Textos básicos de ética, De Platão a Foucault

Autor(es): MARCONDES, Danilo
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Essa antologia de textos sobre ética tem como objetivo pôr o estudante em contato direto com as idéias dos grandes pensadores. Em vez de o aluno "ouvir falar" ou "ler sobre" o que os filósofos pensam sobre o tema, terá oportunidade de lidar diretamente com os textos – de Platão a Foucault. Elaborado para utilização didática, o volume está organizado da seguinte forma: uma introdução para cada filósofo; um comentário que situa cada trecho escolhido no contexto da obra original, destacando sua importância e indicando seu enfoque central; finalizando cada seção, uma série de questões e temas para discussão em sala de aula, e indicação de leituras complementares. Inclui 35 textos comentados dos grandes filósofos: Platão; Aristóteles; Santo Agostinho; São Tomás de Aquino; Descartes; Spinoza; Hume; Kant; Kierkegaard; Nietzsche; Stuart Mill; Weber; Freud; Foucault

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Platão

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Platão

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latão (428-348 a.C.) é o primeiro grande filósofo grego a tematizar em sua obra as principais questões éticas que chegaram até nossos dias. Em seus diálogos iniciais, chamados “socráticos”, supõe-se que Platão está ainda sob a influência direta de seu mestre Sócrates (470-399 a.C.). Na maioria des­ses textos encontramos uma discussão entre Sócrates e personagens da vida ateniense, alguns históricos, outros fictícios, em torno de conceitos éticos como a amizade (Lisis), a virtude (Mênon), a coragem (Laques) e o sentimento religioso (Eutífron). Sócrates levanta as questões éticas fundamentais que a filosofia irá discutir, tais como o entendimento desses conceitos, os critérios para a sua aplicação em situações concretas com que nos defrontamos, nossa coerência na aplicação dessas ideias e as razões e argumentos a que devemos apelar para justificá-las. Se a ética depende de virtudes inerentes

à natureza humana ou se essas podem ser adquiridas ou ensinadas, como veremos no Mênon, são alguns dos problemas cruciais encontrados nos diálogos socráticos. Por outro lado, podemos dizer que o estilo aporético, ou inconclusivo, dos diálogos socráticos, faz com que não encontremos neles uma solução definitiva para esses problemas, ou tampouco definições para os conceitos éticos. Talvez a lição socrática esteja principalmente na importância do desenvolvimento de uma consciência moral, de uma atitu­de reflexiva e crítica que nos leve a adotar comportamentos mais éticos, e não na formulação de um saber sobre a ética e seus conceitos. É o que diz

 

Aristóteles

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Aristóteles

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nquanto nos diálogos de Platão todas as grandes questões filosóficas se encontram bem encadeadas e passamos de uma discussão sobre a verda­de e o conhecimento para outras de natureza ética, como vimos no capítulo anterior, a filosofia de Aristóteles é de caráter mais sistemático e analítico, dividindo a experiência humana em três grandes áreas: o saber teórico, ou campo do conhecimento; o saber prático, ou campo da ação; e o saber criati­vo ou produtivo. Outra diferença que pode ser notada diz respeito ao tipo de texto que chegou até nós. Enquanto de Platão nos chegaram os diálogos, de

Aristóteles sobreviveram escritos que são basicamente notas de aula (embora ele tenha também produzido diálogos, perdidos já na Antiguidade). Isto faz com que os textos de Aristóteles tenham um estilo que parece mais árido.

No sistema de Aristóteles, a ética, juntamente com a política, pertence ao domínio do saber prático, que pode ser contrastado ao saber teórico. En­quanto no âmbito do saber teórico, que inclui a metafísica, a matemática e as ciências naturais, sobretudo a física, o objetivo é o conhecimento da realidade em suas leis e princípios mais gerais, no domínio do saber prático o intuito

 

Santo Agostinho

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Santo Agostinho

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anto Agostinho (354-430) representa na tradição ocidental a primeira gran­ e síntese entre a filosofia grega, em especial o platonismo, e o cristianismo. d

Marcou profundamente o desenvolvimento da filosofia na Idade Média e influen­­ciou também o pensamento filosófico do início da modernidade (séc. XVII).

A ética de santo Agostinho resulta de uma releitura das principais teorias

éticas de origem grega e romana, destacando-se o estoicismo do filósofo romano Sêneca (4 a.C.-65 d.C.), cujo diálogo De vita beata (Sobre a vida feliz) influenciou seu texto De beata vita (Sobre a vida feliz), e o Hortensius, de Cícero (106-43 a.C.), sobre a finalidade da filosofia, que, segundo o tes­temunho do próprio Agostinho, marcou seu interesse pela filosofia. Mas é o platonismo, sobretudo, discutido à luz da doutrina cristã, que constitui o pano de fundo filosófico do seu pensamento.

As principais questões éticas que santo Agostinho discute são, portanto, herdadas da tradição grega e tratadas com base nos ensinamentos do cristianismo. O problema da natureza humana e do caráter inato da virtude, a origem do Mal, o conceito de felicidade, a liberdade e a possibilidade de agir de forma ética.

 

São Tomás de Aquino

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São Tomás de Aquino

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ética de são Tomás de Aquino (1224-74) toma como ponto de partida a

ética aristotélica (ver p.37-49 deste livro), interpretando-a à luz da dou­trina cristã, assim como santo Agostinho havia feito em relação ao platonismo quase 800 anos antes. Com efeito, são Tomás foi o principal responsável, em sua época, por mostrar que a filosofia de Aristóteles era compatível com o cristianismo. Abriu, assim, caminho para a legitimação da leitura de Aristóte­les ao final do séc. XIII, leitura essa que, em suas várias vertentes, perdurou até o final do pensamento medieval, no séc. XV, e encontrou seguidores ainda durante o período moderno dentre os escolásticos, sobretudo em relação a questões éticas. A Contrarreforma elege são Tomás como representante da ortodoxia católica, de modo que sua obra terá grande importância para o pensamento moderno, embora muitas vezes identificada, ainda que errone­ amente, com uma visão tradicionalista de filosofia e teologia.

 

Descartes

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Descartes

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filósofo francês René Descartes (1596-1650) é considerado um dos fundadores da filosofia moderna, sobretudo devido a sua defesa da ciência nova, inaugurada por Copérnico e desenvolvida por pensadores como Kepler e Galileu, e também a sua crítica à tradição filosófica, prin­cipalmente à escolástica medieval, e a ênfase que dá à subjetividade na filosofia que propõe.

O tema central da filosofia de Descartes é a fundamentação de um novo método científico que possa servir de base à ciência moderna. Sua obra é, portanto, quase toda dedicada a questões epistemológicas, ou seja, de teoria do conhecimento científico. Pouco escreveu sobre outras

áreas do pensamento filosófico, como ética, estética ou filosofia política.

De certa forma, para Descartes, a solução de todas as questões da filo­sofia e da ciência dependia da solução, em primeiro lugar, do problema do conhecimento e da fundamentação do novo método científico, para que então se pudesse desenvolver um novo e bem fundamentado sistema filosófico e científico.

 

Spinoza

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Spinoza

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enedito, ou Baruch, de Spinoza (1632-77), um dos filósofos mais originais de sua época, nasceu e viveu em Amsterdam, na Holanda, e pertencia a uma família judaica de origem portuguesa. Ética, demonstrada à maneira dos geômetras, escrito originariamente em latim, entre 1661 e 1673, e publicado apenas após sua morte, é um texto de grande originalidade. Não se trata de um simples tratado de ética, mas de uma obra de metafísica que parte da ontologia e desenvolve uma teoria sobre a natureza humana e o fim último do homem: a beatitude. Articula assim de forma integrada a metafísica, o conhecimento, a antropologia filosófica e a moral.

A Ética é escrita segundo o método geométrico (more geometrico). É inspirada, portanto, na geometria de Euclides, considerada na época um mo­delo de ciência e de pensamento rigoroso. Começa com definições e axiomas, formula proposições e demonstrações com base nesses axiomas, seguindo o método dedutivo, e examina as consequências dessas demonstrações em seus corolários e escólios.

 

Hume

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Hume

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avid Hume nasceu em 1711 em Edimburgo, onde veio a falecer em 1776.

Foi muito influente em sua época como filósofo e historiador, tendo sido autor de História da Inglaterra, publicação em seis volumes lançada em 1761 e de grande sucesso.

Hume destacou-se sobretudo por seu empirismo radical, que levava a uma posição filosófica cética. Seu questionamento da concepção metafísica de causalidade, sua crítica ao conceito racionalista de “eu” e sua discussão sobre a indução são os aspectos fundamentais de seu ataque a alguns dos principais baluartes da tradição filosófica. O ceticismo de Hume tem como consequência, contudo, a adoção de uma solução naturalista, segundo a qual é devido à natureza humana, seus impulsos e suas necessidades que se constituem nossas crenças básicas e nossa forma de agir. Sem isso, o ceticismo nos deixaria perplexos e paralisados; porém, como diz Hume, a natureza é suficientemente forte para impedir que isso aconteça.

O Tratado sobre a natureza humana, publicado em 1737, é considerado a obra mais importante de Hume. Com efeito, o próprio filósofo, em sua autobiografia (My own life, 1776), menciona sua decepção com a pouca re­ceptividade que esta obra teve, o que o levou a escrever o Abstract (1740), em que retoma a questão da causalidade, e a Carta a um cavalheiro (1745), na qual procura refutar algumas objeções ao Tratado. Por sua vez, a Investigação sobre o entendimento humano, de 1748, consiste em grande parte em uma reformulação da primeira parte do Tratado.

 

Kant

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Kant

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mmanuel Kant (1724-1804) foi um dos mais influentes pensadores da ética no período moderno. Sua proposição de uma ética de princípios e seu racio­ nalismo encontram importantes seguidores no pensamento contemporâneo, que, neste campo, se desenvolveu em grande medida a partir da influência de sua obra.

Em 1781, Kant inaugura sua fase crítica, com a publicação da Crítica da razão pura, à qual se segue em 1788 a Crítica da razão prática, seu trabalho mais importante no campo da ética. Kant tem como tema central de sua investigação a razão em seu sentido tanto teórico quanto prático. Analisa as condições segundo as quais a razão funciona, a maneira como opera e também seu objetivo. No aspecto teórico, trata-se do conhecimento legítimo da realidade com base na distinção entre entendimento e conhecimento. No que diz respeito à prática, trata-se da escolha livre dos seres racionais, que podem se submeter ou não à lei moral, que por sua vez é fruto da razão pura em seu sentido prático; portan­to, age moralmente aquele que é capaz de se autodeterminar. O pressuposto fundamental da ética kantiana é assim a autonomia da razão.

 

Kierkegaard

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Kierkegaard

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dinamarquês Søren Abbye Kierkegaard (1813-55) foi um dos mais im­portantes e originais pensadores do século XIX, sendo considerado o filósofo que inaugura o existencialismo. Sua obra discute questões filosóficas, teológicas e literárias, sempre em um estilo fortemente pessoal e com fre­quência recorrendo a um alter ego ou a heterônimos, como Victor Eremita,

Constantino Constantius, Johannes de Silentio e Johannes Clímaco, entre ou­tros, que representam diferentes perspectivas do autor sobre a realidade e a existência humana, assim como apresentam estilos distintos.

Filho de um pastor protestante e profundamente marcado pela educação austera de sua família luterana, Kierkegaard manteve durante toda a vida uma relação conflituosa com a igreja oficial da Dinamarca. Depois de graduar-se em teologia na Universidade de Copenhagen, defendeu tese, em 1841, sobre o conceito de ironia em Sócrates, passando em seguida um período em Berlim estudando filosofia, quando teve contato com Friederich Schelling.

 

Nietzsche

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Nietzsche

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ascido na Alemanha, filho de um pastor luterano e bastante marcado pelo rigor da religião protestante, Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um dos críticos mais mordazes da moral tradicional desde a filosofia grega até o cristianismo. Pensador radical, propõe uma “transvaloração de todos os valores” (Ecce Homo, 1888), visando romper não só com a moral judaico-cristã mas também com a tradição grega desde Sócrates, representativa do racionalismo e da visão unilateral que teria prevalecido em toda a cultura ocidental.

Nietzsche define seu pensamento em Além do bem e do mal como uma

“crítica da modernidade”. Particularmente no caso da ética, procura mostrar que ela não se fundamenta na razão. A moral cristã se caracteriza pela “moral do rebanho”, em que os indivíduos se deixam levar pela maioria e seguem os ensinamentos da moral tradicional de forma acrítica. É também a moral do

“homem do ressentimento”, que assume a culpa e o pecado como caracterís­ticas de sua natureza e por isso reprime seus impulsos vitais, sua vontade, sua criatividade, em nome da submissão à autoridade da religião e, por extensão, do Estado e das instituições em geral. Essa é, segundo Nietzsche, a “moral dos fracos”, que consegue se impor aos fortes exatamente através do recurso

 

Stuart Mill

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Stuart Mill

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utilitarismo como corrente de pensamento no campo da ética e da filosofia política tem sua origem principalmente nas ideias do pensador francês

Claude-Adrien Helvétius (1715-71) e do inglês Jeremy Bentham (1748-1832), este influenciado por Helvétius. Esses pensadores formularam o “princípio de utilida­de” como critério do valor moral de um ato. De acordo com este princípio universal, o bem seria aquilo que maximiza o benefício e reduz a dor ou o sofrimento.

Terão mais valor de um ponto de vista ético, portanto, as ações que beneficiarem o maior número de pessoas possível. Trata-se de uma concepção que avalia o caráter ético de uma atitude a partir do ponto de vista de suas consequências ou resultados. Este princípio difundiu-se bastante no século XVIII, durante o

Iluminismo, por ir ao encontro de um projeto de reforma social. Constitui-se ao mesmo tempo em um princípio de aplicação prática, inspirando inclusive a

Revolução Francesa (1789), que chegou a conceder a Bentham o título de “ci­dadão honorário”. O útil (useful) é entendido como aquilo que contribui para o bem-estar geral. No entanto, o utilitarismo foi bastante criticado por pensadores racionalistas, por exemplo, Kant, adversário da ética das consequências.

 

Weber

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Weber

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pensador alemão Max Weber (1864-1920) foi um dos fundadores das ciências sociais contemporâneas. Suas obras representam uma importante contribuição ao pensamento político e econômico, à história e à filosofia, sobretudo à ética, sendo o clássico A ética protestante e o espírito do capita­lismo (1905) provavelmente seu livro mais conhecido neste campo.

Um dos temas centrais da análise sociológica e política de Weber é pre­cisamente a questão dos limites da responsabilidade moral, derivado de seu interesse pela influência do protestantismo, sobretudo calvinista, na formação da sociedade e da cultura europeias desde o século XVI.

Em sua discussão sobre a formação da sociedade moderna, Weber examina a importância do cálculo racional na tomada de decisão, quando se avaliam os melhores meios de se alcançar um objetivo e se discute a eficiência como critério para a determinação dos resultados das ações sociais. A questão da contribuição do progresso técnico e científico à sociedade ocupa igualmente um lugar central na análise de Weber.

 

Freud

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Freud

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igmund Freud, nascido em 1856 na cidade de Freiberg, na Morávia, então parte do Império Austríaco, foi não só o criador da psicanálise, mas um pensador cujas ideias tiveram um profundo impacto nos campos da ciência, da filosofia, da religião e das artes. De origem judaica, Freud formou-se em medicina e especializou-se em psiquiatria, estudando em Viena e depois em Paris.

Foi em Viena, capital do Império Austríaco e um dos grandes centros culturais do início do século XX, que Freud viveu a maior parte de sua vida profissional, onde desenvolveu seu trabalho clínico e formulou a teoria psicanalítica. Faleceu em Londres em 1939, onde se exilara para escapar da perseguição nazista.

Sua primeira obra de grande relevância foi a Interpretação dos sonhos, de

1900, em que encontramos a primeira formulação do conceito de inconsciente.

Tal conceito, assim como a importância da interpretação dos sonhos como modo de acesso à linguagem do inconsciente e a discussão sobre o papel da sexualidade na natureza humana foram fatores determinantes na crítica aos pressupostos filosóficos do racionalismo moderno. Sobretudo o conceito tradicional de sub­jetividade, originário de Descartes – que se caracteriza pelo acesso privilegiado do sujeito pensante à sua própria consciência, à sua interioridade –, sofre um forte abalo com a teoria psicanalítica. Freud questiona a fundamentação dos valores éticos na razão e a possibilidade de justificação desses valores; o ideal de natureza humana que tem como pressupostos determinadas virtudes e tam­bém a consciência moral como instância central da decisão ética. Mostra que a ação humana não depende totalmente do controle racional e das deliberações conscientes do ser humano: ao contrário, é em grande parte determinada por elementos inconscientes, como instintos, desejos reprimidos e traumas, dos quais não nos damos conta ou não somos plenamente conscientes.

 

Foucault

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Foucault

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francês Michel Foucault (1926-84) foi um dos mais originais pensadores do século XX, com uma obra de grande impacto na filosofia, na história, na psicologia e nas ciências sociais. Influenciado pelo estruturalismo francês e pela fenomenologia, foi também profundamente marcado, como ele mesmo admite, pelos pensamentos de Nietzsche, Freud e Marx.

Sua primeira obra importante foi A história da loucura (1961), que revo­luciona a interpretação tradicional sobre a constituição do saber psiquiátrico e sobre o conceito de loucura e o papel do louco na sociedade desde o início da modernidade. Em Arqueologia do saber (1969) Foucault começa a se afastar do estruturalismo que ainda o inspirara bastante em O nascimento da clínica

(1963), que retomara suas pesquisas sobre a história da loucura. O método arqueológico que formula tem como ponto de partida a necessidade de uma reinterpretação da história, revelando os pressupostos e elementos subjacentes aos saberes de um determinado período histórico e relativizando-os.

 

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