Técnicas de instrumentação cirúrgica

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A obra apresenta o papel do instrumentador cirúrgico no Centro Cirúrgico e os aspectos que abrangem sua atuação.
Aborda os aspectos estruturais e organizacionais relacionados ao CC e seu planejamento, as características arquitetônicas adequadas à segurança do paciente, questões de bioengenharia, e os diferentes tipos de cirurgias.
Trata dos termos para referência do segmento do corpo afetado e o procedimento a ser realizado durante o tratamento cirúrgico, e apresenta o posicionamento do paciente em um procedimento anestésico-cirúrgico, bem como explana os diferentes tipos de anestesia e sedação e seus possíveis efeitos adversos.

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AGRADECIMENTO

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DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)

ANGÉLICA ILACQUA CRB-8/7057

Freitas, Elisangela Oliveira de

Técnicas de instrumentação cirúrgica / Elisangela Oliveira de Freitas, Thayanne Oliveira de Freitas Gonçalves. -- São

Paulo : Érica, 2019.

184 p. : il.

Av. das Nações Unidas, 7221, 1º Andar, Setor B

Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05425-902

Bibliografia

ISBN 978-85-365-3244-8

SAC

0800-0117875

De 2ª- a 6ª-, das 8h00 às 18h00 www.editorasaraiva.com.br/contato

1. Instrumentos e aparelhos cirúrgicos 2. Centros cirúrgicos 3. Técnicas operatórias I. Título II. Gonçalves, Thayanne

Oliveira de Freitas

CDD 617.9

CDU 617

18-1439

Diretora executiva Flávia Alves Bravin

Diretora editorial Renata Pascual Müller

Índices para catálogo sistemático:

1. Cirurgia : Instrumentos e aparelhos cirúrgicos

Gerente editorial Rita de Cássia S. Puoço

Editora de aquisições Rosana Ap. Alves dos Santos

 

SOBRE AS AUTORAS

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SOBRE AS AUTORAS

Elisangela Oliveira de Freitas tem graduação em Ciências Biológicas – Licenciatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ – 2006), graduação em Ciências Biológicas – Genética pela UFRJ (2005), especialização em Imuno-hematologia, aperfeiçoamento em ensino de Biologia, mestrado em Educação em Ciências e Saúde pela

UFRJ (2008) e doutorado em Ciências (Microbiologia) pelo Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (2014), com período sanduíche no Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University.

Realizou pós-doutorado na Universidade de Oxford, no Instituto

Jenner (fevereiro de 2015 a julho de 2016). Foi pós-doutoranda no

Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP –

2016-2017). Tem experiência na área de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, atuando, principalmente, nos seguintes temas: biologia e bioquímica de leishmânia, vacinas, agentes anti-leishmânia, purificação de proteínas, aspectos parasitológicos e imunológicos da malária. Atualmente, é professora do ensino superior da rede privada do Rio de Janeiro.

 

APRESENTAÇÃO

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APRESENTAÇÃO

O livro Técnicas de Instrumentação Cirúrgica traz um conteúdo atualizado sobre a atuação do instrumentador cirúrgico no Centro Cirúrgico (CC). Optamos por trabalhar com os aspectos abrangentes, incluindo conceitos básicos, planejamento físico, materiais e equipamentos encontrados no CC. Desenvolvemos uma linguagem simples e objetiva, visto que acreditamos que, assim, conseguiremos capacitar de forma mais adequada os futuros profissionais e todas as pessoas que a utilizarem este livro como fonte de estudos e atualização.

A obra possui 12 capítulos distribuídos em duas partes. A Parte I engloba do Capítulo 1 ao Capítulo 7 e, a Parte II, do Capítulo 8 ao Capítulo 12.

O Capítulo 1 aborda os aspectos estruturais e organizacionais relacionados ao CC.

O planejamento do CC é apresentado de forma detalhada, já que esse ambiente exige um planejamento específico por ser uma unidade de grande complexidade – os procedimentos realizados neste local são de alto risco.

 

SUMÁRIO

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responsabilidade e competência, podem causar danos físicos e mentais irreversíveis ao paciente. Esse capítulo detalha ainda as diferentes posições em que o paciente pode ser colocado para que o procedimento cirúrgico aconteça da melhor maneira possível, minimizando ao máximo desconfortos, inclusive do cirurgião.

O Capítulo 7 apresenta os diferentes tipos de anestesia, como anestesia geral (inalatória, intravenosa e balanceada), anestesia regional (raquidiana, peridural e bloqueio de nervos periféricos), anestesia local e sedação, e os possíveis efeitos adversos de cada. Mostra ainda a importância da escolha do tipo de anestésico utilizado no procedimento para a segurança do paciente, evitando, assim, riscos.

O Capítulo 8 retrata o Centro Cirúrgico, que é uma área crítica, onde inúmeros procedimentos complexos e invasivos são realizados. Esse ambiente é alvo de preocupação e mobilização para evitar riscos e controlar das infecções, tanto em relação aos profissionais quanto aos pacientes. O capítulo aborda ainda as recomendações das precauções-padrão, ou seja, as decisões que precisam ser aplicadas a todos os pacientes, em especial para o momento transoperatório, isto é, período que compreende todos os momentos da cirurgia, desde a admissão do paciente à unidade de CC até a sua saída após a cirurgia. Discute-se também as ações pautadas na transmissão e as limitações das preocupações-padrão no controle das Infecções de Sítio Cirúrgico

 

Capítulo 1: CENTRO CIRÚRGICO

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CAPÍTULO

1

CENTRO

CIRÚRGICO

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, serão abordados aspectos relevantes acerca do centro cirúrgico (CC), como estruturais e os organizacionais. Você verá em detalhes como deve ser o planejamento dessa unidade hospitalar, a qual exige um planejamento específico, por se tratar de um setor que apresenta uma grande complexidade, já que os procedimentos realizados ali são de alto risco.

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1.1 CONCEITUAÇÃO

Na Antiguidade, o centro cirúrgico visava facilitar o trabalho da equipe médica. Foi apenas na Idade Moderna que aconteceu a centralização das salas de cirurgia e de áreas comuns do CC, como lavabos, vestiários e laboratórios (POSSARI; GAIDZINSKI, 2003). Essa unidade era responsável pelo processamento e pela esterilização dos materiais utilizados na assistência aos pacientes internados ou em tratamento ambulatorial (SOBECC, 2013b). Porém, com o desenvolvimento de novas técnicas e o crescimento da demanda de materiais, surgiu a necessidade de centralização das atividades de preparo, esterilização, armazenamento e distribuição em um único lugar. Desse modo, surgiu a unidade de centro de material, ou centro de materiais e esterilização (CME) (GRAZIANO; SILVA; PSALTIKIDIS, 2011).

 

Capítulo 2: CARACTERÍSTICAS ARQUITETÔNICAS

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3. São considerados adequados os padrões arquitetônicos para o CC:

I. Em corredor único: tem apenas um corredor, com dois acessos, sendo um exclusivo para funcionários e outro para a circulação de pacientes. O acesso dos funcionários é realizado por um hall que se encontra conectado aos vestiários, conduzindo-os a uma área de estar separada da parte interna do setor por uma barreira física, que pode, por exemplo, ser um banco utilizado para a colocação de propés ou dos sapatos adequados. O acesso dos pacientes é realizado pelo corredor em que se encontra o posto de serviço de apoio. Nesse tipo, as salas de cirurgia estão em uma área restrita, e as salas maiores contam com ambientes próprios de apoio, estando a área de escovação entre as SO.

II. Em corredor duplo: tem um corredor de serviço contíguo às SO, que forma uma área de descarte e limpeza. Esse corredor não tem ligação com as áreas de acesso ao CC e tem contato com as SO por meio de guichês.

III. Com corredor periférico: não existe comunicação dos corredores com o corredor de serviços, apenas na parte interna, ao passo que o corredor de acessos de pacientes é feito contornando as SO. Entre as SO existe um hall interno de serviços, onde o acesso ocorre por meio de portas. a) As alternativas I e III estão corretas. b) As alternativas I, II e III estão corretas. c) As alternativas II e III estão corretas. d) As alternativas I e II estão corretas. e) Nenhuma das respostas anteriores.

 

Capítulo 3: CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS

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c) Para as paredes, a recomendação é o uso de cor neutra, suave e fosca, para evitar a emissão dos reflexos luminosos, a fadiga visual, o cansaço e os estímulos nervosos. d) Fios e tubulações devem ficar expostos no teto e ser projetados de modo a facilitar a manutenção, quando necessário. e) Quando houver janelas, devem ser de vidro duplo, de fácil limpeza e com travas e persianas, a fim de possibilitar o escurecimento da SO quando forem realizadas cirurgias como as laparoscopias.

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Características Arquitetônicas

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CAPÍTULO

3

CLASSIFICAÇÃO

DAS CIRURGIAS

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, serão abordados os diferentes tipos de cirurgias, a classificação conforme a urgência do procedimento, sua finalidade, o porte cirúrgico ou risco cardiológico, o tempo de duração e o potencial de contaminação.

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Capítulo 4: EQUIPE DE SAÚDE NO CENTRO CIRÚRGICO

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V AMOS PRATICAR?

1. As cirurgias podem ser classificadas levando em consideração a urgência do procedimento, ou seja, o momento cirúrgico, e podem ser: a) Eletivas, urgência e emergência. b) Paliativas, diagnósticas e reparadoras. c) Eletivas, paliativas e de grande porte. d) Eletivas, diagnósticas e paliativas. e) Grande, médio e pequeno portes.

2. Com relação ao potencial de contaminação, as cirurgias podem ser classificadas em cirurgia limpa, potencialmente contaminada e cirurgia contaminada. São exemplos de cada uma delas, respectivamente: a) mamoplastia, colecistectomia com colangiografia e colectomia. b) mamoplastia, colectomia e colecistectomia com colangiografia. c) colectomia, mamoplastia e colecistectomia com colangiografia. d) colectomia, colecistectomia com colangiografia e mamoplastia. e) colecistectomia com colangiografia, mamoplastia e colectomia

3. São cirurgias de emergência, urgência e eletiva, respectivamente: a) mamoplastia, apendicectomia e perfuração de vísceras por trauma. b) apendicectomia, gastrectomia e perfuração de vísceras por trauma. c) mamoplastia, gastrectomia e perfuração de vísceras por trauma. d) perfuração de vísceras por trauma, apendicectomia, mamoplastia. e) apendicectomia, gastrectomia e mamoplastia.

 

Capítulo 5: TERMINOLOGIA CIRÚRGICA

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CAPÍTULO

5

TERMINOLOGIA

CIRÚRGICA

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, será abordada a terminologia cirúrgica, ou seja, os termos utilizados para fazer referência a um segmento do corpo afetado e o procedimento que será realizado para o tratamento cirúrgico de tal segmento, bem como os tipos de cirurgias. Com essas informações, os profissionais podem preparar os instrumentos e equipamentos adequados ao procedimento cirúrgico. O conhecimento de sufixos e prefixos é de extrema importância na área cirúrgica.

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5.1 DEFINIÇÃO

Terminologia cirúrgica refere-se ao conjunto de termos empregados para designar o segmento do corpo afetado e a intervenção realizada para o tratamento da afecção (SILVA et al., 1997).

O uso de uma terminologia adequada permite definir os termos cirúrgicos e a descrição dos tipos de cirurgias, facilitando o preparo dos instrumentos e equipamentos corretos ao tipo de procedimento operatório.

 

Capítulo 6: POSIÇÕES DO PACIENTE PARA O PROCEDIMENTO ANESTÉSICO-CIRÚRGICO

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CAPÍTULO

6

POSIÇÕES DO PACIENTE

PARA O PROCEDIMENTO

ANESTÉSICO-CIRÚRGICO

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, será abordado o posicionamento do paciente que se submeterá a um procedimento anestésico-cirúrgico, . Posicionar o paciente é uma atividade complexa que envolve riscos que, se não avaliados com responsabilidade e competência, podem gerar danos físicos e mentais irreversíveis ao paciente.

Serão detalhadas as diferentes posições que podem ser assumidas pelo paciente para que o procedimento cirúrgico ocorra da melhor maneira possível, reduzindo ao máximo o desconforto do paciente e do cirurgião.

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6.1 POSICIONAMENTO

DE PACIENTES

O período transoperatório tem início no instante em que o paciente chega ao CC e termina no momento em que ele é encaminhado para a recuperação pós-anestésica (RPA). Durante esse período, existe o período intraoperatório, que compreende o período do procedimento anestésico-cirúrgico, ou seja, é o período que vai desde o início do procedimento anestésico até o momento de reversão (SOBECC, 2013b). A sala de operações (SO) já deverá estar preparada para receber o paciente no início do período transoperatório.

 

Capítulo 7: TIPOS DEANESTÉSICOS

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CAPÍTULO

7

TIPOS DE

ANESTÉSICOS

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Este capítulo é dedicado à anestesia geral (inalatória, intravenosa e balanceada), à anestesia regional (raquidiana, peridural e bloqueio de nervos periféricos), à anestesia local, à sedação e aos possíveis efeitos adversos gerados por elas.

O tipo de anestésico utilizado no procedimento deve passar por uma criteriosa escolha, em que a segurança do paciente seja garantida, bem como as condições necessárias para o sucesso do procedimento cirúrgico.

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7.1 DEFINIÇÃO DE ANESTESIA

A palavra “anestesia” foi originada do grego (an = privação, aísthesis

= sensação e ia = perda da sensibilidade). Trata-se de um termo empregado para se referir à perda de sensibilidade dolorosa - total ou parcial, com perda temporária de consciência e certo grau de amnésia -, estando associada a estados patológicos ou sendo artificialmente provocada por agentes anestésicos (POSSARI, 2009).

 

Capítulo 8: CONTROLE E PROFILAXIA DA INFECÇÃO NO CENTRO CIRÚRGICO E LIMPEZA DOAMBIENTE

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CAPÍTULO

8

CONTROLE E PROFILAXIA

DA INFECÇÃO NO CENTRO

CIRÚRGICO E LIMPEZA DO

AMBIENTE

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

O centro cirúrgico (CC) é uma área crítica onde inúmeros procedimentos complexos e invasivos são realizados. Por isso, é alvo de preocupação e mobilização para controle dos riscos e das infecções ali presentes, tanto relacionados aos profissionais como aos pacientes. Neste capítulo, serão abordadas as recomendações das precauções-padrão, ou seja, aquelas que devem ser aplicadas a todos os pacientes, em especial na situação do transoperatório (período que compreende todos os momentos da cirurgia, desde a admissão do paciente à unidade de CC até sua saída após a cirurgia). Discutiremos, também, as ações baseadas na transmissão e as limitações das preocupações-padrão no controle das infecções de sítio cirúrgico (ISC), ao entender que os pacientes constituem fontes de contaminação e de infecção na sala de operações (SO). Finalizaremos apresentando os fundamentos que direcionam o estabelecimento de rotinas práticas para o cuidado dos ambientes do CC e das SO.

 

Capítulo 9: INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS

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3. Para a prevenção e o controle das ISC, algumas medidas preventivas podem ser adotadas. Assinale a alternativa correta. a) Higienização adequada das mãos, uso de luvas para redução de microrganismos, troca regular de luvas durante os procedimentos, entre um paciente e outro, e uso de aventais e máscaras. b) Higienização adequada das mãos, uso de luvas para redução de microrganismos e uso de aventais. c) Higienização adequada das mãos, uso de luvas para redução de microrganismos e uso de aventais e máscaras. d) Higienização adequada das mãos e uso de luvas para redução de microrganismos. e) Uso de luvas e máscaras.

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CAPÍTULO

9

INSTRUMENTAIS

CIRÚRGICOS

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, veremos como selecionar, identificar, classificar, conferir e manusear os instrumentais cirúrgicos e os equipamentos de acordo com a especificidade da cirurgia, a fim de garantir a qualidade da instrumentação e otimizar o tempo cirúrgico.

 

Capítulo 10: EQUIPE CIRÚRGICA

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CAPÍTULO

10

EQUIPE

CIRÚRGICA

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, será discutida a posição da equipe cirúrgica e dos equipamentos. Tudo precisa ser meticulosamente planejado para facilitar o trabalho dos cirurgiões e permitir maior agilidade e segurança durante o procedimento cirúrgico. Algumas cirurgias podem durar períodos muito longos e, por isso, é importante reduzir o desconforto da equipe e do paciente.

A equipe cirúrgica é formada por cirurgião principal, cirurgião assistente, anestesista, instrumentador, enfermeiro-chefe e um circulante. E cada um desses profissionais desempenha atividades específicas e deve assumir uma posição durante o procedimento cirúrgico.

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10.1 POSICIONAMENTO DOS

PROFISSIONAIS

A posição de cada profissional, bem como dos equipamentos, deve ser planejada de modo a favorecer o trabalho dos cirurgiões, promovendo maiores agilidade e segurança. Não podemos nos esquecer de que as cirurgias mais complexas podem durar até doze horas, sendo preciso, então, minimizar ao máximo o desconforto da equipe e do paciente.

 

Capítulo 11: ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAL CIRÚRGICO

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CAPÍTULO

11

ESTERILIZAÇÃO

DE MATERIAL

CIRÚRGICO

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Neste capítulo, serão abordadas as questões relacionadas à esterilização de material cirúrgico, que é realizada no centro de materiais e esterilização (CME). Essa ação está indiretamente envolvida com a prevenção das infecções.

Veremos os diferentes métodos utilizados na esterilização dos materiais cirúrgicos, bem como quais são os materiais que podem ser esterilizados e quais são os melhores utensílios utilizados para embalar o material.

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11.1 ESTERILIZAÇÃO DE

MATERIAIS

O centro de materiais e esterilização (CME) atua indiretamente na prevenção das infecções, articulando ciência, segurança e qualidade de atendimento ao paciente. É sabido que a maioria dos microrganismos que conseguem penetrar a ferida cirúrgica

é transmitida nos setores críticos, como o centro cirúrgico (CC), oriundos de um reservatório ou fonte presente no campo operatório. Assim, praticamente toda infecção é adquirida no período do transoperatório, no qual, consequentemente, ocorre maior exposição do paciente (OLIVEIRA; MARUYAMA, 2008). Fica nítida a importância do CME no que diz respeito ao controle das IRAS, tendo em vista que a infecção de sítio cirúrgico é considerada uma das principais complicações causadas em pacientes que se submetem a procedimentos cirúrgicos, como já mencionado neste livro. Assim, o instrumental a ser utilizado no paciente deve ser adequadamente processado, evitando que ele se torne uma fonte de contaminação e, consequentemente, responsável pela transmissão de microrganismos.

 

Capítulo 12: LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL

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CAPÍTULO

12

LEGISLAÇÃO

PROFISSIONAL

O QUE VEREMOS NESTE CAPÍTULO?

Este capítulo é dedicado a abordar as questões relacionadas à legislação que trata do exercício da profissão do instrumentador cirúrgico, bem como das competências e habilidades exigidas dos profissionais que atuam nessa área.

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12.1 ATUAÇÃO DO

INSTRUMENTADOR

CIRÚRGICO

Como vimos ao longo deste livro, o instrumentador cirúrgico

é um profissional que atua em conjunto com a equipe médica durante um procedimento cirúrgico. Para exercer suas atividades, o instrumentador cirúrgico precisa ter conhecimentos em diferentes

áreas, como técnicas cirúrgicas, biossegurança, anatomia, fisiologia e microbiologia, além de conhecer e saber nomear e como funcionam os instrumentais cirúrgicos.

Na equipe médica, o instrumentador cirúrgico desempenha um importante papel, já que precisa desempenhar diversas funções, entre as quais se destacam: a organização e o preparo dos equipamentos, instrumentos e materiais que serão utilizados pelo cirurgião; a manutenção da organização da mesa de cirurgia; garantir que todo o material utilizado esteja devidamente estéril; fornecer os instrumentos de maneira adequada e segura para o cirurgião, evitando quedas e acidentes; dominar os procedimentos cirúrgicos, antecipando-se aos pedidos do cirurgião; ser responsável pelos materiais biológicos retirados para exame histopatológico até que estes sejam encaminhados ao setor competente; contabilizar compressas e gazes antes e depois de cada procedimento cirúrgico; separar os instrumentais e materiais perfurocortantes, para evitar possíveis acidentes. Assim, pode-se concluir que o instrumentador desempenha funções essenciais para o sucesso do procedimento cirúrgico. A vida do paciente dependerá, entre outros fatores, da habilidade do cirurgião e da assepsia de todos os instrumentais e materiais utilizados durante o procedimento cirúrgico. Um dos profissionais responsáveis pela manutenção dessa assepsia é o instrumentador cirúrgico.

 

CADERNO DE RESPOSTAS

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TÉCNICAS DE INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA

CADERNO DE RESPOSTAS

CAPÍTULO 1

CAPÍTULO 4

1. Alternativa e) I – a; II – b; III – c.

1. Alternativa e) I, II e III.

2. Alternativa c) As alternativas I e II estão

2. Alternativa a) IV e V.

corretas.

3. Alternativa d) As alternativas I e II estão corretas.

CAPÍTULO 2

1. Alternativa e) Deve-se utilizar uma iluminação que gere o mínimo de sombra possível, semelhante à produzida pelo sol, que seja possível ajustar a posição horizontalmente, não precisando se preocupar com o aquecimento gerado por ela.

2. Alternativa a) Realizar a remoção dos gases anestésicos, controlar a temperatura e a umidade e promover a troca de ar de forma adequada, além de retirar partículas em suspensão e impedir a entrada de partículas de

áreas ao redor.

3. Alternativa d) Fios e tubulações devem ficar expostos no teto e ser projetados de modo a facilitar a manutenção, quando necessário.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AJNHORN, F. Comparação entre dois modos ventilatórios em anestesia pediátrica: ventilação controlada a volume versus ventilação controlada a pressão. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2006.

ARMSTRONG, D.; BORTZ, P. An integrative review of pressure relief in surgical patients. AORN J, v. 73, n. 3, p. 645-674, mar. 2001.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 13386: embalagem para artigo odonto-médico-hospitalar esterilizado por óxido de etileno. Rio de Janeiro, 1995.

. NBR 13387: embalagem para esterilização por radiação ionizante. Rio de Janeiro, 1995a.

. NBR 14028: roupa hospitalar – confecção de campo duplo. Rio de Janeiro, 1997.

. NBR 12946: papel grau cirúrgico para fabricação de embalagens de artigos odonto-médico-hospitalares a serem esterilizados a vapor saturado sob pressão ou por radiação.

Rio de Janeiro, 2001.

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE ESTUDOS E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (APECIH). Limpeza, desinfecção de artigos e áreas hospitalares e antissepsia. São Paulo: APECIH, 2004.

 

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