Ciberbullying: Questões e Soluções para a Escola, a Sala de Aula e a Família

Autor(es): SHARIFF, Shaheen
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Ciberbullying é um assunto que está em pauta nas políticas educacionais de todo o mundo. A internet e os meios virtuais muitas vezes são verdadeiros campos de batalha. Com este livro, o leitor vai entender as complexidades e os diferentes tipos de bullying existentes.

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Capítulo 1. O ciberespaço: campo de batalha ou oportunidade?

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O ciberespaço campo de batalha ou oportunidade?

Os professores declaram guerra ao ciberbullying!

(Brown, 2007)

A guerra das escolas contra os bullies* gera bons resultados escolares!

(Asthana, 2007)

Professora dá o alarme sobre o ciberbullying!

(Lampert, 2006)

Professora incentiva a contenção dos bullies virtuais!

(Bohn, 2006)

A internet oferece aos bullies as armas para causar danos a distância!

(Harmon, 2004)

Introdução

Até muito recentemente, a menção do termo “ciberbullying” invocava, imagens de um jogo de computador com personagens ao estilo

“Guerra nas Estrelas” travando combates. Foi difícil convencer as pessoas de que esse assunto atrairia imensa atenção mundial e que logo chegaria

*

N. de T.: A palavra bully (no plural, “bullies”), da qual deriva o termo bullying, aceita diversas traduções, como: “valentão”, “tirano”, “brigão”, “bruto”, “provocador”, ou, no contexto deste livro, “autor do bullying”.

 

Capítulo 2. O perfil do bullying tradicional e do bullying virtual

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O perfil do bullying tradicional e do bullying virtual

Mãe, por favor, após a minha morte, por favor, vá às escolas e fale para as crianças que o bullying e as provocações têm consequências sérias. (…) É só isso o que eu desejo, e espero que as pessoas sintam a minha falta. Por favor, visitem o meu túmulo com frequência para que eu não me sinta sozinho.

(Hamed Nastoh, vítima de bullying)1

O que é bullying?

O bullying entre crianças em idade escolar é, sem dúvida, um fenômeno bastante antigo, embora não tenha sido objeto de estudos sistemáticos até o início da década de 1970. Nas escolas, o bullying normalmente ocorre em áreas com pouca ou nenhuma vigilância dos adultos; pode ocorrer dentro ou no entorno dos prédios das escolas, em­bora se dê com maior frequência nas aulas de educação física, nos corredores e banheiros, ou durante aulas que requeiram trabalhos em grupo e/ou após as atividades escolares. Às vezes o bullying na escola se cofigura por um grupo de alunos se aproveitar de, ou isolar um aluno em particular e ter superioridade numérica sobre ele. Os alvos do bullying na escola em geral são os alunos que são considerados estranhos ou diferentes pelos colegas, o que dificulta ainda mais a situa-

 

Capítulo 3. Um panorama transnacional

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Um panorama transnacional

SNERT (…) É o que alguns chamam de encrenqueiros do ciberespaço. Atribuído a

Kurt Vonnegut, o termo é uma sigla para “Snot-Nosed Eros-Ridden Teenager”*. O termo capta, de modo conciso, o que representam essencialmente muitos dos indivíduos perversos no ciberespaço. Eles ridicularizam as autoridades e espalham o próprio descontentamento consigo próprios e com os outros indivíduos.

(Suler e Philips, 1998)

Introdução

Existem SNERTS no mundo todo. Eles não se restringem à Grã-Bretanha, ao Canadá e aos Estados Unidos. Portanto, neste capítulo, quero oferecer um panorama transnacional da utilização da internet, do predomínio do ciberbullying e exemplos de casos para fornecer aos leitores uma avaliação geral do que ocorre em várias partes do mundo dentro da definição do “ciberbullying”.

O ciberbullying surgiu apenas recentemente em muitos países e só agora está passando a ser reconhecido como um problema grave que precisa ser resolvido. A pesquisa realizada pelos meus colegas de vários países é variada e esporádica. Além disso, acabo de iniciar meu projeto

 

Capítulo 4. O papel do gênero: as influências biológicas e ambientais

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O papel do gênero as influências biológicas e ambientais

Aquilo que está entranhado nos ossos aparecerá na carne.

(Boyd, 2000, p. 95)

As estatísticas internacionais destacadas no capítulo anterior sugerem uma série de diferenças de gênero no modo como indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino se envolvem com o ciberbullying e na maneira como se comunicam com amigos por meio das redes sociais na internet. Como vimos, muitos dos autores são adolescentes. A agressividade

é de fato inerente à natureza dos jovens ou esta é simplesmente a maneira pela qual as suas particularidades biológicas da pré-puberdade, e durante a puberdade, se combinam com as mensagens sociais que recebem dos seus cuidadores e educadores?

Embora o gênero não seja o único aspecto que influencia a emergência do ciberbullying e as variadas respostas ao ciberbullying, creio que a forma como se definem as diferenças de gênero, o modo como estas são representadas no uso da internet e no ciberbullying, e também as respostas da sociedade a elas, são suficientemente predominantes para justificar a atenção de todo um capítulo.

 

Capítulo 5. Controlando os espaços dos jovens e das crianças

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Controlando os espaços dos jovens e das crianças

“Onde está o homem com o megafone?” (...) “Não há absolutamente nenhum adulto por lá?” “Acho que não”. O menino disse isso solenemente; mas logo foi dominado pelo prazer de um sonho realizado.

(Golding, 1954, p. 7)

Introdução

Em outro trabalho (Shariff e Hoff, 2007), discuti o motivo de haver muitos paralelos entre o que ocorre quando adolescentes são deixados em uma ilha deserta sem supervisão, como no estudo fictício realizado por

Golding (1954), e o que ocorre hoje no ciberespaço. Deixados sozinhos sem supervisão, os meninos de Golding perseguem, depois aterrorizam e por fim matam uns aos outros. De modo semelhante, o ciberbullying entre pares coloca os alunos em uma ilha virtual sem supervisão e com muito poucas regras, o que permite que o bullying evolua, tornando-se perigoso, alcançando até mesmo níveis potencialmente fatais, conforme ilustrado nos exemplos apresentados nos capítulos sobre o perfil do ciberbullying.

 

Capítulo 6. O poder dos envolvidos

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O poder dos envolvidos

O bullying praticado com a utilização das novas tecnologias de informação (...) dá aos jovens e crianças muito mais poder do que eles jamais tiveram.

(Superintendente de escola Anne Kerr, citada em Girard e Nguyen, 2007)

Introdução

As batalhas são essencialmente uma questão de poder. Iniciei este livro com questões sobre por que o problema do bullying virtual é sempre apresentado como uma batalha. No Capítulo 5, defini o contexto ao sugerir que os leitores refletissem sobre o quanto vigiamos as crianças e sobre as mentalidades que os adultos continuam adotando para conceituar as tecnologias da comunicação, ainda que estas estejam presentes por pelo menos duas décadas.

Quero, neste capítulo, analisar um pouco mais a mentalidade que informa as respostas dos diversos envolvidos às formas recentes do “bullying virtual” que tem causado tanto clamor público no mundo todo. Esse tópico dá prosseguimento ao tema da “supervisão adulta constante” apresentada no capítulo anterior. Quero analisar os papéis das partes envolvidas na determinação das formas de conhecimento e de expressão acessíveis aos jovens. Esse debate altamente público ligado ao ciberbullying se refere basicamente à expressão, à privacidade e à censura, ou ao controle dessa expressão.

 

Capítulo 7. Contrabalançando a liberdade de expressão:privacidade e segurança no ciberespaço

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Contrabalançando a liberdade de expressão

Privacidade e segurança no ciberespaço

A paisagem em que residia o equilíbrio do discurso que protegia os estudantes do poder punitivo permissivo por parte dos funcionários das escolas mudou profundamente. A internet marca a mudança radical desse panorama, assim como o

Front Range* marca o fim das Grandes Planícies.

(Beidler vs. North Tbunton Scb. Dist., No. 99-2-00236-6

Thurston Cty. Super. Ct., July 18, 2000)

Introdução

Ao contrário dos tempos de Golding (Golding, 1954), os jovens de hoje não têm que ir a uma ilha distante para encontrar uma paisagem diferente.

Ela está ao alcance do telefone celular ou do computador doméstico. O ciberespaço se tornou um verdadeiro lugar sem regras de civilidade virtual claramente definidas. Na internet, ninguém ainda encontrou uma forma aceitável e viável de criar e aplicar um mínimo de cultura que permita às pessoas conviver umas com as outras. Em nenhum lugar na internet isso é mais verdadeiro que no espaço virtual frequentado por crianças e adolescentes, que muitas vezes têm capacidade e habilidade tecnológica suficiente para dar mil voltas eletrônicas nos adultos que os cercam, porém não possuem controles psicológicos e sociológicos internos para moderar o próprio comportamento.

 

Capítulo 8. Soluções harmônicas

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Soluções harmônicas

Introdução

Concluí o capítulo anterior com uma referência às “cornetas do dilema” e fiz a introdução do meu capítulo final com um desenho relacionado a essa ideia. Quando enviei primeiramente esse desenho ao meu editor, ele ficou preocupado que a imagem pudesse banalizar as questões tratadas neste livro. De fato, à primeira vista, é fácil compreender a preocupação dele. O último capítulo de um livro tem, em especial, uma importância fundamental, pois é aqui que apresento “soluções” para as “cornetas do dilema”, para as batalhas no ciberespaço, a fim de acalmar as preocupações de pais, professores e alunos angustiados. Lamentavelmente, não trago uma solução acabada. Não há modelos ou instruções a serem seguidas, há diretrizes. A representação acima apresenta a compreensão pura de uma criança de 10 anos. Essa representação simplifica uma situação muito complexa ao mostrar o modo como ela pode ser facilmente solucionada. Como adultos, ficamos tão absortos nas complexidades de determinados questionamentos que deixamos de identificar as soluções mais óbvias que estão bem diante dos nossos olhos.

 

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