Introdução à Informática em Saúde

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Introdução à informática em saúde traz importantes conteúdos sobre tecnologia da informação aplicada à saúde, tais como fundamentos e contextualização histórica da informática em saúde no Brasil e no mundo, prontuário eletrônico do paciente e seus componentes, sistemas de apoio à decisão clínica, registro eletrônico de saúde pessoal, métodos da ciência de dados aplicados à saúde, padrões de comunicação tradicionais e promissores em saúde, análise sobre informatização do sistema de saúde norte-americano e as lições úteis para o contexto brasileiro, além de oferecer uma visão de futuro da informática em saúde e do sistema de saúde digital.

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Capítulo 1 - Informática em saúde: conceitos fundamentais e evolução histórica

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1

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir a definição de informática em saúde, bem como as características que a diferenciam da tecnologia da informação convencional.

■Analisar os eventos históricos que contribuíram para o surgimento da área de informática em saúde e do prontuário eletrônico do paciente.

■Comparar os principais eventos históricos da área no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo.

■Discutir as principais aplicações da informática em saúde como disciplina e como profissão.

>> RESUMO

A informática em saúde tem evoluído como uma disciplina e como uma profissão cada vez mais comum nas organizações de saúde do mundo todo. A informática em saúde incorpora processos, ferramentas, teorias e conceitos de áreas do conhecimento heterogêneas como ciência da informação, ciência da computação, ciência cognitiva e ciências da saúde (medicina, biologia, saúde pública). Os profissionais de informática em saúde utilizam ferramentas de tecnologia da informação para gerenciar e comunicar dados, informações, conhecimento e sabedoria, a fim de auxiliar o processo de decisão em saúde. O objetivo da informática em saúde é dar suporte aos profissionais envolvidos na assistência e pesquisa em saúde, visando melhorar a saúde nos níveis molecular, individual e populacional. Este capítulo explora as definições e a evolução histórica da área de informática em saúde no Brasil e no mundo.

 

Capítulo 2 - A complexidade dos dados em saúde

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever os principais tipos de dados utilizados na área da saúde.

■Descrever os principais usos para os dados coletados na área da saúde.

■Descrever as principais interfaces e equipamentos usados para coletar dados em saúde.

■Discutir potenciais soluções para diminuir as dificuldades enfrentadas pelos profissionais clínicos para registrar dados no prontuário eletrônico do paciente, bem como suas vantagens e desvantagens.

>> RESUMO

Dados são um ativo de extrema importância para a área da saúde. Vários tipos de dados são produzidos durante a prestação de assistência em saúde; exemplos incluem dados narrativos, valores numéricos, sinais analógicos, imagens e arquivos de áudio e vídeo. Os dados são utilizados em saúde para diversos fins, como produzir um repositório longitudinal de dados clínicos dos pacientes, auxiliar na antecipação de riscos futuros, facilitar a comunicação entre profissionais de saúde, gerar a conta do paciente, registrar dados para uso legal e dar suporte à pesquisa clínica. Um problema persistente da informática em saúde é a dificuldade que os profissionais clínicos enfrentam para registrar dados no prontuário eletrônico do paciente (PEP). Embora muitas melhorias tenham sido desenvolvidas recentemente, esse problema persiste e gera enormes desafios tanto para os profissionais de saúde quanto para os de informática em saúde.

 

Capítulo 3 - Métodos de pesquisa aplicados à informática em saúde

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever os principais propósitos da condução de avaliações de informática em saúde.

■Discutir como o escopo do projeto e seus propósitos contribuem para a generalização dos resultados de uma avaliação de informática em saúde.

■Descrever os principais métodos qualitativos utilizados em avaliações de informática em saúde.

■Descrever os principais métodos quantitativos utilizados em avaliações de informática em saúde.

■Discutir as vantagens e desvantagens dos métodos pré-teste/pós-teste e séries temporais interrompidas para a condução de avaliações de informática em saúde.

■Descrever as principais variáveis avaliadas em análises de satisfação do usuário do prontuário eletrônico do paciente.

