Transgressão e Mudança na Educação

Autor(es): Fernando Hernández
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Este livro é um convite à transgressão das amarras que impedem o indivíduo de pensar por si mesmo, de construir uma nova relação educativa baseada na colaboração em sala de aula, na escola e com a comunidade.

8 capítulos

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Capítulo 1 - Um mapa para iniciar um percurso

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CAPÍTULO I

Um mapa para iniciar um percurso

Neste capítulo inicial, pretendo oferecer ao leitor algumas das coordenadas que podem servir para realizar o percurso que se apresenta neste livro. A proposta de itinerário, que tem um inevitável caráter pessoal, torna-se indispensável para compreender (ainda que não necessariamente compartilhar) as hipóteses que guiam a concepção da educação na qual se situam os projetos de trabalho. Deixar claro que esta trajetória é mutável, feita à base de escassas fixações, pouco amante de verdades inquestionáveis, indica o tom e a intenção pretendidos, a atitude diante do conhecimento e a proposta para refletir e agir na escola que aqui se sugere.

O “lugar” de quem conta a história

“Que saiba quem lhe fala e por que lhe fala assim, para que não seja enganado ou forçado a acreditar o que, por sua classe, sua ideologia, seu interesse ou seu capricho, não quer acreditar.” Haro Tecglen Dicionário

Político. Barcelona: Planeta, 1995, p.8.

 

Capítulo 2 - A transdisciplinaridade como marco para a organização de um currículo integrado

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CAPÍTULO II

A transdisciplinaridade como marco para a organização de um currículo integrado

A finalidade deste capítulo é argumentar – a partir do atual debate sobre os “marcos” e sobre “os limites” na orientação da pesquisa em diversos campos disciplinares – sobre a necessidade de que se restabeleça, na educação escolar, a apresentação dos conhecimentos vinculados às disciplinas acadêmicas e sua consideração como campos fechados e favorecidos de um currículo fragmentado, distanciado das transformações sociais, das mudanças nos saberes disciplinares e nas vidas dos alunos, sobretudo dos adolescentes.

Apresentar essa visão não deixa de lado as opiniões contrárias.

Opiniões que procedem tanto da Psicologia como da própria estrutura organizativa dos departamentos nas Escolas de Ensino Médio e da cultura dominante em cursos de formação, livros-texto, organização da universidade e, sobretudo, daqueles que argumentam que a organização das disciplinas é a única forma legitimada pela cultura e pela sociedade, há muitos anos, como maneiras de ordenar e articular os conhecimentos, daí que excluir esses campos no momento de organizar o currículo seja privar os alunos da possibilidade de conhecer o que a civilização foi elaborando ao longo dos séculos mediante o conhecimento científico...

 

Capítulo 3 - Os projetos de trabalho e a necessidade e a necessidade de mudança na educação e na função da Escola

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CAPÍTULO III

Os projetos de trabalho e a necessidade de mudança na educação e na função da Escola

Na introdução, apontava-se que este não era um livro sobre projetos, se como tal se entende um livro que se limita a explicar de onde vêm, o que são, ao mesmo tempo em que mostre alguns exemplos. Assinalava-se que não se pretendia “vender” essa inovação educativa. Agora, ao entrar neste capítulo, convém recordar aquelas afirmações e reiterar que o que constitui o fio condutor deste livro é a preocupação pela mudança na educação e que, se falamos de projetos, é porque a visão do conhecimento e do currículo que implicam pode contribuir para essa mudança na

Escola, mas, sempre levando em conta que NÃO SÃO “a” mudança na educação, nem “a” solução para os problemas da instituição escolar, nem, muito menos, dos que a sociedade leva à Escola.

Os projetos constituem um “lugar”, entendido em sua dimensão simbólica, que pode permitir: a) Aproximar-se da identidade dos alunos e favorecer a construção da subjetividade, longe de um prisma paternalista, gerencial ou psicologista, o que implica considerar que a função da Escola NÃO É apenas ensinar conteúdos, nem vincular a instrução com a aprendizagem. b) Revisar a organização do currículo por disciplinas e a maneira de situá-lo no tempo e no espaço escolares. O que torna necessária a proposta de um currículo que não seja uma representação do conhecimento fragmentada, distanciada dos problemas que os alunos vivem e necessitam responder em suas vidas, mas, sim, solução de continuidade. c) Levar em conta o que acontece fora da Escola, nas transformações sociais e nos saberes, a enorme produção de informação que caracteriza a sociedade atual, e aprender a dialogar de uma maneira crítica com todos esses fenômenos.

 

Capítulo 4 - A avaliação como parte do processo dos projetos de trabalho

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CAPÍTULO IV

A avaliação como parte do processo dos projetos de trabalho

Chegando a este capítulo, vamos enfrentar uma das questões mais controvesas, mas, ao mesmo tempo, mais presentes quando se fala em mudar a relação da Escola com os conhecimentos e com as formas de ensinálos e aprendê-los. Na avaliação, é um dos temas nos quais se aprecia com mais clareza o sentido da inovação educativa que implicam os projetos de trabalho.

Quando me refiro a que seja uma das questões mais controvesas, o faço no sentido de que, se uma das finalidades dos projetos é promover formas de aprendizagem que questionem a idéia de verdade única, ao colocar os alunos diante de diferentes interpretações dos fenômenos está-se questionando plenamente a visão da avaliação baseada na consideração da realidade como algo objetivo e estável. Com isso, o papel da avaliação passa a fazer parte do próprio processo de aprendizagem, e não é um apêndice que estabelece e qualifica o grau de ajuste dos alunos com a “resposta única” que o docente define.

 

Capítulo 5 - Três projetos de trabalho como exemplos, não como pauta a seguir

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CAPÍTULO V

Três projetos de trabalho como exemplos, não como pauta a seguir

Nos capítulos seguintes, apresentam-se vários exemplos, a título de ilustração, da concepção dos projetos de trabalho que se tentou refletir nas páginas precedentes. São experiências realizadas em três classes de outras tantas escolas e com alunos de 3 anos, da 1ª e da 5ª séries do Ensino

Fundamental.

Recolher uma experiência escolar e torná-la pública não é tarefa fácil, sobretudo se pretendemos manter a idéia de que o que aqui se apresenta tem um caráter singular, e, portanto, não reproduzível. Há de ser o leitor, se encontrar alguma utilidade ou inspiração nestes exemplos, quem irá fazer seu próprio caminho e sua adaptação. Mas essa certeza não elimina as dúvidas, e explicitá-las não se torna gratuito, pois permite refletir sobre o papel que podem ocupar os exemplos e os materiais curriculares a que nos aproximamos nos livros ou em outros meios de ensino.

Algumas dúvidas que surgem quando são apresentados exemplos de projetos de trabalho

 

Capítulo 6 - As informações nos servem para aprender e nos provocar novas interrogações

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CAPÍTULO VI

As informações nos servem para aprender e nos provocar novas interrogações

Um projeto de trabalho na turma de 3 anos

Mercé de Febrer e Fernando Hernández

“Os odisséicos(...) buscam conexões entre as idéias.”

Murrey Gell-Mann (1995). El quark y el jaguar.

Um projeto pode ter diferentes leituras

O que pode ser mais relevante e chamar a atenção do leitor, neste projeto, é como se cria e desenvolve, nas crianças pequenas, o interesse pela informação e ver como enfrentam sua própria aprendizagem quando têm um problema a resolver.

Numa primeira aproximação, também pode surpreender ver como se vai despertando a curiosidade e a participação das famílias pelo que acontece na escola. Os pais e as mães, em sua colaboração com o projeto

(comprando o jornal, gravando programas de televisão,...), foram compreendendo como seus filhos podiam aprender em sala de aula de maneira diferente daquela que poderiam esperar de um grupo de 3 anos.

 

Capítulo 7 - "Eu aprendi o que queria dizer um símbolo"

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CAPÍTULO VII

“Eu aprendi o que queria dizer um símbolo”

Um projeto de trabalho* em torno da exposição El Greco, no

MNAC, na turma de Primeira Série do Ensino Fundamental

Fernando Hernández, Silvia Montesinos e Mercé Ventura, da Escola Isabel de Villena de Esplugues del Llogregat (Barcelona)

O início: uma exposição, um autor e um anúncio na televisão

O projeto em torno de El Greco começa com a preparação da visita a uma exposição. Na Escola, as saídas são freqüentes e a visita a exposições são realizadas uma vez por trimestre. Nesse contexto, torna-se comum começar o projeto a partir do comentário que vamos ao MNAC (Museu

Nacional de Arte da Catalunha) para ver uma exposição de um pintor que se chama Domenikos Theotokopoulos, conhecido como El Greco.

Para começar a aula, são propostas três perguntas:

• A que museu vamos?

• De quem é a exposição?

• Como era a geografia da época de El Greco?

Primeiro situamos o museu na montanha de Montjuich, de Barcelona, e perguntamos sobre alguns fatos relacionados com sua história.

 

Capítulo 8 - Ter saúde é viver de acordo com nós mesmos

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CAPÍTULO VIII

Ter saúde é viver de acordo com nós mesmos

Um projeto de trabalho na turma de quinta série do Ensino Fundamental

Maite Mases, Fernando Hernández e Gemma Varela

Este exemplo foi retirado da pasta-portfólio de Gemma, uma aluna da turma de quinta série, na qual ela recolhe sua reordenação de um projeto. Acompanhamos sua trajetória por meio destas páginas porque, naquele momento, vimos um processo em que se refletia a consciência que tinha sobre o tema e sobre ela mesma. Mas, além disso, pelas pistas que pode oferecer ao leitor sobre o que significa para essa aluna realizar um projeto, e as relações que, a partir de sua elaboração, aprende a estabelecer, e porque nos leva a chamar a atenção sobre a diferença entre

“o meio” e “a finalidade”.

Nesse caso, o objetivo da professora é que os alunos aprendam a elaborar um caminho próprio de interpretação sobre um problema. A pasta, o dossiê, é o meio em que se reflete uma parte desse trajeto, nunca a finalidade do projeto. Além disso, o projeto tem uma história que não começa nem acaba em si mesmo e que nos situa diante dos dilemas que costumam ser propostos pelos docentes: a relação entre o que se trabalha no projeto e o planejamento curricular da série e da Escola. Muitos temas que se abrem nos levam à necessidade de um percurso por partes através do trajeto refletido por Gemma.

 

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