ALCA - Riscos e Oportunidades

Autor(es): HARBERFED, Sérgio
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É missão central da Câmara Americana servir aos associados construtivamente, influenciando políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos, promovendo o comércio, o investimento e a cidadania empresarial.

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Introdução

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INTRODUÇÃO

No irreversível processo de globalização, os Estados começaram a perceber que as negociações comerciais se tornariam mais eficientes se houvesse uma aproximação setorial de suas economias. Dessa forma, iniciou-se a formação de grupos de países, no princípio regionais (devido à proximidade de suas fronteiras), dando origem, assim, aos atuais blocos econômicos mundiais.

A grande tendência atual da globalização da economia reflete-se, principalmente, numa tentativa de liberalização de barreiras alfandegárias e fiscais ao comércio internacional. Tal tendência se mostrou realidade na década de 90, quando assistimos à formação do acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), à conclusão da Rodada do

Uruguai com a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), à consolidação da União Européia (UE) e ao surgimento de um processo que, se der certo, será responsável pela criação de um acordo de livre comércio que se estende do Alasca à Terra do Fogo.

 

Introdução

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INTRODUÇÃO

No irreversível processo de globalização, os Estados começaram a perceber que as negociações comerciais se tornariam mais eficientes se houvesse uma aproximação setorial de suas economias. Dessa forma, iniciou-se a formação de grupos de países, no princípio regionais (devido à proximidade de suas fronteiras), dando origem, assim, aos atuais blocos econômicos mundiais.

A grande tendência atual da globalização da economia reflete-se, principalmente, numa tentativa de liberalização de barreiras alfandegárias e fiscais ao comércio internacional. Tal tendência se mostrou realidade na década de 90, quando assistimos à formação do acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), à conclusão da Rodada do

Uruguai com a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), à consolidação da União Européia (UE) e ao surgimento de um processo que, se der certo, será responsável pela criação de um acordo de livre comércio que se estende do Alasca à Terra do Fogo.

 

1. A ALCA como desafio para o próximo governo

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1

A ALCA COMO DESAFIO

PARA O PRÓXIMO GOVERNO

SÉRGIO HABERFELD

Ao todo, temos 34 países na Alca. Como diria Martin

Luther King, “eu tenho um sonho”, e esse sonho seria que

Cuba, um dia, se incluísse entre esses países, e nós teríamos o 35o país. São 800 milhões de habitantes, PIB de 11,5 trilhões de dólares. O PIB americano é de 9 trilhões de dólares e o brasileiro, 501 bilhões de dólares. A média tarifária americana é de 5,6%; a média brasileira, de 14,3%.

O peso do comércio exterior no PIB dos Estados Unidos

é de 15,2%; no Brasil, o que considero um grande ponto negativo, só 0,9%. Um pequeno exemplo: como presidente da Organização Mundial de Embalagem, tenho viajado quatro, cinco meses ao ano por países como Ucrânia e Turquia.

Em todos, a primeira coisa de que se fala é comércio mundial. O Brasil tem grande potencial para crescer, e eu espero que agora comecemos a deslanchar nesse sentido.

01 Cap. 01

19

15.01.03, 3:43 PM

 

1. A ALCA como desafio para o próximo governo

PDF Criptografado

1

A ALCA COMO DESAFIO

PARA O PRÓXIMO GOVERNO

SÉRGIO HABERFELD

Ao todo, temos 34 países na Alca. Como diria Martin

Luther King, “eu tenho um sonho”, e esse sonho seria que

Cuba, um dia, se incluísse entre esses países, e nós teríamos o 35o país. São 800 milhões de habitantes, PIB de 11,5 trilhões de dólares. O PIB americano é de 9 trilhões de dólares e o brasileiro, 501 bilhões de dólares. A média tarifária americana é de 5,6%; a média brasileira, de 14,3%.

O peso do comércio exterior no PIB dos Estados Unidos

é de 15,2%; no Brasil, o que considero um grande ponto negativo, só 0,9%. Um pequeno exemplo: como presidente da Organização Mundial de Embalagem, tenho viajado quatro, cinco meses ao ano por países como Ucrânia e Turquia.

Em todos, a primeira coisa de que se fala é comércio mundial. O Brasil tem grande potencial para crescer, e eu espero que agora comecemos a deslanchar nesse sentido.

01 Cap. 01

19

15.01.03, 3:43 PM

 

2. A importância do agronegócio brasileiro no processo negociador da ALCA

PDF Criptografado

2

A IMPORTÂNCIA

DO AGRONEGÓCIO

BRASILEIRO NO PROCESSO

NEGOCIADOR DA ALCA

PEDRO DE CAMARGO NETO

Fui convidado pelo ministro Pratini de Moraes para assumir a Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura há um ano e meio, justamente para tratar do nó agrícola na Alca, na relação Mercosul–União Européia, na OMC ou em qualquer acordo bilateral que o Brasil vier a negociar.

Agricultura é sempre um problema, porque o Brasil talvez não tenha percebido o tamanho que ganhou. O Brasil está se tornando a maior potência agrícola mundial. Não é ainda, embora já tenha em 2001 apresentado o maior saldo de balanço comercial agrícola do mundo. Exportamos 23 bilhões de dólares, importamos quatro bilhões. Há 19 bilhões de dólares de saldo, maior do que o saldo da balança comercial agrícola americana, embora eles exportem e importem muito mais.

Nesse aumento de competitividade da agricultura brasileira, com ganhos de produtividade astronômicos (de 70%

 

1. A ALCA como desafio para o próximo governo

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1

A ALCA COMO DESAFIO

PARA O PRÓXIMO GOVERNO

SÉRGIO HABERFELD

Ao todo, temos 34 países na Alca. Como diria Martin

Luther King, “eu tenho um sonho”, e esse sonho seria que

Cuba, um dia, se incluísse entre esses países, e nós teríamos o 35o país. São 800 milhões de habitantes, PIB de 11,5 trilhões de dólares. O PIB americano é de 9 trilhões de dólares e o brasileiro, 501 bilhões de dólares. A média tarifária americana é de 5,6%; a média brasileira, de 14,3%.

O peso do comércio exterior no PIB dos Estados Unidos

é de 15,2%; no Brasil, o que considero um grande ponto negativo, só 0,9%. Um pequeno exemplo: como presidente da Organização Mundial de Embalagem, tenho viajado quatro, cinco meses ao ano por países como Ucrânia e Turquia.

Em todos, a primeira coisa de que se fala é comércio mundial. O Brasil tem grande potencial para crescer, e eu espero que agora comecemos a deslanchar nesse sentido.

01 Cap. 01

19

15.01.03, 3:43 PM

 

1. A ALCA como desafio para o próximo governo

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A ALCA COMO DESAFIO

PARA O PRÓXIMO GOVERNO

SÉRGIO HABERFELD

Ao todo, temos 34 países na Alca. Como diria Martin

Luther King, “eu tenho um sonho”, e esse sonho seria que

Cuba, um dia, se incluísse entre esses países, e nós teríamos o 35o país. São 800 milhões de habitantes, PIB de 11,5 trilhões de dólares. O PIB americano é de 9 trilhões de dólares e o brasileiro, 501 bilhões de dólares. A média tarifária americana é de 5,6%; a média brasileira, de 14,3%.

O peso do comércio exterior no PIB dos Estados Unidos

é de 15,2%; no Brasil, o que considero um grande ponto negativo, só 0,9%. Um pequeno exemplo: como presidente da Organização Mundial de Embalagem, tenho viajado quatro, cinco meses ao ano por países como Ucrânia e Turquia.

Em todos, a primeira coisa de que se fala é comércio mundial. O Brasil tem grande potencial para crescer, e eu espero que agora comecemos a deslanchar nesse sentido.

01 Cap. 01

19

15.01.03, 3:43 PM

 

2. A importância do agronegócio brasileiro no processo negociador da ALCA

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2

A IMPORTÂNCIA

DO AGRONEGÓCIO

BRASILEIRO NO PROCESSO

NEGOCIADOR DA ALCA

PEDRO DE CAMARGO NETO

Fui convidado pelo ministro Pratini de Moraes para assumir a Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura há um ano e meio, justamente para tratar do nó agrícola na Alca, na relação Mercosul–União Européia, na OMC ou em qualquer acordo bilateral que o Brasil vier a negociar.

Agricultura é sempre um problema, porque o Brasil talvez não tenha percebido o tamanho que ganhou. O Brasil está se tornando a maior potência agrícola mundial. Não é ainda, embora já tenha em 2001 apresentado o maior saldo de balanço comercial agrícola do mundo. Exportamos 23 bilhões de dólares, importamos quatro bilhões. Há 19 bilhões de dólares de saldo, maior do que o saldo da balança comercial agrícola americana, embora eles exportem e importem muito mais.

Nesse aumento de competitividade da agricultura brasileira, com ganhos de produtividade astronômicos (de 70%

 

3. As visões oficiais dos Estados Unidos e do Brasil

PDF Criptografado

3

AS VISÕES OFICIAIS

DOS ESTADOS UNIDOS

E DO BRASIL

DONNA HRINAK

Quando saiu a primeira informação sobre minha possível nomeação como embaixadora aqui no Brasil, um jornalista brasileiro se comunicou com meu ex-colega em La

Paz, o embaixador brasileiro Stélio Amarante, procurando fofocas sobre mim. E o embaixador Amarante lhe disse: “Ela adora o Brasil e não deixa de falar sobre isso”. O embaixador Amarante tem razão. Eu amo este país. Em parte, tenho de admitir, é um amor que uma mãe sente pelo país onde nasceu seu único filho.

Mas eu também amo o meu país. Tenho a firme convicção de que essas duas nações aprendem muito uma com a outra. Esta é a minha missão: reunir estes dois países que amo. Um amor compartilhado por muitos de vocês, e é sobre isso que quero falar hoje. Aprendi uma coisa alguns anos atrás, quando vim para São Paulo pela primeira vez. É difícil enrolar o brasileiro. Impossível enrolar um paulistano.

03 Cap. 03

75

 

2. A importância do agronegócio brasileiro no processo negociador da ALCA

PDF Criptografado

2

A IMPORTÂNCIA

DO AGRONEGÓCIO

BRASILEIRO NO PROCESSO

NEGOCIADOR DA ALCA

PEDRO DE CAMARGO NETO

Fui convidado pelo ministro Pratini de Moraes para assumir a Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura há um ano e meio, justamente para tratar do nó agrícola na Alca, na relação Mercosul–União Européia, na OMC ou em qualquer acordo bilateral que o Brasil vier a negociar.

Agricultura é sempre um problema, porque o Brasil talvez não tenha percebido o tamanho que ganhou. O Brasil está se tornando a maior potência agrícola mundial. Não é ainda, embora já tenha em 2001 apresentado o maior saldo de balanço comercial agrícola do mundo. Exportamos 23 bilhões de dólares, importamos quatro bilhões. Há 19 bilhões de dólares de saldo, maior do que o saldo da balança comercial agrícola americana, embora eles exportem e importem muito mais.

Nesse aumento de competitividade da agricultura brasileira, com ganhos de produtividade astronômicos (de 70%

 

2. A importância do agronegócio brasileiro no processo negociador da ALCA

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2

A IMPORTÂNCIA

DO AGRONEGÓCIO

BRASILEIRO NO PROCESSO

NEGOCIADOR DA ALCA

PEDRO DE CAMARGO NETO

Fui convidado pelo ministro Pratini de Moraes para assumir a Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura há um ano e meio, justamente para tratar do nó agrícola na Alca, na relação Mercosul–União Européia, na OMC ou em qualquer acordo bilateral que o Brasil vier a negociar.

Agricultura é sempre um problema, porque o Brasil talvez não tenha percebido o tamanho que ganhou. O Brasil está se tornando a maior potência agrícola mundial. Não é ainda, embora já tenha em 2001 apresentado o maior saldo de balanço comercial agrícola do mundo. Exportamos 23 bilhões de dólares, importamos quatro bilhões. Há 19 bilhões de dólares de saldo, maior do que o saldo da balança comercial agrícola americana, embora eles exportem e importem muito mais.

Nesse aumento de competitividade da agricultura brasileira, com ganhos de produtividade astronômicos (de 70%

 

3. As visões oficiais dos Estados Unidos e do Brasil

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3

AS VISÕES OFICIAIS

DOS ESTADOS UNIDOS

E DO BRASIL

DONNA HRINAK

Quando saiu a primeira informação sobre minha possível nomeação como embaixadora aqui no Brasil, um jornalista brasileiro se comunicou com meu ex-colega em La

Paz, o embaixador brasileiro Stélio Amarante, procurando fofocas sobre mim. E o embaixador Amarante lhe disse: “Ela adora o Brasil e não deixa de falar sobre isso”. O embaixador Amarante tem razão. Eu amo este país. Em parte, tenho de admitir, é um amor que uma mãe sente pelo país onde nasceu seu único filho.

Mas eu também amo o meu país. Tenho a firme convicção de que essas duas nações aprendem muito uma com a outra. Esta é a minha missão: reunir estes dois países que amo. Um amor compartilhado por muitos de vocês, e é sobre isso que quero falar hoje. Aprendi uma coisa alguns anos atrás, quando vim para São Paulo pela primeira vez. É difícil enrolar o brasileiro. Impossível enrolar um paulistano.

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4. A ALCA e a opinião pública no Brasil

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4

A ALCA E A OPINIÃO

PÚBLICA NO BRASIL

CARLOS MARQUES

Para além das animosidades que se criaram recentemente no contexto da Alca, estamos, no mercado regional, enfrentando uma crise do Mercosul e das potencialidades dos mercados regionais do nosso bloco comercial. Acho que esse bloco, de alguma forma, está empurrando o Brasil para tentar buscar mais potencial em outros mercados, da fronteira norte em especial. Recentemente, um empresário disse o seguinte: na verdade, o Brasil está diante não da opção entre a Alca e o paraíso, mas entre a Alca e o quase nada, porque a situação está muito difícil em nossa região. Não sei se é tanto assim, mas de qualquer forma seria muito importante a gente olhar esse bloco com mais atenção.

É bom lembrar que no Mercosul, este ano, teremos, do ponto de vista de balança comercial, um movimento de negócios inferior a 10 bilhões de dólares. Um número menor do que no marco zero do Mercosul. Várias empresas brasi-

04 Cap. 04

 

3. As visões oficiais dos Estados Unidos e do Brasil

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3

AS VISÕES OFICIAIS

DOS ESTADOS UNIDOS

E DO BRASIL

DONNA HRINAK

Quando saiu a primeira informação sobre minha possível nomeação como embaixadora aqui no Brasil, um jornalista brasileiro se comunicou com meu ex-colega em La

Paz, o embaixador brasileiro Stélio Amarante, procurando fofocas sobre mim. E o embaixador Amarante lhe disse: “Ela adora o Brasil e não deixa de falar sobre isso”. O embaixador Amarante tem razão. Eu amo este país. Em parte, tenho de admitir, é um amor que uma mãe sente pelo país onde nasceu seu único filho.

Mas eu também amo o meu país. Tenho a firme convicção de que essas duas nações aprendem muito uma com a outra. Esta é a minha missão: reunir estes dois países que amo. Um amor compartilhado por muitos de vocês, e é sobre isso que quero falar hoje. Aprendi uma coisa alguns anos atrás, quando vim para São Paulo pela primeira vez. É difícil enrolar o brasileiro. Impossível enrolar um paulistano.

03 Cap. 03

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4. A ALCA e a opinião pública no Brasil

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4

A ALCA E A OPINIÃO

PÚBLICA NO BRASIL

CARLOS MARQUES

Para além das animosidades que se criaram recentemente no contexto da Alca, estamos, no mercado regional, enfrentando uma crise do Mercosul e das potencialidades dos mercados regionais do nosso bloco comercial. Acho que esse bloco, de alguma forma, está empurrando o Brasil para tentar buscar mais potencial em outros mercados, da fronteira norte em especial. Recentemente, um empresário disse o seguinte: na verdade, o Brasil está diante não da opção entre a Alca e o paraíso, mas entre a Alca e o quase nada, porque a situação está muito difícil em nossa região. Não sei se é tanto assim, mas de qualquer forma seria muito importante a gente olhar esse bloco com mais atenção.

É bom lembrar que no Mercosul, este ano, teremos, do ponto de vista de balança comercial, um movimento de negócios inferior a 10 bilhões de dólares. Um número menor do que no marco zero do Mercosul. Várias empresas brasi-

04 Cap. 04

 

3. As visões oficiais dos Estados Unidos e do Brasil

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3

AS VISÕES OFICIAIS

DOS ESTADOS UNIDOS

E DO BRASIL

DONNA HRINAK

Quando saiu a primeira informação sobre minha possível nomeação como embaixadora aqui no Brasil, um jornalista brasileiro se comunicou com meu ex-colega em La

Paz, o embaixador brasileiro Stélio Amarante, procurando fofocas sobre mim. E o embaixador Amarante lhe disse: “Ela adora o Brasil e não deixa de falar sobre isso”. O embaixador Amarante tem razão. Eu amo este país. Em parte, tenho de admitir, é um amor que uma mãe sente pelo país onde nasceu seu único filho.

Mas eu também amo o meu país. Tenho a firme convicção de que essas duas nações aprendem muito uma com a outra. Esta é a minha missão: reunir estes dois países que amo. Um amor compartilhado por muitos de vocês, e é sobre isso que quero falar hoje. Aprendi uma coisa alguns anos atrás, quando vim para São Paulo pela primeira vez. É difícil enrolar o brasileiro. Impossível enrolar um paulistano.

03 Cap. 03

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5. A visão do setor privado e das associações de classe

PDF Criptografado

5

A VISÃO DO SETOR

PRIVADO E DAS

ASSOCIAÇÕES DE CLASSE

CARLOS MARQUES

Este painel tentará mostrar as oportunidades e as ameaças que o setor privado da economia brasileira vai enfrentar com a implementação da Alca. Pesquisa do Iedi sobre o impacto da Alca no setor industrial, realizada recentemente, avaliou cerca de 23 áreas industriais do país e concluiu que pelo menos 11 delas são vulneráveis ao livre comércio, e devem enfrentar dificuldades com a Alca. Entre esses setores estariam alimentos, metalurgia, química, bens de capital e componentes eletrônicos, considerados pouco ou nada competitivos. É bom ressaltar que o estudo constatou que, embora esses setores apresentem produtividade igual ou superior à de seus concorrentes estrangeiros, o custo final de seu produto, com os vários encargos, mina sua competitividade.

Pela pesquisa, 72% dos empresários ouvidos pelo Iedi acham que o Brasil ainda não tem condições de concorrer em igualdade com as importações dos países da Alca, especial-

 

5. A visão do setor privado e das associações de classe

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5

A VISÃO DO SETOR

PRIVADO E DAS

ASSOCIAÇÕES DE CLASSE

CARLOS MARQUES

Este painel tentará mostrar as oportunidades e as ameaças que o setor privado da economia brasileira vai enfrentar com a implementação da Alca. Pesquisa do Iedi sobre o impacto da Alca no setor industrial, realizada recentemente, avaliou cerca de 23 áreas industriais do país e concluiu que pelo menos 11 delas são vulneráveis ao livre comércio, e devem enfrentar dificuldades com a Alca. Entre esses setores estariam alimentos, metalurgia, química, bens de capital e componentes eletrônicos, considerados pouco ou nada competitivos. É bom ressaltar que o estudo constatou que, embora esses setores apresentem produtividade igual ou superior à de seus concorrentes estrangeiros, o custo final de seu produto, com os vários encargos, mina sua competitividade.

Pela pesquisa, 72% dos empresários ouvidos pelo Iedi acham que o Brasil ainda não tem condições de concorrer em igualdade com as importações dos países da Alca, especial-

 

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