Engenharia de Software - Projetos e Processos - Vol. 2

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Os sistemas informatizados têm enorme potencial de trazer benefícios, assim como prejuízos quando elaborados de forma errada. Uma vez que o software é a alma dos sistemas informatizados, e a Engenharia de Software é a disciplina que ensina a construir produtos reais a partir dos conceitos fundamentais da Informática, este livro, agora em dois volumes, tem como objetivo apresentar as práticas mais consagradas dessa disciplina._x000D_
Os assuntos cobertos nos dois volumes de Engenharia de Software abrangem tópicos requeridos por cursos de graduação diversos como Informática, Engenharia da Computação, Ciência da Computação, Análise de Sistemas, Processamento de Dados, entre outros. Da mesma forma, abordam assuntos igualmente requeridos para a reciclagem de profissionais de empresas que buscam organizar seus processos de desenvolvimento e manutenção de software._x000D_
O volume 1, Produtos, abrange as disciplinas de especificação, como requisitos e análise, e as disciplinas de solução, tais como desenho, testes e implementação. Como exemplo, discutem-se variantes do processo Praxis: um detalhado, de caráter mais “clássico”, denominado SPraxis, e outro com menos artefatos distintos do código, de natureza mais “ágil”, chamado XPraxis. O tratamento tem por base a tecnologia orientada a objetos. Sua notação de análise e desenho é a UML 2.0, e os padrões seguem os estabelecidos pela Engenharia de Software do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), acompanhando todas as atualizações realizadas. Os exemplos de processos usam a notação SPEM 2.0._x000D_
Complementarmente, o volume 2 reúne material sobre Projetos e Processos de software, abrangendo as disciplinas de gestão – da qualidade, de projetos e de alterações –, bem como as disciplinas de ambiente, a exemplo das engenharias de processos e de sistemas. Para exemplificar, discutem-se as variantes do processo Praxis: os métodos gerenciais de versão mais detalhada, de caráter mais “clássico”, denominada SPraxis, e os métodos referentes a atividades de nível de empresa, externos aos projetos, disciplina de EPraxis. Em relação à gestão de projetos, esse segundo volume procura obedecer às linhas gerais do PMBOK®, complementadas por outras fontes e pela experiência do autor. Também segue os padrões de Engenharia de Software do IEEE e suas atualizações, bem como os exemplos de processos que utilizam a notação SPEM 2.0._x000D_

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Capítulo 4 Gestão de projetos

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Este capítulo trata dos métodos da disciplina de Gestão de projetos. Na definição do CMMI [CMMI10], projeto é “um conjunto gerido de recursos inter-relacionados, que entrega um ou mais produtos a um cliente ou usuário, com início definido e que, tipicamente, opera conforme um plano”; segundo o Project Management Body of Knowledge, conhecido como PMBoK1 [PMI17], um projeto é “um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único”. Na definição do PMBoK, destacam-se os aspectos:

Temporário – todo projeto tem um início e um fim. A duração é sempre finita, ainda que possa ser longa. O resultado de um projeto pode ser duradouro, mas a oportunidade de sua realização e a equipe que nele trabalha também são geralmente de natureza temporária.

Produtos, serviços ou resultados distintos – cada projeto resulta em uma entrega singular, distinta de outras entregas.

 

Capítulo 8 Experimentação

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Está cada vez mais difícil ter artigos aceitos em boas conferências e publicações de Engenharia de software sem ter os resultados desses artigos validados por experimentos conduzidos de acordo com o método científico. Isso representa a consolidação do aspecto científico da Engenharia de software, já que a consistência lógica e a elegância não são mais vistas como suficientes para a aceitação de teorias e modelos, mas está sendo cada vez mais exigida a validação empírica.

Mesmo os resultados da experiência prática dependem cada vez mais de serem tratados como experimentos científicos, para que possam ser considerados de aplicação geral. Várias das referências mais importantes deste livro baseiam suas recomendações práticas nos resultados de experimentos. O simples relato de casos de sucesso geralmente não é suficiente para convencer os revisores dessas conferências e publicações quanto ao valor dos relatos, como contribuições ao estado da arte.

 

Capítulo 9 O engenheiro de software

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A profissão de Engenheiro de software é uma das profissões mais demandadas nas áreas de alta tecnologia e, ao que tudo indica, continuará a sê-lo no futuro previsível. Não apenas grandes empresas de software estão entre as maiores do mundo como as empresas de petróleo, automóveis, comércio e bancos, que formam a maioria no topo da lista, são todas grandes consumidoras de tecnologia da informação.

Política e economicamente, a indústria de software tem um papel global importante. No segundo país mais populoso do mundo, a Índia, o software representa um dos principais produtos de exportação. A indústria de software contribuiu para transformar a Irlanda, um país pequeno que, historicamente, sempre tinha sido um dos mais pobres da Europa, em um dos países de maior renda per capita do mundo (apesar das crises mundiais do passado recente). O conceito de combater a exclusão digital faz parte de muitas políticas de distribuição de renda, no Brasil e no mundo.

 

Apêndice A O Processo SPraxis – disciplinas gerenciais

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Este apêndice complementa a versão preferencial do Praxis, conhecida como SPraxis (de Simplificada ou Standard), focalizando suas disciplinas de caráter gerencial. Na Tabela A.1, essas são as disciplinas que formam os grupos de Gestão (que focaliza os projetos) e Ambiente (que focaliza os processos).

As disciplinas de caráter técnico, referentes aos grupos de Especificação e Solução, são tratadas no Apêndice A do primeiro volume. Este apêndice também trata de aspectos gerais aplicáveis a todas as disciplinas, e recomenda-se a consulta a ele, sempre que for necessário.

Tabela A.1 Disciplinas do Praxis

GRUPO

DISCIPLINA

SIGLA

OBJETIVO

Especificação

Requisitos

RQ

Obter o enunciado completo, claro e preciso dos requisitos de um produto de software.

Análise

 

Apêndice B O Processo EPraxis

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Este apêndice apresenta a versão mais estendida do processo Praxis, chamada de EPraxis (de E mpresa). Ela agrupa métodos que não aparecem em projetos isolados, tratados nos capítulos referentes a disciplinas de gestão (da qualidade, de projetos e de alterações) e de engenharia (de processos e de sistemas). As disciplinas que recebem acréscimos pertencem aos grupos de Gestão (que focaliza os projetos) e de Ambiente (que focaliza os processos).

As disciplinas de caráter técnico usadas pertencem aos grupos SPraxis e XPraxis, tratados nos demais apêndices.

No processo EPraxis, a disciplina de Gestão da qualidade tem um único acréscimo, referente ao Processamento de defeitos. Note-se que esse elemento trata de problemas mais complexos que os tratados na Resolução de anomalias, cuja solução não se esgota no âmbito de um único projeto, embora comumente se origine de algum dos projetos em execução.

 

Glossário

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Este glossário procura, sempre que possível, ser coerente com as definições contidas nos padrões do IEEE [IEEE03], PMBoK [PMI17], CMMI [CMMI06], UML [Rumbaugh+05, OMG05], P-CMM [Curtis+01] e SPEM [OMG08]. Diferenças, quando introduzidas, destinam-se à compatibilização entre esses padrões, adaptações em relação ao processo Praxis ou simplificações de natureza didática. As definições com a indicação “Praxis” são definições incorporadas ao processo Praxis, sem que estejam explícitas em alguma das fontes acima; geralmente são tiradas de livros especializados no respectivo assunto, ou de dicionários de uso geral.

TERMO

VERSÃO EM INGLÊS

DEFINIÇÃO

Abstrato

Abstract

(UML) Classificador que não pode ser instanciado.

Ação

Action

(UML) Nodo de atividade primitivo, cuja execução resulta em uma mudança de estado do sistema ou devolução de um valor. Cf. atividade, nodo de atividade.

 

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