Tratamento do Uso de Substâncias Químicas

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Este manual, escrito por renomados profissionais brasileiros, foi desenvolvido para auxiliar no tratamento do uso de drogas e da dependência química, reunindo técnicas pautadas em teorias consistentes e em evidências científicas, que buscam promover habilidades comportamentais de flexibilidade, criatividade e controle emocional aos indivíduos usuários e seus familiares.

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1 - Avaliação do padrão de consumo de substâncias

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Manuela Pires Rocha

Ronaldo Laranjeira

Helena M. Takeyama Sakiyama

O conceito de dependência química, incluindo a de álcool, é descritivo e organizado em sinais e sintomas, havendo diferentes graus de dependência. Não se considera mais a existência de uma dicotomia entre dependente e não dependente,1 mas sim um continuum de gradação de consumo – leve, moderado, substancial e pesado –, levando a problemas que vão de leve, de risco, graves até dependência.2 O consumo é considerado dependência quando é compulsivo, tem o objetivo de evitar ou aliviar os sintomas de abstinência e resulta em problemas sociais, físicos e psiquiátricos.2

A Figura 1.1 relaciona o consumo de substâncias com a frequência de problemas por ele causados. O eixo horizontal corresponde à dependência, e o vertical, ao aumento dos problemas. O Quadrante I mostra uma situação de alto consumo e alta incidência de problemas, típico da dependência. No Quadrante II, embora o indivíduo não apresente propriamente uma dependência, o consumo sem controle pode ocasionar problemas como acidentes, brigas, etc. O Quadrante III mostra um consumo de baixas doses, com os cuidados em evitar dirigir, podendo ser considerado um consumo de baixo risco. O Quadrante IV, por sua vez, indica uma situação inexistente, em que o indivíduo consome altas quantidades da substância, mas há baixa incidência de problemas, o que pode ser considerado uma dependência sem problemas.2, 3

 

2 - Programa de tratamento: Elaboração de plano de tratamento

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Helena M. Takeyama Sakiyama

Maria de Fátima Rato Padin

Alexandre Quelho Comandule

Este capítulo se insere em um amplo escopo do tratamento da dependência química. Primeiramente, porque o tratamento nem sempre foi como o conhecemos hoje. As formas de lidar com os efeitos e as consequências do uso de drogas, principalmente do álcool, estão diretamente relacionadas ao contexto histórico. Em segundo lugar, porque o conceito de adição como transtorno mental, com amplas repercussões físicas, psicológicas, sociais, laborais, etc., é recente.

Dessa forma, ocuparemos aqui um pequeno espaço para elucidar o itinerário percorrido pelas ideias que moldaram a história do tratamento das adições até hoje, para então abordar o plano de tratamento.

Os “bêbados” da Idade Média, sob influência e dominação religiosa, eram percebidos pela sociedade da época como indivíduos pecaminosos, portadores de um desvio moral. Assim, o “tratamento” era da ordem da punição – o alcoolista era colocado em um barril de álcool e execrado em praça pública.1

 

3 - Levantamento das distorções cognitivas no abuso e dependência química

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Cassandra Borges Bortolon

Pedro Vernalha

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem-se mostrado eficaz para o tratamen- to da dependência química, uma vez que suas diversas técnicas têm auxiliado os profissionais da saúde a instrumentalizar seus pacientes para a manutenção da abstinência.1 Uma das principais contribuições da TCC se dá na identificação das distorções cognitivas presentes em diversos transtornos. As distorções cognitivas são erros sistemáticos no processamento de informações e na percepção, fazendo os indivíduos interpretarem situações internas e/ou externas em termos absolutistas e inflexíveis.2 Assim, como pacientes dependentes químicos podem apresentar crenças distorcidas, identificá-las e abordá-las na terapia pode gerar alívio dos sintomas conflitantes e diminuição do comportamento disfuncional.

A compreensão sobre as distorções cognitivas para o atendimento clínico de pessoas com problemas relacionados ao consumo de substâncias e seus familiares é fundamental, uma vez que, quando os indivíduos enfrentam problemas significativos durante seu ciclo vital, em determinados momentos interpretam os eventos e as situações erroneamente, isto é, de maneira distorcida, reagindo de modo inadequado mediante tal interpretação. Outras vezes, a pessoa identifica a situação de maneira correta, mas não sabe manejá-la adequadamente. A reestruturação cognitiva utilizada na TCC é, assim, fundamental para corrigir tais distorções, sendo esse um dos pilares da terapia cognitiva.3

 

4 - Motivação e entrevista motivacional no tratamento da dependência química

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Alexandre Gama

Pilar Piñeiro Rivas Coratolo

Sílvia Leite Pacheco

A literatura mais recente descreve o conceito de motivação para o tratamento como um estado em que a pessoa se encontra em determinado momento, logo, sujeito a flutuações e à influência do próprio processo terapêutico.1 Cabe ao terapeuta a função de motivar e aumentar a probabilidade de que a pessoa desenvolva comportamentos específicos com o objetivo de mudança.2-5 Assim, acessar o estágio de prontidão para a mudança do paciente e, posteriormente, adequar as intervenções terapêuticas a tal estado é fundamental para a evolução positiva do tratamento.6

O termo motivação pode ser definido como “[...] a disponibilidade do indivíduo para exercer níveis de esforço em direção a um objetivo, condicionada pela capacidade desse esforço de satisfazer uma necessidade individual”.7

As pessoas que lutam contra comportamentos considerados “problema” (comer compulsivo, dependência de drogas, tabagismo, jogo patológico, etc.) geralmente chegam ao tratamento com motivações flutuantes e conflitantes em relação a manter ou interromper esses comportamentos.8, 9

 

5 - Técnicas de meditação no tratamento da dependência química e do abuso de substâncias

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Vanessa Sola

Andressa Maradei

Conhecida desde os tempos mais remotos, a meditação esteve durante séculos associada às práticas religiosas e espirituais. Atualmente, inúmeros estudos têm demonstrado que práticas meditativas, como mindfulness, relaxamento, reeducação respiratória, imaginação ativa, entre outras, podem ser usadas como importante coadjuvante na prevenção de doenças e no controle e/ou melhora dos sintomas em quadros mórbidos já estabelecidos. O Quadro 5.1 apresenta alguns benefícios da meditação.

Quadro 5.1 Benefícios da meditação

Fonte: Goyal e colaboradores,1, 3 Redondo e Valle,2 Kabat-Zinn,4 Goyal e Haythornthwaite.5

No contexto da dependência química, estudos têm demonstrado que o uso de técnicas meditativas no processo de tratamento é eficaz para desenvolver e aumentar habilidades para o controle de impulsos e sintomas ansiosos – comuns nesses quadros –, e contri­bui para uma maior consciência e percepção dos estados emocionais e dos gatilhos internos que disparam o desejo do consumo da droga, constituindo-se em importante recurso para a prevenção de recaída.

 

6 - Técnicas de prevenção de recaída na dependência química

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Vanessa Sola

Andressa Maradei

A prevenção de recaída (PR) é um conjunto de estratégias que objetivam preparar o cliente para identificar situações de risco e desenvolver seu enfrentamento. Em outras palavras, visa torná-lo mais consciente, aumentando sua capacidade de gerenciar os perigos que poderiam levá-lo ao lapso e/ou à recaída. Ato contínuo, um novo estilo de vida deverá ser adotado pelo cliente, de modo a manter-se abstinente, uma vez que não existe uso seguro quando se fala de consumo de drogas.1

Para isso, o terapeuta deverá dispor de técnicas que auxiliarão o cliente na avaliação de riscos e fatores de proteção, na tomada de decisão e na identificação de pessoas, lugares e situações que poderão ser classificados como aqueles que estimulam o uso ou, em sentido diverso, os que contribuem para sua abstinência.

As atividades propostas pelo profissional deverão auxiliar o dependente químico a reconhecer os próprios comportamentos que potencialmente o levariam ao consumo da substância (comportamento recaído). O terapeuta, ainda que não possa evitar o uso pelo cliente, deverá ajudá-lo a fazer escolhas que sejam condizentes com os objetivos do tratamento.

 

7 - Técnicas de terapia cognitivo-comportamental aplicadas ao adolescente abusador de drogas ou dependente químico

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Douglas José Resende Lima

Vivian Miucha Moura Barbosa

A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano caracterizada por mudanças biopsicossociais, com importantes alterações hormonais, físicas e psíquicas. As alterações hormonais atuam nos centros emocionais e provocam variações nos neurotransmissores, o que contribui para que os adolescentes sejam mais emotivos e apresentem maior disposição a correr riscos.1 Há, também, nessa faixa etária, uma forte influência do ambiente e dos grupos sociais, predispondo à curiosidade e favorecendo a busca por novas experiências e por independência e identidade.

Com a forte pressão social enfrentada, aspectos como insegurança, insatisfação e sensação de não realização e de não pertencimento a grupos são comuns, podendo o adolescente que não consegue se destacar nos esportes, nos estudos e em relacionamentos buscar nas drogas uma identidade. Sintomas depressivos e sentimento de angústia são frequentes e também aumentam a vulnerabilidade nessa fase. Os jovens com esse quadro buscarão atividades que os ajudem a se sentir melhor, e o efeito das drogas pode aparecer como um alívio, podendo servir como tentativa de automedicação contra esse mal-estar, sendo que os mais impulsivos e menos tolerantes à frustração estarão mais vulneráveis a usá-las.2

 

8 - Técnicas de terapia ocupacional na dependência química

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Ligia Bonacim Duailibi

Marilu Pacheco El-Id

Renata Pereira dos Santos

Um dos critérios para o diagnóstico da dependência química é o estreitamento de repertório, ou seja, em razão do consumo de substâncias, o paciente passa a reduzir, ou até mesmo abandona, atividades sociais, recreativas ou ocupacionais.1

É comum que o paciente dependente químico apresente algum déficit ocupacional, bem como rigidez na forma de pensar e de agir. Muitos nunca fizeram algo na vida que não fosse usar drogas. Com a abstinência total do uso de substâncias, o paciente precisa criar hábitos de vida, mas muitas vezes não tem condições de fazer isso sozinho, seja por déficit cognitivo, falta de interesse, não valorização do tratamento, desconhecimento de novas possibilidade de prazer, etc. Dessa forma, é necessária a criação de atividades que permitam a ele conhecer novas formas de viver, mudando seus hábitos.

A terapia ocupacional (TO), tendo em vista que a dependência e suas repercussões fazem um corte no cotidiano do indivíduo, busca, por meio da atividade e da ocupação – conceitos centrais de sua área de atuação –, a construção, a reconstrução e a inauguração de um outro sentido cotidiano (ampliar e criar repertórios, sejam internos ou externos), intervindo na problemática do sujeito, buscando alternativas viáveis, individualizadas e saudáveis.1, 2

 

9 - Estratégias para o gerenciamento de caso

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Cláudio Jerônimo da Silva

O tratamento da dependência química costuma ser tão complexo quanto a psicopa- tologia e a gênese desse transtorno. Por se tratar de uma doença multifatorial, que envolve aspectos médicos, psicológicos, sociais e familiares, compor e dosar os itens do tratamento da dependência química exige mais do que conhecimento técnico; são necessárias também experiência, sensibilidade para compreender e lidar com problemas diversos sob enfoqu es também diversos – como o de pacientes, familiares e profissionais envolvidos –, bem como liderança e boas conexões com serviços sociais, médicos, psicológicos e de emprego e renda.

Os casos mais complexos, com mais repercussões clínicas e sociais, exigem um arsenal terapêutico que raramente um único profissional domina, e mesmo aqueles mais preparados do ponto de vista técnico dificilmente conseguirão gerenciar todos os aspectos envolvidos se trabalharem individualmente.

É preciso lembrar, também, que, de forma ainda mais contundente do que em outras áreas da saúde, o processo de recuperação das doenças mentais (que envolvem comportamento) necessariamente exige a participação ativa e engajada do próprio paciente. Por isso, ajudá-lo a se manter motivado durante o processo, que costuma ser longo, é um dos aspectos terapêuticos mais importantes no manejo clínico.

 

10 - Manejo para intervenção na crise

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Mariângela Cirillo

Alexandre Quelho Comandule

Mariana Queiroz Martins Pedroso

A dependência química pode ser definida como um distúrbio cerebral caracterizado pela busca compulsiva de drogas, a despeito dos impactos negativos que decorrem do uso destas.1, 2 É um transtorno psiquiátrico de evolução crônica,3 e está associado com alta incidência de recaídas, isto é, de recidividade. Trata-se de um quadro complexo, influenciado por muitas variáveis, sendo um fenômeno de difícil manejo, mas tratável.4 - 6

O desenvolvimento da dependência química se inicia conforme ocorre a exposição à substância com potencial de adição. O uso da droga promove alterações em circuitos cerebrais, e, assim, o consumo, que inicialmente era ocasional, acaba se tornando crônico e incontrolável.7

O sistema de recompensa cerebral, que é responsável por produzir sensações de prazer e orienta nosso organismo para atividades que são importantes para a manutenção de nossa vida, pode ser hiperativado com o uso de substâncias, e, assim, o controle do indivíduo sobre o consumo da droga vai sendo prejudicado.8 Seria, portanto, essa a forma de produzir a desregulação do sistema de recompensa cerebral.7

 

11 - Reabilitação cognitiva: intervenções na dependência química – parte 1

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Claudia Regina Serapicos Salgado

Marcia Gomes Mifano

Rosana Severino

A palavra reabilitação provém de rehabilitatio, em latim, que significa restauração, recuperação. É um termo formado pela junção de duas palavras: re (de novo) e habilitare (adequar), esta, derivada de habilis, significa fácil adaptação. O termo cognitivo, por sua vez, deriva da palavra cognição, e sua origem é a palavra em latim cognitum, conhecer.

A reabilitação cognitiva é conhecida como um processo de intervenção clínica que reú­ne métodos que favorecem a adaptação física, psicológica e social de indivíduos que apresentam comprometimentos cognitivos e comportamentais.1

Esse processo de intervenção consiste, normalmente, em uma parte importan­te de um programa interdisciplinar fun­da­mentado em construtos teóricos e científicos, envolvendo diferentes áreas, como neurociência, neuropsicologia, psi­copedagogia, linguística, psicologia, terapia ocupacional, psiquiatria, entre outras.

 

12 - Reabilitação cognitiva: intervenções na dependência química – parte 2

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Claudia Regina Serapicos Salgado

Luciana Lopes S. Costa

Marcia Gomes Mifano

Funções cognitivas referem-se a diversos processos de alta complexidade executados pelo cérebro, incluindo pensamento, raciocínio, resolução de problemas, aprendizado, memória, tomada de decisão, atenção e linguagem.1

A memória é a função cognitiva responsável pelo armazenamento de informações e ideias que serão posteriormente recuperadas e utilizadas de acordo com determinada situação ou demanda do ambiente.2 Não é uma função que atua isoladamente; trata-se de processos que envolvem a inter-relação com outros sistemas cognitivos. “Atenção, memória e consciência apoiam-se mutuamente para nos dar uma cognição de ordem superior e proporcionar o aprendizado.”3

O aprendizado refere-se a uma mudança no comportamento que resulta da aquisição de conhecimento acerca do mundo, e a memória é o processo pelo qual esse conhecimento é codificado, armazenado e posteriormente evocado.4

A memória pode ser classificada com relação a dois critérios: tempo e conteúdo. No que tange ao curso temporal do armazenamento, temos memória de longa e de curta duração. Em relação ao quesito conteúdo, temos na memória de longa duração o aprendizado declarativo e o não declarativo.

