Nurse to nurse: cuidados na demencia em enfermagem

Autor(es): Steele, Cynthia D.
Visualizações: 377
Classificação: (0)

12 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1 Princípios da demência

PDF Criptografado

10

Cynthia D. Steele

Nos próximos anos, uma grande porcentagem dos pacientes serão idosos (acima de 65 anos), com alto risco de demência. Isso refletirá em todas as unidades de saúde e especialidades de enfermagem. Enfermeiros de algumas especialidades atenderão a muitos idosos propensos a apresentar demência, conforme ilustra o percentual de idosos atendidos por cada especialidade.2

• Oncologia .........................................................................63%

• Cardiologia .......................................................................60%

• Urologia ............................................................................53%

• Oftalmologia ....................................................................52%2

O envelhecimento populacional altera o ranking dos pacientes com maior frequência atendidos dentro da variedade de unidades de saúde. O percentual de idosos encontrados nas diferentes unidades de saúde está descrito a seguir:2

• Assistência ambulatorial .................................................... 65%

 

2 Complicações comuns na demência

PDF Criptografado

Capítulo 2

COMPLICAÇÕES

COMUNS NA

DEMÊNCIA

Cynthia D. Steele

Pontos-chave

• Importância das complicações

• Causas das complicações

• Prestação de cuidados ideais para pacientes com complicações inerentes à demência

Os pacientes com demência têm dificuldades de memória, raciocínio, planejamento e autocuidado. Além disso, a maioria deles desenvolverá uma ou mais complicações comuns nessa doença, conforme descrito nas Tabelas 2.1 e 2.2.

O curso da demência com complicações envolve uma mudança súbita na funcionalidade e na capacidade do paciente de pensar e de lembrar. Essas complicações da demência são muitas vezes mais problemáticas para pacientes e familiares do que a demência em si. São muitas vezes os motivos que fazem com que o paciente seja levado ao pronto-socorro e a consultórios médicos, seja avaliado por enfermeiros domiciliares ou seja internado em hospitais (veja a Fig. 2.1).

Tabela 2.1 Prevalência das complicações da demência

Complicação

Prevalência (%)

Delirium

22-891

Depressão

402

Alucinações e delírios

 

3 Avaliação – os sinais vitais na demência

PDF Criptografado

Capítulo 3

AVALIAÇÃO –

OS SINAIS VITAIS

NA DEMÊNCIA

Cynthia D. Steele

Pontos-chave

• Considerações especiais na avaliação de pacientes com demência

• Domínios de avaliação

• Aplicação do Exame do Estado Mental

• Outros instrumentos de avaliação

IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO

Avaliar o paciente com demência é uma parte essencial do planejamento da assistência adequada. O bom enfermeiro deve conhecer as deficiências cognitivas e funcionais de cada paciente, bem como a gravidade de cada déficit. Não há um padrão nos pacientes com demência, de modo que uma avaliação precisa permite ao enfermeiro elaborar planos específicos para cada indivíduo.

Além disso, as informações provenientes da avaliação influenciam na determinação do nível de cuidados que um paciente pode receber com cobertura de seu plano de saúde.

O enfermeiro perceberá que as mudanças nas capacidades física e mental são visíveis. Devido à frágil relação entre a saúde física e a mental, o primeiro sinal de aparecimento da doença é, muitas vezes, uma alteração do estado mental. Trata-se do caso exemplificado por uma pessoa que sofre de depressão profunda e se recusa a comer ou a beber.

 

4 Cuidados básicos

PDF Criptografado

54

Cynthia D. Steele

Parte I: Tratamento da Doença (Competência do

Médico)

Realizar uma avaliação para diagnóstico e prescrição de medicamentos para a demência, se necessário. Essa parte é de competência médica.

Parte II: Tratamento dos Sintomas

Em pacientes com demência, os enfermeiros devem atentar para todos os sintomas: cognitivos, funcionais, psiquiátricos e comportamentais.

• Prejuízos cognitivos: Detecte deficiências e limitações e estimule aspectos cognitivos que permanecem inalterados.

• Declínio funcional: Observe o que o paciente pode ou não fazer e preencha as lacunas para maximizar a capacidade funcional.

• Problemas psiquiátricos e comportamentais: Detecte os sintomas e transtornos psiquiátricos, garantindo tratamento adequado (consulte o Capítulo 2).

• Observe sistematicamente os problemas comportamentais e trate-os (ver Capítulo 6).

Parte III: Apoio ao Paciente

Devido ao declínio cognitivo, os pacientes com demência, em geral, não são capazes de garantir sua própria segurança, bem como sua saúde física e mental. Os enfermeiros podem ajudá-los compensando essas dificuldades.

 

5 Problemas comuns no cuidado diário

PDF Criptografado

72

Cynthia D. Steele

Embora existam diferentes perfis de sintomas em cada tipo de demência, as estratégias de cuidados são similares. Muitas das dificuldades nas atividades de vida diária são causadas pelos danos da doença em si. As soluções serão sugeridas e, como sempre, devem ser analisadas e modificadas para se adequarem a cada caso.

ORIENTAÇÕES GERAIS

Antes de abordar o paciente para realizar as tarefas de cuidado diário, planeje como pretende realizá-las. Siga as orientações a seguir para melhorar sua efetividade.

• Reúna tudo o que necessita antes de começar.

• Se for necessária mais de uma pessoa para realizar a tarefa, decida quem vai falar com o paciente e quantas pessoas o auxiliarão.

• Permita que apenas uma pessoa fale com o paciente de cada vez.

Mais que isso pode confundi-lo e assustá-lo.

• Preocupe-se primeiramente com o paciente e depois com a tarefa a ser realizada. Ao se aproximar do paciente, sorria e cumprimente-o. Apresente-se – não presuma que ele se lembre de quem você é.

 

6 Manejo de problemas comportamentais

PDF Criptografado

Cuidados na Demência

89

QUEIXAS COMPORTAMENTAIS MAIS

FREQUENTES

É essencial que o enfermeiro conheça os problemas comportamentais mais frequentes em pacientes com demência. Em geral, eles são decorrentes dos efeitos da doença no cérebro, não se tratando de má vontade do paciente em cooperar ou se comportar corretamente. As queixas mais comuns são listadas aqui.

• Falta de cooperação

• Recusa em tomar banho

• Recusa em tomar medicamentos

• Resistência aos cuidados

• Tentativas do paciente de sair de um lugar seguro

• O paciente se perde

• Ele grita: “Socorro! Ajudem-me!”

• Ele resiste, bate, arranha, agarra, cospe, dá tapas, chuta

• Ele puxa sondas e acessos intravenosos

• Levanta-se da cama de forma perigosa

Quadro 6.1 Queixas Frequentes a Respeito do

Comportamento dos Pacientes

• “Ela diz que não come faz dias, sendo que acabou de tomar café-da-manhã.”

• “Falo pra ele se trocar e ele só fica lá sentado.”

• “Ele coloca as roupas do avesso.”

• “Ele tem costumes horríveis.”

• “Eu lhe digo para pegar a camisa e ele não consegue encontrá-la bem na frente dele.”

 

7 Desenvolvimento de atividades

PDF Criptografado

Capítulo 7

DESENVOLVIMENTO

DE ATIVIDADES

Cynthia Steele

Stephen D. Vozzella, ACC, BA

Pontos-chave

• Benefícios das atividades para pacientes com demência

• Avaliando os interesses de um paciente

• Como planejar, conduzir e avaliar as atividades

• Atividades adequadas a todas as fases da demência

As pessoas com demência beneficiam-se muito do envolvimento em atividades.1 Por se tratar de uma parte fundamental da vida, as atividades devem ser incorporadas a todos os estabelecimentos de saúde, tanto hospitais e instituições de longa permanência para idosos quanto atendimento domiciliar. Qualquer um pode propor uma atividade a um paciente, o que não precisa necessariamente ser um empreendimento caro e moroso.

BENEFÍCIOS DAS ATIVIDADES

As atividades são uma importante parte do dia de uma pessoa, sendo tão essenciais quanto medicamentos, tratamento e repouso.

Para um paciente com demência, as atividades devem ser consideradas como uma prescrição médica. Trata-se de uma parte particularmente importante do dia do paciente com demência, uma vez que ele pode:

 

8 Apoio aos familiares

PDF Criptografado

126

Cynthia D. Steele

• Muitos abandonam ou reduzem sua carga de trabalhos para realizar os cuidados.

• A maior parte dos cuidados é prestada por fontes privadas e não remuneradas e não por cuidadores contratados.

Geralmente, há um “cuidador principal”, que realiza a maior parte dos cuidados, estando sujeito à sobrecarga associada ao cuidado constante. Não há um padrão para os cuidadores; cada pessoa enfrenta os desafios do cuidado de um modo próprio, o qual deve ser compreendido.

Desafios Particulares

Como a maioria das demências tem um início gradual, muitos cuidadores não reconhecem que há um problema significativo com um membro da família, até que ocorra uma crise. A pessoa com demência pode perder-se dentro de casa ou deixar uma panela queimando no fogão. O indivíduo pode tornar-se desorientado e irritado quando tirado de sua rotina habitual.

A hospitalização piora ainda mais a situação do paciente com demência, em decorrência de ruídos constantes, presença de pessoas desconhecidas, medicamentos sedativos e perturbações na homeostasia, os quais são provenientes da própria doença e da anes-

 

9 Tratamento farmacológico

PDF Criptografado

Capítulo 9

TRATAMENTO

FARMACOLÓGICO

Cynthia Steele

Pontos-chave

• As duas classes de fármacos utilizados no tratamento dos sintomas da demência

• Quando o tratamento farmacológico é indicado

• Riscos e vantagens do uso de medicamentos antipsicóticos em pacientes com demência

• Riscos e vantagens do uso de medicamentos antidepressivos em pacientes com demência

Como não há cura farmacêutica para a demência, as prescrições muitas vezes se concentram em melhorar ou estabilizar as disfunções causadas pela doença. Os fármacos disponíveis na atualidade podem ter efeitos limitados a partir de 6 a 12 meses. Além disso, há tratamentos farmacêuticos voltados aos sintomas neuropsiquiátricos e comportamentais da demência. Como regra, não se deve utilizar abordagens não farmacológicas e comportamentais antes de se introduzir o uso de agentes farmacológicos.

É importante que o enfermeiro tenha um bom conhecimento a respeito dos medicamentos que normalmente são prescritos para pessoas com demência. Isso pode melhorar muito o atendimento a esses pacientes. Com esse conhecimento, um enfermeiro cuidadoso pode:

 

10 Cuidados ao fim da vida

PDF Criptografado

160

Cynthia D. Steele

Quais são as características do fim da vida de pacientes com demência? As características clínicas da fase terminal de demência já são estudadas há vários anos. Embora os diferentes tipos de demência tenham características distintas, na fase terminal os pacientes apresentam características incluindo:

• Não caminhar

• Apresentar o vocabulário de seis palavras ou menos

• Disfagia (dificuldade de mastigação e deglutição)

• Infecções recorrentes, como pielonefrite, úlceras de pressão e pneumonia aspirativa

• Incapacidade para vestir-se ou tomar banho

• Incontinências urinária e fecal frequentes

A taxa de progressão para a fase terminal é diferente entre os distintos pacientes, de modo que prever a taxa de sobrevivência é difícil. Em geral, os pacientes vivem de 9 a 20 anos até a morte. A causa mais comum de óbito é pneumonia e outras complicações decorrente de imobilidade, desnutrição e desidratação. Conforme descrito ao longo deste livro, outra maneira de descrever a fase terminal é retornar aos 4 A’s do Alzheimer na fase terminal. Eles encontram-se resumidos na Tabela 10.1.

 

Apêndice A - Orientações à família

PDF Criptografado

176

Cynthia D. Steele

• Sem comprometimento da consciência significa que o indivíduo afetado encontra-se acordado e alerta. Isso diferencia uma pessoa com demência de uma pessoa que está apenas com sono e não consegue manter a sua atenção devido a uma doença – como pneumonia e febre – ou devido a medicamentos, anestesia ou

álcool.

O que Causa a Demência?

Algumas condições podem mimetizar uma demência, devendo ser identificadas e tratadas. Tais condições são depressão, intoxicação por medicamentos prescritos e fitoterápicos de venda livre, doenças da tireoide e anemia.

Existem muitas causas para a demência. Algumas evoluem ao longo do tempo e outras não. As causas incluem acidente vascular encefálico, doença de Parkinson, doença de Huntington, além de diversas outras. A doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência. Ela pode ser diagnosticada com precisão e conta com uma variedade de tratamentos disponíveis na atualidade.

ORIENTAÇÕES À FAMÍLIA – 2: DOENÇA DE

ALZHEIMER

A doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência nas fases tardias da vida. A DA tem início gradual e piora ao longo de vários anos. Os sintomas comuns da doença de Alzheimer começam com a letra A, sendo conhecidos como os 4 A’s da DA.

 

Apêndice B - Exame do Estado Mental

PDF Criptografado

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BP00000042035
ISBN
9788580550283
Tamanho do arquivo
3,9 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados