Medicina Interna de Harrison - 2 Volumes

Autor(es): Kasper, Dennis L.
Visualizações: 126
Classificação: (0)

O CLÁSSICO QUE AJUDOU A DEFINIR A MEDICINA INTERNA POR GERAÇÕES DE MÉDICOS E ESTUDANTESApresentando os extraordinários avanços ocorridos em todas as áreas da medicina, esta nova edição do Harrison foi amplamente revisada para oferecer uma atualização completa sobre a patogênese das doenças, ensaios clínicos, técnicas de diagnóstico, diretrizes clínicas baseadas em evidências, tratamentos já estabelecidos e métodos recentemente aprovados.Dois volumes voltados ao aprendizado e à prática clínica: o Volume 1 apresenta os fundamentos da medicina e manifestações das doenças e o Volume 2 traz as doenças organizadas por especialidade médica.Conteúdo revisado por especialistas ligados a instituições de referência no Brasil e adaptado à realidade do ponto de vista prático, terminológico e científico.Nenhuma outra obra abrange mais aspectos globais, reunindo perspectivas e informações epidemiológicas de um mundo cada vez mais conectado.Tópicos clínicos com relação genética relevante enriquecem o texto e facilitam a compreensão das bases moleculares.A versão ebook apresenta o conteúdo completo dos Volumes 1 e 2 no formato ePub, oferecendo flexibilidade de leitura em uma diversidade de dispositivos e plataformas e possibilitando acesso aos mais de 150 vídeos e animações que compõem a obra (conexão com a internet necessária).

FORMATOS DISPONíVEIS

20 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Parte 1. A profissão médica

ePub Criptografado

1

Os organizadores

Não se pode conferir a um ser humano nenhuma oportunidade, nenhuma responsabilidade ou obrigação maior do que a de tornar-se médico. Ao cuidar de pessoas que sofrem, [o médico] precisa ter habilidade técnica, conhecimento científico e compreensão humana… Tato, solidariedade e compreensão são o que se espera de um médico, pois o paciente não é uma mera coletânea de sinais, sintomas, funções desordenadas, órgãos lesionados e emoções perturbadas. [O paciente] é humano, tem medos e esperanças, busca alívio, ajuda e tranquilização.

Harrison’s Principles of Internal Medicine, 1950

A prática da medicina mudou de maneira significativa desde que surgiu a primeira edição deste livro em 1950. O advento da genética molecular, novas técnicas sofisticadas de obtenção de imagem, robótica e avanços na bioinformática e na tecnologia da informação contribuíram para uma explosão de informações científicas que mudaram fundamentalmente a maneira como os médicos definem, diagnosticam, tratam e tentam prevenir uma doença. Esse crescimento do conhecimento científico é contínuo e está acelerando.

 

Parte 2. Principais manifestações e apresentações das doenças

ePub Criptografado

10

James P. Rathmell, Howard L. Fields

A medicina tem por objetivo preservar e restaurar a saúde, bem como aliviar o sofrimento. O conhecimento sobre a dor é essencial a esses dois propósitos. Por ser universalmente considerada como um sinal de doença, a dor é o sintoma que mais comumente leva um paciente a procurar auxílio médico. O sistema sensitivo relacionado com a dor tem a função de proteger o corpo e manter a homeostase. Essa tarefa consiste em detectar, localizar e identificar os processos que estejam causando ou possam vir a causar lesão tecidual. Como diferentes doenças produzem padrões típicos de lesão tecidual, o caráter, a evolução cronológica e a localização da dor do paciente fornecem indícios diagnósticos importantes. É responsabilidade do médico avaliar cada paciente imediatamente para todas as causas remediáveis subjacentes à dor, fornecendo analgesia rápida e efetiva sempre que possível.

A dor é uma sensação desagradável restrita a alguma parte do corpo. Com frequência, é descrita em termos relacionados com processos penetrantes ou destrutivos dos tecidos (p. ex., em punhalada, em queimação, em torção, dilacerante, compressiva) e/ou como uma reação corporal ou emocional (p. ex., pavorosa, nauseante, debilitante). Além disso, qualquer dor de intensidade moderada ou alta é acompanhada de ansiedade e do desejo de escapar da sensação ou de interrompê-la. Essas propriedades ilustram a dualidade da dor: é tanto uma sensação quanto uma emoção. Quando aguda, a dor está associada a uma reatividade comportamental e a uma resposta de estresse que consiste em elevação da pressão arterial, da frequência cardíaca, do diâmetro da pupila e dos níveis plasmáticos de cortisol. Além disso, muitas vezes há contração de músculos locais (p. ex., flexão dos membros, rigidez da parede abdominal).

 

Parte 3. Farmacologia

ePub Criptografado

63

Dan M. Roden

Os fármacos são o fundamento da terapêutica moderna. Entretanto, os profissionais de saúde e a comunidade leiga sabem perfeitamente que o resultado da terapia farmacológica varia amplamente entre os indivíduos. Embora essa variabilidade tenha sido percebida como um aspecto imprevisível e, portanto, inevitável da farmacoterapia, este não é o caso. O objetivo deste capítulo é descrever os princípios da farmacologia clínica que podem ser aplicados no uso seguro e ideal dos fármacos já disponíveis e dos fármacos novos.

Os fármacos interagem com moléculas-alvo específicas, produzindo seus efeitos benéficos e adversos. A cadeia de eventos entre a administração de um fármaco e a produção desses efeitos no organismo pode ser dividida em dois componentes, ambos contribuindo para a variabilidade das ações do fármaco. O primeiro componente abrange os processos que determinam o transporte do fármaco até alvos moleculares e a sua remoção desses alvos. A descrição resultante da relação entre a concentração do fármaco e o tempo denomina-se farmacocinética. O segundo componente da variabilidade na ação dos fármacos compreende os processos que determinam a variabilidade das ações farmacológicas a despeito da liberação equivalente do fármaco nos locais efetores. Essa descrição da relação entre a concentração e o efeito do fármaco é denominada de farmacodinâmica. Conforme se discutirá adiante, a variabilidade farmacodinâmica pode resultar da variação na função da própria molécula-alvo ou do contexto biológico geral em que a interação fármaco-alvo ocorre, de modo a atingir os efeitos do fármaco.

 

Parte 4. Oncologia e hematologia

ePub Criptografado

65

Dan L. Longo

A aplicação das técnicas atuais de tratamento (cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia biológica) resulta na cura de aproximadamente 2 a cada 3 pacientes diagnosticados com câncer. Ainda assim, os pacientes recebem o diagnóstico de câncer como um dos acontecimentos mais traumáticos e revolucionários de suas vidas. Independentemente do prognóstico, o diagnóstico traz consigo uma alteração da autoimagem e do papel que o indivíduo exerce em casa e no trabalho. O prognóstico de alguém que acabou de descobrir que tem câncer de pâncreas é idêntico ao do indivíduo com estenose aórtica que desenvolve os primeiros sintomas de insuficiência cardíaca congestiva (sobrevida média de cerca de 8 meses). Todavia, o paciente com cardiopatia pode permanecer ativo e ver-se como uma pessoa totalmente normal, com apenas uma disfunção em parte do corpo, ou seja, com um órgão enfermo (“coração fraco”). Já o paciente com câncer de pâncreas sofre uma alteração total de sua autoimagem e passa a ser visto de modo diferente pela família e por qualquer pessoa que tenha conhecimento do diagnóstico. O indivíduo portador de câncer está sendo atacado e invadido por uma doença capaz de se localizar em qualquer parte do corpo. A ocorrência de qualquer dor ou desconforto passa a ter um significado terrível. O câncer é uma exceção à interação coordenada entre células e órgãos. Em geral, as células de um organismo multicelular são programadas para a colaboração. Muitas doenças ocorrem porque as células especializadas deixam de executar a tarefa que lhes é atribuída. O câncer exacerba essa disfunção. Não apenas a célula cancerosa é incapaz de manter sua função especializada, como também ataca a si mesma; a célula cancerosa compete para sobreviver, utilizando a mutabilidade natural e a seleção natural para ter vantagem sobre as células normais, em uma recapitulação da evolução. Uma consequência desse comportamento traiçoeiro das células cancerosas é que o indivíduo se sente traído pelo próprio corpo. O paciente com câncer sente que ele como um todo, e não apenas parte de seu corpo, está enfermo.

 

Parte 5. Doenças infecciosas

ePub Criptografado

115

Neeraj K. Surana, Dennis L. Kasper

PERSPECTIVA HISTÓRICA

As origens do campo das doenças infecciosas são humildes. A noção de que doenças transmissíveis eram devidas a um miasma (“ar ruim”) pode ser remetida pelo menos à metade do século XVI. Mas foi o trabalho de Louis Pasteur e Robert Koch, no final do século XIX, que trouxe evidências confiáveis sustentando a teoria dos germes em relação às doenças – isto é, que os microrganismos são a causa direta das infecções. Em contraponto a esse início relativamente lento, o século XX testemunhou marcantes avanços no campo das doenças infecciosas, e os agentes etiológicos responsáveis por várias dessas doenças foram logo identificados. Além disso, a descoberta dos antibióticos e o advento das vacinas contra algumas das infecções mais letais e debilitantes alteraram amplamente o cenário da saúde humana. Na verdade, o século XX testemunhou a eliminação da varíola, um dos principais flagelos na história da humanidade. Esses sucessos impressionantes levaram Sir Frank MacFarlane Burnet, um eminente imunologista e ganhador do prêmio Nobel, a escrever em uma publicação de 1962, intitulada Natural History of Infectious Diseases: “De muitas maneiras, pode-se pensar na metade do século XX como o final de uma das mais importantes revoluções sociais na história, a virtual eliminação das doenças infecciosas”. O professor Burnet não era o único a pensar assim. Robert Petersdorf, um célebre especialista em doenças infecciosas e organizador anterior deste livro, escreveu, em 1978, que “mesmo considerando minha maior lealdade pessoal ao campo das doenças infecciosas, não posso conceber uma necessidade de mais 309 [estudantes de graduação em doenças infecciosas], ao menos que eles passem seu tempo cultivando-se uns aos outros”. Considerando-se o grande aumento de interesse no microbioma nos últimos 10 anos, a afirmação do Dr. Petersdorf poderia ser considerada ironicamente clarividente, embora ele possa não ter tido ideia do que estava reservado para a humanidade, com uma investida de novas doenças infecciosas, emergentes e reemergentes.

 

Parte 6. Doenças do sistema cardiovascular

ePub Criptografado

231

Joseph Loscalzo

MAGNITUDE DO PROBLEMA

As doenças cardiovasculares abrangem as enfermidades graves mais prevalentes nos países industrializados e representam um problema que tem crescido rapidamente nos países em desenvolvimento (Cap. 233). As taxas de mortalidade por doença cardíaca coronariana (DCC) ajustadas para idade foram reduzidas em cerca de dois terços nas últimas quatro décadas nos Estados Unidos, o que reflete a identificação e redução de fatores de risco, assim como a melhora nos tratamentos e nas intervenções para controle de doença arterial coronariana (DAC), arritmias e insuficiência cardíaca. Apesar disso, as doenças cardiovasculares continuam sendo a causa mais comum de mortalidade, responsáveis por 35% de todos os óbitos, chegando a cerca de 1 milhão de casos letais a cada ano; cerca de 25% dessas mortes são súbitas. Além disso, as doenças cardiovasculares têm alta prevalência, tendo sido diagnosticadas em 80 milhões de adultos, ou cerca de 35% da população adulta. A prevalência crescente de obesidade (Cap. 395), diabetes melito tipo 2 (Cap. 396) e síndrome metabólica (Cap. 401), fatores de risco importantes para aterosclerose, atualmente ameaça reverter o progresso que havia sido obtido com redução da taxa de mortalidade por doença coronariana ajustada para a idade.

 

Parte 7. Distúrbios do sistema respiratório

ePub Criptografado

278

Patricia A. Kritek, Bruce D. Levy

A maioria das doenças do sistema respiratório se apresenta com tosse e/ou dispneia e pode ser classificada em uma de três categorias principais: (1) doenças pulmonares obstrutivas; (2) distúrbios restritivos; e (3) anormalidades da vascularização. As doenças pulmonares obstrutivas são as mais comuns e incluem principalmente distúrbios das vias aéreas como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquiectasia e bronquiolite. Os distúrbios que resultam em fisiopatologia restritiva incluem doenças do parênquima pulmonar, anormalidades da parede torácica e da pleura e doenças neuromusculares. Embolia pulmonar, hipertensão pulmonar e doença veno-oclusiva pulmonar são distúrbios da vascularização pulmonar. Embora muitas doenças específicas se enquadrem em uma dessas categorias principais, os processos infecciosos e neoplásicos podem afetar o sistema respiratório e resultam em múltiplos achados patológicos, incluindo aqueles listados nas três categorias antes citadas (Tab. 278-1).

 

Parte 8. Medicina intensiva

ePub Criptografado

293

John P. Kress, Jesse B. Hall

Os cuidados de pacientes graves requerem conhecimento abrangente sobre fisiopatologia e são centrados, inicialmente, na reanimação daqueles com graus extremos de deterioração fisiológica. Essa reanimação deve ser rápida e ocorrer nos estágios iniciais, sem um conhecimento detalhado dos problemas clínicos crônicos do paciente. Enquanto ocorre a estabilização fisiológica, os intensivistas tentam obter informações clínicas pregressas importantes a fim de complementar a avaliação, em tempo real, do estado fisiológico atual do paciente. Existem inúmeros recursos disponíveis para auxiliar os intensivistas na avaliação precisa da fisiopatologia e do manejo da falência orgânica incipiente, oferecendo, assim, diversas opções para o diagnóstico e o tratamento de doença(s) subjacente(s) no paciente estabilizado. Na realidade, o uso de procedimentos invasivos, como a ventilação mecânica e a terapia de substituição renal, são comuns na unidade de terapia intensiva (UTI). Uma avaliação dos riscos e benefícios de tais intervenções agressivas e geralmente invasivas é vital para assegurar o melhor resultado para o paciente. No entanto, os intensivistas precisam reconhecer quando as chances de recuperação do paciente são remotas ou inexistentes e devem aconselhar e confortar pacientes em estado terminal e seus entes queridos. Os médicos de cuidados intensivos com frequência precisam redirecionar as metas de assistência da reanimação e da cura para o conforto quando não é possível resolver uma doença subjacente.

 

Parte 9. Distúrbios dos rins e do trato urinário

ePub Criptografado

303

Alfred L. George, Jr., Eric G. Neilson

O rim é um dos órgãos mais altamente diferenciados do corpo. Ao final do período de desenvolvimento embrionário, cerca de 30 tipos diferentes de células formam uma profusão de capilares filtrantes e néfrons segmentados circundados por um interstício dinâmico. Essa diversidade celular modula diversos processos fisiológicos complexos. Funções endócrinas, regulação da pressão arterial e da hemodinâmica intraglomerular, transporte de solutos e água, equilíbrio acidobásico e eliminação dos metabólitos dos fármacos são processos realizados por mecanismos complexos da função renal. Essa amplitude fisiológica depende da simplicidade engenhosa da arquitetura dos néfrons, que evoluíram à medida que os organismos complexos emergiram da água para viver na terra.

Os rins desenvolvem-se a partir do mesoderma intermediário, sob o controle temporal ou sequencial de um número crescente de genes, descritos na Figura 303-1. A transcrição desses genes é dirigida por sinais morfogênicos que estimulam dois brotos ureterais a penetrarem bilateralmente no blastema metanéfrico, onde induzem as células mesenquimais primárias a formar os primórdios dos néfrons. Os dois brotos ureterais originam-se dos ductos néfricos posteriores e maturam em sistemas coletores independentes que, por fim, formam a pelve renal e o ureter. O mesênquima induzido passa por transições epiteliais mesenquimais para formar os corpúsculos em forma de vírgula situados na extremidade proximal de cada broto ureteral, resultando na formação dos néfrons com forma de “S”, que se separam e se ligam às células endoteliais penetrantes derivadas dos angioblastos germinativos. Sob a influência do fator de crescimento do endotélio vascular A (VEGF-A), essas células penetrantes formam os capilares com células mesangiais circundantes, que se diferenciam em um filtro glomerular para os solutos e a água do plasma. Os brotos ureterais ramificam-se, e cada ramo produz um novo grupo de néfrons. O número de ramificações determina, por fim, a quantidade total de néfrons de cada rim. Existem cerca de 900.000 glomérulos em cada rim dos indivíduos que nasceram com peso normal e apenas 225.000 em adultos que nasceram com baixo peso; essa última condição é responsável por diversos riscos de doenças no decorrer da vida do indivíduo.

 

Parte 10. Distúrbios do sistema gastrintestinal

ePub Criptografado

314

William L. Hasler, Chung Owyang

O trato gastrintestinal (GI) estende-se da boca ao ânus e é formado por vários órgãos com funções distintas. Esfincteres especializados contribuem para a compartimentalização do intestino e a separação dos órgãos. A parede intestinal está organizada em camadas bem definidas, que contribuem para suas atividades em cada segmento. A mucosa é uma barreira que impede o acesso do conteúdo intraluminal ou uma estrutura para a transferência de líquidos e nutrientes. A musculatura lisa intestinal inervada pelo sistema nervoso entérico é responsável pela propulsão de uma região para a próxima. Alguns órgãos do trato GI têm uma camada serosa que desempenha função de sustentação e permite o acesso de estímulos externos.

As interações com outros sistemas atendem às necessidades do trato GI e do corpo em geral. Canais pancreatobiliares conduzem a bile e as enzimas para o interior do duodeno. A irrigação sanguínea é modulada pela atividade dos órgãos do trato GI. Os canais linfáticos ajudam nas atividades imunes do intestino. Nervos intrínsecos fornecem os controles da propulsão e da regulação dos líquidos. A estimulação neural extrínseca possibilita o controle voluntário ou involuntário de cada região do trato digestivo.

 

Parte 11. Distúrbios imunomediados, inflamatórios e reumatológicos

ePub Criptografado

342

Barton F. Haynes, Kelly A. Soderberg, Anthony S. Fauci

DEFINIÇÕES

Sistema imune adaptativo – sistema de respostas imunes recentemente evoluído, mediado por linfócitos T e B. As respostas imunes mediadas por essas células são baseadas no reconhecimento de um antígeno específico por receptores clonotípicos que são produtos de genes que se rearranjam durante o desenvolvimento e durante toda a vida do organismo. Outras células do sistema imune adaptativo incluem vários tipos de células apresentadoras de antígeno (APCs).

Anticorpo – moléculas produzidas por célula B, codificadas por genes que se rearranjam durante o desenvolvimento da célula B, consistindo de cadeias pesada e leve de imunoglobulina, que, em conjunto, formam o componente central do receptor da célula B (BCR) para o antígeno. O anticorpo pode existir como moléculas de reconhecimento do antígeno na superfície da célula B ou como moléculas secretadas no plasma e em outros fluidos corporais.

 

Parte 12. Endocrinologia e metabolismo

ePub Criptografado

369

J. Larry Jameson

O tratamento dos distúrbios endócrinos exige uma compreensão abrangente do metabolismo intermediário, da fisiologia reprodutiva, do metabolismo ósseo e do crescimento. Assim, a prática da endocrinologia está intimamente ligada a uma estrutura conceitual para compreensão da secreção hormonal, da ação dos hormônios e dos princípios de controle por retroalimentação (feedback) (Cap. 370). O sistema endócrino é avaliado principalmente pela determinação das concentrações hormonais, o que confere ao médico uma informação diagnóstica muito valiosa. A maioria dos distúrbios do sistema endócrino é passível de tratamento efetivo após ter sido estabelecido o diagnóstico correto. Os distúrbios de deficiência endócrina são tratados com reposição fisiológica dos hormônios; as condições com excesso de hormônio, que costumam ser causadas por adenomas glandulares benignos, são tratadas pela remoção cirúrgica dos tumores ou pela redução dos níveis hormonais com o uso de medicamentos. Ver também Capítulo A15, “Atlas de manifestações clínicas das doenças metabólicas”.

 

Parte 13. Distúrbios neurológicos

ePub Criptografado

415

Daniel H. Lowenstein, Joseph B. Martin, Stephen L. Hauser

As doenças neurológicas são comuns e dispendiosas. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, os distúrbios neurológicos afetam mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, constituem 12% da carga global de doença e causam 14% das mortes globais (Tab. 415-1). Esses números só devem aumentar à medida que a população mundial envelhece. Como hoje existem tratamentos para muitos desses distúrbios, uma abordagem hábil ao diagnóstico é importante. Erros costumam resultar da confiança excessiva em exames neurorradiológicos caros e exames laboratoriais, os quais, embora úteis, não substituem a anamnese e o exame físico. A abordagem correta começa com o paciente e concentra-se no problema clínico, primeiramente em termos anatômicos e, em seguida, em termos fisiopatológicos; somente depois é que se deve considerar um diagnóstico neurológico específico. Esse método garante que a tecnologia seja aplicada criteriosamente, um diagnóstico correto seja estabelecido de maneira eficiente e o tratamento seja instituído prontamente.

 

Parte 14. Intoxicação, overdose e envenenamento

ePub Criptografado

449

Howard Hu

Os metais constituem uma ameaça significativa à saúde em razão da exposição ambiental em concentrações baixas e também por causa das exposições ocupacionais. Um indício da sua importância relativa em comparação aos outros riscos potenciais é sua classificação pela U.S. Agency for Toxic Substances and Disease Registry, que mantém uma lista atualizada de todos os riscos existentes nos locais de despejo tóxico de acordo com sua prevalência e a gravidade dos seus efeitos tóxicos. Nessa lista, o primeiro, o segundo, o terceiro e o sétimo riscos são metais pesados: chumbo, mercúrio, arsênio e cádmio, respectivamente (www.atsdr.cdc.gov/spl/). A Tabela 449-1 resume as informações específicas pertinentes a cada um desses metais, inclusive fontes e metabolismo, efeitos tóxicos produzidos, diagnóstico e tratamento apropriado das intoxicações.

TABELA 449-1 ■ Metais pesados

Principais fontes

Metabolismo

Toxicidade

Diagnóstico

 

Parte 15. Distúrbios associados a exposições ambientais

ePub Criptografado

453

Buddha Basnyat, Geoffrey Tabin

EPIDEMIOLOGIA

As montanhas cobrem um quinto da superfície da terra; 140 milhões de pessoas vivem de maneira permanente em altitudes ≥ 2.500 metros, e 100 milhões de pessoas viajam todos os anos para locais de grandes altitudes. Esquiadores nos Alpes ou em Aspen, turistas em La Paz, Ladakh ou Lhasa, peregrinos religiosos em Kailash-Manasarovar ou Gosainkunda, montanhistas e escaladores no Kilimanjaro, no Aconcágua ou no Everest, mineradores trabalhando em locais de grandes altitudes na América do Sul e militares designados para locais de grandes altitudes estão todos em risco de desenvolver doença aguda das montanhas (DAM), edema cerebral de altitude elevada (HACE, de high-altitude cerebral edema), edema pulmonar de altitude elevada (HAPE, de high-altitude pulmonary edema) e outros problemas relacionados com a altitude. A DAM é a forma benigna do mal das altitudes, enquanto HACE e HAPE ameaçam a vida. Doenças relacionadas à altitude têm probabilidade de ocorrer acima de 2.500 m, mas já foram documentadas mesmo a altitudes de 1.500 a 2.500 m. No Monte Everest, no Nepal, cerca de 50% dos escaladores que caminham até altitudes > 4.000 m por ≥ 5 dias desenvolvem DAM, bem como 84% das pessoas que voam diretamente para uma altitude de 3.800 m. A incidência de HACE e de HAPE é muito menor do que a de DAM, com estimativas na faixa de 0,1 a 4%. Por fim, o HAPE de reentrada, que no passado se limitava a moradores de altitudes acima de 2.500 metros nas Américas, está sendo visto em moradores de grandes altitudes no Himalaia e no Tibet – sendo muitas vezes diagnosticado erroneamente como uma doença viral – como resultado de acesso recente por ar, trem ou estrada a locais de grandes altitudes.

