Terapia intensiva

Visualizações: 56
Classificação: (0)

Destinado a estudantes de nível técnico e profissionais que atuam em Unidades de Terapia Intensiva, este livro apresenta um estudo objetivo e didático.Aborda a estrutura, organização e principais tipos de UTI, importância da humanização, questões relacionadas a medicação, admissão e alta dos pacientes, utilização dos tipos de ventilação mecânica (invasiva e não invasiva), a fisiopatologia e especificidades de cada modalidade do choque. Descreve os tipos de cateteres (venoso periférico e arterial periférico) e como manuseá-los, a monitorização hemodinâmica, capnografia, mensuração de PVC e PAI, terapia nutricional. Mostra os tipos de infecção que podem ocorrer em pacientes de uma UTI, discutir a diálise peritoneal e a hemodiálise, o estado de coma, morte encefálica e transplante de órgãos e de tecidos.

FORMATOS DISPONíVEIS

eBook

Disponível no modelo assinatura da Minha Biblioteca

53 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Apresentação

PDF Criptografado

12

TERAPIA_INTENSIVA.indb 12

Terapia Intensiva – Práticas na Atuação da Enfermagem

6/19/18 11:39

Apresentação

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor hospitalar destinado ao atendimento de pacientes em estado grave e de risco, mas com possibilidade de sobrevida e recuperação. Possui assistência médica ininterrupta e uma equipe de saúde altamente especializada, além de recursos científicos e tecnológicos que permitem ao paciente internado ter uma boa evolução.

Este livro, objetivo e com linguagem didática, oferece um aprendizado sobre a UTI, seus principais tipos, os aspectos relacionados à sua estrutura, organização, procedimentos, tipos de pacientes atendidos e equipe profissional.

Aborda detalhes sobre a humanização e os princípios bioéticos no atendimento a pacientes hospitalizados na UTI e em unidades especializadas; questões relacionadas à admissão e alta dos pacientes; administração de medicamentos; tipos de ventilação mecânica (invasiva e não invasiva). Trata a fisiopatologia e especificidades de cada modalidade do choque e dos tipos de arritmias e exames básicos; os tipos de cateteres (venoso periférico e arterial periférico) e como manuseá-los, considerando que estão presentes na rotina das Unidades de Terapia Intensiva.

 

1.1 Planejamento da área

PDF Criptografado

danutelu\thinkstockphotos.com

ressaltar que o paciente grave é aquele com comprometimento de um ou mais dos principais sistemas fisiológicos, com perda de autorregulação, necessitando de assistência contínua.

Figura 1.1 – UTI com monitores de monitoração.

Amplie seus conhecimentos

Existe um regulamento técnico para o funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva, da Associação de Medicina

Intensiva Brasileira (Amib), que estabelece os padrões mínimos exigidos para o funcionamento das UTIs, visando reduzir riscos a pacientes, profissionais e ao meio ambiente. Todas as Unidades de Terapia Intensiva do país devem seguir esse regulamento, sejam elas públicas, privadas, civis ou militares.

Para mais detalhes sobre o assunto, recomenda-se a leitura do texto disponível em: . Acesso em: 27 fev. 2018.

1.1 Planejamento da área

O planejamento e o projeto precisam ser baseados nos padrões de admissão de pacientes, no fluxo de visitantes e colaboradores e na necessidade de instalações de áreas de apoio (posto de enfermagem, armazenamento, áreas administrativas e educacionais). A unidade de internação do paciente precisa, necessariamente: a)

 

2.1 Unidade de Terapia Intensiva Especializada

PDF Criptografado

O quarto fechado para adultos ou adolescentes deve possuir dimensão mínima de 12 m2, com distância de 1 metro entre paredes e leito, com exceção da cabeceira. A área coletiva deve possuir dimensões mínimas de 10 m2, distância de 1 metro entre as paredes e 2 metros entre os leitos. O quarto de isolamento deve possuir banheiro privativo, área específica para recipientes estanques de roupas limpas e sujas, e lavatório. Quando não existir um quarto para isolamento, o quarto privativo deve ser flexível a ponto de ser possível sua utilização como isolamento, sempre que for exigida proteção coletiva.

Cada módulo deve possuir alarme de emergência interligado ao posto de enfermagem, à sala de reuniões, à sala de descanso dos funcionários e às demais salas.

Espera-se que seja um ambiente acolhedor, que minimize o estresse do paciente e dos funcionários, incluindo iluminação natural e vista externa. A provisão de calendários, relógios, rádio, televisão e ramal telefônico pode ser utilizada como recurso para melhorar a orientação sensorial dos pacientes. Vale ressaltar que a instalação de TV deve ficar fora do alcance manual dos pacientes, e sua operação deve ser feita exclusivamente por controle remoto.

 

2.2 Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A)

PDF Criptografado

A UTI neurológica, por exemplo, é uma estrutura específica dedicada ao tratamento de pacientes com as mais diversas patologias, desde acidente vascular cerebral (hemorrágico ou isquêmico) a traumatismos cranioencefálicos e infecções no sistema nervoso central (como meningite).

2.2 Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A)

A Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A) destina-se à assistência a pacientes com idade superior a 14 ou 18 anos, sendo esse critério definido levando-se em consideração as rotinas hospitalares internas.

O atendimento, nessas unidades, fica aos cuidados de equipe permanente composta por médicos e pessoal de enfermagem, além de outros profissionais da saúde, visto ser necessário um atendimento multidisciplinar. A equipe deve possuir preparo e inclinação para o atendimento do tipo de paciente em questão e, obviamente, reunir conhecimentos teóricos adequados relacionados à área específica da terapia intensiva.

A experiência prática, consequente ao acompanhamento dos pacientes que passam pela unidade, é também um fator relevante do sucesso da UTI no que diz respeito à recuperação dos pacientes. Nos cuidados intensivos, o enfermeiro deve estar atento a uma vasta quantidade de dados, que inclui sinais vitais, equilíbrio hídrico, necessidade quanto à utilização de drogas vasopressoras, administração adequada de antibioticoterapia prescrita, coleta adequada e acompanhamento de materiais biológicos para exames laboratoriais, avaliação acurada do nível de consciência, entre outros. Além disso, é importante dispensar atenção aos familiares.

 

2.3 Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI-N)

PDF Criptografado

A UTI neurológica, por exemplo, é uma estrutura específica dedicada ao tratamento de pacientes com as mais diversas patologias, desde acidente vascular cerebral (hemorrágico ou isquêmico) a traumatismos cranioencefálicos e infecções no sistema nervoso central (como meningite).

2.2 Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A)

A Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A) destina-se à assistência a pacientes com idade superior a 14 ou 18 anos, sendo esse critério definido levando-se em consideração as rotinas hospitalares internas.

O atendimento, nessas unidades, fica aos cuidados de equipe permanente composta por médicos e pessoal de enfermagem, além de outros profissionais da saúde, visto ser necessário um atendimento multidisciplinar. A equipe deve possuir preparo e inclinação para o atendimento do tipo de paciente em questão e, obviamente, reunir conhecimentos teóricos adequados relacionados à área específica da terapia intensiva.

A experiência prática, consequente ao acompanhamento dos pacientes que passam pela unidade, é também um fator relevante do sucesso da UTI no que diz respeito à recuperação dos pacientes. Nos cuidados intensivos, o enfermeiro deve estar atento a uma vasta quantidade de dados, que inclui sinais vitais, equilíbrio hídrico, necessidade quanto à utilização de drogas vasopressoras, administração adequada de antibioticoterapia prescrita, coleta adequada e acompanhamento de materiais biológicos para exames laboratoriais, avaliação acurada do nível de consciência, entre outros. Além disso, é importante dispensar atenção aos familiares.

 

2.4 Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI-P)

PDF Criptografado

A UTI neurológica, por exemplo, é uma estrutura específica dedicada ao tratamento de pacientes com as mais diversas patologias, desde acidente vascular cerebral (hemorrágico ou isquêmico) a traumatismos cranioencefálicos e infecções no sistema nervoso central (como meningite).

2.2 Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A)

A Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A) destina-se à assistência a pacientes com idade superior a 14 ou 18 anos, sendo esse critério definido levando-se em consideração as rotinas hospitalares internas.

O atendimento, nessas unidades, fica aos cuidados de equipe permanente composta por médicos e pessoal de enfermagem, além de outros profissionais da saúde, visto ser necessário um atendimento multidisciplinar. A equipe deve possuir preparo e inclinação para o atendimento do tipo de paciente em questão e, obviamente, reunir conhecimentos teóricos adequados relacionados à área específica da terapia intensiva.

A experiência prática, consequente ao acompanhamento dos pacientes que passam pela unidade, é também um fator relevante do sucesso da UTI no que diz respeito à recuperação dos pacientes. Nos cuidados intensivos, o enfermeiro deve estar atento a uma vasta quantidade de dados, que inclui sinais vitais, equilíbrio hídrico, necessidade quanto à utilização de drogas vasopressoras, administração adequada de antibioticoterapia prescrita, coleta adequada e acompanhamento de materiais biológicos para exames laboratoriais, avaliação acurada do nível de consciência, entre outros. Além disso, é importante dispensar atenção aos familiares.

 

2.5 Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica Mista(UTI-Pm)

PDF Criptografado

A UTI neurológica, por exemplo, é uma estrutura específica dedicada ao tratamento de pacientes com as mais diversas patologias, desde acidente vascular cerebral (hemorrágico ou isquêmico) a traumatismos cranioencefálicos e infecções no sistema nervoso central (como meningite).

2.2 Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A)

A Unidade de Terapia Intensiva de Adultos (UTI-A) destina-se à assistência a pacientes com idade superior a 14 ou 18 anos, sendo esse critério definido levando-se em consideração as rotinas hospitalares internas.

O atendimento, nessas unidades, fica aos cuidados de equipe permanente composta por médicos e pessoal de enfermagem, além de outros profissionais da saúde, visto ser necessário um atendimento multidisciplinar. A equipe deve possuir preparo e inclinação para o atendimento do tipo de paciente em questão e, obviamente, reunir conhecimentos teóricos adequados relacionados à área específica da terapia intensiva.

A experiência prática, consequente ao acompanhamento dos pacientes que passam pela unidade, é também um fator relevante do sucesso da UTI no que diz respeito à recuperação dos pacientes. Nos cuidados intensivos, o enfermeiro deve estar atento a uma vasta quantidade de dados, que inclui sinais vitais, equilíbrio hídrico, necessidade quanto à utilização de drogas vasopressoras, administração adequada de antibioticoterapia prescrita, coleta adequada e acompanhamento de materiais biológicos para exames laboratoriais, avaliação acurada do nível de consciência, entre outros. Além disso, é importante dispensar atenção aos familiares.

 

2.6 Terapia Intensiva – Práticas na Atuação da Enfermagem 2.6 Unidade de Terapia Semi-intensiva

PDF Criptografado

2.6 Unidade de Terapia Semi-intensiva

A Unidade de Terapia Semi-intensiva destina-se a pacientes que exigem cuidados intensos, geralmente em função de maior dependência, mas que não necessitam de monitoramento permanente.

Ela se constitui de um conjunto de elementos funcionalmente agrupados, visando atender em particular pacientes provenientes da UTI que requeiram cuidados de enfermagem intensivos e observação contínua, devendo ser supervisionados e acompanhados por médico especializado. Ao contrário dos pacientes da UTI, os pacientes da Unidade de Terapia Semi-intensiva não precisam necessariamente de tratamento intensivo, embora necessitem de tratamento linear.

Amplie seus conhecimentos

Você sabia que, no início do Século XIX, foi Florence Nightingale (Florença, 12 de maio de 1820–Londres, 13 de agosto de 1910), uma enfermeira britânica, a pioneira em reconhecer a necessidade de se reservar uma área isolada no hospital para os pacientes mais graves receberem cuidados especiais?

 

3.1 A humanização

PDF Criptografado

3

Humanização e

Princípios Bioéticos

Para começar

Neste capítulo, veremos os aspectos relacionados à humanização, suas premissas, como o ambiente físico reflete na humanização e os princípios bioéticos no atendimento a pacientes hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) e em unidades especializadas.

3.1 A humanização

O acolhimento está diretamente relacionado a um modo de ser e atuar, sendo, portanto, uma importante estratégia de humanização, a qual está pautada no cuidado ao sentimento de respeito e dignidade do paciente de modo multidimensional, indo muito além do “cuidar” no sentido engessado de apenas assistir o paciente, sem levar em consideração o sentimento, a responsabilidade e a sensibilidade.

A humanização é um conjunto de iniciativas que visam à produção de cuidados ao paciente em estado crítico, possibilitando a conciliação da tecnologia com o acolhimento necessário e o respeito cultural e ético ao paciente. Também prevê espaços de trabalho favoráveis ao bom exercício técnico dos profissionais de saúde e a satisfação dos usuários da Unidade de

 

3.2 Premissas da humanização

PDF Criptografado

Humanizar é garantir a qualidade da comunicação entre paciente, família e equipe, a fim de que aconteça a escuta ativa para com o outro, compreendendo-o em sua singularidade e necessidades, para que este se sinta reconhecido.

Durante a hospitalização em UTI, podem ocorrer alterações psicológicas e sociais não somente do paciente, mas também dos familiares. Assim, as UTIs passaram a focar não apenas a recuperação do paciente, mas ainda seu bem-estar e suas características e necessidades individuais.

Nessa perspectiva, tornou-se evidente a necessidade de aproximação da equipe com seus pacientes em vez de relacionar-se com ele por meio dos aparelhos que o monitoram.

O termo humanizar se refere a tornar benévolo, afável, tratável; a adquirir hábitos sociais polidos; civilizar. Segundo os valores éticos, consiste em tornar uma prática bela, por mais que ela esteja relacionada com o que tem de mais doloroso, triste e degradante na natureza humana.

É a possibilidade de assumir uma posição de reconhecimento dos limites e da ética de respeito ao semelhante. No trabalho de humanização, o ponto crucial é o fortalecimento dessa posição ética de articulação do cuidado técnico-científico conhecido e dominado com o cuidado que abarca a exploração, a necessidade e o acolhimento do imprevisível, do incontrolável, do indiferente e singular (MORAES et al., 2004).

 

3.3 Ambiente físico: como ele pode refletiruma unidade humanizada?

PDF Criptografado

Digital Vision\Thinkstockphotos.com

Figura 3.1 – A humanização dividida com a família dos pacientes.

3.3 Ambiente físico: como ele pode refletir uma unidade humanizada?

O ambiente físico de uma UTI tem importante impacto nos pacientes e em seus familiares, e também na equipe interdisciplinar de saúde, podendo ser responsável pelo desenvolvimento de distúrbios psicológicos, por desorientação no tempo e espaço e pela privação do sono. Ações relacionadas a número de leitos, quartos e toaletes privativos, janelas nos quartos, cores e decoração suaves, temperatura e iluminação adequadas, bem como a minimização de ruídos, podem reduzir o desconforto do paciente.

Destacamos a seguir algumas ações que podem ajudar a amenizar transtornos gerados durante a hospitalização na UTI:

30

TERAPIA_INTENSIVA.indb 30

Terapia Intensiva – Práticas na Atuação da Enfermagem

6/19/18 11:39

»

unidades com número reduzido de leitos (no máximo de quatro a seis);

 

4.1 Admissão na UTI

PDF Criptografado

Agora é com você!

1)

Conceitue humanização.

2)

Em relação ao ambiente físico, aponte, no mínimo, três ações que estão relacionadas ao atendimento humanizado na UTI.

3)

Qual é o objetivo da Política Nacional de Humanização (PNH)?

32

TERAPIA_INTENSIVA.indb 32

Terapia Intensiva – Práticas na Atuação da Enfermagem

6/19/18 11:39

4

Admissão e Alta

Para começar

Neste capítulo, discutiremos as questões relacionadas à admissão e alta dos pacientes alocados em Unidades de Terapia Intensiva.

Conheceremos os fatores determinantes para a admissão do paciente na UTI, assim como os diferentes motivos que envolvem o processo de alta.

4.1 Admissão na UTI

Conforme já estudado, a Unidade de Terapia Intensiva é um espaço destinado ao tratamento de pacientes em estado de saúde grave e de risco, mas com possibilidade de sobrevida e recuperação.

Os fatores determinantes para a admissão de um paciente na UTI estão baseados em alterações reais ou potenciais dos principais sistemas fisiológicos, não estando relacionados à natureza de sua doença. Além disso, as decisões de admissão devem ser realizadas de maneira explícita, sem discriminação por etnia, religião, orientação sexual, nacionalidade, deficiência ou qualquer outra forma de discriminação.

 

4.2 Alta da UTI

PDF Criptografado

A admissão de um paciente nessa unidade é uma competência do médico intensivista, cuja decisão pode ser compartilhada com o responsável pelo serviço solicitante. Os critérios para a admissão devem estar apoiados:

»»

no diagnóstico e na necessidade do paciente;

»»

nos serviços médicos disponibilizados pela instituição;

»»

na definição de prioridades de acordo com a condição clínica do paciente;

»»

na quantidade de leitos disponíveis;

»»

no benefício alcançado por meio de intervenções terapêuticas e prognóstico.

Em relação ao diagnóstico e à necessidade do paciente, leva-se em consideração:

»»

pacientes com insuficiência ou instabilidade em um ou mais órgãos, com possibilidade razoável de recuperação;

»»

pacientes que apresentem alto risco e, portanto, dificuldades para a estabilização dos sistemas fisiológicos principais, necessitando de monitorização constante;

»»

pacientes que demandam tratamentos especiais ou especializados, oferecidos apenas na UTI;

 

5.1 Dor, analgesia, sedação e agitação em UTI

PDF Criptografado

Agora é com você!

1)

Para a admissão de pacientes em uma Unidade de Terapia Intensiva, são avaliados critérios que objetivam identificar prioridades (Modelo de prioridade de atenção).

Aponte esses critérios.

2)

Qual profissional tem autonomia para admissão de um paciente na UTI?

3)

Cite os motivos para a alta dos pacientes da UTI.

38

TERAPIA_INTENSIVA.indb 38

Terapia Intensiva – Práticas na Atuação da Enfermagem

6/19/18 11:39

5

Farmacologia

Específica

Para começar

Abordaremos, neste capítulo, os aspectos relacionados à medicação utilizada no ambiente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), visto que, por tratar pacientes que possuem características diferenciadas dos atendidos em outros setores do hospital, eles exigem um olhar diferenciado no momento da prescrição dos medicamentos.

5.1 Dor, analgesia, sedação e agitação em UTI

Dor, ansiedade, agitação, desconforto e insônia são disfunções comumente vivenciadas pelos pacientes internados nas UTIs pelo mundo afora. Assim, proporcionar conforto e bem-estar ao paciente grave é um dever da equipe de saúde.

 

5.2 Avaliação do delirium

PDF Criptografado

Os metabólitos ativos do diazepam e do midazolam podem se acumular quando em uso contínuo, especialmente em paciente com insuficiência renal.

O lorazepam possui metabólito ativo (propilenoglicol) tóxico para pacientes críticos com acidose metabólica e insuficiência renal aguda (IRA).

O propofol se liga a diferentes receptores cerebrais (GABA A, nicotínico, M1 muscarínico).

Possui efeito hipnótico, antiemético e anticonvulsivante, podendo também provocar amnésia. Pode atravessar a barreira hematoencefálica, proporcionando efeito rápido. Pelo rápido metabolismo, deve ser utilizado em pacientes que necessitam ser reavaliados neurologicamente com frequência.

Dependendo da dose, pode causar depressão respiratória e hipotensão sistêmica (o que pode ser potencializado quando associado a opioides).

Tem potencial efeito cardiodepressor (inotrópico negativo). Precisa ser dissolvido em solução lipídica a 10%, podendo gerar hipertrigliceridemia, pancreatite aguda e mioclonia. Apresenta efeitos colaterais significativos; a síndrome da infusão do propofol é caracterizada por acidose metabólica, arritmias, IRA, hipotensão, hipercalemia, rabdomiólise e disfunção hepática (pouco frequente), ocorrendo em infusões prolongadas com dose superior a 70 mcg/kg/min. A síndrome da infusão do propofol tem incidência de aproximadamente 1%, com mortalidade de 33%.

 

5.3 Antimicrobianos em UTI

PDF Criptografado

5.2.1  Manejo do delirium

Uma vez detectado o delirium, é importante analisar quais podem ser as causas e tratá-las. Evitar ou tratar exposições iatrogênicas e ambientais (desidratação, privação do sono, infusões de benzodiazepínicos, uso de drogas com alto potencial anticolinérgico) são medidas recomendadas.

5.2.2  Manejo medicamentoso

Os neurolépticos são amplamente usados para o tratamento do delirium, especialmente o haloperidol (com doses entre 0,5 a 5 mg/dia e duração de 1 a 6 dias).

O uso de dexmedetomidina para realizar a sedação é preferível em pacientes com risco de desenvolver delirium, sendo recomendado evitar a interrupção abrupta de opioides, benzodiazepínicos e dexmedetomidina. Quando possível, recomenda-se a manutenção de níveis de sedação superficiais ou realização de sedação intermitente como estratégias de proteção contra o desenvolvimento de delirium.

5.2.3  Prevenção e manejo não farmacológico

São recomendadas a avaliação contínua e a adoção de intervenções voltadas para os seis fatores de risco, que são apresentados por pacientes internados em UTI:

 

6.1 Ventilação mecânica invasiva

PDF Criptografado

internados em UTI, além de comorbidades que possam estar presentes (FERREIRA SOBRINHO;

NASCIMENTO, 2006).

Amplie seus conhecimentos

A interação medicamentosa surge quando os efeitos e/ou a toxicidade de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco (JANKEL; SPEEDIE, 1990). Seus resultados podem ser positivos (aumento da eficácia) ou negativos (diminuição da eficácia, toxicidade ou idiossincrasia). Nessa perspectiva, essas interações medicamentosas são quase sempre imprevistas e indesejáveis na farmacoterapia (STREETMAN, 2000).

O risco da ocorrência e a gravidade resultante da interação medicamentosa estão baseados em alguns fatores, como: número de medicações prescritas, duração do tratamento, idade do paciente e gravidade da doença. Pacientes que necessitam de grande número de fármacos ou de um fármaco por um longo tempo de utilização, apresentando alterações fisiológicas da idade ou certas doenças, por exemplo, insuficiência renal, choque (HANSTEN; HORN,

 

6.2 Ventilação mecânica não invasiva

PDF Criptografado

6.2 Ventilação mecânica não invasiva

A ventilação mecânica não invasiva é definida como uma técnica de ventilação mecânica em que nenhum dispositivo invasivo é utilizado (tubo orotraqueal, nasotraqueal ou cânula de traqueostomia). A ventilação é realizada por meio da adaptação do paciente a máscaras facial ou nasal (Figura 6.1), em que ele fica conectado por um circuito ao ventilador.

As modalidades ventilatórias utilizadas podem ser mandatórias ou espontâneas. A primeira consiste em uma ventilação que é iniciada e/ou finalizada exclusivamente pelo ventilador, não havendo nenhuma interferência do paciente. Ela se subdivide em: ventilação mandatória assistida (disparo por pressão ou fluxo); ventilação mandatória controlada (disparo por tempo); ou ventilação assistida/ controlada (o ciclo é deflagrado de forma mista, predominando o primeiro sinal que aparecer).

ivstiv\thinkstockphotos.com

Por meio desse sistema, as diversas modalidades ventilatórias podem ser aplicadas para ventilar o paciente, impedindo que este culmine em forma invasiva de ventilação.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000271324
ISBN
9788536530529
Tamanho do arquivo
39 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados