O crepúsculo dos ídolos

Autor(es): Friedrich Nietzsche
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Crítica aniquiladora de todas as "verdades" que o Ocidente exaltou, O "Crepúsculo dos Ídolos" é um dos escritos centrais de Nietzsche pela violência com que fustiga a religião, a política, a razão e a ciência, ao mesmo tempo que promove a imagem do homem vitalmente liberto.

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Advertência do Tradutor.

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Advertência do TradutorNietzsche é, entre nós, um dos filósofos mais mal tratados, no campo da tradução. Apesar de existir já traduzida uma parte significativa das suas obras, é quase impossível confiar nas versões existentes porque, na realidade, são quase sempre retraduções. O seu cotejo com os originais mostra deslizes de sentido, uns leves, outros mais graves, verdadeiras mutilações, lacunas e autênticos eclipses. De certa maneira, é preciso fazer tudo de novo: é o mínimo que se deve a um autor de tal transcendência e significado para a cultura contemporânea. A presente tradução de Crepúsculo dos Ídolos é um primeiro passo nesse sentido: nela, como noutras versões que se venham a fazer para a coleção de textos filosóficos em que a mesma se insere, utilizam-se as melhores edições das obras de Nietzsche (1).Do opúsculo em si, importa referir que se situa na década de 80, um dos períodos mais criativos de Nietzsche. A seu respeito, eis o que o autor diz nessa biografia espiritual que é Ecce Homo: «Este escrito, que não chega a 150 páginas, sereno e fatal no tom, é como um demónio que ri. A obra foi escrita em tão poucos dias que hesito em dizer o seu número e constitui uma exceção entre os livros em geral: nada há de mais substancioso, de mais independente, de mais revolucionário — e de mais maligno. Se alguém quer, brevemente, ter uma ideia de como, perante mim, tudo estava de cabeça para baixo, que comece por ler este livro. O que o título refere como ídolos é simplesmente o que, até agora,

 

Prefácio

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PrefácioNão é proeza pequena conservar a serenidade no meio de uma ocupação sombria e desmesuradamente cheia de responsabilidade; e, no entanto, que há de mais necessário do que a serenidade? Nenhuma coisa tem êxito se nela não tiver parte a orgulhosa alegria. Só o excesso de força é a prova da força.— Uma transmutação de todos os valores, este ponto de interrogação tão negro, tão monstruoso, que arroja sombras sobre quem o escreve — uma tal fatalidade de deveres compele, a todo o momento, a correr para o sol, a sacudir de si uma seriedade pesada, que se tornou demasiado opressiva. Para isso todo o meioé bom, toda a «eventualidade» um golpe de sorte. Sobretudo a guerra. A guerra foi sempre a grande sabedoria de todos os espíritos que se interiorizam, que se tornam demasiado profundos; na própria ferida reside o remédio. Foi, durante muito tempo, divisa minha um aforismo cuja origem escondo à curiosidade dos eruditos:Increscunt animi, virescit volnere virtus (2)

 

Máximas e Dardos

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Máximas e Dardos1O ócio é o começo de toda a psicologia. Como assim? Seria a psicologia um vício?2Até mesmo o mais corajoso de entre nós poucas vezes tem a coragem de enfrentar o que realmente sabe…3Para viver só, há que ser um animal ou um deus — dizAristóteles. Falta o terceiro caso: importa ser um e outro ao mesmo tempo — filósofo.4«Toda a verdade é simples.» Não é isto uma dupla mentira?5Não quero, de uma vez por todas, saber muitas coisas,— A sabedoria também traça limites ao conhecimento.6Mediante a sua natureza selvagem, o homem liberta-se melhor da sua não-natureza, da espiritualidade…12CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS7Como? É o homem apenas um erro de Deus? Ou é Deus unicamente um erro do homem?8Da escola militar da vida. — O que não me mata torna-me mais forte.9Ajuda-te a ti mesmo: em seguida, todos te ajudarão. Princípio do amor ao próximo.

 

O Problema de Sócrates

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O Problema de Sócrates1Acerca da vida, os mais sábios proferiram em todos os tempos o mesmo juízo: não vale nada… Sempre e em toda a parte se ouviu da sua boca o mesmo rumor — um rumor cheio de dúvida, de melancolia, cheio de cansaço de viver, cheio de resistência contra a vida. O próprio Sócrates dizia ao morrer: «viver significa estar longamente enfermo; devo um galo a Asclépio salvador».Também Sócrates, um cansado da vida. — Que é que isso prova?Que mostra isso? — Outrora disse-se (— oh, disse-se e em tom bastante alto, e antes dos nossos pessimistas!): «De qualquer modo, algo aqui deve ser verdadeiro! O consensus sapientium (5) demonstra a verdade.» — Falaremos hoje assim? Ser-nos-á isso permitido?» De qualquer modo, algo aqui deve ser doentio «— respondemos nós: antes de mais, há que ver de perto estes sapientíssimos de todos os tempos! Não estariam já, talvez, bem firmes nas suas pernas? Ou eram morosos? Trémulos? Décadents? A sabedoria na terra não se parece, talvez, com um corvo que se entusiasma com um pouco de cheiro a carne podre?…

 

A «Razão» na Filosofia

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A «Razão» na Filosofia1Qual é — perguntais — a idiossincrasia dos filósofos?…A sua falta de sentido histórico, por exemplo; o seu ódio contra a própria representação do devir, o seu egipticismo. Julgam honrar uma coisa quando a desistoricizam, sub specie aeterni (9), quando dela fazem uma múmia. Tudo o que os filósofos, desde há milhares de anos, manejaram foram conceitos-múmia; nada de realmente vivo saiu das suas mãos. Estes idólatras do conceito, matam e dissecam, quando adoram — são um perigo para a vida de todas as coisas, quando adoram. A morte, a mudança, a velhice, bem como a procriação e o crescimento, são para eles objeções, ou mesmo refutações. O que é, não será; o que será, não é… Ora, todos eles creem, com desespero, no ente. Mas visto que dele não se podem apropriar, buscam as razões por que o mesmo se lhes subtrai. «Deve haver uma aparência, um engano, que nos impede de perceber o ente: onde se esconde o enganador?» — «Já o temos», gritam felizes, «é a sensualidade!

 

Como o «Verdadeiro Mundo» acabou por se tornar fábula

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Como o «Verdadeiro Mundo» acabou por se tornar fábulaHistória de um erro1.  O mundo verdadeiro, acessível ao sábio, ao piedoso, ao virtuoso; este vive nele, é ele.(Forma mais velha da ideia, relativamente inteligente, simples, convincente. Transcrição da frase «Eu, Platão, sou a verdade».)2.  O mundo verdadeiro, inacessível por agora, mas prometido ao sábio, ao piedoso, ao virtuoso («ao pecador que faz penitência»).(Desenvolvimento da ideia: torna-se mais subtil, mais insidiosa, inapreensível — torna-se mulher, torna-se cristã…)3.  O mundo verdadeiro, inacessível, indemonstrável, mas já pensado como uma consolação, um dever, um imperativo.(No fundo, o velho sol, mas dissimulado pela névoa e pelo ceticismo; a ideia tornou-se sublime, pálida, nórdica, regiomontana.)(13)4.  O mundo verdadeiro — inatingível? De qualquer modo, não alcançado. E enquanto não alcançado, também desconhecido.(13)  No alemão: Königsbergisch, de Königsberg (lugar de nascimento de

 

A Moral como Contra-Natureza.

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A Moral como Contra-Natureza1Todas as paixões têm um tempo, durante o qual são simplesmente funestas, em que oprimem a sua vítima com todo o peso da estupidez — e um tempo ulterior, bastante mais posterior, em que se casam com o espírito, se «espiritualizam». Outrora, em virtude da estupidez existente na paixão, fazia-se a guerra à paixão; conspirava-se para a sua aniquilação — todos os velhos monstros da moral se mostravam unânimes relativamente ao«il faut tuer les passions». A fórmula mais famosa a este respeito encontra-se no Novo Testamento, no Sermão da Montanha, em que, diga-se também aqui, as coisas não se consideram absolutamente a partir do alto. Ali se diz, por exemplo, com aplicação proveitosa à sexualidade: «se o teu olho te escandaliza, arranca-o»; felizmente, nenhum cristão age em conformidade com esta prescrição. Aniquilar as paixões e os desejos para simplesmente se precaver da sua estupidez e das consequências desagradáveis da sua estupidez revela-se-nos, hoje, apenas como uma forma aguda de estupidez. Já não admiramos os dentistas que extraem os dentes para que deixem de doer… Com alguma equidade admitirei, por outro lado, que, no solo em que brotou o cristianismo, o conceito de «espiritualização da paixão» de nenhum modo se podia conceber. A primitiva Igreja lutou, como se sabe, contra os «inteligentes» a favor dos «pobres de espírito»: como se poderia dela esperar uma guerra inteligente contra a paixão? — A Igreja combate a paixão mutilando cada sentido: a sua prática, a sua «cura», é a castração. Não pergunta: «como

 

Os Quatro Grandes Erros

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Os Quatro Grandes Erros1Erro da confusão entre causa e efeito. — Não há erro mais perigoso do que confundir o efeito com a causa: chamo-lhe a verdadeira perversão da razão. Não obstante, este erro pertence aos hábitos mais antigos e mais recentes da humanidade: foi santificado no meio de nós, leva o nome de «religião» ou «moral». Contém-no toda a proposição formulada pela religião e pela moral; os sacerdotes e legisladores moralistas são os autores de tal perversão da razão. — Dou um exemplo: toda a gente conhece o livro do famoso Cornaro, em que ele recomenda uma dieta exígua como receita para uma vida longa e feliz — e virtuosa. Poucos foram os livros que tanto se leram, e ainda hoje se imprimem anualmente, na Inglaterra, muitos milhares de exemplares. Não duvido que dificilmente algum livro (excetuando, como é justo, a Bíblia) tenha feito tanto dano, tenha encurtado tantas vidas como este curioso livro bem-intencionado. Motivo para tal: a confusão do efeito com a causa. O italiano honrado viu na sua dieta a causa da sua longa vida: ao passo que a condição prévia da sua longa vida, a extraordinária lentidão do metabolismo, o escasso consumo, foi a causa da sua exígua dieta. Não era livre de comer pouco ou muito, a sua frugalidade não era uma «vontade livre»: teria adoecido, se comesse mais. Mas quem não é uma carpa, não só faz bem em comer, mas é-lhe necessário comer na medida normal. Um letrado dos nossos dias, com o seu rápido desgaste de energia nervosa, destruir-se-ia completamente com o regime de Cornaro. Crede experto (18).(18)  «Acredita no perito», i.e., em quem sabe.

 

Os «Reformadores» da Humanidade

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Os «Reformadores» da Humanidade1É conhecida a exigência que faço ao filósofo: deve colocar-se para além do bem e do mal — e ter debaixo de si a ilusão do juízo moral. Semelhante exigência deriva de um ponto de vista que foi, pela primeira vez, por mim formulado: não há factos morais.O juízo moral tem em comum com o religioso crer em realidades que o não são. A moral é unicamente uma interpretação de certos fenómenos; mais estritamente, uma falsa interpretação. O juízo moral, tal como o religioso, pertence a um estádio da ignorância em que até falta o conceito do real, a distinção entre o real e o imaginário; de modo que «verdade», no sobredito estádio, designa simplesmente coisas que hoje chamamos «imaginações» (23).O juízo moral jamais deve, pois, tomar-se à letra: enquanto tal contém sempre só contrassenso. Mas conserva um valor inestimável como semiótica, porque revela, pelo menos ao douto, as mais valiosas realidades das civilizações e interioridades que não sabiam o bastante para a si mesmas se «compreenderem».

 

O que falta aos Alemães

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O que falta aos Alemães1Entre os alemães não é hoje suficiente ter espírito: há que tomá-lo e aventurar-se a ele…Talvez eu conheça os alemães, talvez lhes possa dizer umas quantas verdades. A nova Alemanha representa uma grande quantidade de capacidades hereditárias e adquiridas de modo que, por um certo tempo, pode gastar perdulariamente o tesouro de força que foi acumulado. Com tal tesouro, a Alemanha não chegou à posse de uma alta cultura e ainda menos a um gosto delicado, a uma «beleza» refinada dos instintos; mas consegue mostrar virtudes mais viris do que qualquer outro país daEuropa. Muito valor e estima de si mesma, muita segurança nas relações, na reciprocidade dos deveres, muita laboriosidade, muita tenacidade — e uma temperança herdada que precisa mais de incentivo do que de freio. Acrescento que, aqui, ainda se obedece sem que o obedecer humilhe… E ninguém despreza o seu adversário…Como se vê, é meu desejo ser justo com os alemães: mas não queria ser infiel a mim mesmo — devo, pois, fazer-lhes também uma objeção minha. Fica muito caro chegar ao poder: o poder imbeciliza… Os alemães — a quem outrora se chamou um povo de pensadores — pensam ainda hoje? Os alemães aborrecem-se agora com o espírito, os alemães desconfiam, hoje, do espírito, a política devora toda a seriedade pelas coisas verdadeiramente espirituais — «Deutschland, Deutschland über alles»: temo que seja este o fim da filosofia alemã… «Há filósofos alemães? Há poetas

 

Incursões de um Extemporâneo

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Incursões de um Extemporâneo1Os que me são incompatíveis. — Séneca: ou o toureiro da virtude.— Rousseau: ou o regresso à natureza in impuris naturalibus (27).— Schiller: ou a trombeta moral de Säckingen. — Dante: ou a hiena que poetiza nos túmulos. — Kant: ou cant (28) enquanto caráter inteligível. — Victor Hugo: ou o farol no mar do absurdo. — Liszt: ou a escola da fluência — atrás das mulheres. — George Sand: ou a lactea ubertas (29); isto é, a vaca leiteira com «belo estilo».— Michelet: ou o entusiasmo, que despe a toga… — Carlyle: ou o pessimismo como almoço requentado. — John Stuart Mill: ou a claridade injuriosa. — Les frères de Goncourt: ou os dois Ájax em luta com Homero. Música de Offenbach. — Zola: ou «a alegria de cheirar mal».2Renan. — Teologia, ou a corrupção da razão pelo «pecado original» (o cristianismo). A testemunha Renan, que, logo que arrisca um «sim» ou um «não» de tipo mais geral, não acerta(27)  À letra: «Nas coisas naturais impuras.» Trata-se de um jogo de palavras, cheio de ironia. O oposto, in puris naturalibus, significa «nu»; por conseguinte, in impuris naturalibus, significaria «vestido», «pudibundo».

 

O que devo aos Antigos

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O que devo aos Antigos1Para terminar, uma palavra sobre aquele mundo para o qual busquei o acesso, para o qual tenha encontrado um novo acesso— o mundo antigo. O meu gosto, que pode ser o contrário de um gosto indulgente, está aqui longe de, em bloco, dizer sim: jamais diz sim de bom grado, prefere dizer não e, acima de tudo, nada dizer… Isto vale para culturas inteiras, vale para livros,— vale também para lugares e paisagens. No fundo, só existe um pequeno número de livros antigos que contam na minha vida; os mais célebres não estão aí incluídos. O meu sentido do estilo, do epigrama como estilo, despertou quase instantaneamente no contacto com Salústio. Não esqueci o assombro do meu venerado professor Corssen quando teve de dar a melhor nota ao seu pior aluno de latim — de um só golpe aprendi.Conciso, forte, com tanta substância quanto possível no fundo, uma fria hostilidade contra a «bela palavra», e também o «belo sentimento» — tudo isso me entusiasmou. No meu estilo pode reconhecer-se, mesmo no Zaratustra, uma ambição muito séria de estilo romano, de aere perennius. — As coisas não se passaram de outro modo no primeiro encontro com Horácio. Até hoje, nenhum poeta me suscitou o mesmo prazer artístico que, desde o princípio, me proporcionou uma ode de Horácio. Em certas línguas nem sequer se deve pretender o que aqui se obtém. Este mosaico de palavras, onde cada palavra como som, como lugar, como conceito, irradia a sua força para a direita e para a esquerda e sobre o todo, este mínimo no âmbito e no número dos signos,

 

Fala o Martelo

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Fala o MarteloAssim falou Zaratustra, 3,90«Porquê tão duro?!» — perguntou uma vez ao diamante o carvão de cozinha: não somos nós, por acaso, parentes próximos?»Porquê tão moles?! Ó meus irmãos, também eu vos pergunto: não sois, porventura, meus irmãos?Porquê tão moles, tão amolecidos e condescendentes? Porque existe no vosso coração tanta negação, tanto repúdio? Porquê tão pouco destino no vosso olhar?E se não quereis ser destino e inexoráveis, como podereis alguma vez comigo vencer?E se a vossa dureza não quer relampejar, cortar e esfrangalhar, como podereis vós alguma vez comigo criar?Duros são todos os criadores. E a vós se deve assim afigurar a felicidade: apertar a mão sobre os milénios como se ceras fossem.— Felicidade, escrever na vontade dos milénios como se bronze fora— mais duro que o bronze, mais nobre que o bronze. Só o mais nobre é inteiramente duro.Sobre vós, ó meus irmãos, ponho esta nova tábua: sede duros!

 

Cronologia da Vida e da Obra de Nietzsche

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Cronologia da Vida e da Obra de Nietzsche1844 15 de outubro: Friedrich Wilhelm Nietzsche nasce em Roecken,Prússia, como o primeiro filho do pastor luterano Karl LudwigNietzsche e de sua mulher Franziska, nascida em Oehler.1849 Morre o pai de Nietzsche.1850 Ida da família para Naumburg.1858 A partir de outubro, aluno do ginásio de Pforta, junto de Naumburg, onde Nietzsche se manterá até setembro de 1864.1859 Início da amizade com Paul Deussen.1861 Nietzsche, por intermédio do seu amigo Gustav Krug, toma conhecimento da partitura para piano do Tristão de Wagner. Começa também a compor. Primeiro encontro com Carl von Gersdorff.1864 Outubro: Estudo da teologia e da filologia clássica na Universidade de Bona.1865 Outubro: Continuação do estudo em Leipzig, para onde Nietzsche seguira o seu mestre Ritschl. Primeira leitura de Schopenhauer.1866 Começo da amizade com Erwin Rohde.1867 Zur Geschichte der Theognideischen Spruchsammlung

 

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