Terapia do Esquema para Casais

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Primeiro livro brasileiro sobre terapia do esquema para casais, esta obra permite compreender as disfunções relacionais dos casais, integrando a teoria dos modos e os ciclos interpessoais disfuncionais à formulação de casos. Seus capítulos orientam os clínicos no uso de estratégias de avaliação adequadas e os apoiam no manejo da relação terapêutica quando intervêm na díade relacional.

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Capítulo 1. O papel dos esquemas no funcionamento interpessoal

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Não cometerei os mesmos erros que você. Não deixarei causar tanta tristeza ao meu coração. Não vou desistir do mesmo jeito que você. Você sofreu tanto... Tenho aprendido da maneira mais difícil nunca deixar as coisas chegarem tão longe. Por sua causa, nunca me afasto muito da calçada. Por sua causa, aprendi a não arriscar para não me machucar. Por sua causa, acho difícil confiar não somente em mim, mas em todos a minha volta. Por sua causa, tenho medo. Perco meu caminho, e você logo aponta o meu erro. Não posso chorar, porque sei que, aos seus olhos, isso é fraqueza. Sou forçada a fingir um sorriso, uma risada todos os dias da minha vida. Meu coração não pode sequer se quebrar quando nem ao menos estava inteiro. [...] Vi você morrer. Ouvi você chorar. Todas as noites, no seu sono. Eu era tão jovem. Você deveria ter pensado melhor antes de se apoiar em mim. Você nunca pensou em ninguém. Você só viu a sua dor, e agora choro no meio da noite, pelo mesmo maldito motivo. [...] Por sua causa, tentei ao máximo me esquecer de tudo. Por sua causa, não sei como me abrir a mais ninguém. Por sua causa, tenho vergonha da minha vida porque ela é vazia. Por sua causa, tenho medo. Por sua causa...

 

Capítulo 2. Teoria do apego e esquemas conjugais

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Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

Belchior – Como nossos pais

A teoria do apego é, atualmente, o grande paradigma da psicologia do desenvolvimento. Construída a partir das ideias do psicanalista e psiquiatra John Bowlby, que contou com o apoio precioso da psicóloga Mary Ainsworth, essa teoria vem colaborando para pesquisas e estudos em diferentes áreas: neurociências (Buchheim, George, Gündel, & Viviani, 2017), psicoterapia (Young, Klosko, & Weishaar, 2008), psicologia social (Grossman, Grossman, & Waters, 2005), bem como orientação de pais, famílias e relacionamentos conjugais (Mendes & Pereira, 2018; Ramsauer et al., 2014). Poucas propostas na psicologia, área repleta de subjetividade, de opiniões e visões tão distintas, conseguiram atingir o consenso alcançado pela teoria do apego.

Dentre suas principais contribuições, destacam-se 1) a propensão dos seres humanos a formar vínculos afetivos com figuras especiais desde o início da vida, 2) a tendência à formação de padrões estáveis de relacionamento interpessoal a partir dessas relações iniciais e 3) a utilização das relações sociais como forma de regulação emocional (Bowlby, 1984a; Mikulincer & Shaver, 2016). Essas conclusões impactaram a compreensão das relações conjugais como uma extensão dos vínculos do início da infância, bem como do tipo de comportamento de apego formado na vida adulta, em função da qualidade desses mesmos laços afetivos. Assim como as relações vinculares iniciais, as conjugais também são governadas pelo mesmo sistema comportamental, o sistema de apego. As emoções centrais para o sistema de apego, como o medo intenso da perda da conexão afetiva e o prazer e a satisfação quando do restabelecimento dos vínculos, aparecerão também nas relações conjugais, tornando a compreensão dos conceitos da teoria do apego um ponto de partida para aqueles que pretendem conhecer a dinâmica das emoções em casais.

 

Capítulo 3. A química esquemática e as escolhas amorosas

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Nos naufrágios que o destino
Vem tentando me pregar
Vou nadando meus caminhos devagar
Desde os tempos de menino
Aprendi a navegar
Com as bússolas que eu mesmo inventar
Hoje eu sei as armadilhas
E os segredos desse mar...

Kleiton & Kledir – Navega coração

Os modelos mentais de como amar e ser amado são construídos a partir das experiências com os cuidadores e com outras figuras representativas no desenvolvimento do sujeito. Tais modelos são utilizados como base para vivenciar as futuras relações íntimas. De acordo com Young e Klosko (1994), a busca do indivíduo pela manutenção de padrões aprendidos nas relações primárias é um componente fundamental na escolha amorosa.

As escolhas amorosas e a permanência em relacionamentos danosos tendem a estar baseadas na sensação que é experimentada pela ativação de um ou mais esquemas iniciais desadaptativos (EIDs), e ocorre em um nível mais emocional e pouco racional (Atkinson, 2012). Essa sensação é chamada de química esquemática e pode estar relacionada a problemas como: 1) escolhas amorosas tendenciosas e padronizadas, 2) repetição de sensações esquemáticas de manutenção e transgeracionalidade dos EIDs e 3) deterioração dos relacionamentos (Behary & Young, 2011; Paim, 2016; Simeone-DiFrancesco, Roedger, & Stevens, 2015).

 

Capítulo 4. Modos esquemáticos individuais e o ciclo de modos conjugal

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Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.

Fernando Pessoa

Os relacionamentos conjugais são, em muitos casos, ativadores de dores emocionais já existentes nos parceiros. Isso acontece porque as relações íntimas adultas funcionam como uma espécie de máquina do tempo, trazendo à tona memórias emocionais das relações experienciadas no passado com os cuidadores de cada parceiro (Paim, Algarves, & Cardoso, no prelo). A aprendizagem emocional nas relações primárias é fator significativo para as futuras vivências interpessoais (Stevens, 2016).

 

Capítulo 5. Avaliação e contrato terapêutico

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Precisamos aceitar a nossa existência em todo o seu alcance; tudo, mesmo o inaudito, tem de ser possível nela. No fundo, esta é a única coragem que se exige de nós: sermos corajosos diante do que é mais estranho, mais maravilhoso e mais inexplicável entre tudo o que nos deparamos.

Rainer Maria Rilke

A avaliação de caso em terapia do esquema (TE) para casais é um processo colaborativo entre os parceiros e o terapeuta, tendo como objetivo identificar a dinâmica disfuncional que leva o casal a conflitos, bem como a origem e os gatilhos dessa dinâmica. Sob a perspectiva dos esquemas iniciais desadaptativos (EIDs) e dos modos esquemáticos (MEs), desenvolvidos a partir das necessidades emocionais não atendidas na infância, a TE busca compreender os consequentes estilos relacionais e os padrões que se estabelecem para o casal, possibilitando a cada um o reconhecimento de suas reações e a compreensão da origem do seu funcionamento psicológico cognitivo e comportamental, bem como de seu parceiro (Atkinson, 2012; Vreeswijk, Broesen, & Spinhoven, 2015).

 

Capítulo 6. O trabalho com os modos esquemáticos com casais

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Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca, pois metade de mim é o que eu grito e a outra metade é silêncio... Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro

A terapia do esquema (TE) para casais foi desenvolvida para atender à demanda dos parceiros com diferentes modelos de funcionamento interno, níveis de regulação emocional e de estabilidade nos relacionamentos. As dificuldades na relação conjugal, determinadas pela presença de vários esquemas ou padrões de vulnerabilidade, bem como pelas formas desadaptativas e inflexíveis de lidar com esses esquemas, evidenciam a necessidade de intervenções que possam atender aos casais com funcionamento de complexidade elevada.

 

Capítulo 7. Estratégias e técnicas para mudança em terapia do esquema

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Presságio

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Fernando Pessoa

A terapia do esquema (TE) com casais visa o rompimento do ciclo destrutivo da relação, focando na compreensão e no enfraquecimento dos esquemas iniciais desadaptativos (EIDs). Para isso, o terapeuta utiliza ferramentas técnicas (cognitivas, experienciais, comportamentais e interpessoais) a fim de ajudar os parceiros a identificar e reprocessar as emoções relacionadas aos EIDs. O objetivo principal é o desenvolvimento de estratégias saudáveis para suprir necessidades emocionais infantis e adultas na relação conjugal (Behary & Young, 2011).

 

Capítulo 8. A relação terapêutica

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O processo terapêutico começa quando encontramos uma parte nossa em nossos pacientes, pois procuramos algo onde se possa debruçar o amor.

Leitune & Risso

A terapia do esquema (TE) revisita e se apropria de elementos importantes de outras abordagens terapêuticas. Um dos aspectos de inovação diante da terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo, está no fato de valorizar a relação terapêutica como método eficiente na transformação de como o indivíduo se observa e se relaciona com os demais (Young, Klosko, & Weishaar, 2008). Apesar disso, a relação terapêutica ainda tem sido pouco estudada e pesquisada devido a seu caráter subjetivo.

Na prática clínica, o terapeuta utiliza diversas habilidades afetivas e sociais, recursos estes apreendidos de uma cultura latino-americana, na qual se prezam a proximidade e a expressividade afetiva. Conforme Gilbert (2010), a disponibilidade emocional do terapeuta para oferecer um espaço adequado às demandas dos pacientes é uma das habilidades que refletem o nível de abertura e aceitação para a mudança. Por isso, a construção de um ambiente onde haja uma preocupação genuína com o outro e confiança suficiente para mergulhar em um alto teor emocional são elementos essenciais para o processo terapêutico. Dessa forma, pode-se manter o cuidado com os pacientes na tentativa de suprir as necessidades emocionais não plenamente atendidas na infância.

 

Capítulo 9. Até que a morte nos separe: a contribuição da cultura para a manutenção de esquemas iniciais desadaptativos em relacionamentos abusivos

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Tem uma câmera no canto do seu quarto. Um gravador de som dentro do carro. E não me leve a mal se eu destravar seu celular com sua digital. Eu não sei dividir o doce. Ninguém entende o meu descontrole. Eu sou assim não é de hoje. É tudo por amor. E tá pra nascer alguém mais cuidadoso e apaixonado do que eu. Ciumento, eu? E o que é que eu vou fazer? Se eu não cuidar, quem vai cuidar do que é meu? [...] Melhor falar baixinho, se não vão te roubar de mim.

Henrique & Diego – “Ciumento eu” feat Matheus & Kauan, 2017

Diversas regras sociais são estabelecidas sobre as relações conjugais. Manter os padrões “felizes para sempre”, “ser uma só pessoa após o casamento”, “ser propriedade um do outro” e viver juntos “até que a morte os separe” são algumas das demonstrações dessas regras ensinadas pela cultura e que, em alguns casos, tendem a causar sofrimento aos sujeitos envolvidos (Algarves, 2018; Cardoso, 2017; Cardoso & Costa, 2019).

 

Capítulo 10. Juntos, mas separados: do entendimento à intervenção em relacionamentos distantes

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Às vezes consigo sentir os meus ossos tensos sob o peso de todas as vidas que não estou vivendo.

Jonathan Safran Foer

A busca pela satisfação das necessidades emocionais primárias está no cerne dos relacionamentos amorosos (Paim, 2016; Simeone-DiFrancesco, Roediger, & Stevens, 2015; Stevens & Roediger, 2017). Nessa interação, o funcionamento da personalidade, constituída a partir da inter-relação entre os componentes biológicos, psicológicos e sociais, influencia a dinâmica dos relacionamentos interpessoais estabelecidos.

A rigidez nos padrões cognitivos, emocionais e comportamentais da personalidade tende a causar prejuízos e sofrimento em diversas áreas da vida, sobretudo nas relações conjugais. Conforme Young, Klosko e Weishaar (2008), na base dos problemas interpessoais estão os padrões rígidos da personalidade permeados por esquemas iniciais desadaptativos (EIDs). Os EIDs são traços autoderrotistas da personalidade que definem como o sujeito vê a si mesmo, o mundo e os outros.

 

Capítulo 11. De casal a pais: contribuições da terapia do esquema na transição para a parentalidade

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Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas, nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.

Bertrand Russell

O nascimento do primeiro filho, referido também como transição para a parentalidade (TPP), representa uma das mais intensas mudanças que o sistema familiar enfrenta. Mesmo sendo um acontecimento normativo e, em muitos casos, desejado e esperado, também é acompanhado de grande estresse e desafios (Doss & Rhoades, 2017; Moreno-Rosset, Arnal-Remón, Antequera-Jurado, & Ramírez-Uclés, 2016). Tornar-se pai e mãe exige do casal a reconstituição do sistema familiar, que passa de uma relação diádica a uma relação triádica. A chegada do filho dá origem a um novo subsistema – o parental –e implica novos papéis, tarefas e projetos de vida (Moreno-Rosset et al., 2016; Ohashi & Asano, 2012).

 

Capítulo 12. Infidelidade conjugal: novidade do outro, alteridade do eu ou o amor velho que adoeceu?

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Como começar algo novo com todo esse ontem em mim?

Leonard Cohen

Pensava saber quem eu era, quem era ele: e de repente, não nos reconheço mais, nem a mim e nem a ele. [...] Minha vida, atrás de mim, desmoronou, como nesses terremotos em que a terra devora a si mesma: ela se esboroa às nossas costas à medida que fugimos. Não há mais retorno.

Simone de Beauvoir

O relacionamento amoroso constitui um mar complexo em que o indivíduo navega ao longo da existência. Nele há uma expectativa de um porto seguro adulto alicerçado em esquemas adaptativos e desadaptativos. Nesse palco fértil ao crescimento interpessoal, Eros, deus do amor e do erotismo, com sua inocente travessura, segue disparando suas flechas “envenenadas” de amor e paixão. No “mundo líquido moderno”, onde o durável é preterido ao instantâneo (Bauman, 2004), Eros legitima a traquinagem das flechas disparadas. Embora o compromisso siga como um componente estabilizador na relação, a contemporaneidade eleva o nível da linha de base de merecimento e satisfação para o florescimento da relação. Há liquidez nas relações, na modernidade e no amor, gerando uma flexibilidade frágil. Esses contornos, ambiguamente maleáveis, impedem mergulhos profundos, gerando insegurança e ansiedade ante os relacionamentos. Isso compromete a capacidade de construção e preservação de laços sólidos em longo prazo.

 

Capítulo 13. Entre quatro paredes vale tudo, inclusive não fazer nada? Contribuições da terapia do esquema para a compreensão dos problemas sexuais no casal

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Sexo é uma função natural. Você não pode fazê-la acontecer, mas você pode ensinar as pessoas a deixá-la acontecer.

William Masters

Sexo é paradoxal, ambivalente. É simples e, ao mesmo tempo, complicado. Pode provocar conexão entre um casal e pode ser a causa de um rompimento. É um tema sensível, tabu em nossa sociedade. Por essa razão, terapeutas que trabalham com casais necessitam de conhecimento e técnicas para avaliar e intervir nessa demanda.

As dificuldades sexuais têm sido associadas a uma ampla variedade de fatores, incluindo crenças desadaptativas sobre comportamentos sexuais, insegurança e baixa autoestima (Doron, Mizrahi, Szepsenwol, & Derby, 2014). Na avaliação dos problemas conjugais, percebe-se que as dificuldades sexuais refletem aspectos relacionados à personalidade dos cônjuges, bem como suas histórias pessoais e seus esquemas iniciais desadaptativos (EIDs) (Derby, Peleg-Sagy, & Doron, 2015).

Sabe-se que há comprovação de eficácia para o tratamento dos problemas sexuais dos casais e de disfunções sexuais distintas com a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tradicional. As técnicas cognitivas e comportamentais efetivas nos tratamentos sexuais consistem em intervenções que envolvem psicoeducação, aconselhamento, permissão sexual, assertividade, treino de comunicação, atividade de exploração, conscientização corporal e uma combinação de intervenções médicas à experiência sexual como um todo (Camargos & Morais, 2017). Além disso, a dinâmica conjugal, que envolve ciclos esquemáticos/persistentes, também deve ser foco de intervenções, pois, muito frequentemente, estes são determinantes para os problemas sexuais (Stevens & Roediger, 2017).

 

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