História da Psicologia

Autor(es): David Hothersall
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O autor lança mão de abordagem biográfica para revelar as importantes realizações científicas da psicologia, mostrando a vida fascinante de homens e mulheres que contribuíram com descobertas inovadoras e que foram pioneiros das teorias originais que orientam essa disciplina. Tanto os sucessos como os fracassos desses ilustres psicólogos fornecem uma história completa e abrangente, mostrando a relevância dessa história para a psicologia contemporânea.

13 capítulos

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Capítulo 1. A Psicologia e os Antigos

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CAPÍTULO 1

A Psicologia e os Antigos

A

s raízes da civilização ocidental remontam ao mundo da Grécia e da Roma Antiga. Especificamente, duas grandes áreas da investigação humana – a filosofia e a ciência natural – originaram-se das obras dos antigos pensadores gregos e romanos. Dado que a psicologia surgiu como uma disciplina independente da filosofia e adotou gradualmente os métodos das ciências,

é apropriado examinarmos as bases antigas dessas duas disciplinas afins.

Dentre os primeiros relatos dos fenômenos que chamamos psicológicos, há uma série de “livros dos sonhos” assírios compostos em tábuas de argila no quinto e no sexto milênios antes de

Cristo (Restak, 1988, p. 3). A Assíria foi um dos grandes impérios do mundo antigo, que no seu auge se estendeu do mar Mediterrâneo, a oeste, até o mar Cáspio, a leste, entre as atuais Armênia e Arábia. As tábuas de argila não foram projetadas para uma leitura fácil. As entradas cuneiformes na argila representavam sílabas, e não letras, e o mesmo signo freqüentemente representava dois ou mais sons diferentes. Mas as tábuas de argila tinham uma grande vantagem: elas se endureciam com o fogo, por isso sobreviveram quando ocorreu um incêndio em uma “biblioteca”

 

Capítulo 2. Os Antecedentes Filosóficos e Científicos da Psicologia

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CAPÍTULO 2

Os Antecedentes Filosóficos e Científicos da Psicologia

Q

uase cem anos se passaram entre o colapso final do Império Romano, no século V d.C., e o início do Renascimento. Durante muitos séculos, as sucessivas ondas de tribos bárbaras

– ostrogodos, visigodos e vândalos – assolaram toda a Europa, ocupando várias partes do império, que estava encolhendo, e deixando a morte, a destruição e a devastação em seu caminho. A lei romana já não podia ser preservada, e um intercâmbio incipiente substituiu o sistema monetário romano universal. Não é possível fornecer uma data para a “queda” do Império Romano, mas, até o ano 476 d.C., havia caído o governo de Odoacro, o “rei” alemão que depôs o último imperador romano, Augusto. Sic transit gloria mundi (Assim passa a glória do mundo).

O início da Idade Média ou do Medievalismo, desde o início do século V até por volta do ano

1000 d.C., foi chamado antigamente de a Idade das Trevas, por causa do eclipse da civilização européia. Mas essa descrição foi desafiada por vários eruditos, inclusive Kemp (1990), que dedicou atenção especial à psicologia medieval. Kemp afirma que havia, de fato, uma psicologia pré-científica como parte do avanço da aprendizagem e do desenvolvimento da ciência permitido pela

 

Capítulo 3. Os Primeiros Estudos doSistema Nervoso Central

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CAPÍTULO 3

Os Primeiros Estudos do

Sistema Nervoso Central

A

té o momento, levamos em consideração as influências amplas e gerais que o desenvolvimento da filosofia e das ciências ocidentais tiveram na psicologia. Agora, iremos nos concentrar nos avanços específicos do conhecimento do cérebro e da medula espinhal que, mais tarde, formaram as bases da psicologia fisiológica. Ao contrário das contribuições em grande parte especulativas dos filósofos abordados no Capítulo 2, muito desse novo conhecimento resultou de observações e experimentações. O desenvolvimento de procedimentos para o estudo do cérebro e da medula espinhal e a aplicação desses procedimentos, em ambientes tanto clínicos quanto experimentais, lançaram os alicerces para o entendimento das estruturas e funções do sistema nervoso. Para a psicologia, eles serviram de base para compreender as sensações, as percepções, as emoções, a linguagem e a cognição.

Apesar de nosso foco ser o século XIX, o cérebro foi estudado anteriormente essa época. Em

 

Capítulo 4. Wilhelm Wundt e o Surgimento da Psicologia

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CAPÍTULO 4

Wilhelm Wundt e o

Surgimento da Psicologia

A

penas o psicólogo mais polêmico contestaria a afirmação de que a psicologia como ciência experimental começou com a criação do primeiro laboratório de pesquisa do mundo por

Wilhelm Wundt, na Universität Leipzig, em 1879. Quem, então, foi Wundt e como ele veio a criar esse laboratório? Em seu retrato na página oposta, um Wilhelm Wundt de barba e aparência distinta olha calmamente através de óculos de armação de arame. Fotografias semelhantes aparecem em muitos livros de psicologia, com Wundt geralmente identificado como “o criador da psicologia” ou “o primeiro verdadeiro psicólogo do mundo”. Portanto, é pertinente que ele seja o primeiro psicólogo que analisaremos.

WILHELM WUNDT (1832–1920)

Wilhelm Maximilian Wundt nasceu em 16 de agosto de 1832 na pequena aldeia de Neckarau, perto de Mannheim no principado alemão de Baden. Era o caçula dentre os quatro filhos de um pastor luterano. A família paterna de Wundt incluía historiadores, teólogos, economistas, geógrafos e dois presidentes da Universität Heidelberg. O lado materno da família também se destacava, tendo, entre seus membros, cientistas, médicos e administradores do governo. Alguns estudiosos concluíram que nenhuma família alemã contemporânea teve membros tão intelectualmente ativos e produtivos (Bringmann, Balance e Evans, 1975, p. 288). Seria provável que tais antecedentes familiares tão distintos teriam proporcionado ao jovem Wundt um ambiente estimulante, mas parece que ele teve uma infância solitária e, às vezes, infeliz. Quando Wundt era criança, seu irmão, oito anos mais velho, passava um bom tempo longe de casa, na escola, e os dois outros morreram ainda na infância. Durante muitos anos, a única criança com quem Wundt brincava era um garoto mais velho, um certo grau de retardado, incapaz de falar. O garoto tinha boa índole, mas Wundt sempre foi responsável por ele, e parece que nunca teve a oportunidade de aprender a brincar. Durante toda sua vida, Wundt continuou a ser uma pessoa tímida e reservada, que não gostava de encontrar estranhos, odiava viajar e evitava novas experiências.

 

Capítulo 5. Edward Titchener e Hugo Münsterberg

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CAPÍTULO 5

Edward Titchener e

Hugo Münsterberg

E

dward Titchener e Hugo Münsterberg emigraram ambos para os Estados Unidos em 1892.

Cada um dirigiu um importante laboratório de psicologia: Titchener em Cornell e Münsterberg em Harvard. Eles viveram o resto de sua vidas nos Estados Unidos. Embora não tenham adquirido a cidadania norte-americana, ambos foram figuras influentes na psicologia norte-americana. Mas as semelhanças terminam aí.

As histórias da psicologia freqüentemente apresentam os sistemas psicológicos de Wundt e

Titchener como semelhantes, descrevendo o estruturalismo de Titchener como o legítimo representante norte-americano de Wundt. Mas, de fato, suas psicologias eram tão diferentes que um historiador descreveu a de Titchener como “o espelho equivocado” da de Wundt (Leahey, 1981).

A psicologia de Titchener tornou-se mais restrita e inflexível do que a de Wundt. Ele excluiu, do domínio da psicologia, tudo aquilo que não pudesse ser estudado por meio da introspecção rigidamente controlada. Conseqüentemente, dentro do sistema de Titchener, não havia espaço para a antropologia cultural de Wundt, a psicologia comparada ou a psicologia infantil. Titchener adotou apenas um aspecto da psicologia de Wundt – o estudo da sensação pela introspecção treinada –, refinou-o e transformou-o naquilo que denominou estruturalismo, o estudo da estrutura da mente consciente.

 

Capítulo 6. Os Psicólogos Alemães do Século XIX e do Início do Século XX

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CAPÍTULO 6

Os Psicólogos Alemães do Século XIX e do Início do Século XX

M

uitos psicólogos reconhecem a herança de Wundt. Como vimos, Wundt freqüentemente recebeu crédito pela própria fundação da psicologia. Mas seu laboratório em Leipzig não deixava de ter adversários alemães, e Wundt não deixou de ter críticos alemães. Essas abordagens competitivas da “nova psicologia” do século XIX também eram experimentais, mas diferiam da abordagem de Wundt nos tópicos que enfatizavam. Em suas psicofísicas, Ernst Weber e Gustav Fechner fizeram mensurações precisas da sensação; Hermann Ebbinghaus estudou a memória em condições de laboratório cuidadosamente controladas; Franz Brentano, Carl Stumpf e Oswald Külpe pesquisaram os atos mentais incluindo a resolução de problemas e a atenção.

A PSICOFÍSICA

Gustav Fechner (1801–1887)

Como Wundt, Fechner era filho de um pastor, um homem de pensamento e de ação independentes que uma vez chocou sua congregação colocando uma haste de pára-raios em sua igreja. “Não

 

Capítulo 7. A Psicologia da Gestalt na Alemanha e nos Estados Unidos

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CAPÍTULO 7

A Psicologia da Gestalt na Alemanha e nos Estados Unidos

N

as primeiras décadas do século XX, a psicologia da Gestalt foi uma alternativa importante e um desafio ao estruturalismo (Capítulos 4 e 5), ao funcionalismo (Capítulo 10) e ao behaviorismo (Capítulo 12). Fundada na Alemanha por sucessores dos psicólogos discutidos no Capítulo

6, a psicologia da Gestalt foi para o oeste na década de 1930 e tornou-se uma importante influência no desenvolvimento da psicologia norte-americana. Gestalt é uma palavra alemã que significa

“configuração” ou “forma”. No início, os três fundadores da psicologia da Gestalt, Max Wertheimer, Kurt Koffka e Wolfgang Köhler, estavam interessados na percepção. Posteriormente, seus interesses ampliaram-se e incluíram aprendizagem, resolução de problemas e cognição. Kurt

Lewin adotou uma abordagem gestáltica ao desenvolver uma teoria de campo inovadora, que ele e seus alunos utilizaram para tratar de uma série de tópicos e inquietações sobre desenvolvimento da criança, gerenciamento industrial, reabilitação e psicologia social. A expressão psicologia da Gestalt entrou para a língua inglesa, e o termo Gestalt é bastante utilizado pelos psicólogos,

 

Capítulo 8. A História da Psicologia Clínica e o Desenvolvimento da Psicanálise

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CAPÍTULO 8

A História da Psicologia Clínica e o

Desenvolvimento da Psicanálise

N

este capítulo, passamos das tendências e evolução da psicologia experimental para a história da psicologia clínica e as contribuições de Sigmund Freud. Em uma descrição excelente das bases históricas e de pesquisa da psicologia clínica (Walker, 1991), vários autores salientaram que, embora a psicologia clínica seja uma disciplina ainda mais jovem do que a própria psicologia, suas raízes são antigas. Durante toda a história, filósofos, teólogos, padres, pastores, rabinos, xamãs, amigos e parentes tiveram de se confrontar com diversas formas de doença mental e tentaram superá-las. Referências a fobias e estados de ansiedade são encontradas nos primeiros registros da história. Hipócrates (Capítulo 1) diagnosticou e tratou manias, melancolia, paranóia e histeria.

Ele desafiou a crença de que a epilepsia era uma doença sagrada ou divina, atribuindo essa crença a pessoas que não só a temiam como não a compreendiam. Mas, ele afirmava, se tudo aquilo que não compreendemos fosse rotulado de divino, então as coisas divinas seriam infinitas. Antífone, contemporâneo de Sócrates, tratou a tristeza e a melancolia com métodos socráticos. Na Bíblia, o

 

Capítulo 9. Darwin, Galton, Cattell, James e Hall

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CAPÍTULO 9

Darwin, Galton, Cattell,

James e Hall

O

s funcionalistas formaram a primeira importante escola de psicologia que não era alemã; eles serão discutidos no Capítulo 10. Assim como os psicólogos da Gestalt (Capítulo 7), os funcionalistas buscaram uma psicologia nova e mais dinâmica, mas, no seu caso, uma psicologia que estudasse as funções da mente e o valor de adaptação da consciência. Esses interesses e preocupações foram um produto do clima intelectual do século XIX, dominado por Charles Darwin.

CHARLES DARWIN (1809–1882)

O Início da Vida de Darwin

Charles Darwin foi o quinto de seis filhos e nasceu na Inglaterra em 12 de fevereiro de 1809, no mesmo dia em que Abraham Lincoln nasceu em Kentucky. A família de Darwin era rica, tinha segurança social, era bem relacionada social e intelectualmente e estava envolvida em causas progressistas como o movimento antiescravista. Seu avô, Erasmus Darwin, foi um proeminente médico com grande interesse em biologia e filosofia natural. Ele propôs, na área de Zoonomia, uma explicação natural para a origem e o desenvolvimento da vida. Na época em que Charles nasceu, dizem que seu pai, Robert Darwin, era o médico de província mais bem pago da Inglaterra (Fancher, 1993a, p. 1); sua mãe, Susannah, pertencia à famosa família proprietária da louça

 

Capítulo 10. O Funcionalismo na University of Chicago e na Columbia University

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CAPÍTULO 10

O Funcionalismo na University of Chicago e na Columbia University

O

funcionalismo foi a primeira escola norte-americana de psicologia. Embora o estruturalismo e a psicologia da Gestalt tenham sido escolas influentes nos Estados Unidos, ambas foram importadas do exterior ao passo que o funcionalismo teve origem, abordagem e caráter norteamericanos. Ao contrário do estruturalismo, cujo líder era Titchener, e da psicologia da Gestalt, que teve à sua frente Wertheimer, Koffka e Köhler, o funcionalismo não contou com apenas um líder ou grupo de líderes. Há até um certo questionamento se ele foi em algum momento uma escola formal da psicologia. Mas, sem dúvida, influenciou e foi importante para os psicólogos, de forma generalizada descritos como funcionalistas, apresentados neste capítulo.

O funcionalismo teve início na University of Chicago, segunda cidade dos Estados Unidos.

Em meados do século XIX, Chicago era ainda um pequeno porto em um lago com uma população inferior a 100 mil habitantes. Depois da Guerra Civil, as ferrovias, fábricas e estábulos de Chicago atraíram tantos trabalhadores que sua população dobrava a cada década. Em 1896, quando o psicólogo John Dewey redigiu o trabalho que marca formalmente o início do funcionalismo, essa cidade tinha uma população superior a 1 milhão. Carl Sandburg (1878–1967) descreveu a cidade no primeiro verso de seu poema mítico “Chicago”.*

 

Capítulo 11. Os Usos e Abusos Históricos dos Testes de Inteligência

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CAPÍTULO 11

Os Usos e Abusos Históricos dos Testes de Inteligência

A

s décadas iniciais do século XX testemunharam as primeiras tentativas bem-sucedidas de mensurar uma determinada função da mente humana: a inteligência. À medida que um número cada vez maior de crianças entrava em escolas públicas, a necessidade de maior eficácia na educação se tornou fundamental. Além disso, as diferenças de aptidão e motivação acadêmica trouxeram à tona a necessidade de meios eficientes, objetivos e baratos de agrupar aptidões.

Embora o desenvolvimento e a aplicação generalizada de testes de inteligência tenham ocorrido principalmente nos Estados Unidos, os primeiros foram criados na França, onde o interesse pela mensuração das capacidades mentais remontava a Pierre-Paul Broca.

A CRANIOMETRIA DE PIERRE BROCA

Além de seu trabalho excepcional sobre a localização da fala (Capítulo 3), Pierre-Paul Broca realizou várias medições do corpo humano, incluindo a cabeça, em uma tentativa de entender suas funções. Broca acreditava que o tamanho do cérebro é um bom indicador geral da inteligência. Ele concluiu que, em média, os homens são mais inteligentes dos que as mulheres e que essa diferença

 

Capítulo 12. A Pesquisa de Ivan Pavlov e o Behaviorismo de John B. Watson

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CAPÍTULO 12

A Pesquisa de Ivan Pavlov e o

Behaviorismo de John B. Watson

E

m sua pesquisa, realizada antes, durante e depois da Revolução Russa de 1917, Pavlov estabeleceu os paradigmas do condicionamento clássico e declarou resultados que são básicos para o entendimento da aprendizagem (Roscorla, 1988). Pavlov tinha amplos interesses em pesquisa. Sem ter planejado isso, ele se tornou uma importante influência no desenvolvimento histórico da psicologia. Nos Estados Unidos, Watson também envolveu-se em uma revolução, mas, no seu caso, foi uma revolução dentro da psicologia que ele iniciou e liderou. Embora sua carreira na psicologia tenha sido relativamente curta, a revolução behaviorista de Watson teve grande influência no desenvolvimento da psicologia, especialmente nos Estados Unidos.

IVAN PETROVICH PAVLOV (1849–1936)

O Início da Vida de Pavlov

Pavlov nasceu em 14 de setembro de 1849, na pequena cidade de Ryazan, na Rússia central. Era filho de uma família de clérigos (Babkin, 1949; Asratyan, 1953): sua mãe era filha de um sacerdote ortodoxo russo; o avô paterno de Pavlov havia sido o sacristão da aldeia, e seu pai era um padre paroquial em um dos distritos mais pobres de Ryazan. Na Rússia do século XIX, os clérigos formavam uma classe separada de “russos puros”. Pavlov tinha orgulho de sua herança familiar e foi intensamente patriótico durante toda a vida. Ele era o mais velho de uma família de 11 filhos, seis dos quais morreram cedo. Quando menino, freqüentou a escola local e, depois, um seminário eclesiástico. Leu dois livros que o fizeram abandonar seus planos de entrar para o sacerdócio:

 

Capítulo 13. Quatro Psicólogos Neobehavioristas

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CAPÍTULO 13

Quatro Psicólogos Neobehavioristas

C

om seu fundador, John Watson, exilado da psicologia, poder-se-ia esperar que a importância e influência do behaviorismo diminuíssem. Mas não foi isso o que aconteceu. Os psicólogos neobehavioristas deste capítulo modificaram e ampliaram o behaviorismo de Watson, porém eles aceitaram sua rejeição da consciência, sua definição de psicologia como “ciência do comportamento” e sua insistência em dados objetivos, que pudessem ser observáveis – seu behaviorismo metodológico. As abordagens desses psicólogos dominaram a psicologia de 1940 até 1970. No entanto, os neobehavioristas nunca foram uma pequena escola unificada da psicologia, e logo surgiram diferentes abordagens do estudo do comportamento. Um tema em comum foi a preocupação com o nível de análise comportamental a ser utilizado. A abordagem deveria ser molar

– isto é, relativa a ações intencionais e à cognição; ou molecular – uma busca por uma unidade de análise comportamental semelhante ao arco reflexo dos fisiologistas? Os quatro psicólogos que analisaremos neste capítulo – Edward Chace Tolman, Edwin Ray Guthrie, Clark Leonard Hull e

 

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