>> RESUMO

Intervenções de informática em saúde consistem no desenvolvimento, teste e implantação de ferramentas de apoio ao fluxo de trabalho e processo decisório dos profissionais de saúde. Avaliações de informática em saúde, por sua vez, consistem na aplicação de um conjunto de métodos e ferramentas para avaliar a qualidade das soluções desenvolvidas, ou para avaliar os resultados produzidos por elas em ambientes clínicos reais. Profissionais e pesquisadores clínicos e de informática em saúde são os principais envolvidos nessas avaliações, que têm um papel fundamental para a produção de evidência científica e geração do conhecimento necessário ao desenvolvimento de sistemas de informação em saúde mais eficazes. Neste capítulo são apresentados os principais propósitos da avaliação de intervenções de informática em saúde e os métodos e ferramentas mais utilizados nessas avaliações.

 

Capítulo 4 - Educação em informática em saúde

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4

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever o caminho percorrido pela informática em saúde para que ela seja hoje reconhecida internacionalmente como uma especialidade.

■Identificar os principais recursos que formam o corpo de conhecimento da especialidade de informática em saúde.

■Discutir as vantagens e desvantagens dos treinamentos de curta e longa duração.

■Descrever os principais tipos de treinamento disponíveis para a formação de especialistas em informática em saúde.

■Sumarizar as experiências de projetos de educação a distância nos Estados Unidos e na América Latina.

>> RESUMO

A área de informática em saúde possui hoje todo o corpo de conhecimento necessário para ser considerada uma especialidade. Após as primeiras aplicações de computadores em pesquisas biomédicas e assistência em saúde nos Estados Unidos, entre os anos de 1950 e 1960, o conhecimento produzido por atividades de pesquisa e desenvolvimento na área tem sido disseminado por livros, revistas acadêmicas, conferências especializadas, programas educacionais e certificações. O interesse e a necessidade de formar profissionais especializados têm aumentado nas últimas décadas em resposta ao crescente uso de tecnologias da informação e comunicação aplicadas à saúde. Hoje em dia, diversas modalidades de programas de treinamento e certificações de profissionais da área são oferecidas por uma variedade de organizações e instituições de ensino. Neste capítulo são apresentados os principais recursos de produção e disseminação de conhecimento da área, bem como os principais programas de treinamento de profissionais especializados. Também são discutidos os treinamentos voltados para profissionais clínicos e os programas de educação continuada no modelo de educação a distância (EAD).

 

Capítulo 5 - Sistemas utilizados no cuidado do paciente: o prontuário eletrônico do paciente e seus componentes

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir as principais diferenças entre o prontuário em papel e o prontuário eletrônico.

■Descrever os modelos de adoção do prontuário eletrônico do paciente mais utilizados internacionalmente.

■Descrever os principais componentes do prontuário eletrônico do paciente: prescrição eletrônica, administração eletrônica da prescrição, sistemas de documentação clínica, sistemas de apoio à decisão clínica, sistemas departamentais e sistemas auxiliares.

■Discutir as perspectivas dos diferentes stakeholders envolvidos na adoção do prontuário eletrônico do paciente.

■Discutir os desafios e barreiras para a adoção do prontuário eletrônico do paciente.

>> RESUMO

Os capítulos anteriores introduziram os conceitos do prontuário médico e dos registros de saúde do paciente, sua evolução histórica, o advento do prontuário eletrônico do paciente (PEP) e os diferentes tipos de dados registrados no PEP. Neste capítulo são discutidas as principais diferenças entre o prontuário médico em papel e o prontuário eletrônico, os diferentes componentes do PEP e como eles são utilizados no cuidado do paciente. Também são discutidos os modelos de adoção do PEP mais empregados internacionalmente, as diferentes perspectivas dos envolvidos na adoção do PEP e os temas recorrentes sobre sua adoção e uso como ferramenta de apoio à assistência em saúde.

 

Capítulo 6 - Padrões de comunicação em saúde

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir a necessidade de padrões de comunicação em saúde.

■Descrever o conceito de interoperabilidade de sistemas e seus diferentes níveis.

■Descrever o processo de criação de padrões de comunicação em saúde.

■Descrever os principais padrões de troca de dados entre sistemas de informação em saúde.

■Descrever os principais padrões de terminologia clínica utilizados na comunidade internacional.

■Discutir a necessidade e exemplos de modelos de dados clínicos.

