Coluna Vertebral

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Escrita por profissionais do Brasil e do exterior, Coluna vertebral: lesões traumáticas destaca-se pelo conteúdo didático, sistematizado e amplamente ilustrado com radiografias, fotos e ilustrações que facilitam a compreensão do assunto. Para tanto, são abordadas questões do dia a dia, propondo-se soluções compatíveis com a realidade dos Serviços de Urgência brasileiros. Esta obra contribuirá sobretudo para os jovens ortopedistas e neurocirurgiões que lidam com o tratamento das lesões traumáticas da coluna vertebral.

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Capítulo 1 - Semiologia das Lesões Traumáticas da Coluna Vertebral

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Helton L. A. Defino

O diagnóstico das lesões traumáticas da coluna vertebral é o evento inicial e fundamental para o sucesso terapêutico. Graves consequências para o paciente – como déficit neurológico, aumento da morbidade e morte – podem ser oriundas da falta de observação de alguns detalhes durante a sua avaliação inicial. Cerca de 30% das fraturas da coluna cervical e 4,9 a 17% das fraturas da coluna toracolombar não são diagnosticadas no primeiro atendimento. A não realização do diagnóstico tem sido observada em todos os níveis e etapas do atendimento aos pacientes, e até mesmo nos centros terciários1-3 (Figs. 1.1, 1.2 e 1.3).

Figura 1.1 ■ Exames de imagem (A, B) de pai e (C) de filha vítimas de acidente automobilístico e que receberam atendimento hospitalar sem o diagnóstico das lesões no primeiro atendimento. Observe (A, B) a fratura do atlas e (C) a lesão ligamentar C2-C3.

Figura 1.2 ■ (A) Paciente vítima de acidente automobilístico e com fratura do anel pélvico. (B, C) A fratura da coluna lombar (espondilolistese traumática L5-S1) foi diagnosticada somente 3 meses após o atendimento inicial devido à persistência da dor lombar.

 

Capítulo 2 - Diagnóstico por Imagem nas Lesões Traumáticas da Coluna Vertebral

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Marcello Henrique Nogueira-Barbosa e Helton L. A. Defino

As diferentes modalidades de diagnóstico por imagem devem complementar o exame inicial do paciente, assim como permitir o diagnóstico da lesão traumática do segmento vertebral, a sua localização e a sua extensão. Os achados de imagem fornecem detalhes morfopatológicos da lesão que auxiliam no esclarecimento do mecanismo de trauma e na elaboração do tratamento.

As radiografias simples, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são os exames mais frequentemente indicados e utilizados na avaliação dos pacientes com lesão traumática da coluna vertebral. A indicação de cada modalidade de diagnóstico por imagem será discutida neste capítulo. A tendência atual é recomendar a TC multidetectores como a modalidade de investigação inicial para os pacientes que apresentam indicação de investigação por imagem. Outros exames, como a mielografia, a mielotomografia, a angiografia ou a angiotomografia computadorizada (angio-TC), podem eventualmente ser necessários, mas apenas em situações clínicas específicas.

 

Capítulo 3 - Lesões Traumáticas da Coluna Cervical Alta

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André R. Hübner, Jean Dambrós e Álvaro Diego Heredia Suarez

A coluna cervical alta é a zona de transição entre o crânio e a coluna vertebral, e é constituída pelos côndilos occipitais, pelo atlas (C1) e pelo áxis (C2). As características anatômicas desse segmento vertebral são distintas daquelas dos demais segmentos da coluna cervical (C3-C7), influenciam nas lesões e são, por isso, estudadas separadamente. A estabilidade da coluna cervical alta é fornecida por um complexo sistema ligamentar que conecta o atlas e o áxis à base do occipital.

A exata incidência das lesões traumáticas da coluna cervical alta não é conhecida devido à sua ocorrência também nas vítimas fatais de acidentes automobilísticos. No estudo de Goldberg e colaboradores,1 a C2 foi a mais frequentemente acometida quanto ao nível da lesão (24%), um terço dessas lesões era de fraturas do odontoide. As lesões neurológicas foram observadas em 13% dos 122 pacientes. Em um estudo retrospectivo2 realizado com 447 pacientes com lesões na cabeça, 24 pacientes (5,4%) sofreram lesão na coluna cervical, e 14 deles (58%) sofreram lesão da medula espinal. Alker e colaboradores3 observaram 312 vítimas de acidentes de trânsito e encontraram lesões na coluna cervical de 24,4%; destas, 93% afetavam a coluna cervical alta. As fraturas combinadas do atlas e do áxis representam cerca de 3% de todas as fraturas da coluna cervical.4

 

Capítulo 4 - Fratura Cervical Subaxial (C3-C7)

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Edson Pudles e Luiz Gustavo Dal Oglio da Rocha

Todo paciente vítima de trauma e com dor cervical deve ser avaliado criteriosamente para a exclusão de lesão traumática da coluna vertebral.

Pacientes politraumatizados, comatosos, vítimas de trauma craniencefálico ou inconscientes merecem atenção especial pelo alto risco de lesões traumáticas da coluna cervical.

A realização de exames de imagem de boa qualidade, que permitam a visualização desde a transição occipitocervical até a cervicotorácica é de grande importância para o diagnóstico das lesões traumáticas.

Na coluna cervical baixa, as lesões discoligamentares são mais frequentes que as fraturas do corpo vertebral.

Traumas vertebrais associados com a lesão da medula espinal devem ser tratados prontamente para maximizar o potencial de recuperação.

As fraturas da coluna cervical baixa ou da coluna subaxial correspondem a um grande espectro de lesões, cujos fundamentos dos exames clínico e radiológico foram abordados nos capítulos anteriores. Muitas dessas fraturas ainda passam despercebidas no atendimento inicial, enfatizando a necessidade de uma busca ativa de lesões por meio da avaliação clínica criteriosa nos pacientes com potenciais lesões, assim como a visualização de toda a extensão da coluna cervical (desde o occipital até T1) nos exames de imagem.

 

Capítulo 5 - Fraturas da Transição Cervicotorácica

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Marcelo Italo Risso Neto, Guilherme Rebechi Zuiani e Paulo Tadeu Maia Cavali

As características anatômicas e biomecânicas da zona transicional entre a coluna cervical e a torácica são muito particulares, de forma que o estudo das lesões traumáticas envolvendo essa região da coluna vertebral exige considerações específicas do diagnóstico ao planejamento terapêutico.

As lesões traumáticas da transição cervicotorácica representam aproximadamente 5% das fraturas da coluna vertebral, e essa lesão não tem sido diagnosticada na avaliação inicial em cerca de dois terços dos pacientes.1-3 A não realização do diagnóstico ocorre devido à realização de exames de imagem com visualização inadequada dessa região.

A coluna vertebral possui quatro curvas no plano sagital. A convexidade anterior situa-se nas regiões cervical e lombar (lordose cervical e lombar), e a convexidade posterior, nas regiões torácica e sacrococcígea (cifose torácica e sacral). A existência dessas curvas fisiológicas está relacionada com o aumento da flexibilidade da coluna vertebral e o aumento da capacidade de absorção dos impactos pela coluna vertebral, simultaneamente com a preservação da rigidez e da estabilidade do segmento vertebral. A direção alternada dessas curvas da coluna forma as zonas de transição da coluna vertebral: cervicotorácica, toracolombar e lombossacral. A região cervicotorácica é a zona de transição entre a coluna cervical (que é lordótica e apresenta grande mobilidade) e a coluna torácica (que é cifótica e possui pouca mobilidade), resultando em um segmento com características biomecânicas peculiares e com grande potencial de instabilidade.4,5 Nessa transição de curvas entre a lordose cervical e a cifose torácica, há uma gradual transferência de cargas da coluna posterior para a coluna anterior.6

 

Capítulo 6 - Fraturas das Colunas Torácica e Lombar

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Helton L. A. Defino e Herton Rodrigo Tavares Costa

A incidência das fraturas da coluna toracolombar varia de 18 a 160 casos a cada 1 milhão de habitantes por ano, é mais comum no sexo masculino, na faixa etária de 20 a 40 anos, e é acompanhada de lesão neurológica em 22 a 51% dos casos. As causas mais frequentes das fraturas da coluna toracolombar são a queda de altura, os acidentes automobilísticos e o trauma direto. Nos pacientes jovens, as fraturas estão mais relacionadas com os traumas de alta energia; nos idosos, estão relacionadas com quedas da própria altura, osteoporose e perda da cognição.1

As fraturas das colunas torácica e lombar são as mais frequentes do esqueleto axial, e correspondem a cerca de 89% das fraturas da coluna vertebral. Dois terços das fraturas das colunas torácica e lombar ocorrem na transição toracolombar entre T11 e L2 (50% da fraturas da coluna torácica ao nível de T12 e 60% das fraturas da coluna lombar ao nível de L1) (Fig. 6.1). A predominância das fraturas nessa região está relacionada com as diferentes características biomecânicas do segmento torácico, toracolombar e lombar. A coluna torácica de T1-T8 apresenta cifose e é mais rígida devido à inserção da caixa torácica, e a linha do centro de gravidade é anterior à coluna vertebral. No segmento L3-S1, apresenta lordose e é mais móvel, e a linha do centro de gravidade está localizada posteriormente. Na transição toracolombar de T9-L2, ocorre a transição do segmento cifótico e rígido com o segmento lordótico e móvel, sendo este o local de maior frequência das fraturas. A aplicação de carga axial resulta em forças de compressão axial e distração no segmento T1-T8, forças de flexoextensão no segmento T9-L2 e compressão axial no segmento L3-S11,2 (Figs. 6.1, 6.2 e 6.3).

 

Capítulo 7 - Trauma do Sacro e da Pelve

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Luís Eduardo Carelli Teixeira da Silva, Alderico Girão Campos de Barros e Lucas Rocha Cavalcanti

Muitas vezes, as lesões do sacro e da pelve são negligenciadas durante a avaliação do paciente traumatizado. Essas lesões geralmente ocorrem após trauma de grande energia, e cerca de 50% delas não são diagnosticadas na avaliação inicial. A causa da não realização do diagnóstico é multifatorial: deficiências no diagnóstico, infrequência de ocorrência, ampla variedade de apresentação do padrão dessas lesões, maior importância dada às lesões associadas, bem como à dificuldade de obter, no cenário da emergência, exames de imagens de boa qualidade do sacro.1 Durante a avaliação e o tratamento dessas lesões, devem ser considerados a particularidade anatômica da região, a complexidade da técnica de fixação do sacro e do anel pélvico, as forças biomecânicas e o estado clínico do paciente.2-4

No passado, a variedade de implantes disponíveis para serem utilizados nessa região era limitada. Muitos desses materiais foram adaptados da região toracolombar e das extremidades e, em consequência, não controlavam a instabilidade multidirecional presente em muitos padrões das lesões sacrais. Por isso, não raramente, a associação de métodos insatisfatórios de estabilização e a incerteza dos resultados da descompressão neurológica tinham como consequência o manejo conservador das fraturas do sacro e da pelve, com a aceitação de longos períodos de imobilização, deformidades residuais, dor crônica e pouca melhora do quadro neurológico. Nos últimos anos, o avanço nos métodos diagnósticos de imagem, nos implantes e nas técnicas cirúrgicas viabilizou a abordagem operatória com vantagens biomecânicas para o tratamento dessas lesões.5,6

 

Capítulo 8 - Trauma Raquimedular

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Allan Hiroshi de Araújo Ono, Alexandre Fogaça Cristante e Ivan Dias da Rocha

O primeiro documento que relatou a lesão traumática da medula espinal é de 1600 a.C. e está no papiro egípcio descoberto por Edwin Smith. Descrevia o quadro clínico de um homem que havia sofrido deslocamento do pescoço e apresentava imobilidade dos braços e pernas, como condição intratável.1 Hipócrates (460-377 a.C.) foi quem primeiro utilizou o termo paraplegia e descreveu suas consequências clínicas, como a constipação intestinal, as dificuldades urinárias, as úlceras por pressão e a estase sanguínea dos membros inferiores. Em seu primeiro livro, também descreveu um método de redução das fraturas da coluna vertebral por meio da hiperextensão.2

A lesão raquimedular, por definição, é a lesão traumática aguda da medula espinal que pode ocasionar grande variedade de lesões neurológicas motoras e/ou sensitivas, além de poder acometer também as lesões da cauda equina.3

Apesar dos grandes avanços científicos e da pesquisa nessa área, as lesões da medula espinal permanecem sendo devastadoras, irreversíveis e incuráveis.

 

Capítulo 9 - Traumatismos da Coluna Vertebral na Criança

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André Luís F. Andújar, Luiz E. M. Rocha e Jean Carlo Frigotto Queruz

As lesões da coluna nas crianças diferem das dos adultos em razão das características biomecânicas singulares, modificando inclusive a forma de tratamento. As lesões associadas da coluna vertebral são frequentes, e deve-se ter alto grau de suspeita para diagnosticá-las. O exame físico completo e radiográfico de toda a coluna vertebral é mandatório nas crianças com suspeita de lesão traumática da coluna vertebral.1

Essas lesões são eventos raros, compreendendo cerca de 1 a 3% de todas as fraturas na criança.2 A despeito da sua relativa raridade, seus efeitos são, com muita frequência, devastadores, e apresentam elevada incidência de lesão neurológica associada (até 50%) e mortalidade (4 a 41%).3

Os acidentes de trânsito são a causa mais frequente, seguidos da prática de esportes de contato, quedas, ferimento por arma de fogo, maus-tratos e trauma obstétrico.4,5

A anatomia da coluna vertebral da criança difere da do adulto. O conhecimento da presença dos núcleos de ossificação, sincondroses e sua evolução até a ossificação final na adolescência é fundamental para diferenciar entre o que é normal e o que pode ser considerado lesão.

 

Capítulo 10 - Fratura Patológica

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William Gemio Jacobsen Teixeira, Douglas Kenji Narazaki e Alexandre Fogaça Cristante

A coluna vertebral é o local mais frequente das metástases ósseas. Em até 20% dos pacientes, os sintomas relacionados à metástase da coluna são a manifestação inicial do câncer.

A queixa clínica mais associada aos tumores da coluna é a dor axial e ocorre em 85% dos pacientes. Dessa forma, a pesquisa de sinais de alarme é importante na avaliação de qualquer paciente com dor na coluna vertebral. Deve-se suspeitar da possibilidade de lesão neoplásica nos pacientes com dor na coluna torácica média ou alta, dor progressiva, dor que piora à manobra de Valsalva e dor noturna. História de febre vespertina, queixas relacionadas a outros órgãos e sistemas, incontinência fecal ou urinária e perda de peso inexplicada devem ser valorizadas. Ao exame físico, deve-se procurar por deformidade nova, déficit motor ou sensitivo e alterações dos reflexos.

Na presença de sinais de alerta, os exames de imagem devem ser solicitados precocemente.

 

Capítulo 11 - Deformidades Pós-Traumáticas

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Murilo T. Daher, Nilo Carrijo Melo, Pedro Felisbino Junior, Vinicio Nunes Nascimento e Sérgio Daher

O bom resultado do tratamento das lesões traumáticas da coluna vertebral está diretamente relacionado ao restabelecimento das funções biomecânicas do segmento vertebral e à sua capacidade de suportar cargas fisiológicas. Apenas em algumas fraturas (odontoide, espondilolistese traumática do áxis, fratura da pars interarticularis) é possível a consolidação óssea e o restabelecimento da morfologia da vértebra; no entanto, na grande maioria das fraturas, isso não acontece.1

Mesmo que muitas fraturas sejam consideradas estáveis e tratadas de maneira conservadora, elas irão consolidar com algum grau de acunhamento, pela compressão do osso esponjoso que ocorre no interior do corpo vertebral. Nessas situações, o restabelecimento da função biomecânica acontece porque, mesmo com o acunhamento local, não há grande cifotização do segmento vertebral fraturado, alteração do equilíbrio sagital ou coronal da coluna ou perda da função e aparecimento de dor em longo prazo.2

 

Capítulo 12 - Reabilitação das Lesões Traumáticas da Medula Espinal

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Marcelo Riberto, Beatriz Guidolin Castiglia, Luiza Previato Trevisan, Chiara Maria Tha Crema e Ana Paula B. C. dos Santos

No Brasil, a lesão medular (LM) é causada principalmente por traumas raquimedulares (TRMs), e há várias repercussões sobre as funções fisiológicas e a capacidade de realização de atividades, refletindo diretamente sobre a qualidade de vida do paciente. A incidência de TRM é de 40 casos novos por ano por milhão de habitantes – ou seja, cerca de 6 a 8 mil casos novos por ano –, dos quais 80% são homens e 60% encontram-se entre os 10 e os 30 anos de idade,1 o que deixa evidente seu alto impacto socioeconômico. O custo médio do atendimento a esses indivíduos com trauma da coluna vertebral foi de R$ 8.940,00, sendo R$ 16.510,00 com LM versus R$ 7.520,00 sem LM,2 porém não foram contabilizadas as perdas indiretas de produtividade e custos relacionados a benefícios sociais e previdenciários.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, a sobrevida após 5 anos da LM foi de 89% em uma coorte de pacientes acompanhados desde 2009, independentemente do nível da lesão. Dados da literatura apontam as pneumonias como principal causa de óbito, seguidas por cardiopatia e sepse decorrente de úlceras por pressão, infecções urinárias ou respiratórias.

 

Capítulo 13 - Fixação Occipitocervical

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Aluizio Augusto Arantes Junior e Marco Túlio Reis

A fixação occipitocervical apresentou grande evolução desde a sua descrição inicial por Foester, em 1927. No entanto, a realização dessa técnica resulta em significativa perda da flexão, da extensão e da rotação e deve ser reservada para as situações que provocam compressão da medula espinal ou instabilidade da junção occipitocervical. As técnicas de estabilização occipitocervical evoluíram desde a fixação por meio de enxerto ósseo associado com fios de cerclagem e imobilização por meio de halogesso até as modernas técnicas de fixação utilizando parafusos, hastes ou placas sem a necessidade de imobilização externa (Fig . 13.1).

Figura 13.1 ■ Ilustração da evolução das técnicas da artrodese occipitocervical utilizando (A) enxerto ósseo; (B) haste fixada por meio de fios metálicos; e (C) placa e sistema de fixação moderno com hastes e parafusos.

A fixação do osso occipital por meio de parafusos requer o conhecimento detalhado da sua anatomia. O entendimento da espessura do osso occipital e da localização dos seios venosos é essencial para a colocação segura dos implantes.

 

Capítulo 14 - Técnicas de Fixação da Coluna Cervical Alta

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Erasmo Zardo e Carlos Marcelo Donazar Severo

Na coluna cervical alta, as técnicas de fixação permitem a artrodese do segmento vertebral e, também, em algumas lesões (fratura do processo odontoide, espondilolistese traumática do áxis), a reparação da lesão traumática direta e preservação do movimento.

A artrodese do segmento C1-C2 reduz a rotação da coluna cervical em cerca de 50%, e sempre que possível deve ser evitada para preservar a amplitude do movimento da coluna cervical.1,2 A artrodese de C1-C2 é indicada na lesão do ligamento transverso, na instabilidade rotatória grave, nas fraturas instáveis do atlas, do áxis, na fratura ou na pseudoartrose do odontoide, e é associada às fixações occipitocervicais.

As técnicas de fixação de C1-C2 foram inicialmente realizadas por meio da cerclagem com fios de aço dos elementos posteriores do segmento C1-C2 associada com o enxerto ósseo. As técnicas de Gallie e de Brooks e a cerclagem dos processos espinhosos (Figs. 14.1, 14.2 e 14.3) foram muito utilizadas, mas seu uso isolado tornou-se raro devido à necessidade da utilização de imobilização externa e ao aparecimento das fixações mais rígidas.3,4

 

Capítulo 15 - Técnicas de Fixação da Coluna Cervical Baixa

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Luciano Miller Reis Rodrigues e Leonardo Yukio Jorge Asano

As técnicas de fixação para o tratamento das lesões das fraturas cervicais são utilizadas há várias décadas, variando desde a aplicação de enxerto autólogo até métodos mais modernos de instrumentação e fixação rígida.

No início do século XX, a abordagem por via anterior da coluna cervical foi desenvolvida com a finalidade de tratar o acometimento vertebral da tuberculose. Em 1942, foi descrita a técnica de amarria posterior com fios de aço e artrodese com a utilização de osso autólogo.1 Desde então, foram propostas várias alterações na técnica, como a técnica de amarria tripla de Bohlman2 e a técnica de amarria oblíqua de faceta de Robinson e Southwick.3

A técnica de discectomia e artrodese cervical anterior, descrita por Smith e Robinson4 no ano de 1958, tornou-se uma abordagem de excelente acesso à coluna cervical subaxial e, hoje, assim como a corpectomia cervical anterior, é considerada uma das cirurgias mais bem-sucedidas da coluna vertebral. Bailey e Badgley5 descreveram uma técnica de fusão com a abordagem anterior de estabilização da coluna cervical utilizando enxerto ósseo. Cloward6 relatou uma técnica de redução anterior da luxação com descompressão da medula e raízes nervosas e fusão dos corpos vertebrais usando uma cavilha óssea em formato de cilindro. Com o relato de Caspar7 sobre um novo sistema de placa para fixação anterior da coluna cervical, o tratamento das lesões cervicais teve um grande avanço. Consistia em distratores e placas de osteossíntese com parafusos de fixação de tamanhos variados. O sistema de Caspar, quando associado a enxerto ósseo, promove a estabilização imediata da coluna sem a necessidade de imobilização por halo no pós-operatório. Uma desvantagem é o risco de lesão neurológica caso o parafuso usado na fixação atravesse a cortical posterior do corpo vertebral. Moscher e colaboradores,8 em 1986, introduziram um sistema de placa anterior com fixação do parafuso no córtex anterior do corpo vertebral sem a necessidade de passar o parafuso por meio da cortical posterior, reduzindo o risco de lesão neurológica.

 

Capítulo 16 - Técnicas de Fixação Posterior das Colunas Torácica e Lombar

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Helton L. A. Defino e Romulo Pedroza Pinheiro

Os elementos posteriores (lâmina, processo espinhoso, processo transverso) das colunas torácica e lombar podem ser utilizados para a ancoragem de implantes dos sistemas de fixação vertebral, e historicamente foram os elementos anatômicos inicialmente utilizados para as fixações desses segmentos da coluna vertebral. Os ganchos (pediculares, laminares, processo transverso) (Fig. 16.1) e a cerclagem sublaminar ainda são utilizados, especialmente no tratamento das deformidades da coluna vertebral, e versões modernas dessa modalidade de fixação foram desenvolvidas com a substituição dos fios de aço ou titânio por bandas de poliéster.

Figura 16.1 ■ Ganchos ancorados na lâmina, no pedículo e no processo transverso.

No âmbito das lesões traumáticas, o pedículo vertebral tem sido o elemento da vértebra mais utilizado para a ancoragem dos implantes, e somente os detalhes da técnica de fixação pedicular serão descritos. As fixações pediculares são realizadas nas abordagens abertas e, também, por meio da abordagem percutânea, pois a cirurgia minimamente invasiva tem recebido grande aceitação e destaque no âmbito do tratamento das lesões traumáticas da coluna vertebral.

 

Capítulo 17 - Fixação Espinopélvica

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André Luiz Loyelo Barcellos, Alderico Girão Campos de Barros e Rodrigo José Fernandes da Costa

As fixações que se estendem desde a coluna vertebral até a pelve são denominadas fixações espinopélvicas. No passado, a variedade de implantes disponíveis para serem utilizados na estabilização das lesões sacrais e da pelve era limitada. A maioria dos implantes era adaptada da região toracolombar e extremidades e não controlava a instabilidade multidirecional presente em muitos padrões de lesões. Devido a isso, não raramente, a associação de métodos insatisfatórios de estabilização e a incerteza de resultados da descompressão neurológica tinham como consequência o manejo conservador das fraturas do sacro e da pelve, com a aceitação de longos períodos de imobilização, deformidades residuais, dor crônica e pouca melhora do quadro neurológico. Entretanto, nos últimos anos, o avanço nos métodos diagnósticos de imagem e dos materiais e técnicas cirúrgicas viabilizou uma abordagem operatória com vantagens biomecânicas para o tratamento dessas lesões.1

 

Capítulo 18 - Técnicas de Fixação Anterior das Colunas Torácica e Lombar

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Rodrigo Amaral, Leonardo Oliveira, Fernanda Fortti, Luis Marchi e Luiz Pimenta

Várias condições patológicas podem afetar a coluna vertebral, destacando-se os tumores primários e metastáticos espinais, osteomielite, espondilose degenerativa e fraturas traumáticas. Os traumas de coluna apresentam-se como um importante fator socioeconômico, com incidência de mais de 150 mil casos por ano somente nos Estados Unidos.1 Entre eles, 70% ocorrem na transição toracolombar, localizando-se entre T10 e L2. Apesar de sua elevada frequência, ainda não existe consenso na literatura em relação ao tratamento ideal dessas fraturas.2

Embora a utilização dos sistemas de fixação posterior predomine no tratamento cirúrgico das fraturas das colunas torácica e lombar por atenderem às exigências biomecânicas da maioria das lesões, existem lesões nas quais a sua utilização isolada é insuficiente. A descompressão direta do canal vertebral e a reconstrução da coluna anterior para o suporte da carga axial são as situações clássicas nas quais a fixação posterior isolada é insuficiente. Os primeiros sistemas de fixação anterior da coluna torácica e lombar foram desenvolvidos para evitar as desvantagens da utilização isolada dos enxertos ósseos utilizados para a reconstrução da coluna anterior ou a necessidade da utilização da fixação posterior associada.3-5

 

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