Gestão de Custos e Formação de Preços - Conceitos, Modelos e Ferramentas

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Possuir habilidades e conhecimentos teóricos e práticos dos formatos de custos para calcular sua margem de lucro é essencial para todos os gestores._x000D_
Analisar custos e definir a metodologia que melhor se encaixa na formação do preço de seu produto ou serviço é um grande diferencial e tem amplo impacto no planejamento estratégico de qualquer empresa._x000D_
Este livro apresenta os conceitos de custos de forma abrangente, trazendo desde as definições tradicionais até os temas mais inovadores. O conteúdo é enriquecido com exercícios, casos práticos e estudos de caso para melhor fixação dos conceitos._x000D_
A obra está dividida em três partes. Na Parte I, são apresentados os elementos estruturais de custos e conceitos básicos que deverão nortear o leitor. A Parte II trata de sistemas e métodos de custeio. Por fi m, a Parte III contempla os elementos necessários para uma boa focalização sobre formação do preço de venda e suas influências no resultado das organizações._x000D_
APLICAÇÃO_x000D_
Livro-texto para as disciplinas Custos e Gestão de Custos dos cursos de graduação e pós-graduação em Ciências Contábeis, Administração, Economia, Marketing, Comércio Exterior, Logística Empresarial e Engenharia. Leitura recomendada para contadores, empresários e administradores ligados à gestão empresarial.

13 capítulos

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1 Fundamentação

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A teoria econômica sempre levou em consideração que qualquer sacrifício financeiro deve ser considerado como um custo. No entanto, essa é uma visão própria da economia.

Entretanto, a contabilidade, ao focar os estudos das atividades econômicas, oferece aspectos bem específicos para cada um dos termos que lhe são próprios e que serão abrangidos neste trabalho.

É comum observar as confusões com os termos custos, gastos, despesas, investimentos e desembolsos. Mesmo na literatura técnica, são encontrados conceitos diferentes para essas palavras. Às vezes, custos são empregados como despesas e vice-versa.

Por outro lado, qualquer empreendimento econômico apresenta dois objetivos fundamentais: o crescimento do seu patrimônio líquido e a manutenção de sua capacidade de arcar com as obrigações e responsabilidades assumidas. O primeiro desses objetivos é conhecido como rentabilidade e o segundo como liquidez. Para tanto, se o empreendimento pretende sobreviver e, mais que isso, crescer, a administração deve se empenhar em obter sucesso em suas funções básicas, que são as de Planejamento, Execução e Controle.

 

2 Terminologia em Estudo

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Este tópico faz considerações sobre alguns termos que serão abordados no decorrer deste livro e que são utilizados pelos profissionais da área de custos.

Afinal, o que vêm a ser Gasto, Custo, Despesa, Investimento, Desembolso, Perda e Desperdício? Muitas vezes, esses termos são utilizados como sinônimos.

No entanto, quando se aprofundam estudos sobre o gerenciamento empresarial, deve ser feita uma distinção criteriosa entre essas palavras.

A própria gestão das empresas e os métodos contábeis exigiram que fossem criados conceitos específicos para cada termo.

Esses conceitos começam a ser estudados a partir de agora.

Desembolso: em uma situação pessoal, o desembolso significa retirar dinheiro do bolso. Contudo, na linguagem empresarial, a palavra desembolso tem o significado de extrair um montante do caixa para pagar algo que a empresa adquiriu, seja um bem ou serviço.

Nesse sentido, desembolso é todo valor que a empresa paga resultante da aquisição de um produto ou serviço. Esse desembolso poderá ocorrer antes, no ato ou posteriormente às aquisições, dependendo da forma em que foi contratado.

 

3 Classificação de Custos e Despesas

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Antes de estudar o comportamento dos custos, torna-se necessário classificá-los para um melhor entendimento.

Após a classificação dos custos, pode-se ter uma ideia da composição deles, com relação aos bens fabricados, durante as fases da produção.

Com base no Capítulo 2, é de conhecimento que os custos somente se referem aos gastos que a empresa apresenta para realizar a sua atividade produtiva, isto é, para transformar bens ou serviços em outros bens ou serviços.

Para facilitar o processo de entendimento dos custos, eles podem ser classificados com relação aos produtos fabricados e com relação ao volume de produção.

Quanto aos produtos fabricados, os custos poderão ser valorizados em função de certas medidas de consumo ou ainda de forma arbitrária, como rateios ou estimativas. Esse tipo de classificação é o mais utilizado com relação aos objetos de custo, isto é, os bens e/ou serviços produzidos pela empresa.

No tocante aos produtos fabricados, os custos podem ser classificados em diretos e indiretos.

 

4 Materiais e Estoques

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Toda empresa fabricante de algum bem transforma determinados materiais em produtos finais, os quais normalmente permanecem em estoque antes de serem vendidos.

Os materiais são todos os elementos adquiridos pela empresa e servirão para a fabricação dos produtos finais.

Toda empresa organizada se utiliza de algum método para computar o custo dos materiais comprados e, com isso, valorizar o produto elaborado.

Os métodos mais utilizados para se obter o custo dos materiais sempre levam em consideração as quantidades adquiridas e o preço de compra desses materiais. Seja qual for o método usado, as organizações deverão mantê-los atualizados, com base nos pedidos de compra nas faturas referentes às aquisições, nos preços pagos e nas datas em que foram adquiridos.

Por seu lado, os estoques também deverão ser contabilizados de forma criteriosa para que a empresa determine quando eles estão em níveis normais ou situando-se em volumes baixos e perigosos. É notório que, para não sofrerem problemas de continuidade da produção, as organizações procurem manter uma política saudável de estoques e, assim, os materiais sempre estarão disponíveis de forma oportuna para atender às solicitações da fábrica.

 

5 Mão de Obra

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A mão de obra é constituída pelo conjunto dos empregados da empresa.

Quando o empregado presta serviços na produção, sua remuneração se constitui em custo para a empresa.

Caso o empregado manipule materiais para transformá-los em bens que serão comercializados, o seu ordenado é classificado como um custo de mão de obra direta (MOD), como é o caso dos operários.

Porém, se o empregado não manusear materiais, mas auxiliar na produção (como supervisores, pessoal que presta serviços de apoio à fabricação etc.), o seu salário representará um custo de mão de obra indireta (MOI).

Assim, a MOD refere-se a todo o pessoal que está intimamente ligado aos produtos fabricados pela empresa, manuseando-os.

Por outro lado, a MOI é constituída por todo o pessoal necessário para o processo industrial, mas que não trabalha diretamente nas unidades de fabricação.

Logo, a mão de obra é classificada, para efeito de custos, em MOD e MOI.

Os custos de mão de obra, tanto direta como indireta, são aqueles incorridos com os serviços prestados por pessoas com vínculo empregatício. O conceito prende-se ao pessoal empregado, com o qual a empresa assume diversos gastos. Alguns são decorrentes da legislação trabalhista e outros surgem de um potencial de benefícios. O custo com a mão de obra, em termos genéricos, compreende a remuneração dos empregados, os encargos legais e benefícios. Neste último caso, apresentam-se como exemplos a moradia em localidades onde for difícil encontrar força de trabalho, instrução para os empregados ou filhos destes e outros. Algo que de início deve ser lembrado: cada empresa insere-se em uma realidade e deve ser analisada como um caso específico.

 

6 Critérios de Rateio dos CIF

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No Capítulo 2, afirmou-se que os custos totais são compostos pelos custos diretos (CD) e custos indiretos de fabricação (CIF). Observou-se que os custos diretos são formados por materiais diretos e mão de obra direta.

Também foi visto que os CIF representam todos os custos que a empresa tem e que não são caracterizados como material direto e mão de obra direta, mas necessários à atividade produtiva.

Os custos indiretos são aqueles que, embora necessários à produção, representam basicamente a estrutura produtiva da empresa, servindo para a produção de diversos bens. Portanto, tais custos não podem ser relacionados com qualquer produto específico. Ocorrem nos segmentos (departamentos) da fábrica onde se pretende manter o controle.

São, portanto, indispensáveis à produção dos vários bens e serviços, mas não se consegue (ou não vale a pena) identificá-los nos produtos.

Sob o ponto de vista do método de custeio por absorção, que será estudado adiante, os CIF devem ser alocados em seus departamentos de origem e, a seguir, rateados aos produtos.

 

7 Departamentalização dos CIF

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Já se discutiu em outros capítulos que a maior parte dos itens de custos comuns a diversos produtos contribui para a produção desses vários bens de forma indistinta. São os custos indiretos de fabricação.

Conceitualmente, os CIF contribuem para a produção global e, consequentemente, serão considerados nos custos totais. Todavia, é imperiosa a necessidade de que sejam obtidos custos unitários dos produtos particularizados, seja para determinar os estoques, seja por outros motivos.

A determinação de qual parcela desses custos globais beneficiou este ou aquele produto é, por si só, um grande problema no manuseio dos custos. Uma forma de resolver o problema, ainda que insatisfatória, é o processo de rateio ou de alocação dos custos indiretos aos produtos, recorrendo-se a algum critério de proporcionalidade. Isso pode ser feito utilizando-se as quantidades produzidas de cada produto ou, ainda, o número de horas de trabalho exigidas na produção deles. Tal procedimento revela-se um tanto arbitrário, pois os produtos são díspares: cada um requer o emprego de recursos financeiros e humanos em montantes diferentes. Além disso, a complexidade atual da estrutura produtiva, juntamente com a necessidade de controlar de perto os níveis de atividades e de desempenho, estimula a utilização de procedimentos alternativos.

 

8 Os Sistemas de Custeio

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Um sistema é um conjunto de elementos estruturados que funcionam como um organismo para atingir determinado objetivo. Quando se fala em sistema, dentro do contexto da contabilidade, imediatamente vêm à mente as rotinas, os fluxos, os formulários e as pessoas, tudo funcionando de forma ordenada e sistemática.

Em termos de custeio, pode-se estender o conceito para considerar como sistema um meio de representar o funcionamento do processo produtivo da empresa. Com isso, a empresa obterá subsídios para a apuração de seus custos em cada fase da produção.

O desenho, a implantação e a operacionalização de um sistema de custeio dependem de que sejam respondidas algumas questões básicas:

1. Quais fatores são fundamentais para a utilidade do sistema?

2. Quais informações são necessárias e como podem ser usadas no gerenciamento das atividades?

3. Quão detalhadas e com qual periodicidade as informações devem ser produzidas?

De fato, quanto maior a fidelidade do sistema de custeio ao processo produtivo, maior será a possibilidade de se obter boa qualidade das informações. A utilidade dos sistemas, no âmbito da contabilidade, decorre da presença necessária de normalidade nos procedimentos de apuração dos gastos das diversas operações produtivas.

 

9 Métodos de Custeio

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Segundo alguns dicionários da língua portuguesa, custeio é o ato ou efeito de custear. Assim, pode-se condicionar o termo custeio a uma forma de apropriar custos.

Todos os métodos de custeio objetivam determinar o custo unitário de cada bem ou serviço produzido por uma empresa. Para tanto, eles partem das configurações dos custos diretos e indiretos. Os métodos procuram atribuir os gastos apresentados pela organização para cada um dos bens ou serviços produzidos.

Os métodos de custeio apresentam um único objetivo, que é a determinação dos custos, mas a sistemática adotada por eles difere de um para outro método.

Existem alguns métodos utilizados pelas empresas para efetuar o custeio de seus produtos. Os mais importantes são os seguintes: custeio por absorção, custeio variável, custo-padrão e custeio ABC.

É um método de custeio que consiste na alocação de todos os custos (diretos e indiretos) em cada fase da produção. Nesse método, todos os gastos que participam da elaboração dos produtos fabricados deverão ser absorvidos por eles.

 

10 Análise Custo-Volume-Lucro

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A análise custo-volume-lucro é um instrumento de planejamento que permite estudar e analisar a relação entre receitas totais, custos e despesas. Os custos e despesas serão decompostos em suas parcelas fixas e variáveis para que seja viável projetar o lucro operacional e possibilitar obter respostas às variações nos níveis de produção, vendas e nos preços. A confiabilidade que a análise custo-volume-lucro (também denominada CVL) proporciona depende da razoabilidade de seus pressupostos e, principalmente, da boa segregação dos custos e despesas em seus componentes fixos ou variáveis.

Esse instrumento repousa em diversos pressupostos:

1. As variações nos níveis de receitas e nos custos decorrem das oscilações nas quantidades de produtos ou serviços produzidos e vendidos.

2. Os custos e despesas devem ser segregados na parte fixa e na parte variável, considerando que esta última responde diretamente às alterações nas quantidades de produtos.

3. Os custos fixos não respondem aos diferentes níveis de produção em curto prazo. Graficamente são representados por uma reta paralela ao eixo das quantidades.

 

11 Métodos de Mensuração das Funções de Custos

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A gestão eficaz dos custos para fins de decisões depende de que se tenha familiaridade com o comportamento dos vários itens de gastos. Os custos comportam-se de modo definido em relação a algum parâmetro quantitativo, operacional e controlável. Em uma escola, um dos parâmetros básicos que define e homogeneiza a atividade de ensino é o aluno-hora. O aluno-hora uniformiza as diferentes atividades próprias de ensino, dentro da unidade escolar. Em um hospital, utiliza-se como medida uniformizadora paciente-dia. Em qualquer tipo de empreendimento, deve-se escolher um parâmetro representativo das suas atividades.

Em muitas situações, os custos não se comportam como estritamente fixos ou estritamente variáveis, mas apresentam um comportamento misto. Sem um conhecimento mais íntimo de como os gastos reagem ao longo do tempo ou em relação às mudanças nos volumes de atividades, ficarão difíceis e inseguras as decisões, projeções, estimativas, orçamentos, simulações e quaisquer outras tarefas próprias do controle gerencial. Na verdade, aqui são concentradas questões do tipo:

 

12 Formação de Preços

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A Ciência Econômica determina que a formação de preços dos bens e serviços ocorre a partir das leis da oferta e da procura.

Enquanto a oferta tentará vender certo bem praticando o maior preço de venda, a demanda optará por adquirir o mesmo produto ao menor preço possível. Isso ocorre devido ao comportamento existente nas próprias leis da oferta e procura, as quais regem o mercado.

No gráfico da Figura 12.1, estão representados os comportamentos da oferta e da procura. É sabido que a oferta apresenta comportamento crescente, uma vez que ela varia em uma razão diretamente proporcional aos preços. Por outro lado, a demanda apresenta-se com formato decrescente, pois ela varia de maneira inversamente proporcional aos preços.

Figura 12.1 Oferta e procura

Nesse gráfico, nota-se que o ponto de interseção entre a oferta e a demanda reflete certo preço de equilíbrio e também uma determinada quantidade de equilíbrio.

Essa interseção projeta no eixo das quantidades o volume que os consumidores almejam adquirir, o qual é igual às quantidades que os ofertantes desejam vender.

 

Respostas dos Testes e Exercícios

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Capítulo 1

Testes

1. (B)

2. (A)

3. (C)

4. (C)

5. (A)

6. (B)

Capítulo 2

Testes

1. (B)

2. (C)

3. (B)

4. (C)

5. (D)

6. (C)

7. (C)

8. (D)

9. (C)

10. (C)

Exercícios

1.

Item

Classificação

1.

I

2.

D

3.

I

4.

P

5.

DP

6.

D

7.

C

8.

I

9.

D

10.

DP

11.

C

12.

D

13.

P

14.

D

15.

C

16.

P

17.

C

18.

D

19.

C

20.

I

21.

P

22.

D

23.

D

24.

D

2.

Investimentos – $ 12.000

Custos – $ 24.160

Despesas – $ 4.700

Perdas – $ 500

 

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