Economia (19a. ed.)

Autor(es): Samuelson, Paul
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30 capítulos

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1. Conceitos centrais da Economia

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Conceitos centrais da Economia

A Era da Cavalaria chegou ao fim; sucedeu‑lhe a dos sofistas, dos economistas e dos contadores.

Edmund Burke

a. poR QuE EStuDaR ECoNoMIa?

Ao iniciar esta leitura, você deve estar querendo saber: por que estudar Economia? Enumeremos as razões.

Muitos estudam Economia para que isso os ajude a obter um bom emprego.

Há quem pense que deve compreender mais profun‑ damente o que existe por trás dos relatórios sobre in‑ flação e desemprego.

Ou há pessoas que querem compreender quais polí‑ ticas poderiam amenizar o aquecimento global ou o que significa dizer que um iPod é “made in China”.

Por quem os sinos dobram

Todas essas razões, e muitas outras, fazem sentido.

Contudo, como teremos de reconhecer, existe uma ra‑ zão fundamental para aprender as lições básicas de

Economia: durante toda a sua vida – desde o berço até

à sepultura – você enfrentará as verdades cruéis da

Economia.

Como eleitor, tomará decisões sobre questões que não poderão ser compreendidas até que tenha domina‑ do os rudimentos desta matéria. Sem o estudo de Eco‑ nomia, não estará completamente informado sobre o comércio internacional, a política fiscal, ou as causas das recessões e do desemprego.

 

2. Economia mista moderna

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Economia mista moderna

Todo indivíduo se esforça para empregar o seu capital de modo que o produto deste tenha o máximo valor.

Em geral, não tem intenção de promover o interesse público nem sabe o quanto está agindo nesse sentido.

Quer apenas a própria segurança, o próprio ganho. É levado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte das suas intenções. Ao perseguir do seu próprio interesse, frequentemente, promove o interesse da sociedade de uma forma mais eficaz do que quando, de fato, tem a intenção de fazê ‑lo.

Adam Smith

A Riqueza das Nações (1776)

Pense sobre alguns dos bens e serviços que consumiu nos últimos dias. Talvez tenha viajado de avião ou com‑ prado gasolina. Você deve, certamente, ter preparado algum alimento comprado em um supermercado ou feito uma refeição em algum restaurante. Pode ter comprado um livro (como este) ou medicamentos.

Considere agora algumas das muitas etapas que ante‑ cederam as suas compras. A viagem de avião vai ilustrar a ideia muito bem. Você pode ter comprado a passagem pela internet. Essa simples compra envolve muitos bens tangíveis, como o seu computador, a propriedade inte‑ lectual (em software e design), e sofisticadas linhas de transmissão de fibra óptica, bem como complexos sis‑ temas de reservas e de modelos de preços das compa‑ nhias aéreas. As companhias aéreas fazem tudo isso para obter lucros (embora os lucros sejam muito mo‑ destos nesse setor).

 

3. Elementos básicos da oferta e da demanda

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capítulo

Elementos básicos da oferta e da demanda

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O que é um cínico?

Um homem que conhece o preço de tudo e o valor de coisa alguma.

Oscar Wilde

Os dois primeiros capítulos apresentaram os proble‑ mas básicos que qualquer economia deve resolver: O que deve ser produzido? Como os bens devem ser produ‑ zidos? E para quem os bens devem ser produzidos?

Vimos também que a moderna economia mista se ba‑ seia principalmente em um sistema de mercados e preços para resolver os três problemas centrais. Recorde que os tijolos fundamentais da construção de uma economia são a monarquia dupla das preferências e da tecnologia.

A “soberania do consumidor”, operando por meio do po‑ der de compra, determina o que é produzido e para onde vão os bens, mas as tecnologias influenciam os custos, os preços, e quais os bens que estão disponíveis. A nossa ta‑ refa neste capítulo é descrever em detalhe como esse pro‑ cesso funciona em uma economia de mercado.

Os mercados são como o tempo – às vezes tempestuo‑ so, às vezes calmo, mas sempre mudando. Contudo, um estudo cuidadoso dos mercados revelará certas forças subjacentes aos movimentos aparentemente vagos. Para prever os preços e as quantidades em cada mercado, é necessário dominar a análise da oferta e da demanda.

 

4. Oferta e demanda: elasticidade e aplicações

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oferta e demanda: elasticidade e aplicações

Você não consegue ensinar um papagaio a ser um economista apenas ensinando -o a dizer “oferta” e “demanda”.

Anônimo

Do nosso estudo introdutório, passamos agora para um estudo detalhado da microeconomia – do compor‑ tamento de empresas, consumidores e mercados seto‑ riais. Em cada um dos mercados verifica‑se a maior parte dos aspectos mais relevantes da história econômi‑ ca e as controvérsias da política econômica. No âmbito da microeconomia estudaremos as razões da grande disparidade de rendas entre neurocirurgiões e operá‑ rios têxteis. A microeconomia é essencial para enten‑ dermos por que os preços dos computadores diminuí‑ ram tão rapidamente e por que o seu uso se expandiu exponencialmente. Não esperemos compreender os de‑ bates acirrados sobre saúde ou salário mínimo sem apli‑ carmos as ferramentas da oferta e da demanda a esses setores. Mesmo temas como as drogas ilícitas ou o cri‑ me e punição são analisados com vantagem quando se considera como a demanda de substâncias que viciam é diferente da de outros bens.

 

5. Demanda e comportamento do consumidor

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Demanda e comportamento do consumidor

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Oh, a razão não a necessidade: os nossos mais indigentes pedintes são supérfluos nas coisas mais ínfimas.

W. Shakespeare

Rei Lear

Todos os dias tomamos um número infindável de deci‑ sões sobre como aplicar o nosso dinheiro e o nosso tempo, sendo ambos escassos. Vamos comprar uma pizza ou um hambúrguer? Comprar um carro novo ou consertar o velho? Gastar a nossa renda hoje ou poupá ‑la para consumo futuro? Vamos tomar o café da manhã ou dormir até tarde? Ao pesar demandas e desejos alternativos, estamos tomando as decisões que definem as nossas vidas.

São os resultados dessas escolhas individuais que es‑ tão subjacentes às curvas da demanda e às elasticida‑ des‑preço que encontramos nos capítulos anteriores.

Este capítulo explora os princípios básicos da escolha e do comportamento do consumidor. Veremos como os padrões da demanda de mercado podem ser explica‑ dos pelo processo da busca individual do conjunto pre‑ ferido de bens de consumo. Aprenderemos também a quantificar os benefícios que cada um de nós tira por participar de uma economia de mercado.

 

6. Produção e organização empresarial

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produção e organização empresarial

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O negócio da América são os negócios.

Calvin Coolidge

Alguém tem de fazer o pão nosso de cada dia antes de o podermos comer. Da mesma forma, a habilidade da economia para produzir automóveis, gerar eletricida‑ de, escrever programas de computador e fornecer uma diversidade de bens e serviços que compõem o nosso produto interno bruto depende da nossa capacidade produtiva. A capacidade produtiva é determinada pela dimensão e qualidade da população ativa, pela quanti‑ dade e qualidade do estoque de capital, pelo conheci‑ mento tecnológico do país juntamente com a capacida‑ de para usá‑lo e pela natureza das instituições públicas e privadas. Por que os padrões de vida são elevados na

América do Norte? E por que são baixos na África?

Para responder, veremos quão bem a máquina da pro‑ dução está funcionando.

O nosso objetivo é compreender como as forças de mercado determinam a oferta de bens e serviços. Ao lon‑ go dos próximos três capítulos, apresentaremos os con‑ ceitos essenciais de produção, custo e oferta e mostrare‑ mos a ligação entre eles. Primeiro vamos explorar os fundamentos da teoria da produção, mostrando como as empresas transformam fatores de produção em pro‑ duções desejadas. A teoria da produção também nos aju‑ da a compreender por que a produtividade e os níveis de vida têm aumentado ao longo do tempo e como as em‑ presas gerenciam as suas atividades internas.

 

7. Análise de custos

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análise de custos

Custos registram simplesmente atrações concorrentes.

Frank Knight

Risk, Uncertainty and Profit (1921)

Onde quer que haja produção, os custos a seguem como uma sombra. As empresas têm de pagar pelos seus fatores produtivos: parafusos, solventes, softwares, esponjas, secretárias e estatísticos. As empresas lucra‑ tivas estão cientes desse simples fato quando estabele‑ cem as suas estratégias de produção, uma vez que qual‑ quer dólar gasto em custos desnecessários reduz os lucros da empresa em igual montante.

Mas o papel dos custos vai muito além da influência na produção e nos lucros. Os custos afetam a escolha dos insumos, as decisões de investimento e mesmo a decisão de manter, ou não, a atividade. É mais barato contratar um novo trabalhador ou pagar hora extra?

Construir outra fábrica ou expandir a antiga? Investir em equipamento no país ou terceirizar a produção no exterior? As empresas precisam escolher métodos de produção que sejam os mais eficientes e que produzam ao custo mínimo.

 

8. Análise de mercados perfeitamente competitivos

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análise de mercados perfeitamente competitivos

O custo de produção não teria qualquer efeito sobre o preço de concorrência se fosse possível ele não exercer efeito algum sobre a oferta.

John Stuart Mill

Descrevemos como o mecanismo de mercado realiza uma espécie de milagre todos os dias, proporcionando os bens de primeira necessidade diária como o pão e uma vasta gama de bens e serviços de alta qualidade sem que haja controle ou direção central. Como funciona exatamente esse mecanismo de mercado?

A resposta começa com os dois lados de cada mercado – oferta e demanda. Esses dois componentes têm de ser associados para que se possa entender como se comporta o mercado como um todo. Este primeiro capítulo sobre a organização setorial analisa o comportamento de mercados perfeitamente competitivos; estes são mercados ideais em que as empresas e os consumidores são pequenos demais para afetar o preço. A primeira seção mostra o comportamento das empresas competitivas. Depois, serão examinados alguns casos especiais.

 

9. Concorrência imperfeita e monopólio

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concorrência imperfeita e monopólio

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O melhor de todos os lucros do monopólio é uma vida tranquila.

J. R. Hicks

A concorrência perfeita é um mercado ideal de inúme‑ ras empresas que não podem afetar o preço. Mas, sen‑ do fácil de analisar, é difícil encontrar esse tipo de em‑ presa. Quando compra o seu automóvel Ford ou Toyota, os seus hambúrgueres do McDonald’s ou da Wendy’s, ou o seu computador da Dell ou da Apple, você está li‑ dando com empresas suficientemente grandes para in‑ fluenciar o preço de mercado. De fato, na Economia, a maioria dos mercados é dominada por um punhado de grandes empresas, e frequentemente apenas por duas ou três. Bem‑vindo ao mundo em que vivemos, o mun‑ do da concorrência imperfeita.

a. paDRÕES DE coNcoRRÊNcIa

IMpERFEIta

Veremos que, para dada tecnologia, os preços são mais elevados e as produções são menores em concorrência imperfeita do que em concorrência perfeita. Mas, jun‑ tamente a esses vícios, os concorrentes imperfeitos têm virtudes. As grandes empresas exploram economias da produção em larga escala e são responsáveis por muitas das inovações que impulsionam o crescimento econô‑ mico de longo prazo. Se você compreender o funciona‑ mento dos mercados de concorrência imperfeita, terá um conhecimento muito mais aprofundado das econo‑ mias industriais modernas.

 

10. Concorrência entre poucos

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10

concorrência entre poucos

Veja as guerras de preço das companhias aéreas de 1992. Quando a American Airlines, a Northwest Airlines e outras companhias aéreas dos Estados Unidos entraram em um corpo a corpo para igualar e superar a redução dos preços umas das outras, o resultado foi um recorde de viagens aéreas – e um recorde de prejuízos. Algumas estimativas sugerem que as perdas totais sofridas pelo setor, naquele ano, ultrapassaram os lucros conjuntos de todo o setor desde o seu início.

Akshay R. Rao, Mark E. Bergen e Scott Davis

“Como combater em uma guerra de preços”

Nos capítulos anteriores, analisamos as estruturas de mercado da concorrência perfeita e do monopólio total. Porém, se observar a economia norte-americana, você verá que esses casos extremos são raros. A maioria dos setores situa-se entre eles, sendo constituídos por um pequeno número de empresas que concorrem entre si.

Quais são as características-chave desses tipos intermédios de concorrentes imperfeitos? Como eles estabelecem seus preços e a sua produção? Para responder a essas questões, observaremos de perto o que acontece no oligopólio e em concorrência monopolística, prestando especial atenção ao papel da concentração e da interação estratégica. A seguir, apresentamos os elementos da teoria dos jogos, que é uma ferramenta importante para compreendermos como as pessoas e as empresas interagem em situações estratégicas. A seção final revê as várias políticas públicas usadas para combater os abusos de monopólio, focando a regulação e as leis de defesa da concorrência.

 

11. Economia da incerteza

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Economia da incerteza

As pérolas não se encontram na praia. Você quer uma? Mergulhe à procura dela.

Provérbio chinês

A vida está repleta de incertezas. Suponha que você es‑ tivesse atuando no setor petrolífero. Você poderia estar encarregado de uma joint venture na Sibéria. Que obstá‑ culos teria de enfrentar? Você encontraria, é claro, os riscos normais que atormentam qualquer produtor de petróleo em todo o mundo – os riscos da queda de pre‑

ço, de embargos ou de um ataque aos seus petroleiros por algum regime político hostil. Juntamente com es‑ tes, haveria os riscos de operar em uma área nova: o desconhecimento das formações geológicas, do territó‑ rio que deve ser percorrido para levar o petróleo ao mercado, da taxa de sucesso dos poços de petróleo e da qualificação dos trabalhadores locais.

A essas incertezas devem‑se juntar os riscos políticos relacionados com a negociação com um governo cres‑ centemente autocrático e nacionalista em Moscou, jun‑ tamente com os problemas que decorrem de guerras ocasionais e de elementos corruptos em um país em que a corrupção é corriqueira e a lei não impera. E os seus parceiros podem revelar‑se sem escrúpulos em se aproveitar do conhecimento local para ficar com mais do que lhes é devido.

 

12. Como os mercados determinam as rendas

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como os mercados determinam as rendas

Sabes, Ernest, os ricos são diferentes de nós.

F. Scott Fitzgerald

Sim, eu sei. Eles têm mais dinheiro do que nós.

Ernest Hemingway

a. RENDa E RIQuEZa

Nos capítulos anteriores examinamos o produto e os preços de bens e serviços produzidos, desde pequeníssi‑ mas granjas a empresas gigantes. Mas o vasto conjunto de produtos que usufruímos não brota simplesmente da terra – são produzidos por trabalhadores, que estão equipados com máquinas, que estão instaladas em fá‑ bricas, que estão implantadas em terrenos. Esses insu‑ mos recebem rendas – salários, lucros, juro e aluguéis.

Chegou o momento de compreender a determinação dos preços dos fatores juntamente com as forças que afetam a distribuição da renda na população.

Os Estados Unidos são uma terra de extremos de ren‑ da e de riqueza. Se você fosse um dos 400 norte‑ameri‑ canos mais ricos, provavelmente seria um homem bran‑ co, com 60 anos de idade, com uma licenciatura de uma universidade conceituadíssima e um patrimônio líqui‑ do de US$ 4 bilhões. Essa ínfima faixa da sociedade norte‑americana possui cerca de 5% da riqueza total do país. No passado, essas pessoas fizeram a sua fortuna na indústria manufatureira ou no setor imobiliário, mas os bilionários recentes vêm, sobretudo, da Economia da informação e das finanças. O seu percurso ascen‑ dente seria tanto consequência da origem familiar co‑ mo de seu cérebro, pois provavelmente as suas famílias proporcionaram‑lhes um bom começo de vida com uma educação cara; mas atualmente existem mais ho‑ mens e mulheres que obtiveram sucesso por si mesmos do que há uma década.

 

13. Mercado de trabalho

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Mercado de trabalho

O trabalho é a maldição da classe boêmia.

Oscar Wilde

a. FuNDaMENtoS Da

DEtERMINaÇÃo Do SalÁRIo

NÍVEL GERAL DE SALÁRIOS

Na análise das rendas do trabalho, os economistas ten‑ dem a observar o salário real médio que representa o poder de compra de uma hora de trabalho, ou os salá‑ rios nominais divididos pelo custo de vida.1 Segundo esse indicador, os trabalhadores norte ‑americanos es‑ tão atualmente muito melhor do que estavam há 100 anos. A Figura 13 ‑1 mostra o salário horário médio real, ou salário nominal ajustado pela inflação, junto ao número médio de horas de trabalho.

Os mesmos ganhos elevados dos trabalhadores en‑ contram‑se praticamente em todo o lado. Na Europa Oci‑ dental, no Japão e nos países em industrialização rápida do Extremo Oriente tem havido uma melhoria contínua no longo prazo da capacidade do trabalhador médio para comprar alimentos, vestuário e habitação, bem como na

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Neste capítulo, utilizaremos genericamente a expressão “salá‑ rios” como uma abreviatura de “salários, ordenados e outras for‑ mas de remuneração”.

 

14. Terra, recursos naturais e o ambiente

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terra, recursos naturais e o ambiente

A terra é um bom investimento: já não há quem a produza mais.

Will Rogers

Se você observar qualquer processo econômico, verá que é alimentado por uma combinação especializada dos três fatores de produção fundamentais: terra, tra‑ balho e capital. No Capítulo 1, aprendemos que a terra e os recursos naturais fornecem a base e o combustível da nossa economia, que os bens de capital duráveis e os intangíveis, os quais são produzidos, são parceiros no processo de produção; e que o ser humano lavra a terra, opera o estoque de capital e gere os processos produtivos.

Os capítulos anteriores trataram tanto da teoria eco‑ nômica dos preços e das produtividades marginais dos insumos como do papel do trabalho na economia. O presente capítulo continua o estudo dos fatores de pro‑ dução, observando o funcionamento dos mercados da terra, dos recursos naturais e do meio ambiente. Come‑

çaremos por analisar os mercados da terra e dos recur‑ sos naturais, que são fatores não produzidos. Depois, passaremos para a área vital da Economia do ambiente.

 

15. Capital, juros e lucros

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capital, juros e lucros

É possível comer do bolo e continuar a tê ‑lo: emprestando ‑o a juros.

Anônimo

Os Estados Unidos são uma economia “capitalista”.

Com isso queremos dizer que a maior parte do capital e outros bens do país são de propriedade privada. Em

2008, o estoque líquido de capital nos Estados Unidos era de mais de US$ 150 mil per capita, dos quais 67% pertenciam a empresas privadas, 14% a pessoas, e 19% ao Estado. Além disso, a propriedade da riqueza do país estava fortemente concentrada nas carteiras dos americanos mais ricos. Sob o capitalismo, as pessoas e as empresas privadas realizam a maior parte da pou‑ pança, possuem a maior parte da riqueza, e obtêm a maior parte dos lucros desses investimentos.

Este capítulo é dedicado ao estudo do capital. Começa‑ mos com uma discussão sobre os conceitos básicos na teo‑ ria do capital. Estes incluem a noção de “etapas sucessivas” e várias medidas da taxa de rentabilidade do investimento.

Voltamo‑nos depois para as questões fundamentais da oferta e da demanda do capital. Essa panorâmica nos dará uma compreensão mais profunda de algumas das princi‑ pais características de uma economia de mercado privada.

 

16. Tributação e despesa pública

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tributação e despesa pública

O espírito de um povo, o seu nível cultural, a sua estrutura social, as ações de que a sua política é capaz, tudo isso, e muito mais, está escrito na sua história fiscal... Quem souber ouvir o seu mensageiro, poderá nele discernir o trovão da história mundial, mais nitidamente do que em qualquer outro lugar.

Joseph Schumpeter

Quando observamos uma economia de mercado geran‑ do todos os tipos de produtos, desde maçãs e barcos a raios X e zinco, seria tentador pensar que os mercados exigem pouco mais do que trabalhadores especializados e um grande estoque de capital. Mas a história tem mos‑ trado que os mercados não podem funcionar de modo eficaz por si mesmos. No mínimo, uma economia de mercado eficiente precisa de polícia para garantir a se‑ gurança física, um sistema judicial independente para fazer cumprir os contratos, mecanismos reguladores para evitar os abusos monopolistas e a poluição, esco‑ las para educar os jovens e um sistema de saúde públi‑ ca para evitar as doenças transmissíveis. O traçado preciso da linha que separa as atividades do Estado e as privadas é uma questão difícil e controversa, mantendo o debate sobre o papel apropriado do Estado na educa‑

 

17. Eficiência versus igualdade

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17

Eficiência versus igualdade: o grande conflito

[O conflito] entre a igualdade e a eficiência [é] o nosso principal antagonismo socioeconômico, atormentando ‑nos em múltiplos aspectos da política social. Não podemos ter o bolo da eficiência do mercado e compartilhá‑lo de forma igualitária.

Arthur Okun (1975)

Há cerca de um século, vários governos do Ocidente co‑ meçaram a intervir no mercado e introduziram medidas de previdência social como proteção contra as pressões socialistas – essa nova concepção foi chamada de “estado do bem‑estar social”. As atitudes em relação ao estado do bem‑estar social evoluíram gradualmente para a eco‑ nomia de mercado mista existente atualmente nas de‑ mocracias da Europa e da América do Norte. Nesses continentes, o mercado é responsável pela produção e determinação de preços da maioria dos bens e serviços, enquanto os governos geram a economia e proporcio‑ nam apoio aos pobres, desempregados e idosos.

Um dos aspectos mais controversos das políticas go‑ vernamentais diz respeito às políticas relativas aos po‑ bres. As famílias devem ter renda garantida? Ou, tal‑ vez, apenas níveis mínimos de alimentação, habitação e assistência médica? Os impostos devem ser progressi‑ vos, redistribuindo a renda dos ricos para os pobres?

 

18. Comércio internacional

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comércio internacional

À CÂMARA DOS DEPUTADOS: Estamos sujeitos à concorrência intolerável de um rival estrangeiro que goza de condições de tal modo superiores na produção de luz que pode inundar o nosso mercado nacional com preços reduzidos. Este concorrente

é nem mais nem menos que o Sol. Reivindicamos, então, que seja aprovada uma lei que obrigue o fechamento de todas as janelas, aberturas e fissuras por meio das quais a luz do Sol costuma penetrar nas nossas casas em prejuízo da atividade lucrativa que temos sido capazes de desenvolver no país.

Assinado: Os fabricantes de velas

Frédéric Bastiat

a. NatuREZa Do coMÉRcIo

INtERNacIoNal

No nosso dia a dia, é fácil deixar de notar a importância do comércio internacional. Os Estados Unidos forne‑ cem enormes quantidades de alimentos, aviões, compu‑ tadores e máquinas a outros países; e, em troca, obtêm grandes quantidades de petróleo, calçados, automóveis, café e outros bens e serviços. Embora os norte‑americanos tenham orgulho de sua engenhosidade, é necessário re‑ conhecer quantos bens – incluindo pólvora, música clássi‑ ca, relógios, ferrovias, penicilina e radar – resultaram de invenções de pessoas de terras muito distantes e, há mui‑ to, esquecidas.

 

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