Economia chinesa

Autor(es): Roberto Dumas Damas
Visualizações: 62
Classificação: (0)

A análise da economia chinesa sob um panorama histórico tornou-se crucial para compreender o papel do país no cenário internacional. Esta obra mostra um retrospecto analítico desde os anos 1900 até a pós-crise de 2008.
Traz um estudo apurado e imparcial sobre qual o melhor modelo econômico a ser adotado na China, faz uma análise sobre a necessidade de
rebalanceamento do modelo de crescimento econômico do país, diante do novo cenário mundial, que apresenta uma menor demanda para o excesso de capacidade de produção chinês.
O autor mostra como o país deve aumentar e incentivar o consumo doméstico para continuar crescendo. Estuda também as relações entre Brasil e China, tratando dos investimentos chineses em terras brasileiras, suas estratégias de atuação, além das implicações de uma mudança no seu modelo econômico para o Brasil.
Economia chinesa - Transformações, rumos e necessidade de rebalanceamento do modelo econômico da China explica os caminhos que
levaram o país a se tornar a potência econômica que é hoje, oferecendo ao leitor uma compreensão maior sobre o fenômeno chinês e seus rumos futuros.

FORMATOS DISPONíVEIS

8 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1: Economia chinesa antes de 1949

PDF Criptografado

Capítulo 1Economia chinesa antes de 1949Um dos mais acirrados debates acerca da economia chinesa refere-se ao desempenho econômico e social desse país antes de 1949. Como analisar a economia da China antes de 1949 não é apenas uma questão de cunho histórico com dados factuais, mas revela sua importância na interpretação das reformas de Deng Xiaoping, em 1978, e o próprio maoismo, iniciado em 1949. Entender se a economia chinesa de fato estava em um rumo correto, utilizando-se de suas vantagens comparativas e de seus natural endownments para o seu próprio desenvolvimento, mostra a importância de tentarmos identificar o verdadeiro ponto de inflexão do dinamismo da economia chinesa. Será que a RevoluçãoNacionalista (1911) e a queda da última Dinastia Qing (1644-1911) ou o maoismo foram realmente necessários, do ponto de vista do desenvolvimento econômico, para lançar as bases do desenvolvimento econômico chinês observado no século 20 com as reformas de Deng Xiaoping? Ou a economia chinesa antes de 1911 estava pronta para “decolar” de tal sorte que o maoismo e a Revolução Nacionalista foram absolutamente desnecessários do ponto de vista macroeconômico ou, pior, um atraso fatal ao rumo de ascensão no qual estava inserida a economia chinesa naquela época? (BRAMALL, 2009, p. 45).

 

Capítulo 2: Era Mao Tsé -Tung e transição para uma economia central planificada

PDF Criptografado

Capítulo 2Era Mao Tsé-Tung e transição para uma economia central planificadaCom a vitória dos comunistas liderados por Mao Tsé-Tung e o estabelecimento daRepública Popular da China, em 1949, cabia agora ao Partido Comunista Chinês (PCC) lançar as bases para o desenvolvimento econômico de seu país. Após várias décadas de invasões estrangeiras, guerras com o Japão e revolução social, a China era um país devastado, com economia desorganizada e inflação fora de controle. Em partes, herança econômica deixada pelo Partido Kuomintang. O respeito e o apoio, principalmente da classe média e da classe rural que o Partido Comunista Chinês gozava, permitiram que o novo governo estabelecesse uma plataforma de crescimento econômico tão defendido anteriormente: economia de planejamento central.O arcabouço para o estabelecimento de uma plataforma de crescimento econômico a partir de 1950 era largamente baseado nas ideias marxistas. Não apenas a ideologia deMarx e seus preceitos sobre a luta de classes e as etapas para formação de uma economia de planejamento central influenciaram os membros do Partido Comunista Chinês, mas também as ideias e a experiência advindas da própria União Soviética.

 

Capítulo 3: As reformas de Deng Xiaoping e a aberturada China

PDF Criptografado

Capítulo 3As reformas de Deng Xiaoping e a abertura da China3.1 Debate ideológico, mas suaves críticas às ideias do“grande timoneiro”Com a morte de Mao Tsé-Tung em 1976 e a subida de Hua Guofeng ao poder como primeiro-ministro chinês, o país ainda corria o risco de se manter submisso a uma política maoista divorciada do próprio conceito do comunismo marxista. O final da EraMao havia sido caracterizado pela interpretação do próprio líder chinês do marxismo ou de sua própria rejeição, em que o papel da superestrutura deveria ser o ponto inicial da evolução para o comunismo e não o desenvolvimento das forças de produção, como exposto no capítulo anterior. A estratégia econômica de Mao representava uma dissociação temporal do marxismo clássico, cujas forças e relações de produção (base) deveriam ser desenvolvidas inicialmente, sendo a superestrutura ou cultura subordinadas a essas evoluções. Mao havia se convencido de que a vontade do proletariado poderia transformar a China, antes mesmo do desenvolvimento de sua base. Se a consciência de cada indivíduo fosse transformada, o entusiasmo e a dedicação coletiva criariam uma economia industrial moderna. Em vez de refletir a base econômica da sociedade, a superestrutura seria a força motriz para essa mudança econômico-social. Nesse sentido, compreende-se o surgimento e o posterior incentivo do próprio Mao à Revolução Cultural como forma de endereçar a superestrutura ou a cultura e conscientização da população chinesa como motores da economia, independentemente da evolução da base econômica ou das forças e relações de produção.

 

Capítulo 4: Modelo de crescimento econômico chinês enecessidade de rebalanceamento

PDF Criptografado

Capítulo 4Modelo de crescimento econômico chinês e necessidade de rebalanceamentoA introdução de uma economia de mercado e reformas graduais, em que as variáveis de incentivo e meritocracia tornaram-se o sustentáculo do crescimento econômico e do empreendedorismo, logrou colocar a China novamente no centro do mundo, como remete seu próprio nome. Nos últimos 30 anos, a China conseguiu aumentar seu PIB seis vezes, deslocar a Alemanha e o Japão, tornando-se a segunda maior economia do mundo, retirar da absoluta pobreza mais de 500 milhões de pessoas e dobrar sua renda per capita. A pujança do crescimento chinês e o dinamismo de seu crescimento, mesmo em meio a crises econômicas de impacto mundial, como a de 2008, tem atraído a atenção de diversos acadêmicos, empresários e políticos, acendendo um debate acerca da existência de um verdadeiro “milagre chinês” ou de um “consenso de Pequim” em resposta ao já existente “consenso de Washington”. De 1990 a 2012 o PIB da China cresceu em média 10%, como mostra a figura a seguir:

 

Capítulo 5: Regime cambial chinês, política monetária e trindade impossível

PDF Criptografado

Capítulo 5Regime cambial chinês, política monetária e trindade impossívelExiste uma vasta literatura sobre como o regime cambial chinês deve ter influenciado o desbalanceamento econômico mundial, além dos custos impostos à população chinesa e aos próprios bancos locais à sua manutenção. Diversos estudos procuram elucidar ou mostrar evidências empíricas e quantitativas quanto ao desalinhamento da moeda chinesa (RMB)1 utilizando uma gama de metodologias e chegando a diferentes e divergentes conclusões sobre a paridade de equilíbrio. Embora esteja além do escopo desse trabalho avaliar e quantificar eventuais desalinhamentos da paridade cambial da moeda chinesa, o acelerado acúmulo de reservas internacionais pelo Banco Central Chinês(People’s Bank of China – PBoC) de quase US$ 4 trilhões e as constantes intervenções da autoridade monetária observadas nos últimos dez anos não deixam dúvidas quantoà manipulação cambial exercida pelo governo chinês. O RMB tem-se apreciado em termos reais e ponderados quase 30% desde 1994, no entanto, tivesse o PBoC permitido maior flexibilização de sua moeda e deixado as entradas e saídas de capital daquele país ditar a paridade cambial resultante das forças de mercado, certamente o RMB estaria em outro patamar ou muito mais apreciado do que se comparado com o nível atual.

 

Capítulo 6: Sistema financeiro chinês

PDF Criptografado

Capítulo 6Sistema financeiro chinêsApesar das divergentes características de sistemas financeiros em várias nações, a função primordial de um sistema financeiro é a de canalizar eficientemente recursos de poupadores para tomadores. Ao almejar otimizar essa função pela possibilidade de maximização de retornos dos poupadores e tomadores em suas aplicações e investimentos, o benefício econômico de um sistema financeiro saudável e transparente torna-se crucial para o desenvolvimento do país.O sistema fi nanceiro chinês é particularmente complicado de se analisar por dois motivos distintos: Pouca transparência. Pode-se argumentar que a falta ou não de transparência em algumas instituições financeiras (shadow banking) g reflita o desejo do próprio governo de permitir a existência de uma área cinzenta no setor, de modo a possibilitá-lo a administrar ou exercer seus interesses utilizando o sistema fi nanceiro para tal. Rápida evolução de suas instituições. Por ser uma economia emergente, que deixou seu sistema de planejamento central apenas em 1979 e testemunhou um crescimento econômico de mais de 680% nos últimos 20 anos, há de se convir que as instituições que fazem parte de seu sistema financeiro continuam a evoluir e muitas ainda estão em processo de consolidação ou formação.

 

Capítulo 7: Crise de 2008, China, Estados Unidose terceiros mercados: uma nova ordem econômica mundial?

PDF Criptografado

Capítulo 7Crise de 2008, China, Estados Unidos e terceiros mercados: uma nova ordem econômica mundial?A ascensão da China como a segunda maior economia do mundo tem suscitado debates acalorados sobre a supremacia dos Estados Unidos no cenário econômico mundial e até mesmo sobre o papel da sua moeda, o Dólar, como a principal moeda conversível.Desconsiderando controvérsias e teorias conspiratórias, o presente capítulo procura justamente enterrar algumas teorias falaciosas da relação econômica existente entre esses dois países. Logo após a eclosão da crise de 2008 não faltaram defensores do “modelo de Pequim” como contraponto ao “consenso de Washington”, o primeiro claro defensor da presença do Estado em uma economia capitalista. O cenário econômico atual parece não validar incontestavelmente o capitalismo de Estado preconizado e implantado pelaChina e defendido por várias economias ao redor do mundo. É verdade que a crise ainda está longe de seu fim. A Europa, principalmente seus países periféricos, ainda patina em crescimento lento, apesar de o Banco Central Europeu já ter afastado o risco de uma quebra iminente da zona do Euro, se comprometendo a comprar quantias ilimitadas de títulos de dívidas soberanas dos países em dificuldades. Mas o ajuste estrutural dos países periféricos europeus, que buscam maior competitividade cortando seus custos de mão de obra, enquanto a Alemanha parece ter compreendido seu papel nesse rebalanceamento econômico ao privilegiar mais seu consumo doméstico, ainda levará algum tempo para colher os frutos de um crescimento econômico acelerado, permitindo o rebalanceamento do crescimento econômico da região. Os Estados Unidos, por sua vez, epicentro da crise, já mostram sinais de recuperação sustentável graças à inovação e à rápida resposta das autoridades monetárias daquele país. Anteriormente paladina da

 

Capítulo 8: Terceiros mercados: onda de investimentos chineses no Brasil – riscos e oportunidades

PDF Criptografado

Capítulo 8Terceiros mercados: onda de investimentos chineses no Brasil – riscos e oportunidadesÉ evidente a simbiose que existiu entre os Estados Unidos e a China antes do estouro da crise de 2008. Enquanto o país norte-americano apresentava um déficit em conta-corrente médio de 5,3% do PIB de 2006 a 2008, a China lograva um superávit médio de 9,2%, durante o mesmo período. Certamente o comércio internacional de ambos os países não era apenas entre eles, mas também com outras nações, principalmente da União Europeia e vários países asiáticos. A Tabela 8.1, a seguir, mostra a participação de cada país e região como destino das exportações chinesas de 2005 a 2012. Nota-se que após a crise as exportações para regiões como América Latina e África foram as que mais cresceram em termos percentuais. De 2007 a 2012 as exportações chinesas para a América Latina passaram de apenas 3% para 7% do total exportado pela China. No caso da África, o cenário é semelhante, mas um pouco menos substancial: durante o mesmo período as exportações para este continente subiram de 3% para 4% da total da pauta de exportações chinesas.

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPDP000310252
ISBN
9786586407099
Tamanho do arquivo
11 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados