A teoria da classe do lazer

Autor(es): Thorstein Veblen
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Nesta obra, Veblen sistematiza elementos centrais do seu pensamento que já tinha introduzido, embora de forma menos elaborada, em artigos científicos anteriores. Na "Teoria da Classe do Lazer" encontramos uma análise original da natureza e evolução do capitalismo em que a origem e evolução das suas instituições ocupa um lugar central, o que constituiu um programa de investigação a que Veblen dedicou toda a sua vida. A obra de Veblen é a fonte de uma escola original do pensamento econômico, com grande relevância nos EUA entre as Grandes Guerras, que mergulhou numa longa hibernação após a Segunda Grande Guerra.

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Veblen e a Economia Política Institucionalista – Jorge Bateira

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Veblen e a Economia Política

Institucionalista

Jorge Bateira(*)

Thorstein Veblen (1857-1929) é justamente considerado o fundador do pensamento institucionalista na Economia.

A Teoria da Classe do Lazer – Um Estudo Económico das

Instituições (1899) – de agora em diante uso o acrónimo

TCL – foi o seu primeiro livro, uma publicação que não deixou indiferente o meio académico e a intelectualidade norte-americana do início do século xx. Nesta obra, Veblen sistematiza elementos centrais do seu pensamento que já tinha introduzido, embora de forma menos elaborada, em artigos científicos anteriores. Na TCL encontramos uma análise original do capitalismo em que as instituições ocupam um lugar central, um programa de investigação a que Veblen dedicou toda a sua vida. A obra de

Veblen está na origem de uma escola do pensamento económico que teve grande relevo nos EUA entre as

Grandes Guerras e que, após a Segunda Grande Guerra,

(*)  PhD pela Universidade de Manchester, ex-docente de Economia

Política Internacional na FEUC.

 

Prefácio

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Prefácio

Este estudo tem por objetivo analisar o lugar e o valor da classe do lazer enquanto fator económico na vida moderna, mas revelou-se impraticável confinar a análise estritamente aos limites assim traçados. Houve, deste modo, a necessidade de considerar a origem e a linha de evolução da instituição, bem como as características da vida social que não são habitualmente classificadas como económicas.

Em alguns pontos, a análise parte de noções da teoria económica ou da generalização etnológica que podem ser pouco familiares. O capítulo de introdução explica a natureza destas premissas de modo a evitar, assim se espera, a obscuridade. Uma afirmação mais explícita da posição teórica subjacente encontra-se numa série de artigos publicada no Volume IV do American Journal of

Sociology, sobre «The Instinct of Workmanship and the

Irksomeness of Labour», «The Beginnings of Ownership» e «The Barbarian Status of Women». Mas a argumentação não repousa nestas generalizações — em parte novas — de tal forma que perdesse por completo o seu possível valor como artigo de teoria económica no caso de estas novas generalizações não terem, no entender do leitor, validade, por insuficiência de autoridade ou dados.

 

Capítulo 1 – Introdução

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Capítulo 1

Introdução

A instituição de uma classe do lazer encontra-se na sua melhor forma nos estádios mais avançados da cultura bárbara, como, por exemplo, na Europa feudal ou no

Japão feudal. Em tais comunidades, a distinção entre classes é rigorosamente observada, e a característica com maior importância económica nessas diferenças sociais é a distinção entre as ocupações próprias das várias classes.

As classes altas estão tradicionalmente isentas ou excluídas das ocupações produtivas, cingindo-se a atividades com um certo prestígio associado. A ocupação mais prestigiada de todas, em qualquer comunidade feudal, é a guerra, e o serviço religioso surge habitualmente em segundo lugar.

Quando a comunidade bárbara não é especialmente vocacionada para a guerra, a função sacerdotal pode ser a de maior prestígio, vindo as armas em segundo lugar. Mas a regra, com raras exceções, é que os membros das classes altas, sejam eles guerreiros ou sacerdotes, estejam livres das ocupações produtivas, e esta é a expressão económica do seu estatuto superior. A Índia brâmane fornece-nos uma boa ilustração de como estas duas classes se encontram isentas do trabalho produtivo. Nas comunidades da cultura bárbara mais avançada verifica-se uma clara

 

Capítulo 2 – Emulação Pecuniária

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Capítulo 2

Emulação Pecuniária

Na sequência da evolução cultural, a emergência de uma classe do lazer coincide com o início da propriedade.

Não podia ser de outro modo, uma vez que estas duas instituições resultam do mesmo conjunto de forças económicas. Na fase incipiente do seu desenvolvimento, são apenas aspetos diferentes dos mesmos factos gerais da estrutura social.

É enquanto elementos de estrutura social – factos convencionais – que o lazer e a propriedade são questões relevantes para o propósito deste livro. Uma negligência habitual do trabalho não constitui uma classe do lazer; nem o facto mecânico do uso e do consumo constitui a propriedade. Assim, o presente estudo não se debruça sobre o começo da indolência nem sobre o começo da apropriação de artigos úteis para consumo individual.

A questão que aqui se analisa é a origem e a natureza de uma classe do lazer convencional, por um lado, e o início da propriedade individual como direito convencional ou como justa reivindicação, por outro.

 

Capítulo 3 – Lazer Conspícuo

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Capítulo 3

Lazer Conspícuo

Se o seu funcionamento não fosse perturbado por outras forças económicas ou outras características do processo emulativo, o efeito imediato de um esforço pecuniário como aquele que foi descrito em traços gerais seria tornar os homens diligentes e frugais. Com efeito, este resultado ocorre, até certo ponto, nas classes desfavorecidas, cuja forma habitual de obter bens é o trabalho produtivo. Tal

é especialmente o caso das classes trabalhadoras numa comunidade sedentária que se encontra num estádio agrícola da produção, em que se verifica uma considerável subdivisão da produção, e cujas leis e costumes asseguram

às referidas classes uma parcela mais ou menos definida do produto da sua atividade. Estas classes desfavorecidas não podem evitar o trabalho, pelo que a imputação do trabalho não é muito depreciativa para estas pessoas, pelo menos dentro dos limites da sua classe. E uma vez que o trabalho é o seu modo de vida reconhecido e aceite, elas retiram um certo prazer emulativo da reputação de serem eficientes no que fazem, sendo esta muitas vezes a linha de emulação ao seu alcance. Entre aqueles para quem a aquisição e a emulação só são possíveis no âmbito da eficiência produtiva e da frugalidade, a luta pela boa

 

Capítulo 4 – Consumo Conspícuo

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Capítulo 4

Consumo Conspícuo

No que foi dito sobre a evolução da classe do lazer vicário e a sua diferenciação do corpo geral das classes trabalhadoras, foi feita referência a uma outra divisão do trabalho – entre as várias classes de serviçais. Uma parte da classe serviçal, principalmente as pessoas cuja ocupação consiste no lazer vicário, assume a certa altura um novo leque, subsidiário, de deveres – o consumo vicário de bens. A forma mais

óbvia de que este consumo se reveste é o uso de librés e a ocupação de espaçosos aposentos por parte do pessoal doméstico. Uma outra forma, não menos notória ou menos eficaz de consumo vicário, e muito mais difundida, é o consumo de comida, vestuário, habitação e mobília por parte da senhora e do resto do pessoal doméstico.

Porém, já num ponto da evolução económica muito anterior à emergência da senhora, o consumo especializado de bens como prova de poder pecuniário começara a ocorrer num sistema mais ou menos elaborado. O começo de uma diferenciação no consumo antecede até o aparecimento de algo que possa verdadeiramente ser chamado de poder pecuniário. Está presente já na fase inicial da cultura predatória, e há indícios de uma diferenciação incipiente neste domínio ainda no início da vida predatória. Esta

 

Capítulo 5 – O Padrão de Vida Pecuniário

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Capítulo 5

O Padrão de Vida Pecuniário

Para a numerosa população de qualquer comunidade moderna, o motivo imediato do consumo para além do necessário ao conforto físico não é um esforço consciente para se distinguir pelo preço elevado do seu consumo visível, mas sobretudo um desejo de corresponder ao padrão convencional de respeitabilidade na quantidade e no grau dos bens consumidos. Este desejo não é guiado por um padrão rígido, invariável, a que é imperativo corresponder, e além do qual não há incentivo para ir. O padrão é flexível e, acima de tudo, ilimitadamente extensível, se houver tempo para os indivíduos se habituarem a qualquer aumento da capacidade pecuniária e para ganharem

à-vontade na nova escala alargada do consumo que se segue a um tal aumento. É muito mais difícil recuar de uma escala de consumo que em algum momento se adotou do que alargar a escala a que se está habituado em resposta a um aumento de riqueza. Após análise, muitos itens do consumo habitual revelam-se quase puramente supérfluos, sendo por isso apenas honoríficos, mas depois de terem sido incorporados na escala do consumo respeitável, e de se terem tornado parte integrante do nosso esquema de vida,

é quase tão difícil abdicar deles como de muitos itens que

 

Capítulo 6 – Cânones Pecuniários do Gosto

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Capítulo 6

Cânones Pecuniários do Gosto

Já por mais de uma vez foi referido que embora a norma reguladora do consumo seja, em grande parte, o requisito do desperdício conspícuo, tal não significa que a motivação do consumidor seja, num qualquer caso, este princípio na sua forma crua, simples. Habitualmente, o que motiva o consumidor é o desejo de corresponder ao padrão estabelecido, evitar olhares e comentários desfavoráveis, estar à altura dos cânones aceites de respeitabilidade no que toca

à espécie, à quantidade e à categoria dos bens consumidos, fazendo simultaneamente um uso decoroso do seu tempo e esforço. Na maioria dos casos, esta perceção do costume prescritivo está presente nos motivos do consumidor e exerce uma força coerciva direta, especialmente no que se refere ao consumo praticado sob o olhar dos observadores. Porém, um elemento considerável de dispêndio prescritivo está também presente no consumo que não será, num grau apreciável, do conhecimento de estranhos – é o caso, por exemplo, de artigos de roupa interior, de alguns alimentos, de utensílios de cozinha e de outros artigos domésticos mais destinados ao uso do que à exibição. Se nos detivermos neste tipo de objetos utilitários, encontraremos certas características que ditam

 

Capítulo 7 – O Vestuário Como Expressão da Cultura Pecuniária

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Capítulo 7

O Vestuário como Expressão da Cultura Pecuniária

Será oportuno, a título de exemplo, mostrar de forma algo pormenorizada como os princípios económicos até agora apresentados se aplicam aos factos correntes num qualquer domínio do processo de vida. Para este objetivo, nenhuma linha de consumo fornece uma ilustração mais adequada do que a despesa com o vestuário. É sobretudo a regra do desperdício conspícuo que encontra expressão no vestuário, embora os restantes princípios de reputação pecuniária estejam também patentes nos mesmos bens.

Outros métodos de pôr o estatuto pecuniário em evidência servem eficazmente o seu propósito, e há outros métodos em voga, sempre e em toda a parte; no entanto, a despesa com o vestuário tem uma vantagem sobre a maioria dos outros métodos: a nossa indumentária está sempre em evidência e fornece uma indicação do nosso estatuto pecuniário a todos os observadores, à primeira vista. Também é um facto que a despesa admitida para exibição está presente de modo óbvio, e é, talvez, mais universalmente praticada na questão do vestuário do que em qualquer outra linha de consumo. Ninguém discordará do lugar-comum de que a maior parte da despesa em que todas as classes incorrem na aquisição de vestuário tem

 

Capítulo 8 – Afastamento do Trabalho Produtivo e Conservadorismo

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Capítulo 8

Afastamento do Trabalho

Produtivo e Conservadorismo

A vida do homem na sociedade, assim como a vida de outras espécies, é uma luta pela existência, e por isso é um processo de adaptação seletiva. A evolução da estrutura social tem sido um processo de seleção natural das instituições. O progresso que tem sido alcançado e que está em curso nas instituições humanas e no carácter humano pode definir-se, em termos gerais, como uma seleção natural dos hábitos de pensamento mais ajustados e como um processo de adaptação forçada dos indivíduos a um ambiente que mudou progressivamente com o crescimento da comunidade e com as instituições em mudança que têm feito parte da vida dos homens. As instituições não só são elas próprias o resultado de um processo seletivo e de adaptação que molda os tipos dominantes ou prevalecentes de atitude e aptidões espirituais; são, ao mesmo tempo, métodos especiais de vida e de relações humanas, e como tal constituem, por sua vez, eficazes fatores de seleção.

 

Capítulo 9 – A Preservação de Traços Arcaicos

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Capítulo 9

A Preservação de Traços Arcaicos

A instituição de uma classe do lazer tem impacto não apenas na estrutura social, mas também no carácter individual dos membros da sociedade. Logo que uma dada tendência ou um determinado ponto de vista ganha aceitação e autoridade como padrão ou norma de vida, começa a agir sobre o carácter dos membros da sociedade que o aceitou como norma. Irá, até certo ponto, moldar os hábitos de pensamento desses indivíduos e passará a exercer uma vigilância seletiva sobre o desenvolvimento das aptidões e inclinações dos homens. Este efeito é produzido em parte através de uma adaptação educativa, coerciva, dos hábitos de todos os indivíduos, em parte através de uma eliminação seletiva das linhagens e dos indivíduos inaptos.

O material humano que não se presta aos métodos de vida impostos pelo esquema aceite é alvo de repressão e de eliminação em maior ou menor escala. Os princípios de emulação pecuniária e de afastamento do trabalho produtivo converteram-se deste modo em cânones de vida, e tornaram-se fatores coercivos de alguma importância na situação a que os homens têm de se adaptar.

 

Capítulo 10 – Vestígios Modernos de Proeza

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Capítulo 10

Vestígios Modernos de Proeza

A classe do lazer vive na periferia da comunidade produtiva, não dentro dela. As suas relações com a produção são de uma natureza pecuniária, e não propriamente produtivo.

A admissão na classe é conseguida mediante o exercício de aptidões pecuniárias – aptidões mais para a aquisição do que para a utilidade. Verifica-se, deste modo, uma constante filtragem do material humano que chega à classe do lazer, e este processo de seleção é efetuado com base na aptidão para objetivos pecuniários. Mas o esquema de vida da classe é, em grande parte, herdado do passado, e encarna muitos dos hábitos e ideais do período bárbaro inicial. Este esquema de vida bárbaro, arcaico impõe-se também às ordens inferiores, mais ou menos mitigado.

Por sua vez, o esquema de vida, das convenções, atua seletivamente e através da educação por forma a moldar o material humano, e a sua ação tende a conservar traços, hábitos e ideais do começo dos tempos bárbaros – a era da proeza e da vida predatória.

 

Capítulo 11 – A Crença na Sorte

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Capítulo 11

A Crença na Sorte

A propensão para o jogo de apostas é outro traço subsidiário do temperamento bárbaro. É uma variação de carácter concomitante, de prevalência quase universal entre os homens do desporto e os homens dados a atividades bélicas e emulativas em geral. Este traço tem também um valor económico direto. É reconhecidamente um obstáculo

à maior eficiência de produção coletiva, em qualquer comunidade onde esteja presente num grau significativo.

A tendência para a aposta dificilmente poderá ser considerada uma característica exclusiva do tipo predatório da natureza humana. O principal fator no hábito de apostar

é a crença na sorte, e essa crença parece ter origem, pelo menos num nível elementar, num estádio da evolução humana anterior ao da cultura predatória. Pode ter sido na era da cultura predatória que a crença na sorte evoluiu para a forma em que se encontra, como principal elemento da tendência para a aposta, no temperamento desportivo. Deve, provavelmente, à disciplina predatória a forma específica em que ocorre na cultura moderna.

 

Capítulo 12 – Observâncias Devotas

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Capítulo 12

Observâncias Devotas

Uma exposição discursiva de certos incidentes da vida moderna mostrará a relação orgânica dos cultos antropomórficos com a cultura e o temperamento bárbaros.

Servirá também para mostrar como a sobrevivência e a eficácia dos cultos e a prevalência do seu programa de observâncias devotas se relacionam com a instituição de uma classe do lazer e com os ímpetos de ação lhe são subjacentes. Sem qualquer intenção de elogiar ou depreciar as práticas que serão tratadas sob a designação de observâncias devotas, ou os traços espirituais e intelectuais que estas observâncias exprimem, os fenómenos comuns dos atuais cultos antropomórficos podem ser considerados na perspetiva do seu interesse para a teoria económica.

Aquilo que aqui pode ser adequadamente tratado são as características tangíveis, externas das observâncias devotas.

O valor moral, assim como o valor devocional da vida da fé, não se enquadra no presente estudo. Não se pretende, claro, questionar a verdade ou a beleza das crenças em que os cultos têm origem. E nem mesmo o seu impacto económico indireto pode ser considerado aqui; é um tema demasiado recôndito e importante para ser tratado num ensaio tão superficial.

 

Capítulo 13 – Vestígios dos Interesses Não Discriminatórios

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Capítulo 13

Vestígios dos Interesses

Não Discriminatórios

À medida que o tempo passa, o culto antropomórfico, com o seu código de observações devotas, vai-se desintegrando progressivamente, sob a pressão das exigências económicas e da decadência do sistema de estatuto. Com o progresso da desintegração, associam-se e misturam-se

à atitude devota certos outros motivos e impulsos que nem sempre têm uma origem antropomórfica, ou atribuível ao hábito de subserviência pessoal. Nem todos esses impulsos secundários que se confundem com o hábito de devoção na vida devocional mais tardia são de uma total congruência com a atitude devota ou com a apreensão antropomórfica da sequência de fenómenos. Não tendo a mesma origem, a sua ação sobre o esquema da vida devota também não segue a mesma linha. Sob muitos aspetos, cruzam a norma subjacente de subserviência ou vida vicária em que o código de observações devotas e as instituições eclesiásticas e sacerdotais têm a sua base fundamental. Através da presença destes motivos alheios, o regime social e produtivo desintegra-se gradualmente, e o cânone de subserviência pessoal perde o suporte que resulta de uma tradição contínua. Hábitos e tendências exteriores invadem o campo de ação ocupado por este

 

Capítulo 14 – O Ensino Superior como Expressão da Cultura Pecuniária

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Capítulo 14

O Ensino Superior como Expressão da Cultura Pecuniária

Para que hábitos de pensamento adequados de algumas mentes possam ser preservados na geração seguinte, uma disciplina académica é sancionada pelo senso comum e incorporada no esquema de vida acreditado. Os hábitos de pensamento que assim se formam sob a orientação de professores e tradições académicas possuem um valor económico – um valor na medida em que afetam a utilidade do indivíduo – não menos real do que o idêntico valor económico dos hábitos de pensamento formados sem uma tal orientação, sob a disciplina da vida quotidiana.

Quaisquer características da disciplina e do esquema académico acreditado que tenham origem nas predileções da classe do lazer ou na orientação dos cânones de mérito pecuniário devem ser atribuídas a essa instituição, e qualquer valor económico que essas características do esquema educacional possuam é a expressão particular do valor dessa instituição. Será, então, oportuno salientar quaisquer características peculiares do sistema educativo que tenham a sua origem no esquema de vida da classe do lazer, quer no que se refere ao objetivo e ao método da disciplina, quer no que respeita ao âmbito e ao carácter do corpo de conhecimento inculcado. É no ensino, especificamente,

 

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