Semiologia Veterinária - A Arte do Diagnóstico

Visualizações: 38
Classificação: (0)

Uma obra essencial a todos os estudantes e profissionais! Semiologia Veterinária | A Arte do Diagnóstico é um trabalho primoroso, idealizado e organizado pelo Prof. Dr. Francisco Leydson F. Feitosa, com a colaboração de mais de 30 renomados docentes e profissionais, que oferecem seu conhecimento e sua experiência em 17 capítulos sobre semiologia geral e específica para as principais espécies atendidas pelo médico-veterinário. Desde sua primeira edição, em 2004, quando alcançou reconhecimento imediato, este livro vem sendo adotado por Escolas de Veterinária de todo o Brasil. Destaques da quarta edição: Amplamente revisada Aborda todos os aspectos da semiologia, desde métodos de contenção física e química do paciente até a avaliação geral e específica dos mais variados sistemas de cães, gatos, equídeos, ruminantes e outros animais domésticos e selvagens, incluindo recém-nascidos. Seção de Semiologia do Sistema Reprodutor Masculino totalmente reformulada Novo capítulo sobre Exames Laboratoriais em Semiologia Veterinária, Mais de 900 imagens.

FORMATOS DISPONíVEIS

17 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1 Introdução à Semiologia

ePub Criptografado

Aprendi o silêncio com os faladores. A tolerância com os insolentes. A bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.

Gibran Khalil Gibran

PALAVRAS-CHAVE

■ Sintoma

■ Diagnóstico

■ Prognóstico

■ Anamnese

■ Inspeção

■ Palpação

■ Auscultação

■ Exames complementares

■ Tutores/proprietários.

Segundo o filósofo norte-americano Charles S. Peirce (1839-1914), semiótica (do grego sēmeîon, “sinal, signo”) é a teoria geral das representações, que leva em conta os signos sob todas as formas e manifestações que assumem (linguísticas ou não). É usada também como sinônimo de semiologia, definida pelo filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) como o estudo das significações que podem ser atribuídas aos fatos da vida social concebidos como sistemas de significação: imagens, gestos, rituais, sistemas de parentesco, mitos etc.

Todavia, desde a Antiguidade a semiótica já era considerada parte da medicina, e, em 1670, o físico e escritor inglês Henry Stubbes usou pela primeira vez a palavra semiologia para se referir ao ramo da ciência médica dedicado ao estudo da interpretação dos sintomas de humanos e animais.

 

2 Contenção Física dos Animais Domésticos

ePub Criptografado

Dificuldades são como montanhas. Só se aplainam quando avançamos sobre elas.

Émile Zola

PALAVRAS-CHAVE

■ Contenção física

■ Benefícios da contenção

■ Coices, mordeduras, arranhões e chifradas

■ Mordaças

■ Cabrestos

■ Gaiolas de contenção

■ Buçal

■ Derrubamento de bovinos e equinos

■ Tronco de contenção.

A contenção física tem como principal finalidade restringir, tanto quanto possível, a atividade física do animal, na tentativa de avaliar o paciente e/ou executar outros procedimentos (curativos, administração de medicamentos). Tanto para o examinador quanto para alguns proprietários (principalmente de pequenos animais), é sempre um momento delicado dentro do contexto de inter-relacionamento “proprietário-veterinário”, visto que há certa relutância, por parte dos donos, no momento de imobilizar esses animais para exame. No entanto, por mais dócil, meigo e inofensivo que seja ou pareça ser o seu paciente, a simples palpação, por exemplo, de uma determinada estrutura que apresente aumento de sensibilidade fará com que ele se defenda à manipulação não habitual, com mordeduras, coices, chifradas e/ou unhadas. Por esse motivo, não se deve manipular um animal, mesmo que seja para a execução de procedimentos simples, sem que ele esteja adequadamente contido, o que resultará em maior segurança para o examinador, para o auxiliar e para o próprio animal, além de propiciar um exame satisfatório e tranquilo.

 

3 Contenção Química

ePub Criptografado

A busca de excelência não deve ser um objetivo, e sim, um hábito.

Aristóteles

PALAVRAS-CHAVE

■ Tranquilizantes ou sedativos

■ Animais temperamentais

■ Vias de aplicação

■ Cães, gatos, equídeos, ruminantes

■ Fármacos para contenção física

■ Anestesia geral

■ Anestesia dissociativa.

Valéria Nobre L. S. Oliva

Muitas vezes, é necessário conter os pequenos animais por meio de fármacos, para que o exame clínico realizado pelo médico-veterinário seja satisfatório e seguro.

Sob o efeito de tranquilizantes ou sedativos, animais agressivos, agitados ou estressados podem ser mais bem examinados, possibilitando menores alterações paramétricas decorrentes do estresse, evitando agressões ao profissional que os examina.

Conter quimicamente um animal não deve significar, contudo, apenas imobilizá-lo, mas diminuir o estresse da manipulação, com conforto e segurança para o paciente e para o médico-veterinário.

 

4 Exame Físico Geral ou de Rotina

ePub Criptografado

O excesso e a falta são característicos do vício, e a mediania, da virtude.

Aristóteles

PALAVRAS-CHAVE

■ Nível de consciência

■ Estado nutricional

■ Parâmetros vitais

■ Frequência cardíaca

■ Hidratação

■ Coloração de mucosas

■ Linfonodos

■ Temperatura corporal

■ Febre.

A realização de um exame físico geral ou de rotina é necessária por inúmeros motivos, dentre os quais é possível destacar:

■ Em virtude da impossibilidade de se estabelecer comunicação verbal entre homem e animal, a tarefa de identificar a estrutura ou o órgão do corpo do animal que está comprometido depende do conhecimento do entrevistado e da habilidade e experiência do examinador em obtê-la, o que torna fundamental, nessa fase, o exame físico geral nos casos em que a história é vaga e inespecífica

■ Muitas vezes, a queixa principal não apresenta relação direta com o sistema primariamente comprometido

 

5 Semiologia de Animais Recém-Nascidos

ePub Criptografado

Palavras não podem expressar a alegria de uma nova vida.

Hermann Hesse

PALAVRAS-CHAVE

■ Nascimento

■ Parto distócico

■ Hipoxia

■ Adaptação neonatal

■ Defeitos congênitos

■ Vitalidade

■ Comportamento

■ Mecônio

■ Colostro.

Francisco Leydson F. Feitosa e Fernando José Benesi

Nas últimas décadas, a hipiatria e a buiatria – a medicina dos cavalos e dos ruminantes domésticos, respectivamente – têm avançado muito e, em diversas áreas, chega a equiparar-se à medicina humana. Dessa maneira, espera-se que, cada vez mais, passem a ser especializadas; contudo, o estudo de recém-nascidos na veterinária não tem acompanhado o seu desenvolvimento com a mesma intensidade. Estudos relativos à fisiologia e à assistência neonatal nas diversas espécies ainda são escassos, o que contribui para o baixo grau de treinamento técnico e ineficiência do monitoramento e reanimação neonatal que costumam ser praticados. Na verdade, em animais pecuários, a referida especialidade ainda é área que caminha a passos lentos. Na perinatologia humana, por exemplo, consegue-se, com galhardia, não somente a sobrevivência de pacientes de alto risco, mas também a quase certeza de que os mesmos terão, no futuro, qualidade de vida satisfatória. Atualmente, crianças nascidas prematuras, de mães com 6 meses de gestação, e pesando cerca de 600 g, geralmente conseguem sobreviver sem qualquer complicação, fato improvável há alguns anos. Na veterinária, em contrapartida, cordeiros que nascem 6 dias antes da data prevista para o parto apresentam risco enorme de morrerem antes das 24 h de vida. Outro fato comum e preocupante é a extrapolação de dados clínicos obtidos em cavalos e bovinos adultos para potros, bezerros e recém-nascidos, os quais, indiscutivelmente, apresentam fisiologia ímpar, pouco comparável aos animais de categorias etárias superiores. Por exemplo, os recém-nascidos ruminantes e equídeos nascem agamaglobulinêmicos, dependentes da ingestão de colostro em quantidade e com qualidade satisfatórias, assim como necessitam de carboidratos prontamente disponíveis para produção de energia, o que os auxiliará na sua relativa incapacidade de manutenção da temperatura corpórea diante das oscilações térmicas do meio ambiente.

 

6 Semiologia do Sistema Digestório

ePub Criptografado

A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros.

Autoria desconhecida

PALAVRAS-CHAVE

■ Anatomia e fisiologia

■ Boca, faringe, esôfago

■ Estômago, alças intestinais

■ Pré-estômagos, ceco

■ Cólica

■ Halitose, disfagia

■ Vômito, regurgitação

■ Disquezia, diarreia

■ Líquidos peritoneal e ruminal

■ Palpação retal.

Francisco Leydson F. Feitosa

Aparelho ou sistema digestório é o nome dado ao conjunto de órgãos responsáveis pela captação, digestão e absorção de substâncias nutritivas. É constituído de um tubo digestivo (boca, esôfago, estômago – pré-estômagos e abomaso, em animais ruminantes –, alças intestinais, reto e ânus) e de órgãos anexos (glândulas salivares, pâncreas, fígado e vesícula biliar). A maior cavidade corporal é a abdominal, intermediária entre a torácica e a pélvica, separada anteriormente pelo diafragma e, em sentido caudal, pelas estruturas que constituem a pelve.

 

7 Semiologia do Sistema Circulatório

ePub Criptografado

Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.

Sylvia Plath

PALAVRAS-CHAVE

■ Cardiopatias primária e secundária

■ Sangue

■ Coração

■ Valvas cardíacas

■ Pulsos venosos positivo e negativo

■ Pulso arterial

■ Bulhas cardíacas

■ Sopros cardíacos

■ Exame eletrocardiográfico.

Daniel Mendes Netto

Nesta Seção, serão abordados os meios e os métodos semiológicos utilizados para examinar um paciente equino ou ruminante, manifestando sinais sugestivos de doença do sistema circulatório, bem como os cuidados necessários à realização de um completo e acurado exame semiológico desse sistema que pertence a uma área ainda pouco conhecida por muitos clínicos autônomos, mas já bastante desenvolvida e aperfeiçoada no Brasil e no mundo: a cardiologia veterinária de animais de grande porte (com especial ênfase aos equinos, tendo em vista serem animais de maior valor econômico e muito utilizados em atividade esportivas e de lazer, sendo, portanto, muito importante ter seu funcionamento cardíaco e circulatórios íntegro, hígido). Serão apresentadas as noções básicas e, para melhor compreensão e aprofundamento, será necessária a consulta a livros especializados em cardiologia de equinos e ruminantes (algumas dessas referências estão citadas no final desta Seção).

 

8 Semiologia do Sistema Respiratório

ePub Criptografado

O pessimista se queixa do vento; o otimista espera que o vento mude; o realiste ajusta as velas.

William George Ward

PALAVRAS-CHAVE

■ Oxigenação sanguínea

■ Corrimento nasal

■ Tosse

■ Tipo respiratório

■ Dispneias inspiratória, expiratória, mista

■ Delimitação pulmonar

■ Ruídos normais e adventícios

■ Toracocentese.

Roberto Calderon Gonçalves e Francisco Leydson F. Feitosa

O sistema respiratório é capaz de desenvolver várias funções no organismo animal. A mais importante delas está relacionada com as trocas gasosas, por meio das quais são realizadas a oxigenação sanguínea e a liberação de gás carbônico nos alvéolos pulmonares. A troca gasosa é chamada de hematose, e, para que ocorra, é necessária a aproximação do ar inalado com o sangue na barreira alveolocapilar. Outras funções do sistema respiratório são: (1) manutenção do equilíbrio acidobásico; (2) atuação como um dos reservatórios sanguíneos do organismo; (3) filtração e, provavelmente, destruição de êmbolos sanguíneos; (4) metabolização de substâncias como serotonina, prostaglandina, corticosteroides e leucotrienos; e (5) ativação de outras substâncias, como a angiotensina. Atua ainda como um dos órgãos importantes para as funções de termorregulação dos animais e na fonação.

 

9 Semiologia do Sistema Reprodutor

ePub Criptografado

Cada parto é um parto.

Paul Claudel

PALAVRAS-CHAVE

■ Testículos, pênis, prepúcio, vulva, vagina, útero

■ Úbere

■ Glândula mamária

■ Puberdade

■ Comportamento sexual

■ Libido

■ Cópula

■ Ejaculação

■ Gestação

■ Exames genital masculino e feminino

■ Coleta e avaliação do sêmen.

Nereu Carlos Prestes e Felipe Erison Medrado Rocha de Sousa

O sistema reprodutivo das fêmeas é formado por ovários, ovidutos, cornos e corpo uterino, cerviz, vagina, vestíbulo e vulva. As estruturas internas são sustentadas pelo ligamento largo: mesovário que sustenta o ovário; mesossalpinge que ancora o oviduto e mesométrio, que mantém o útero. Nervos autônomos inervam o ovário, o oviduto e o útero, enquanto as fibras sensitivas e parassimpáticas do nervo pudendo distribuem-se por vagina, vulva e clitóris. Embriologicamente, os ductos de Müller fundem-se na porção caudal para originar o útero, a cerviz e a porção anterior do canal vaginal. O oviduto torna-se sinuoso, adquirindo epitélio diferenciado e fímbrias pouco antes do nascimento.

 

10 Semiologia do Sistema Urinário

ePub Criptografado

Nós temos o tipo de meio interno que temos, porque temos o tipo de rim que temos

Homer William Smith

PALAVRAS-CHAVE

■ Rins, ureteres, uretra, bexiga

■ Inervação motora e somática

■ Micção e urina

■ Síndrome urêmica

■ Polaquiúria, oligosúria, iscúria, disúria

■ Incontinência urinária

■ Poliúria, oligúria, anúria

■ Coleta e exame de urina.

Os órgãos urinários (organa urinaria) incluem os rins (renes), os ureteres (ureteres), a vesícula urinária (vesica urinaria) e a uretra (urethra masculina e urethra feminina). Os rins produzem a urina que, por meio dos ureteres, chega à bexiga, onde é temporariamente armazenada. Durante o esvaziamento vesical, a urina passa pela uretra, chegando ao meio externo. Para a produção de urina, os rins filtram o plasma, extraindo grande quantidade de um líquido chamado ultrafiltrado, que é, então, processado para reabsorção de substâncias úteis e concentração dos rejeitos a serem eliminados. A maior parte da água do ultrafiltrado é reabsorvida, de modo a manter o volume plasmático em parâmetros normais. Assim, os rins movimentam um volume muito grande de líquidos a cada 24 h.

 

11 Semiologia do Sistema Nervoso

ePub Criptografado

Qual é a tarefa mais difícil do mundo? Pensar.

Ralph Waldo Emerson

PALAVRAS-CHAVE

■ Sistema nervoso central

■ Sistema nervoso periférico

■ Líquido cefalorraquidiano

■ Nervos cranianos

■ Reações posturais

■ Reflexos miotáticos

■ Eletroneurografia

■ Eletromiografia.

Mary Marcondes

De todos os sistemas do organismo, o sistema nervoso é, muitas vezes, o menos compreendido pela maioria dos clínicos. Para que seja possível realizar corretamente o exame neurológico, bem como sua interpretação, é necessário conhecer a estrutura e o funcionamento de tal sistema. Sem o conhecimento das bases anatomofuncionais, ainda que elementares, não é possível trilhar o caminho da semiologia e da clínica neurológica; além disso, o diagnóstico topográfico é de fundamental importância em neurologia, seja para fins clínicos ou para o tratamento cirúrgico de algumas enfermidades.

O sistema nervoso pode ser dividido em partes, considerando critérios anatômicos, embriológicos e funcionais. A divisão com base em critérios anatômicos é uma das mais conhecidas, e é demonstrada nas Figuras 11.1 e 11.2.

 

12 Semiologia do Sistema Locomotor

ePub Criptografado

Primeiro, aprenda a andare,
e, depois, a correr.

Andrew Parkes

PALAVRAS-CHAVE

■ Anatomia funcional

■ Avaliação de dígitos

■ Avaliação dos cascos

■ Avaliação dos coxins

■ Impotência funcional

■ Claudicação

■ Líquido sinovial

■ Termografia.

Celso Antonio Rodrigues

As informações contidas neste capítulo têm a intenção de servir como um guia preliminar no exame do aparelho locomotor de bovinos. A busca incessante pelo incremento da eficiência produtiva, observada nas últimas décadas, na bovinocultura de corte e leiteira, tem resultado no aumento da produtividade. Esse manejo cada vez mais intensivo dos bovinos resulta no aumento na variedade e na frequência com que as enfermidades do aparelho locomotor ocorrem. O reconhecimento e o adequado tratamento dessas afecções obtêm grande importância ao considerarmos estudos em países da Europa e América do Norte, que revelam prejuízos significativos, em decorrência de enfermidades podais em bovinos – números superados somente pelas doenças ligadas ao sistema reprodutivo. Assim, este estudo torna-se extremamente pertinente e importante para estudantes e veterinários que atuem ou pretendam atuar na buiatria.

 

13 Semiologia da Pele

ePub Criptografado

O homem é o único animal que se ruboriza. O pior é que tem motivos.

Mark Twain

PALAVRAS-CHAVE

■ Estruturas da pele

■ Prurido

■ Classificação das lesões

■ Dermatites

■ Abscesso, flegmão

■ Diascopia ou vitropressão

■ Tricograma

■ Citologia.

A pele é o maior órgão de um organismo – aquele que determina as formas, dá características às raças e mantém o recobrimento piloso, tão nobre em algumas espécies que, por décadas, e ainda hoje, queremos usá-las ou imitá-las como vestimenta.

Trata-se da barreira anatômica e fisiológica entre o organismo e o meio ambiente, promovendo proteção contra lesões físicas, químicas e microbiológicas. É sensível ao calor, ao frio, à dor, ao prurido e à pressão.

Justamente por ser um órgão tão exposto, o tegumento sofre várias agressões, refletindo na casuística das clínicas e dos hospitais veterinários grande parte do atendimento destinado a casos de dermatologia. Dependendo do autor consultado, estima-se que os casos de dermatologia em medicina veterinária, mormente na clínica de pequenos animais, representem 30 a 75% de todos os atendimentos, quer como queixa principal, quer secundária. Em nosso território, os levantamentos são escassos, porém aqueles pouco realizados revelam resultados semelhantes aos estrangeiros.

 

14 Semiologia do Sistema Auditivo

ePub Criptografado

Os ouvidos são mais castos do que os olhos.

Mário Andrade

PALAVRAS-CHAVE

■ Anatomia do sistema auditivo

■ Meneios de cabeça

■ Otoscopia

■ Otites

■ Oto-hematomas

■ Cerumes.

O aparelho auditivo é, sem dúvida, um dos sistemas que assumem notoriedade no estudo semiológico dos carnívoros domésticos, não só por suas particularidades anatomofisiológicas, mas também pela frequência com que as afecções otológicas se manifestam nessas espécies.

Os percentuais de diagnóstico das afecções otológicas na rotina clínica de atendimento dos cães atinge números entre 10 e 20% do total de casos atendidos, o que justifica a necessidade de o clínico conhecer amplamente as bases anatômicas, semiológicas e a fisiopatogenia das alterações desse sistema.

A fim de abordar de maneira didática e sistematizada a semiologia do aparelho auditivo, não podemos nos furtar à sua rápida revisão anatômica.

O aparelho auditivo é dividido em regiões bem-definidas, que delimitam conjuntos de estruturas em sequência. O segmento inicial e mais externo, chamado orelha externa, estende-se do pavilhão à face externa da membrana timpânica. Ele é composto pela cartilagem auricular, a qual é um folheto cartilagíneo que, em determinado ponto de sua extensão, dobra-se sobre si mesmo, formando o pavilhão e a porção inicial do conduto auditivo, um tubo cônico que se posiciona quase verticalmente no crânio. Essa cartilagem conecta-se a uma segunda cartilagem, a anular, a qual, também como um pequeno folheto cartilagíneo que se dobra sobre si mesma, forma um pequeno cilindro, em posição aproximadamente horizontal, que se conecta, por sua vez, ao crânio, mais precisamente à entrada da bulha timpânica, chamada poro acústico externo. Desse modo, podemos resumir a descrição da orelha externa em um tubo cônico com formato aproximado de “L” (Figuras 14.1 a 14.3).

 

15 Semiologia do Sistema Visual dos Animais Domésticos

ePub Criptografado

Em um grão de areia enxergar o mundo e, em uma flor silvestre, todo o céu.

William Blake

PALAVRAS-CHAVE

■ Anatomia do sistema visual

■ Filme lacrimal, teste de Schirmer

■ Acuidade visual

■ Oftalmoscopia

■ Entrópio, ectrópio

■ Ecografia ocular.

Não obstante o clínico geral conte com conhecimentos de anatomia e fisiologia oculares, a fim de se realizar um exame completo do olho, há a necessidade de treinamento técnico específico para a execução de um exame oftalmológico de qualidade, principalmente no que se refere ao manuseio de equipamentos específicos necessários em oftalmologia veterinária.

Das estruturas que compõem o aparelho da visão, não há como discriminar a importância de uma estrutura em detrimento das demais. Todas, cada uma com sua função, colaboram para a boa visão. O tempo, a evolução e os avanços médicos têm demonstrado que cada componente desse sistema participa efetivamente do mecanismo de formação da imagem, colocando, assim, o organismo em contato com o meio externo.

 

16 Semiologia de Animais Selvagens

ePub Criptografado

A compaixão pelos animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.

Charles Darwin

PALAVRAS-CHAVE

■ Anatomia e fisiologia das espécies

■ Contenção

■ Estresse

■ Alimentação, excretas

■ Vocalização

■ Penas, pele e pelos

■ Aves, mamíferos, répteis etc.

O número de animais de estimação não convencionais tem aumentado ultimamente. Os cães e os gatos domésticos estão sendo parcialmente substituídos por novos animais de estimação, representados por animais selvagens/silvestres (mamíferos, aves, répteis e peixes). Os animais provenientes da fauna brasileira são chamados de animais silvestres, ao passo que os provenientes originariamente de outros países são denominados animais exóticos. O termo silvestre/selvagem significa, respectivamente, animais provenientes da selva, mata, floresta, e animais de temperamento agressivo, violento, bruto, que não sejam mansos.

 

17 Exames Laboratoriais em Semiologia Veterinária

ePub Criptografado

Aquele que depende totalmente do laboratório para fazer seu diagnóstico é provavelmente inexperiente; aquele que diz que não depende do laboratório é desinformado. Em ambos os casos, o paciente corre perigo.

J. A. Halsted

PALAVRAS-CHAVE

■ Hematologia

■ Anemias

■ Mielograma

■ Função renal

■ Urina, ureia, creatinina

■ Função hepática

■ Alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), fosfatase alcalina (ALP), gamaglutamiltransferase (GGT).

Regina K. Takahira

Parte importante da semiotécnica na medicina veterinária moderna, os exames laboratoriais devem fazer parte do exame clínico sempre que o histórico e os sinais clínicos não forem suficientes para o diagnóstico ou quando forem necessários exames complementares. Os exames laboratoriais orientam a conduta terapêutica, monitoram a gravidade ou a evolução da doença e a resposta ao tratamento.

Até cerca de 70% da tomada de decisão médica baseia-se nesses exames. Apesar de sua importância, a interpretação dos seus resultados deve ser sempre associada ao exame clínico de cada paciente.

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
ePub
Criptografado
Sim
SKU
BPDP000307179
ISBN
9788527736329
Tamanho do arquivo
230 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
ePub
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados