Manual de Walls para o Manejo da Via Aérea na Emergência

Visualizações: 35
Classificação: (0)

O manejo correto da via aérea pode fazer toda a diferença em situações de emergência onde a vida está em risco. Este livro apresenta uma abordagem prática e baseada em evidências para que profissionais de saúde estejam capacitados a responder aos desafios encontrados nos mais variados ambientes clínicos, seja no departamento de emergência, na UTI ou em cenários pré-hospitalares. Referência mundialmente reconhecida e amplamente utilizada em treinamentos especializados – como o The Difficult Airway Course –, o Manual de Walls utiliza orientações passo a passo, mnemônicas que facilitam a absorção e fixação do conteúdo, algoritmos de simples compreensão e ilustrações altamente explicativas.

42 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Decisão de intubar

PDF Criptografado

Decisão de intubar

1

C apítulo 1  Decisão de intubar     3

Calvin A. Brown III e Ron M. Walls

INTRODUÇÃO

O manejo da via aérea está em constante evolução. O surgimento de novas tecnologias, principalmente os diversos métodos de videolaringoscopia, nossa compreensão sobre os fatores que contribuem para a dificuldade de intubação e um foco renovado na oxigenação e na estabilidade cardiovascular durante o manejo da via aérea estão mudando nossa tomada de decisão básica a fim de maximizar a segurança e os resultados para o paciente. Porém, o que não mudou é a importância fundamental de determinar se um paciente necessita de intubação e, se for o caso, qual a urgência. A decisão de intubar é a primeira etapa no manejo da via aérea na emergência e inicia uma série complexa de ações que o médico precisa realizar antes da intubação propriamente dita:

• Avaliar rapidamente a necessidade de intubar o paciente e a urgência da situação.

• Determinar o melhor método de manejo da via aérea com base na avaliação da fisiopatologia e da dificuldade prevista no paciente.

 

Capítulo 2 - Identificação das vias aéreas difícil e falha

PDF Criptografado

Identificação das vias aéreas difícil e falha

2

C apítulo 2  Identificação das vias aéreas difícil e falha     9

Calvin A. Brown III e Ron M. Walls

INTRODUÇÃO

Embora ambas as vias aéreas difícil e falha sejam discutidas neste capítulo, os dois conceitos são distintos. Uma via aérea difícil é aquela em que atributos anatômicos identificáveis predizem dificuldade técnica para garantir a via aérea. Uma via aérea falha é aquela para a qual a técnica escolhida falhou e deve-se tentar alguma técnica de resgate. Obviamente, elas sobrepõem-se, mas é importante manter distintas as duas opções.

Além disso, pode-se pensar sobre a dificuldade da via aérea em duas categorias: uma via aérea anatomicamente difícil e uma via aérea fisiologicamente difícil. A primeira apresenta barreiras anatômicas ou logísticas para o manejo bem-sucedido da via aérea, enquanto a última necessita que o operador otimize o manejo global do paciente no contexto de saturação de oxigênio e pressão arterial criticamente baixas ou desequilíbrios metabólicos, como a acidose metabólica grave. Este capítulo se concentra nos problemas anatômicos relacionados ao manejo da via aérea e o termo “via aérea difícil” ao longo do manual se refere a vias aéreas com dificuldades anatômicas ou logísticas para o manejo da via aérea. O Capítulo 32 discute a abordagem do paciente fisiologicamente comprometido, o que alguns autores chamam de via aérea fisiologicamente difícil.

 

Capítulo 3 - Algoritmos para a via aérea na emergência

PDF Criptografado

Algoritmos para a via aérea na emergência

3

C apítulo 3  Algoritmos para a via aérea na emergência     25

Calvin A. Brown III e Ron M. Walls

ABORDAGEM À VIA AÉREA

Este capítulo apresenta e discute os algoritmos para a via aérea de emergência, os quais são usados, ensinados e refinados há quase 20 anos. Esses algoritmos visam reduzir os erros e melhorar a velocidade e a qualidade da tomada de decisão para um evento que é comumente encontrado pela maioria dos profissionais, muitas vezes dificultando um manejo clínico claro e ordenado.

Quando decidimos tentar, pela primeira vez, codificar os aspectos cognitivos do manejo da via aérea na emergência, não havia quaisquer algoritmos desse tipo que pudessem nos guiar. Ao desenvolver os cursos sobre a via aérea difícil (The Difficult Airway Course: Emergency, Anesthesia, Critical Care e

EMS), e ao aplicar sucessivamente cada repetição dos algoritmos para a via aérea de emergência para dezenas de milhares de casos reais e simulados envolvendo milhares de profissionais, sentimo-nos guiados por nosso aprendizado contínuo sobre o manejo ideal da via aérea e pela aplicação empírica destes princípios. Eles se baseiam na melhor evidência disponível e nas opiniões dos especialistas mais respeitados no campo do manejo da via aérea de emergência. Esses algoritmos, ou suas adaptações, aparecem atualmente em muitos dos principais livros-texto e referências online sobre medicina de emergência. Eles são usados em cursos de vias aéreas, para treinamento de residentes e em sessões didáticas de ensino, para profissionais em nível hospitalar e fora do hospital. Eles resistiram ao teste do tempo e se beneficiaram da atualização constante.

 

Capítulo 4 - Anatomia funcional e aplicada da via aérea

PDF Criptografado

Anatomia funcional e aplicada da via aérea

4

C apítulo 4  Anatomia funcional e aplicada da via aérea     37

Michael F. Murphy

INTRODUÇÃO

Há várias características importantes na anatomia e fisiologia da via aérea superior a serem consideradas nas manobras de manejo. Este capítulo discute as estruturas anatômicas mais envolvidas no manejo da via aérea e a inervação da via aérea superior. O Capítulo 23 se baseia nessas relações anatômicas e funcionais para descrever técnicas anestésicas. O Capítulo 24 aborda características do desenvolvimento e de anatomia pediátrica das vias aéreas.

Este capítulo descreve as estruturas anatômicas na ordem em que aparecem quando adentramos a via aérea: nariz, boca, faringe, laringe e traqueia (Fig. 4-1).

NARIZ

A porção externa do nariz consiste em uma abóbada óssea, uma abóbada cartilaginosa e um lóbulo.

A abóbada óssea compreende os ossos nasais, os processos frontais da maxila e a espinha frontal do osso frontal. Os ossos frontais são sustentados na linha média pela lâmina perpendicular do osso etmoidal, que forma parte do septo ósseo. A abóbada cartilaginosa é formada pelas cartilagens laterais superiores que encontram a porção cartilaginosa do septo na linha média. O lóbulo nasal consiste na ponta do nariz, das cartilagens laterais inferiores, das asas fibrogordurosas que formam as margens laterais das narinas e da columela. As cavidades de cada narina são contínuas com a nasofaringe posteriormente.

 

Capítulo 5 - Princípios da oxigenação preparatória

PDF Criptografado

Princípios da oxigenação preparatória

5

C apítulo 5  Princípios da oxigenação preparatória     49

Robert F. Reardon, Brian E. Driver e Steven C. Carleton

INTRODUÇÃO

A hipoxemia durante o manejo de emergência da via aérea é uma complicação temida e está associada a arritmias, lesão cerebral hipóxica e parada cardíaca. A hipoxemia crítica ocorre quando o profissional se concentra primariamente na laringoscopia e na colocação do tubo em vez das trocas gasosas e oxigenação. A hipoxemia poderia ser evitada em muitos casos com a oxigenação preparatória ideal, mas os princípios da oxigenação preparatória não costumam ser bem compreendidos nem aplicados.

É fundamental para os profissionais que lidam com via aérea de emergência compreender que a oxigenação preparatória robusta, bem como a capacidade de reoxigenar os pacientes com ventilação com bolsa-válvula-máscara (VBVM) (Cap. 9) são os aspectos mais importantes do manejo de emergência seguro da via aérea. O principal objetivo do manejo da via aérea é a troca gasosa e, embora isso possa ser obtido por laringoscopia e colocação bem-sucedida de um tubo endotraqueal, é de fundamental importância evitar a hipoxia durante essa etapa.

 

Capítulo 6 - Ventilação mecânica não invasiva

PDF Criptografado

Ventilação mecânica não invasiva

6

C apítulo 6  Ventilação mecânica não invasiva     61

Alan C. Heffner e Peter M.C. DeBlieux

INTRODUÇÃO

Os pacientes com sintomas respiratórios graves, com frequência, são vistos no departamento de emergência (DE), chegando a mais de 10% de todos os atendimentos. Durante a última década, os casos de asma, pneumonia e dor torácica aumentaram. Um conhecimento abrangente do suporte ventilatório mecânico, invasivo e não invasivo é essencial para os médicos que trabalham em emergência. Este capítulo discute a ventilação com pressão positiva não invasiva (VPPNI), enquanto o Capítulo 7 se concentra na ventilação mecânica após a intubação traqueal. O uso da VPPNI cresceu de maneira importante devido à pesquisa baseada em evidências, à custo-efetividade e às considerações sobre complicações e conforto para o paciente.

As vantagens da VPPNI sobre a ventilação mecânica incluem: a preservação da fala, da deglutição e dos mecanismos de defesa fisiológicos da via aérea; risco reduzido de lesão da via aérea; risco reduzido de infecção nosocomial; aumento do conforto do paciente; e diminuição da permanência na unidade de terapia intensiva (UTI) e no hospital.

 

Capítulo 7 - Ventilação mecânica

PDF Criptografado

Ventilação mecânica

7

C apítulo 7  Ventilação mecânica     67

Alan C. Heffner e Peter M.C. DeBlieux

INTRODUÇÃO

A insuficiência respiratória aguda é uma condição grave comum e o início da ventilação mecânica é uma habilidade necessária para todos os médicos emergencistas. As etiologias para a insuficiência respiratória são muitas, e a escolha entre ventilação mecânica invasiva e não invasiva pode ser uma decisão clínica desafiadora. Este capítulo se concentra no início da ventilação mecânica invasiva segura e efetiva após a intubação endotraqueal. O Capítulo 6 concentra-se na insuficiência respiratória que necessita de ventilação mecânica não invasiva.

A ventilação espontânea puxa o ar para dentro dos pulmões sob pressão negativa, enquanto a ventilação mecânica usa pressão positiva para fornecer o fluxo de ar. Em ambos os casos, a quantidade de pressão negativa ou positiva necessária para fornecer o volume corrente (Vc ou VC) deve superar a resistência ao fluxo de ar. A ventilação com pressão positiva altera a fisiologia pulmonar normal ao aumentar a pressão na via aérea e intratorácica, reduzindo o retorno venoso para o tórax e alterando o equilíbrio entre ventilação e perfusão no pulmão.

 

Capítulo 8 - Monitoramento de oxigênio e dióxido de carbono

PDF Criptografado

Monitoramento de oxigênio e dióxido de carbono

8

C apítulo 8  Monitoramento de oxigênio e dióxido de carbono     75

Robert F. Reardon e Jennifer L. Avegno

OXIMETRIA DE PULSO

A quantidade de oxigênio reversivelmente ligado à hemoglobina no sangue arterial é definida como saturação da hemoglobina (Sao2), um elemento fundamental na oferta sistêmica de oxigênio. Infelizmente, a detecção clínica de hipoxemia não é confiável. A oximetria de pulso permite a medida in vivo, não invasiva e contínua da saturação arterial de oxigênio à beira do leito. A interpretação confiável da informação fornecida por esses dispositivos exige uma apreciação de suas tecnologias e limitações.

Princípios da mensuração

A oximetria de pulso se baseia no princípio de análise espectral, que é o método para analisar as propriedades fisicoquímicas da matéria com base em suas características únicas de absorção da luz. No caso do sangue, a absorção da luz transmitida depende da concentração de espécies de hemoglobina. A hemoglobina oxigenada absorve mais luz infravermelha, permitindo que mais luz infravermelha passe através dela do que no caso da hemoglobina não oxigenada.

 

Capítulo 9 - Ventilação com bolsa-válvula-máscara

PDF Criptografado

Ventilação com bolsa-válvula-máscara

9

C apítulo 9  Ventilação com bolsa-válvula-máscara     87

Steven C. Carleton, Robert F. Reardon e Calvin A. Brown III

INTRODUÇÃO

A ventilação com bolsa-válvula-máscara (VBVM) é uma habilidade fundamental no manejo da via aérea e uma consideração em qualquer intervenção na via aérea. A avaliação de potencial dificuldade na ventilação com bolsa é um componente fundamental de qualquer avaliação da via aérea. A VBVM efetiva reduz a urgência da intubação e a ansiedade que acompanha a laringoscopia e intubação difíceis, ganhando-se tempo para buscar soluções potenciais para uma via aérea difícil ou falha. A aplicação confiante de

VBVM é particularmente importante quando são usados relaxantes musculares para facilitar a intubação; a confiança na VBVM deve ser considerada como um pré-requisito para o uso de agentes paralisantes. A capacidade de oxigenar e ventilar efetivamente um paciente com VBVM elimina a porção “não consigo oxigenar” do cenário “não consigo intubar, não consigo oxigenar” (ver Cap. 2), deixando três tentativas de intubação que não foram bem-sucedidas ou uma melhor tentativa falha na situação de “forçado a agir” como os únicos caminhos para a via aérea falha.

 

Capítulo 10 - Dispositivos extraglóticos: tipo supraglótico

PDF Criptografado

Dispositivos extraglóticos: tipo supraglótico

10

C apítulo 10  Dispositivos extraglóticos: tipo supraglótico     99

Michael F. Murphy e Jennifer L. Avegno

INTRODUÇÃO E TERMINOLOGIA

A terminologia relacionada aos dispositivos de manejo da via aérea que são inseridos dentro da hipofaringe e esôfago superior não é padronizada. Utilizaremos o termo dispositivos extraglóticos (DEGs) para se referir a esse conjunto de dispositivos. Aqueles que são colocados acima da laringe são dispositivos supraglóticos (DSGs) e aqueles que são inseridos às cegas no esôfago superior são os dispositivos retroglóticos (DRGs). Este último grupo também poderia ser chamado de dispositivos infraglóticos (DIGs).

Os DRGs, como Combitube, King LT airway e EasyTube são abordados no próximo capítulo. A maioria dos DEGs é de uso único, mas alguns estão disponíveis em variantes reutilizáveis.

Os DEGs diferem do dispositivo de fornecimento de ar por máscara facial por serem inseridos através da boca até uma posição em que eles forneçam um conduto direto para o fluxo de ar através da glote até os pulmões. Eles variam em tamanho e formato, e a maioria tem bolsas ou balonetes que, quando insuflados, geram uma vedação razoavelmente completa na via aérea superior para permitir a ventilação com pressão positiva com limites variáveis de pressão de pico. Este capítulo aborda os DSGs, como a família das máscaras laríngeas (MLs), Cook ILA e Air Q, a família Ambu Aura e o i-gel.

 

Capítulo 11 - Dispositivos extraglóticos: tipo retroglótico

PDF Criptografado

Dispositivos extraglóticos: tipo retroglótico

11

C apítulo 11  Dispositivos extraglóticos: tipo retroglótico     115

Erik G. Laurin, Leslie V. Simon, Darren A. Braude e

Michael F. Murphy

INTRODUÇÃO

O termo dispositivo extraglótico (DEG) se divide em duas subclasses principais: dispositivos supraglóticos e dispositivos retroglóticos. Os dispositivos supraglóticos são definidos e discutidos no Capítulo 10, junto com as indicações gerais e contraindicações. O presente capítulo se concentra nos DEGs retroglóticos. Como esses dispositivos são posicionados posteriormente à glote no esôfago proximal, eles estão contraindicados em pacientes com doenças esofágicas conhecidas, como estenoses, e em doenças esofágicas presumidas, como nas ingestões cáusticas; de outro modo, eles compartilham as mesmas indicações e contraindicações que os DEGs supraglóticos.

Os dispositivos retroglóticos como o Esophageal Obturator Airway e o Esophageal Gastric Tube

Airway estavam entre as primeiras vias aéreas extraglóticas colocadas em prática na década de 1970, mas não estão mais presentes no manejo da via aérea de emergência. Os DEGs retroglóticos modernos representam uma grande melhora em relação a esses primeiros dispositivos, tendo demonstrado sua efetividade e segurança no rápido estabelecimento da oxigenação e ventilação em várias situações de emergência.

 

Capítulo 12 - Manejo do paciente com dispositivo extraglótico

PDF Criptografado

Manejo do paciente com dispositivo extraglótico

12

C apítulo 12  Manejo do paciente com dispositivo extraglótico     125

Darren A. Braude, Michael T. Steuerwald e Eli Torgeson

INTRODUÇÃO

Os dispositivos extraglóticos (DEGs) estão sendo cada vez mais usados em situações de emergência, especialmente no ambiente pré-hospitalar, pois muitas empresas prestadoras de serviços médicos de emergência (SME) estão promovendo o seu uso como principal modo de manejo da via aérea. Como a maioria dos DEGs precisam ser convertidos em uma via aérea definitiva, os profissionais devem estar confortáveis com a avaliação e manejo de um paciente com um DEG, tenha sido colocado no departamento de emergência (DE) ou antes da chegada ao hospital. Um DEG pode ter sido usado como via aérea primária sem tentativa prévia de intubação ou secundariamente no caso de falha da intubação, o que pode ter importantes implicações clínicas. Os profissionais que trabalham em hospitais devem estar familiarizados com os dispositivos usados dentro de sua instituição e pelos serviços de SME em sua área de atuação. Isso deve incluir a prática clínica sempre que possível. Unidades de terapia intensiva (UTIs), DEs e empresas de transporte de cuidados críticos devem considerar a manutenção de amostras desses dispositivos disponíveis para a referência rápida. O conhecimento aprofundado sobre os diversos DEGs usados melhorará o cuidado com o paciente e facilitará o seu manejo.

 

Capítulo 13 - Laringoscopia direta

PDF Criptografado

Laringoscopia direta

13

C apítulo 13  Laringoscopia direta     139

Robert F. Reardon e Steven C. Carleton

LARINGOSCOPIA DIRETA

Embora a videolaringoscopia (VL) tenha se tornado o dispositivo de escolha para muitos médicos na emergência, a laringoscopia direta (LD) ainda é uma técnica comum para a intubação traqueal em situações de emergência. Em mãos experientes, a LD tem uma alta taxa de sucesso, e o equipamento é barato, confiável e amplamente disponível. Porém, a LD exige experiência significativa para se obter proficiência e tem limitações inerentes que se manifestam quando há fatores como mobilidade cervical reduzida, língua grande, retração do queixo ou incisores proeminentes.

FUNDAMENTOS DA LARINGOSCOPIA DIRETA

O conceito da LD é simples – criar uma linha reta de visão desde a boca até a laringe para visualizar as pregas vocais. A língua é o maior obstáculo para a laringoscopia. O laringoscópio é usado para controlar a língua e deslocá-la para fora da linha de visão. Um laringoscópio consiste em um cabo, uma lâmina e uma fonte de luz. Ele é usado como instrumento para a mão esquerda independentemente da preferência do operador. Em geral, as lâminas de LD são curvas (Macintosh) ou retas (Miller)

 

Capítulo 14 - Videolaringoscopia

PDF Criptografado

Videolaringoscopia

John C. Sakles e Aaron E. Bair

14

C apítulo 14  Videolaringoscopia     157

INTRODUÇÃO

Historicamente, a laringoscopia direta (LD) tem sido o método primário para a realização da intubação traqueal no departamento de emergência (DE). Ao utilizar a LD, o objetivo é comprimir e afastar os tecidos da via aérea superior de modo a alcançar uma linha de visão entre os olhos do operador e a entrada da laringe. Devido a limitações anatômicas, isso pode ser tecnicamente muito difícil, podendo não ser possível em alguns pacientes. Assim, foram desenvolvidos laringoscópios que permitem que a intubação seja feita olhando-se ao redor de tecidos que causam obstrução em vez de depender do seu deslocamento.

A introdução da fibra óptica na medicina ajudou no desenvolvimento de laringoscópios de fibra óptica rígidos como o laringoscópio Bullard. Esses dispositivos eram essencialmente laringoscópios rígidos que incorporavam um feixe de fibra óptica e uma lente que permitia que o operador efetivamente enxergasse ao redor da língua. Esses laringoscópios de fibra óptica tinham um desenho inteligente, mas exigiam experiência significativa do operador para o seu uso efetivo. As limitações inerentes da fibra óptica, como seu pequeno campo de visão, a necessidade de uma lente, o embaçamento da lente e a contaminação fácil, restringiam o seu uso disseminado. Quando as câmeras de vídeo foram miniaturizadas até o ponto em que podiam ser colocadas em uma lâmina de laringoscópio, novas oportunidades para a laringoscopia foram desenvolvidas. O Dr. John A. Pacey desenvolveu o primeiro videolaringoscópio (VL) comercialmente disponível, o GlideScope, o qual permaneceu em uso clínico até 2001. O GlideScope incorporava uma microcâmera de vídeo na porção distal da lâmina que estava conectada a um monitor externo através de um cabo. A câmera de vídeo oferecia uma visão indireta da via aérea e permitia que a intubação fosse realizada com o uso de um monitor de vídeo. Desde aquele tempo, vários VLs foram desenvolvidos e estão presentes na prática clínica. Esses dispositivos diferem muito em seu desenho. Alguns utilizam lâminas curvas tradicionais Macintosh, enquanto outros usam lâminas hiperanguladas. Alguns necessitam da colocação do tubo com a mão livre do operador, enquanto outros têm um canal guia embutido para a colocação do tubo. Alguns têm um monitor externo conectado ao laringoscópio por um cabo, enquanto outros têm um monitor acoplado diretamente ao cabo do laringoscópio. Alguns utilizam lâminas descartáveis, enquanto outros usam lâminas reutilizáveis que podem ser submetidas a desinfecção de alto nível.

 

Capítulo 15 - Dispositivos ópticos e guiados por luz

PDF Criptografado

Dispositivos ópticos e guiados por luz

15

C apítulo 15  Dispositivos ópticos e guiados por luz     175

Julie A. Slick

INTRODUÇÃO­

Os laringoscópios tradicionais exigem que o operador obtenha uma linha de visão direta até a glote alinhando os eixos oral, faríngeo e laríngeo (Cap. 13). Os videolaringoscópios tiram proveito de uma câmera de vídeo, a qual é acoplada em uma lâmina rígida para que não haja a necessidade de uma linha direta de visão, oferecendo visualizações melhores da glote e do espaço ao redor (Cap. 14). Os dispositivos ópticos são aqueles laringoscópios que permitem que o operador visualize a glote sem criar uma linha reta de visão, mas sem o uso de vídeo ou de tecnologia de fibra óptica. A visualização

óptica é obtida com o uso de instrumentos ópticos menos caros que consistem em uma combinação de prismas, espelhos e lentes. O custo relativamente pequeno da tecnologia é um dos principais benefícios desses dispositivos em comparação com aqueles mais caros de fibra óptica ou vídeo. Muitos desses dispositivos também oferecem capacidades de vídeo por meio de câmeras de vídeo acopláveis. A adição de capacidades de vídeo oferece uma visualização melhor da glote e melhora o recurso de ensino ao permitir que outros profissionais visualizem o que o operador da via aérea está observando. Há apenas dois dispositivos verdadeiramente ópticos relevantes no manejo da via aérea de emergência, o Airtraq e o Truview.

 

Capítulo 16 - Intubação com endoscópio flexível

PDF Criptografado

Intubação com endoscópio flexível

16

C apítulo 16  Intubação com endoscópio flexível     183

Alan C. Heffner e Peter M.C. DeBlieux

INTRODUÇÃO

A intubação traqueal com um endoscópio flexível é uma técnica valiosa no manejo da via aérea, particularmente em pacientes nos quais a laringoscopia padrão e a intubação orotraqueal são previstas como difíceis ou impossíveis. Os dispositivos endoscópicos podem ser usados para avaliação diagnóstica da via aérea superior e para a intubação traqueal.

INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES

As indicações para a intubação com endoscópio flexível (IEF) no manejo da via aérea de emergência geralmente são identificadas durante a avaliação LEMON para a via aérea difícil (ver Cap. 2) e incluem as seguintes:

• Pacientes com falha na regra 3-3-2 (restrição da abertura bucal, mandíbula pequena ou laringe alta) ou que exibem escore Mallampati grau 4.

• O acesso oral inadequado, reconhecido durante a primeira avaliação da regra 3-3-2, é um forte preditor de intubação orotraqueal difícil ou impossível por meios convencionais. Os exemplos incluem fixação cirúrgica da mandíbula, trismo, doença da articulação temporomandibular, lesões expansivas na língua e assoalho oral (i.e., angioedema, hematoma, infecção oral).

 

Capítulo 17 - Estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo

PDF Criptografado

Estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo

17

C apítulo 17  Estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo     191

Cheryl Lynn Horton e Julie A. Slick

INTRODUÇÃO

Os estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo são dispositivos de intubação novos que permitem a visualização da glote na forma de uma imagem transmitida a um visor ou a uma tela de vídeo a partir de uma fonte de imagem de fibra óptica ou vídeo distalmente localizada. Assim, eles não exigem uma linha direta de visão entre o olho do operador e a glote, como deve ocorrer em uma laringoscopia direta (LD) bem-sucedida. Diferentemente dos videolaringoscópios (ver Cap. 14) e dos dispositivos

ópticos (ver Cap. 15), os estiletes de fibra óptica e vídeo devem ter um tubo endotraqueal (TET) diretamente acoplados neles, como em qualquer estilete convencional, sendo usados para guiar o tubo através das pregas vocais até a traqueia sob visualização contínua. Diferentemente dos dispositivos flexíveis de fibra óptica, esses dispositivos são rígidos ou semirrígidos, incluindo um feixe de fibra óptica ou um aparato de vídeo contido em um estilete de aço curvado e pré-moldado. Eles são desenhados para navegar ao redor da língua e atravessar a hipofaringe para visualizar as estruturas laríngeas, muitas vezes com mínima abertura bucal ou mobilidade cervical. Seu uso pode oferecer vantagens em pacientes com impedimentos anatômicos para a LD, como laringe alta, imobilidade da coluna cervical ou abertura bucal reduzida. Além disso, os estiletes rígidos não têm qualquer mecanismo de controle como ocorre nos dispositivos de fibra óptica e, assim, são geralmente mais fáceis de manusear, em especial no caso de profissionais sem experiência. Os estiletes rígidos têm bainhas de metal curvadas não maleáveis, cuja forma não pode ser alterada, enquanto os dispositivos semirrígidos, embora não sejam flexíveis, podem ter sua angulação levemente alterada para se encaixar à geometria particular da via aérea de cada paciente.

 

Capítulo 18 - Técnicas de intubação às cegas

PDF Criptografado

Técnicas de intubação

às cegas

18

C apítulo 18  Técnicas de intubação às cegas     201

Michael T. Steuerwald, Darren A. Braude e Steven A. Godwin

DESCRIÇÃO

As técnicas de intubação às cegas são aqueles métodos de manejo da via aérea que resultam na passagem de um tubo endotraqueal (TET) através da laringe até a traqueia sem qualquer visualização das estruturas glóticas. Exemplos pertinentes de tais procedimentos incluem a intubação nasotraqueal às cegas (INTC), a intubação digital traqueal (IDT) e a passagem às cegas de um TET através de um dispositivo extraglótico (DEG).

A INTC se baseia em ouvir e sentir indícios que diferenciam entre a passagem traqueal versus esofágica do tubo, enquanto a IDT depende da habilidade do operador para usar a sensibilidade tátil para distinguir a anatomia da via aérea à medida que o tubo é inserido. A passagem às cegas de um TET através de um DEG é discutida no Capítulo 10.

INTUBAÇÃO NASAL ÀS CEGAS

Perspectiva histórica

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000270674
ISBN
9788582715628
Tamanho do arquivo
34 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados