Anatomia Aplicada à Odontologia

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O livro Anatomia Aplicada à Odontologia, conteúdo de referência que tem contribuído para o ensino de anatomia a várias gerações de alunos, chega à sua terceira edição totalmente atualizado, mas mantendo fiel seu objetivo primordial de levar esta disciplina, de modo acessível e prático, aos estudantes de graduação e pós-graduação, bem como aos profissionais que fazem uso desse conhecimento na sua prática diária. Destaques: Capítulos atualizados, com texto minuciosamente revisado Novas imagens Projeto gráfico modernizado Novos boxes de casos clínicos e de ênfase Novo apêndice de variações anatômicas Substituição das ilustrações por imagens de excelente qualidade Divisão didática em três partes – anatomia da cabeça e do pescoço, anatomia dental e anatomia aplicada à odontologia

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1 Osteologia da Cabeça e do Pescoço

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

Neste capítulo estudaremos os ossos da cabeça e do pescoço, com ênfase no estudo do crânio. A maxila e a mandíbula serão revistas em mais detalhes no Capítulo 2, Maxila e Mandíbula | Arquitetura e Topografia Alveolodental, devido à sua importância em odontologia.

O crânio é parte do esqueleto axial, constituído por 22 ossos unidos em sua maioria por tecido conjuntivo fibroso (junturas fibrosas ou articulações fibrosas, segundo a Terminologia Anatômica), o que confere imobilidade a essas articulações. Entre essas há, no entanto, uma exceção que é de grande importância na odontologia: a juntura (articulação) sinovial, uma estrutura móvel entre a mandíbula e o osso temporal. O crânio tem formato ovoide e em arco, sendo mais espesso anterior e posteriormente, e mais delgado na região temporal. Esse formato amortece forças de compressão ou impacto.

Sua principal função é alojar e proteger o encéfalo. Entretanto, também garante proteção às partes iniciais dos sistemas respiratório e digestório, e aos órgãos dos sentidos especiais (audição, visão, gustação, olfação, equilíbrio). Tem ainda aberturas (forames) para a passagem de vasos e nervos, sendo que a maxila e a mandíbula apresentam estrutura óssea adequada para o suporte dos dentes.

 

2 Maxila e Mandíbula | Arquitetura e Topografia Alveolodental

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Peter Reher  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira

Em odontologia, é necessário fazer um estudo detalhado da maxila e da mandíbula, já que estas têm relações intrínsecas com os dentes e a cavidade oral. Isso pode ser feito sob pelo menos três pontos de vista distintos e complementares:

• Anatomia descritiva: descrição morfológica tradicional desses ossos

• Anatomia funcional: ênfase nos aspectos funcionais, especificando áreas de resistência e de fragilidade dos ossos. Também é chamado de “estudo da arquitetura maxilomandibular”

• Anatomia topográfica: estudo que relaciona cada dente da maxila e da mandíbula com as estruturas ósseas adjacentes, ressaltando-se a espessura das lâminas ósseas e suas relações anatômicas.

Na face, as duas maxilas articuladas formam o maxilar, que, com exceção da mandíbula, é o maior osso da face (viscerocrânio) (Figuras 2.1 a 2.3). Elas estão unidas aos ossos nasais, lacrimais, frontal, etmoide, esfenoide, zigomáticos, vômer, conchas nasais inferiores e palatinos.

 

3 Junturas do Crânio e Articulação Temporomandibular

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Peter Reher  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira

Conforme descrito nos capítulos anteriores, o crânio possui 22 ossos (com exceção dos da orelha média), unidos entre si por junturas. Quando uma juntura é capaz de realizar movimentos, utiliza-se também o termo articulação. As junturas do corpo humano podem ser classificadas em fibrosas, cartilaginosas e sinoviais. No crânio, existem exemplos dos três tipos de junturas.

A maioria dos ossos do crânio é unida por junturas fibrosas (sinartroses), ou seja, nas quais o tecido que liga os ossos é um tecido conjuntivo fibroso. Este tipo de juntura tem como característica pouca mobilidade, sobretudo se houver pouco tecido fibroso.

No crânio, as junturas fibrosas são denominadas suturas (Figura 3.1). Morfologicamente, as suturas classificam-se como planas (p. ex., internasais), denteadas ou serreadas (p. ex., entre os parietais) e escamosas (p. ex., entre o parietal e o temporal). O nome das suturas costuma ser dado de acordo com o nome dos ossos que elas unem (p. ex., sutura frontonasal, zigomaticomaxilar). Na junção de alguns ossos, pequenas formações ósseas podem se desenvolver e constituir os ossos suturais.

 

4 Músculos da Cabeça

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Antonio Luis Neto Custódio  •  Peter Reher

O sistema muscular desenvolve-se a partir do mesoderma, exceto os músculos intrínsecos do olho, que derivam do neuroectoderma. A maior parte dos músculos da cabeça e do pescoço origina-se do mesênquima dos arcos branquiais (faríngeos). Cada arco branquial originará um determinado grupo de músculos, inervados por um determinado par craniano (Figura 4.1).

Do primeiro arco branquial, derivam os músculos da mastigação (temporal, masseter e pterigóideos medial e lateral), além de músculos milo-hióideo, ventre anterior do digástrico, tensor do véu palatino e tensor do tímpano. Todos esses músculos são inervados pela raiz motora do nervo trigêmeo (V).

Do segundo arco branquial, derivam os músculos da expressão facial (ou dérmicos) e os músculos digástrico (ventre posterior), estilo-hióideo e estapédio. O par craniano desse arco é o nervo facial (VII).

Do terceiro arco branquial, derivam parte da musculatura faríngea, o estilofaríngeo, o estiloglosso e todos os músculos do véu palatino, exceto o músculo tensor do véu palatino. Tais músculos são inervados pelo nervo glossofaríngeo (IX).

 

5 Músculos do Pescoço

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

Ao observar a posição do crânio em relação à coluna vertebral, nota-se que o crânio está anteriormente localizado em relação ao longo eixo da coluna. Essa posição tende a provocar uma flexão natural do crânio para anterior; no entanto isso não ocorre, pois existem músculos posteriores no pescoço que atuam de maneira a fixar o crânio, mantendo-o em equilíbrio. Além disso no pescoço há grupos musculares que atuam estabilizando articulações, e também o osso hioide, para permitir uma função harmônica para a fonação, mastigação, deglutição e demais movimentos próprios do pescoço.

É um dos músculos da expressão facial, mas devido à sua localização será descrito neste capítulo. O músculo plastima é delgado e largo e recobre a maior parte das regiões lateral e anterior do pescoço (Figura 5.1).

Tem origem na fáscia que reveste a porção superior dos músculos peitoral maior e deltoide. Após sua origem, tem trajeto ascendente no pescoço, localizando-se na região anterolateral, na tela subcutânea. Contorna a margem inferior do corpo da mandíbula, e algumas de suas fibras dirigem-se até a comissura oral, onde se misturam com as fibras dos músculos dispostos ao redor da boca.

 

6 Artérias da Cabeça e do Pescoço

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher  •  Antonio Luis Neto Custódio

O sistema circulatório é um complexo sistema que transporta oxigênio e nutrientes para as células do corpo e coleta seus resíduos metabólicos para serem metabolizados e eliminados por outros órgãos como o fígado, rins e pulmões, dentre outros. Pode-se considerar que ele é constituído de um sistema cardiovascular (que transporta sangue) e de um sistema linfático (que transporta a linfa).

O sistema cardiovascular é constituído basicamente pelo coração, um órgão muscular, e vasos sanguíneos que podem ser artérias (que vão do coração para o corpo), veias (que vão do corpo para o coração) e capilares (vasos microscópicos terminais próximos às células).

O sistema linfático constitui uma vasta rede de vasos de paredes finas que absorvem e drenam o excesso de líquido tecidual (linfa) e de proteínas plasmáticas que extravasam da corrente sanguínea. Os principais componentes do sistema linfático são os plexos linfáticos, os vasos linfáticos, os linfonodos e o tecido linfoide (ver Capítulo 7, Drenagem Venosa e Linfática da Cabeça e do Pescoço).

 

7 Drenagem Venosa e Linfática da Cabeça e do Pescoço

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Edmundo Pereira Rodrigues  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

A drenagem venosa da cabeça e do pescoço é realizada por numerosas veias que acabam por confluir nas veias jugulares e estas entram na formação das veias cavas que retornam com o sangue venoso para o coração.

Em nível tecidual, a drenagem venosa é feita por vasos capilares microscópicos que recolhem os líquidos resultantes das trocas metabólicas. Estes capilares reúnem-se para formar vênulas e estas, por sua vez, fundem-se sucessivamente para formar veias que se dirigem ao coração. Assim, veias são vasos aferentes ao coração, responsáveis pelo retorno do sangue dos tecidos para o coração.

As veias menores que desembocam em veias maiores são denominadas veias tributárias, as quais podem ser veias superficiais ou veias profundas, de acordo com sua relação com a fáscia corpórea. Quando localizadas profundamente, as veias acompanham o trajeto das artérias e são denominadas veias satélites e têm geralmente o mesmo nome das artérias. As veias são mais numerosas do que as artérias, apresentando muitas variações anatômicas e inúmeras anastomoses. Descreveremos neste capítulo apenas a variação mais comum de formação das veias.

 

8 Inervação Motora da Cabeça e do Pescoço

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Peter Reher  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira

A inervação motora da cabeça e do pescoço é feita por meio de nervos cranianos e de nervos espinais cervicais. Os nervos cranianos podem ser apenas sensitivos ou motores, mas também mistos. Por este motivo, os nervos mistos serão citados tanto neste capítulo quanto no Capítulo 9, Inervação Sensitiva da Cabeça e do Pescoço.

Existem 12 pares de nervos cranianos envolvidos com a inervação da cabeça e do pescoço. Devido às funções diferenciadas de cada um deles, as fibras desses nervos podem ser classificadas de acordo com o tipo de informação por elas conduzido. Alguns nervos são puramente sensitivos com fibras aferentes. Outros são puramente motores com fibras eferentes. Já os nervos mistos têm os dois tipos de fibras. As fibras aferentes ligam-se a receptores periféricos e conduzem os estímulos destes ao sistema nervoso central. Por sua vez, as fibras eferentes conduzem estímulos do sistema nervoso para órgãos efetuadores, como os músculos e as glândulas.

 

9 Inervação Sensitiva da Cabeça e do Pescoço

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Peter Reher  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira

A inervação sensitiva da cabeça e do pescoço é feita por meio de nervos cranianos e de ramos terminais dos nervos espinais cervicais. Os nervos cranianos podem ser sensitivos ou motores, mas também mistos. Por esse motivo, os nervos mistos serão citados tanto aqui quanto no Capítulo 8, Inervação Motora da Cabeça e do Pescoço.

Conforme discutido, as fibras aferentes são subdivididas em somáticas e viscerais. As fibras aferentes somáticas são originadas em exteroceptores (na superfície, e relacionadas com dor, temperatura, tato e pressão) ou proprioceptores (nos músculos e articulações, relacionados com percepção de posição e movimento). As fibras aferentes viscerais conduzem impulsos originados nas vísceras.

No caso dos nervos cranianos, as fibras aferentes somáticas podem ser subdivididas em fibras aferentes somáticas gerais quando conduzem estímulos de dor, temperatura, tato e pressão da cabeça; e as fibras aferentes somáticas especiais quando conduzem impulsos de visão, audição e equilíbrio. Da mesma maneira, as fibras aferentes viscerais podem ser aferentes viscerais gerais quando levam impulsos originados em vísceras, por exemplo relacionados com dor visceral ou sensação de plenitude gástrica. Já as fibras aferentes viscerais especiais conduzem sensações de gustação e olfação.

 

10 Fundamentos de Neuroanatomia

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Júlio Anselmo de Sousa Neto  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

Mais fascinante que a biologia talvez seja a habilidade do homem para compreender, aprender e agir como um organismo individual – não somente para descobrir o mundo a seu redor, mas para discuti-lo e estudá-lo. O conhecimento do ser humano e do seu meio ambiente torna-se possível graças ao funcionamento integrado do sistema nervoso, um grupo de células altamente especializadas com características de irritabilidade, excitabilidade e condutividade. O sistema nervoso, em associação ao sistema endócrino, não somente possibilita o reconhecimento do meio ambiente a seu redor, mas torna possível que o corpo humano responda às mudanças ambientais com a necessária precisão.

Anatomicamente, o sistema nervoso pode ser dividido em duas partes: sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP). Do sistema nervoso central, fazem parte o encéfalo e a medula espinal (Figura 10.1). O encéfalo é a parte que fica protegida pelo crânio. Já a medula espinal é a parte que fica protegida pela coluna vertebral. Descreve-se, ainda, um sistema nervoso autônomo (SNA), que apresenta componentes tanto no SNC quanto no SNP.

 

11 Vias Sensitivas e Motoras da Cabeça

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Júlio Anselmo de Sousa Neto  •  Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

A perfeita função dos órgãos e sistemas do nosso corpo se faz pela integração com o sistema nervoso, que é por excelência o sistema coordenador das atividades motoras, sensitivas e emocionais, dentre outras. Essa integração é realizada por meio de grandes vias nervosas, que podem ser aferentes (sensitivas) ou eferentes (motoras), e que também podem ser viscerais ou somáticas. As vias aferentes levam ao córtex cerebral os impulsos somáticos e viscerais originados em receptores específicos do corpo. As vias eferentes conduzem impulsos oriundos de áreas motoras do cérebro ou do tronco encefálico até os neurônios motores do tronco encefálico ou da medula espinal. Existem as vias motoras somáticas, que comandam os músculos estriados esqueléticos, e as vias motoras viscerais, as quais se destinam aos músculos liso e cardíaco e às glândulas.

Neste capítulo serão descritas as principais vias aferentes e eferentes da cabeça, sendo que a maior parte da sensibilidade somática da cabeça é conduzida pela via trigeminal.

 

12 Cavidade Nasal e Seios Paranasais

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

O sistema respiratório é o conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas gasosas entre o organismo e o meio ambiente, ou seja, a hematose pulmonar, o que possibilita a respiração celular. Diversos órgãos compõem o sistema respiratório, destacando-se as vias respiratórias superiores (nariz, cavidade nasal, seios paranasais, faringe, laringe), as vias respiratórias inferiores (traqueia, brônquios e os pulmões).

O nariz e a cavidade nasal constituem as partes iniciais da via respiratória superior. Apresentam as funções de conduzir, filtrar, aquecer e umedecer o ar inspirado para o processo respiratório que ocorre nos pulmões. Possuem ainda função olfativa, já que o epitélio olfatório se localiza no teto da cavidade nasal. Pode-se afirmar que a porção externa visível na face é o nariz externo, e que a parte mais interna, posterior e mais ampla, é a cavidade nasal.

O nariz externo apresenta uma extremidade livre, o ápice, e uma parte fixa, a raiz do nariz. A porção que fica entre o ápice e a raiz é arredondada, constituindo o dorso do nariz. O nariz comunica-se com o exterior por duas aberturas denominadas narinas.

 

13 Cavidade Oral

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

A cavidade oral consiste na porção inicial do tubo digestório, sendo o local onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. Nela o alimento é triturado pelos dentes e umidificado pela saliva, proveniente das glândulas salivares, de maneira a formar o bolo alimentar macio. É na cavidade oral que se inicia a deglutição.

É limitada anteriormente pelos lábios, lateralmente pelas bochechas, superiormente pelo palato e inferiormente pela língua e demais estruturas do assoalho bucal. Comunica-se com o meio externo através da rima oral (abertura entre os lábios) e com a faringe por meio do istmo orofaríngeo ou istmo das fauces.

A cavidade oral é dividida pelos arcos dentais em duas porções, uma anterior, o vestíbulo oral, e a outra posterior, a cavidade oral propriamente dita. Na região de transição entre o vestíbulo oral e a cavidade oral propriamente dita, localizam-se os arcos dentais e a região mucogengival. Na posição de repouso da mandíbula, um espaço de 1 a 3 mm (espaço funcional livre) entre as superfícies oclusais dos dentes possibilita a comunicação dessas duas porções. Em oclusão, faz-se a comunicação apenas entre os espaços interdentais e pelo espaço posterior aos molares: o espaço retromolar.

 

14 Faringe e Laringe

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Lucilia Maria de Souza Teixeira  •  Peter Reher

A faringe é um tubo fibromuscular situado anteriormente à coluna cervical que faz parte das vias respiratória e digestória. Tem como limite superior a base do crânio (ou nos cóanos) e termina ao nível da cartilagem cricóidea (vértebra C V ou C VI). Tem cerca de 15 cm de comprimento e comunica-se anteriormente com a cavidade nasal, a cavidade oral e a laringe.

A faringe conduz o alimento para o esôfago e o ar para a traqueia e os pulmões, de maneira que as vias para o alimento e o ar se cruzam na faringe. De acordo com as suas comunicações anteriores, didaticamente a faringe pode ser dividida em: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe (Figuras 14.1 e 14.2).

A nasofaringe é a parte da faringe que se relaciona com a cavidade nasal, estendendo-se dos cóanos até a margem inferior da úvula. Na parede posterossuperior da nasofaringe, localiza-se massa de tecido linfoide, a tonsila faríngea (popularmente denominada adenoide). A tuba auditiva abre-se na parede lateral da nasofaringe por meio do óstio faríngeo da tuba auditiva, o qual é limitado posteriormente pelo tórus tubal, uma elevação da parte cartilagínea da tuba auditiva. A tuba auditiva comunica a nasofaringe com a orelha média e tem como função igualar as pressões do ar entre a orelha externa e a orelha média. Uma prega salpingofaríngea estende-se a partir da parte medial da tuba auditiva e cobre o músculo salpingofaríngeo que abre o óstio da tuba auditiva durante a deglutição.

 

15 Introdução à Anatomia Dental Humana

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Vanessa Goulart Sampaio Reher  •  Peter Reher

Anatomia dental é a parte da anatomia humana que estuda a morfologia, a função, a identificação e a organização dos dentes. Os dentes fazem parte de um sistema complexo, cujas funções sensitivas e motoras contemplam a mastigação, a deglutição, a respiração e a fonética, entre outras (Figura 15.1). Este sistema é denominado sistema estomatognático, e dele fazem parte as seguintes estruturas anatômicas:

• Ossos da face e crânio, sobretudo maxila e mandíbula

• Dentes e periodonto de inserção e proteção

• Glândulas salivares maiores e menores

• Articulações (suturas, sincondroses, ATM)

• Músculos (dérmicos, da mastigação, da língua, cervicais)

• Vasos sanguíneos e linfáticos associados

• Sistema nervoso (fibras proprioceptivas, exteroceptivas e motoras).

Figura 15.1 Apresentação dos arcos dentais em oclusão.

A maioria dos procedimentos realizados pelo cirurgião-dentista abrange todo o sistema estomatognático e pode interferir nele. Tal sistema é discutido no Capítulo 3, Junturas do Crânio e Articulação Temporomandibular, e seu conhecimento é de fundamental importância, devendo-se sempre procurar inter-relacionar seus componentes.

 

16 Morfologia Geral dos Dentes Permanentes

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Vanessa Goulart Sampaio Reher  •  Peter Reher

O desenvolvimento do dente começa com o aumento da proliferação celular nos centros de crescimento, ou lóbulos, do germe dentário. Estes lóbulos formam a coroa do dente e são centros primários de calcificação. Eles são representados pela cúspide, nos dentes posteriores, e pelos mamelões e cíngulos nos dentes anteriores. Os lóbulos são separados por sulcos de desenvolvimento. Nos dentes posteriores, tais sulcos são muito proeminentes, formando padrões específicos. Já nos dentes anteriores, os sulcos mostram-se menos evidentes, formando uma transição mais suave entre os lóbulos (depressões).

Todos os dentes anteriores são formados por três lóbulos vestibulares e um lingual (cíngulo). Nos incisivos superiores e inferiores, extensões das margens de cada lóbulo vestibular formam protuberâncias arredondadas, os mamelões. Estes são mais evidentes logo após a erupção dos dentes, antes do desgaste fisiológico causado pela oclusão e pela mastigação.

 

17 Grupo dos Incisivos

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Vanessa Goulart Sampaio Reher

O grupo dos incisivos localiza-se na porção anterior do arco dental e é composto por oito dentes, sendo quatro em cada arco. Por estarem posicionados anteriormente no arco dental e devido à sua relação com os lábios, o grupo dos incisivos, em conjunto com o grupo dos caninos, também recebe o nome de dentes anteriores ou dentes labiais.

Em cada arco, o grupo dos incisivos é composto pelos incisivos centrais e pelos incisivos laterais. A nomenclatura “central” é questionada por alguns anatomistas, visto que o incisivo central não se localiza na linha média. Portanto, seu posicionamento não seria central. Esses autores preconizam o termo incisivo medial ou ainda incisivo mesial. Contudo, como o termo incisivo central é consagrado pelo uso, ele será utilizado neste livro.

A nomenclatura dos incisivos baseia-se no posicionamento do dente no arco: incisivo central ou lateral; a que arco o dente pertence (superior ou inferior); e a que lado do arco o dente pertence (direito ou esquerdo).

 

18 Grupo dos Caninos

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Vanessa Goulart Sampaio Reher

O grupo dos caninos está localizado na porção anterior do arco dental, após os incisivos. Ele é composto por quatro dentes, dois em cada arco, sendo que, em cada hemiarco, o canino situa-se à distal do incisivo lateral correspondente. Junto com os incisivos, os caninos constituem os dentes anteriores ou dentes labiais.

O grupo é composto pelos caninos superiores e caninos inferiores. Sua nomenclatura baseia-se no arco a que o dente pertence, superior ou inferior, e a que lado do arco o dente pertence, direito ou esquerdo.

A função principal dos caninos consiste em dilacerar os alimentos mais fibrosos e resistentes, que necessitam de maior força mastigatória para cortá-los. Isso é possibilitado pela morfologia dos caninos, os quais apresentam uma coroa que funciona como uma ponta dilacerante e uma raiz robusta e volumosa. Assim como os incisivos, os caninos também podem ser utilizados na apreensão e no corte de objetos – ou mesmo como arma de ataque ou de defesa.

 

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