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Macroeconomia esquematizado®

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A obra foi elaborada com base na experiência de vários anos da autora como professora de economia dos principais cursinhos preparatórios para concursos públicos. Ela está dividida em 19 capítulos teóricos, complementado com diversas questões resolvidas. Nesses capítulos, os conceitos mais relevantes foram destacados em azul, para facilitar sua visualização. Ao final, um glossário permite compreender, de maneira rápida e abreviada, a definição de termos utilizados ao longo do texto. São destacados temas como as formas de mensuração do produto e da renda nacional; o produto nacional, interno, líquido, bruto, a custo de fatores, a preço de mercado; a estrutura básica para as contas nacionais; o crescimento de longo prazo; entre outros. Ao final de cada capítulo há questões especialmente selecionadas e comentadas pela autora, para a fixação do conteúdo.

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175 capítulos

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1.1. MACROECONOMIA

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1

Conceitos Macroeconômicos Básicos

JJ 1.1. MACROECONOMIA

Em 1936, iniciou­‑se o interesse pela Macroeconomia, com a obra de John May‑ nard Keynes denominada Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda1.

Esse interesse surgiu em virtude da Grande Depressão decorrente da quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929. A crise gerada representou o questio‑ namento da ideologia clássica2 vigente até então, regida pelo liberalismo3 econômi‑ co, que defendia a não intervenção do Estado na economia e acreditava que o mercado deveria agir segundo suas próprias forças. Do ponto de vista econômico, a Grande Depressão foi marcada por uma crise de superprodução, desemprego e especulação financeira.

Em vista do fracasso do governo Roosevelt em solucionar o problema, a “Teoria

Geral” de Keynes foi capaz de explicar os fatos e defender a intervenção do gover‑ no na economia como solução para o problema vigente. Reforçando esse pensamen‑ to, Blanchard afirma que “poucos economistas tinham uma explicação coerente para a Depressão — fosse para sua profundidade, fosse para sua extensão. As medidas

 

1.2. MOEDA E PRODUTO

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28

Macroeconomia Esquematizado ®

JJ 1.2. 

Luiza Sampaio

MOEDA E PRODUTO

Para que se possa medir o produto da economia, deve­‑se agregar (= juntar) to‑ dos os bens e serviços e avaliá­‑los com base em uma única unidade monetária de medida denominada:

Moeda

Por meio da Moeda, é possível somar todos os bens que a economia produziu em unidades monetárias. Na palavra de Paulani e Braga, tem­‑se que “No sistema econômico em que vivemos, tudo pode ser avaliado monetariamente, de modo que toda a imensa gama de diferentes bens e serviços que uma economia é capaz de produzir pode ser transformada em algo de mesma substância, ou seja, moeda ou dinheiro”10.

Pode­‑se dizer que uma das maneiras de se determinar o produto (= bens e servi‑

ços) gerado pela economia é somar todas as quantidades produzidas e multiplicá­‑las pelo seu respectivo preço.

Produto = ∑ (quantidade × preço)

Assim, produto é o valor em unidades monetárias dos bens e serviços finais11 produzidos em uma economia em determinado período de tempo.

 

1.3. PRODUTO PER CAPITA

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1

29

Conceitos Macroeconômicos Básicos

por setor terciário, aquele que produz intangíveis ou produtos não materiais.

Desenvolve atividades ligadas ao comércio e aos serviços comerciais, a tercei‑ ros, pessoais, como educação, saúde, telecomunicações, transporte, turismo etc.

JJ

É importante ressaltar que títulos negociados na bolsa de valores e imóveis usados vendidos não entram no cálculo do PIB, porque há apenas troca de titula‑ ridade, ou seja, o ganho apurado não apresenta contrapartida de bem ou serviço.

Observe o que Froyen diz a respeito: “Transações envolvendo a mera transferência de bens produzidos em períodos anteriores, como vendas de casas, carros ou fábri‑ cas usadas, não entram no PIB corrente. As operações com ativos financeiros, como ações e títulos, são também exemplos de transações de mercado que não envolvem diretamente a produção corrente de bens e serviços e, portanto, não fa‑ zem parte do PIB”13.

JJ 1.3. PRODUTO

 

1.4. IDH

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1

31

Conceitos Macroeconômicos Básicos

Figura 1.1.  C

� omportamento do PIB e do PIB per capita no período de 2000 a 2013 —

Taxa (%) de crescimento anual

8,0

7,5

7,0

5,7

5,0

5,2

4,4

4,3

4,0

3,0

6,5

6,1

6,0

4,0

4,0

2,8

3,2

2,7

2,0

1,3

1,0

1,3

2,7

2,7

1,7

1,9

1,4

0,1

0,0

–0,1

–0,3

–0,2

–1,0

–2,0

2,3

1,0

–1,4

2000

2001

2002

2003 2004

2005

2006

PIB

2007

2008

2009 2010 2011

2012

2013

PIB per capita

Fonte: IBGE — Contas Nacionais trimestrais, 4º tri/2013.

JJ 1.4. IDH

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa de qualidade de vida, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU)20 e usada como referência da qualidade de vida e do desenvolvimento, considerando critérios acima dos índices econômicos. Diferentemente do produto per capita, a abordagem de desenvolvimento humano mede o bem-estar social não apenas pela perspectiva do crescimento econômico, mas, sim, com um olhar para o ser humano, suas oportuni‑ dades e capacidades. O IDH, contudo, não contempla alguns aspectos de desenvolvi‑ mento, por exemplo, democracia, participação, equidade e sustentabilidade. Ele en‑ globava, até o ano de 2009, três dimensões: renda per capita, educação (taxa de analfabetismo) e esperança de vida (longevidade).

 

1.5. COEFICIENTE DE GINI

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1

41

Conceitos Macroeconômicos Básicos

dizer que o IDH-ad mede o desenvolvimento humano “real”, enquanto o IDH mede o desenvolvimento humano “potencial”.

Para 2012, considerando o IDH-ad, o Brasil cai de 0,73 para 0,531; uma perda de

27,2% decorrente das disparidades na distribuição dos índices avaliados.

Para 2013, quando descontado o valor do IDH em função da desigualdade, o

índice fica 27,15% menor, ou seja, cai de 0,744 para 0,542, devido principalmente à desigualdade da renda, que embora tenha diminuído, conforme poderá ser verificado no item 1.5. Coeficiente de Gini, ainda representa a principal causa para retração do

IDH-ad. Com isso, o Brasil perderia 16 posições no ranking de desenvolvimento.

Confira na Tabela 1.4 abaixo como esse índice abrange apenas 145 países, fica im‑ possibilitada a comparação com o ranking do IDH.

Para 2015, se fosse levado em conta o IDH-ad, o Brasil cairia 19 posições no ranking mundial, passando de 0,754 para 0,551.

 

1.6. IDENTIDADE MACROECONÔMICA

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1

Conceitos Macroeconômicos Básicos

JJ 1.6. 

45

IDENTIDADE MACROECONÔMICA

Entende­‑se por Identidade Macroeconômica uma relação acima da igualdade, ou seja, é uma relação idêntica, que não guarda em si nenhuma relação de causa e efeito. É tautológica, ou seja, é aceita sempre como verdade.

A primeira identidade macroeconômica a ser conhecida é:

PRODUTO ≡ RENDA ≡ DISPÊNDIO46

Assim, pode­‑se dizer que, quando se produz algo, no mesmo momento em que há despesa também se gera renda. Não é necessário que primeiro ocorra um fato e depois o outro. Ocorrem simultaneamente, como em uma troca. Quando se compra um produto, no mesmo instante se paga por ele, ou seja, não ocorre um ato antes do outro.

Pode­‑se perguntar: “E se não se pagar pela compra?”. Responder­‑se­‑á: “Nes‑ se caso, troca­‑se o objeto por uma dívida ou por um compromisso futuro de pa‑ gamento ou pela imagem de mau pagador. Mas alguma coisa se dará em troca do produto”.

 

1.7. ESTOQUES E FLUXOS

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46

Macroeconomia Esquematizado ®

Luiza Sampaio

como destino o mercado, onde os bens e serviços são demandados para consumo final ou para investimento”51.

O capítulo 2 tratará da determinação do produto pelas três óticas supramencio‑ nadas: a ótica do dispêndio, a ótica do produto e a ótica da renda.

Da identidade macroeconômica produto ≡ renda ≡ dispêndio, deriva o fluxo circular da renda, assunto este abordado neste capítulo.

JJ 1.7. 

ESTOQUES E FLUXOS

Estoques e Fluxos são quantidades que podem aumentar ou diminuir ao longo do tempo. O que os diferencia é que o estoque pode ser mensurado em um ponto específico de tempo, enquanto o fluxo só pode ser mensurado em um intervalo ou período de tempo.

Para facilitar a compreensão, pode­‑se dizer que, se o estoque é uma fotografia, o fluxo é um filme. Portanto, se o objetivo for fotografar o produto da economia, a foto sairia tremida porque o produto apresenta um movimento contínuo. Só seria possível filmar. Também, se o objetivo fosse filmar a riqueza de um consumidor, o filme ficaria monótono, sem movimento. Logo, o melhor seria fotografar.

 

1.8. DEFINIÇÃO DE CURTO E LONGO PRAZO EM MACROECONOMIA

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1

47

Conceitos Macroeconômicos Básicos

importações podem afetar o volume dos estoques das empresas ou o estoque de bens de capital; os salários e ordenados recebidos dedicados à compra de casas recente‑ mente construídas podem afetar o estoque de habitações. No caso de algumas variá‑ veis que têm contrapartidas diretas sob a forma de estoques, as estatísticas referentes a uma coisa e a outra são, infelizmente, registradas sob títulos praticamente idênti‑ cos. A poupança de um indivíduo é um fluxo ($ 25 para abril), e suas poupanças to‑ tais são um estoque ($ 500 acumulados até 30 de abril); o investimento bruto de uma empresa é um fluxo ($ 500 para abril), e o total investido, ou o valor monetário do capital real acumulado, é um estoque ($ 1 milhão em 30 de abril); a variação nacional de moeda é um fluxo ($ 1 bilhão de aumento durante abril), e a oferta de moeda é um estoque ($ 195 bilhões em 30 de abril)”54.

JJ 1.8. 

DEFINIÇÃO DE CURTO E LONGO PRAZO EM MACROECONOMIA

 

1.9. CONCEITOS DE PRODUTO INTERMEDIÁRIO, PRODUTO ADICIONADO, VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO E PRODUTO AGREGADO

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1

Conceitos Macroeconômicos Básicos

49

Novamente, Froyen afirma, agora se referindo a uma curva de oferta de longo prazo, que: “a função oferta agregada clássica é vertical (...) produto e emprego são completamente determinados pela oferta. A demanda agregada não cumpre nenhum papel sistemático na determinação do produto”57.

Conclui­‑se que:

Curto prazo, em Macroeconomia, é o período em que os preços são rígidos

→ com base no modelo Keynesiano58.

JJ Longo prazo, em Macroeconomia, é quando os preços são flexíveis → com base no modelo clássico59.

JJ

JJ 1.9. �

CONCEITOS

DE PRODUTO INTERMEDIÁRIO, PRODUTO ADICIONADO,

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO E PRODUTO AGREGADO

Produto intermediário60 é o material utilizado para elaboração do produto, ou seja, é o insumo, o bem ou o serviço utilizado para que a produção seja possível.

Segundo Blanchard: “Produto intermediário é um bem empregado na produção de outro bem. Alguns bens podem ser tanto finais como intermediários. Batatas vendi‑ das diretamente aos consumidores são bens finais. Batatas utilizadas para produzir batatinhas fritas são bens intermediários”61. É, portanto, bem que será utilizado na produção de outros bens, no lugar de serem vendidos ao consumidor final.

 

1.10. FLUXO CIRCULAR DA RENDA

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1

51

Conceitos Macroeconômicos Básicos

2ª Hipótese: O setor 1 produziu 1.000 de sementes e vendeu 800 para o setor 2, que produziu 2.000 de trigo e vendeu 1.300 para o setor 3, que produziu 2.700 de farinha de trigo e vendeu tudo para o setor 4, que produziu 5.200 de pão e vendeu tudo para os consumidores finais. Essa situação pode ser visualizada no quadro da

Tabela 1.7 a seguir:

Tabela 1.7.  Produção, Produto intermediário, Produto adicionado e Produto que não entrou no processo produtivo numa economia distribuída por setor

PRODUTO

ADICIONADO

PRODUTO QUE NÃO

ENTROU NO PROCESSO

PRODUTIVO

0

1.000

200

2.000

800

1.200

700

Setor 3

2.700

1.300

1.400

0

Setor 4

5.200

2.700

2.500

0

VBP =

10.900

SETOR

PRODUÇÃO

Setor 1

1.000

Setor 2

PRODUTO

INTERMEDIÁRIO

Produto agregado = VBP – Produto Intermediário

 

1.11. QUESTÕES

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54

Macroeconomia Esquematizado ®

Luiza Sampaio

depende da expectativa dos agentes econômicos com relação ao futuro, ou seja, quanto o produtor conseguirá vender. Além disso, o empresário deverá fazer a com‑ paração entre a Eficiência marginal do capital (EmgK)70, que representa o ganho do investidor, e a taxa de juros, que é o custo do investimento. Portanto, se a EmgK for maior que a taxa de juros, propiciará o investimento produtivo. Se a EmgK for menor que a taxa de juros, levará à não efetivação do investimento produtivo.

Portanto, para os clássicos, a poupança sempre tenderá a ser igual ao investimen‑ to, proporcionando um crescimento estável para o produto. E, para Keynes, a incer‑ teza poderá provocar um excesso de poupança e uma escassez de investimento, rom‑ pendo com o fluxo circular da renda e gerando instabilidade.

Feijó e Ramos sintetizam o fluxo circular da renda numa economia fechada e sem governo pelas seguintes relações contábeis: “a demanda pelo produto é compos‑ ta pelas demandas de bens e serviços finais e bens e serviços de investimento e a renda gerada no processo de produção é alocada em consumo e a parcela não consu‑ mida é disponibilizada no mercado de fundos de capital como recurso para financiar empresas. A renda não consumida corresponde a poupança, que medida ex post é igual ao investimento ex post”71.

 

GABARITO

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64

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Luiza Sampaio

40. (Analista de Controle Externo — TCE-GO — FCC — 2014) Num sistema econômico, a economia de mercado gira em torno de relações de trocas entre famílias ou pessoas. Essas trocas são efetuadas em três grandes mercados chamados de mercados a) privado; público e misto. b) monetário; fiscal e tributário. c) de serviços; de bens de consumo e de bens duráveis. d) de produtos; de trabalho e de capitais. e) agrário; industrial e comercial.

JJ GABARITO 

1. “b”. A única alternativa que associa dívida pública a “estoque” e déficit público a “fluxo” é a

“b”.

2. “a”. As variáveis “fluxo” das alternativas são: renda agregada, investimento agregado, consumo agregado, déficit orçamentário. Já dívida do governo e quantidade de capital na economia são variáveis “estoques”.

3. “d”.

PRODUTO

VALOR BRUTO

DA PRODUÇÃO

INSUMO (CONSUMO

INTERMEDIÁRIO)

VALOR ADICIONADO

Trigo

 

2.1. ÓTICA DO DISPÊNDIO OU DA DESPESA

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2

Formas de Mensuração do

Produto e da Renda Nacional

Como foi mostrado no capítulo anterior, a primeira identidade macroeconômica discutida foi:

Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio1

Para se medir o produto da economia, pode­‑se utilizar três óticas: a ótica do produto, a ótica da renda e a ótica do dispêndio. Os valores encontrados por meio dessas mensurações devem ser idênticos.

Sachs e Larrain reescrevem essa importante identidade macroeconômica na visão de uma economia a dois setores da seguinte maneira: “Note que as compras (...) são de dois tipos: as realizadas pelos consumidores finais do produto e as realizadas por empresas que usam os produtos de outras empresas como insumos para fabricar seus próprios produtos. Vamos agora subtrair o valor das compras interempresas de cada um dos itens (...). O total das compras menos as compras interempresas é igual à de‑ manda final. Receitas totais menos compras de outras empresas é igual ao valor adicionado das empresas na economia. Em seguida, encontramos outra identidade

 

2.2. ÓTICA DO PRODUTO

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2

73

Formas de Mensuração do Produto e da Renda Nacional

Produto agregado = �produto que, pela sua natureza, é final + insumos que não entraram no processo produtivo

Produto agregado = 5.200 + (200 + 700 + 0 + 0)

Produto agregado = 5.200 + 900

Produto agregado = 6.100

Portanto, pode­‑se entender que o bem produzido na economia é a soma do pro‑ duto acabado (produto pronto para o consumo) mais o produto inacabado (que deve‑ rá ser acabado em outro processo produtivo). Nessa segunda hipótese, o produto da economia seria composto de 5.200 de pão, mais 200 de sementes, mais 700 de trigo, o que resulta num total de 6.100.

Sachs e Larrain afirmam que, “por esse processo, o PIB é medido como a soma de todas as demandas finais do produto na economia. Há vários tipos de demandas finais. O produto da economia pode ser usado para o consumo familiar (C), o consu‑ mo governamental (G), investimento em novo capital na economia (I), ou venda lí‑ quida para o exterior (exportações/importações)”5.

 

2.3. ÓTICA DA RENDA

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2

75

Formas de Mensuração do Produto e da Renda Nacional

JJ 2.3. 

ÓTICA DA RENDA

Para produzir bens e serviços, são utilizados fatores de produção que deverão ser remunerados. E a soma dessa remuneração recebe o nome de renda. Observe o

Quadro 2.1 a seguir:

Quadro 2.1.  Remuneração dos Fatores de Produção

FATORES DE PRODUÇÃO

REMUNERAÇÃO DOS FATORES DE PRODUÇÃO

MÃO DE OBRA (ou trabalho) →

SALÁRIO (S)

CAPITAL9 →

JUROS (J)

MATÉRIA­‑PRIMA10 →

ALUGUEL (A)

EMPREENDIMENTO →

LUCRO (L)

11

= RENDA

Assim, pela ótica da renda, o produto obtido é medido pelo seu rendimento.

Supondo que o produto gerasse uma renda em forma de salários, juros, aluguéis e lucros, considere, ilustrativamente, as seguintes porcentagens:

40% em forma de Salários.

20% em forma de Juros.

10% em forma de Aluguéis.

30% em forma de Lucros.

De acordo com a Tabela 2.6 a seguir, tem­‑se uma remuneração em forma de salários, num total de R$ 2.440,00; de juros, num total de R$ 1.220,00; de aluguéis, num total de R$ 610,00; e de lucros, num total de R$ 1.830,00. Somando todas essas formas de renda, pode­‑se afirmar que a renda gerada na economia foi de R$ 6.100,00.

 

2.4. QUESTÕES

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76

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Como todo produto gera uma renda de igual valor, pode­‑se dizer que, sendo a renda de R$ 6.100,00, o produto será igual a R$ 6.100,00 também.

Todo produto gera uma renda de igual valor.

Obs.: Como dito anteriormente, as porcentagens das remunerações dos fatores de produção são meramente ilustrativas.

Logo, o produto adicionado será a soma das remunerações dos fatores de produ‑

ção, ou seja:

Produto agregado = renda

Produto agregado = salários + juros + aluguéis + lucros

Produto agregado = 2.440 + 1.220 + 610 + 1.830 = 6.100

Feijó e Ramos12 resumem o produto pelas três óticas da seguinte maneira:

Ótica do produto = Valor da produção – Valor dos Consumos Intermediários

Ótica da renda = Soma das remunerações aos fatores de produção

Ótica da despesa = Soma dos gastos finais na economia em bens e serviços (des‑ pesas de consumo e com formação de capital), nacionais e importados

 

GABARITO

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80

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Luiza Sampaio

14. (IBGE — CONSULPLAN — 2011 — adaptada) Julgue a afirmativa.

O cálculo do produto feito pela ótica da despesa considera a soma de todos os bens e serviços finais, produzidos em um período, mais o que foi gerado de estoque.

15. (Economista — CODEBA — FGV — 2010) Uma economia hipotética com três setores (A,

B e C) e governo é caracterizada da seguinte forma

VALORES EM MILHÕES DE REAIS

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

INSUMOS

Setor A

R$ 150

0

Setor B

R$ 300

R$ 150 de produto do setor A

Setor C

R$ 800

R$ 200 de produto do setor B

— O total de salários pagos é igual a R$ 200 milhões.

— O total gasto com o pagamento de juros e aluguéis é igual a R$ 450 milhões.

— O consumo total das famílias é igual a R$ 600 milhões.

Com base nos dados acima, assinale a alternativa correta. a) A renda total dessa economia é igual a R$ 650 milhões. b) O PIB dessa economia é igual a R$ 800 milhões. c) O consumo do governo é igual a zero. d) O PIB dessa economia é igual a R$ 1.250 milhões. e) O lucro dessa economia é igual a R$ 250 milhões.

 

3.1. PRODUTO NACIONAL (PN)

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3

Produto Nacional, Interno, Líquido, Bruto, a Custo de Fatores, a Preço de Mercado

Na medida em que o modelo econômico ganha complexidade, torna­‑se necessá‑ rio o estudo de novos conceitos de produto. Assim, é preciso distinguir: Produto In‑ terno de Produto Nacional; Produto Líquido de Produto Bruto; e Produto a custo de fatores de Produto a preço de mercado.

Distinguindo o produto da economia em Nacional ou Interno, temos:

JJ 3.1. 

PRODUTO NACIONAL1 (PN)

Produto Nacional é o produto que pertence ao país, independente de ter sido produzido dentro das fronteiras nacionais. Uma empresa brasileira instalada no exte‑ rior produz no exterior e, por conseguinte, gerará uma renda que, quando enviada ao

Brasil, fará parte da Renda Nacional ou Produto Nacional. Uma empresa estrangeira que produz no Brasil, por conseguinte, gera uma renda que será remetida para o exterior e não fará parte do Produto Nacional ou Renda Nacional. Para Feijó e

Ramos, “a Renda Nacional Bruta é o agregado que considera o valor adicionado gerado por fatores de produção de propriedade de residentes”2. Portanto, PN é a soma das remunerações pagas pelo uso dos fatores de produção aos residentes3. Blanchard reforça quando diz: “O Produto Nacional Bruto (PNB) corresponde ao valor adicio‑ nado por fatores de produção de posse doméstica”4.

 

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