 

13 - Avaliação de estresse e impacto da dependência química na família

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Vanessa Sola

Maria de Fátima Rato Padin

Pesquisas1 apontam que mais de 28 milhões de brasileiros vivem ao lado de uma pessoa que sofre de alguma forma de dependência de substância. Estudos2-8 mostram que, entre os familiares de pessoas com transtornos psiquiátricos, aqueles que têm parentes dependentes químicos apresentam as maiores taxas de sobrecarga e impacto negativo na saúde. Isso repercute tanto na redução da qualidade de vida como no desenvolvimento de transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade.

É comum familiares de dependentes de álcool e drogas priorizarem as necessidades do parente usuário em detrimento das suas próprias, assumindo uma rotina de responsabilidades, cuidados e monitoramento que acarreta mudanças significativas em sua vida social, profissional e financeira, o que resulta na sobrecarga desses familiares.2,9-11 Isso é agravado, muitas vezes, pela falta de informação sobre os processos envolvendo a doença da dependência química e pelas dificuldades em manejar situações de crise e lidar com os comportamentos problemáticos do usuário.

 

14 - Técnica de orientação e auxílio familiar para diminuir tensão e estresse: método dos cinco passos (5-Steps method)

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Helena M. Takeyama Sakiyama

Maria de Fátima Rato Padin

O consumo abusivo de substâncias que geram dependência, além de causar sérios prejuízos ao próprio usuário, afeta o equilíbrio emocional da família. Todo tratamento e atenção eram voltados para o dependente químico, com a família se mantendo isolada devido à vergonha e ao estigma social. Gradativamente, surgem pesquisas e estudos que revelam a face até então pouco explorada da experiência de conviver com um parente com problemas de adição. Estudos indicam que o impacto se assemelha a viver com familiares incapacitados ou com doença terminal.1 - 3

São muitas as dificuldades enfrentadas pelas famílias: desconhecimento sobre drogas em geral, vergonha, culpa, tristeza, impotência, crença de que o problema poderia ser resolvido por si só.4 Pesquisa realizada pelo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad)5 revela que as famílias levam em média três anos para conduzir seu familiar dependente para buscar ajuda ou tratamento, sendo que alguns dos fatores que justificam a demora são a resistência do familiar ao tratamento e, ao mesmo tempo, o desconhecimento de que a dependência química é uma doença cerebral, com graves consequências.4, 6

 

15 - Programa CRAFT: como engajar dependentes químicos resistentes ao tratamento

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Helena M. Takeyama Sakiyama

Maria de Fátima Rato Padin

O Community Reinforcement Approach and Family Training (CRAFT) foi desen­- volvido por Robert Meyers durante os anos 1980 e, desde então, sua eficácia tem sido comprovada em sucessivos estudos e pesquisas. Baseado nos princípios comportamentais, nas técnicas cognitivo-comportamentais e na entrevista motivacional, o CRAFT usa as estratégias de reforço e encorajamento, em oposição às técnicas confrontativas.1 Seu objetivo é oferecer assistência e treinamento às famílias, sobretudo prepará-las para engajar o seu familiar adito no tratamento. Além disso, visa promover mudanças de vida positivas, com o intuito de melhorar o funcionamento dinâmico, independentemente de o familiar entrar ou não para um programa de tratamento.1-3

O terapeuta, ou facilitador, não precisa ser especialista em dependência química, mas deve participar de treinamento e supervisão. É vantajoso ser um profissional capacitado em terapia cognitivo-comportamental ou em terapia comportamental.1

 

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