Inovando no Brasil

Autor(es): Ezequiel ZYLBERBERG
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Desenvolver capacidades de inovação é ponto-chave para um país que está buscando superar as dificuldades de se escalar os degraus do aumento de renda per-capita. Este livro proporciona uma contribuição excelente para entender melhor as questões importantes no Brasil e oferece convincentemente um roteiro para encarar os próximos desafios. É uma leitura obrigatória primordial para qualquer um interessado no assunto. Otaviano Canuto, ex-vice-presidente e diretor executivo do World Bank e ex-diretor executivo do International Monetary Fund. Este livro é uma leitura imprescindível para acadêmicos e decisores políticos dedicados ao estudo e promoção do crescimento econômico sustentável em países em desenvolvimento. Ele evidencia de forma clara que o investimento em ciência, tecnologia e inovação é o que pode direcionar o Brasil – e outros países em desenvolvimento – para fora do cenário econômico incerto atual e para um futuro de crescimento e desenvolvimento sustentáveis. Marcelo Knobel, reitor da Unicamp e professor no Instituto de Física Gleb Wataghin, Unicamp. Este livro, escrito por autores brasileiros e estrangeiros com bastante conhecimento e experiência em relação aos meandros do programa de inovação no Brasil, é de grande importância enquanto buscamos acelerar o crescimento de ciência, tecnologia e inovação no país. Este trabalho oferece uma releitura transparente do passado, descrevendo os sucessos e os erros (mesmo tendo as melhores intenções) do Brasil, examinando os exemplos de sucesso em ecossistemas de inovação nos Estados Unidos e no Brasil e oferecendo valiosas orientações como base de apoio para o lançamento de uma nova agenda eficaz de inovação. Ronald Martin Dauscha, chefe do escritório do Fraunhofer no Brasil, ex-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) e ex-diretor do Departamento de Inovação da Siemens Corporate no Brasil.

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Introdução | Inovação no Brasil: avançando o desenvolvimento no século XXI

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Introdução – Inovação no Brasil:Avançando o desenvolvimento no Século XXIBen Ross SchneiderDepartamento de Ciências Políticas, MITElisabeth B. ReynoldsMIT Industrial Performance Centercente como uma das principais soluções (Doner &Schneider, 2016).Durante a última metade de século, a trajetória da inovação no Brasil foi variada. O país passou por alguns sucessos marcantes na exploração de petróleo em águas profundas, passando a frota de automóveis para motores alimentados por combustível flex e tornando-se um líder global na produção de jatos regionais. E o Brasil lidera a AméricaLatina com mais que o dobro do gasto médio regional em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), chegando perto de dois terços de toda a P&D na região. 3 O Brasil também supera a maioria dos outros países de renda média alta em P&D (seção2). Apesar de seus sucessos bem documentados, os gastos com P&D, em geral, ainda são baixos, com 1,3% do PIB em 2015 (cerca de metade dos níveis da OCDE — Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e especialmente baixos entre as empresas privadas, assim como os níveis de patenteamento (Frischtak, no Capítulo 4 deste livro, oferece mais detalhes4).

 

1. Instituições, política e a inovação controlada pelo Estado

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Instituições, política e a inovação controlada pelo Estado

CAPÍTULO

1

Danilo Limoeiro e Ben Ross Schneider

Departamento de Ciências Políticas, MIT

1.1. Introdução1

como a indústria aeroespacial, combustível flex e extração de petróleo em águas profundas.

Ao longo das últimas seis décadas, o governo também criou uma coleção completa de instituições e organizações para apoiar a inovação, incluindo ministérios, empresas estatais, bancos de desenvolvimento, agências reguladoras, incubadoras universitárias, organizações sociais (fi nanciadas publicamente, mas de operação privada), conselhos empresariais/governamentais, fundos de capital de risco, institutos de pesquisa e outros órgãos públicos. Algumas das entidades anteriores de meados do século XX incluíam Capes (fi nanciamento de universidades), CTA (Centro Técnico da Aeronáutica), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social) e Petrobras (estatal de petróleo; ver SOE, no glossário). Posteriormente, a mudança institucional foi contínua, incremental e principalmente por acréscimo, à medida que entidades novas e mais especializadas foram adicionadas ao ecossistema institucional, como a Finep (Financiadora de

 

2. Acelerando a inovação no Brasil na era das cadeias globais de valor

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Acelerando a inovação no Brasil na era das cadeias globais de valor

CAPÍTULO

2

Ezequiel Zylberberg e Timothy Sturgeon

MIT Industrial Performance Center

que, diferentemente de setores que são organizados totalmente em torno de empresas domésticas, as indústrias globais geralmente exigem algum nível de intervenção pública para incentivar que a produção e os gastos com P&D sejam feitos localmente. Apesar de focar apropriadamente nas indústrias intensivas em tecnologia e promover maiores gastos em P&D do que teria se materializado de outra forma, as políticas para mercados comerciais de tecnologia se envolveram de forma apenas limitada com a base de suprimentos e o sistema de inovação locais. Defendemos que as tendências na organização industrial global exigem que os formuladores de políticas se envolvam mais seletivamente com o fluxo global de bens, serviços e ideias, especialmente em setores industriais caracterizados pela intensidade tecnológica e dinamismo.

 

3. A política de inovação no Brasil desde 2003: Avanços, incoerências e descontinuidades

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A política de inovação no Brasil desde 2003:

Avanços, incoerências e descontinuidades1

CAPÍTULO

3

Glauco Arbix

Observatório de Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados (USP)

buscar um maior equilíbrio entre a proatividade do

Estado na economia e a sinergia com os mercados.

Ainda que esse esforço tenha iluminado, em alguns momentos, novos rumos, estes foram rapidamente desfeitos pela crise econômica e por equívocos na condução de políticas públicas. As medidas de fôlego necessárias para permitir mudanças institucionais ou não foram tomadas, ou foram apenas implementadas de forma incompleta. Ao mesmo tempo, manteve-se a tradição de confinamento e orientação para o mercado interno. Esses fatores ajudam a explicar a perda de oportunidades para viabilizar mudanças de fundo na estrutura produtiva, no mercado de trabalho, na infraestrutura, no sistema de financiamento e na arquitetura política.

É importante ressaltar que a elaboração e execução de políticas capazes de contribuir para mudanças estruturais da economia estão longe de serem consensuais. O Estado brasileiro oscila entre tentações de curto prazo, de um lado, e protecionistas, de outro. Ao mesmo tempo, o

 

4. Ciência e inovação no Brasil: Para onde ir agora?

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Ciência e inovação no Brasil: Para onde ir agora?*

CAPÍTULO

4

Cláudio R. Frischtak

Inter.B Consultoria e the International Growth Center

Nos últimos anos, a discrepância entre a capacidade das instituições brasileiras de produzir ciência de alta qualidade e a capacidade das empresas brasileiras de gerar e absorver tecnologia1 tornou-se mais aparente. As evidências sugerem que o Brasil tem uma base científica relativamente sólida e produz resultados científicos significativos e impactantes em áreas como ciências humanas e agricultura, mas o desempenho do país em termos de inovação é fraco. Essa lacuna é o ponto de partida para este capítulo, que examina possíveis causas dessa discrepância e discute as iniciativas necessárias para a melhor aplicação da produção científica brasileira e fortalecimento da inovação e a absorção de tecnologia.

Ex ante, não parece que o problema possa ser atribuído a gastos inadequados. As despesas com

P&D no Brasil são moderadas: com 1,28% do PIB em 2015, os gastos com P&D no Brasil estão significativamente acima dos países de renda média, como Índia, México e Argentina, e assemelham-se aos de Portugal e Espanha, embora ainda seja entre metade e um terço das nações com investimentos mais ambiciosos em ciência e tecnologia, como a Coreia do Sul e Cingapura. 2 Ajustadas pela

 

5. Benchmarking da colaboração em pesquisa entre universidade e indústria no Brasil

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Benchmarking da colaboração em pesquisa entre universidade e indústria no Brasil

CAPÍTULO

5

Carlos Henrique de Brito Cruz

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de

São Paulo (Fapesp)

“Os erros que surgem da ausência de fatos são muito mais numerosos e mais duradouros do que aqueles que resultam de um raciocínio incorreto a respeito de dados verdadeiros.”

Babbage, 1832

econômico”. Concordar com a relevância das interações universidade/empresa é uma questão — entender como fazer essas interações funcionarem em apoio ao desenvolvimento, no entanto, é outro problema. Segundo Mazzoleni e Nelson:

“Programas públicos de pesquisa bem-sucedidos de outros países podem e devem servir como referências gerais para países que tentam estabelecer seus próprios programas, mas apenas como indicadores de princípios a serem seguidos, não como modelos. Em primeiro lugar, o problema é que é muito difícil identificar quais aspectos de programa bem-sucedido de outro país foram essenciais para seu sucesso e quais foram periféricos. Segundo, é bem provável que o que funciona em um país não funcione da mesma maneira em outro.”

 

6. Universidades como motores da inovação

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C

Universidades como motores da inovação:

O contexto para transferência de tecnologia em estudos de caso do

Brasil e dos Estados Unidos

APÍTULO

6

Elisabeth B. Reynolds

MIT Industrial Performance Center

Fernanda De Negri

IPEA e MIT Industrial Performance Center

docente, pesquisa patrocinada (ou contratada) pela indústria, além de patenteamento e licenciamento

(Breznitz & Etzkowitz, 2015), o fato de esses canais existirem não significa que eles serão necessariamente utilizados (Link, 2007; Grimpe & Fier, 2009).

Tão importante quanto os canais são as condições internas que a universidade cria (ou não) para estimular a transferência de tecnologia e a pesquisa aplicada, de modo geral. A premissa deste capítulo

é que os incentivos, moldados por regras e normas universitárias, juntamente com as competências e a infraestrutura das instituições, são importantes para o sucesso da transferência de tecnologia.

Este capítulo compara duas importantes universidades de pesquisa nos Estados Unidos e no

 

7. Dimensões institucionais das políticas de inovação no Brasil

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Dimensões institucionais das políticas de inovação no Brasil

CAPÍTULO

7

Carlos Américo Pacheco

Professor da Unicamp e Diretor Presidente do CTA da Fapesp

Nos anos mais recentes, dois avanços foram importantes na frente institucional. Em primeiro lugar, o Código Nacional de CT&I, que reforçou aspectos da Lei de Inovação, para contornar entraves ainda existentes nas atividades de pesquisa. Em segundo lugar, a tentativa de melhorar a coordenação dos agentes públicos, no contexto da implementação das políticas industriais. Há um bom material acerca destas iniciativas e não é necessário reproduzir aqui uma lista exaustiva destas mudanças.2

Mas é conveniente ter em conta seus aspectos mais estruturais e avaliá-las à luz dos desafios que se colocam para o país. Este capítulo discute algumas dimensões da agenda institucional para a inovação, a exemplo da coordenação das ações de governo e da política industrial, da relação público privado e universidade-empresa, as estratégias e planos nacionais de CTI e o protagonismo privado, para saber como elas foram tratadas e que perspectivas se colocam para elas no futuro próximo.

 

8. Além do benchmarking: Rumo a uma tipologia de intermediários de inovação

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Além do benchmarking:

Rumo a uma tipologia de intermediários de inovação

CAPÍTULO

8

Ezequiel Zylberberg

MIT Industrial Performance Center

volvimento de produtos e processos à prototipagem e demonstração, até a plena implementação em escala nos setores público e privado”. Isso geralmente envolve preencher a lacuna entre pesquisa básica e a aplicação de pesquisa e desenvolvimento (P&D). As

RTOs evoluíram de maneiras que refletem as características das economias industrializadas nas quais elas estão localizadas. Embora estas organizações sejam significativamente diferentes, numerosos esforços para medir e comparar seus desempenhos por meio de diversas métricas revelaram fatores gerais de sucesso (Åström et al., 2008; Gijsbers et al., 2005; Martínez-Vela, 2016; Rush et al., 1995;

UNIDO, 1979).

As RTOs bem-sucedidas alavancam financiamento público garantido e competitivo, bem como financiamento privado, para conduzir pesquisas e desenvolver as competências necessárias para apoiar empresas e desenvolver capacidades mais amplas dentro de uma região ou país. Em muitos casos, isso envolve a construção de relações produtivas com universidades e outras instituições de pesquisa.

 

9. Além do consenso do Vale do Silício

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Além do consenso do Vale do Silício:

Compreendendo os desafios organizacionais e as oportunidades de promover a inovação no Brasil1

CAPÍTULO

9

Michael Piore e Cauam Ferreira Cardoso mercado. O papel do governo nessa nova visão é criar um conjunto de instituições e cultivar um ambiente que promova uma inovação científica e técnica e sua rápida comercialização. Esse consenso político, assim como o consenso de Washington que o precedeu, geralmente está ligado à globalização e a uma economia aberta, criando pressões competitivas que promovem a inovação, mesmo quando essas mesmas tecnologias operam para melhorar o comércio mundial.

Mas essa abordagem do crescimento econômico não é isenta de problemas. Deriva da experiência de áreas geográficas compactas relativas cujas economias se desenvolveram espontaneamente por conta própria. Outras economias locais que tentaram replicar essa experiência por meio de políticas públicas deliberadas obtiveram sucesso muito, muito limitado. A relevância dos modelos de desenvolvimento locais para uma política nacional de inovação não é clara. Além disso, os modelos foram desenvolvidos originalmente nas avançadas economias desenvolvidas da Europa

 

10. Gerando confi ança na inovação: O caso da Embrapii

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Gerando confiança na inovação: O caso da Embrapii

CAPÍTULO

10

João Fernando Gomes de Oliveira

Professor na Universidade de São Paulo, Membro do Conselho de Administração da Embrapii1

Jorge Almeida Guimarães

CEO da Embrapii e Professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

pelo Ministério da Educação (MEC), a Embrapii começou a operar em 2015, em meio a uma profunda crise econômica. Apesar desse contexto, a organização teve um progresso impressionante, recebendo excelentes avaliações de seus parceiros industriais e de pesquisa. Este capítulo discute as principais características do sistema Embrapii, resume seu histórico nos últimos quatro anos e explora como o modelo Embrapii pode contribuir para a missão de gerar confiança na inovação industrial no Brasil.

Este capítulo está estruturado da seguinte forma: inicia-se articulando a importância da colaboração com parceiros externos na pesquisa aplicada para inovação. As empresas não possuem todo o conhecimento ou competências necessárias para levar uma ideia ao mercado e, muitas vezes, precisam se envolver com institutos de pesquisa, outras empresas e universidades para acelerar o processo de inovação. A seção inicial, portanto, contém uma breve visão geral do ecossistema de inovação brasileiro e destaca as lacunas que a Embrapii procurou preencher para facilitar as colaborações de pesquisa. As seções subsequentes descrevem as principais características do sistema Embrapii, destacando a evolução da rede ao longo do tempo e seus resultados até o momento, focalizando as maneiras pelas quais a Embrapii mudou a cultura da inovação no

 

11. A promessa brasileira: Impulsionar a produtividade para haver prosperidade compartilhada

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A promessa brasileira:

Impulsionar a produtividade para haver prosperidade compartilhada1

CAPÍTULO

11

Mark A. Dutz

Banco Mundial

exploração de petróleo. No entanto, em conjunto, o país usa seus ativos de forma ineficaz. Conforme documentado neste capítulo, se o Brasil usasse seus ativos existentes de forma tão produtiva quanto os Estados Unidos, a renda per capita do Brasil aumentaria quase três vezes. Isso não se deve, como é frequentemente argumentado, ao fato de o Brasil se especializar em atividades erradas ao invés de promover mais produção em alguns setores específicos. Em vez disso, o país é ineficiente na maioria das atividades que realiza, com a maioria das empresas longe da fronteira tecnológica global. Mudar a estrutura de produção do Brasil para ser a mesma que a dos Estados Unidos aumentaria a produtividade em apenas 68%; fazer com que todas as indústrias brasileiras trabalhassem com a mesma eficiência que suas contrapartes americanas aumentaria a produtividade em mais de 400%.

 

12. Desenvolvimento industrial liderado por recursos naturais

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C

Desenvolvimento industrial liderado por recursos naturais na cadeia global de valor de P&G: O caso do Brasil

APÍTULO

12

Renato Lima de Oliveira

Asia School of Business (ASB) e IPC do MIT Industrial Performance Center

mais rendas da produção de petróleo aumentando os impostos sobre a extração de petróleo ou nacionalizando recursos (Mommer, 2002). No caso do

Brasil e do desenvolvimento dos recursos offshore do país, sucessivos governos usaram suas prerrogativas regulatórias para alcançar um objetivo muito diferente: promover, de forma mais abrangente, o desenvolvimento industrial, como melhorar a capacidade de inovação do país e a cadeia de fornecimento doméstica por meio de P&D e políticas de conteúdo local (CL). Isso levanta questões importantes sobre a eficácia das escolhas da política energética do Brasil e quais são as possíveis lições para outros países ricos em petróleo. Qual tem sido o papel, se algum, das peculiaridades geológicas brasileiras do petróleo em águas profundas, caro e tecnicamente complexo, em estimular a demanda por bens de capital e soluções inovadoras? Quais instrumentos foram usados pelo governo brasileiro para promover a melhoria das capacidades locais e qual foi o sucesso deles?

 

13. Inovação em energia

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C

Inovação em energia:

Rumo a uma agenda voltada para o etanol de segunda geração (2G) no Brasil

APÍTULO

13

Bernardo Gradin

GranBio

Luiz A. Horta Nogueira

Unifei, Unicamp

13.1. Introdução

A contribuição dos recursos energéticos renováveis cresceu significativamente em relação às fontes tradicionais de energia nas últimas décadas. Países em todo o mundo têm investido fortemente para aumentar a produção de energia renovável por diversas razões, incluindo mitigação da mudança climática, reforço da segurança energética interna e melhoria da saúde humana, entre outros. Nesse sentido, vários países promulgaram políticas e programas destinados a desenvolver as tecnologias e as indústrias necessárias para utilizar adequadamente fontes energéticas renováveis (Lewis &

Wiser, 2007). Este capítulo concentra-se no esforço do Brasil para permanecer líder na produção e utilização de energia de fontes renováveis e defende uma agenda de inovação voltada para o futuro, destinada a fortalecer a capacidade de produção de etanol de segunda geração (2G).

 

14. A economia política da aprendizagem coletiva nos produtos farmacêuticos genéricos

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C

A economia política da aprendizagem coletiva nos produtos farmacêuticos genéricos1

APÍTULO

14

Maria Victoria del Campo

Banco Interamericano de Desenvolvimento

capacidade limitada (Fuentes & Pipkin, 2016) tendem a estar sujeitas a uma inércia avessa à aprendizagem, que só pode ser quebrada quando as empresas enfrentam choques ou outras condições de vulnerabilidade. É somente nesses momentos que os episódios de aprendizado são acionados e as empresas iniciam buscas para inovar.

Embora esses estudos tenham feito progressos substanciais na identificação de fontes de aprendizado e elucidado como a capacidade institucional do Estado contribui para esses processos, eles reproduzem uma premissa que tem sido predominante desde a literatura da política industrial inicial e ecoada pela literatura das CGVs em relação ao nível preexistente da capacidade institucional

(no caso do Estado) e capacidade de absorção (no caso das empresas) que é necessária para se obter uma inovação bem-sucedida. Em ambos os casos, um alto nível de capacidade institucional ou de absorção2 parece ser uma pré-condição indispensável para a atualização: na literatura sobre política industrial, as burocracias estatais devem exibir considerável capacidade institucional para coordenar e administrar serviços. Enquanto isso, tanto na literatura sobre IED quanto nos estudos sobre CGV, as empresas locais devem exibir capacidade de absorção para se transformarem em segmentos lucrativos da cadeia de valor, dentro dos limites permitidos pelas estruturas de governança das cadeias de valor. Sem capacidade de absorção,

 

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