Macro e micronutrientes em nutrição clínica

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Obra de referência para os profissionais da área da saúde, pois pode ser utilizada como um guia prático de consulta que traz todos os valores dos nutrientes a serem recomendados aos indivíduos, com a finalidade de direcioná-los a consumi-los de maneira correta.
Apresenta dados sobre a origem, a síntese animal/vegetal, a forma química, a digestão,
a absorção, a biodisponibilidade, o transporte, o metabolismo, o armazenamento e a excreção desses nutrientes, além de situações clínicas de deficiência, toxicidade, excesso, restrição, bem como a suplementação.
Conta com tabelas, ilustrações e esquemas em todos os capítulos.

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1. Proteína

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1

Proteína

Luciana Rossi

Marcelo Macedo Rogero

Tatiana Souza Alvarez

INTRODUÇÃO

O termo “proteína” deriva do grego protos, que significa o primeiro, o primordial. Proteínas, as mais abundantes macromoléculas biológicas, estão presentes em todas as células e em todas as partes das células. Ocorrem em grande diversidade, milhares de tipos diferentes, variando no tamanho; desde peptídeos relativamente pequenos a polímeros com peso molecular em milhões podem ser encontrados em uma única célula.

O estudo das proteínas tem importância fundamental na área da nutrição, uma vez que constitui um nutriente relevante para a síntese de proteínas funcionais e estruturais no organismo. As proteínas corporais estão constante e simultaneamente sendo sintetizadas e degradadas, processo este denominado turnover proteico. O constante turnover de proteínas fornece o pool de aminoácidos plasmáticos que estão em constante equilíbrio com o mecanismo de síntese proteica. Além disso, os aminoácidos — que são os constituintes das proteínas — podem, isoladamente, atuar como precursores de ácidos nucleicos, hormônios e outras moléculas de importância fisiológica. No entanto, é necessário salientar que a função principal dos aminoácidos diz respeito ao mecanismo de síntese proteica.

 

2. Carboidratos

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Carboidratos

Renata Juliana da Silva

Vanessa Cukier

INTRODUÇÃO

As quatro principais classes de biomoléculas em sistemas vivos são as proteínas, os lipídios, os ácidos nucleicos e os carboidratos. Estes últimos são, de longe, as moléculas orgânicas mais abundantes encontradas amplamente na natureza e quase todos os organismos os sintetizam e metabolizam. A nomenclatura mais aceita e utilizada pela comunidade científica é carboidrato; no entanto, hidratos de carbono ou glicídios são as diferentes denominações encontradas na literatura para se referir a essa classe de macromoléculas (Nelson e Cox, 2018).

Os carboidratos são poli-hidroxialdeídos ou cetonas, ou substâncias que liberam tais compostos após hidrolisação. Formados a partir de átomos de carbono, oxigênio e hidrogênio, tais elementos químicos ocorrem em uma proporção próxima à de um hidrato de carbono (CH2O), o que embasa o termo utilizado mais frequentemente, carboidrato. É a maior e mais rápida fonte de combustível energético na dieta humana, fornecendo metade ou mais do total calórico ingerido diariamente (Berg, Stryer e Tymoczko, 2014).

 

3. Lipídios

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Lipídios

Helena Maria de Albuquerque Ximenes

Vanessa Cukier

Camila Ferraz Lucena

Juliana Fernandes

INTRODUÇÃO

Os lipídios compõem um grande grupo de compostos orgânicos heterogêneos que têm em comum a propriedade de ser predominantemente solúveis em solventes orgânicos. Também chamados de gordura, constituem, juntamente aos carboidratos e proteínas, o grupo de macronutrientes da alimentação, fornecendo nutrientes essenciais, energia e componentes estruturais. Sua estrutura varia de uma simples cadeia curta de hidrocarbonos a moléculas complexas como os triacilgliceróis, fosfolipídios, esteróis e seus ésteres (Burdge e

Calder, 2015).

O principal lipídio presente na alimentação é o triacilglicerol, ou triglicerídeo (TG), o qual é composto por três ácidos graxos e um molécula de glicerol. Portanto, as características químicas dos ácidos graxos determinam as características físico-químicas da gordura dietética e seus efeitos no organismo humano. Os lipídios representam a fonte alimentar mais concentrada em energia entre os macronutrientes (9 kcal/g ou 37 kJ/g). Por conta de sua alta densidade energética é também a forma mais eficiente de armazenamento de energia no corpo humano. Além disso, apresenta várias funções essenciais como estrutura de membranas celulares e de organelas celulares (fosfolipídios, glicolipídios), sinalização celular (gliceraldeído,

 

4. Água

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Água

Dayane Pêdra Batista de Faria

INTRODUÇÃO

A água é um recurso essencial à sobrevivência do ser humano, tanto no aspecto biológico quanto no social (Dias, 2011). É utilizada em diversos setores, como agricultura, pecuária e indústria, entre outros, sendo sua escassez ou abundância determinantes no modo de vida de uma comunidade (Unesco, 2003).

Embora a água potável e o saneamento básico sejam direitos de todos os cidadãos, cerca de 2,1 bilhões de pessoas ao redor do mundo não têm acesso

à água potável segura e 4,5 bilhões não possuem saneamento adequado. Estima-se que mais de 90% da água usada nos países em desenvolvimento não é coletada nem tratada (Ecosoc, 2017).

No Brasil, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2019) mostrou que em 2017 aproximadamente 35 milhões de brasileiros não tinham acesso à água tratada. As regiões mais afetadas foram o Norte e o Nordeste, com 42,5 e 26,7% da população sem acesso a água potável, respectivamente. Já nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o índice de atendimento total de água tratada estava acima de 89%. Em relação ao saneamento básico, a realidade não

 

5. Vitamina A

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Vitamina A

Fernanda Cobayashi

Camila Longhi Macarrão

INTRODUÇÃO

A vitamina A (lipossolúvel) desempenha diversas funções no organismo, sendo essencial para o crescimento e desenvolvimento, a manutenção da integridade epitelial, o sistema imunológico e a reprodução (Mason et al.,

2001; Underwood e Arthur, 1996). Além disso, destaca-se o seu papel na visão, cujas manifestações clínicas como cegueira noturna e manchas de Bitot indicam quadros de deficiência de vitamina A sistêmica moderada a grave

(WHO, 1996).

A Organização Mundial de Saúde considera a deficiência de vitamina A como problema de saúde pública leve: quando a prevalência no país for ≥ 2 e

≤ 10%; moderada: > 10 e < 20%; e grave: ≥ 20% (WHO, 1996).

A deficiência de vitamina A é prevalente particularmente em países em desenvolvimento. No Brasil, por exemplo, a deficiência é considerada um problema moderado de saúde pública (WHO, 2009). De acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 2006, das 3.499 amostras de sangue de crianças menores de 5 anos e das 5.698 amostras de mulheres de 15 a 49 anos, a prevalência de deficiência encontrada foi de 17,4 e 12,3%, respectivamente. E as maiores prevalências foram encontradas nas regiões Nordeste (21,6%) e Sudeste (19,0%) (Brasil, 2009).

 

6. Vitamina D

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Vitamina D

Gina Roberta Borsetto

Liane Athayde Beringhs-Bueno

Naiara Cabral

INTRODUÇÃO

A vitamina D é uma substância lipossolúvel, precursora de hormônios, classificada como um nutriente essencial para o organismo dos seres humanos. Diversas funções são exercidas no organismo humano pela vitamina D, dentre elas o metabolismo da insulina, a regulação do metabolismo de minerais, em especial do cálcio (saúde óssea), a participação na manutenção da homeostasia, como crescimento, diferenciação e apoptose celular, e a participação na regulação dos sistemas imunológico, cardiovascular e musculoesquelético (Oliveira et al., 2014).

A deficiência de vitamina D teve sua prevalência muito aumentada após a

Revolução Industrial, incidindo principalmente em crianças, causando o raquitismo e o retardo do crescimento, e em adultos, causando osteomalácia e hiperparatireoidismo secundário. Nessas desordens, ocorrem o aumento da reabsorção óssea, favorecendo a perda de massa óssea, e o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose (os ossos contêm menos cálcio: a relação entre o cálcio e o osso orgânico está reduzida). A fraqueza muscular também pode ocorrer, contribuindo para elevar ainda mais o risco de quedas e de fraturas ósseas em pacientes com baixa massa óssea (Maeda et al., 2014; Premaor e Furlanetto,

 

7. Vitamina K

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Vitamina K

Gyslaine Pequeno Araujo Cadenazzi

Milena Gonçalves Lima Cardoso

Africa Isabel de la Cruz Perez

Kleber de Magalhães Galvão

INTRODUÇÃO

A vitamina K em sua forma natural é encontrada em duas principais estruturas: K1 – filoquinona – e K2 – menaquinona (MK). Além das formas naturais, a vitamina K também é encontrada na forma sintética, conhecida como

K3 – menadiona, com sua estrutura química básica igual à da filoquinona e menaquinona (Fusaro et al., 2017).

A vitamina K1 é facilmente detectada na corrente sanguínea, já a vitamina

K2 geralmente não é encontrada, exceto quando sua fonte de ingestão é via suplementação (Piscaer et al., 2017).

Suas principais funções compreendem o papel de cofator na produção de proteínas hepáticas da coagulação sanguínea e atividade nos tecidos extra-hepáticos, principalmente na regulação do metabolismo ósseo e vascular (Fusaro et al., 2017). Sua importância se relaciona ainda a atividades biológicas, como regulação do metabolismo de cálcio nos tecidos, regulação do crescimento e da proliferação celular, do estresse oxidativo e de reações inflamatórias (Akbari e

 

8. Vitamina E

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Vitamina E

Gyslaine Pequeno Araujo Cadenazzi

Milena Gonçalves Lima Cardoso

Africa Isabel de la Cruz Perez

Camila Ferraz Lucena

INTRODUÇÃO

A vitamina E é o termo coletivo usado para designar oito compostos lipossolúveis: quatro tocoferóis (alfa, beta, gama e delta tocoferóis) e quatro tocotrienóis (alfa, beta, gama e delta tocotrienóis) produzidos apenas por plantas, que possuem diversas funções fisiológicas específicas, sendo que o alfa-tocoferol é o mais eficiente, presente em maior quantidade nos tecidos, plasma sanguíneo e LDL-colesterol, além de ser o único a suprir os requerimentos de vitamina

E no organismo humano, pois as outras formas não são convertidas em alfa-tocoferol e são fracamente reconhecidas pela proteína transportadora de alfa-tocoferol (alfa-TTP) no fígado (Boni et al., 2010; Traber, 2007).

Esta vitamina é essencial para a fisiologia normal do organismo e seu baixo consumo está associado ao desenvolvimento de doenças, principalmente as crônicas não transmissíveis (DCNT), mas a deficiência pode ser evitada pela ingestão do alfa-tocoferol (Cozzolino, 2009; Boni et al., 2010; Azzi, 2018).

 

9. Vitamina C

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Vitamina C

Audrey Yule Coqueiro

Raquel Raizel

Andrea Bonvini

Julio Tirapegui

INTRODUÇÃO

A vitamina C apresenta diversas denominações, como: ácido ascórbico, L-ácido ascórbico, ácido deidroascórbico (forma oxidada), ascorbato (forma reduzida), entre outros (Bender, 2003). O termo “vitamina antiescorbútica” também

é utilizado para designar essa vitamina, tendo em vista que sua deficiência ocasiona uma doença conhecida como escorbuto, caracterizada por hemorragias, principalmente nas gengivas, letargia, fadiga, lesões de pele e comprometimento do sistema imune (Monsen, 2000; Bender, 2003; Bivona, Patel e Vajdy, 2017;

Carr e Maggini, 2017; Duarte, Reis e Cozzolino, 2017).

Considerada indispensável à saúde, a vitamina C é um micronutriente que está envolvido na síntese de colágeno, nos mecanismos de defesa antioxidante

(Pullar, Carr e Vissers, 2017) e desempenha, também, papel fundamental no desenvolvimento e na regeneração dos músculos, na conversão de colesterol em ácidos biliares e no aumento da absorção intestinal de ferro. Como um antioxidante, essa vitamina protege o organismo de vários efeitos deletérios causados pelos radicais livres, poluentes e toxinas (Savini et al., 2005; Carr e

 

10. Tiamina – vitamina B1

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Tiamina – vitamina B1

Érica de Lemos Ferreira Monaro

INTRODUÇÃO

As vitaminas são substâncias orgânicas complexas presentes nos alimentos, possuem diferentes estruturas químicas e são essenciais aos sistemas bioquímicos e fisiológicos. A tiamina ou aneurina, a primeira vitamina B identificada

(vitamina B1), foi quimicamente caracterizada e sintetizada pela primeira vez em 1936 por Williams e Cline.

A deficiência de tiamina é causada principalmente pela ingestão inadequada do nutriente, mas pode estar relacionada também ao alcoolismo e a doenças desabsortivas graves. Os principais sinais e sintomas da carência podem levar de 2 a 3 meses para aparecerem, e as consequências mais graves da deficiência de tiamina são o beribéri e a encefalopatia de Wernicke.

Beribéri, a principal doença causada pela deficiência de tiamina, não é amplamente encontrada na população. Sua ocorrência é observada em grupos específicos com hábitos alimentares inadequados e que se encontram em situações de insegurança alimentar, como pobreza, fome e alimentação monótona baseada em arroz polido. Surtos isolados foram observados nos últimos

 

11. Riboflavina – vitamina B2

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Riboflavina – vitamina B2

Iara Gumbrevicius

INTRODUÇÃO

A maioria das vitaminas não se correlaciona quimicamente e tem suas funções fisiológicas distintas, sendo classificadas conforme certas propriedades, comuns a cada grupo.

A riboflavina, uma vitamina hidrossolúvel, foi descoberta em 1879 por

Blyth, sendo chamada de lactocromo, dada sua forte coloração amarela. Sua estrutura foi determinada na década de 1930 por Huhn et al., em conjunto com os pesquisadores Szent-Gyõrgyi e Wagner-Jaunergy.

As recomendações de riboflavina, em condições normais de saúde, são:

� Em adultos e crianças, para que as reservas teciduais de vitamina B2 sejam mantidas, a FAO/OMS preconiza a ingestão de 0,6 mg para cada 1.000 Kcal.

� Na gestação e no período de lactação, a ingestão diária de referência recomenda:

– Adicional de 0,3 mg/dia na gravidez.

– 0,5 mg/dia extra nos primeiros seis meses de lactação.

– 0,4 mg/dia a partir do sexto mês de lactação.

As Recommended Dietary Allowances (RDAs) contemplam as recomendações para riboflavina mostradas na Tabela 1.

 

12. Niacina – vitamina B3

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Niacina – vitamina B3

Nadya Caroline Mambelli Magri

Natália de Carvalho

INTRODUÇÃO

Ácido nicotínico e nicotinamida, referidos coletivamente como niacina, têm como função fisiológica atuar como coenzimas para diversas desidrogenases.

A niacina é uma vitamina hidrossolúvel que atua no organismo em diversas reações metabólicas. As principais são aquelas envolvidas com a produção de energia por fazer parte de duas coenzimas: a nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) e o fosfato de nicotinamida adenina dinucleotídeo (NADP). Essas coenzimas participam da transferência de elétrons na cadeia respiratória.

Em estudos foi demonstrado que a niacina permanece estável quando submetida ao calor, ou seja, é uma vitamina resistente ao processo de cozimento e se mantém estável na presença de acidez, luz e oxigênio (Riaz, Asif e Ali, 2009).

Recomendações de ingestão diária de niacina são em média de 15 mg/dia, dependendo da faixa etária, conforme apresentado na Tabela 1. As fontes dietéticas englobam carnes, cereais e leguminosas, além de ser sintetizada pelo próprio organismo, na presença do aminoácido triptofano.

 

13. Ácido pantotênico – vitamina B5

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Ácido pantotênico – vitamina B5

Camila Ferraz Lucena

Flavia Bulgarelli Vicentini

INTRODUÇÃO

O ácido pantotênico, também conhecido como vitamina B5, é uma vitamina hidrossolúvel e tem importância metabólica por ser parte da coenzima

A (CoA) e da proteína carreadora de grupos acila (ACP) da síntese dos ácidos graxos, ambos necessários para a produção de energia e formação de hormônios. A deficiência dessa vitamina está associada às desordens metabólicas e energéticas em seres humanos (Moreschi e Almeida-Muradian, 2007) e é caracterizada por dermatite, enterite, alopecia e insuficiência adrenal (Li et al.,

2015). Substância amplamente distribuída entre os alimentos, a vitamina B5 é essencial para várias etapas do metabolismo celular e para obtenção de energia

(Depeint et al., 2006).

Essa vitamina é estável em condições neutras, mas é facilmente destruída pelo calor em soluções alcalinas ou ácidas. Até 50% podem ser perdidos durante o cozimento e até 80% como resultado do processamento e refinamento dos alimentos. A pasteurização do leite causa pequenas perdas de ácido pantotênico. O álcool diminui sua absorção e o ácido acetilsalicílico é uma droga de ação antagonista. A vitamina B12 tem ação de sinergismo na conversão do

 

14. Vitamina B6

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Vitamina B6

Ana Clara Barreto Marini

Bruna Melo Giglio

Renata Costa Fernandes

Gustavo Duarte Pimentel

INTRODUÇÃO

A vitamina B6 foi identificada na década de 1930, quando Gyorgy observou a sua capacidade de solucionar dermatite acrodinia em ratos, e no ano de

1937 foi proposto o termo vitamina B6. A princípio, a vitamina B6 era inteiramente piridoxina; mais tarde Snell observou a existência de três formas estruturais derivadas da piridina que diferem entre si pelo grupo funcional ligado ao anel. São elas: piridoxina, piridoxal e piridoxamina (Figura 1) (Gyorgy e

Eckardt, 1940).

Essas estruturas, quando fosforiladas na posição cinco, apresentam funções bioativas, como o piridoxal-5-fosfato (PLP) e a piridoxamina-5-fosfato (PMP)

(Figura 1). O PLP é a configuração primária de reações biológicas. A vitamina

B6 é considerada cofator para uma grande quantidade de enzimas que catalisam reações de transaminases, descarboxilases e sintetases, entre outras, que estão envolvidas no metabolismo de carboidratos, na biossíntese e degradação de lipídios, no metabolismo de aminoácidos, na biossíntese de hemoglobina, de neurotransmissores e em várias vias metabólicas importantes (Galluzzi et al., 2013).

 

15. Biotina – vitamina B7

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Biotina – vitamina B7

Christina Montuori

INTRODUÇÃO

Classificadas inicialmente como lipossolúveis e hidrossolúveis, as vitaminas são compostos orgânicos atuantes no funcionamento fisiológico normal e participativas de reações metabólicas críticas, como manutenção do metabolismo, produção de energia, diferenciação e crescimento celular, sendo essenciais para a saúde e o bem-estar dos seres vivos (Gallagher, 2005; Said, 2013).

Anormalidades clínicas são resultados da deficiência desses micronutrientes, que em última circunstância pode levar ao óbito; enquanto a otimização da homeostase orgânica resulta na melhora da saúde e na prevenção de certas doenças. No geral, os humanos não conseguem sintetizar esses micronutrientes (exceto para alguma síntese endógena de niacina), que devem ser obtidos por fontes exógenas através da absorção intestinal, por duas vias: uma dietética (absorvida principalmente em partes do intestino delgado) e outra bacteriana (referenciando às vitaminas geradas pela microbiota do intestino grosso) (Said, 2013).

 

16. Folato – vitamina B9

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Folato – vitamina B9

Josiane Steluti

Gyslaine Pequeno Araujo Cadenazzi

Luís Filipe Oliveira Figliolino

Africa Isabel de la Cruz Perez

INTRODUÇÃO

O folato tem sido estudado como nutriente-chave envolvido na manutenção da saúde e prevenção de doenças (Pfeiffer et al., 2007). Dentre suas funções conhecidas, destaca-se a atuação como coenzima em diversas reações de transferência do grupamento metil, sobretudo no metabolismo de aminoácidos na conversão de homocisteína a metionina, síntese de purinas e de pirimidinas

(Bailey e Gregory, 1999; Duthie et al., 2004). A deficiência severa de folato combinada à deficiência de B12 pode resultar em anemia megaloblástica. Além do papel já estabelecido da vitamina na diminuição da incidência de má-formação de tubo neural em recém-nascidos (Laura et al., 2006), há ainda evidências de sua relação com a redução da concentração sanguínea de homocisteína (Stover,

2004). A elevação sanguínea do aminoácido homocisteína é considerada como fator de risco para a ocorrência de eventos adversos como demência, doença de

 

17. Cobalamina – vitamina B12

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Cobalamina – vitamina B12

Renata Juliana da Silva

INTRODUÇÃO

Uma anemia letal causada por transtornos digestivos foi descrita inicialmente em 1824, por Combe e Addison. Posteriormente, Austin Flint (1860) relatou uma nova possível causa relacionada a uma grave atrofia gástrica para esse tipo de anemia. Durante cerca de um século, essa doença permaneceu com um caráter “mortal”, sendo denominada em 1872 de anemia perniciosa de Biermer (Lee e Herbert, 1999; Pruthi e Tefferi, 1994).

Whipple e Robscheit-Robbins (1925) demonstraram em experimentos com cães que a doença poderia ser curada a partir do consumo de grandes quantidades de fígado. A partir dessa observação, Fueron Minot e Murphy (1926) descreveram a eficácia da alimentação com fígado no tratamento da anemia perniciosa, o que rendeu o primeiro Prêmio Nobel a esses pesquisadores

(Green e Miller, 2014). Dando continuidade à história e às descobertas, outros pesquisadores sugeriram como causa da anemia a incapacidade de completar alguns mecanismos essenciais da digestão gástrica, uma vez que certos tipos de anemia só poderiam ser tratados a partir de doses de vitamina B12 injetável.

 

18. Colina

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Colina

Cinthia Roman Monteiro

INTRODUÇÃO

A colina é uma substância amplamente distribuída em alimentos e essencial para as células, pois mantém a integridade das membranas. É precursora de acetilcolina (Figura 1) e, por isso, participa da transmissão colinérgica como sinalizadora transmembrana, além de contribuir com o metabolismo do metil e dos lipídios em geral, segundo o Instituto de Medicina dos Estados (IOM, 1998).

Foi identificada em uma época em que os cientistas estavam ávidos por descobertas acerca de tecidos vivos. Em 1850, o farmacêutico Theodore Gobley isolou uma molécula do cérebro e de ovos de carpa e descobriu uma substância a qual nomeou de lecitina, que vem do grego lekithos (gema de ovo). Dois anos depois, Adolph Strecker notou que ao aquecer a lecitina da bile de porcos e bois, gerava um composto químico nitrogenado, o qual passou a chamar de colina – o nome foi derivado da palavra grega chole, que significa bile. Eventualmente, a lecitina foi caracterizada quimicamente como sendo fosfatidilcolina.

 

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