O Sistema da Vida Ética

Autor(es): Hegel, G. W. F.
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O SISTEMA DA VIDA ÉTICA é um primeiro esboço da teoria hegeliana do «espírito objetivo» e da sua conceção orgânica do Estado: anuncia a maturidade das obras futuras.

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Introdução

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IntroduçãoPara conhecer a Ideia da vida ética absoluta, deve a intuição estabelecer-se de um modo inteiramente adequado ao conceito, pois a Ideia nada mais é do que a identidade dos dois.Porém, para que tal identidade seja conhecida, deve ser pensada como um ser-adequado; mas em virtude de, no ser-igual, a intuição e o conceito se manterem um fora do outro, são postos com uma diferença, um na forma da universalidade, o outro na forma da particularidade contra o outro. Para que esta equiparação se torne perfeita, importa que o que aqui se pusera na forma da particularidade se ponha agora, inversamente, na forma da universalidade, e o que fora posto na forma da universalidade, agora se ponha na forma da particularidade.Mas o que verdadeiramente é o universal é a intuição; o verdadeiramente particular, porém, é o conceito absoluto. Cada um deve, pois, opor-se ao outro, uma vez sob a forma da particularidade, e outra sob a forma da universalidade; é preciso que se subsuma ora a intuição no conceito, ora o conceito na intuição. Embora a última relação seja a relação absoluta em virtude do fundamento aduzido, o primeiro é também absolutamente necessário, para que a igualdade absoluta exista para o conhecimento, pois a última é apenas em si mesma uma e apenas única relação e, por conseguinte, não está nela posta a absoluta igualdade da intuição e do conhecimento. Ora, a ideia da absoluta eticidade é o retomar em si da realidade absoluta

 

I. A Vida Ética absoluta segundo a relação

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IA Vida Ética absoluta segundo a relaçãoTal como no que precede, deve isto dividir-se. Importa que a eticidade absoluta se considere segundo a relação – ou, então, a eticidade natural deve considerar-se – de modo que o conceito se subsuma na intuição e a intuição no conceito. Além, a unidade é o universal, o interno; na subsunção da intuição no conceito, a unidade põe-se defronte e está de novo em relação com o conceito ou o particular. Nos dois casos, a eticidade é um impulso, isto é, a)  o impulso não se torna absolutamente uno com a unidade absoluta, b)  diz respeito ao singular, g)  satisfaz-se no singular, e esta satisfação singular é ela própria totalidade; mas d)  vai ao mesmo tempo além do singular; esta ultrapassagem, porém, é aqui em geral algo de negativo, de indeterminado.A satisfação nada mais é em si própria do que o facto de o conceito e a intuição serem uma só coisa. Ela é, portanto, totalidade, viva, mas formal, pois justamente o grau onde ela se encontra é também um grau determinado, pelo que a vida absoluta tanto paira sobre ela como permanece algo de interior;

 

II. O negativo, ou a liberdade, ou o crime

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IIO negativo, ou a liberdade, ou o crimeO que precede tem como princípio a singularidade; é o absoluto subsumido no conceito, e todas as potências exprimem determinidades, e as indiferenças são formais, a universalidade opõe-se à particularidade, ou a particularidade só é indiferenciada em relação a particularidades inferiores, e estas indiferenças são, de novo, também particularidades. Por conseguinte, nenhuma determinidade é pura e simplesmente absoluta; cada qual pode ab-rogarse. A indiferença, a totalidade absoluta de cada potência não é em si, reside sob a forma, que é o que subsume. A superação das determinidades deve ser a superação absoluta, a assunção de todas as determinidades na universalidade absoluta.Tal assunção é a assunção absoluta e positiva, mas é também simplesmente negativa. Assim como no que precede a forma absoluta se exprimiu como persistência da oposição, assim também se exprime a si no seu contrário ou no ser-aniquilado da oposição.Mas este ser-aniquilado é o puramente negativo, é então dialético, o conhecimento da idealidade e a supressão real da determinidade; o negativo não se fixa, não está em oposição e, portanto, está no absoluto. A eticidade absoluta eleva-se sobre a determinidade em virtude de o negativo a ab-rogar, mas de um modo tal que ele a unifica com o seu contrário em algo

 

III. Eticidade

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IIIEticidadeNas potências precedentes, a totalidade da particularidade existe segundo os seus dois lados, o da particularidade como tal e o da universalidade enquanto unidade abstrata. O primeiroé a família, mas é uma totalidade tal que nela se encontram decerto unificadas todas as potências da natureza; mas a intuição está ao mesmo tempo em relação. O intuir-se real e objetivo do indivíduo no outro está implicado numa diferença; o intuir-se na mulher, no filho e no servo não é nenhuma igualdade perfeita absoluta; permanece interior, não trazida à luz, inexpressa; há aí uma insuperabilidade do compreender da natureza – mas, na universalidade, o que há de mais elevado é a liberdade quantoà relação, a aniquilação de um lado da mesma pelo outro, e o intuir-se é apenas racional enquanto conceito absoluto, enquanto visa esta negatividade.Mas a natureza absoluta não está em nenhum dos lados na figura do espírito e eis porque também não está presente como vida ética; nem a família, nem muito menos ainda as potências subordinadas são éticas, e muitíssimo menos o é o negativo.

 

Primeira Secção: A Constituição do Estado

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Primeira SecçãoA Constituição do EstadoO povo como totalidade orgânica é a indiferença absoluta de todas as determinidades do prático e do ético. Os seus momentos enquanto tais são a forma da identidade, da indiferença, em seguida, a forma da diferença e, por fim, a forma da indiferença viva absoluta; e nenhum desses momentos é uma abstração, mas uma realidade.I. A vida ética como sistema em repousoO conceito da eticidade pôs-se na objetividade desta última, na supressão da singularidade. O ser-aniquilado do subjetivo no objetivo, o ser-assumido absoluto do particular no universal é: a)  Intuição: o universal não é algo de formal, um oposto à consciência e à subjetividade, ou à vitalidade individual, masé na intuição absolutamente uma só coisa com ela. Em cada figura e exteriorização da eticidade, suprime-se a antítese de uma posição e de uma negação mediante a integração das mesmas; mas a negação do particular e do universal apareceria verdadeiramente como uma servidão do particular, como algo de subjugado à lei ética, em seguida, como a possibilidade de uma outra lei ética. No ético, não haveria necessidade alguma;

 

I. A vida ética como sistema em repouso

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Primeira SecçãoA Constituição do EstadoO povo como totalidade orgânica é a indiferença absoluta de todas as determinidades do prático e do ético. Os seus momentos enquanto tais são a forma da identidade, da indiferença, em seguida, a forma da diferença e, por fim, a forma da indiferença viva absoluta; e nenhum desses momentos é uma abstração, mas uma realidade.I. A vida ética como sistema em repousoO conceito da eticidade pôs-se na objetividade desta última, na supressão da singularidade. O ser-aniquilado do subjetivo no objetivo, o ser-assumido absoluto do particular no universal é: a)  Intuição: o universal não é algo de formal, um oposto à consciência e à subjetividade, ou à vitalidade individual, masé na intuição absolutamente uma só coisa com ela. Em cada figura e exteriorização da eticidade, suprime-se a antítese de uma posição e de uma negação mediante a integração das mesmas; mas a negação do particular e do universal apareceria verdadeiramente como uma servidão do particular, como algo de subjugado à lei ética, em seguida, como a possibilidade de uma outra lei ética. No ético, não haveria necessidade alguma;

 

II. Governo

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A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO77Este sacrifício universal é sem vitalidade, do mesmo modo que aquele sacrifício mais vivo é sem universalidade.A relação interna da família é também determinada segundo o conceito. O que, em virtude da indigência, se conecta com a cabeça, conecta-se, em toda a personalidade da ligação como doméstico, apenas enquanto pessoa absoluta pelo contrato, e por tempo determinado; com efeito, porque cada um é pessoa absoluta, deve poder chegar a uma totalidade viva, tornar-se um pai de família. É esta justamente a relação, quando a ligação é menos pessoal e existe somente para serviços e trabalhos determinados. c) O estado da eticidade bruta é o estado campesino. A configuração das potências para este mesmo estado é que ele se encontra, decerto, em relação com a necessidade física no sistema da dependência universal, mas é mais patriarcal, e o seu trabalho e o seu ganho constituem uma totalidade maior e mais englobante.O caráter do próprio trabalho também não é de todo inteligente, nem diz imediatamente respeito à preparação da coisa para a necessidade, mas é mais mediato e concerne à terra ou ao animal, a algo de vivo, de cuja potência o trabalho se apropria e assim determina o vivente, que, porém, se produz para si mesmo.

 

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