Infectologia pediátrica

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Este novo volume traz aspectos importantes do paciente com quadro infeccioso, proporcionando maior segurança tanto para o especialista quanto para o pediatra geral no cuidado a crianças e adolescentes que apresentem queixas referentes à infectologia. São abordadas queixas comuns no consultório geral, como infecções de vias aéreas superiores, parasitoses intestinais e doenças exantemáticas, assim como temas prevalentes e preocupantes no panorama atual, como as infecções pelos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

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1. FEBRE PROLONGADA

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FEBRE PROLONGADA

Ana Cristina Cisne Frota

Tatiana Guimarães de Noronha

  OBJETIVOS

✓ Definir febre prolongada.

✓ Apresentar as principais causas de febre prolongada na prática clínica.

✓ Estabelecer um fluxo de investigação diagnóstica para os casos de febre prolongada.

✓ Compreender as diferenças na abordagem dos casos de febre prolongada de acordo com a estabilidade clínica do paciente.

INTRODUÇÃO

Pode-se definir a febre como uma elevação anormal da temperatura corporal, além dos níveis de variação normal, como uma resposta a agressões e estresse.1

Trata-se de um dos principais motivos de consultas em Pediatria, e geralmente a sua origem pode ser identificada na avaliação inicial, após anamnese e exame físico cuidadosos.2

Entretanto, em algumas situações, o pediatra pode estar diante de uma criança com febre cuja origem não pode ser identificada por anamnese e exame clínico adequadamente conduzidos. Nessa situação, se a febre durar até 7 dias, trata-se de um caso de febre sem sinais localizatórios. Contudo, se durar mais de 7 dias, está-se diante de uma situação de febre prolongada (FP) ou febre de origem obscura (FOO), caso os achados laboratoriais preliminares não elucidem o diagnóstico.3

 

2. FEBRE SEM SINAIS DE LOCALIZAÇÃO EM CRIANÇAS MENORES DE 36 MESES DE IDADE

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2

FEBRE SEM SINAIS DE

LOCALIZAÇÃO EM CRIANÇAS

MENORES DE 36 MESES DE IDADE

Regina Célia de Souza Campos Fernandes

  OBJETIVOS

✓ Conceituar febre sem sinais de localização.

✓ Caracterizar a avaliação clínica e laboratorial para o esclarecimento de sua etiologia nos primeiros 36 meses de vida.

✓ Definir a conduta terapêutica no período neonatal, de 29 dias a 3 meses e entre 3 meses e 3 anos.

DEFINIÇÃO DE FEBRE

A febre constitui uma elevação da temperatura corporal como parte de uma resposta biológica específica, mediada e controlada pelo sistema nervoso central

(SNC). Trata-se de uma característica de muitas doenças, infecciosas ou não. A maioria dos autores define febre como a temperatura retal > 38°C, sendo a temperatura axilar < 0,3 a 0,4°C que a retal. Corresponde a 25% das consultas nas emergências.1

DEFINIÇÃO DE FEBRE SEM SINAIS DE LOCALIZAÇÃO (FSSL)

Trata-se da ocorrência de febre em uma criança em que a anamnese e o exame físico cuidadosos não caracterizam a etiologia. Deve ter menos que 7 dias de duração, correspondendo a 20% dos casos de febre nas emergências.1

 

3. MENINGITE BACTERIANA

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MENINGITE BACTERIANA

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

Thalita Fernandes de Abreu

Susie Andries Nogueira

  OBJETIVOS

✓ Conhecer a etiologia e a fisiopatogenia da meningite bacteriana aguda

(MBA).

✓ Diagnosticar clinicamente a MBA, considerando a faixa etária.

✓ Diagnosticar laboratorialmente a MBA.

✓ Conhecer os principais diagnósticos diferenciais.

✓ Tratar adequadamente a MBA.

✓ Identificar as complicações e conhecer o prognóstico.

✓ Adotar conduta profilática nos contactantes.

✓ Indicar prevenção por imunização.

INTRODUÇÃO

A meningite bacteriana aguda (MBA) é uma emergência infecciosa com alta incidência na criança. Apesar dos avanços em relação à vacinação, trata-se de uma das mais importantes doenças infecciosas. O diagnóstico precoce e a instituição imediata do tratamento são fundamentais para o melhor prognóstico da doença. A MBA apresenta altas taxas de morbidade e letalidade que atingem

 

4. MENINGOENCEFALITES VIRAIS

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MENINGOENCEFALITES VIRAIS

Gloria Regina da Silva e Sá

José Gilberto de Sá

  OBJETIVOS

✓ Identificar as principais características clínicas e laboratoriais das meningoencefalites virais.

✓ Diferenciar clínica e laboratorialmente as meningoencefalites virais das demais meningoencefalites por outros agentes etiológicos.

INTRODUÇÃO

Meningoencefalites são infecções do sistema nervoso central e de suas membranas externas, geralmente causadas por agentes virais ou bacterianos.

As meningoencefalites virais estão incluídas no espectro das meningites assépticas, ou seja, aquelas em que, ao exame do líquido cefalorraquidiano (LCR), não é identificado crescimento bacteriano. Com frequência, evoluem de modo favorável.

São usualmente provocadas pelos vírus mais amplamente distribuídos em nosso meio, como os enterovírus (poliovírus, echovírus, coxsackievírus), os adenovírus, o vírus da caxumba (paramyxovírus), os herpes-vírus (1 e 2), o vírus da coriomeningite linfocítica e o varicela-zóster. Outros agentes etiológicos de importância são o HIV, o citomegalovírus e o vírus Epstein-Barr.1-3 As crianças constituem o grupo mais vulnerável.3 O Quadro 1 apresenta os principais agentes etiológicos.

 

5. DENGUE

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DENGUE

Meri Baran

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia

  OBJETIVOS

Definir caso suspeito de dengue.

Classificar casos de acordo com a gravidade.

Identificar sinais de alarme e choque.

Instituir tratamento adequado.

Realizar medidas para profilaxia.

INTRODUÇÃO

A dengue é uma doença viral, de caráter endêmico-epidêmico, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, principalmente pela fêmea do Aedes aegypti, com quatro sorotipos e que se constitui hoje na arbovirose mais importante em nível mundial por sua alta carga de doença e implicações sociais.1

É considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos principais problemas de saúde pública no mundo, pois, além do comprometimento da saúde física e dos óbitos, produz grande transtorno social e econômico. A prevalência mundial aumentou enormemente. A virose se difundiu nas Américas com predominância na América do Sul. O Brasil apresenta o maior número de casos notificados de dengue e é considerado o país com mais alto risco para a doença.

 

6. ZIKA

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ZIKA

Charbell Miguel Haddad Kury

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia

  OBJETIVOS

✓ Reconhecer o vírus Zika como entidade mórbida responsável por diferentes espectros clínicos com graus diversos de morbidade.

✓ Entender os mecanismos de agressão viral e os aspectos fisiopatológicos, diagnósticos e de tratamento dessa condição.

✓ Descrever a síndrome da Zika congênita (SZC) como manifestação não usual da doença e que resulta em complicações com elevado risco de mortalidade.

INTRODUÇÃO

O processo de globalização traz consigo o incremento de deslocamentos populacionais, o que leva a um número crescente de viagens internacionais.

Inevitavelmente, esse processo faz ressurgir algumas doenças infecciosas já erradicadas naquele território ou traz novas doenças até então desconhecidas – este

é o conceito atualmente aceito na medicina de viagem para as doenças emergentes e reemergentes.1

O vírus Zika (ZIKV), descoberto na floresta de mesmo nome em Uganda, em

 

7. CHIKUNGUNYA

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CHIKUNGUNYA

Regina Célia de Souza Campos Fernandes

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

Charbell Miguel Haddad Kury

  OBJETIVOS

✓ Identificar a infecção por Chikungunya na criança e suas fases clínicas.

✓ Conhecer o diagnóstico diferencial e os exames complementares necessários.

✓ Reconhecer as manifestações graves e atípicas.

✓ Manejar adequadamente a doença.

INTRODUÇÃO

Chikungunya, na língua Makonde, significa “que se contorce” ou “se curva”.

A doença é causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), um vírus de RNA fita

única, do gênero Alphavirus e da família Togaviridae, que é transmitido ao homem pela picada de mosquitos Aedes aegypti e albopictus, descrita pela primeira vez no sudoeste da Tanzânia em 1952. Ela chegou à América em dezembro de 2013 e apresenta risco significativo de pandemia e de endemicidade. O quadro clínico pode ser agudo, com possibilidade de evolução subaguda e crônica, a qual pode durar anos.1 Caracteriza-se clinicamente por poliartralgia aguda febril e artrite inflamatória, erupções cutâneas e outras manifestações sistêmicas.2 O primeiro caso de transmissão maternoinfantil foi confirmado em 2005.3,4 Raramente pode ocorrer transmissão por via transfusional.

 

8. FEBRE AMARELA

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8

FEBRE AMARELA

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia

  OBJETIVOS

✓ Discutir aspectos epidemiológicos da doença no Brasil de interesse da

Pediatria.

✓ Identificar os ciclos silvestre e urbano de transmissão.

✓ Caracterizar os estágios da doença.

✓ Discutir a profilaxia pela imunização.

INTRODUÇÃO

A febre amarela é uma virose de humanos e outros primatas transmitida por mosquitos infectados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a doença circule em 44 países da África e da América do Sul, com uma expectativa de 200 mil casos por ano e 30 mil mortes em todo o mundo.1

A história inicial da doença é desconhecida, com o primeiro relato sugestivo em Yucatán, México, em 1648.2 O termo “febre amarela” foi usado pela primeira vez em Barbados, em 1750.3

Em 1937, a vacina 17D foi testada no Brasil4 e, em 1939, mais de 1 milhão de pessoas foram vacinadas. Apesar da disponibilidade de uma vacina eficaz e efetiva, o controle total da doença é inviável em virtude da migração de pessoas não vacinadas para áreas enzoóticas, onde o vírus se mantém.

 

9. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS

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DOENÇAS EXANTEMÁTICAS

Paulo Cesar Guimarães

Gloria Regina da Silva e Sá

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia

  OBJETIVOS

✓ Identificar as características clínicas das principais doenças exantemáticas.

✓ Diferenciar clínica e laboratorialmente os principais agentes etiológicos causadores de doenças exantemáticas.

✓ Destacar a importância da identificação das doenças exantemáticas, tendo em vista aspetos epidemiológicos no contexto da saúde pública.

DEFINIÇÃO

As doenças exantemáticas são doenças infecciosas sistêmicas em que as manifestações cutâneas acompanham o quadro clínico do paciente, um dado fundamental para o diagnóstico. O enantema constitui a manifestação desse processo na mucosa.1

FISIOPATOLOGIA

Os microrganismos podem produzir lesões na pele por sua ação direta sobre a epiderme, a derme, as estruturas vasculares ou extravasculares locais, pela liberação de seus produtos tóxicos, pela combinação desses dois mecanismos ou pela indução de resposta imunológica e/ou inflamatória.1

 

10. SÍFILIS CONGÊNITA

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SÍFILIS CONGÊNITA

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

Márcia Galdino Sampaio

  OBJETIVOS

✓ Identificar os neonatos de risco, principalmente a partir do reconhecimento da infecção na gestante.

✓ Diagnosticar a infecção congênita.

✓ Reconhecer as manifestações clínicas na criança e as fases clínicas nos pais.

✓ Indicar terapêutica específica para a criança e seus pais/responsáveis.

✓ Realizar o acompanhamento clínico e laboratorial da criança após o tratamento.

INTRODUÇÃO

A sífilis congênita representa o reflexo da incidência da sífilis adquirida em mulheres em idade reprodutiva, podendo ser evitada e controlada pela implementação de medidas simples e de baixo custo, porém de grande impacto no controle da doença.

Observou-se uma elevação importante na taxa de incidência de sífilis congênita no Brasil de 2010 a 2017: 2,4 casos/mil nascidos vivos (2010) para 8,6 casos/ mil nascidos vivos (2017). A taxa de mortalidade infantil por sífilis em 2017 foi de 7,2/100 mil nascidos vivos. Dessa forma, a sífilis continua contribuindo significativamente para as taxas de mortalidade infantil, representando 1,3% de mortes em menores de 5 anos.1

 

11. TOXOPLASMOSE

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TOXOPLASMOSE

Ana Cristina Cisne Frota

Márcia Galdino Sampaio

Thalita Fernandes de Abreu

  OBJETIVOS

✓ Compreender a epidemiologia e as formas de aquisição da toxoplasmose.

✓ Reconhecer as principais manifestações clínicas da doença nas formas adquirida e congênita.

✓ Diagnosticar a infecção adquirida e congênita.

✓ Indicar tratamento específico nas infecções adquirida e congênita.

✓ Proceder ao acompanhamento adequado das crianças com infecção congênita durante e após o tratamento.

✓ Indicar medidas de prevenção para aquisição da toxoplasmose.

INTRODUÇÃO

A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição mundial, causada pelo Toxoplasma gondii, que acomete cerca de um terço da população humana.1 A soroprevalência apresenta grande variabilidade geográfica (1 a 95%), sendo as maiores taxas encontradas na América do Sul.1-3 Estudos de genotipagem identificaram três linhagens clonais do T. gondii (tipos 1, 2 e 3), com virulências distintas.2

 

12. HERPES NEONATAL

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HERPES NEONATAL

Regina Célia de Souza Campos Fernandes

  OBJETIVOS

✓ Caracterizar a epidemiologia da infecção pelo herpes-vírus simples 1 e 2.

✓ Definir aspectos clínicos, laboratoriais e terapêuticos da doença neonatal.

INTRODUÇÃO

A infecção congênita pelo herpes-vírus simples apresenta elevadas morbidade e mortalidade.1-8 Isso é particularmente significativo nos dias atuais, quando, apesar de rara, torna-se cada vez mais frequente, com estimativa de 9,6 para cada

100 mil nascimentos em 2006 e prevalência anual estimada de 1.500 casos.3

A infecção neonatal pelo herpes-vírus simples pode ser causada pelos sorotipos l ou 2, com predominância do segundo, sendo a infecção primária materna na gravidez seu principal fator de risco.1-8 O subtipo 2 tem sido associado a um pior prognóstico da infecção neonatal.

DADOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

A infecção primária pelo herpes-vírus simples 1 é comum na baixa idade, geralmente assintomática. A gengivoestomatite compreende a forma clínica mais prevalente nos casos sintomáticos, mais frequente nos grupos de baixas condições socioeconômicas, situação em que várias pessoas ocupam um mesmo espaço, o que facilita o contágio. Destes, 75 a 90% desenvolvem anticorpos até o final da

1ª década de vida contra 30 a 40% daqueles das classes mais favorecidas.2 Im-

 

13. CITOMEGALOVIROSE CONGÊNITA

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13

CITOMEGALOVIROSE

CONGÊNITA

Márcia Galdino Sampaio

  OBJETIVOS

Compreender a epidemiologia e as formas de aquisição do citomegalovírus.

Diagnosticar a infecção congênita no neonato.

Indicar terapêutica específica, com base nos critérios de tratamento.

Acompanhar as crianças durante e após o tratamento.

INTRODUÇÃO

O citomegalovírus (CMV) é o agente mais frequente de infecção congênita em humanos (0,2 a 2,2% de todos os neonatos). A transmissão materno-fetal pode ocorrer após a infecção primária ou recorrente (reativação ou reinfecção).1,2

As infecções primárias ocorrem em 0,15 a 2% das gestantes soronegativas, com taxa de transmissão para o feto entre 40 e 50%. Na infecção recorrente, a taxa de transmissão situa-se entre 0,5 e 1%. Para as gestantes, as fontes mais frequentes de infecção são o contato sexual, a urina ou a saliva de crianças com infecção subclínica.1,2

A infecção congênita é transmitida pela via transplacentária e a perinatal pela exposição às secreções cervicovaginais durante o parto (taxa de transmissão entre 30 e 50%) e pelo aleitamento materno (30 a 70% dos lactentes amamentados por mais de 1 mês).2

Entre os recém-nascidos infectados, 90% são assintomáticos. Nos sintomáticos, 90% poderão ter sequelas neurológicas graves. No grupo dos assintomáticos,

 

14. SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA

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SÍNDROME DA RUBÉOLA

CONGÊNITA

Gloria Regina da Silva e Sá

  OBJETIVOS

✓ Caracterizar as principais manifestações clínicas da síndrome da rubéola congênita (SRC).

✓ Conhecer os diagnósticos diferenciais.

✓ Apresentar as etapas do diagnóstico laboratorial.

✓ Destacar a importância da vacinação de rotina.

INTRODUÇÃO

O termo síndrome da rubéola congênita (SRC) é usado para denotar várias combinações de defeitos congênitos observados em recém-nascidos, resultantes da infecção materna no período gestacional pelo vírus da rubéola (vírus RNA, pertencente ao gênero Rubivirus, família Togaviridae) sobre o feto em formação, comprometendo seu desenvolvimento e causando abortamento, morte fetal, natimortalidade ou anomalias congênitas nos recém-natos.1 Recém-nascidos sem defeitos congênitos, porém portadores do vírus são classificados como apresentando infecção congênita.1,2

A associação entre a rubéola na gestação e a ocorrência de surdez nos recém-nascidos foi inicialmente descrita por Swan et al. em 1943; no ano seguinte, o oftalmologista Gregg relatou a ocorrência de vários casos de catarata nos recém-natos de gestantes expostas ao vírus da rubéola durante uma grande epidemia.1-5

 

15. CRIANÇA EXPOSTA AO VÍRUS HIV

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CRIANÇA EXPOSTA

AO VÍRUS HIV

Maria Letícia Santos Cruz

  OBJETIVOS

✓ Descrever os diferentes cenários que definem as diretrizes para a prevenção da transmissão vertical do HIV.

✓ Descrever os cuidados imediatos e a quimioprofilaxia com antirretrovirais em recém-nascidos de mulheres vivendo com HIV.

✓ Descrever o fluxograma de exames para a definição de diagnóstico em crianças nascidas de mulheres portadoras de HIV.

✓ Descrever a rotina laboratorial para monitoramento de toxicidade em crianças nascidas de mulheres vivendo com HIV.

INTRODUÇÃO

De acordo com os dados do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites

Virais do Ministério da Saúde, mais de 90% dos casos de infecção pelo HIV-1 na população pediátrica são adquiridos a partir da infecção materna (transmissão vertical).1 A prevenção da infecção materno-infantil pelo HIV (PMTCT, do inglês prevention of mother-to-child transmission) representa uma realidade e se baseia: no tratamento antirretroviral (ARV) da mãe durante a gestação; na indicação de parto cesariano, quando a gestante chega próximo ao termo com a carga viral >

1.000 cópias/mL; na administração de zidovudina (AZT) à mãe durante o trabalho de parto, sempre que sua carga viral for > 1.000 cópias/mL; e na administração de quimioprofilaxia com antirretroviral(is) ao recém-nascido durante as

 

16. CRIANÇA EXPOSTA AO VÍRUS HTLV

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CRIANÇA EXPOSTA

AO VÍRUS HTLV

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

  OBJETIVOS

✓ Conhecer a infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) e as doenças associadas.

✓ Identificar as categorias de exposição ao HTLV.

✓ Reconhecer os fatores de risco para transmissão vertical.

✓ Adotar medidas preventivas com a criança exposta ao HTLV.

✓ Diagnosticar clínica e laboratorialmente a infecção pelo HTLV.

✓ Acompanhar adequadamente a criança exposta e a criança infectada pelo

HTLV.

INTRODUÇÃO

Os vírus linfotrópicos de células T humanas (HTLV) são retrovírus compostos por quatro tipos: HTLV-1, HTLV-2, HTLV-3 e HTLV-4.

A infecção HTLV-1 acontece predominantemente nos linfócitos T, com indução da ativação e proliferação celular e elevação de determinadas citocinas. As alterações imunológicas interferem no aparecimento, nas manifestações clínicas e na resposta imune de diversas doenças infecciosas virais, bacterianas e parasitárias, além de outras não infecciosas. O HTLV-1 está associado a diversas doenças com alta morbidade, como leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL), mielopatia associada ao HTLV 1-2 (conhecida como paraparesia espástica tropical), outras alterações neurológicas (p. ex., déficits cognitivos leves, bexiga neurogênica, esclerose lateral amiotrófica, uveítes, dermatite infecciosa, doenças

 

17. CRIANÇA EXPOSTA AO VÍRUS DA HEPATITE B

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CRIANÇA EXPOSTA

AO VÍRUS DA HEPATITE B

Gloria Regina da Silva e Sá

José Gilberto de Sá

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia

  OBJETIVOS

✓ Destacar a importância da transmissão vertical da hepatite B.

✓ Reconhecer a importância da imunização ativa como prevenção.

✓ Uso da imunização passiva na profilaxia da exposição perinatal e na pós-exposição.

INTRODUÇÃO

A hepatite B é uma doença viral aguda caracterizada por inflamação e necrose das células hepáticas, cujo espectro clínico varia de infecções assintomáticas a formas graves e fulminantes. O agente etiológico é o vírus da hepatite B (VHB), um hepatovírus, tipo DNA polimerase, da família Hepadnaviridae, com múltiplos sorotipos e heterogeneidade genética.1

Com a vacinação da criança, a prevalência no mundo da infecção pelo VHB diminuiu para 1,3%, comparativamente com 4,7% na era pré-vacinação, em menores de 5 anos.2 O Brasil recomenda atualmente a vacinação universal para todas as faixas etárias.3

 

18. CRIANÇA EXPOSTA AO VÍRUS DA HEPATITE C

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CRIANÇA EXPOSTA

AO VÍRUS DA HEPATITE C

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

  OBJETIVOS

Conhecer a infecção pelo vírus da hepatite C (VHC).

Identificar as formas de transmissão do VHC.

Reconhecer os fatores de risco para transmissão vertical.

Diagnosticar clínica e laboratorialmente a infecção pelo VHC.

Acompanhar adequadamente a criança exposta ao VHC.

INTRODUÇÃO

A hepatite C é uma doença contagiosa causada pelo vírus da hepatite C (VHC), constituída por seis genótipos principais, que podem causar doença crônica e ser transmitidos verticalmente.1 O espectro clínico varia de doença leve a cirrose e câncer hepático.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, 3 a 4 milhões de pessoas sejam infectadas pelo VHC em todo mundo. As hepatites B e C são as causas mais comuns de hepatite crônica viral em crianças e adultos, entretanto, com os programas de imunização para hepatite B em diversos países, a hepatite C se tornou mais frequente.

 

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