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Macroeconomia esquematizado®

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A obra foi elaborada com base na experiência de vários anos da autora como professora de economia dos principais cursinhos preparatórios para concursos públicos. Ela está dividida em 19 capítulos teóricos, complementado com diversas questões resolvidas. Nesses capítulos, os conceitos mais relevantes foram destacados em azul, para facilitar sua visualização. Ao final, um glossário permite compreender, de maneira rápida e abreviada, a definição de termos utilizados ao longo do texto. São destacados temas como as formas de mensuração do produto e da renda nacional; o produto nacional, interno, líquido, bruto, a custo de fatores, a preço de mercado; a estrutura básica para as contas nacionais; o crescimento de longo prazo; entre outros. Ao final de cada capítulo há questões especialmente selecionadas e comentadas pela autora, para a fixação do conteúdo.

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1.9. CONCEITOS DE PRODUTO INTERMEDIÁRIO, PRODUTO ADICIONADO, VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO E PRODUTO AGREGADO

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1

Conceitos Macroeconômicos Básicos

49

Novamente, Froyen afirma, agora se referindo a uma curva de oferta de longo prazo, que: “a função oferta agregada clássica é vertical (...) produto e emprego são completamente determinados pela oferta. A demanda agregada não cumpre nenhum papel sistemático na determinação do produto”57.

Conclui­‑se que:

Curto prazo, em Macroeconomia, é o período em que os preços são rígidos

→ com base no modelo Keynesiano58.

JJ Longo prazo, em Macroeconomia, é quando os preços são flexíveis → com base no modelo clássico59.

JJ

JJ 1.9. �

CONCEITOS

DE PRODUTO INTERMEDIÁRIO, PRODUTO ADICIONADO,

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO E PRODUTO AGREGADO

Produto intermediário60 é o material utilizado para elaboração do produto, ou seja, é o insumo, o bem ou o serviço utilizado para que a produção seja possível.

Segundo Blanchard: “Produto intermediário é um bem empregado na produção de outro bem. Alguns bens podem ser tanto finais como intermediários. Batatas vendi‑ das diretamente aos consumidores são bens finais. Batatas utilizadas para produzir batatinhas fritas são bens intermediários”61. É, portanto, bem que será utilizado na produção de outros bens, no lugar de serem vendidos ao consumidor final.

 

3.8. QUESTÕES

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94

Macroeconomia Esquematizado ®

Luiza Sampaio

Diante do conteúdo exposto, é importante enfatizar que:

1) O Produto Interno será maior que o Nacional se a Renda Líquida Enviada ao

Exterior for positiva ou se a Renda Líquida Recebida do Exterior for negativa.

2) No caso do Brasil, como se trata de um país que apresenta Renda Enviada para o Exterior maior que Renda Recebida do Exterior, pode­‑se afirmar que apresentará Renda Líquida Enviada para o Exterior positiva e seu Produto Inter‑ no será maior que o Produto Nacional.

3) O Produto Líquido sempre será menor que o Bruto, porque um país, por menor ou menos desenvolvido que seja, sempre apresentará uma depreciação positiva.

4) O Produto a custo de fatores será menor que o Produto a preço de mercado sempre que os impostos indiretos subtraídos dos subsídios forem positivos. Caso os subsídios sejam maiores que os impostos indiretos, ter­‑se­‑á um caso em que o

Produto a preço de mercado será menor que o Produto a custo de fatores.

 

5.2. PRODUTO REAL

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194 Macroeconomia Esquematizado®

Luiza Sampaio

Para se calcular o Produto Nominal de cada ano, deve­‑se multiplicar cada quan‑ tidade produzida pelo seu respectivo preço e depois somar o resultado de todos os bens. Observe a Tabela 5.8 a seguir.

Tabela 5.8.  Cálculo do Produto Nominal de uma economia que produz os bens A, B e C

ANO

PRODUTO NOMINAL

VARIAÇÃO EM %

2009

(3,00 × 100) + (2,00 × 200) + (1,00 × 150) = 850,00

2010

(5,00 × 120) + (3,00 × 150) + (2,00 × 200) = 1.450,00

(1.450/850) – 1 = 0,7059 = 70,59%

2011

(6,00 × 80) + (5,00 × 120) + (3,00 × 160) = 1.560,00

(1.560/1.450) – 1 = 0,07586 = 7,59%

Percebe­‑se que o Produto Nominal cresceu 70,59% de 2009 para 2010 e 7,59% de 2010 para 2011. Novamente, observa­‑se que a variação percentual do Produto

Nominal de um período para outro é consideravelmente alta. Para se ter uma avalia‑

ção real do crescimento da economia, deve­‑se calcular a variação do Produto Real.

 

6.3. COMO TRATAR ALUGUÉIS DE IMÓVEIS NO SISTEMA DE CONTAS NACIONAIS - 2010 (SCN-2010)

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6

275

Sistema de Contas Nacionais — Brasil — referência 2010

JJ 6.3. �

Como

tratar aluguéis de imóveis no Sistema de Contas

Nacionais — 2010 (SCN-2010)

Os aluguéis de imóveis56 podem ser residenciais ou comerciais. O primeiro é realizado pelas famílias e, o segundo, pelas empresas. Os aluguéis residenciais po­ dem ser efetivos, quando são pagos por quem ocupa o imóvel, ou podem ser imputa­ dos, quando é calculado o valor que seria pago pelo aluguel do imóvel, caso fosse posto para ser alugado no mercado no lugar de estar sendo ocupado pelo proprietário.

Assim, afirma Froyen: “Para alguns serviços que não são realmente vendidos no mercado, o Ministério do Comércio tenta imputar o valor de mercado do serviço e incluí‑lo no PIB. Um exemplo são os serviços de aluguel de casas ocupadas pelos proprietários, que o Ministério do Comércio estima com base no valor do aluguel”57.

JJ 6.4. �Como

tratar a Atividade não monetizada, a Produção oculta e a Produção informal no Sistema de Contas Nacionais —

 

7.5. TRANSFERÊNCIA LÍQUIDA DE RECURSOS PARA O EXTERIOR, HIATO DO PRODUTO, RENDA LÍQUIDA RECEBIDA E ENVIADA AO EXTERIOR, ATIVO E PASSIVO EXTERNO LÍQUIDO

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7

Balanço de Pagamentos — Nova metodologia — BPM6

341

JJ 7.5. �Transferência

líquida de recursos para o exterior, hiato do produto, renda líquida recebida e enviada ao exterior, ­ativo e passivo externo líquido

A Balança Comercial somada à de serviços (não fatores) é denominada, quando positiva, transferências líquidas de recursos ao exterior ou, quando negativa, hiato do produto. Hiato do produto é a diferença entre o produto observado e o produto potencial na economia. Se o hiato do produto é positivo, a demanda pelo produto é maior que o produto potencial. Se o hiato do produto é negativo, a economia está operando de forma ociosa, o que possibilita o crescimento do produto no curto prazo.

Se o Balanço de Pagamentos em Transações Correntes for positivo, diz‑se que houve ativo externo líquido, e, se for negativo, diz‑se que houve passivo externo líquido.

A soma das Contas de Renda Primária e de Renda Secundária corresponde à Renda

Líquida Enviada ao Exterior, se for negativa, ou à Renda Líquida Recebida do

 

7.7. CRITÉRIOS DE LANÇAMENTOS NO BALANÇO DE PAGAMENTOS

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7

Balanço de Pagamentos — Nova metodologia — BPM6

343

Assim se refere Gremaud: “elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais, encarecem o produto nacional relativamente ao produzido externamente. Assim, tendem a provocar um estímulo às importações e desestímulo às exportações, diminuindo o saldo da Balança Comercial (exportação

— importação). Esse fato costuma, inclusive, provocar um verdadeiro círculo vicio‑ so, se o país estiver enfrentando déficit cambial. Nessas condições, as autoridades, na tentativa de minimizar o déficit, são obrigadas a lançar mão de desvalorizações cam‑ biais, as quais, depreciando a moeda nacional, podem estimular a colocação de nos‑ sos produtos no exterior, desestimulando as importações. Entretanto, as importações essenciais, das quais muitos países não podem prescindir, como petróleo, fertilizan‑ tes, equipamentos sem similar nacional, tornar‑se‑ão inevitavelmente mais caros, pressionando os custos de produção dos setores que se utilizam mais largamente de produtos importados. O círculo se fecha com uma nova elevação de preços, provoca‑ das pelo repasse do aumento de custos aos preços dos produtos”68.

 

7.13. LANÇAMENTOS NA ESTRUTU RA DO BALANÇO DE PAGAMENTOS (BPM5)

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7

Balanço de Pagamentos — Nova metodologia — BPM6

375

posição de reservas no FMI, ativos em divisas — moeda, depósitos e valores — e outros ativos”. E, conforme o § 436, “(...) excluem‑se todas as variações que não são atribuídas a transações. Por conseguinte, as variações de valor que obedecem a flutuações de preços, monetização/desmonetização de ouro, alocação/cancelamento de DES e os lançamentos de contrapartida que saldam essas variações não se re‑ gistram no balanço de pagamentos. (...)”. Simonsen e Cysne chamam a atenção para essa alteração na nova sistemática do Balanço de Pagamentos com relação a transa‑

ções que não se referissem a transações entre não residentes e residentes que, a partir da nova sistemática, não entram mais no Balanço de Pagamentos: “Se o Banco Cen‑ tral comprava ouro intimamente monetizando‑o (...) debitava‑se a conta de ‘ouro mo‑ netário’ (...) e creditava‑se a conta de ‘contrapartida para monetização/desmonetiza‑

ção’ (...) Esse tipo de fato contábil, por não envolver uma transação entre um residente e um não residente, não é mais contabilizado no Balanço de Pagamentos, mas sim na Posição Internacional de Investimentos, um segundo balanço contábil”.

 

8.1. MACROECONOMIA

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8

Teoria Clássica (Neoclássica) e Keynesiana.

Equilíbrio no Mercado de Bens

Neste capítulo, serão estudados o modelo Clássico1 e o modelo Keynesiano e como determinar o Produto de equilíbrio da economia nos dois modelos.

JJ 8.1. MACROECONOMIA

O termo Macroeconomia foi utilizado nos anos 1930 em decorrência da Grande

Depressão de 1929 nos Estados Unidos. Na tentativa de explicar a crise de caráter inter‑ nacional, em 1936, Keynes publicou a sua obra Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. A partir daí, a Teoria Geral começou a ser discutida e a ser o centro das atenções econômicas. O pensamento econômico passou por uma mudança intitulada

Revolução Keynesiana, que combatia a ortodoxia antiga, denominada, por Keynes,

“economia clássica”2. A abertura para a crença na nova ortodoxia Keynesiana deu­‑se pela depressão mundial em 1929, que não foi explicada nem solucionada pelos clássicos.

Apesar da teoria econômica até então vigente conseguir analisar de forma agre‑ gativa algumas variáveis, não era capaz de analisar de forma global, ou seja, a Microe­ conomia conseguia determinar o nível de preços de um produto, mas não era capaz de determinar o nível geral de preços da economia; conseguia determinar o nível de produto de um setor da economia, mas não era capaz de determinar o nível de produ‑ to da economia como um todo. Por isso, deu­‑se margem ao surgimento da nova teoria econômica: a Macroeconomia.

 

GABARITO

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498 Macroeconomia Esquematizado®

Luiza Sampaio

De acordo com a cruz keynesiana, o equilíbrio é representado pelo ponto em que a renda se iguala à despesa planejada.

91. (Auditor de Controle Externo — TCE-PA — Administrativa — Economia — CESPE — 2016)

Com relação a agregados macroeconômicos e a políticas fiscais e monetárias, julgue o item subsecutivo.

Considerando-se que o nível de renda inicial seja igual a R$ 275 e o equilíbrio do nível de

Y = Co – cTo + Io + Go

, em que há três agentes econômicos, é

1–c correto afirmar que, com base nos dados apresentados na tabela a seguir, Y seria R$ 25 menor caso não houvesse o agente governo na economia. renda (Y) seja expresso por

VARIÁVEL/CONSTANTE

Propensão marginal a consumir (c)

VALOR

0,9

Consumo autônomo (Co)

R$ 15

Investimento autônomo (Io)

R$ 10

Gastos autônomos do governo (Go)

R$ 7

Tributos (To)

R$ 5

92. (Analista Judiciário (TJ-RO) — Economista — FGV — 2015) Considere o modelo keynesiano simples dado pela seguinte função consumo:

 

12.17. MODELO TOBIN‑BAUMOL DE DEMANDA DE MOEDA

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664 Macroeconomia Esquematizado®

Luiza Sampaio

de moeda que as pessoas desejam ter e para restabelecer o equilíbrio”68. Continuando com Blanchard: “Quando a renda aumenta, a demanda por moeda aumenta. Mas a oferta de moeda é dada. Portanto, a taxa de juros deve subir até que os dois efeitos opostos sobre a demanda por moeda — o aumento da renda que leva as pessoas a desejar reter mais moeda e o aumento da taxa de juros que leva as pessoas a desejar reter menos moeda — se cancelem mutuamente”69.

JJ 12.16.2. 

Aumento da taxa de juros

Também a taxa de juros corresponde ao custo de oportunidade de reter moeda.

Assim, a quantidade demandada de moeda diminui quando a taxa de juros aumenta, e a quantidade demandada de moeda aumenta quando a taxa de juros se reduz.

Figura 12.13.  Q

� uando há redução da taxa de juros, de i1 para i2, a quantidade demandada de moeda aumenta, de L1 para L 2. Quando há elevação da taxa de juros, de i1 para i3, a quantidade demandada de moeda reduz de L1 para L 3 i

 

14.1. FATORES QUE DESLOCAM AS FUNÇÕES IS E LM

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14

Política Fiscal e Monetária

JJ 14.1. 

FATORES QUE DESLOCAM As FUNÇões IS e LM

Antes de se falar em política fiscal e política monetária, devem­‑se determinar os fatores que deslocam as curvas IS e LM. No capítulo anterior, foram relacionados os fatores que determinavam a inclinação das duas curvas. Agora, será determinado o que leva essas duas curvas a se deslocarem para a direita ou para a esquerda.

O equilíbrio no mercado de bens ocorre quando a demanda agregada é igual à oferta agregada ou quando o Investimento (I) é igual à Poupança (S). A função IS1 representa as inúmeras combinações entre taxa de juros e renda que fazem o equilí‑ brio nesse mercado. Portanto, sabe­‑se que:

Y = C + I + G + X – M2 ou Y = Ca + c (Y – Ta3 + R) + Ia + G + X – Ma, onde:

Ca = consumo autônomo; Ta = tributação autônoma; R = transferências; Ia = Inves‑ timento autônomo; G = gasto do governo; X = exportação de bens e serviços não fa‑ tores; e Ma = importação autônoma de bens e serviços não fatores.

 

14.2. POLÍTICA FISCAL

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14

739

Política Fiscal e Monetária

Por outro lado, se houver redução de M ou aumento de L, este último em de‑ corrência, por exemplo, da perda de confiança nos títulos ou colapso no sistema bancário8, bem como se houver uma elevação de preços9, a função LM se desloca paralelamente para cima, como mostra a Figura 14.4.

Figura 14.4.  Deslocamento da função LM para cima r

LM2

LM1

Y

Como o estudo deste capítulo trata, num primeiro momento, do estudo de uma política fiscal ou monetária a ser adotada, os deslocamentos da IS ocorrerão por uma alteração nos gastos do governo (G), na tributação (T) e/ou nas transferências do governo (R), e o deslocamento da LM ocorrerá por uma alteração na oferta de moeda.

Portanto, variáveis exógenas ligadas ao mercado de bens não alteram a curva

LM, assim como uma variável exógena ligada ao mercado monetário não altera a curva IS. Confirma Blanchard: “uma curva se desloca em resposta a uma mudança em uma variável exógena somente se essa variável aparece diretamente na equação representada por aquela curva”10.

 

14.6. FATORES QUE AFETAM A EFICÁCIA DA POLÍTICA FISCAL E MONETÁRIA

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14

751

Política Fiscal e Monetária

Figura 14.17.  Política monetária expansionista no modelo Keynesiano simplificado i

IS

LM1

LM2

Y 1 = Y2

JJ 14.6. 

Y

FATORES QUE AFETAM A EFICÁCIA DA POLÍTICA FISCAL E MONETÁRIA

Conforme visto no capítulo anterior, pode­‑se recordar que a inclinação da curva

IS depende de dois fatores:

Propensão marginal a Consumir, que afetará o multiplicador: quanto maior o multiplicador, maior será o impacto sobre a renda, ou seja, menor será a incli‑ nação da IS e mais horizontal será a IS.

JJ Sensibilidade do investimento em relação à taxa de juros, ou seja, quanto mais sensível o investimento à taxa de juros, menor será a inclinação da curva IS e mais horizontal será a curva IS.

JJ

A inclinação da curva LM depende de dois fatores:

Elasticidade da demanda de moeda em relação à renda, ou seja, quanto maior a elasticidade da demanda de moeda à renda, menos horizontal (ou mais inclinada) será a LM.

 

14.12. A DECLIVIDADE DA FUNÇÃO IS EM VIRTUDE DE UMA ALTERAÇÃO DAS PROPENSÕES MARGINAIS

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14

765

Política Fiscal e Monetária

JJ 14.12. �

A

DECLIVIDADE DA FUNÇÃO IS EM VIRTUDE DE UMA ALTERAÇÃO

DAS PROPENSÕES MARGINAIS

No capítulo 13, item 13.1.2, foi dito que, quanto maior a Propensão marginal a

Consumir ou quanto maior o multiplicador Keynesiano, mais horizontal ou menos inclinada seria a função IS. Por dedução, sabe­‑se que, quanto maior a Propensão marginal a Poupar ou quanto menor o multiplicador Keynesiano, menos horizontal ou mais inclinada seria a função IS. Neste capítulo 14, foi mencionado o deslocamento para cima ou para baixo da curva IS caso houvesse uma alteração nos componentes autônomos agregados (Ca, Ia, Ga, Ta, Ra, Xa, Ma). Agora, o que será discutido é o que acontecerá com a curva IS se houver uma alteração no componente da função que depende do nível de renda e produto, ou seja, o que acontecerá com a curva IS se houver mudança na Propensão marginal a Tributar (PmgT), a Transferir (PmgR) e a Importar (PmgM):

 

15.10. ATUAÇÃO DO BANCO CENTRAL NA COMPRA E VENDA DE DÓLARES

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854 Macroeconomia Esquematizado®

JJ 15.8. 

Luiza Sampaio

VANTAGENS DAS TAXAS DE CÂMBIO FIXA E FLUTUANTE (OU FLEXÍVEL)

Câmbio fixo: maior controle da inflação, já que se pode controlar o nível de importação. Há um ambiente mais estável, o que proporciona um incentivo maior ao investimento e ao comércio internacional.

Câmbio flexível: maior controle sobre as reservas cambiais, que ficam protegi‑ das de ataques de capital especulativo, e liberação da política monetária para outras finalidades que não sejam o controle do câmbio. Também o Balanço de Pagamentos alcança o equilíbrio automaticamente, pois é atingido quando a entrada e a saída de divisas se igualam, o que pode ser explicado por uma taxa de câmbio flutuante, já que a taxa oscila até o ponto onde a demanda por divisas é igual à oferta. Segundo Froyen, uma das vantagens do câmbio flutuante é que: “a flexibilidade das taxas de câmbio permitiria aos formuladores de políticas econômicas concentrarem­‑se em metas inter‑ nas, livres de preocupações com déficits no balanço de pagamentos. A flexibilidade das taxas de câmbio removeria conflitos potenciais que surgem entre o equilíbrio interno (metas internas) e o equilíbrio externo (equilíbrio do balanço de pagamentos)”16.

 

15.13. O EQUILÍBRIO NO MERCADO CAMBIAL

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15

857

Taxa de Câmbio e Regimes Cambiais

JJ 15.13. 

O EQUILÍBRIO NO MERCADO CAMBIAL

Juntando as curvas de oferta de divisas e demanda por divisas, encontra­‑se o equi‑ líbrio no mercado cambial. Observe a Figura 15.4. O ponto “E” representa o ponto onde, àquela taxa de câmbio (e), a oferta de divisas é igual à demanda por divisas.

Figura 15.4.  O equilíbrio no mercado de câmbio e

Odivisas

E

Ddivisas

Quantidade de divisas

JJ 15.14. 

FIXAÇÃO DE UMA TAXA DE CÂMBIO SUPERIOR à DE EQUILÍBRIO (E)

Caso o governo fixe uma taxa de câmbio superior à de equilíbrio (E), a quanti‑ dade ofertada de divisas será superior à quantidade demandada por divisas, provocan‑ do uma pressão para que a taxa de câmbio caia, ou seja, para que a moeda nacional se valorize, retornando ao ponto de equilíbrio “E”. Para manter desvalorizada a taxa fixada pelo Bacen, este deverá comprar o excesso de divisas. Observe a Figura 15.5.

Figura 15.5.  Fixação de uma taxa de câmbio superior à de equilíbrio (E) e

 

16.2. MOBILIDADE DE CAPITAL DO MODELO IS‑LM‑BP NO CURTO PRAZO

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16

887

Modelo IS-LM-BP

Então, o Balanço de Pagamentos é função da renda interna (Y), da renda externa

(Y*), da taxa real de câmbio (E) e do diferencial das taxas de juros internas (r) e externas (r*):

BP = BC (Y, Y*, E) + CF (r – r*)

JJ 16.2. 

MOBILIDADE DE CAPITAL DO MODELO IS­‑LM­‑BP NO CURTO PRAZO

O modelo IS­‑LM­‑BP, a ser estudado, pode ser apresentado com perfeita mobili‑ dade de capital, sem mobilidade de capital ou com mobilidade imperfeita de capital.

Dizer que há perfeita mobilidade de capital significa que o país tem acesso perfeito ao mercado internacional de capitais e que um déficit no Balanço de Paga‑ mentos em Transações Correntes será totalmente financiado por capital externo à taxa de juros vigente3, assim como um superávit em Transações Correntes será totalmente aplicado no exterior à taxa de juros vigente. Portanto, a preocupação com o equilíbrio do Balanço de Pagamentos não decorre do equilíbrio em Transações Correntes, já que este último poderá ser deficitário, devendo se socorrer a capital externo, ou ser superavitário, devendo aplicar os recursos no exterior, recebendo por isso os juros vigentes. A preocupação estará na Conta Financeira, onde a taxa de juros será a variável relevante para manter o equilíbrio no Balanço de Pagamentos, já que uma elevação na taxa de juros interna que a torne superior à externa provocará uma entrada de capital no país, levando a um superávit no Balanço de Pagamentos. Também, caso haja redução na taxa de juros interna que a torne inferior à taxa de juro externa, have‑ rá uma saída de capital do país, levando a um déficit no Balanço de Pagamentos.

 

19.8. REGRA DE OURO

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1110

Macroeconomia Esquematizado ®

JJ 19.7. RESÍDUO

Luiza Sampaio

DE SOLOW

O crescimento percentual do produto total deve­‑se ao avanço tecnológico ou ao crescimento percentual da mão de obra (N) e do capital (K) ponderados por sua par‑ ticipação no produto (sN ou sK). Observe a fórmula a seguir:

Y

T

N

K

=

+ sN

+ sK

Y

T

N

K

Onde: ∆Y/Y = taxa de crescimento total do produto; ∆T/T = taxa de crescimen‑ to da tecnologia; ∆N/N = taxa de crescimento da mão de obra; ∆K/K = taxa de crescimento do capital; sN = ponderação da participação da mão de obra na produção; e sk = ponderação da participação do capital na produção.

De tal maneira que: sN + sk = 1 ou sN = 1 – sK, logo:

∆Y ∆T

∆N

=

+ (1 − s k )

+ sk

Y

T

N

∆Y ∆T ∆N

 ∆K

+ sk 

=

+

Y

T

N

 K

∆K

K

∆N 

N 

 

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