Procedimentos de Enfermagem para a Prática Clínica

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Procedimentos realizados de forma sistematizada e uniformizada são fundamentais para o atendimento de qualidade na enfermagem. Este livro apresenta os procedimentos mais utilizados na prática clínica de forma clara e objetiva, trazendo indicações, aspectos legais, material necessário para execução, sequência de etapas e justificativas, diagnósticos da NANDA-I acompanhados de intervenções da NIC e resultados da NOC, além de exercícios e referências bibliográficas completas.

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Capítulo 1. Processo de enfermagem

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1

Agueda Mª Ruiz Zimmer Cavalcante

Alba Lucia Bottura Leite de Barros

Nos últimos anos, a enfermagem tem vivenciado um importante desenvolvimento, que pode ser observado pelo aumento na quantidade de cursos de pós-graduação, pela abrangência na atuação em diferentes áreas, pelo aumento do número de pesquisadores e de publicações, pela criação de linguagens padronizadas, entre outras conquistas. O propósito desse crescimento é alcançar uma assistência de enfermagem pautada na excelência e que ofereça promoção, manutenção, recuperação e reabilitação da saúde.1

No planejamento da assistência, o enfermeiro sistematiza as diferentes ações da sua prática de forma lógica, executando, gerenciando, avaliando e documentando-as. Esse processo de sistematização pode envolver protocolos e rotinas específicos de cada instituição. Entretanto, no contexto da sistematização da assistência de enfermagem, destaca-se o processo de enfermagem (PE), definido por Barros e colaboradores2 como uma ferramenta intelectual de trabalho do enfermeiro que norteia o processo de raciocínio clínico e a tomada de decisão diagnóstica, de resultados e de intervenções.

 

Capítulo 2. Registro de enfermagem

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2

Danielle Cristina Garbuio

Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais

Emilia Campos de Carvalho

O processo de cuidar, em enfermagem, envolve um conjunto de atividades cognitivas e procedimentais alicerçadas no conhecimento científico, nas melhores práticas e em regras ético-morais e legais regidas pelos códigos e legislações que norteiam o exercício profissional da área.

Podemos dizer que documentar o cuidado de enfermagem significa registrar as etapas do processo de enfermagem (PE), que se inicia na investigação, passa pela identificação das necessidades do indivíduo ao nomear os diagnósticos de enfermagem, pelo planejamento ao determinar os resultados esperados, pela intervenção ou prescrição de enfermagem ao direcionar as ações de cuidado e finaliza na avaliação ou evolução de enfermagem, em que se verificam as mudanças do estado do paciente, determinando-se os efeitos das intervenções, isto é, se elas alcançaram o resultado esperado ou não.1,2 Quando as etapas são registradas no prontuário do paciente pela equipe de enfermagem, refletem a assistência de enfermagem, a profissão e o profissional.3

 

Capítulo 3. Enfermagem baseada em evidências

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3

Dulce Aparecida Barbosa

Mônica Taminato

A tecnologia e o acesso a informações evoluem de forma muito acelerada, e a formação do profissional enfermeiro deve acompanhar esse desenvolvimento. Para isso, muitos desafios devem ser superados, e diversas competências e habilidades são necessárias para transpor as novas demandas do mercado de trabalho, que a academia e a sociedade propõem a esse profissional.

Outro grande desafio é formar profissionais com capacidade de divulgar em literatura indexada e avaliar o impacto das intervenções de enfermagem que contribuam de maneira preventiva, com redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida dos pacientes, dos familiares e dos sistemas de saúde.1

Profissionais da saúde, consumidores, pesquisadores e formuladores de políticas têm acesso à quantidade crescente de informação científica disponível. É improvável, contudo, que todos terão tempo e recursos para identificar e avaliar essas evidências e incorporá-las às decisões em saúde.2

 

Capítulo 4. Comunicação terapêutica

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4

Maria Cristina Mazzaia

Wanda Cristina Sawicki

Comunicação é um meio de relacionamento pelo qual os indivíduos compartilham opiniões, ideias, informações, mensagens e sentimentos, podendo influenciar comportamentos e causar reações; sofre influência das crenças, da cultura, da realidade e da história de vida dos envolvidos.1

Nos serviços de atenção à saúde, a comunicação entre profissionais, gestores e usuários configura-se primordial para a humanização da assistência, conforme estabelecido por uma das diretrizes da Política Nacional de Humanização, que discorre sobre a importância do estabelecimento de vínculos, a construção de redes de cooperação e a participação coletiva no processo de gestão, ou seja, aspectos importantes em processos comunicacionais.2 Processos efetivos de comunicação, com abordagens claras e concisas, também influenciam ações de segurança para o cuidado, não somente para a equipe e o serviço de saúde, mas, principalmente, para o usuário, pois promove a continuidade e a integralidade da assistência.3

 

Capítulo 5. Segurança do paciente

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5

Andréia Cascaes Cruz

Cintia Monteiro Lustosa

Sheilla Siedler Tavares

Mavilde L. G. Pedreira

A segurança do paciente constitui umas das mais atuais e desafiantes áreas de intervenção em sistemas de saúde. Diz respeito ao estudo das interações que ocorrem no sistema de saúde e que podem resultar em erros e eventos adversos. A segurança do paciente tem sido considerada prioridade nas políticas públicas de países desenvolvidos. No Brasil, destaca-se a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente pelo Ministério da Saúde em 2013, que considera necessário “desenvolver estratégias, produtos e ações direcionadas aos gestores, profissionais e usuários da saúde sobre segurança do paciente, que possibilitem a promoção da mitigação da ocorrência de evento adverso na atenção à saúde”.1

O estudo do erro humano pressupõe que as medidas de promoção de mudanças contínuas para a criação de barreiras direcionadas à sua prevenção têm como fundamento uma visão sistêmica, ou seja, são as alterações ou o redesenho do sistema que proporcionam condições para que seres humanos desempenhem sua capacidade cognitiva e pessoal de modo pleno, de modo a alcançarem os melhores resultados possíveis. Esse é um processo contínuo e dinâmico, que resulta em avanços e evolução dos sistemas para a busca contínua de qualidade.

 

Capítulo 6. Precauções-padrão e específicas

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6

Julia Yaeko Kawagoe

Mônica Taminato

A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS), anteriormente denominada infecção hospitalar, é definida como uma infecção que se desenvolve em um serviço de saúde (SS) onde se presta assistência à saúde – hospital, instituição de longa permanência, ambulatório, centro de diálise, unidades clínicas e cirúrgicas, unidade de pronto atendimento e assistência domiciliar – e que não está presente nem em incubação na admissão do paciente. Também inclui as infecções ocupacionais adquiridas pelos profissionais de saúde (PS) durante suas atividades laborais.1

As IRAS constituem um dos maiores e mais graves problemas relacionados à segurança por atingirem um número expressivo de pacientes em todo o mundo, tendo como causa vários fatores relacionados aos sistemas e processos de prestação de cuidados, assim como o comportamento dos PS e pacientes. É um dos eventos adversos mais frequentes que acometem pacientes de países desenvolvidos e em especial de países em desenvolvimento, onde se estima que o risco de adquirir IRAS é 2 a 20 vezes maior quando comparado a países desenvolvidos, sendo que a proporção de pacientes infectados pode exceder 25%.2

 

Capítulo 7. Sinais vitais

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7

7.1

Cassiane Dezoti da Fonseca

Juliana de Lima Lopes

Eduesley Santana Santos

Introdução

A temperatura corporal central de uma pessoa saudável é mantida pelo centro de termorregulação do hipotálamo. Mensagens de receptores térmicos de frio e calor, localizados em todo o corpo, são enviadas para o centro termorregulador com o objetivo de manter a temperatura entre 36ºC e 37,5ºC, sendo esse um estado de homeotermia.1,2 Vários fatores podem interferir na manutenção da temperatura corporal. Os ritmos circadianos identificam diferenças na temperatura ao longo de 24 horas. A temperatura corporal está 0,6ºC mais baixa no período da manhã em comparação com a noite.3,4 Crianças e bebês são sensíveis às diferenças das temperaturas ambientais.5 Idosos são mais suscetíveis aos extremos de temperatura por perderem parte do controle termorregulador.6 Mulheres durante a ovulação apresentam um aumento de temperatura corporal de 0,5ºC a 1ºC.7 A temperatura ambiental pode levar à hipotermia (baixa da temperatura corporal), quando há exposição ao frio intenso, e à hipertermia (temperatura corporal elevada), quando há exposição ao calor por longos períodos.5,8

 

Capítulo 8. Preparo de medicamentos

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8

8.1

Ana Paula Dias de Oliveira

Dayana Souza Fram

Introdução

Erros de medicação têm recebido destaque a partir de publicações que divulgaram a elevada mortalidade,1 o aumento dos custos e a repercussão para o paciente, para as instituições de saúde e para a sociedade.2,3 Além disso, incidentes desse tipo podem resultar em processos e ações ético-moral-legais.4

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, erros de medicação são definidos como falhas no processo do tratamento medicamentoso que podem conduzir ou que têm potencial para conduzir a danos ao paciente.5

Erros de medicação podem ocorrer em qualquer etapa do sistema, sendo classificados em: erros de prescrição, erros de dispensação e erros de administração.6

Apesar de se tratar de eventos preveníveis e previsíveis, estudos revelam números expressivos de erros de medicação na etapa de administração.7-9

 

Capítulo 9. Administração de dieta parenteral

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9

Ana Cristina Tripoloni 

Tânia A. Moreira Domingues

Introdução

A nutrição parenteral é a administração de uma solução de nutrientes, hipertônica (nutrição parenteral total [NPT]) ou isotônica (nutrição parenteral periférica [NPP]), composta de proteínas, carboidratos e vitaminas, além de eletrólitos, aminoácidos e micronutrientes, sendo que sua formulação é feita de acordo com as necessidades do paciente.1

Definição

A terapia nutricional parenteral (TNP) consiste na oferta de nutrição por via parenteral (endovenosa), podendo ser administrada através de acesso central ou periférico, conforme a osmolaridade da solução (deve ser menor que 900 mOsmol/L; valores superiores devem ser administrados em via central). Está indicada quando o trato gastrintestinal está indisponível ou quando a necessidade nutricional não pode ser atendida de forma integral pelo trato gastrintestinal através das vias oral ou enteral.2

Indicações

 

Capítulo 10. Administração de hemocomponentes

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10

Bruna Tirapelli Gonçalves

Definição

A terapia transfusional é definida como a prática infusional de partes do sangue administradas por via endovenosa para a restauração das necessidades orgânicas dos indivíduos em casos em que haja uma morbidade e mortalidade comprovada (laboratorial e clinicamente). O sangue total obtido através da doação do sangue deve ser 100% processado, resultando em 2 produtos distintos para a terapia transfusional: os hemocomponentes e os hemoderivados.1,2

Os hemoderivados são derivados sanguíneos fabricados em escala industrial (industrialização do plasma) por meio de processo físico-químico. São eles: albumina, imunoglobulinas e fatores da coagulação (fator VII, fator VIII, fator IX, além dos complexos protrombínicos).2

Os hemocomponentes são obtidos por meio de processos físicos (centrifugação e congelamento) e sem aditivos químicos. São eles: concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, concentrado de plaquetas e crioprecipitado.2

 

Capítulo 11. Higiene do paciente

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11

11.1

Juliana de Lima Lopes

Dalmo Machado

Monyque Evelyn dos Santos Silva

Viviane de Moraes Sptiz

Lídia Santiago Guandalini

Introdução

A higiene oral auxilia a manter o estado sadio da boca, dos dentes, das gengivas e dos lábios, removendo a placa bacteriana e o tártaro, massageando as gengivas e aliviando o desconforto causado por sabores e odores desagradáveis.1 Atua também na prevenção de infecções do aparelho respiratório,1 reduzindo a colonização da orofaringe por patógenos responsáveis pela pneumonia nosocomial, principalmente a associada à ventilação mecânica.2 A falta de higienização favorece o aparecimento e a manutenção das bactérias Gram-negativas na cavidade oral;3 assim, a higiene oral deve ser incentivada e realizada adequadamente, de forma comprometida e técnico-científica, garantindo a segurança do paciente.4

Para a realização da higiene oral, o enfermeiro deve conhecer e adotar técnicas e produtos para a execução do procedimento, que deverá ser compartilhado com toda a equipe de enfermagem. Além do mais, os enfermeiros devem elaborar protocolos exequíveis e promover treinamento para todos da equipe.5 Para pacientes em ventilação mecânica, o produto que deve ser indicado para a realização da higiene oral é o gliconato de clorexidina a 0,12%, 3 a 4 vezes ao dia. Ele reduz a ocorrência de pneumonias em 50% e é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).3,6

 

Capítulo 12. Preparo do corpo pós-morte

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12

Rosali Isabel Barduchi Ohl

Suzel Regina Ribeiro Chavaglia

Introdução

É sempre um grande desafio para toda a equipe de saúde, e principalmente para a de enfermagem, lidar com situações de morte, pois cabe a ela proporcionar cuidados ao corpo falecido e conforto e atenção à família nesse momento de dor.1

É por meio das ações de cuidado do corpo que os profissionais de enfermagem desenvolvem suas funções no sentido de proporcionar conforto e melhor qualidade de vida aos seus pacientes.2 No entanto, ao se deparar com situações de morte, em que o corpo já não acolhe uma vida, esse cuidado vai exigir dos profissionais uma maior sensibilidade, maior envolvimento, empatia e, sobretudo, conhecimento. Esses valores são necessários para que o profissional possa prestar um cuidado eficiente e humano diante da situação de morte.3

Os cuidados pós-morte deverão ser prestados de forma digna, com sensibilidade e respeito, levando-se em consideração as crenças culturais e religiosas do paciente e de seus familiares.2,3 Tornam-se necessários a compreensão, a reflexão e os questionamentos sobre o ritual de passagem da vida para a morte, por ela ser uma experiência que faz parte da existência de todos os seres vivos e dos seres humanos.1,2

 

Capítulo 13. Inserção e curativos de cateteres

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13

13.1

Ariane Ferreira Machado Avelar

Kelly Cristina Sbampato Calado Orsi

Introdução

A inserção de cateteres endovenosos periféricos constitui um dos procedimentos mais realizados no ambiente hospitalar e é, muitas vezes, considerado simples pelos profissionais. No entanto, compreende diversas etapas que devem ser seguidas, desde a avaliação do material disponível, da rede venosa do paciente até a obtenção do acesso propriamente dito.

O cumprimento das etapas por todos os profissionais que desempenham esse procedimento minimiza a possibilidade de eventos relacionados à punção, seja de origem física ou emocional, o que contribui para a segurança do paciente.

Definição

A inserção de um cateter endovenoso periférico, também denominada punção venosa periférica, refere-se à introdução de um cateter no lúmen de uma veia periférica.1-3

Indicação

A inserção do cateter endovenoso periférico é indicada para administração de medicamentos, soluções, componentes sanguíneos e nutricionais, além da coleta de amostras de sangue para análise laboratorial.4

 

Capítulo 14. Coleta de sangue venoso

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14

Eliana Cavalari Teraoka

Introdução

A punção venosa é o método mais comum para obtenção de amostra de sangue venoso e envolve a perfuração de uma veia com agulha estéril.1,2

A coleta de sangue é amplamente praticada e continua sendo de inestimável valor para o diagnóstico e tratamento de vários processos patológicos. A sistematização do processo de coleta evita uma série de erros, retrabalhos e desperdícios de amostras e de reagentes, evitando danos aos pacientes e à imagem da instituição e custos maiores e desnecessários.3 A escolha de materiais deve oferecer segurança ao profissional que manuseia o produto, reduzindo riscos de acidentes de trabalho, proporcionando segurança no atendimento ao paciente e aumentando a confiança do exercício da função, ofertando um resultado laboratorial confiável.3

Quando há erro na coleta de uma amostra de sangue, os resultados são inexatos e enganosos para o clínico e podem ocasionar ao paciente o incômodo da repetição do teste. As três principais questões decorrentes de erros na coleta de uma amostra de sangue são hemólise, contaminação e erro de rotulagem.4

 

Capítulo 15. Prevenção e curativos de lesões

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15

15.1

Rosali Isabel Barduchi Ohl

Suzel Regina Ribeiro Chavaglia

Introdução

A longa permanência em hospitais traz como uma de suas consequências mais frequentes o aparecimento de lesões de pele. A combinação de internações prolongadas com outros fatores de risco, como idade avançada, imobilidade e restrição ao leito, aumenta ainda mais a incidência dessas lesões.1

Para a manutenção da integridade da pele de pacientes restritos ao leito e a prevenção do desenvolvimento de lesões tanto de pessoas internadas como daquelas com mobilidade prejudicada em domicílio, deve-se ter como base o conhecimento e a aplicação de medidas de cuidado que possam ser aplicadas na prevenção de lesões de pele em geral e, mais especificamente, nas lesões por pressão (LPP).2

As LPP são eventos adversos que ocasionam prejuízos significativos aos pacientes, dificultando o processo de reabilitação funcional, frequentemente em decorrência de dor e do desenvolvimento de infecções graves, tendo sido associadas a internações prolongadas, sepse e mortalidade. Nesse sentido, as LPP se configuram como um grande desafio para o paciente, para a sua família e para os profissionais de saúde, especialmente os de enfermagem. Essas lesões ocorrem em pacientes em risco no início do processo de hospitalização ou de admissão em instituições de longa permanência. Os enfermeiros geralmente são responsáveis pela avaliação do risco de LPP desses pacientes e pela implantação de estratégias de prevenção adequadas.3

 

Capítulo 16. Termoterapia e crioterapia

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16

Rosali Isabel Barduchi Ohl

Suzel Regina Ribeiro Chavaglia

Graciana Maria de Moraes Coutinho

Termoterapia

Introdução

A termoterapia surgiu a partir do momento em que o homem primitivo percebeu que, expondo-se ao sol, obtinha benefícios – o calor era reconfortante e os efeitos, vitalizantes. Sem nenhum tipo de conhecimento, apenas com a capacidade de observação, o homem, intuitivamente, banhou um ferimento em água para curar e friccionou o músculo contundido para aliviar a dor. Hoje ela é uma ferramenta terapêutica utilizada em muitos traumas e no reumatismo, sendo um de seus principais efeitos imediatos, o alívio da dor.1,2

Definição

Medida terapêutica e/ou de conforto que consiste no uso de calor de origem química, elétrica, magnética ou mecânica, em aplicação cutânea, para auxiliar nas funções fisiológicas – vasodilatação e terapêuticas –, aumentando o metabolismo celular.3

Indicação1-3

 

Capítulo 17. Oxigenoterapia

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17

Graciana Maria de Moraes Coutinho

Ana Laura Oliveira Guedes

Introdução

O sistema respiratório compreende desde o nariz até os alvéolos pulmonares e visa garantir a realização das trocas gasosas em condições adequadas, em face da inalação constante de impurezas e de microrganismos presentes no meio ambiente.1

A prescrição de oxigênio deve respeitar indicações definidas e incluir especificações de dose, forma de administração, duração da terapia e monitoração da saturação.2

Definição

A oxigenoterapia é definida como a administração de oxigênio com finalidade terapêutica, em casos em que o paciente apresenta respiração ruidosa, taquipneia, ortopneia, cianose, batimentos das asas do nariz, queda da saturação de oxigênio, entre outros.3 As formas mais convencionais de administração de oxigênio dependem de máscaras faciais ou cânulas e dispositivos nasais.4

Consiste na oferta adequada de oxigênio (O2) complementar ao paciente com a finalidade de impedir ou tratar deficiência de oxigênio ou hipóxia. A American Association for Respiratory Care (AARC) cita como principais indicações de oxigenoterapia pacientes com pressão arterial de oxigênio (PaO2) menor do que 60 mmHg ou saturação periférica de oxigênio (SpO2) menor do que 90% em ar ambiente, ou SpO2 menor do que 88% durante a deambulação, exercícios ou sono em portadores de doença cardiorrespiratória.5

 

Capítulo 18. Aspiração de cânulas

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18

18.1

Suely Sueko Viski Zanei

Introdução

O procedimento de aspiração de secreções das vias aéreas é essencial para a maioria dos indivíduos hospitalizados que se encontram intubados pela via traqueal. Na maioria das vezes, a intubação está associada ao uso de equipamentos (ventiladores pulmonares mecânicos), que, por meio de pressão positiva, permitem a ventilação e a oxigenação pulmonar em pacientes com comprometimento grave da função respiratória.

A intubação traqueal é um procedimento médico. Geralmente, opta-se pela colocação do tubo através da boca – orotraqueal – por ser o meio mais rápido e recomendado. Em casos específicos, como cirurgia que envolva a cavidade bucal, trauma ou sangramento oral, utiliza-se a via nasal (intubação nasotraqueal). Entretanto, a intubação através de uma das narinas apresenta riscos de diversas complicações, entre elas a sinusite, que pode desencadear, em alguns dias, a pneumonia hospitalar.1 Qualquer que seja a via, o tubo substitui a passagem natural do ar pelas vias aéreas superiores. Assim, as funções de aquecimento, umidificação e filtragem natural do ar que acontecem através do nariz e vias aéreas superiores ficam prejudicadas e devem ser compensadas por meio de umidificação externa.2 Outro aspecto a considerar é que a utilização de um tubo traqueal está vinculada à necessidade de fornecer oxigênio e, se este não for umidificado, o fluxo contínuo do gás torna a via aérea ressecada e mais suscetível à formação de secreções espessas, formando tampões mucosos (“rolhas”). As secreções espessas ou rolhosas, além de difícil sucção, podem obstruir total ou parcialmente o lúmen da cânula, piorando de forma significativa a condição do paciente, inclusive levando-o à morte se a desobstrução não for realizada em tempo hábil.3,4

 

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