 

Parte 16. Genes, meio ambiente e doenças

ePub Criptografado

456

J. Larry Jameson, Peter Kopp

IMPACTO DA GENÉTICA E DA GENÔMICA NA PRÁTICA MÉDICA

A expressão “genética humana” refere-se ao estudo dos genes, seu papel e função na doença e seu modo de transmissão. O termo “genômica” refere-se à informação genética completa do organismo, o genoma, e à função e interação do DNA no interior do genoma, e com os fatores ambientais ou não genéticos, tais como o estilo de vida do indivíduo. Com a caracterização do genoma humano, a genômica não apenas complementa a genética tradicional em nossos esforços para elucidar a etiologia e a patogênese das doenças, mas desempenha um papel crescentemente relevante no seu diagnóstico, prevenção e tratamento (Cap. 457). Esse desenvolvimento transformador, surgido do Projeto Genoma Humano, foi denominado, variavelmente, de medicina genômica, medicina personalizada ou medicina de precisão. A medicina genômica visa a individualizar as decisões médicas para cada paciente específico. Por exemplo, podem-se utilizar as características genéticas de um paciente (genótipo) para otimizar o tratamento farmacológico e predizer a eficácia, os eventos adversos e a posologia de alguns medicamentos (farmacogenômica) (Cap. 64). A caracterização do perfil mutacional de um câncer permite identificar-se as mutações propulsoras ou as moléculas de sinalização superexpressas, o que facilita, desse modo, a seleção de terapias direcionadas para esses alvos. Além disso, estão começando a surgir modelos de predição de risco genômico para as doenças comuns.

 

Parte 17. Medicina global

ePub Criptografado

460

Joseph J. Rhatigan, Paul Farmer

A saúde global tem surgido como uma área importante dentro da medicina. Alguns estudiosos definiram saúde global como o campo de estudo e prática que se preocupa em melhorar a saúde de todas as pessoas e atingir equidade na saúde no mundo todo, com ênfase na abordagem de problemas transnacionais. Nenhuma revisão pode, sozinha, fazer mais do que identificar os principais problemas enfrentados ao se aplicar a medicina baseada em evidências em locais de pobreza extrema ou além das fronteiras nacionais. Entretanto, este é um momento de oportunidade: as epidemias persistentes, os indicadores aperfeiçoados e o crescente interesse pela saúde global têm sido as bases de um investimento sem precedentes na abordagem aos problemas de saúde das pessoas pobres no mundo em desenvolvimento. Para assegurar que a oportunidade não será perdida, fatos básicos precisam ser apresentados igualmente para especialistas e leigos. Este capítulo apresenta as principais instituições internacionais que abordam os problemas de saúde; identifica as barreiras mais significativas à melhora da saúde de pessoas que, até hoje, de um modo geral, ainda não tiveram acesso à medicina moderna; e resume os dados baseados na população relacionados com os problemas de saúde mais comuns enfrentados pelas pessoas que vivem na pobreza. A análise de problemas específicos – principalmente HIV/Aids (Cap. 197), mas também tuberculose (Cap. 173), malária (Cap. 219), Ebola (Cap. 205) e doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) importantes – ajuda a estreitar a discussão sobre barreiras na prevenção, no diagnóstico e nos cuidados, assim como as maneiras de superá-las. O capítulo encerra com uma discussão sobre a equidade da saúde global, recorrendo a noções de justiça social que já foram fundamentais na saúde pública internacional, mas deixaram de ter atenção nas últimas décadas do século XX.

 

Parte 18. Envelhecimento

ePub Criptografado

463

Rafael de Cabo, David G. Le Couteur

O IMPACTO DO ENVELHECIMENTO NA MEDICINA

O envelhecimento e a idade avançada estão entre os desafios mais significativos da medicina deste século. O processo de envelhecimento é o principal fator de risco por trás das doenças e da incapacidade em nações desenvolvidas, e os idosos respondem de forma diferente às terapias desenvolvidas para adultos mais jovens (geralmente com menos eficácia e mais reações adversas). A medicina moderna e os estilos de vida mais saudáveis aumentaram a probabilidade de que os adultos mais jovens atinjam a idade avançada. Contudo, isso tem levado a um número rapidamente crescente de pessoas idosas, que poderão lotar o sistema de saúde com frequência sobrecarregadas com distúrbios relacionados à idade. A melhora da saúde na velhice e a extensão complementar do espectro de saúde humano provavelmente resultam de uma maior compreensão da biologia do envelhecimento, da suscetibilidade às doenças relacionadas à idade e dos fatores modificáveis que influenciam o processo de envelhecimento.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
ePub
Criptografado
Sim
SKU
BPDP000307446
ISBN
9788580556346
Tamanho do arquivo
230 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
ePub
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados