Planejamento e Controle da Produção - Teoria e Prática

Autor(es): Murís Lage Júnior
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Planejamento e controle de produção (PCP) da teoria à prática. O livro Planejamento e Controle de Produção preenche uma lacuna da literatura técnica da área e traz conteúdo dividido em capítulos que abordam, separadamente, as diversas atividades de PCP.

De Murís Lage Júnior, este livro trata de temas como previsão da demanda, planejamento agregado, planejamento mestre da produção, planejamento das necessidades de materiais, gestão e controle de estoques e scheduling.

Com resumos teóricos, métodos para solução de problemas e exercícios resolvidos que mostram como aplicar cada um dos métodos apresentados, o estudante entende que gestão estratégica de sucesso é resultado do planejamento e do controle em todas as etapas da produção.

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1 Previsão da Demanda

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Previsão da demanda é uma atividade fundamental que antecede boa parte das decisões no âmbito do Planejamento e Controle da Produção (PCP). O objetivo é antever as quantidades que serão vendidas em cada período de cada um dos produtos oferecidos pelo sistema produtivo. Boas previsões de venda contribuem para um melhor atendimento dos clientes, para maiores lucros e menores perdas.

A demanda de um produto ou serviço reúne todas as necessidades originadas de pessoas que desejam um bem ou serviço e que possuem a condição de arcar com os custos dele.

A demanda de um produto pode ser dependente ou independente. A demanda dependente corresponde à necessidade que está diretamente relacionada com a necessidade de outro produto. A demanda dependente, portanto, pode ser calculada com base nas necessidades dos produtos relacionados. Por exemplo, para cada motocicleta demandada há a demanda de dois pneus. A demanda dos pneus é dependente da demanda das motocicletas. Já a demanda independente é a demanda futura por um produto, cuja necessidade precisa ser obrigatoriamente prevista, devido à impossibilidade de se calcular com precisão. De acordo com o exemplo anterior, a demanda de motocicletas. Essa demanda é independente da produção de outros produtos e precisa ser prevista.

 

2 Planejamento Agregado

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O planejamento agregado, ou Sales & Operations Planning (S&OP), define os volumes produtivos das famílias de produtos no médio prazo. Por ser um plano de médio prazo, as unidades são agregadas; por isso os produtos são agrupados em famílias.

Uma família de produtos é o conjunto de produtos finais cujas características de processo são similares, portanto, são produtos que compartilham os mesmos recursos produtivos para serem fabricados. Além da família de produtos, outras unidades também podem e normalmente são agregadas. Para representar os produtos agregados deve-se usar uma unidade de medida comum, por exemplo, tempo ou dinheiro. Como exemplo, suponha três produtos, A, B e C, que requerem 6 horas, 2,5 horas e 0,5 hora, respectivamente, para serem produzidos.

Para converter a demanda mensal desses produtos na demanda mensal de horas produtivas, bastaria multiplicar o tempo necessário para produzir cada unidade de cada produto pela quantidade demandada de cada um e somar os resultados. Se a demanda de A for 300, de B for 200 e de C for 1000, então a demanda para essa família de produtos em termos de horas produtivas é: 6*300+2,5*200+0,5*1000 = 2800 horas.

 

3 Planejamento Mestre da ProduçãO

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O Plano Mestre de Produção (PMP) ou Master Production Scheduling (MPS) é um plano de curto prazo que define as datas e as quantidades a serem produzidas de produtos finais. As informações principais para sua elaboração, além do próprio plano agregado de produção, são a previsão da demanda de curto prazo e/ou a carteira de pedidos. Sua elaboração também define os níveis de estoque e a disponibilidade de produtos que podem ser entregues em cada período, o chamado Disponível Para Promessa (DPP) ou Available To Promise (ATP). Assim como no nível do plano agregado, no nível do plano mestre é necessária uma avaliação da capacidade produtiva para verificar a viabilidade do plano desenvolvido. As informações de saída do MPS são, posteriormente, utilizadas como informações de entrada para a elaboração do planejamento das necessidades de materiais.

Mesmo tendo-se um plano agregado de produção, o plano mestre deve ser elaborado porque a demanda do mercado é por produtos finais e não por famílias de produtos. Ainda, o plano mestre é dirigido pelo plano agregado, uma vez que deve haver coerência entre o que foi planejado em termos de famílias e o que será planejado em termos de produtos finais. Por exemplo, os níveis de estoque de produtos finais que formam uma determinada família, em sua totalidade, devem ser compatíveis com o nível de estoque planejado no plano agregado. Portanto, no plano agregado são tratados os volumes de produção, e no MPS são tratados os mix de produção, nessa ordem, pois, uma vez que o volume (família de produtos) esteja planejado, torna-se mais fácil planejar o mix (produtos individuais).

 

4 Planejamento das Necessidades de Materiais

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O planejamento das necessidades de materiais consiste em determinar as quantidades e os momentos das ordens de produção e de compra de componentes/matérias-primas que fazem parte dos produtos finais. Na prática, o método mais utilizado é o Material Requirements Planning (MRP) desenvolvido por Joseph Orlicky na década de 1970. Trata-se de um plano de curto prazo que se baseia em informações como plano mestre de produção, lista de materiais, lead times, quantidade em estoque, entre outros. Da mesma forma como nos níveis do plano agregado e do plano mestre, no nível do MRP é necessária uma avaliação da capacidade para verificar a viabilidade do plano desenvolvido. Essa avaliação de capacidade é conhecida como Capacity Requirements Planning (CRP)

Se para a receita de um bolo são necessários dois ovos, então para fazer duas receitas do bolo são necessários quatro ovos. Se na geladeira já houver três ovos, então a necessidade líquida para fazer as duas receitas é de apenas um ovo. Suponha que seja necessário esperar que o ovo retirado da geladeira atinja a temperatura ambiente antes de ser usado na receita e que isso leve em torno de duas horas. Então, para que o ovo esteja disponível para o início da confecção do bolo às 14 horas, deve-se retirar o ovo da geladeira às 12 horas.

 

5 Gestão e Controle de Estoques

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A gestão e o controle de estoques são assuntos bastante tratados em PCP. São vários os conceitos e métodos que podem ser enquadrados nessas atividades do PCP, entre eles a classificação de itens em estoque; cálculos de cobertura, giro, tamanhos de lote de produção, tamanhos de lote de compra, estoque de segurança; e sistemas para coordenação das ordens de produção e compra como revisão contínua, revisão periódica, kanban, Drum-Buffer-Rope (DBR) e Constant Work-In-Process (CONWIP). Neste capítulo esses assuntos são tratados.

O estoque é um dos tipos mais básicos de investimento de capital de um negócio. Dessa forma, uma boa gestão e controle dos estoques é fundamental para contribuir para resultados positivos de qualquer empresa.

Nas seções a seguir serão apresentados diversos conceitos e métodos que auxiliam essa atividade.

No século XIX, Vilfredo Pareto, durante um estudo sobre a distribuição de riquezas em Milão, descobriu que cerca de 20% das pessoas controlavam aproximadamente 80% da riqueza. Essa lógica de poucos com maior importância e muitos com pouca importância foi ampliada para incluir diversas outras situações e foi denominada princípio de Pareto.

 

6 Scheduling

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O scheduling é a atividade do PCP em que se aloca, sequencia e programa as tarefas necessárias para cumprir as ordens dos clientes nas datas prometidas. Essa atividade é muito importante porque, se mal executada, gera filas desnecessárias, estoques desnecessários, atrasos nas entregas e, consequentemente, aumenta os custos e reduz os lucros. Ao mesmo tempo é uma atividade complexa, porque envolve diversas restrições como capacidade produtiva e roteiros produtivos, além do dinamismo do chão de fábrica como quebra de máquinas e falta de matéria-prima.

O planejamento hierárquico desde o plano agregado, passando pelo plano mestre e pelo planejamento das necessidades de materiais, até chegar à liberação de ordens, gera uma lista de determinados produtos, em determinadas quantidades a serem entregues em determinadas datas. Todas as tarefas que compõem essa lista precisam ser alocadas aos recursos produtivos, em determinada sequência, com datas de início e término definidas, ou seja, é preciso fazer o scheduling. Por exemplo, considere que as tarefas A, B e C devam ser processadas no recurso 1 ou no recurso 2. O scheduling dessas tarefas poderia ser: preparar o recurso 1 (setup) para executar a tarefa A das 7h30min às 8 horas; processar a tarefa A no recurso 1 das 8 horas às 10 horas; preparar o recurso 1 (setup) para executar a tarefa B das 10 às 10h15min; processar a tarefa B no recurso 1 das 10h15min às 10h45min; preparar o recurso 2 (setup) para executar a tarefa C das 9h às 9h10min; processar a tarefa C no recurso 2 das 9h10min às 10h10min.

 

7 Respostas dos Exercícios Propostos

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Observação: Os cálculos foram realizados utilizando-se uma planilha eletrônica, por isso os resultados, se comparados com cálculos realizados em calculadoras de mão, podem ser diferentes.

1. 116,11 mil.

2. 68,12; 86,11. Utilizando o método de Winters, com inicialização de acordo com Sipper e Bulfin (1997) e valores médios para os fatores de sazonalidade. Se for utilizada a forma de inicialização de acordo com Makridakis et al. (1998), os valores serão 63,40 e 83,97. Se a demanda real para o período 17 for 76, então a nova previsão para o período 18 será 87,37 (utilizando o fator de sazonalidade F14 para calcular a nova previsão e com base nos valores obtidos de acordo com Sipper e Bulfin, 1997).

3. Comportamento de tendência (descendente). A previsão para o período 9 é 224,22 (inicialização segundo Sipper e Bulfin, 1997) ou 210,58 (inicialização segundo Makridakis et al., 1998).

Observando os valores de SR, percebemos um valor decrescente e que ultrapassa o limite de 4, o que evidencia que os erros não estão sendo causados somente por aleatoriedade.

 

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