Reabilitação em Oftalmologia

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Esta obra aborda o panorama da prática diária do médico oftalmologista. Ao longo de 56 capítulos, o conhecimento de profissionais de referência é compartilhado para que tanto conceitos históricos da reabilitação visual até avanços tecnológicos possam ser conhecidos, estudados e empregados na prática clínica pelo oftalmologista. Conceitos de trabalho interdisciplinar também são discutidos para que o atendimento integral ao indivíduo com deficiência visual seja cumprido.

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56 capítulos

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1. Reabilitação visual: compromisso do oftalmologista com o futuro

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Capítulo 1

Reabilitação visual: compromisso do oftalmologista com o futuro

Maria Aparecida Onuki Haddad

Marcos Wilson Sampaio

Remo Susanna Jr.

“A reabilitação moderna para baixa visã carrega todo o peso dos recentes avanços nas ciências e tecnologias básicas e clínicas, e chegou a tempo de atender às crescentes solicitações de serviço de uma população que está envelhecendo. No momento em que as agências financiadoras exigem medidas de resultado que mostrem melhoria na funcionalidade e qualidade de vida para justificar o apoio financeiro aos cuidados e pesquisas clínicas, a Reabilitação de Baixa Visão fornece à oftalmologia a dimensão da reabilitação para a restauração cirúrgica das funções visuais.

Consequentemente, o objetivo de qualquer oftalmologista ao concluir um procedimento cirúrgico deve ser a restauração da qualidade de vida em vez de se limitar à restauração da função visual.

A reabilitação moderna para baixa visão nos permite hoje alcançar esse objetivo.” (Tradução livre)

 

2. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: uma ferramenta da família de classificações da Organização Mundial da Saúde para a educação e a inclusão

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Capítulo 2

A Classificação Internacional de

Funcionalidade, Incapacidade e

Saúde: uma ferramenta da família de classificações da

Organização Mundial da Saúde para a educação e a inclusão

Cassia Maria Buchalla

Uma classificação consiste em um conjunto de informações organizadas de forma padronizada, obedecendo a critérios de similaridade.

Existe um número crescente de classificações que, a cada dia, são mais utilizadas, sendo adotadas e incorporadas às rotinas dos serviços e das pessoas, de forma natural e quase imperceptível.1

A elaboração dessas ferramentas segue normas e padrões internacionais, inclusive para definir o que se denomina “Família de Classificações”. As Nações Unidas estabelecem critérios e mantêm um inventário que agrega classificações de áreas como demografia, trabalho, saúde, bem-estar social, geografia, meio ambiente e turismo, que fazem parte da Família Internacional de Classificações Econômicas e Sociais das

Nações Unidas.

 

3. Direitos da pessoa com deficiência

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Capítulo 3

Direitos da pessoa com deficiência

Tereza Cristina Quaresma de Freitas

Linamara Rizzo Battistella

INTRODUÇÃO

Segundo o Relatório Mundial sobre a Deficiência,1 publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência é inerente à condição humana, uma vez que, em alguma etapa da vida, quase todas as pessoas terão alguma deficiência, seja temporária ou permanente, ou ainda enfrentarão as dificuldades advindas do envelhecimento, como a redução da mobilidade ou da visão.

Os dados veiculados no relatório citado reforçam essa tese, já que em 2004 cerca de 15,3% da população mundial possuía algum tipo de deficiência, ou seja, dos 6,4 bilhões de habitantes da Terra naquele ano, aproximadamente 978 milhões de pessoas tinham alguma deficiência.

No Brasil, os números obtidos pelo Censo

IBGE 2010 revelam que as pessoas com deficiência representam 23% da população, correspondendo a pouco mais de 45 milhões de pessoas.

Diante desse expressivo número, é inegável a importância do tema, especialmente no tocante

 

4. Avaliação médico-oftalmológica e análise das funções visuais na deficiência visual

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Capítulo 4

Avaliação médico-oftalmológica e análise das funções visuais na deficiência visual

Maria Aparecida Onuki Haddad

Marcos Wilson Sampaio

A avaliação oftalmológica da pessoa com baixa visão fornece subsídios para o trabalho de habilitação e reabilitação visual em todas as faixas etárias. A partir do estudo e da análise das diversas funções visuais, poderão ser prescritos auxílios especiais adequados e indicadas modificações ambientais e de materiais que promoverão a maior resolução visual com a consequente melhora do desempenho nas atividades diárias.1,2

Quanto à atuação interdisciplinar em reabilitação, a análise obtida da função visual permitirá aos outros profissionais envolvidos no processo reconhecer a real funcionalidade do indivíduo e dará subsídios para intervenções apropriadas e eficazes.1

Os objetivos da avaliação oftalmológica na

área da baixa visão são:

� Diagnóstico e tratamento (como toda abor-

dagem médica).

 

5. Eletrofisiologia ocular

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Capítulo 5

Eletrofisiologia ocular

Maria Kiyoko Oyamada

Diante de um paciente com baixa visão, o diagnóstico oftalmológico preciso é de extrema importância no planejamento da sua reabilitação visual. Esta pode, muitas vezes, auxiliar o paciente a melhorar seu desempenho nas atividades diárias. O conhecimento diagnóstico permite esclarecer a etiologia do quadro, aspectos genéticos envolvidos, as manifestações oculares, as dificuldades visuais e o prognóstico futuro.

Além disso, contribui no planejamento educacional atual e futuro e na escolha da profissão futura. Testes eletrofisiológicos têm um papel de grande importância no estabelecimento do diagnóstico e na avaliação funcional nas afecções do segmento posterior, considerando as limitações da aplicação dos testes visuais comumente utilizados no exame oftalmológico e as dificuldades no exame do segmento ocular posterior por fotofobia, nistagmo de alta frequência e amplitude, desvio do olhar, opacidade de meios e cooperação. Outro fator a ser ponderado é o de que a retina pode apresentar aspecto de normalidade nos estágios iniciais de algumas afecções e que alterações semelhantes podem ser observadas no exame de fundo de olho em diferentes patologias. A mudança do diagnóstico perante os achados do estudo eletrofisiológico pode influenciar na perspectiva prognóstica do quadro para melhor ou pior, por exemplo, tratando-se de cegueira noturna estacionária con-

 

6. Microperimetria e prática clínica - Uma nova tecnologia como uma ferramenta indispensável na reabilitação de indivíduos com baixa visão

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Capítulo 6

Microperimetria e prática clínica

Uma nova tecnologia como uma ferramenta indispensável na reabilitação de indivíduos com baixa visão

Monica Daibert-Nido

Samuel N. Markowitz

INTRODUÇÃO

INFORMAÇÕES GERAIS

A perimetria orientada pelo fundo de olho e auxiliada por rastreadores oculares (eye-trackers), também conhecida como microperimetria, é uma nova tecnologia que permite a análise concomitante de aspectos estruturais e funcionais da retina. O uso do termo “microperímetro” para nomear os novos aparelhos é equivocado, uma vez que as competências desses aparelhos vão além da perimetria. Os aparelhos fornecem estimativas precisas da sensibilidade da retina e do tamanho do escotoma por meio da perimetria, bem como estimativas funcionais sobre a topografia dos loci retinianos preferenciais e sobre a estabilidade da fixação.1 A microperimetria é uma nova e potente ferramenta diagnóstica na Oftalmologia convencional, capaz de detectar, descrever e acompanhar doenças que afetam a região macular. O mesmo se aplica ainda mais ao lidar com casos de baixa visão.

 

7. Auxílios para maior resolução visual e funcionalidade

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Capítulo 7

Auxílios para maior resolução visual e funcionalidade

Maria Aparecida Onuki Haddad

Marcos Wilson Sampaio

A habilitação e a reabilitação do paciente com baixa visão constituem-se em uma atuação conjunta de profissionais de diversas áreas, direcionada à obtenção do máximo aproveitamento da visão presente e de todos os ganhos dele decorrentes, desde o desenvolvimento global da criança com baixa visão até a exploração segura do ambiente pelo indivíduo. A adaptação de auxílios especiais, realizada pelo médico oftalmologista, é parte desse processo e não deve ocorrer de forma isolada.1

Historicamente, podemos ressaltar alguns fatos referentes ao uso de auxílio:

� Isaac Newton (1643-1727) desenvolveu um

� Lentes rudimentares foram encontradas

em escavações na ilha de Creta e datam de

2000 a.C.

Óculos com lentes convexas para ampliação já eram utilizados desde 1270 em um relato de uma visita de Marco Polo à China.

 

8. Recursos de informática para pessoas com deficiência visual

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Capítulo 8

Recursos de informática para pessoas com deficiência visual

Robert Mortimer

Desde a criação do Braille em 1825, provavelmente nenhum avanço tecnológico teve mais impacto sobre a qualidade de vida das pessoas com deficiência visual, sob todos os aspectos, do que a tecnologia da informática. Uma das primeiras adaptações de sistemas de informática para pessoas cegas ou com baixa visão surgiu na década de 1970 com o invento do Optacon, aparelho que permitia a pessoas com cegueira ou surdocegueira sentir na ponta do dedo uma representação tátil das imagens de letras captadas por uma pequena câmera que o usuário deslizava sobre textos ou imagens de materiais impressos, como livros, revistas e outros documentos tipografados.

Esse aparelho, embora difícil de utilizar, dava pela primeira vez às pessoas cegas acesso aos mesmos objetos de leitura que as pessoas videntes acessam com a visão. Logo depois surgiram outros dispositivos e adaptações de recursos informáticos tradicionais. Hoje a informática tem avançado a ponto que soluções de acessibilidade se encontram em praticamente todas as plataformas e aparelhos que dependem da tecnologia da informática, desde computadores pessoais e dispositivos móveis até eletrodomésticos. Informações de todos os tipos estão acessíveis ou parcialmente acessíveis em um grau que 10 anos atrás era considerado como ficção científica, como a própria tecnologia digital convencional para o público em geral, como smartphones, sistema GPS e assistentes pessoais

 

9. Uso de prismas para reabilitação da visão após perda da função macular - Uma revisão sobre o que sabemos e o que fazemos hoje

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Capítulo 9

Uso de prismas para reabilitação da visão após perda da função macular

Uma revisão sobre o que sabemos e o que fazemos hoje

Samuel N. Markowitz

Monica Daibert-Nido

INTRODUÇÃO

A reabilitação de indivíduos com baixa visão após a perda da função macular central é tão antiga quanto a própria arte. A presença de visão periférica residual é evidente e notável nos indivíduos mais acometidos e pela maioria deles.

As tentativas de superar o déficit são autogeradas inicialmente e, mais tarde, assistidas com treinamentos e aparelhos específicos. A ampliação com vários dispositivos irá satisfazer muitos indivíduos na obtenção de uma visão adequada, tanto de perto como de longe.1 Em muitos casos, no entanto, a ampliação não é satisfatória para alcançar uma visão melhor e, às vezes, isso não

é sequer possível. A culpa pelo fracasso está na estabilidade de fixação ruim ao visualizar um alvo com retina periférica residual excêntrica.2

Essa falha se deve a uma incapacidade de utilizar a visão residual presente de forma ideal no lócus retiniano preferencial excêntrico recém-desenvolvido. Entre todos os dispositivos de apoio em uso, os prismas podem promover a refração da luz nas direções prescritas, a fim de alcançar um lócus retiniano preferencial quando se conhece a localização dele. Ao fazer isso, os prismas, especificamente os conjugados, diminuem a necessidade de movimentos oculares extenuantes

 

10. Próteses retinianas

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Capítulo 10

Próteses retinianas

Paulo Falabella

Vinicius C. Bergamo

Luis F. Nakayama

Rodrigo A. Brant Fernandes

INTRODUÇÃO

O impacto socioeconômico causado pela cegueira é um problema global em ascensão, em grande parte por conta do aumento da expectativa de vida e do envelhecimento populacional.

Estima-se que o número de pessoas com alterações visuais secundárias à idade aumente em

100% nas próximas três décadas.1

As doenças degenerativas e distróficas retinianas, dentre as quais se destacam a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a retinose pigmentar (RP), respectivamente, estão entre as principais causas de cegueira no mundo. Apesar de apresentarem diferentes etiologias e manifestações clínicas, a DMRI e a RP compartilham desfechos semelhantes em seu estágio avançado, culminando na destruição do epitélio pigmentar da retina (EPR) e dos fotorreceptores, com consequente cegueira.2

Ao longo das últimas décadas, diversas abordagens tecnológicas têm sido propostas e colocadas à prova, na tentativa de mitigar as consequências devastadoras das doenças degenerativas retinianas, congênitas ou adquiridas. Dentre as tecnologias mais promissoras com potencial de promover a preservação ou a recuperação visual diante das doenças mencionadas, encontram-se as próteses retinianas de estimulação elétrica, as terapias celulares e as terapias gênicas. Uma vez

 

11. A terapia genética na deficiência visual

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Capítulo 11

A terapia genética na deficiência visual

Simone Finzi

Mary Ben Apatoff

A terapia genética é o processo pelo qual um novo DNA é inserido nas células. O objetivo deste método é oferecer à célula um gene que está faltando ou que não está funcionando, fornecendo a ela um gene que possa ter propósito terapêutico. A terapia genética tem sido utilizada para uma série de tecidos e células com sucesso variável. A retina é um ótimo alvo para terapia genética por inúmeros motivos, como será discutido a seguir.1

Inicialmente, a retina é formada por camadas ordenadas que tornam um vetor de DNA, no qual o gene terapêutico está contido, fácil de ser injetado e inserido em todas as amostras de células oculares. O ambiente intraocular pode ser acessado facilmente através da pars plana.

Isso porque é muito diferente da maioria dos

órgãos internos, que não podem ser acessados facilmente e, portanto, isso faz com que a terapia genética se torne complicada. Também deve ser notado que a quantidade de tecido retiniano

 

12. Orientações para uso funcional do auxílio prescrito

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Capítulo 12

Orientações para uso funcional do auxílio prescrito

Keli Roberta Mariano Matheus

Mayumi Sei

Valdete Maia Teixeira Gonçalves Fraga

INTRODUÇÃO

O conceito de eficiência visual apareceu pela primeira vez no trabalho de Barraga (1964) com crianças com baixa visão, que revelou as probabilidades de as crianças com visão residual poderem aumentar a sua eficiência visual quando submetidas a uma planificação sequencial de estímulos visuais.1

Barraga e Morris (1978) consideraram que para se melhorar a eficiência visual seria necessário analisar algumas das variáveis: o olho; o sistema visual e as suas funcionalidades; a seleção de dificuldade progressiva de tarefas visuais de acordo com o nível de desenvolvimento; e considerar a visibilidade dos diferentes envolvimentos.2

O funcionamento visual seria melhorado com programas estruturados de forma individualizada com atenção às capacidades visuais que os sujeitos já tinham e as necessidades que seriam desejáveis para serem melhoradas (Waiss e Cohen,

 

13. Avaliação oftalmológica da criança com deficiência visual

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Capítulo 13

Avaliação oftalmológica da criança com deficiência visual

Maria Aparecida Onuki Haddad

Rodrigo Hideharo Sato

Andréa Tsuru Oya

Mariana Akemi Matsura Misawa

Ameline Nishizima

Marcos Wilson Sampaio

A visão é o sentido que fornece mais dados do meio ambiente e é o único capaz de organizar outras informações sensoriais.1,2 A visão é o mais importante canal de comunicação no primeiro ano de vida, assim como durante a idade pré-escolar e escolar. A deficiência visual na infância, ao limitar o número de experiências e informações, interfere no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional.2

Fatores etiológicos, idade de acometimento, presença de outras deficiências, aspectos ambientais e suas interações determinam dificuldades e defasagens na criança.3 Os resultados da detecção de doenças oculares e intervenções precoces são mais efetivos do que quando realizados tardiamente, após o período de desenvolvimento visual.3,4

 

14. Neurodesenvolvimento na criança com deficiência visual

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Capítulo 14

Neurodesenvolvimento na criança com deficiência visual

Solange Gois

“O Ser Humano aprende a conhecer somente através da relação com seu semelhante.”

Sigmund Freud

INTRODUÇÃO

Para a análise do neurodesenvolvimento

(ND) da criança com deficiência visual (DV) faz-se imperiosa uma revisão deste processo em crianças com visão normal, para melhor compreensão das correlações neurofuncionais e patológicas dos padrões de comportamentos consequentes. Com esse intuito, na descrição desde capítulo será dado um destaque especial

à influência e ao impacto da visão no contexto neuroevolutivo, por constituir a principal base neuroanatomofisiológica de integração. Desta forma, enfatizaremos a DV por lesão do sistema nervoso central (SNC) e sistema visual retroquiasmático ou central (SVR), e o impacto e a repercussão neuropatológica no ND no primeiro ano de vida.

CONCEITO

O ND na criança com visão normal é um processo filo e ontogenético próprio da espécie humana, automático e programado a partir da

 

15. Intervenção precoce

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Capítulo 15

Intervenção precoce

Sônia Mitico Fucasse Gondo

Jéssica Santos Rocha

INTRODUÇÃO

A VISÃO NO PERÍODO PÓS‑NATAL

No mundo, de acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde, existem 285 milhões de deficientes visuais. Destes, 39 milhões são cegos e 246 milhões têm baixa visão.1

O número de crianças cegas no mundo é estimado em 1,4 milhão.2 Em 2010, 23,9% da população brasileira apresentava algum tipo de deficiência, e deles 18,6% tinha deficiência visual (DV), sendo 17% com baixa visão. Isso torna essa deficiência a condição mais prevalente no Brasil.3

A visão está envolvida em muitas funções adaptativas, no desenvolvimento cognitivo, na aprendizagem motora, no controle postural e nas diversas formas de se relacionar com o meio e com os outros indivíduos. Assim, ela desempenha um importante papel no desenvolvimento humano. O déficit visual ainda na infância constitui um fator de risco para o desenvolvimento global. Por isso, a intervenção precoce nos primeiros anos de vida da criança com deficiência visual é fundamental para que suas funções cognitivas, motoras e sociais sejam potencializadas, de forma a proporcionar melhores repercussões na eficiência visual e em todos os aspectos do desenvolvimento.

 

16. Abordagem terapêutica na criança com deficiência visual cortical: um olhar baseado na função

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Capítulo 16

Abordagem terapêutica na criança com deficiência visual cortical: um olhar baseado na função

Ana Paula Martins Moreira Nogueira

INTRODUÇÃO

A visão é um sentido que fornece muitos elementos do meio ambiente e é capaz de organizar diferentes informações sensoriais. A criança que possui deficiência visual pode ter limitações em experiências que interfiram no seu desenvolvimento motor, cognitivo, comportamental e emocional.1

Embora a visão seja um sentido tipicamente associado aos olhos, eles compõem apenas uma parte do sistema que suporta e sustenta o sentido da visão; porém, são elementos anatômicos essenciais para o processamento visual.2

A baixa visão em crianças pode ser dividida em duas grandes categorias, sendo correlacionadas às doenças oculares e/ou à deficiência visual cortical.3

A baixa visão decorrente de doenças oculares envolve condições em que estruturas dos olhos apresentam alterações em seu funcionamento, malformações ou lesões, em razão de fatores genéticos, pré-natais, perinatais e pós-natais decorrentes de alguma agressão, trauma, infecção, exposição a agentes tóxicos, hipóxia, prematuridade ou também por alterações nutricionais.3

 

17. A integração sensorial na deficiência visual na infância

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Capítulo 17

A integração sensorial na deficiência visual na infância

Maria Emília Pires Briant

A INTEGRAÇÃO SENSORIAL

A integração sensorial é entendida como um processo em que as diferentes informações sen‑ soriais são recebidas e processadas pelo sistema nervoso central, que gera uma resposta adequa‑ da, possibilitando a interação com o meio. De acordo com Ayres,1 a integração sensorial é a organização das sensações para o uso.

A integração sensorial é um processo que ocorre no desenvolvimento de todas as crianças e, de acordo com Ayres1, ocorre desde quando o bebê está no útero materno. Anna Jean Ayres,

OTR, Ph.D., foi uma terapeuta ocupacional norte­‑americana que idealizou a Terapia da In‑ tegração Sensorial.

Desde que o bebê nasce, no processo de de‑ senvolvimento, ele vai tendo acesso a diferentes estímulos, à voz e ao cheiro da mãe, aos móbiles coloridos e sonoros que são colocados no berço, ao contato com diferentes alimentos na intro‑ dução alimentar e a uma série de outras expe‑ riências ao longo do seu crescimento. Habilida‑ des integradoras sensoriais normais proveem a fundação que permite a participação social ativa nas atividades ocupacionais,2 como vemos no diagrama da Figura 1.

 

18. Apoio à inclusão escolar do aluno com deficiência visual

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Capítulo 18

Apoio à inclusão escolar do aluno com deficiência visual

Flavia Faias de Andrade

INTRODUÇÃO

Após alguns anos de trabalho de tutoria de uma criança com deficiência visual, acompanhando, observando, convivendo com a prática pedagógica e fazendo adaptações de materiais, pude perceber e vivenciar as particularidades desse mundo da inclusão escolar.

O apoio à inclusão escolar do aluno com deficiência visual, tema deste capítulo, refletirá sobre alguns pontos que possibilitam que a inclusão seja uma ação efetiva. A escola não deve ser colocada como protagonista, pois existem outros setores fundamentais nesse processo. “O sucesso de uma política inclusiva depende da qualidade de uma rede de apoio que lhe dê sustentação.”1 Oftalmologistas, ortoptistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, profissionais de orientação e mobilidade, pedagogos especializados, psicólogos, fonoaudiólogos, profissionais de recursos tecnológicos, assistentes sociais, escola e família são peças desse grande sistema de engrenagem e, como todo sistema, uma parte que não funcione bem compromete o todo.

 

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