>> RESUMO

Diversos setores da economia utilizam padrões para otimizar processos e diminuir retrabalho, e a área de informática em saúde não é uma exceção. Dados em saúde são produzidos dentro de um complexo ecossistema composto por várias organizações de saúde que operam de forma descentralizada e independente. Por conseguinte, a coordenação do cuidado do paciente é comprometida, pois, em vez de o paciente ter um único prontuário, acessível aos profissionais responsáveis pelo seu cuidado, ele possui diversos fragmentos do seu prontuário espalhados pelas instituições que o atenderam ao longo de sua vida. O uso de padrões de comunicação em saúde visa garantir a interoperabilidade de sistemas para diminuir o retrabalho com integração de sistemas distintos, aumentar o fluxo de dados e facilitar a continuidade do cuidado. Neste capítulo são apresentados os principais padrões de comunicação em saúde usados na comunidade internacional, bem como os padrões desenvolvidos e adotados no Brasil.

 

Capítulo 7 - Sistemas de apoio à decisão clínica

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Definir e descrever os principais usos dos sistemas de apoio à decisão clínica.

■Discutir a evolução histórica e relevância dos sistemas de apoio à decisão clínica.

■Descrever as principais categorias de sistemas de apoio à decisão clínica.

■Discutir o impacto dos sistemas de apoio à decisão clínica na performance dos profissionais de saúde e na qualidade do cuidado do paciente.

■Discutir os principais desafios relacionados aos sistemas de apoio à decisão clínica.

>> RESUMO

Os sistemas de apoio à decisão clínica (SADCs) são utilizados para auxiliar os profissionais de saúde no seu processo decisório, a fim de prevenir erros, facilitar acesso a informações relevantes para o cuidado do paciente e promover a prestação de assistência em saúde. Os SADCs são um dos componentes mais relevantes do prontuário eletrônico do paciente (PEP) e têm tido um papel de notável protagonismo na área de informática em saúde. Os primeiros SADCs foram desenvolvidos nos Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1970 e serviram de base para os primeiros PEPs longitudinais desenvolvidos por pioneiros da informática em saúde. Ao longo dos anos, diversas funcionalidades de apoio à decisão clínica com regras lógicas complexas têm sido desenvolvidas para auxiliar os profissionais clínicos no seu processo decisório. Este capítulo discute a evolução histórica e relevância dos SADCs, apresenta exemplos de sistemas com impacto clínico positivo e os desafios relacionados ao desenvolvimento, adoção e avaliação de SADCs.

 

Capítulo 8 - Informática do consumidor

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir a definição da disciplina de informática do consumidor.

■Definir e discutir as aplicações e usos do registro eletrônico de saúde pessoal.

■Descrever e diferenciar os tipos de registro eletrônico de saúde pessoal.

■Discutir as vantagens e desvantagens de cada tipo de registro eletrônico de saúde pessoal.

■Discutir os principais usos e impactos do registro eletrônico de saúde pessoal.

■Discutir as barreiras para a adoção do registro eletrônico de saúde pessoal.

>> RESUMO

Informática do consumidor é uma disciplina dedicada ao estudo das ferramentas necessárias para promover a participação do paciente no seu cuidado médico. O principal objeto de estudo dessa disciplina é o registro eletrônico de saúde pessoal (RESP). O RESP é uma aplicação por meio da qual o paciente pode acessar, gerenciar e compartilhar informações sobre sua saúde. Embora o RESP seja uma ferramenta relativamente nova, tem potencial para auxiliar os consumidores de serviços de saúde a tornarem-se mais engajados, contribuindo assim para a manutenção da sua saúde e bem-estar. Neste capítulo são discutidos os conceitos e ferramentas da informática do consumidor, suas aplicações e desafios.

 

Capítulo 9 - Informática em saúde pública

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir as principais atribuições, funções e intervenções de saúde pública.

■Discutir as diferenças entre o foco da prestação de assistência em saúde em hospitais e clínicas e o foco das intervenções de saúde pública.

■Definir a área de informática em saúde pública.

■Discutir os benefícios da aplicação de tecnologia nos serviços de saúde pública.

■Descrever exemplos reais das aplicações de informática em saúde pública.

>> RESUMO

Saúde pública é uma subárea da saúde que visa promover a saúde no nível populacional. O Instituto de Medicina (IOM, do inglês Institute of Medicine) dos Estados Unidos define saúde pública no âmbito de três funções: avaliação da saúde populacional, desenvolvimento de políticas públicas e manutenção da saúde populacional. Embora a saúde pública seja frequentemente associada a atividades simples como emissão de certidões de nascimento ou serviços de vacinação, ela oferece serviços que vão muito além disso. A informática em saúde pública é definida como a aplicação sistemática de métodos e ferramentas das ciências da informação e computação para auxiliar a prática, pesquisa e geração de conhecimento em saúde pública. Enquanto a informática clínica concentra-se na aplicação de tecnologia para otimizar a assistência em saúde no nível individual, a informática em saúde pública utiliza tecnologia para otimizar a saúde no nível populacional. Neste capítulo são apresentadas as principais intervenções de saúde pública, bem como exemplos do uso de tecnologia para avaliar a saúde populacional, criação de políticas públicas e tomada de decisão no nível populacional.

 

Capítulo 10 - Métodos computacionais aplicados à saúde

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Definir processamento de linguagem natural, big data e ciência de dados.

■Discutir a importância do processamento de linguagem natural em saúde.

■Discutir os principais usos e técnicas do processamento de linguagem natural em saúde.

■Discutir os principais desafios na aplicação do processamento de linguagem natural em saúde.

■Definir os objetivos da descoberta de conhecimento e mineração de dados em saúde.

■Discutir as competências do profissional especializado em métodos computacionais em saúde.

>> RESUMO

Este capítulo introduz o leitor ao conjunto de métodos computacionais aplicados à saúde, popularmente conhecidos como inteligência artificial em saúde. São discutidos em particular os métodos de processamento de linguagem natural (PLN) e de descoberta de conhecimento e mineração de dados (KDDM, do inglês knowledge discovery and data mining); estes últimos são componentes da ciência de dados, que recentemente tem sido incorporada aos treinamentos de informática em saúde. O PLN é uma área de pesquisa que viabiliza a extração de informações contidas em textos narrativos, e os métodos de KDDM são utilizados para a condução de análises de grandes volumes de dados conhecidos como big data. O presente capítulo discute os principais métodos, aplicações e desafios da utilização de PLN e KDDM em saúde, bem como as competências necessárias para profissionais especializados em métodos computacionais em saúde.

 

Capítulo 11 - Bioinformática

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Definir a área de bioinformática.

■Discutir a importância da análise de dados biológicos e sua aplicação na medicina moderna.

■Discutir a complexidade da análise de dados biológicos.

■Descrever as principais aplicações e tipos de análises da bioinformática.

■Discutir os desafios da aplicação dos resultados de pesquisas básicas na prática médica.

>> RESUMO

A bioinformática estuda os processos e ferramentas necessários para a representação e análise de dados biológicos no nível molecular. Embora o primeiro sequenciamento completo do genoma humano tenha levado cerca de 13 anos e em 2001 custasse mais de 100.000 dólares, métodos conhecidos como next generation sequencing permitem que hoje o genoma de um indivíduo possa ser sequenciado por cerca de 1.000 dólares e em pouco mais de uma hora. Essa facilidade demanda o desenvolvimento de ferramentas específicas para a condução de análises de grandes volumes de sequências de DNA e outras moléculas e a disponibilidade desses dados para os profissionais de saúde. Este capítulo descreve a evolução histórica da bioinformática e os principais métodos e ferramentas utilizados na análise de dados genéticos e sua aplicação na medicina moderna.

 

Capítulo 12 - Desafios de um sistema de saúde digitalizado: a experiência americana

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir as principais características do sistema de saúde americano.

■Definir o programa Meaningful Use, suas características, critérios e objetivos.

■Analisar o impacto da adoção do prontuário eletrônico do paciente em nível nacional nos Estados Unidos.

■Criticar os estudos científicos que serviram de base para a criação do programa Meaningful Use.

■Descrever o conceito de “paradoxo da produtividade”.

■Sumarizar as lições aprendidas com a informatização do sistema de saúde americano e como elas podem ser aplicadas no Brasil.

>> RESUMO

Neste capítulo são apresentadas algumas características importantes do sistema de saúde americano que contribuíram diretamente para a criação do programa Meaningful Use. A experiência americana, embora bem-sucedida no que diz respeito à adoção do prontuário eletrônico do paciente (PEP), que hoje é utilizado em quase todas as organizações de saúde do país, também produziu consequências não esperadas, algumas com efeitos deletérios em diferentes níveis do sistema de saúde americano. A experiência americana será de grande valia para outros países com baixa adoção do PEP, pois estes terão a oportunidade de aprender com os erros e acertos do programa americano e evitar as consequências não esperadas observadas nesse país.

 

Capítulo 13 - Como “consertar” o prontuário eletrônico do paciente

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever e discutir o processo evolutivo do prontuário eletrônico do paciente ao longo de três gerações.

■Discutir os benefícios e dificuldades relacionados ao uso atual do prontuário eletrônico do paciente.

■Descrever as principais áreas de pesquisa para o aprimoramento da terceira geração do prontuário eletrônico do paciente.

■Discutir as diferenças entre inovação em sistemas de informação na área da saúde e em outros setores da economia.

■Discutir as principais linhas de pesquisa para o desenvolvimento da quarta geração do prontuário eletrônico do paciente.

>> RESUMO

O prontuário eletrônico do paciente (PEP), utilizado hoje na maioria das organizações de saúde americanas, é resultado de um processo evolutivo que produziu três gerações complementares de PEPs. A primeira geração do PEP era composta sobretudo de sistemas administrativos e alguns sistemas clínicos departamentais desenvolvidos de forma isolada por pioneiros da informática em saúde. A segunda geração contemplava uma integração maior entre os componentes do PEP, que ainda eram, em sua maioria, sistemas locais desenvolvidos internamente em hospitais e clínicas americanos. A terceira geração é a geração dos PEPs comerciais, que possuem um robusto repositório de dados clínicos e diversos componentes integrados. Esses sistemas são resultado de um processo evolutivo que tem como ponto de partida o prontuário em papel. A percepção dos profissionais de saúde sobre o retorno obtido pelo uso do PEP de terceira geração em relação ao esforço necessário para usá-lo é bastante desproporcional. Este capítulo descreve o status quaestionis do PEP de terceira geração e as principais pesquisas em andamento para o desenvolvimento da quarta geração do PEP.

 

Capítulo 14 - Áreas de pesquisa promissoras

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever as principais tendências e áreas de pesquisa promissoras da informática em saúde.

■Discutir as oportunidades para o desenvolvimento da quarta geração do prontuário eletrônico do paciente.

■Discutir o impacto que essas pesquisas podem ter na prestação de assistência em saúde.

■Discutir as possíveis aplicações da medicina de precisão e nanotecnologia em saúde.

■Definir e discutir o conceito de Learning Health System.

>> RESUMO

Na literatura científica, não há consenso sobre o futuro da informática em saúde, nem sobre as suas áreas de pesquisa mais promissoras. Diversos tópicos têm sido discutidos de forma recorrente em artigos científicos e conferências internacionais, e exemplos incluem computação em nuvem, big data, dispositivos móveis (m-Health), redesenho do prontuário eletrônico do paciente (PEP), cuidado centrado no paciente, ontologias, nanoinformática, etc. Este capítulo discute diversas áreas de pesquisa proeminentes com base em publicações disponíveis na literatura científica, tópicos frequentemente abordados em conferências internacionais e na experiência do autor. Essas áreas de pesquisa são agrupadas nestes temas: novos modelos de negócio, experiência do usuário do PEP de quarta geração, cuidado participativo e relação paciente-prestador, medicina de precisão, medicina baseada em evidência prática e nanoinformática. Por fim, são discutidas algumas lições aprendidas a partir de estudos iniciais dessas áreas conduzidos nos Estados Unidos e como esse aprendizado pode ser aplicado na realidade brasileira.

 

Capítulo 15 - O sistema de saúde do futuro

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir as principais funcionalidades e características do prontuário eletrônico do paciente do futuro e qual será a importância delas para apoiar o processo decisório no sistema de saúde do futuro.

■Discutir como será a prestação de assistência em saúde no futuro.

■Discutir as potenciais consequências não esperadas dos avanços tecnológicos em saúde.

>> RESUMO

Embora a informática em saúde seja uma área do conhecimento relativamente nova e, em decorrência de diversas limitações, o prontuário eletrônico do paciente (PEP) não seja visto com bons olhos por muitos profissionais de saúde, caso as forças que promovem inovação sejam aplicadas da maneira correta, o futuro da informática em saúde e do PEP pode ser bastante promissor. Em um futuro próximo, o PEP deve adquirir um protagonismo jamais visto: por meio dele, decisões importantes do cuidado do paciente serão tomadas de forma mais precisa e ágil. O paciente do futuro será privilegiado por receber cuidado em um sistema de saúde mais eficaz, onde os profissionais terão acesso a uma série de ferramentas essenciais para garantir a continuidade do cuidado do paciente para além das fronteiras organizacionais. Entretanto, os mesmos avanços tecnológicos que nos levarão à medicina do futuro inevitavelmente introduzirão novas modalidades de problemas, e consequências não esperadas surgirão, exigindo atenção redobrada dos entes envolvidos na construção do sistema de saúde do futuro.

 

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