Propedêutica Filosófica

Autor(es): Hegel, G. W. F.
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Este texto de Hegel não é uma obra fundacional, nem de transição, que aponte para o futuro, mas um conjunto de textos de circunstância, nos quais o autor se entrega à difícil tarefa de abrir à filosofia as mentes juvenis precisamente entre a «Fenomenologia do Espírito» (1807), a «Ciência da Lógica» (18121816) e a «Enciclopédia» (1817). E fálo com um resultado notável, oferecendonos quase uma síntese do seu sistema, numa linguagem mais simples e directa.

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Advertência do TradutorQue é a Propedêutica Filosófica? Não é uma obra de Hegel, pensada de princípio ao fim, com um desígnio arquitetónico ou com um sentido de progressão em vista do desabrochar de um pensamento definido. É uma coletânea de textos deHegel, procedentes de anos diferentes, mas em função de um objetivo idêntico: o ensino da filosofia no Ginásio deNuremberga, onde passou oito anos, alguns deles como reitor.A sua compilação deve-se sobretudo a Karl Rosenkranz, que se referiu a uma «confusão de papéis» por ele descobertos no outono de 1838; constavam os sobreditos de: a) cadernos originais, utilizados pelo filósofo no seu ensino da filosofia entre 1808 e 1811; b) ditados a partir dos mesmos; c) notas resultantes da elucidação oral dos ditados, que Hegel veio a integrar nos seus cadernos primitivos, sobretudo na secção relativa à Doutrina de Direito, dos Deveres e da Religião.A semelhante acervo de materiais, K. Rosenkranz quis dar a forma de um «todo» – como escrevia em 1839 à viúva de

 

1 Enciclopédia Filosófica para a Classe Superior (1808 s.)

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1ENCICLOPÉDIA FILOSÓFICAPARA A CLASSE SUPERIOR(*)(1808 s.)(*)  Texto segundo Rosenkranz (Terceiro Curso, Segunda Secção;Obras, vol. XVIII, p. 146 s.) Nos parágrafos entre parênteses, trata-se de aditamentos de Rosenkranz de acordo com ditados de Hegel.Introdução§1Uma enciclopédia deve considerar todo o círculo das ciências segundo o objeto de cada uma e segundo o conceito fundamental de tal objeto.§2A diversidade de experiências acerca de um objeto universal coligida na unidade de representações gerais e os pensamentos gerados na consideração da sua essência constituem, na sua conexão, uma ciência particular.§3Se a esta conexão subjaz uma matéria empírica, de que ela constitui a universalidade apenas sinóptica, então a ciência é de género predominantemente histórico. Mas, se o universal precede na forma de determinações fundamentais e o particular deve do mesmo derivar-se, então a ciência é de género estritamente científico.

 

2 Doutrina da Consciência para a Classe Média (1808/09)

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2DOUTRINA DA CONSCIÊNCIAPARA A CLASSE MÉDIA(*)(1808/09)(*)  O texto de base é o do manuscrito da Harvard University (ed.Hoffmeister). – Hegel queria dar um curso sobre Pneumatologia ou Doutrina do Espírito (como Introdução à Filosofia), mas apenas tratou a Doutrina da Consciência e passou, em seguida, à Lógica. O texto do manuscrito deHarvard, que Hoffmeister publicou em conjunto, foi aqui separado (Folha204-208a: Doutrina da Consciência; Folha 208b-219: Lógica; cf. Secção 3).[primeiro apêndice]PNEUMATOLOGIADAS ESPÉCIES DE CONSCIÊNCIA,SABER E CONHECIMENTO§1A consciência sensível simples é a certeza imediata de um objeto externo. Tal objeto tem, antes de mais, a determinação de ser um este, agora segundo o tempo, aqui segundo o espaço.(Este agora esvanece-se e ao mesmo tempo permanece; como também este aqui contém em si de um modo simples muitos aqui; ou ambos são como universal, que nele tem ao mesmo tempo diferenças.)

 

3 Lógica para a Classe Média (1808/09)

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3LÓGICA PARA A CLASSE MÉDIA(*)(1808/09)(*)  O texto segue o manuscrito da Harvard University (ed. Hoffmeister).As notas à margem, no manuscrito de Hegel, reproduzem-se em corpo menor.§ [1/33](1)A razão conhece a verdade, porquanto a verdade é a consonância do conceito com o ser determinado. As determinações da razão, porém, são tanto pensamentos próprios como determinações da essência das coisas. – Por conseguinte, na consideração racional, remove-se a diferença até agora mencionada entre a consciência e o objeto; encontra-se aí contida tanto a certeza de mim mesmo como a objetalidade.§ [2/34]As determinações lógicas são as determinações universais, leis e movimentos do pensar, e são de dupla natureza, uma enquanto se atribuem ao ente, outra enquanto se imputam ao pensar enquanto tal; contudo, a razão é a consciência de que estas determinações cabem a um dos dois lados.(1)  O segundo número designa o número dos parágrafos de Hoffmeister. § [33], com que terminava a Doutrina do Espírito de 1808/09, foi aqui retomado para ilustrar a passagem de Hegel à Lógica. É, porém, discutível se o demonstrativo no início de § [2/34] se refere efetivamente a § [1/33].

 

4 Doutrina da Consciência para a Classe Média (1809 s.)

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4DOUTRINA DA CONSCIÊNCIAPARA A CLASSE MÉDIA(*)(1809 s.)(*)  Texto segundo Rosenkranz (Segundo Curso, Primeira Secção:«Fenomenologia do Espírito ou Ciência da Consciência»; Obras, vol. XVIII, p. 79 s.).Introdução§1O nosso saber ordinário representa para si apenas o objeto que sabe, mas não ao mesmo tempo a si mesmo, ou seja, o próprio saber. Porém, a totalidade que existe no saber nãoé apenas o objeto, mas também o eu que sabe, e a relação recíproca do eu e do objeto: a consciência.§2Na filosofia, as determinações do saber não se consideram unilateralmente apenas como determinações das coisas, mas ao mesmo tempo com o saber, ao qual elas competem pelo menos em comum com as coisas; ou tomam-se não apenas como determinações objetivas, mas também como determinações subjetivas, ou antes, como espécies determinadas da relação recíproca do objeto e do sujeito.§3Quando as coisas e as suas determinações estão no saber,é possível, por um lado, a representação de que as mesmas

 

5 Lógica para a Classe Inferior (1809/10)

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5LÓGICAPARA A CLASSE INFERIOR(*)(1809/10)(*)  Cinco fragmentos manuscritos: 1. §§ 1-17 (Arquivo estatal daPrússia); 2. §§ 18-25 (Fundação do Património cultural prussiano);3. §§ 26-34 (Museu nacional de Schiller em Marbach); 4. §§ 35-60 (ibid.);5. §§ 61-70 (Arquivo estatal de Hamburgo). Hoffmeister acrescentou os fragmentos l, 4 e 5 como «Lógica para a Classe inferior, 1809/10»(§§ 1-54) e aduziu o fragmento 3. como isolado. Graças ao fragmento 2., entretanto descoberto, Nicolin pôde de novo reunir o texto.– As notas marginais de Hegel acrescentam-se aos parágrafos em corpo reduzido.CLASSE INFERIOR30 out. 1809§1Uma sensação é o modo como somos afetados por um objeto(*).Categorias são em si conceitos, um outro é um B...Sensações; representações sensíveis; representação intelectual ou categoria – conceito em si; conceito como conceito ou conceito de algo.§2Uma representação em geral é esta determinação enquanto se atribui ao objeto, que o mesmo tem, quer por ela sejamos ou não afetados.

 

6 Doutrina do Conceito para a Classe Superior (1809/10)

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6DOUTRINA DO CONCEITOPARA A CLASSE SUPERIOR(*)(1809/10)(*) Texto segundo Rosenkranz (Terceiro Curso, Primeira Secção;Obras, vol. XVIII, p. 123 s.) – Aditamentos em parênteses por Rosenkranz, segundo ditados de Hegel.§1A lógica objetiva é a ciência do conceito em si, ou das categorias. A lógica subjetiva, que aqui é tratada, é a ciência do conceito como conceito ou do conceito de algo. Divide-se em três partes:1.  Na doutrina do conceito,2.  Na doutrina da sua realização.3.  Na doutrina da Ideia.primeira secçãoDOUTRINA DO CONCEITOI.  Conceito§2O conceito é o universal que é ao mesmo tempo determinado, mas na sua determinação permanece o mesmo todo, o universal, ou a determinidade que compreende em si as diversas determinações de uma coisa como unidade.§3Os momentos do conceito são a universalidade, a particularidade e a singularidade. Ele é a sua unidade.§4

 

7 Lógica para a Classe Média (1810/11)

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7LÓGICAPARA A CLASSE MÉDIA(*)(1810/11)(*)  Este texto aparece em Rosenkranz como Segunda Secção do curso«Fenomenologia do Espírito e Lógica» para a classe média (Werke, vol. XVIII, p. 113 s.). – O texto aqui proposto segue Rosenkranz até ao §28; e daí em diante serve-se do manuscrito editado por Hoffmeister. – Os aditamentos entre parênteses (até ao § 29) provêm de Rosenkranz, segundo ditados de Hegel; aditamentos em corpo mais reduzido (desde o § 29) são notas marginais de Hegel.segunda secçãoLÓGICAIntrodução§1A ciência da Lógica tem por objeto o pensar e o âmbito das suas determinações. Dá-se o nome de lógica natural ao entendimento natural que o homem em geral tem da natureza, e ao uso imediato que dele faz. A ciência da Lógica, porém, é o saber acerca do pensar na sua verdade.Explicação. A Lógica considera o domínio do pensamento em geral. O pensar é a sua esfera própria. É uma totalidade para si. O conteúdo da Lógica são as determinações particulares do próprio pensar, que não têm nenhum outro fundamento além do pensar. O que lhe é heteronómico é algo de dado em geral mediante a representação. A Lógica é, pois, uma grande ciência. Por outro lado, deve distinguir-se entre o pensamento puro e a realidade; mas também o pensamento tem realidade, enquanto por ela se entende a verdadeira realidade efetiva. Enquanto por ela, porém, se entende assim apenas o ser determinado sensível, externo, então ele tem uma realidade muito mais alta. O pensar tem, por conseguinte, um conteúdo e, sem dúvida, a si mesmo, de modo autónomo. – Com o estudo da Lógica, aprende-se também a pensar mais corretamente, pois ao pensarmos o

 

8 Doutrina do Direito, dos Deveres e da Religiãopara a Classe Inferior (1810 ss.)

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8DOUTRINA DO DIREITO,DOS DEVERES E DA RELIGIÃOPARA A CLASSE INFERIOR(*)(1810 ss.)(*)  Texto segundo Rosenkranz (Primeiro Curso; Obras, vol. XVIII, p. 3 ss.). – Aditamentos entre parênteses de Rosenkranz, segundo ditados de Hegel.Introdução§1O objeto desta doutrina é a vontade humana e, claro está, segundo a relação da vontade particular com a vontade universal. Como vontade, o espírito comporta-se de um modo prático. A atitude prática, pela qual ele põe na sua indeterminidade uma determinação ou no lugar das determinações que nele existem sem a sua cooperação outras que derivam dele próprio, deve distinguir-se da sua atitude teorética.§2A consciência em geral é a relação do eu a um objeto, quer seja interno ou externo. O nosso saber contém, em parte, objetos que conhecemos através das perceções sensíveis; e, em parte, objetos que têm o seu fundamento no próprio espírito. Aqueles constituem o mundo sensível, e estes o mundo inteligível. Os conceitos jurídicos, éticos e religiosos pertencem a este último.

 

9 Doutrina da Religião para a Classe Média e Superior (1811-1813)

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9DOUTRINA DA RELIGIÃOPARA A CLASSE MÉDIA ESUPERIOR(*)(1811-1813)(*)  Segundo o manuscrito da Harvard University Press (ed. Hoffmeister). – Aditamentos aos parágrafos em corpo reduzido: notas marginais de Hegel.11 out. 1811RELIGIÃOINTRODUÇÃOSentimento religioso; teologia filosófica; culto; vida. Os antigos [consideram] a natureza, o Sol, o mar como naturezas mais elevadas do que a dos homens – titãs, posteriormente deuses gregos; consciência da sua essência.A filosofia esforçava-se por demonstrar a existência de Deus e a origem do mal; a teodiceia esforçava-se por justificar o mal e coordenar a liberdade dos homens com a justiça divina.Destinos, afazeres temporais, externos, ação, natureza finita – elevação para uma região onde todas estas contradições se resolvem, toda a irregularidade se compensa, todas as lágrimas do sofrimento secam, todo o desejo se satisfaz, mediante a elação sobre –Natureza, a sua conexão, mútua correspondência, finalidade – há um Criador; uma unidade originária. – Fenómenos da natureza conservam-se destituídos de pensamento, (não porque) são para nós sem pensamento – mas um ser amistoso no-los apresenta.

 

10 Dois Fragmentos

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10DOIS FRAGMENTOSUMA PÁGINA SOBRE DOUTRINADO ESPÍRITO(*)§1O nosso saber habitual representa para si apenas o objeto que sabe; mas não se representa a si ao mesmo tempo, isto é, o próprio saber; mas o todo que está presente no saber é não só o objeto, mas também Eu, que sabe, e a relação recíproca entre mim e o objeto, a consciência.§2O espírito consciente, pensado mais determinadamente, aparece.§3O espírito, porém, segundo a sua autoatividade dentro de si mesmo e em relação a si, considera-se na doutrina do espírito.(*)  Biblioteca estatal prussiana, Coleção Varnhagen (ed. Hoffmeister).360PROPEDÊUTIC A FILOSÓFIC AI PARTE§ (*)Na certeza do eu, reside apenas a pura relação positiva do objeto a mim; mas este último é ao mesmo tempo de mim diferente; ou o sujeito é assim também diferente do objeto; pelo que a certeza enquanto tal não é ainda verdade; com efeito, verdade é a consonância do meu saber com o objeto.

 

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