Enfermagem em Terapia Intensiva - 2.ed.: Práticas e Vivências

Visualizações: 12
Classificação: (0)

Enfermagem em terapia intensiva: práticas e vivências chega à sua 2ª edição totalmente atualizada e reestruturada com a inclusão de 15 novos capítulos que refletem os avanços e mudanças da área.

48 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Desenvolvimento histórico da prática assistencial em cuidados intensivos no Brasil

ePub Criptografado

PARTE I

Alice Martins Gomes

As unidades de terapia intensiva (UTIs) surgiram como resposta ao problema do tratamento dos pacientes críticos, utilizando áreas hospitalares destinadas àqueles em estado crítico e que necessitavam de cuidados altamente complexos e controles estritos (embora haja uma grande variedade de doenças, o mecanismo de morte está limitado, quase sempre, a um número relativamente pequeno de fenômenos fisiológicos, passíveis de serem influenciados, se mantidas as funções básicas da vida).

As primeiras UTIs começaram a surgir na metade do século XX em hospitais norte-americanos – as chamadas “salas de recuperação”, para onde eram encaminhados os pacientes em pós-operatório de grandes cirurgias. No Brasil, mais precisamente na cidade de São Paulo, as UTIs começaram a ser organizadas e implantadas no final da década de 1960, com algumas características especiais, sobretudo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Em 1968, já existiam ali alguns locais para o atendimento ao paciente crítico e instável. Cabe lembrar a “Enfermaria 4030” do Pronto-Socorro, a UTI Cardiológica da 2ª Clínica Médica (6º andar) e a enfermaria de recuperação pós-operatória cardíaca, onde os pacientes eram acompanhados diuturnamente, destacando-se o papel desempenhado pelos residentes de medicina e pelo pessoal de enfermagem dedicado e atento.

 

Capítulo 2 - Tomada de decisão e raciocínio clínico no cuidado intensivo

ePub Criptografado

PARTE II

Juliana de Lima Lopes

Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais

Lidia Santiago Guandalini

Alba Lucia Bottura Leite de Barros

Os clientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) têm apresentado situações de saúde cada vez mais críticas, exigindo um cuidado especializado e que atenda às suas necessidades individuais. A dinâmica entre os profissionais que trabalham nessas unidades, a condição crítica dos pacientes e a utilização de inúmeras tecnologias demandam da enfermagem conhecimentos e habilidades diversos.1

O processo de cuidar envolve um conjunto de atividades cognitivas e procedimentais, alicerçadas no conhecimento científico, nas melhores práticas e em regras éticas e legais. Para alcançar as melhores práticas do cuidado, o enfermeiro deve ter a capacidade de tomar decisões baseadas em evidências científicas, avaliando as necessidades e os desejos dos clientes, executando o planejamento do cuidado com base nessas necessidades e avaliando a forma de operacionalizá-las, considerando a força de trabalho e os recursos materiais disponíveis.2,3

 

Capítulo 3 - Enfermagem baseada em evidências

ePub Criptografado

Lúcia Marta Giunta da Silva

A palavra “evidência” expressa uma assertiva ou uma verdade, demonstra ou esclarece um fato, uma causa ou algo verdadeiro. Também pode ser entendida como um atributo ou caráter evidente, que não deixa margem a dúvidas.1,2

Na assistência à saúde, a expressão “baseada em evidências” foi utilizada pela primeira vez em 1992, pelo Evidence-Based Medicine Working Group (EBMWG) da Universidade McMaster, no Canadá,2 em referência à prática e ao ensino da medicina baseada em evidências (MBE). Nessa clássica publicação, o grupo canadense sustenta que habilidades tradicionalmente usadas e valorizadas na prática médica, como as inferências fisiopatológicas, a intuição, as observações clínicas não sistemáticas, a autoridade e experiência profissional, não devem se sobrepor às evidências da pesquisa clínica.2 A MBE expressa um novo paradigma, que consiste na utilização conscienciosa, explícita e judiciosa da melhor evidência disponível para tomar decisões sobre a assistência à saúde do paciente, associada à habilidade clínica e à preferência do paciente (Fig. 3.1).2-4

 

Capítulo 4 - Como promover a segurança do paciente na UTI

ePub Criptografado

Mavilde L. G. Pedreira

Maria Angélica Sorgini Peterlini

Aline S. C. Belela-Anacleto

Denise Miyuki Kusahara

Múltiplos e complexos aspectos do sistema de saúde podem gerar erros e eventos adversos evitáveis que comprometem a segurança do paciente. Durante muitos anos, esses problemas foram menos explorados, devido à cultura da culpa e do castigo vinculada ao erro humano.

Dados epidemiológicos de estudos conduzidos em diferentes países têm demonstrado que a segurança do paciente é uma preocupação global, apesar do fato de as pesquisas serem realizadas em países desenvolvidos, sobretudo nos quais foram iniciadas políticas de melhorias e transformações no sistema de saúde. Nos países em desenvolvimento, tais políticas de melhoria são menos abrangentes, já que muitos cidadãos ainda são excluídos do acesso a qualquer nível de assistência à saúde, incluindo o cuidado intensivo.

Não existe um sistema de atividade humana que seja infalível, o que resulta na irreal possibilidade do permanente erro zero, e tampouco existe a ideia de que se pode dar a garantia total de segurança em qualquer ambiente de prática assistencial em saúde. Contudo, várias medidas podem ser instituídas, com vistas à prevenção de erros e ao controle de eventos adversos, a fim de tornar o sistema de saúde mais seguro.

 

Capítulo 5 - Indicadores de qualidade assistencial em cuidados intensivos

ePub Criptografado

Neide Marcela Lucinio

Sergio Dias Martuchi

Indicadores em saúde estão presentes em muitas instituições por todo o mundo; no Brasil não é diferente, porém ainda são usados de maneira tímida frente a um potencial enorme a ser explorado.

Um estudo publicado em 2010 sobre qualidade assistencial em saúde suplementar, no Brasil, mostrou que, dos 3.799 hospitais pesquisados, 84,4% utilizavam a taxa de ocupação de leitos, 86,4%, a taxa de tempo médio de internação, 80,5%, as taxas de infecção, e 70,7%, a taxa de mortalidade; apenas 27,2% deles usavam indicadores como controle de reinternação pelo mesmo motivo ou controle de eventos adversos, cujos dados não refletiam a qualidade assistencial.1 Ressaltando a importância dos indicadores de qualidade assistencial em unidades de terapia intensiva (UTI), uma publicação de 2013, na Revista brasileira de terapia Intensiva, sobre readmissões e óbitos após a alta de UTIs, mostrou que a mortalidade entre os readmitidos em duas UTIs estudadas foi de 69,7 e 48,5%, respectivamente.2

 

Capítulo 6 - Mensuração da carga de trabalho de enfermagem na UTI

ePub Criptografado

Alda Ferreira Queijo

Ane Karoline Silva Bonfim

Katia Grillo Padilha

Lilia de Souza Nogueira

No mundo globalizado, alguns dos conceitos-chave e desafiadores dentro de um ambiente de unidade de terapia intensiva (UTI) incluem a segurança do paciente, a gestão de qualidade da assistência, os custos e o impacto da assistência na recuperação do paciente, que demandam o uso de índices ou indicadores de desempenho institucional. Mensurar a qualidade e a quantidade de programas e serviços de saúde é imprescindível para o planejamento, a organização, a coordenação/direção e a avaliação/controle das atividades desenvolvidas, sendo alvo dessa medição resultados, processos e estrutura necessários ou utilizados, bem como influências e repercussões promovidas no meio.1

Atualmente, a melhoria da segurança do paciente e da qualidade dos serviços de saúde tem recebido atenção especial em âmbito global. No campo relacionado com a assistência à saúde, Donabedian definiu qualidade como “a obtenção dos maiores benefícios com os menores riscos ao paciente e ao menor custo”,2 usando como sustentação teórica a tríade estrutura, processo e resultado, que, analisados por meio de diferentes recursos e ferramentas, permitem avaliar a qualidade dos serviços oferecidos à população.3

 

Capítulo 7 - Prevenção de erros na administração de fármacos

ePub Criptografado

Maria Angélica Sorgini Peterlini

Mavilde L. G. Pedreira

Denise Miyuki Kusahara

Aline S. C. Belela-Anacleto

Vários são os agravos que podem acontecer ao paciente durante a sua hospitalização, sendo que os relacionados ao sistema de medicação ocupam posição de destaque. A consequência desse tipo de evento para o paciente pode variar de ausência de dano até invalidez ou morte.1 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),2 práticas inseguras e erros decorrentes do sistema de medicação constituem uma das principais causas de danos evitáveis em saúde. Erros na medicação ocorrem quando os sistemas de atendimento com problemas ambientais, escassez de pessoal e material e/ou fatores humanos, como fadiga e estresse, afetam a prescrição, a transcrição, a dispensação, o preparo, a administração e o monitoramento durante o uso de medicamentos.

Globalmente, o custo associado aos erros na medicação é estimado em cerca de US$ 42 bilhões anuais, o que representa 0,7% do total de custos destinados à saúde. A dimensão e a natureza dos danos diferem entre países de baixa, média e alta renda. Os índices de eventos adversos com medicamentos, nos países de baixa e média renda, são semelhantes aos das nações em desenvolvimento, mas quando avaliados os impactos nos anos de vida perdidos, as taxas dos Estados mais pobres representam quase o dobro das taxas dos mais ricos.2 Somente nos Estados Unidos da América, estima-se a ocorrência de, no mínimo, 1,5 milhão de eventos adversos evitáveis com medicamentos por ano no país.3

 

Capítulo 8 - A humanização e o suporte emocional na UTI: equipe, familiares e pacientes

ePub Criptografado

Myriam Aparecida Mandetta

Raquel Pusch de Souza

A unidade de terapia intensiva (UTI) atende às demandas dos pacientes que necessitam de cuidados de alta complexidade, prestados por profissionais qualificados e capacitados para desenvolverem a prática em um ambiente altamente tecnológico.

Em um estudo no qual as autoras buscaram compreender o significado do ambiente de cuidados em uma UTI de adultos para pacientes, familiares, gestores e profissionais, ficou evidenciado que se trata de

um ambiente vivo e dinâmico, no qual ocorre a sustentação da vida e onde se almeja a melhor recuperação possível dos pacientes ali internados. E, como consequência, os profissionais de saúde da UTI ficam frustrados e angustiados quando não conseguem recuperar a saúde dos pacientes e estes vêm a falecer.1

Trata-se de um local que possui algumas características próprias, como ênfase no conhecimento técnico-científico e na tecnologia, a fim de manter o ser humano vivo; presença constante da morte; ansiedade, tanto dos sujeitos hospitalizados quanto dos familiares e trabalhadores de saúde; rotinas, muitas vezes rígidas e inflexíveis; e rapidez de ação no atendimento, além de ser um ambiente estressante devido à ausência de controle de iluminação natural, à falta de privacidade e à presença de ruídos.1-7

 

Capítulo 9 - Considerações éticas e legais para a prática de enfermagem em cuidados intensivos: questões emergentes

ePub Criptografado

Mara Ambrosina de Oliveira Vargas

Nara Selaimen Gaertner de Azeredo

Isabela Saioron

Caroline Porcelis Vargas

Dulcinéia Ghizoni Schneider

A estrutura técnica, científica e terapêutica, no que tange à prestação de assistência ao usuário de saúde nas instituições hospitalares nos últimos anos, tem exigido da enfermagem uma atuação extremamente complexa – uma complexidade que revigora tanto a questão da necessidade de uma constante reflexão dos aspectos técnico-científicos arrolados quanto a emergência de abordagens éticas e legais nas decisões relativas ao cuidado de enfermagem.

O que sustenta esse confronto entre aspectos técnico-científicos e abordagens éticas e legais são os problemas evidenciados em todas as profissões de saúde, entre estas a enfermagem e a medicina. Nessa situação, os enfermeiros e os médicos sempre enfrentaram perguntas a respeito do que é correto e bom para os usuários de saúde em particular. Hoje, essas perguntas se complicaram. As questões suscitadas pela tecnologia moderna de diagnóstico e as poderosas intervenções terapêuticas novas pressionam, porque ameaçam o que até agora se manteve intocável: a relação de confiança entre os profissionais de saúde e seus pacientes.

 

Capítulo 10 - Liderança do enfermeiro e gestão do cuidado intensivo

ePub Criptografado

PARTE III

Alexandre Pazetto Balsanelli

Jane Cristina Dias Alves

Nos dias atuais, liderança e gestão são temas muito importantes para os profissionais da enfermagem. Cada vez mais, as instituições de saúde precisam de profissionais que estejam aptos a exercer tais atributos para aumentar a qualidade do cuidado oferecido e garantir a perenidade do serviço. No contexto do cuidado intensivo, esta realidade é ainda mais requerida, tendo em vista a gravidade dos pacientes. Neste capítulo, o objetivo é discutir a liderança como competência (conjunto de conhecimento, habilidades, atitudes, valores e entregas)1 necessária para que a gestão do cuidado intensivo ocorra com eficiência e eficácia. Por isso, abordam-se características do enfermeiro líder para o cuidado intensivo, competências associadas à liderança e ferramentas utilizadas para a gestão do cuidado.

Os líderes podem provocar mudanças nos cenários de prática e, em especial, nas unidades de terapia intensiva (UTIs).2-4 Vivemos em um mundo com muitas incertezas e mudanças, de modo que os líderes sempre serão indispensáveis para atender às exigências atuais e principalmente produzir os resultados necessários. Nesse sentido, questiona-se: quais são as características de um enfermeiro líder para transformar de maneira positiva sua UTI?

 

Capítulo 11 - Inovações em tecnologia da informação para o cuidado intensivo

ePub Criptografado

Grace T. M. Dal Sasso

Sayonara de Fatima F. Barbosa

A prática de enfermagem em cuidado intensivo se desenvolve em um ambiente complexo e dinâmico e se concentra em aperfeiçoar os resultados clínicos para os pacientes sob seus cuidados imediatos. Desde que os relatórios do Instituto de Medicina (IOM) ressaltaram os danos e os eventos adversos na assistência à saúde, os enfermeiros estão sendo cada vez mais solicitados a assumirem papéis de liderança no redesenho de um cuidado mais seguro, eficaz e personalizado. Assim, é necessário expandir nosso escopo de prática para além da beira do leito, envolvendo-nos mais profundamente nos complexos sistemas de prestação de cuidados em saúde e participando das estratégias de melhoria do cuidado.1

As atividades assistenciais realizadas na unidade de terapia intensiva (UTI) são frequentes e numerosas. Um estudo mostrou que, em média, são efetuadas 178 atividades por paciente ao longo das 24 horas.2 A tomada de decisão pelos profissionais de saúde também é intensa. Durante 24 horas, podem ser tomadas 463 decisões ad hoc pelos enfermeiros em terapia intensiva.3 Outro estudo mostrou que os enfermeiros intensivistas podem tomar um número de decisões ainda maior: 238 por hora.4-6

 

Capítulo 12 - Ações do enfermeiro no processo de admissão e alta do paciente na UTI: avaliação e prioridades

ePub Criptografado

PARTE IV

Widlani Sousa Montenegro

Tâmara Rúbia C. G. Coutinho

Com a evolução da complexidade da terapia intensiva, que inclui tecnologias, estrutura física apropriada e recursos humanos com alto padrão de formação e resolutividade, a custo-efetividade passou a ser uma forte preocupação da alta administração das instituições de saúde.

Associada a custos elevados, a grande demanda por leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), que lotam prontos-socorros e unidades de internações, tornou a vaga em UTI um objeto de avaliação minuciosa na escolha de quem a ocupará. Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), 70% dos Estados brasileiros não possuem o número de leitos de UTI preconizados pelo Ministério da Saúde (MS) para garantir o atendimento da população, elevando o tempo médio de espera por leito nessas unidades.1

Dessa forma, a admissão do paciente é uma fase da linha de cuidado do paciente crítico de grande impacto, pois, além da definição de quem se beneficiará desse leito, também é a etapa na qual o plano terapêutico será instituído a partir de um diagnóstico ou hipótese diagnóstica.

 

Capítulo 13 - Sinais vitais: condições do paciente crítico que interferem na confiabilidade das medidas

ePub Criptografado

Ayla Mesquita

Théia Maria Forny Wanderley Castellões

Viviane Modesto Ferraz

Sinais vitais são variáveis que evidenciam as alterações do comportamento do organismo. Esses sinais são utilizados na prática diária em unidades de internação como coadjuvantes para auxiliar na tomada de decisão à beira do leito. Além disso, estão intimamente associados a distúrbios dos sistemas circulatório, respiratório, neurológico e renal. São parâmetros regulados pelo funcionamento dos órgãos vitais e revelam o estado de preservação destes, sendo, por isso, chamados de sinais vitais. Para seu monitoramento, os dados devem ser fidedignos, a fim de que culminem em uma ação acertada, refletida no monitoramento adequado. Porém, algumas condições apresentadas pelo paciente crítico podem interferir nesse monitoramento.

Neste capítulo, são abordadas as formas minimamente invasivas para monitoramento do paciente crítico, bem como os fatores que podem interferir. Também são discutidos sua aplicabilidade e os desafios para a equipe de enfermagem em sua prática diária.

 

Capítulo 14 - Balanço hídrico: importância e precisão

ePub Criptografado

Vanessa Yukie Kita

Satomi Mori Hasegawa

A água é o principal fluido corporal e está presente em diversas funções importantes do organismo, como a regulação da temperatura corporal, o meio para ocorrerem as reações bioquímicas e metabólicas e o transporte de solutos, entre outras.1 Devido a essas funções, a água é um elemento abundante no corpo humano, e o seu teor pode ser de aproximadamente 60% (45-70%) do peso em indivíduos adultos com 70 kg. Ressalta-se que esse volume de água é influenciado pela quantidade de gordura corporal, porque o tecido adiposo conter menor quantidade de água em sua constituição.1,2

A água corporal se distribui nos compartimentos intra e extracelulares, sendo que vários mecanismos fisiológicos participam para manter o equilíbrio hídrico entre esses compartimentos, conforme apresentado na Figura 14.1.3,4

FIGURA 14.1 MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS FISIOLÓGICOS PARA A MANUTENÇÃO DO VOLUME DE ÁGUA CORPORAL.

A água pode se movimentar entre os espaços intra e extracelular de acordo com a quantidade de solutos/líquidos presentes nesses meios. O termo osmolalidade reflete a quantidade de líquido que influencia no movimento da água por osmose. A osmolaridade se refere à concentração de soluto em 1 L de líquido, sendo que, na prática clínica, o sódio, o potássio, a glicose e a ureia são utilizados para definir o seu valor.3,4

 

Capítulo 15 - Distúrbios do equilíbrio hidreletrolítico e acidobásico: implicações práticas

ePub Criptografado

Virginia de Araújo Pôrto

Adriana Montenegro de Albuquerque

Valdicléia da Silva Ferreira Torres

As funções orgânicas humanas dependem de um rigoroso equilíbrio nas quantidades e concentrações de líquidos, eletrólitos, ácidos e bases. Os fluidos são responsáveis pelo transporte de gases, nutrientes e excretas; os eletrólitos garantem as reações celulares; e os ácidos e bases atuam nas reações químicas essenciais à vida. O desequilíbrio de qualquer um desses elementos inicia reações de compensação nos outros, comprometendo todas as funções vitais do indivíduo.

A ocorrência desses distúrbios nas unidades de terapia intensiva (UTIs) é constante, tanto pela gravidade das patologias quanto pelos procedimentos terapêuticos instituídos. Mudanças mínimas nas concentrações normais, se não reconhecidas e tratadas, podem trazer sérios prejuízos ao paciente, como arritmias, edema cerebral, convulsões, entre outros, interferindo diretamente nos índices de morbimortalidade.

 

Capítulo 16 - Dor e sedação: cuidados ante o quinto sinal vital

ePub Criptografado

Maria Aparecida Oliveira Batista

Desde os primórdios, a dor é uma das grandes preocupações do homem, que sempre procurou esclarecer as razões que justificassem sua ocorrência e os procedimentos destinados ao seu controle.¹ A dor está quase sempre presente na pessoa em situação crítica, e a condição está relacionada com sua patologia de base, que motivou sua internação no serviço de cuidados intensivos, ou com procedimentos invasivos e não invasivos a que é sujeita.2

Embora os profissionais de unidades de terapia intensiva (UTIs) saibam que fatores ligados ao ambiente, somados às particularidades do paciente crítico, podem influenciar a evolução do quadro clínico, ainda existem falhas em relação ao controle da dor e do estresse no paciente crítico.3,4 Por isso, a avaliação da dor e da sedação é um cuidado importante para a segurança do paciente na UTI.

Na tentativa de ampliar a conscientização sobre a importância da valorização da dor no paciente e habilitar os profissionais para identificarem sua ocorrência, a Agency of Health Care Research and Quality e a American Pain Society descreveram-na como o quinto sinal vital,¹ a ser registrado à semelhança dos parâmetros vitais avaliados em todos os pacientes, como temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. Nesse contexto, competem ao enfermeiro a mensuração, a avaliação e o registro deste importante sinal vital: a dor.

 

Capítulo 17 - Controle da pressão intra-abdominal

ePub Criptografado

Cibelli Rizzo Cohrs

Satomi Mori Hasegawa

Vanessa Yukie Kita

Define-se pressão intra-abdominal (PIA) como uma pressão uniforme e oculta no interior da cavidade abdominal. É resultante da interação entre as estruturas que compõem a parede abdominal e os órgãos presentes em seu interior. Seu valor pode variar de acordo com a fase respiratória e a característica da resistência da parede abdominal. Em adultos normais, considera-se normal o valor de PIA em torno de 5 mmHg, e em pacientes críticos, de 5 a 7 mmHg.1-3

O controle da PIA em pacientes críticos, sobremaneira naqueles que apresentam trauma abdominal ou que foram submetidos à laparotomia, vem sendo realizado com maior frequência nas últimas décadas. Esse fato se deve à alta incidência de complicações relacionadas à elevação da PIA.1,3

A hipertensão intra-abdominal (HIA) pode favorecer o surgimento da síndrome do compartimento abdominal (SCA), definida como uma PIA > 20 mmHg, associada à disfunção orgânica. A incidência da HIA ocorre em torno de 18 a 81% dos pacientes críticos e pode variar de acordo com suas condições clínicas, e, quando presente, associa-se à ocorrência de disfunções orgânicas graves durante a internação do paciente em unidades de terapia intensiva (UTIs).4

 

Capítulo 18 - Problemática da infecção em UTI: melhores práticas para prevenção e controle

ePub Criptografado

Dirceu Carrara

Fernanda de Souza Spadão

Isabel Cristina V. S. Oshiro

Para os profissionais que tratam pacientes críticos, as infecções são muito preocupantes, pois são responsáveis por altos índices de mortalidade. A literatura científica revela que 70% dos pacientes internados nas unidades de terapia intensiva (UTIs) são tratados para algum tipo de infecção.1

Os fatores que contribuem para o desenvolvimento de infecções do paciente em ambiente de terapia intensiva são bastante diferentes do que eram 20 anos atrás. Isso se deve à evolução dos tratamentos que promoveram a sobrevida dos pacientes com doenças graves, bem como à possibilidade de serem submetidos a tratamentos avançados; além disso, pelo fato de, em geral, terem idade mais avançada, esses pacientes são mais suscetíveis a desenvolver processos infecciosos.2

Qualquer paciente internado em UTI pode desenvolver um processo infeccioso. Portanto, alguns pontos devem ser observados pelos profissionais que cuidam desses doentes. Os desafios da assistência nesses locais são constantes, pois, muitas vezes, as infecções estão relacionadas a procedimentos invasivos. Assim, é imperioso que se analise cada caso para se determinar quais procedimentos são de fato necessários e têm indicação precisa.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
ePub
Criptografado
Sim
SKU
BPE0000271229
ISBN
9788582715895
Tamanho do arquivo
36 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
ePub
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados