Cardioncologia na prática clínica

Visualizações: 70
Classificação: (0)

Essa obra oferece elementos que podem facilitar a escolha da conduta, retratando de forma objetiva e prática os mais recentes conhecimentos sobre a cardiotoxicidade e os principais efeitos da terapia oncológica sobre o coração. De maneira didática e com linguagem acessível, são apresentados os mais importantes aspectos das drogas quimioterápicas, o tipo de radioterapia e seus impactos no sistema cardiovascular, as particularidades das interações farmacológicas e o atendimento das situações de emergência em pacientes cardiopatas com câncer ou em pacientes oncológicos com manifestação aguda da doença cardiovascular. O livro é destinado a cardiologistas que atendem pacientes oncológicos ou que tiveram seus pacientes acometidos por câncer. Também é um excelente material de consulta para oncologistas que precisam rapidamente de dados sobre os efeitos do tratamento oncológico em pacientes cardiopatas. De forma rápida e clara, terão acesso a informações imprescindíveis sobre as vitais dimensões da prática clínica da cardioncologia. (Prof. Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas, Prof. Titular da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina do Centro Universitário do ABC e Diretor Científico da Associação Médica Brasileira 2018/2020)

FORMATOS DISPONíVEIS

20 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1. EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS ONCOLÓGICAS NO BRASIL

PDF Criptografado

Capítulo 1

EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS

ONCOLÓGICAS NO BRASIL

FAU Z I A D E FÁT I M A N A I M E

HÉZIO JADIR FERNANDES JUNIOR

INTRODUÇÃO

A população está envelhecendo e aumentando no mundo todo, fatos que merecem destaque como causas do aumento da mortalidade por câncer, assim como o merecem também as mudanças na prevalência e na distribuição dos principais fatores de risco da doença.1,2

O câncer tem se destacado como a principal causa de morte decorrente, em parte, dos declínios acentuados nas taxas de mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial coronariana (DAC).

Dados recentes compilados do Cancer Incidence in Five Continents

(CI5), elaborado pela International Agency for Research on Cancer

(IARC), mostraram que, em 2010, aproximadamente 15% da população mundial teve câncer de alta qualidade, com menores registros na

América do Sul (7,5% do total da população), Ásia (6,5%) e África (1%).3

O cálculo da estimativa tem estreita relação com as informações de mortalidade; portanto, quanto melhor a qualidade dessas informações, mais acurada é a estimativa da incidência de câncer. No

 

2. PRINCÍPIOS DA QUIMIOTERAPIA E DA IMUNOTERAPIA ONCOLÓGICA

PDF Criptografado

Capítulo 2

PRINCÍPIOS DA QUIMIOTERAPIA E DA

IMUNOTERAPIA ONCOLÓGICA

I Z A B E L L A C O R D E I R O F R E I R E SA A D R AC H E D

H E R O N R . S . R AC H E D

INTRODUÇÃO

Após o diagnóstico e o estadiamento de um câncer, uma variedade de opções terapêuticas pode ser adotada, como remoção cirúrgica da massa tumoral, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia oncológica.1

Neste capítulo, serão abordadas as principais classes de quimioterápicos e imunoterapias aplicadas em diferentes doenças malignas.

Os resultados no tratamento do câncer estão relacionados ao conhecimento da atividade de crescimento tumoral, que está diretamente associada à capacidade do sistema imunológico de eliminar clones de células malignas e às propriedades dos medicamentos utilizados, como ação farmacológica, variabilidade farmacocinética e farmacodinâmica, resistência e interação com outros fármacos.1,2

CICLO CELULAR E CRESCIMENTO TUMORAL

A compreensão do ciclo celular é essencial para entender os princípios da quimioterapia.

 

3. ANTRACICLINAS — ASPECTOS GERAIS

PDF Criptografado

Capítulo 3

ANTRACICLINAS — ASPECTOS GERAIS

H E R O N   R .   S .   R AC H E D

INTRODUÇÃO

As antraciclinas foram descobertas em 1964 e isoladas a partir da bactéria Streptomyces peucetius. A primeira antraciclina conhecida foi a rubidomicina, também chamada de daunorrubicina, sendo a precursora da doxorrubicina, esta última comercializada sob os nomes de

Adriamicina®, Adriblastina®, Fauldoxo®, dentre outros.1 Embora o seu mecanismo de ação na Oncologia não esteja bem elucidado, a intercalação da droga entre os pares de bases do DNA, levando à quebra da dupla hélice e impedindo o seu reparo, além da inibição da topoisomerase II B (enzima envolvida no processo de replicação e transcrição do DNA de células quiescentes), parece ser a mais aceita para interromper o crescimento das células tumorais (Figura 3.1),2 embora exerça um efeito deletério off-target sobre as células sadias, como os cardiomiócitos (Figura 3.2).

53

cardionco_.indd 53

03/10/19 07:54

 

4. ANTICORPOS MONOCLONAIS

PDF Criptografado

Capítulo 4

ANTICORPOS MONOCLONAIS

HÉZIO JADIR FERNANDES JUNIOR

H É L I O P I N CZ O WS K I

INTRODUÇÃO

O importante avanço no conhecimento sobre câncer de mama permitiu a identificação de diferentes perfis com comportamento biológico distintos, baseados em aspectos imuno-histoquímicos e moleculares, que conferem prognósticos diferentes.

A neoplasia de mama que hiperexpressa o Cerb2, um dos receptores do fator de crescimento epidérmico (EGFR), confere características mais agressivas a essa doença, sendo necessário o seu bloqueio por meio da utilização do anticorpo monoclonal trastuzumabe.1

Os anticorpos monoclonais, um paradigma da terapia-alvo oncológica, são amplamente utilizados no tratamento do câncer de mama que apresenta a superexpressão do Cerb2.

O uso de trastuzumabe está associado a um risco pequeno a moderado de cardiotoxicidade, que se apresenta com queda da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, geralmente assintomático, e, menos frequentemente, com insuficiência cardíaca.

 

5. INIBIDORES DE TIROSINA QUINASE E TERAPIASANTIBCR‑ABL — MECANISMO DE AÇÃO E RELAÇÃO COM A CARDIOTOXICIDADE

PDF Criptografado

Capítulo 5

INIBIDORES DE TIROSINA QUINASE E TERAPIAS

ANTIBCR‑ABL — MECANISMO DE AÇÃO E

RELAÇÃO COM A CARDIOTOXICIDADE

R E N ATO C E N T R O N E

M A R C E LO B E L L E S S O

H E R O N R . S . R AC H E D

INTRODUÇÃO

As tirosinas quinases são enzimas do subgrupo das proteínas quinases, responsáveis pela catalisação das proteínas, transferindo um grupo de fosfato da adenosina trifosfato (ATP), ativando cascatas de sinalização e promovendo proliferação celular.1,2 Terapias-alvo, como os inibidores de tirosina quinase (ITK), promoveram importante avanço no tratamento oncológico.2

Os ITKs são fármacos geralmente menos tóxicos em comparação

à terapia convencional,2 entretanto, em razão do seu uso crônico e difundido, podem ocorrer eventos cardiológicos adversos considerados off-target, ou seja, efeitos colaterais não relacionados ao alvo terapêutico. Dentre os espectros de cardiotoxicidade, estão: insuficiência cardíaca, arritmia, prolongamento do intervalo QT, hipertensão arterial, síndrome coronariana aguda e isquemia miocárdica.3

 

6. CARDIONCOLOGIA INFANTOJUVENIL

PDF Criptografado

Capítulo 6

CARDIONCOLOGIA INFANTOJUVENIL

M A R I A V E R Ô N I CA CÂ M A R A D O S SA N TO S

R O D R I G O SA N T U C C I

F R A N C I A N E G O N ÇA LV E S B E N I CÁ

C L AU D I A C O S E N T I N O G A L L A F R I O

INTRODUÇÃO

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Atualmente, o índice de cura encontra-se em torno de 80% na população infantojuvenil, desde que os pacientes sejam diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria dos pacientes curados terá uma boa qualidade de vida após o tratamento adequado.1

Vários tipos de câncer podem ocorrer nessa faixa etária. As leucemias representam o maior percentual de incidência, com 26%, seguida dos linfomas, com 14%, e tumores do sistema nervoso central (SNC), com 13%. Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (tumor que afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (tumores de células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).2

 

7. CARDIONCOLOGIA E RADIOTERAPIA

PDF Criptografado

Capítulo 7

CARDIONCOLOGIA E RADIOTERAPIA

DA N I E L G R A BA R Z

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, serão abordadas as condutas práticas que são utilizadas para a diminuição da irradiação no tecido cardíaco por meio do uso de alta tecnologia. Também serão discutidos os componentes dosimétricos, bem como o uso de atlas específicos, para minimizar os efeitos tóxicos dos tratamentos radioterápicos no coração.

Pouco se sabe sobre a quantidade de radiação necessária para causar toxicidade e danos em estruturas cardíacas específicas, mas é bem estabelecido que a radiação no tecido cardíaco aumenta o risco de complicações e mortalidade.1-4

Dentre as estruturas do coração mais expostas à radiação, a artéria descendente anterior esquerda (ADAE) está sob maior risco em decorrência da sua posição anatômica anterior no coração. Esse fato

é um problema principalmente nos casos de neoplasia de mama esquerda, em que são utilizados campos tangentes mamários, os quais, com frequência, incluem a ADAE na área de irradiação.

 

8. ECOCARDIOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DE CARDIOTOXICIDADE

PDF Criptografado

Capítulo 8

ECOCARDIOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO

DE CARDIOTOXICIDADE

M A R C E LO DA N TAS TAVA R E S D E M E LO

M A R C E LO LU I Z PAT R Í C I O

INTRODUÇÃO

Ao se deparar com um paciente oncológico, o cardiologista clínico tem que se despir da lógica habitual da sua prática clínica.

Classicamente, diversos escores, como Framingham, Grace, TIMI,

Duke e Wells, são utilizados para auxiliar no diagnóstico e na tomada de decisão do médico.

Na Oncologia, esses escores não são suficientes para predizer o diagnóstico e, por isso, não devem ser utilizados de forma isolada.

Isso ocorre porque o câncer causa alterações estruturais direta e indiretamente no sistema cardiovascular, assim como o seu tratamento tem suas cardiotoxicidades peculiares. É mister para o diagnóstico cardioncológico que se conheça o tipo de tumor e as suas linhas de tratamento vigentes e prévias. Sem essas informações, a investigação diagnóstica será dispendiosa e demandará um tempo excessivo, podendo prejudicar o prognóstico desses pacientes.

 

9. A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDIOVASCULAR NO DIAGNÓSTICO DE CARDIOTOXICIDADE

PDF Criptografado

Capítulo 9

A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDIOVASCULAR

NO DIAGNÓSTICO DE CARDIOTOXICIDADE

R O B E RTO N E RY DA N TAS J Ú N I O R

M A R C E LO DA N TAS TAVA R E S D E M E LO

INTRODUÇÃO

Avançando em relação às demais Sociedades, que definem a cardiotoxicidade com base exclusivamente na função ventricular, a

European Society of Cardiology (ESC), no ano de 2016, revisou a definição de cardiotoxicidade induzida por quimioterapia, estendendo-a para toda e qualquer alteração estrutural ou funcional do coração e da circulação, tanto na vigência quanto no pós-tratamento imediato ou tardio do câncer.1 Isso demanda uma ampliação conceitual do racional na monitorização cardiológica do doente oncológico, que antes se restringia a um valor arbitrário da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), não respeitando a individualização dos parâmetros hemodinâmicos e de aspectos como sexo e idade do paciente, que influenciam o cálculo da fração de ejeção.

Indiscutivelmente, a FEVE é o parâmetro mais estudado e valorizado, tendo papel decisivo na monitorização do tratamento oncológico, com pontos de corte (< 45% para antracíclicos e < 40% para os demais esquemas terapêuticos) que podem mudar o esquema quimioterápico,

 

10. 0EFEITOS DE FÁRMACOS ANTINEOPLÁSICOS SOBRE A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA

PDF Criptografado

Capítulo 10

EFEITOS DE FÁRMACOS ANTINEOPLÁSICOS

SOBRE A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA

DA L M O A . R . M O R E I R A

J O S É TA R C Í S I O M E D E I R O S

INTRODUÇÃO

O advento de novos agentes antineoplásicos melhorou significativamente a perspectiva de vida dos pacientes com câncer. Ao mesmo tempo, observou-se que o maior tempo de vida propiciou a detecção de efeitos colaterais em diversos tecidos corporais, causados pelos diferentes agentes farmacológicos utilizados durante o tratamento. Esses efeitos são observados particularmente sobre o coração e podem, de alguma maneira, interferir nos resultados do tratamento a que os pacientes são submetidos. Agressões diretas sobre os miocárdios atrial e ventricular e sobre o sistema especializado de condução do coração podem acarretar disfunções cardíacas, que se complicam com quadros de insuficiência cardíaca, e também serem causas de arritmias de gravidades variadas, prejudicando a evolução clínica dos pacientes tratados.

 

11. TUMORES CARDÍACOS

PDF Criptografado

Capítulo 11

TUMORES CARDÍACOS

CINTIA GALHARDO TRESSINO

R O D R I G O B E L L I O D E M AT TO S B A R R E T TO

DAV I D C O STA D E S O U Z A L E B I H A N

M A R C E L A M O M E S S O P E ÇA N H A

INTRODUÇÃO

As massas cardíacas podem ser classificadas como tumores, trombos ou vegetações, sendo sua diferenciação fundamental para a decisão clínica e terapêutica.

Embora o primeiro relato de tumor cardíaco primário tenha sido feito em 1562, por Columbus, e a primeira excisão de mixoma cardíaco tenha ocorrido em 1954, por Crafoord, o diagnóstico e tratamento desses tumores, por serem muito raros, ainda são desafiadores para clínicos e cirurgiões.1,2

Os tumores cardíacos diferenciam-se em primários e secundários

(metástases). A incidência de tumores cardíacos primários varia entre

0,001 e 0,03% na maioria das séries de autópsias.3 Histologicamente,

75% dos tumores são benignos, e o mixoma, que é o tipo mais frequente, corresponde a pelo menos metade dos casos. Os 25% restantes são malignos, sendo 95% deles sarcomas e 5% linfomas (Figura 11.1).4

 

12. AMILOIDOSE CARDÍACA — DIAGNÓSTICO E CONDUTA

PDF Criptografado

Capítulo 12

AMILOIDOSE CARDÍACA — DIAGNÓSTICO E CONDUTA

A R I A N E V I E I R A S CA R L AT E L L I M AC E D O

M A R C E LO DA N TAS TAVA R E S D E M E LO

INTRODUÇÃO

Amiloide pode ser definida como a deposição extracelular de fibrilas proteicas de baixo peso molecular. A amiloidose cardíaca, uma das cardiomiopatias infiltrativas mais comuns, geralmente associada a um prognóstico desfavorável, tem sua fisiopatologia relacionada à adesão de uma proteína normal em estado amiloide, resultando em clivagem, desnaturação ou excesso de produção da proteína anormal, que acaba adotando uma configuração de folhas betas antiparalelas, formando fibrilas amiloides.1 O desfecho clínico desse quadro depende da extensão do envolvimento tecidual e do tipo de fibrilas amiloides depositadas.

TIPOS DE AMILOIDOSES

Os principais tipos de amiloidose sistêmica classificados segundo as etiologias de base são (Tabela 12.1):

24 9

cardionco_.indd 249

03/10/19 07:54

 

13. CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS — PARTICULARIDADES E CONDUTA

PDF Criptografado

Capítulo 13

CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA EM PACIENTES

ONCOLÓGICOS — PARTICULARIDADES E CONDUTA

M A R C E LO J O S É D E CA RVA L H O CA N TA R E L L I

H É L I O J O S É CAST E L LO J Ú N I O R

A L E X A N D R E S C H A A N D E Q UA D R O S

M A R C E LO H A E RT E L M I G L I O R A N Z A

DA N I LO F E R R A Z D E O L I V E I R A M A KS U D

INTRODUÇÃO

Com os avanços no tratamento do câncer, a sobrevida dos pacientes oncológicos tem aumentado de forma constante. Paradoxalmente, esses pacientes apresentam uma maior morbimortalidade cardiovascular não apenas relacionada ao tratamento oncológico (terapia hormonal, quimioterapia e radiação), mas também ao histórico de fatores de risco. É importante ressaltar que os principais fatores de risco para o câncer coincidem com os da doença coronária, como tabagismo, dieta inadequada, estresse, sedentarismo e obesidade. Além disso, a relação entre doença cardíaca e câncer é ainda mais estreita pelo fato de que o potencial cardiotóxico do tratamento oncológico e das síndromes paraneoplásicas transcendem o dano miocárdico direto, causando também danos significativos à vasculatura (lesões de endotélio), ao sistema de condução e ao aparato valvular, além de trombocitopenia ou hipercoagulabilidade. O estado de hipercoagulabilidade do câncer, potencializado pelo efeito do tratamento oncológico, aumenta

 

14. CARDIOTOXICIDADE: MITIGANDO OS EFEITOS DA CARDIOTOXICIDADE POR MEIO DO CONTROLE DOS FATORES DE RISCO — CARDIOPROTEÇÃO

PDF Criptografado

Capítulo 14

CARDIOTOXICIDADE: MITIGANDO OS EFEITOS DA

CARDIOTOXICIDADE POR MEIO DO CONTROLE

DOS FATORES DE RISCO — CARDIOPROTEÇÃO

A N TO N I O M E N D E S N E TO

A R I A N E V I E I R A S CA R L AT E L L I M AC E D O

INTRODUÇÃO

Com o avanço das terapias para tratamento do câncer, as preocupações relacionadas à segurança cardiovascular durante o tratamento oncológico têm requerido colaboração mútua entre oncologistas e cardiologistas.

O primeiro passo para a prevenção de cardiotoxicidade é avaliar o indivíduo quanto ao risco cardiovascular basal e identificar os pacientes de alto risco. É essencial realizar uma abordagem proativa, otimizando o tratamento das doenças cardiovasculares existentes e reduzindo os fatores que contribuem para o aumento do risco cardiovascular. Essa avaliação é um processo contínuo, que deve acontecer durante todo o tratamento.

É crucial que se saiba as melhores estratégias para monitorização, prevenção e tratamento das complicações cardiológicas do tratamento oncológico. O conceito de cardioproteção abrange reduzir a morbidade e a mortalidade da cardiotoxicidade e permitir que os pacientes recebam a quimioterapia proposta, seja com intenção de cura, de prolongar a sobrevida ou oferecer tratamento paliativo.1

 

15. EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

PDF Criptografado

Capítulo 15

EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES

EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

M I G U E L A N TO N I O M O R E T T I

DA N I E L G O L D WAS S E R

INTRODUÇÃO

Profissionais que trabalham em unidades de emergência muitas vezes se depara com pacientes oncológicos em vigência de tratamento, que já finalizaram o tratamento ou que ainda nem sabem que são portadores de neoplasias. Muitas vezes, o primeiro diagnóstico é feito durante um atendimento de pronto-socorro. Uma fratura patológica, um tamponamento cardíaco ou até mesmo uma taquiarritmia com ou sem pericardite podem ser sinais da presença de um câncer.

Uma emergência oncológica pode ser definida como qualquer evento que gere risco de vida, direta ou indiretamente, relacionado à doença, ao seu tratamento ou a tratamentos adjacentes.1 Para prevenção e detecção precoce das emergências oncológicas, os médicos precisam manter um elevado nível de suspeita, além de educar seus pacientes adequadamente para que eles possam identificar e reportar os sintomas.1

 

16. HIPERTENSÃO ARTERIAL RELACIONADA AO TRATAMENTO ONCOLÓGICO

PDF Criptografado

Capítulo 16

HIPERTENSÃO ARTERIAL RELACIONADA

AO TRATAMENTO ONCOLÓGICO

H E R O N   R .   S .   R AC H E D

R U I P ÓVOA

INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial (HA) é a doença crônica mais prevalente em todo o mundo, afetando mais de um terço da população mundial adulta e apresentando prevalência crescente com a idade. Na faixa etária acima de 60 anos, atinge mais de 60% desses indivíduos.1 Similarmente, as neoplasias também apresentam uma incidência crescente com a idade, de tal forma que ambas as doenças compartilham de alta associação. Outros fatores de risco colaboram para o aumento dessa associação. Nas últimas décadas, com o avanço das novas terapias antineoplásicas, os pacientes passaram a apresentar uma maior sobrevida. Dados de 2014 mostram que, nos

EUA, a melhora da sobrevida proporcionou que aproximadamente

14,5 milhões de norte-americanos estivessem vivos ainda, com uma projeção de aumento dessa sobrevida de 31% em 10 anos.2

Alguns fatores de risco favorecem a coexistência de doenças cardiovasculares e neoplasias, como: tabagismo, alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo, diabetes melito e abuso de álcool.3

 

17. MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E CRÔNICA, VALVULOPATIAS E PERICARDIOPATIAS SECUNDÁRIAS À CARDIOTOXICIDADE

PDF Criptografado

Capítulo 17

MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E

CRÔNICA, VALVULOPATIAS E PERICARDIOPATIAS

SECUNDÁRIAS À CARDIOTOXICIDADE

LIVIA PERES HUCK

DA N I E L G O L D WAS S E R

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E CRÔNICA

Definição

A insuficiência cardíaca (IC) caracteriza-se como uma síndrome clínica complexa de caráter sistêmico, na qual a disfunção cardíaca, tanto aguda quanto crônica, ocasiona inadequado suprimento sanguíneo para atender as necessidades metabólicas tissulares.1-3

Os sintomas (como falta de ar, inchaço do tornozelo e fadiga) e os sinais clínicos (como pressão jugular venosa elevada e crepitações pulmonares) da IC resultam da redução do débito cardíaco ou do aumento das pressões de enchimento, as quais são decorrentes de disfunção sistólica e/ou diastólica causada por anormalidades estruturais ou funcionais do coração.4,5

3 55

cardionco_.indd 355

03/10/19 07:54

3 56

CA RD IO NCO LO GIA NA PRÁT ICA CLÍNICA

 

18. DISTÚRBIOS NA COAGULAÇÃO E MANEJO DA ANTICOAGULAÇÃO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

PDF Criptografado

Capítulo 18

DISTÚRBIOS NA COAGULAÇÃO E MANEJO DA

ANTICOAGULAÇÃO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

C E SA R D E A L M E I DA N E TO

MARCOS JOSÉ PEREIRA RENNI

INTRODUÇÃO

O tromboembolismo venoso (TEV) é um problema de saúde pública importante, com uma incidência anual estimada de aproximadamente 1 a 2 casos por cada 1.000 pessoas na população geral.1

Conceitualmente, o TEV engloba a trombose venosa profunda

(TVP) e a embolia pulmonar (EP). Os pacientes oncológicos apresentam uma prevalência elevada de TEV, que está associado a maiores taxas de morbidade e mortalidade. Nos pacientes oncológicos, o risco estimado de desenvolver TEV é de cerca de 4 a 7 vezes maior quando comparados a pacientes sem câncer.2

No curso de sua evolução clínica, os pacientes oncológicos apresentam fatores de risco independentes para o desenvolvimento do TEV.3,4

A associação clínica entre neoplasias e hipercoagulabilidade é conhecida há mais de um século; estima-se que um em cada cinco pacientes com neoplasia apresentará TEV durante a evolução natural da doença.5

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPDP000297653
ISBN
9786555760262
Tamanho do arquivo
23 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados