escolas experimentais ou alternativas. Alguns sistemas educacionais, graças a reformas particulares, instauraram ciclos de aprendizagem plurianuais durante um certo período e depois retornaram às etapas anuais.

A novidade, hoje em dia, é que vários países optaram – ou estão optando – por ciclos plurianuais na escala do sistema educacional como um

 

Capítulo 3 - Da Avaliação dos Professores à Avaliação dos Estabelecimentos Escolares

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Da Avaliação dos

Professores à Avaliação dos

Estabelecimentos Escolares*

Monica Gather Thurler

Em todo o mundo, os sistemas escolares estão engajados em uma mudança de perspectivas que os conduz a substituir os modelos tradicionais de gestão, autoritários e centralizadores, por outros modelos, mais participativos. Assim, são levados a delegar, aos subsistemas e aos atores do terreno (associações profissionais, diretor de estabelecimento escolar, professores, pais), a responsabilidade de desenvolver localmente as soluções mais adequadas para responder às exigências que agora são definidas sob a forma de grandes objetivos de desenvolvimento.

Paralelamente, a emergência vigorosa de uma nova identidade profissional e da consciência de si dos atores do terreno como atores autônomos reforça neles a idéia de que nem as estruturas nem os condicionamentos são inelutáveis, mas que em parte podem ser escolhidos e negociados.

Essa evolução das mentalidades dos atores individuais e coletivos é amplamente acompanhada e sustentada no plano conceitual e teórico.

 

Capítulo 4 - O Desenvolvimento Profissional dos Professores: Novos Paradigmas, Novas Práticas

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O Desenvolvimento Profissional dos Professores: Novos

Paradigmas, Novas Práticas

Monica Gather Thurler

As reformas atuais confrontam os professores com dois desafios de envergadura: reinventar sua escola enquanto local de trabalho e reinventar a si próprios enquanto pessoas e membros de uma profissão. A maioria deles será obrigada a viver agora em condições de trabalho e em contextos profissionais totalmente novos, bem como a assumir desafios intelectuais e emocionais muito diversos daqueles que caracterizavam o contexto escolar no qual aprenderam seu ofício.

Isso significa que, daqui para frente, eles precisarão não apenas pôr em questão e reinventar práticas pedagógicas, como também reinventar suas relações profissionais com os colegas e a organização do trabalho no interior de sua escola. A introdução de novos objetivos de aprendizagem e de novas metodologias de ensino não lhes permitirá mais organizar seu ensino em torno de uma sucessão rígida de lições e fichas de trabalho, e sim os obrigará a inventar permanentemente arranjos didáticos e situações de aprendizagem que respondam melhor à heterogeneidade de necessidades de seus alunos. A implantação de ciclos de aprendizagem os incitará a inventar novos funcionamentos, mais flexíveis e maleáveis que a atribuição fixa de aulas a uma única pessoa; eles terão de dar cabo do

“meu e minha classe” e da divisão tradicional do trabalho para poder utili-

 

Capítulo 5 - Situação-Problema: Forma e Recurso de Avaliação, Desenvolvimento de Competências e Aprendizagem Escolar

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Situação-Problema: Forma e Recurso de Avaliação,

Desenvolvimento de Competências e

Aprendizagem Escolar

Lino de Macedo

Por que refletir sobre o conhecimento e as lidas da vida como situações-problema? Viver sempre foi uma situação-problema. Nossos antepassados, por exemplo, apesar de sua grande vontade de sobreviver, dispunham de poucos recursos (sobretudo tecnológicos) para isso. Podia haver falta de comida, o sol às vezes queimava e nem sempre iluminava ou aquecia a vida. Sabemos que ainda hoje isso ocorre para a maioria de nós. O mesmo vale para cada criança que nasce. Como mamífero, herdou o poder de ordenhar, mas seu reflexo está adaptado para uma mama da espécie.

Contudo, em uma relação particular, como assimilar o leite, construindo sobre o reflexo de sucção, um esquema psicológico acomodado às características físicas e socioculturais daquela que alimenta a criança? Depois disso, e mal tendo aprendido a mamar, logo nascem os dentes, o leite diminui ou seca, criando um novo contexto ou recorte para o qual os processos anteriores de acomodação agora são insuficientes. Diante dessa nova situação, como mobilizar recursos, alterar hábitos, atualizar esquemas de ação?

Assim também acontece em outros momentos de nossa vida: mal nos tor-

 

Capítulo 6 - Sobre a Idéia de Competência

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Sobre a Idéia de Competência

Nílson José Machado

DISCIPLINAS E COMPETÊNCIAS

A idéia de que a meta principal da escola não é o ensino dos conteúdos disciplinares, mas sim o desenvolvimento das competências pessoais, está hoje no centro das atenções. Trata-se de uma questão com raízes bastante profundas, que se presta a um grande número de mal-entendidos, mas que estava, até há alguns anos, relativamente adormecida.

De fato, desde o Trivium, currículo básico na Grécia Clássica, composto pelas disciplinas de Lógica, Gramática e Retórica, certamente o que se visava não era ao desenvolvimento destas enquanto disciplinas, muito menos

à formação de lógicos ou lingüistas; visava-se à formação do cidadão, do habitante da polis, à formação política. Depois do Trivium, havia o

Quadrivium, composto pelas disciplinas de Música, Aritmética, Geometria e Astronomia, por meio das quais se buscava um aperfeiçoamento ou uma afinação da mente. Apenas no final da Idade Média, ou no limiar da Ciência Moderna, ocorre paulatinamente uma inversão nas funções das disciplinas clássicas, passando a Matemática e a Física, ainda que sob o rótulo mais amplo de Filosofia Natural, a compor o instrumental para a formação básica e o interesse pelas Letras e pela Retórica a ser associado ao polimento do espírito.

 

Capítulo 7 - O Desenvolvimento de Competências e a Participação Pessoal na Construção de um Novo Modelo Educacional

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O Desenvolvimento de Competências e a

Participação Pessoal na

Construção de um Novo

Modelo Educacional

Cristina Dias Allessandrini*

Dialogar sobre um tema significa receber uma informação e processála, estabelecendo articulações entre os conteúdos na construção de novas relações. Desse modo, o trabalho de cada profissional da educação é qualificar o diálogo entre as inúmeras questões que vivenciamos em nosso cotidiano, com cada tema abordado no decorrer de palestras, textos e livros que nos auxiliam na compreensão dos mecanismos invisíveis atuantes no processo.

Estudá-los e compreendê-los tornam-se fundamental para nosso aprimoramento técnico. Entretanto, o entendimento de um autor estrangeiro oriundo de uma outra realidade educacional que se assemelha à nossa e, ao mesmo tempo, difere dela, torna-se importante. Nesse sentido, a leitura do texto original é peça fundamental no sistema que se estabelece, pois sua tradução e conseqüente abertura para nosso público devem expressar

 

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