Estruturas e Análise de Balanços - Um Enfoque Econômico-financeiro

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Técnicas aprimoradas de análise econômico-financeira. Com acesso à palestra online do Assaf Neto sobre o assunto, o livro Estrutura e Análise de Balanços - Um Enfoque Econômico-financeiro oferece os principais avanços da área e uma visão ampla da matéria. Além disso, este livro estuda sobre rentabilidade, formulações analíticas de desempenho, viabilidade econômica e financeira de um negócio, estrutura de liquidez e análise dinâmica do capital de giro. Alexandre Assaf Neto também destaca a metodologia de apuração do valor econômico agregado – indicador do sucesso empresarial – e a metodologia de análise de bancos e possibilita uma melhor compreensão da posição atual e das tendências futuras ao abordar a análise de balanços de empresas comerciais, industriais, serviços e bancos comerciais e múltiplos.?

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1 Identificação da Empresa

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O capítulo preocupa-se inicialmente em posicionar a empresa dentro do sistema econômico, identificando a organização dispensada aos recursos de produção e ao conjunto de instituições da economia. Posteriormente, é dado destaque às unidades produtivas (empresas), sendo esclarecidos seus principais aspectos legais, administrativos e econômicos.

A economia preocupa-se essencialmente com a forma como seus agentes tratam os escassos recursos de mercado, visando produzir bens e serviços orientados ao atendimento de suas necessidades de consumo.

A essência dos problemas econômicos surge na escassez de recursos, determinada pelas necessidades fortemente expansionistas de seus agentes. Crescimento populacional, evolução tecnológica, melhoria do padrão de vida, entre outros argumentos convincentes, justificam uma demanda continuamente crescente das diversas necessidades de consumo – bens e serviços em geral. É importante compreender-se que essas necessidades ilimitadas em países ricos sinalizam para uma expansão maior em nível internacional, incentivando o processo de globalização da economia.

 

2 Decisões Financeiras e Objetivo da Empresa

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Definidas as várias características básicas gerais das atividades de uma empresa, conforme enunciadas no capítulo anterior, este capítulo centra sua atenção fundamentalmente em seus aspectos financeiros internos. Dentro desse enfoque, a empresa passará a ser avaliada como tomadora de duas grandes decisões: aplicação (investimento) e captação (financiamento) de recursos financeiros. Nessa situação, são discutidas determinadas características que devem prevalecer na composição do custo dos passivos e retorno dos ativos. Complementarmente ao estudo, o capítulo desenvolve também uma análise dos objetivos da empresa, incluindo a agregação de valor econômico na tomada de decisões financeiras.

Basicamente, as decisões financeiras tomadas regularmente por uma empresa resumem-se na captação de recursos – decisões de financiamento –, e na aplicação dos valores levantados – decisões de investimento. Os montantes determinados por essas decisões, assim como suas diferentes naturezas, estão apurados nos ativos (investimento) e passivos (financiamentos) contabilizados pela empresa. São decisões que toda empresa toma de maneira contínua e inevitável, definindo sua estabilidade financeira e atratividade econômica.

 

3 Objetivos e Critérios da Análise de Balanços

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Através das demonstrações contábeis levantadas por uma empresa, podem ser extraídas informações a respeito de sua posição econômica e financeira. Por exemplo, um analista pode obter conclusões sobre a atratividade de investir em ações de determinada companhia; se um crédito solicitado merece ou não ser atendido; se a capacidade de pagamento (liquidez) encontra-se numa situação de equilíbrio ou insolvência; se a atividade operacional da empresa oferece uma rentabilidade que satisfaz as expectativas dos proprietários de capital; e assim por diante.

A análise de balanços é desenvolvida com base nas demonstrações contábeis formalmente apuradas pelas empresas, as quais encontram-se detalhadas na Parte II. As expressões análise de balanços, análise das demonstrações/demonstrativos contábeis, relatórios financeiros são consideradas sinônimos.

O objetivo da contabilidade é o de fornecer informações sobre o desempenho e resultados de uma empresa, e também sobre sua estrutura patrimonial.

 

4 Balanço Patrimonial

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Este capítulo tem por objetivo o estudo da estrutura e dos princípios de mensuração dos vários elementos ativos e passivos de um balanço patrimonial. O estudo se desenvolverá com base em balanços apurados segundo a legislação em vigor (Lei nº 11.638/07 e complementos). Esta nova legislação societária, vigente a partir do exercício de 2008, é aplicada a todas as companhias obrigadas a seguirem a Lei das S.A. (basicamente sociedades anônimas e grandes empresas limitadas).

Diversos dispositivos sobre matéria contábil, previstos na Lei nº 6.404/76, foram alterados por um novo conjunto de normas e regulamentações legais (Lei nº 11.638/07, Lei nº 11.941/09 e Pronunciamentos e Interpretações Técnicas e Orientações).

As companhias devem ainda observar as determinações previstas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) (empresas de grande porte), as Normas Brasileiras de Contabilidade emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), e os vários Pronunciamentos Técnicos elaborados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

 

5 Demonstração do Resultado do Exercício

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A demonstração de resultados do exercício (DRE) visa fornecer, de maneira esquematizada, os resultados (lucro ou prejuízo) auferidos pela empresa em determinado exercício social, os quais são transferidos para contas do patrimônio líquido. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas, custos e despesas incorridos pela empresa no período e apropriados segundo o regime de competência, ou seja, independentemente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos.

O capítulo trata ainda da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e da Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).

ALGUMAS ORIENTAÇÕES BÁSICAS NA ELABORAÇÃO DA DRE

– A DRE retrata as principais operações realizadas por uma empresa em determinado período (exercício social), destacando as receitas e despesas realizadas e o resultado líquido.

– As receitas e despesas do período são consideradas na DRE de forma independente de sua realização financeira. Assim, as receitas de vendas são registradas quando de suas realizações; a despesa de pessoal é considerada no próprio mês da prestação dos serviços, mesmo que ainda não tenha sido paga; a despesa de imposto de renda é inserida na demonstração de resultados (DRE) no exercício a que se refere quando o imposto é declarado.

 

6 Demonstrações de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), Fluxos de Caixa (DFC) e Valor Adicionado (DVA)

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A Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) deixou de ser obrigatória pela atual Lei nº 11.638/07, sendo substituída pela Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). Pelo alto volume e qualidade das informações que produz, é recomendável que as companhias continuem publicando a DOAR ao final de cada exercício social.

A DOAR tem por objetivo identificar os fluxos de recursos dentro da empresa, seja da forma como foram gerados (financiamentos), ou como foram aplicados (investimentos), durante o exercício social. Fornece uma compreensão mais ampla e dinâmica para os analistas das várias operações realizadas pela empresa no período que influem sobre sua folga financeira de curto prazo.

As origens de recursos são provenientes de operações realizadas pela própria empresa, e aquelas levantadas junto a investidores (credores e acionistas). As aplicações de recursos são subdivididas em dividendos, aplicações em ativos de longo prazo e ativos permanentes, investimentos em liquidez (capital circulante líquido) e amortização de dívidas de longo prazo.

 

7 Análise Horizontal e Vertical

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As duas principais características de análise de uma empresa são a comparação dos valores obtidos em determinado período com aqueles levantados em períodos anteriores e o relacionamento desses valores com outros afins. Dessa maneira, pode-se afirmar que o critério básico que norteia a análise de balanços é a comparação.

O montante de uma conta ou de um grupo patrimonial quando tratado isoladamente não retrata adequadamente a importância do valor apresentado e muito menos seu comportamento ao longo do tempo. Por exemplo, o total dos custos de produção, por si só, representa pouco para o analista, mas, se comparado com o montante das vendas ou com o valor desses mesmos custos levantados em outros exercícios sociais, refletirá com maior clareza sua posição. Assim, a comparação dos valores entre si e com outros de diferentes períodos oferecerá um aspecto mais dinâmico e elucidativo à posição estática das demonstrações contábeis. Esse processo de comparação, indispensável ao conhecimento da situação de uma empresa, é representado pela análise horizontal e pela análise vertical.

 

8 Alavancagem Operacional e Financeira

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Um dos aspectos mais importantes do processo de avaliação de uma empresa é o estudo da alavancagem financeira e operacional. Uma expectativa presente em toda decisão financeira é que ela contribua para elevar o resultado operacional e líquido da empresa. Esse desempenho é potencialmente demonstrado pelo respectivo grau de alavancagem.

A aplicação da alavancagem operacional e financeira na avaliação de uma empresa permite que se conheça sua viabilidade econômica, identificando-se claramente as causas que determinaram eventuais variações nos resultados. É possível, ainda, pelo estudo, principalmente da alavancagem operacional, analisar-se a natureza cíclica de um negócio e a variabilidade de seus resultados operacionais.

A alavancagem financeira, por outro lado, permite que se avalie, entre outras informações relevantes, como o endividamento da empresa está influindo sobre a rentabilidade de seus proprietários. Por meio de seu estudo, é possível segregar o lucro operacional da empresa, ou seja, o resultado gerado por seus ativos e determinado exclusivamente pelas decisões de investimento, do lucro líquido influenciado também pelas decisões de financiamento.

 

9 Estudo dos Ativos e Passivos Não Circulantes

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Por exercer grande influência sobre a estrutura financeira e econômica de uma empresa, o estudo dos ativos e passivos não circulantes passa a merecer atenção especial. Em verdade, uma empresa pode perder seu poder de competitividade no mercado se não alocar adequadamente bens imobilizados para sua atividade; por outro lado, pode decretar também sua própria insolvência se não viabilizar recursos permanentes (longo prazo) para financiar seu volume de negócios.

É nessa linha de importância do ativo e do passivo permanentes que se desenvolve este capítulo. Em seu conteúdo são discutidos, além de seus aspectos conceituais mais relevantes, os vários indicadores de avaliação das imobilizações e estrutura de capital processadas por uma empresa. Destaques também são atribuídos às despesas originadas dos investimentos em ativos permanentes e classificadas normalmente como não desembolsáveis (depreciação, amortização e exaustão).

O ativo não circulante1 é constituído pelo realizável a longo prazo e por todos os elementos de natureza fixa que não se enquadram no ativo circulante e no realizável a longo prazo. É o grupo de menor liquidez e encontra-se subdividido, de acordo com a estrutura contábil demonstrada no Capítulo 4, em Investimentos, Imobilizado e Intangível.

 

10 Estudo do Ativo Circulante e dos Fluxos de Fundos

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Este capítulo objetiva estudar o ativo circulante e os fluxos financeiros de uma empresa como requisito indispensável para a avaliação de sua posição financeira.

Nesse aspecto, é importante para o analista a compreensão mais ampla do conceito de capital circulante (de giro) líquido, partindo-se não da simples diferença aritmética entre ativo e passivo circulantes, mas do nível de recursos permanentes aplicados a curto prazo. Esse conhecimento é aplicado não só para uma avaliação melhor da liquidez da empresa, mas também para uma visualização mais adequada de sua posição de equilíbrio financeiro.

De forma idêntica, o capítulo aborda o relacionamento entre os diversos fluxos de fundos da empresa, e a integração que se verifica entre os mesmos. Esse estudo permite que o analista identifique mais claramente as razões que justificam as alterações no capital circulante líquido e no caixa da empresa, diante de determinado nível de resultados apurado.

O Ativo Circulante (AC), também denominado Capital de Giro (CG) ou Capital Circulante (CC), constitui-se no grupo de maior liquidez que se apresenta no ativo da empresa, afetando e sendo afetado, significativamente, por suas atividades operacionais.

 

11 Indicadores de Liquidez e Ciclo Operacional

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Após ser estudada toda a estrutura de curto prazo (circulante), este capítulo dedica-se à mensuração e interpretação, por meio de índices, do comportamento do circulante da empresa.

Há inúmeros índices que podem ser utilizados para aferir o desempenho do ativo circulante e do capital de giro líquido e para medir a liquidez da empresa. Devem ser manejados para que se extraiam as melhores conclusões, de maneira comparativa, seja relacionando-os com os apurados em períodos passados (evolução temporal) ou com os valores apresentados por outras empresas do mesmo setor de atividade (comparação interempresarial).

Além desses aspectos, o capítulo dedica-se também ao estudo do ciclo operacional de uma empresa, apresentando os conceitos principais e a metodologia de quantificação de seus mais importantes indicadores de atividade. O ciclo operacional será amplamente utilizado mais adiante, na determinação das necessidades de investimento em giro.

Atenção, ainda, é dispensada ao conceito de equilíbrio financeiro de uma empresa. São discutidas diferentes estruturas financeiras e avaliadas, para cada uma, as condições de risco e rentabilidade.

 

12 Análise Dinâmica do Capital de Giro

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O capital de giro constitui-se no fundamento básico da avaliação do equilíbrio financeiro de uma empresa. Pela análise de seus elementos patrimoniais são identificados os prazos operacionais, o volume de recursos permanentes (longo prazo) que se encontra financiando o giro, e as necessidades de investimento operacional.

O comportamento do capital de giro é extremamente dinâmico, exigindo modelos eficientes e rápidos de avaliação da situação financeira da empresa. Uma necessidade de investimento em giro mal dimensionada é certamente uma fonte de comprometimento da solvência da empresa, com reflexos sobre sua posição econômica de rentabilidade.

Este capítulo dedica-se ao estudo dinâmico da situação de equilíbrio financeiro da empresa, desenvolvendo por meio de indicadores extraídos essencialmente de seu ciclo operacional. É dado destaque a um modelo financeiro consagrado em outros ambientes econômicos,1 o qual avalia a dinâmica operacional da empresa de forma integrada com os indicadores tradicionais de giro, conforme discutidos nos Capítulos 10 e 11.

 

13 Avaliação do Desempenho Econômico

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O capítulo trata dos instrumentos de avaliação do desempenho econômico de uma empresa, abordando analiticamente a atratividade dos investimentos e seus indicadores de retorno. O estudo é desenvolvido com base em um exemplo prático, obtido de demonstrativos contábeis publicados.

Apesar de bastante discutido no Capítulo 4, é importante que se destaque, neste estudo de desempenho econômico da empresa elaborado a partir de suas demonstrações financeiras, as modificações mais relevantes trazidas pelas novas legislações.

Avaliação de Ativos Financeiros e Créditos

De acordo com a legislação vigente, as aplicações em instrumentos financeiros (caixa, valores a receber, debêntures, ações etc.), inclusive derivativos, e em direitos e títulos de crédito, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo, são avaliados segundo os seguintes critérios:

a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda;

 

14 Desempenho Econômico e Valor

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O capítulo trata, em sequência ao anterior, das formulações analíticas de avaliação do desempenho econômico desenvolvidas a partir do retorno sobre o investimento e retorno sobre o ativo.

Conforme definido ainda no Capítulo 2, o objetivo de toda empresa é a maximização de seu valor de mercado. O indicador do “valor econômico adicionado” sinaliza se as estratégias financeiras implementadas agregaram valor, reforçando sua viabilidade econômica e a continuidade do empreendimento.

O retorno sobre o patrimônio líquido – RSPL expressa, como definido no capítulo anterior, a taxa de retorno produzida pelo capital próprio investido na empresa. De maneira analítica, a rentabilidade do proprietário – RSPL – depende de três fatores:1

a. retorno sobre o investimento – ROI. Se a empresa se apresentar totalmente financiada por capital próprio, foi demonstrado que os retornos sobre o patrimônio líquido e sobre o investimento são iguais, isto é: RSPL = ROI;

 

15 Análise de Ações e Valor Criado ao Acionista

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Convencionalmente, a análise de ações é efetuada com base em indicadores do valor patrimonial, lucro por ação (LPA), índice preço/lucro (P/L) e distribuição de dividendos (payout). Apesar de seus aspectos conceituais serem amplamente difundidos no mercado, a utilização dessas medidas de análise requer certos comentários críticos no que concerne principalmente às suas limitações e critérios de cálculo adaptados às características contábeis e econômicas brasileiras.

O capítulo dedica ainda especial atenção às medidas de desempenho das ações em valores de mercado, desenvolvendo métricas modernas de “Retorno do Acionista” e “Valor Criado ao Acionista”.

Os indicadores de análise de ações, assim como todas as outras medidas financeiras, são mais úteis quando avaliados em conjunto com os demais índices e analisada também sua evolução. É importante ainda que esses indicadores sejam analisados em relação a outras empresas e ao mercado como um todo.

O valor patrimonial de uma ação representa a parcela do capital próprio (patrimônio líquido) da empresa que compete a cada ação emitida. É calculado da seguinte maneira:

 

16 Bancos Comerciais e Múltiplos: Fundamentos e Funções

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Dentro do contexto de economia monetária, um banco pode ser entendido como uma instituição financeira que executa basicamente duas atividades. A primeira é a promoção do mecanismo de pagamentos dentro da sociedade; e a outra é a de ser um intermediário financeiro que recebe recursos de agentes econômicos superavitários e os transfere, dentro do âmbito de seus ativos (empréstimos, aplicações em títulos etc.), aos agentes carentes de liquidez.

Um banco é uma instituição regulada pelo Banco Central do Brasil e exerce três grandes funções; segundo a FEBRABAN:*

a) remunerar as poupanças e economias das pessoas e empresas mediante pagamento de juros;

b) promover o financiamento para consumo e investimentos das pessoas e empresas em troca de uma remuneração (juros e comissões);

c) realizar serviços de cobranças e pagamentos para seus clientes através da cobrança de tarifas.

* FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos.

Em nível microeconômico, o banco comercial/múltiplo é tratado como uma entidade econômica com finalidades lucrativas, tendo como produto a moeda adquirida por meio de operações de captações financeiras. O objetivo principal dessa instituição, obtido por um processo racional de tomada de decisões financeiras, é maximizar sua riqueza dentro de um ambiente conjuntural e regulatório que lhe é imposto.

 

17 Estrutura Contábil das Demonstrações Financeiras

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As normas gerais, procedimentos e critérios de escrituração contábil de elaboração das demonstrações financeiras dos bancos comerciais e múltiplos encontram-se consubstanciadas no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – Cosif.

A par da utilização do Cosif, cabe às instituições financeiras, ainda, a observância dos princípios fundamentais da Contabilidade, principalmente no que se refere a:

a. uso de métodos e critérios contábeis uniformes no tempo. Qualquer alteração relevante nos procedimentos deve ser registrada em notas explicativas;

b. respeito pleno ao regime de competência no registro contábil das receitas e despesas;

c. definição de um período fixo para apuração dos resultados;

d. independentemente da periodicidade em que os resultados são apurados, proceder à apropriação mensal de seus valores.

O exercício social das instituições financeiras tem duração de um ano, devendo obrigatoriamente encerrar-se em 31 de dezembro.

 

18 Indicadores e Critérios de Análise de Bancos

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Um banco, mais bem entendido como um intermediário financeiro, atua operacionalmente com base em duas grandes decisões financeiras: ativo – decisões de investimento (aplicações) – e passivo – decisões de financiamento (captações).

Os recursos alocados aos ativos geram benefícios econômicos, definidos por receitas da intermediação financeira, e os valores registrados nos passivos produzem despesas com intermediação financeira. É por meio desse processo de intermediação financeira que se forma o spread (resultado bruto) de um banco, ou seja:

Spread Bancário = Receitas de Intermediação – Despesas com Intermediação

De outra maneira, a taxa de juros cobrada ao tomador de recursos visa fundamentalmente remunerar o titular da poupança, cobrir os riscos e demais custos da operação e despesas administrativas, além de gerar um resultado que remunere o capital investido na instituição.

Os recursos passivos de um banco, pelo princípio da minimização do risco, são levantados por meio de operações casadas com os ativos em termos de prazo, moeda e taxa, conforme foi estudado no capítulo anterior. O descasamento deliberado em operações de intermediação financeira justifica-se como uma forma de alavancar os resultados da instituição. No entanto, essas estratégias envolvem maior risco, demandando um controle bastante próximo das operações.

 

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