Moral e Ética

Autor(es): Yves de La Taille
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Esta obra reúne as leituras, pesquisas e reflexões de Yves de la Taille, professor no Instituto de Psicologia da USP, amplamente reconhecido por seus estudos sobre a chamada Psicologia Moral – ciência preocupada em desvendar por quais processos mentais uma pessoa chega a intimamente legitimar, ou não, regras, princípios e valores morais. Neste texto são apresentados conceitos de moral e ética ; saber fazer, a dimensão intelectual ; querer fazer, a dimensão afetiva, o despertar do senso moral e a personalidade ética

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Capítulo 1 - Moral e ética

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Moral e ética: dimensões intelectuais e afetivas

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Moral e ética

O objetivo deste capítulo é o de apresentar conceitos que sejam úteis para o empreendimento psicológico de compreensão das ações morais. Para tanto, apresentarei definições diferentes e complementares de duas palavras que têm cada vez mais freqüentado nossas conversas cotidianas: moral e ética. Peço, portanto, ao leitor, que faça o esforço de, momentaneamente, se despir das definições que ele habitualmente atribui aos dois vocábulos, e que aceite me seguir nos meandros de minha argumentação. Mas por que falar em argumentação, se se trata apenas de dar definições? Não seria mais simples tão-somente apresentá-las? Não, porque definir implica fabricar conceitos, e conceitos são criados para responder a perguntas. Acho que foi Edgard Morin que disse que o erro da educação (em todos os níveis) é o de ensinar as respostas que a filosofia e a ciência deram, sem deixar claro para os alunos quais eram as perguntas que as motivaram. Não quero aqui cair em erro parecido e me limitar a dar definições sem minimamente demonstrar em que medida são úteis, até necessárias, para tratar o tema deste livro, a saber: dimensões psicológicas da moralidade.

 

Capítulo 2 - Saber fazer moral: a dimensão intelectual

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Saber fazer moral: a dimensão intelectual

Quando, no capítulo anterior, definimos o plano moral como aquele dos deveres, e identificamos o sentimento de obrigatoriedade como seu invariante psicológico, pouco falamos da dimensão racional da moralidade. Parece-me certo que o que tanto distingue quanto articula os planos moral e ético é a dimensão afetiva. Mas, evidentemente, isso não quer dizer que a razão desempenhe um papel sem importância na moral e na ética. Aliás, eu diria que em todas as atividades humanas o aporte da razão é inevitável (como haveria objetos sobre os quais agir se não fossem concebidos?) e sua sofisticação desejável se formos um tanto quanto exigentes quanto à qualidade das ações. Vimos que a racionalidade é central nas teorias de Piaget e Kohlberg, e que a abordagem aqui proposta utiliza as concepções sobre o desenvolvimento do juízo moral dos dois autores construtivistas. E vimos também que as teorias de Durkheim e de Freud, embora coloquem a ênfase de suas explicações sobre a afetividade, não descartam o papel da razão nas ações morais. Não se deve, portanto, estranhar que eu dedique todo um capítulo à dimensão intelectual do “saber fazer moral”.

 

Capítulo 3 - O querer fazer moral: a dimensão afetiva

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O querer fazer moral: a dimensão afetiva

Assim como o fiz para a dimensão intelectual, e pelas mesmas razões, vou, na apresentação da dimensão afetiva, restringir-me ao tema da moralidade. Penso ser uma escolha justificada porque, por um lado, as variadas forma de “vida boa” concebíveis implicam um amplo leque de investimentos afetivos que é impossível analisar aqui, e, por outro, interessa-nos o vínculo entre moral e

ética, e que esse vínculo, como visto no primeiro capítulo, encontra-se na dimensão afetiva por intermédio do auto-respeito. É, portanto, a progressiva construção do auto-respeito que devemos privilegiar. Quanto ao título que dou ao presente capítulo, ele se justifica se lembrarmos que o dever corresponde a um querer e que, portanto, o sentimento de obrigatoriedade é, ele mesmo, uma forma de querer. Tudo o que vimos no capítulo anterior a respeito da dimensão intelectual depende, para tornar-se ação, desse “querer fazer moral”, da vontade de agir e da intenção com a qual se age. Falta dizer que o sentimento moral de obrigatoriedade é despertado por ou composto de outros sentimentos. Ou seja, para compreender a gênese, a presença e a força do sentimento de obrigatoriedade, é preciso conhecer outros, que, como dito anteriormente, alimentam-no ou o compõem.

 

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