Psicologia do Cotidiano 2: Como a Ciência Explica o Comportamento Humano

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“Este livro chega no momento mais adequado para a sociedade ressignificar alguns hábitos e crenças. Se dormimos diferentes de como acordamos, imagina o que aconteceria se não atualizássemos a psicologia e nossos comportamentos? A comunicação mudou exponencialmente, a velocidade acelerou como nunca, mas o nosso cérebro precisa de recursos para acompanhar tantos acessos e excessos e não adoecer. Se você quer compreender as consequências de tantas mudanças, vá em frente nesta leitura.” Izabella Camargo, jornalista

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Capítulo 1. Vício em séries de tv: um novo problema da atualidade?

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Com um plugin gratuito no navegador, podendo ser acessado por meio de qualquer dispositivo, móvel ou não, as séries de TV por streaming são atraentes e populares, podendo causar uma sensação de vício. Por acaso, você já parou para observar o comportamento das pessoas que tanto assistem a essas séries? Não?

Tudo começa pela escolha do que assistir, o que não é uma das tarefas mais fáceis. O próximo passo é pegar o cobertor e a pipoca, ou, caso a noite esteja quente e a fome não tenha batido, pode ser sem nada disso mesmo. Agora basta se instalar no sofá. E, então, o gatilho é disparado. Passam-se horas e horas do fim de semana até mesmo horas preciosas de sono durante a semana que são trocadas pelas séries.

Enfim, o que acontece é mais ou menos isto: senta-se para assistir um episódio de 60 minutos, por exemplo, mas ficamos muito mais tempo do que o pretendido.

Outra particularidade comportamental que vale citar é o final de cada episódio. Isso mereceria, creio eu, um estudo à parte. Explico: quando o episódio termina, surge uma sensação (quase) incontrolável que impele o indivíduo a dar “só mais uma olhadinha” para ver o que vai acontecer com este ou aquele personagem.

 

Capítulo 2. Estresse na gravidez? o trauma pode ser herdado pelos filhos?

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Já se tornou um clássico, em praticamente todas as narrativas de saúde mental, associar experiências de privação e de abuso vividas nos primeiros anos de vida à (quase) inevitável ocorrência de dificuldades na vida adulta.

Existe muitos textos e investigações científicas a esse respeito e, se eu fosse listá-los, ainda que de maneira genérica, levaria alguns meses para explicá-los por completo.

Claro, desde cedo, a costumeira má relação com algum membro da família, que se arrasta por toda uma existência, é, possivelmente, apontada como a base das mazelas e das inquietudes pessoais da maturidade. Prato cheio para terapeutas e analistas de todos os gostos e espécies.

Pois bem, para além das teorias mais atuais, entretanto, há certas pesquisas que têm analisado alguns elementos que fogem dessa “paisagem psicológica” mais tradicional e que merecem sua atenção: existiriam fatores que podem impactar na saúde mental antes mesmo do nascimento do bebê?

Descobriu-se que o período pré-natal do desenvolvimento humano é, na verdade, um momento em que o meio ambiente exerce uma influência significativa na modelação da fisiologia do feto.

 

Capítulo 3. Sono: o que vocêdeveria saber, mas ainda desconhece

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Sabemos, já não é de hoje, que o sono exerce uma importante função em nossa vida. Pesquisadores já afirmaram há muito tempo que dormir é extremamente importante para o desenvolvimento das funções cerebrais, como a consolidação das memórias de longo prazo ou, ainda, o favorecimento e a criação das habilidades de aprendizagem.

Contudo, além dos aspectos já bem conhecidos, algumas questões têm sido recentemente apontadas.

Um estudo conduzido pelo Centro Médico da Universidade de Rochester (Nova Iorque) constatou que o sono pode ser também um período no qual o cérebro se desfaz das moléculas tóxicas acumuladas ao longo do dia, ou seja, uma boa noite de sono pode, literalmente, limpar a nossa mente.

Em estudos utilizando ratos, os pesquisadores mostraram, pela primeira vez, que o espaço entre as células do cérebro pode aumentar durante o sono, permitindo, então, que sejam eliminadas as toxinas acumuladas.

Dessa forma, quando dormimos, um sistema de “encanamento”, chamado de sistema glinfático, abre e “libera a passagem” (encolhendo em até 60% do tamanho original das células), permitindo que o líquido cerebrospinal “enxágue” o tecido cerebral, expulsando, assim, os resíduos acumulados no sistema circulatório.1

 

Capítulo 4. O transtorno bipolar e o dilema dos diagnósticos incorretos

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O transtorno bipolar do humor é uma doença mental caracterizada pela alternância de humor.

Dessa maneira, as pessoas acometidas por esse problema experimentam episódios de euforia (também chamada de “mania”), enquanto, em outros momentos, intercalam períodos de depressão, seguidos por episódios de normalidade.

Com o passar dos anos, entretanto, essa alternância se repete com intervalos cada vez menores, apresentando algumas variações.

Muitas vezes, nem mesmo o paciente ou os profissionais de saúde percebem a doença, o que retarda o tratamento adequado.1

Euforia (ou mania) é um estado em que a pessoa experimenta significativa exaltação do humor ao sentir um importante aumento de vitalidade – sem qualquer relação com algo específico –, o que confere grande vigor emocional ao indivíduo. Em geral, essa mudança de comportamento é repentina, entretanto, a pessoa tem dificuldade de perceber sua alteração pessoal, pois seu senso crítico acaba afetado, comprometendo, assim, sua capacidade de avaliar objetivamente as situações.

 

Capítulo 5. Três sinais que demonstram insegurança

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Obviamente, é quase impossível descobrir o estado emocional vivido por alguém em um determinado momento apenas através de rápidas conversas. Entretanto, para uma pessoa mais atenta, alguns sinais sempre fogem ao controle, deixando evidente o rastro de insegurança e vulnerabilidade psicológica vivido por esse alguém.

Assim, a seguir, descrevo alguns dos sintomas mais comuns presentes nas interações e que podem ser indicativos de um sentimento transitório de inferioridade:

a) Autovalorização excessiva

Este, que é talvez um dos sentimentos mais clássicos, é frequentemente encontrado nas pessoas que estão se sentindo desprestigiadas.

Desde a evolução antepassada, o cérebro humano foi preparado para obter destaque perante o bando, pois, assim, teria mais chance de liderar o grupo, tendo prioridade na alimentação ou ainda na escolha do(a) parceiro(a), tornando-se um líder; dessa forma, “ser bom” passou a ser uma necessidade vital para a sobrevivência.

 

Capítulo 6. O estresse e a perda de memória

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Já não é de hoje que ouvimos que há centenas de consequências decorrentes dos estados de estresse junto ao nosso organismo: arritmias, infarto e AVC, hipertensão arterial, aumento da glicemia e do colesterol, depressão, queda do sistema imune, além de vários outros.

O que possivelmente você ainda desconhece é o fato de que o estresse contínuo – aquele ao qual você “naturalmente” se acostuma – pode levar também a problemas mais sérios de memória.

Um estudo publicado demonstrou a relação entre a memória de curto prazo e o estresse prolongado.1

Em uma pesquisa utilizando modelos animais (ratos) em um labirinto experimental, cientistas introduziram em um ambiente tranquilo, um rato intruso bem maior e, para aumentar o desconforto, fizeram-no de maneira repetida com a passagem do tempo.

Aqueles ratos que foram constantemente expostos ao intruso agressivo apresentaram um comportamento bastante curioso: eles, na tentativa de fuga, levavam muito mais tempo dentro do labirinto para lembrar onde estava o buraco de fuga (se comparado ao tempo anterior, sem a presença do predador no ambiente).

 

Capítulo 7. O que a psicoterapia faz com o seu cérebro?

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Como sabemos, o cérebro humano apresenta uma extrema capacidade de mudança, isto é, devido a estimulações vindas do ambiente, da aprendizagem e, finalmente, das emoções, nossas estruturas cerebrais reagem prontamente a vários tipos de situações.

Assim, diferentemente do que se acreditava décadas atrás, nosso cérebro está em constante interação com o meio ambiente, sendo afetado de maneira ininterrupta pelas experiências que temos em nosso cotidiano. Portanto, longe de serem estruturas finalizadas, nossa mente e nosso cérebro estão em profunda e contínua transformação.

Um exemplo foi demonstrado por uma investigação junto a motoristas de táxi da cidade de Londres, Inglaterra. Para ter um bom desempenho nessafunção, os motoristas devem, obrigatoriamente, memorizar cerca de 320 rotas que passam pela referida cidade, composta por aproximadamente 25 mil ruas e mais de 20 mil locais de interesse público.1

Comparando os taxistas a um grupo-controle (o de não motoristas), investigações de ressonância magnética no cérebro mostraram um aumento expressivo do volume do hipocampo posterior – região associada à memória –, comprovando, assim, a capacidade de mudança do cérebro dos taxistas, o que ocorreu, inclusive, na fase adulta.

 

Capítulo 8. A ciência explica as dificuldades para dormir a primeira noite fora de casa

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Dormir fora de casa ou em ambientes estranhos pode se tornar um problema para muitas pessoas, ainda mais na primeira noite.

Sem dúvida, essa é uma dificuldade que os viajantes normalmente enfrentam, porém, pesquisadores parecem ter chegado a uma conclusão interessante.

Denominado “efeito da primeira noite”, um estudo conduzido pela Brown University descobriu que uma das possíveis causas desse problema pode ser decorrente de nossa biologia pessoal.1

Quando deveríamos estar dormindo profundamente, o hemisfério esquerdo do nosso cérebro, constatando que estamos em um ambiente incomum, permanece mais ativo, deixando-nos com um sono “superficial”. Segundo os pesquisadores, é como se nossos instintos ancestrais nos deixassem em estado de vigilância e de prontidão contra algo ruim que possa vir a acontecer, consumindo, portanto, mais tempo para nos colocar em adormecimento, ou até resultando em um sono de pior qualidade (por isso acordamos mais cansados).

Essa assimetria cerebral durante o sono, segundo revelam os pesquisadores, também é encontrada em mamíferos, como focas, golfinhos e baleias.

 

Capítulo 9. Beleza e confiabilidade: o velho equívoco da mente

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A certa altura da vida, naturalmente se aprende a olhar além das aparências. À medida que o tempo passa, compreendemos que aquilo que nossos olhos nos dizem pode não ser tão verdadeiro, principalmente no que diz respeito à imagem pessoal de alguém, e descobrimos, então, ser necessário ir um pouco mais além.

Embora a maturidade nos ajude bastante, psicólogos já sabem que a visão que desenvolvemos de uma pessoa pode não ser decorrente apenas e tão somente de nossas interpretações, mas profundamente influenciada por nosso cérebro primitivo.

E, caso você ainda não tenha se dado conta, fique então ciente de que nossas preferências por certas pessoas estarão, de alguma maneira, atreladas àquelas que nos parecem mais atraentes.

Pode parecer algo bem superficial, não acha? Mas, na realidade, não é.

Muitos estudos de psicologia já haviam provado a existência do chamado “estereótipo de beleza”, isto é, pessoas mais bonitas são tidas por seus pares como mais inteligentes, mais sociáveis e, finalmente, mais bem-sucedidas.

 

Capítulo 10. A relação entre problemas no trabalho e a infância

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Curioso o que acontece conosco em nossa infância, não acha? Pois bem, dependendo do tipo de ambiente em que vivemos, nossa capacidade de nos sentirmos bem aumenta de maneira exponencial na vida adulta.

Funciona mais ou menos da seguinte forma: quando experimentamos as boas relações enquanto pequenos, nossa autoestima é consolidada de maneira positiva. Por outro lado, quando essa necessidade de amparo não é disponibilizada pelos cuidadores, a criança tem a chance de tornar-se mais insegura e retraída.

Lembremos que, enquanto pequenos, sempre vivemos momentos de muita angústia e, como nossa personalidade está em plena formação, apoio ou ameaça tornam-se vivências decisivas na composição do que nos tornaremos em nosso futuro.

Assim, quando nossos pais estão mais atentos às nossas necessidades infantis, criamos uma tolerância adicional para lidar com os momentos de tensão, pois nos sentimos mais “protegidos” e, principalmente, mais confiantes de nossa capacidade de enfrentamento.

 

Capítulo 11. Segunda-feira: a psicologia por trás do pior dia da semana

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É, de fato, comprovado que a grande maioria das pessoas descreve um sentimento não muito agradável assim que o fim de semana termina e, principalmente, às segundas-feiras pela manhã, quando nossa jornada de vida – quer gostemos ou não – precisa ser reiniciada.

Não sei bem ao certo a razão de tal desassossego, mas é possível que, nos, fins de semana, consigamos “desfocar” um pouco as coisas que não caminham bem e, por um pequeno espaço de tempo – dois dias, para sermos mais exatos –, podemos nos desconectar de nossas inquietudes, ao criarmos uma distância segura daquilo que efetivamente não nos faz bem, e, finalmente, experimentar um pouco de alívio e de felicidade, ainda que de maneira transitória.

Lembre-se de que é, então, o primeiro dia da semana, geralmente, o ponto marcado para o retorno ao trabalho, momento em que somos obrigados, novamente, a subir no carrossel de nossa vida e, com ele, tentarmos nos estabilizar das oscilações inerentes ao cotidiano, quando também nossa consciência da falta de motivação e de sentido nos é devolvida. É como se, às segundas-feiras, portanto, a realidade (nua e crua) nos fosse, a cada nova semana, descortinada, de uma só vez.

 

Capítulo 12. Por que sofremos tanto?

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Curioso observar a quantidade de situações em nosso dia a dia que nos fazem sair do ponto de equilíbrio. Desde as mais simples circunstâncias às mais complexas, sempre haverá um ponto de ligação que é um dos elementos centrais à manutenção da condição de equilíbrio ou de sofrimento pessoal.

Imagino que você esteja pensando, de fato, o que teria esse poder e que, portanto, precisaria ser rapidamente descoberto, certo?

Asseguro-lhe que essa resposta vale um milhão de dólares, como diriam aqueles programas mais antigos. Todavia, nem precisaríamos gastar tanto, pois o segredo é muito mais simples e, praticamente, não custa muito.

É provável que o causador disso tudo seja nossa própria cabeça, isto é, nós mesmos e nossa maneira de pensar a vida.

Entenda que, à medida que crescemos, vamos criando abstrações – que são também chamadas de “crenças” – a respeito das mais variadas ocorrências do cotidiano. Desenvolvemos interpretações a respeito da vida, do comportamento dos outros e, principalmente, a respeito de como, de fato, pensamos que somos, ou seja, como nos autodefinimos.

 

Capítulo 13. Afinal, quando será?

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Ao longo de minha vida profissional como psicólogo, tenho observado as mais diversas histórias de vida que chegam, todos os dias, para que eu possa, de alguma maneira, prestar um pouco de auxílio.

São pacientes que, inevitavelmente, trazem memórias de sofrimento e que, a certa altura, correm o risco de sucumbir devido à intensidade de sua dor.

Alguns, em condição mais aguda, chegam tão desorientados que, antes mesmo de caminhar em alguma direção mais específica, nada é mais importante do que apenas e tão somente lhes estender a mão e assegurar-lhes de que não estarão mais sozinhos.

Dessa forma, dia após dia e ano após ano, tenho o privilégio de ser um tipo de testemunha ocular da roda da vida que gira para cada um e que, impiedosamente, provoca algum tipo de desequilíbrio pessoal.

Em muitas dessas histórias, apenas para dar um exemplo, a adversidade começa desde cedo. São pessoas que advêm de famílias desestruturadas e nas quais o convívio precoce com a instabilidade deixa sequelas profundas e, ainda em estado infantil, nada podem fazer a respeito. Apenas se resignar.

 

Capítulo 14. Psicologia da internet: por que nos tornamos outras pessoas na vida digital?

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Há cerca de duas décadas foi criada a expressão “Psicologia da Internet” para explicar a razão pela qual o comportamento das pessoas se altera tanto dentro dos ambientes virtuais.

Qualquer um que já navegou na web percebeu alguma modificação, ainda que mais leve, em sua conduta ou ação.

Por ser um espaço muito atípico e diferente de tudo que já experimentamos na vida concreta, descobriu-se que a realidade paralela exerce um tipo de dinamização da personalidade, o que coloca as pessoas em inclinação para atitudes de maior risco e de descontrole calculado, se comparadas ao que se vive no nosso dia a dia.

A respeito desse fenômeno, criou-se um termo para melhor definir tais alterações comportamentais: “efeito de desinibição on-line”, explicita, portanto, a variação de padrões.

Pesquisas demonstraram que essas alternâncias da vida off-line para a vida on-line se baseiam nas seguintes crenças:

a.“Você não sabe quem eu sou e não pode me ver”: à medida que as pessoas navegam na internet, obviamente que não podem ser vistas, no sentido literal da palavra – diferentemente de como ocorre no mundo concreto –, conferindo então aos internautas a falsa percepção de que eles estão anônimos e, por essa razão, não há limites ou regras associadas ao comportamento on-line. Esse fato também é descrito na literatura psicológica como “desindividualização”, ou seja, um estado de dissipação da identidade real e que favorece o aparecimento de maior grau de insubordinação, agressividade e sexualidade exacerbada, se comparado ao que ocorre na vida concreta.

 

Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

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Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

 

Capítulo 16. A atenção das mães e o impacto no desenvolvimento cerebral dos filhos

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Não é de hoje que sabemos que a primeira infância é fundamental para o desenvolvimento do cérebro de uma criança.

Investigações já comprovaram que ser criado em um ambiente familiar, com mais tranquilidade e equilíbrio, tem o poder de transmitir uma dose positiva de segurança emocional aos pequenos, o que favorece a construção de uma autoestima mais fortalecida, uma melhor capacidade para lidar com o estresse, à medida que as crianças se desenvolvem, além de boas habilidades para o manejo das situações interpessoais futuras.

Assim, aqueles filhos que são criados em ambientes com mais atenção parental, mais seguros se sentirão, aumentando, assim, progressivamente, a construção da autonomia e da independência, ainda em formação nas fases iniciais de vida.

E o oposto, não deixando de mencionar, é igualmente verdadeiro. Por exemplo, crianças criadas em ambientes caóticos e desorganizados desenvolvem maiores vulnerabilidades emocionais, o que resulta em uma infância e, por que não dizer, em uma adolescência mais problemática, sendo que, em uma grande parcela dos casos, essas dificuldades ainda são perceptíveis na vida adulta.1

 

Capítulo 17. Celular e volante: combinação perigosa

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Não restam dúvidas que a tecnologia veio para ficar. E instalou-se não apenas facilitando nossas vidas, mas também causando alguns danos bastante impactantes.

Todos nós sabemos muito bem que usar o celular enquanto se dirige pode ser uma atitude bastante arriscada. Ainda assim, uma parcela expressiva da população insiste em enviar mensagens através do WhatsApp, verificar as curtidas de suas postagens no Facebook, buscar alguma música, dar uma olhada no Instagram ou, simplesmente, pesquisar algum tema na internet quando estão dirigindo. Isso é tão perigoso para as pessoas quanto dirigir embriagado, mas ainda há uma falta de conscientização de tal risco.

Embora alguns autores insistam na ideia de que nossa mente é “multitarefa” – ou seja, que nosso cérebro estaria apto a um tipo de operação mental simultânea –, quando necessitamos executar duas ou mais tarefas, nossa atenção começa a ser prejudicada e, para dar conta das várias atividades que estamos realizando, começa a destinar pouco tempo a cada ação. Dessa forma, nossa atenção começa a “saltar” de um estímulo para outro, fazendo com que possamos experimentar um tipo de cegueira atencional devido à mudança rápida de foco.1

 

Capítulo 18. Não se vitimize, esse é o maior erro do processo de mudança psicológica

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Após três décadas de trabalho como profissional da psicoterapia, inevitavelmente se aprende bastante a respeito do sofrimento humano. Estar tão próximo de pessoas que chegam em diferentes estágios de aflição emocional, faz com que um olhar mais atento possa revelar aspectos importantes daqueles que são, continuadamente, assolados pelas mazelas da vida, tão comum a todos, não respeitando idade, nem condição social.

Eu e você, portanto, fazemos parte desse grupo.

Assim, uma coisa é certa: independentemente de seu grau de instrução ou fase da sua vida, você terá de manejar as turbulências afetivas que lhe atingem a todo momento. E, dependendo da maneira que você se posicionar diante desse sofrimento, seguramente, ele poderá ser suavizado e, em muitos casos, abreviado.

Sim, é exatamente isso que você entendeu.

De acordo com sua destreza pessoal, transitar pelos sentimentos ruins é algo que também pode ser aprendido e, caso você ainda não saiba, é exatamente isso que fazemos em uma boa psicoterapia: ajudar as pessoas de maneira técnica e efetiva no desenvolvimento de várias formas de resiliência psicológica e na criação de habilidades de enfrentamento.

 

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