Turismo, patrimônio e regionalização

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Este livro busca documentar aspectos relevantes da organização e da gestão da atividade turística no Brasil, contextualizando-as em relação às regulações e às orientações políticas existentes. Serve ainda ao propósito de estimular no leitor a busca de informações e a compreensão quanto a esse segmento multifacetado. De caráter introdutório, esta obra é leitura recomendada a todos que escolheram o Turismo como carreira ou que nela se encontram independentemente de sua formação. Com estrutura leve e de fácil compreensão, que visa à reflexão, oferece exemplos e pesquisas em ambiente digital, dando ao leitor autonomia na construção de seu próprio referencial.

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DEDICATÓRIA

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DEDICATÓRIA

Dedicamos este livro à equipe do Grupo de Formulação e

Análises Curriculares (GFAC), do Centro Paula Souza, pertencente ao eixo de Turismo, Hospitalidade e Lazer, liderada pela

Profª Fernanda Mello Demai, sob a coordenação geral do Prof.

Almério Melquíades de Araújo e dirigida pela superintendente

Profª Laura Laganá.

Agradecemos pela confiança no trabalho e por nos fornecerem condições para a realização do sonho de colaborar com a construção do conhecimento e do entendimento de uma área ainda pouco reconhecida.  

Os autores

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AGRADECIMENTO

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AGRADECIMENTO

A. dro Jorge e

P s to e meus n m terem ista aos u q n o c mesmo se e ta u s q e

, o to t

ç e ura lma

Agrad a Serpa B e minha a ri o to rp ic o

V c a u ari ra que me

Serpa e M forças pa m ra e g ia consciênc

. erpa, harmonia einaldo S

R

, o

ã m sigam em ir ao meu

ça inespecial ja presen u a c rm e fo la e re d t ainda ou em es

Gratidão valorizar transform ra a e p s o ir t n e a e fez refl que este sência, m u a m o c u lado. tercalada em ao me u g acedo Serpa e s

M e a u ld q a s r o e m is s

E ma

Agradeço à Esmeralda Ma cedo Serpa por sua generos idade em partilhar todo o seu conhec imento, por sua confiança em mim e confiança no meu trabalho

. Aos professores Douglas

Alexandre

Dias, Giliard Sousa Ribeiro e Vinicius Moraes Raszl pe la parceria neste projeto. A Guilherme

Antonio Bim Copiano, carin hosamente, por estarmos juntos em mais este desafio. À minh a família, em especial ao pequeno Be nto, que em todos os mome ntos está ao meu lado. A meu pai, Cle mentino Humberto Ricci An geli, meu maior mestre na vida e na profissão, que me ensinou quase tudo o que sei sobre Hotelaria e que sempre acreditou na educação, me incentivando na busca pelo conhecimento.

 

SUMÁRIO

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SUMÁRIO

CAPÍTULO 1  �TURISMO E SUAS DIMENSÕES.......................................... 13

1.1

COMPREENDENDO O TURISMO.................................................. 16

1.1.1

1.1.2

1.2

Conceito técnico............................................................................................ 17

Turista versus excursionista..................................................................... 18

ORGANIZAÇÃO DO TURISMO.......................................................... 19

1.2.1

Demanda turística......................................................................................... 20

1.2.2 Oferta turística................................................................................................ 21

1.2.3 Formas de turismo........................................................................................ 22

1.2.4 A viagem segundo sua abrangência..................................................... 24

 

PREFÁCIO

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CAPÍTULO 3  �ROTAS, ROTEIROS E ROTEIRIZAÇÃO

TURÍSTICA..................................................................................................... 63

3.1

3.2

ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS.............................................. 66

ROTEIRIZAÇÃO TURÍSTICA............................................................. 71

3.2.1 Processo de roteirização turística......................................................... 71

3.2.2 Classificação dos roteiros turísticos.................................................... 74

3.2.3 Tipologia dos roteiros turísticos............................................................. 75

3.2.4 Metodologia para o processo de roteirização turística................. 77

3.2.5 Hierarquização dos atrativos turísticos............................................... 78

3.3

PROGRAMA DE REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO............. 84

3.4

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS.......................... 88

 

SOBRE OS AUTORES

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Há as viagens que se sonham e as viagens que se fazem – o que é muito diferente. O sonho do viajante está longe, no fim da viagem, onde habitam as coisas imaginadas.

Cecília Meireles*

* MEIRELES, C. Crônicas de viagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. p. 243.

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SOBRE OS AUTORES

Esmeralda Macedo Serpa

Graduada em Turismo pelo Centro Universitário Ibero-Americano (1978) e mestre em Educação pela Universidade de Sorocaba (2007). Atualmente, é professora titular e responsável por projetos no Centro Estadual de Educação Tecnológica

Paula Souza (Ceeteps). Também é professora do Curso Superior de Tecnologia em

Gestão de Turismo, nas Fatec São Paulo e São Roque; atuou como orientadora de estágio e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de 2015 a 2017 nos cursos presenciais e à distância; atua como orientadora do curso de Gestão Empresarial na modalidade à distância desde 2017. Possui experiência em Turismo, Hospitalidade e Eventos e atua principalmente nas seguintes áreas: desenvolvimento sustentável, patrimônio cultural, meios de hospedagem, eventos, agenciamento de viagens e consultoria para projetos de cursos na área de turismo e hospitalidade. Autora dos livros Guia de Turismo: Viagens

 

1.1 COMPREENDENDO O TURISMO

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1.1

COMPREENDENDO O TURISMO

Se você perguntar para várias pessoas o que significa turismo, a maioria delas responderá com palavras como viagem, praia, natureza, diversão, descanso, novas culturas, conhecer outros países, enfim, seriam ditos vários termos que buscariam identificar seu significado. E, de fato, nenhum deles está errado, mas, para que se compreenda de modo mais amplo essa atividade socioeconômica, é importante aprofundar seus conhecimentos, de modo que uma bagagem de repertório técnico seja formada.

Iniciamos essa busca pela conceituação técnica, por meio do entendimento do significado da palavra turismo – e saiba que existe certa controvérsia quanto ao seu surgimento, ou seja, sua etimologia. Essa controvérsia vem do fato de que a palavra adotada no português tem sua origem no inglês tour, porém, a língua inglesa recorreu ao francês para formar sua nova palavra (ANDRADE, 2000).

E qual seria a palavra-mãe do termo turismo, de fato? No francês, a palavra tourisme tem o significado que aqui se busca, mas ela também tem origem em outra língua, isso porque o radical da palavra tourisme vem do latim tornus, que significa

 

1.2 ORGANIZAÇÃO DO TURISMO

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ÞÞ Entorno habitual: nem todo mundo que viaja pratica turismo, ainda que todo mundo que pratique turismo necessariamente viaje. Pareceu confuso? Imagine uma pessoa que more em São Paulo (SP) e trabalhe em Santos (SP), de segunda a sexta-feira. Essa pessoa viaja todo dia para ir ao trabalho e voltar para casa. No entanto, esta viagem é tão corriqueira que se tornou parte do cotidiano e, por este motivo, deixou de ser uma atividade turística.

ÞÞ Prazo da viagem: o conceito em estudo aborda um prazo menor do que um ano de viagem. Na verdade, isso é uma convenção, até mesmo para que se possam realizar estudos estatísticos. Ou seja, para a OMT, de modo geral, pessoas que permanecem mais de 12 meses em uma mesma localidade passam a ser consideradas residentes, passando este a ser um entorno habitual.

ÞÞ Turismo de negócios: além de praticar lazer, que seria a motivação principal do turismo, também é admitida a prática de viagens de negócios. Isso porque uma pessoa que vai participar de uma feira de negócios em outro município, por exemplo, mesmo que não desfrute de práticas de lazer, utilizará a maior parte dos serviços relacionados ao turismo, como transporte, hospedagem, alimentação e, por este motivo, é considerada como uma visitante em prática de turismo. Eventualmente, este turista de negócios pode até visitar atrativos turísticos, mas este não é um requisito para ser considerado turista.

 

1.3 EMPRESAS DO SETOR DE TURISMO

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1.3

EMPRESAS DO SETOR DE TURISMO

O produto turístico apresenta como característica o fato de ser um conjunto de serviços que são agregados para oferecer uma experiência ao turista. Justamente por envolver diferentes setores da economia em sua composição, o turismo possui uma grande complexidade em termos de mercado e formatação de produtos. Neste tópico será analisado cada um dos principais setores da economia envolvidos com o turismo.

1.3.1  Atrativos turísticos

Para Beni (2002), os atrativos turísticos são componentes da Oferta Turística Original e Diferencial, ou seja, são os elementos que atraem os turistas para uma determinada localidade ou têm potencial para gerar esta atração e, neste caso, são chamados de recursos turísticos. Os atrativos podem ser subdivididos em:

ÞÞ Naturais: locais que possuem atrações não humanas, ou seja, da natureza, como praias, montanhas, florestas, rios, entre outros.

ÞÞ Culturais: locais que disponibilizam criações humanas e incluem desde as manifestações culturais de um povo, passando por suas construções históricas, ou mesmo elementos modernos, que dão suporte

 

2.1 TURISMO

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2.1

TURISMO

Turismo é um fenômeno que está em constante desenvolvimento. Porém, conceituá-lo é algo complicado, principalmente devido à grande diversidade de profissionais, empresas e serviços que formam esse trade.

Ao defini-lo de forma estática, teríamos uma perspectiva limitada da realidade e de sua verdadeira abrangência, pois são vários os teóricos e as entidades que apresentam definições de turismo. Porém, para facilitar, utilizaremos o conceito de turismo da Organização Mundial do Turismo

(OMT) para formalizar os aspectos deste fenômeno:

O turismo compreende as atividades que realizam as pessoas durante suas viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período consecutivo inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras. (OMT, 1994)

Essa definição utiliza três critérios para caracterizar uma viagem como turismo: deslocamento do entorno habitual, ou seja, não podem ser consideradas turismo as atividades que você faz na sua cidade; propósito da visita, como lazer, estudos, compras, cultura, entre outras motivações; e duração máxima de um ano, já que para ser considerado turismo o deslocamento deve ser superior a 24 horas, ou seja, pernoitar, e inferior a um ano, para não configurar excursão ou residência, respectivamente

 

2.2 PATRIMÔNIO

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Já Dias (2006, p. 39), de modo mais aprofundado, define o turismo cultural como:

[...] uma segmentação do mercado turístico que incorpora uma variedade de formas culturais, em que se incluem museus, galerias, eventos culturais, festivais, festas, arquitetura, sítios históricos, apresentações artísticas e outras, que identificadas com uma cultura em particular, fazem parte de um conjunto que identifica uma comunidade e que atraem os visitantes interessados em conhecer características singulares de outros povos.

Costa (2009, p. 190), por sua vez, afirma que o turismo cultural atualmente não implica apenas a oferta de espetáculos ou eventos, mas a vivência do patrimônio cultural representado por museus, sítios arqueológicos, monumentos históricos, apresentações folclóricas, gastronomia regional, festas religiosas e outros bens que disseminem o saber. Sua finalidade é que os visitantes e residentes interajam, e que as pessoas apreendam o significado de seu passado, por meio das visitas aos bens culturais.

 

2.3 TURISMO E PATRIMÔNIO

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E, para melhor entendimento, podemos classificá-lo nas seguintes dimensões:

ÞÞ Patrimônio material: legado humano representado por meio de coleções arqueológicas, museológicas, arquitetônicas, documentais etc.

ÞÞ Patrimônio imaterial: são práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas.

ÞÞ Paisagem cultural: porção peculiar territorial com expressivas marcas da interação do homem com o meio natural.

�Figura 2.2 Dimensões do patrimônio.

Material

Paisagem cultural

Imaterial

PATRIMÔNIO

Privado

Cultural

Público

Natural

Fonte: elaborado pelos autores.

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Turismo Cultural e as Dimensões do Patrimônio

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2.3

A palavra inglesa gentleman significa cavalheiro. É um termo que designa o homem de boa educação, gentil, culto.

TURISMO E PATRIMÔNIO

Refletir a interface entre patrimônio e turismo é imprescindível, já que a atividade turística tem nos seus primórdios o grand tour, viagens feitas pelos filhos de famílias burguesas inglesas para completarem a educação, enriquecendo o espírito pelo saber, aprendendo novas línguas e costumes de outros povos, comprando obras de arte, visitando monumentos arquitetônicos da Antiguidade, polindo suas maneiras e se tornando gentlemen completos, ou seja, eram viagens de cunho cultural (COSTA, 2009, p. 26).

 

2.4 PATRIMÔNIO E POLÍTICAS DEPRESERVAÇÃO NO BRASIL

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E quando falamos de cultura, suas produções artísticas e intelectuais podem ser chamadas de patrimônio cultural.

Em sentido estrito, entendia-se como patrimônio cultural as obras de arte, a pintura, a escultura e a arquitetura, mas existem outras artes, aquelas que transcorrem no tempo, como a dança, a literatura e a música (BARRETTO, 2000, p. 9).

!

Para saber mais

De acordo com Santos (2006), por cultura se entende muita coisa, sendo um tema equívoco e cheio de armadilhas. Cultura é uma palavra de origem latina e em seu significado original está ligada às atividades agrícolas. Vem do latim colere, que significa cultivar, habitar, proteger, honrar com veneração.

O conceito de cultura pode ser interpretado ao menos de duas maneiras: a primeira remete a todos os aspectos de uma realidade social, já que cultura é tudo aquilo que caracteriza uma população humana; e a segunda refere-se mais especificamente ao conhecimento, às ideias e às crenças de um povo.

 

3.1 ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS

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3.1

ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS

De acordo com Ministério do Turismo (BRASIL, 2010, p. 32), uma rota turística é um percurso continuado e delimitado cuja identidade é reforçada ou atribuída pela utilização turística.

A rota turística é um itinerário baseado em contexto histórico, onde a atividade turística se utiliza da história da localidade ou do país, como atrativo e fomento e comercialização do produto turístico. Uma característica importante da rota é que existe uma ordem dos locais a serem visitados

(ponto de partida e ponto de chegada), sendo possível conhecer e contemplar vários roteiros e regiões turísticas.

O roteiro turístico, diferentemente da rota, é mais flexível no sentido de não exigir uma sequência de visitação. Um roteiro é um itinerário de visitação organizado com informações e programação detalhada, porém não se resume a uma visita a determinados atrativos, mas exige um planejamento e uma organização dos atrativos turísticos a serem visitados daquela localidade. Dessa forma, podemos compreender que os roteiros turísticos são um itinerário caracterizado por um ou mais elementos locais, que são estruturados para planejamento, gestão, promoção e comercialização turística da localidade.

 

3.2 ROTEIRIZAÇÃO TURÍSTICA

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O desenvolvimento do produto turístico é feito por uma complexa cadeia de outros setores produtivos que, ao se combinarem bens e serviços, infraestrutura, recursos naturais e históricos, atrativos, entre outros, procuram satisfazer às necessidades e às expectativas de clientes e mercado turístico.

Desta forma, para o desenvolvimento do produto turístico é importante ressaltar:

�Figura 3.2 Desenvolvimento do

produto turístico.

VOCAÇÃO DO DESTINO

1

Identificar os atrativos de maior potencial e as condições para criar atividades relacionadas com as características do segmento a ser trabalhado, que gerem um identidade do destino.

4

PREFERÊNCIAS

DA DEMANDA

Quais as necessidades e expectativas destes turistas sobre o destino.

IMAGEM DO DESTINO

É necessário definir a identidade do destino e identificar como os turistas a percebem e qual o valor atribuído.

2

PERFIL DO TURISTA

(ATRAIR)

Qual o segmento de demanda que se deseja atrair para a localidade.

 

3.3 PROGRAMA DE REGIONALIZAÇÃODO TURISMO

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3.3

PROGRAMA DE REGIONALIZAÇÃO

DO TURISMO

De acordo com o MTur (BRASIL, 2007, p. 8), regionalização não é apenas um agrupamento de municípios que possuem algumas características e similaridades em comum. O processo de regionalizar é a busca por um ambiente democrático, harmônico e participativo entre os principais atores envolvidos na atividade turística: poder público, iniciativa privada, terceiro setor e comunidade. O objetivo da regionalização do turismo é promover e articular um processo de integração e cooperação em uma ação conjunta que envolva todos os atores (diretos e indiretos) para o desenvolvimento da atividade turística em regiões turísticas. A Portaria nº 105, de 16 de maio de 2013, do Ministério do Turismo, institui o Programa de

Regionalização do Turismo:

Art. 1º Fica instituído o Programa de Regionalização do Turismo com o objetivo de promover a convergência e a articulação das ações do Ministério do Turismo e do conjunto das políticas públicas setoriais e locais, tendo como foco a gestão, estruturação e promoção do turismo no Brasil, de forma regionalizada e descentralizada, alinhado aos princípios da Política Nacional de Turismo, estabelecidos pela Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.

 

3.4 SISTEMAS DE INFORMAÇÕESTURÍSTICAS

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3.4

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES

TURÍSTICAS

Para o melhor desenvolvimento da Regionalização do

Turismo é necessário conhecer as ferramentas disponibilizadas para o acesso à informação de outros municípios e observar os modelos praticados para o desenvolvimento da atividade turística em outras regiões.

Vamos ampliar agora o conhecimento aprendendo sobre alguns sistemas de informações turísticas.

3.4.1  Mapa do Turismo Brasileiro

O Mapa do Turismo Brasileiro é um importante instrumento de orientação para as ações do MTur no desenvolvimento e no fomento das políticas públicas do setor e um indicador auxiliar para o Programa de Regionalização do Turismo.

O Mapa do Turismo Brasileiro é o instrumento instituído pela Portaria MTur nº 313, de 3 de dezembro de 2013, atualizada no âmbito do Programa de Regionalização do Turismo

(instituído pela Portaria nº 105, de 16 de maio de 2013, atualizada) que apresenta:

� rt. 1º Na definição de cada Região Turística inteA grante do Mapa do Turismo Brasileiro, instituído pela

 

3.5 TURISMO REGIONAL NO ESTADO DE SÃO PAULO

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3.5

TURISMO REGIONAL NO ESTADO

DE SÃO PAULO

Para compreender o significado de turismo regional, não se pode olhar ou estudar apenas uma parte, é necessário visualizar o todo. Quando se refere ao estudo do turismo, esse olhar

é um pouco mais complexo devido às diversas partes que compõem suas estrutura e infraestrutura. Sim, existe um conjunto de oferta, demanda, mercado, produto turístico que se conecta com outras atividades, formando e desenvolvendo uma rede de parcerias à qual chamamos de Cadeia Produtiva do Turismo.

�Figura 3.7 Cadeia Produtiva do Turismo.

• Hotéis

• Pousadas

• Motéis

• Albergues

• �Colônia de férias

• Pensões

Promoção de eventos

• Seminários

• Congressos

• Feiras

• Convenções

• Exposições

Serviços relacionados

Hospedagem

Alimentação

Consultorias especializadas

Apoio

Operadoras turísticas

Agências de viagens

• �Prontos socorros

 

3.6 POLÍTICAS PÚBLICAS EM TURISMO

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ÞÞ A cidade é pioneira no Brasil em comida de rua gourmet com seus food trucks, food bikes, food parks, feirinhas gastronômicas. São mais de 700 pontos autorizados de venda de comida na rua.

ÞÞ Oferece tours gastronômicos: roteiros por docerias finas, bares de cervejas especiais, cafés diferenciados.

ÞÞ Segundo a Restaurant 2014, dentre os 50 melhores restaurantes da América Latina, seis estão em São Paulo:

D.O.M., Maní, Mocotó, Epice, Attimo e Fasano.

ÞÞ São Paulo tem, ainda, a maior zona de comércio popular do país, a Rua 25 de Março e adjacências, por onde passam 400 mil pessoas por dia.

3.6

POLÍTICAS PÚBLICAS

EM TURISMO

As políticas públicas são instrumentos norteadores que, quando de sua concepção, elaboração, implementação, monitoração e constante avaliação, poderá ser capaz de promover um melhor e igual desenvolvimento social e econômico para todas as camadas da sociedade. Do ponto de vista histórico, as políticas públicas estão associadas ao estado e às suas agências provedoras de bem-estar social.

 

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