Você Sabe Estudar?: Quem Sabe, Estuda Menos e Aprende Mais

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Você precisa aprender de forma mais eficaz? Tem problemas de concentração? Aprende e depois não lembra? Não consegue administrar seu tempo de estudo? Claudio de Moura Castro, reconhecido especialista em educação, apresenta técnicas para desenvolver bons hábitos de estudo e conquistar uma aprendizagem duradoura. O autor vasculha o funcionamento da mente humana para ensinar o leitor a usar a memória a seu favor com o método de estudo ativo e mostra que estudar é coisa que se aprende. Com este livro, você aprenderá: Como obter melhores resultados em testes, provas e trabalhos; Como entender melhor assuntos difíceis; Como não esquecer o conteúdo estudado; Como fazer anotações, resumos e mapas mentais; Como administrar melhor o seu tempo; Como ler um livro.
 

41 capítulos

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Sumário

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Sumário

Sumário:

Prefácio

ozires silva

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Introdução a ferramenta do estudante é o estudo

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I. Aprendi, mas já esqueci!

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Ii. Preparativos: o ambiente é para ajudar, não para atrapalhar

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A. Conforto – até certo ponto

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B. Mesa arrumada, cabeça arrumada

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C. “Faço muitas coisas ao mesmo tempo”, dá certo?

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D. O silêncio é de ouro

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E. Posso interromper? Tem hora que não pode

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F. Difícil se concentrar? Há remédios

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III. O tempo é a sua maior riqueza, há que administrá-lo

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A. Seu tempo não dá para nada?

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B. O importante e o urgente: inimigos mortais!

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C. Memória ruim? Então, lista boa

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D. Como fazer o tempo render mais

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Primeira Regra de Ouro: bunda/cadeira/hora

Disciplina nos estudos é um hábito a ser adquirido

 

Capítulo I - Aprendi, mas ja esqueci!

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I. Aprendi, mas já esqueci!

Antes de enfrentar a jornada para aprender a estudar, vale a pena fixar nossa atenção no resultado esperado. Ou seja, o que queremos da escola? Até certa idade, estudávamos porque alguém mandava.

Mas este livro se destina a quem já ultrapassou essa fase da vida. Portanto, a leitores com boas razões para perguntar a si mesmos o que significa a palavra “aprender” – e, também, por que aprender.

A primeira dificuldade é que a palavra “aprender” tem um sentido bastante elástico; chega a ser vago. Pode significar tanto decorar o telefone do amigo quanto manejar com facilidade as equações da Teoria da Relatividade Completa. Sendo assim, devemos conhecer melhor do que estamos falando, para evitar mal-entendidos.

Talvez a melhor maneira de proceder seja perguntar o que queremos fazer com o conhecimento adquirido.

Queremos decorar os elementos da tabela periódica para passar amanhã na prova de química, sendo que jamais pretendemos voltar a essa matéria? Ou queremos aprender juros compostos, para escolher a revenda que cobra menos juros na prestação do carro?

 

A. Conforto - Até certo ponto

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Ii..Preparativos:

o ambiente

é para ajudar, não para atrapalhar

A. Conforto – até certo ponto

Se você é um dos poucos que consegue aprender estando na mesma sala onde berra uma novela, este capítulo não é para você. Porém, se você costuma ter dificuldades para começar a estudar, controlar o ambiente físico pode ser necessário.

Há pessoas capazes de estudar em pé, até no ônibus. Ou então, em meio à criançada correndo e gritando. Mas são poucas. Para a maioria, tais proezas podem até ser aprendidas, mas este talento pronto não vem “de fábrica”.

Entenda, estudar é um hábito, como qualquer outro.

Depois de adquirido, tudo fica mais fácil.

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É como dar o laço no cadarço do sapato ou lembrar-se de pendurar a roupa no cabide.

Com o tempo, vai ficando automático e indolor. Para quem se habituou a estudar, deixa de ser sacrifício. Não é tentador?

Estudar não é muito diferente da ginástica. Quem nunca fez, no primeiro dia, fica com o corpo dolorido. Aos poucos, além de não doer mais, torna-se agradável. E quem faz ginástica por muito tempo, quando para, sente falta.

 

B. Mesa arrumada, cabeça arrumada

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B. Mesa arrumada, cabeça arrumada

Pode parecer psicologia de botequim, mas é verdade. A ordem (ou desordem) física em nosso redor condiciona a ordem (ou desordem) que reina em nossa cabeça. Se a mente está confusa e não conseguimos arrumar os pensamentos para começar a estudar, um ambiente bagunçado só pode atrapalhar.

O remédio é intervir na ordem material à nossa volta, pois isto nos ajuda a fixar a cabeça no trabalho a ser feito. Se antes de começar o estudo arrumamos nossa mesa, isso tem o efeito quase mágico de arrumar a nossa cabeça. Portanto, se está difícil se concentrar nos estudos, colocar livros e papéis em ordem costuma ajudar.

Além disso, a preparação para o começo dos estudos tem outra função prática. Em meio a um estudo difícil, há um diabinho dentro de nós que, a cada ocasião, nos sussurra:

“Não dá para continuar sem o dicionário!”. Ou então: “Onde fazer os apontamentos, se não há caderno de notas? E aquela página com suas notas de aula?”. No fundo, ele está sempre querendo encontrar uma desculpa para fazer você perder tempo, interromper ou até abandonar o estudo.

 

"Faço muitas coisas ao mesmo tempo": Dá certo ?

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24 pratique!

Em um dia em que você estiver particularmente agitado e com dificuldades de concentração, tente arrumar sua mesa ou suas gavetas. Reflita depois: ajudou?

C. “Faço muitas coisas ao mesmo tempo”: dá certo?

As novas gerações fazem tudo ao mesmo tempo: enquanto assistem à televisão, a internet está sempre ligada. Quem sabe ouvem ainda uma música? Arrumam a casa enquanto tomam algo. No meio da confusão, dizem que estudam também.

E ainda se gabam de sua competência multitarefas – ou multitasking, para usar o termo da moda, em inglês! Fazer tudo ao mesmo tempo virou uma religião da juventude. Será que isso não passa de um modismo? Não sabemos.

Mas já sabemos um pouco sobre esse estilo de vida, plugado em tudo ao mesmo tempo. E, para a educação, as notícias não são boas. Essa religião do multitasking tem suas limitações. Dá para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, é verdade. Mas pesquisas recentes mostram que, pelo menos em algumas atividades, a qualidade do trabalho é comprometida.

 

D. O silêncio é de ouro

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Seu futuro depende de proteger da distração certos estudos mais árduos, por acreditar que são vitais para a sua educação.

pratique!

Escolha duas tarefas igualmente complexas. Em uma delas, interrompa a cada vez que ouvir o “plim” do e-mail chegando.

Na segunda, desligue o “plim” ou vá para longe do computador.

Dedique a ela toda a sua atenção, sem saltar para e-mails ou outras distrações.

Após esse experimento, faça um balanço honesto do seu rendimento em cada uma das situações.

D. O silêncio é de ouro

Assim como algumas pessoas são visuais, ficando meio traumatizadas em um ambiente onde os objetos estão fora do lugar, há outras para quem os sons e ruídos trazem desconforto ou desconcentração. Quando o exercício de matemática não dá certo, aquela música do vizinho começa a incomodar.

Pesquisas mostraram que escritórios barulhentos (tipo open office) tiram a concentração das pessoas e reduzem a produtividade. Isso é mais verdade quando lidamos com assuntos novos e difíceis. Em alguns dos velhos e já dominados, operamos no piloto automático, pois requerem pouca ou nenhuma concentração.

 

E. Posso interromper? Tem hora que não pode

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Música para estudar? Não há unanimidade por parte de quem já pesquisou o assunto.

Em princípio, depende de cada um. Em geral, para quem precisa de música, melhor que seja calma e apenas instrumental. Se o fone com a música protege da poluição sonora do ambiente, pode ajudar.

Mas é preciso voltar à ideia central deste tópico.

Diante de uma tarefa de rotina, conhecida e que não requer muito esforço mental, a música pode ser uma boa ideia. Mas atrapalha se for para aprender algo novo ou entender um assunto difícil.

Portanto, controlar os sons e ruídos deve ser uma preocupação para quase todos. Se não

é possível baixar o volume da novela do vizinho, essa é a hora de escolher um estudo mais fácil. Ficam as equações para mais tarde.

Em um país barulhento como o nosso, estudar em bibliotecas pode ser uma solução adequada. Enfim, cada um é cada um e precisa avaliar o efeito do ruído e da música na qualidade do seu estudo.

pratique!

Faça um balanço dos sons que entram em sua vida. Eles atrapalham seus estudos? Dá para encontrar soluções que evitem ou atenuem o problema?

 

F. Difícil se concentrar? Há remédios

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Portanto, cada um deve descobrir as horas boas para estudar aquele assunto mais penoso ou ameaçador.

O telefone mereceria um capítulo à parte. De que adianta brigar para que ninguém nos interrompa se atendemos ao telefone assim que ele toca? Administrar o telefone pode ser um tema crítico para certas pessoas. E para você?

pratique!

Investigue como é o seu ritmo ao longo do dia. Ao acordar, você está pronto para o que der e vier? Ou seu corpo pede mais cama? Responde bem às atividades intelectuais? E a esportes vigorosos? Se você é dos que custam a aquecer, quantas horas leva para que isso aconteça? Como é a sua tarde? Sonolenta após o almoço ou cheia de energia? E à noite, quando tudo está mais sereno e silencioso? É hora de estudar? Ou já acabou o gás para tais atividades?

Redija um parágrafo reportando suas conclusões. Com base nelas, quais os melhores horários para o estudo mais pesado?

E para as atividades mais leves e menos exigentes?

F. Difícil se concentrar? Há remédios

 

A. Seu tempo não dá para nada?

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A. Seu tempo não dá para nada?

Assim como há perdas de tempo na sala de aula, há enormes perdas por parte dos alunos fora dela, causadas pelo mau uso do tempo disponível para estudar. Aprender a usar bem o seu tempo é uma das consequências esperadas deste manual.

Na aula, o professor administra o tempo de todos. Pode fazê-lo bem ou mal. Porém, não está ao seu alcance mudar isso. Já em casa, tudo depende de você. Se não sabe gerir seu tempo, será prejudicado. De fato, a maioria dos alunos não sabe se preparar para os estudos, não sabe estudar e nem por onde começar, além de ter dificuldades de concentração. Em suma, não sabe usar o tempo.

Organizar o tempo é tão importante quanto qualquer outro tipo de providência para aprender mais.

Assim como não achamos as coisas em uma casa bagunçada, o uso indisciplinado do tempo não leva a bons resultados escolares. Esse aprendizado é importante não só para o sucesso escolar, mas também porque a escola é uma preparação para o trabalho.

 

B. O importante e o urgente: Inimigos mortais!

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B. O importante e o urgente: inimigos mortais!

Falemos do venerado conflito entre o importante e o urgente. Algumas coisas são mais importantes, isto é, se não as fizermos, as consequências negativas serão mais sérias.

Outras coisas são urgentes, pois na prática, há pressões para que sejam logo feitas.

À primeira vista, são ideias irmãs e aliadas.

Na prática, o urgente é o maior inimigo do importante.

O urgente clama, os interessados reclamam, os prazos estão vencendo! São sempre tarefas tangíveis e concretas: atender o telefone, lidar com a crise ou cuidar do encanamento entupido. Sabemos que alguém vai cobrar ou coisa boa não vai resultar.

O problema é que, de urgente em urgente, o tempo vai se escoando. Ao fim e ao cabo, fazemos o urgente. Mas e o importante?

Limpar o carro antes de encontrar a namorada é urgente. Trocar o óleo é importante, embora não seja urgente. Porém, se não for trocado, funde o motor!

Para a nossa carreira futura, entender bem estatística é mais importante do que lavar o carro, ir ao aniversário do amigo ou aproveitar aquela liquidação para comprar a camisa sonhada. Porém, o importante costuma não ser urgente. Portanto, é empurrado para o futuro, pela sucessão dos urgentes. Acaba não sendo feito. Daí a regra de estabelecer prioridades claras e um planejamento realista do tempo.

 

C. Memória ruim? Então, lista boa

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38 pratique!

Faça um exame mental do que você precisará fazer durante o próximo mês. Mais exatamente, estabeleça o seu plano de uso do tempo:

Coloque em ordem decrescente de importância o que você precisa fazer.

Decida quando cada coisa precisa ser feita.

Programe o seu “tempo protegido” – que será dedicado àquelas tarefas que não podem ser feitas em meio a interrupções.

Identifique aquelas outras tarefas que serão eliminadas ou postergadas. Lembre-se: definir prioridades é, antes de tudo, decidir o que não dá para ser feito, e, portanto, será sacrificado.

C. Memória ruim? Então, lista boa

O nosso cérebro é excelente para pensar, para criar, para imaginar, para resolver problemas e para muitas outras coisas. No entanto, é péssimo para se lembrar do que precisa ser feito. Durante o chope com os amigos, subitamente, nos lembramos de que

é preciso ligar para o colega que sugeriu ótimas referências para o trabalho de fim de ano. Em meio à leitura do livro de trigonometria, nos lembramos de que não há mais camisas limpas no armário. Ou então, é a lembrança da conta vencida que surge no meio da aula.

 

Primeira regra de ouro:bunda/cadeira/hora

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Primeira regra de ouro: bunda/cadeira/hora

A =F

( B / C / H )

Pode-se dizer que esse é o princípio mais básico e mais óbvio da teoria da aprendizagem. Mas não podemos deixar de apresentá-lo com ênfase. Na verdade, é um princípio muito simples, dizendo apenas que quanto mais estudamos mais aprendemos.

Claro, algumas pessoas aprendem mais rápido. Mas, para uma mesma pessoa, quanto mais tempo dedicar ao estudo, mais aprenderá.

O estudo compete com outras atividades que achamos mais agradáveis ou mais atraen­ tes. Portanto, há o diabinho nos tentando: “Por que gastar tanto tempo com os livros, se há coisas mais interessantes para fazer?”.

Temos de ter a resposta pronta: porque queremos estudar e aprender muito. E a razão

é prática:

nosso futuro depende da qualidade da nossa educação.

Centenas de estudos mostram ganhos dramáticos nos níveis salariais de quem tem mais educação. Por exemplo, alguém com ensino superior ganha quase três vezes mais do que alguém que parou de estudar ao final do ensino médio. E como aprender é essencial para permanecer na escola por mais tempo – e até para passar no vestibular – não basta passar de ano.

 

Disciplina nos estudos é um hábito a ser adquirido

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Mas isso é preocupação dos coreanos. Não é nosso problema, pois não vemos ninguém ao nosso redor morrendo por excesso de estudos. Pelo contrário, pesquisas mostram que os alunos brasileiros, em média, estudam pouco – uma ou duas horas depois da aula, para os mais dedicados.

Mas, se queremos aprender, é preciso estudar mais.

Simples assim.

pratique!

Faça um levantamento do tempo que você gastou estudando nos

últimos sete dias. Diante das suas ambições de carreira, esse tempo de dedicação parece suficiente? Quais outras atividades consumiram muito do seu tempo?

Faça a mesma pergunta a amigos e conhecidos. Como se comparam com você?

Disciplina nos estudos

é um hábito a ser adquirido

Tanto nos estudos quanto nos esportes, o hábito é tudo. Ninguém ganha o jogo ou as medalhas de ouro treinando só quando dá vontade. É preciso continuidade. Melhor dito,

é preciso disciplina pessoal.

Aliás, uma boa definição de disciplina

 

Só gostamos daquilo que entendemos

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A fórmula para chegar lá é simples.

Sendo disciplinados é que aprendemos a ser disciplinados.

Ou seja, aprende-se praticando. Quanto mais nos disciplinamos, mais ficamos disciplinados.

E, com isso, cai o esforço para fazer aquilo que precisa ser feito, mesmo quando falta vontade ou prazer.

Esportistas bem-sucedidos são disciplinados nos seus treinos. Não fosse isso, não teriam sucesso. Quando olhamos as coxas de Pelé ou de Ronaldinho, podemos ter certeza de que não nasceram assim, com aquela musculatura espantosa. Se estão assim é porque treinaram muito.De fato, treinaram mais do que os outros jogadores. Talento sem treino produz, mal que mal, jogadores para time de várzea. Para a Seleção Brasileira, nem pensar.

É interessante que, quando atletas decidem estudar, transferem essa mesma disciplina desenvolvida nos esportes para cumprir rotinas de estudo igualmente árduas. Estudos demonstram que desportistas conseguem trazer para os estudos seus hábitos disciplinados de treino e isso se traduz em melhores resultados.

 

Estudo em bloco ou picadinho? e se 1+1+1 não foir igual 3?

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De fato, quando não entendemos, não há qualquer prazer intelectual em lidar com o assunto. As letras e os símbolos não nos dizem nada. Lemos a frase e não entendemos. Logaritmos de base neperiana? Créditos e débitos? Ativos e passivos? O que são essas coisas?

Não são nada que nos faça felizes. Mas se forem entendidas, ficamos amigos delas.

Portanto, ao perder o fio da meada, tudo se torna mais árduo, mais penoso. Daí que malandrar ou matar aula não é uma boa ideia. É aumentar o volume de coisas que não entendemos, portanto, de que não gostamos. Se tivermos que aprendê-las, será com muito mais sacrifício.

Em outras palavras,

preguiçoso inteligente não mata aula, pois terá que estudar mais e o processo será mais penoso.

pratique!

Pense em duas situações críticas na sua vida de estudante, uma em que você se saiu muito bem e outra em que obteve resultados péssimos. Em cada uma dessas situações, como foi o regime de estudos que a precedeu? Estudou muito, com afinco? Matou aulas nas semanas anteriores? Deixou o barco correr e foi surpreendido com uma prova difícil?

 

Descansar é uma boa técnica de estudo ?

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Descansar é uma boa técnica de estudo?

Durante séculos, o comportamento humano vem sendo estudado pela observação casual das pessoas. Ouvimos dizer que Joãozinho passou a noite em claro estudando e olha a boa nota que tirou.

Com o desenvolvimento de uma psicologia de base científica, apareceram experimentos controlados. Em alguns casos em que não é possível experimentar com humanos, usam-se cobaias, produzindo também resultados interessantes e úteis.

Mas, até pouco tempo, ninguém poderia imaginar que enfiar as pessoas em um aparelho de ressonância magnética seria uma maneira produtiva de entender o comportamento humano e, até mesmo, derivar regras para aprender melhor.

No entanto, é isso que está acontecendo. Descobriu-se que a maioria das pessoas, após

20 ou 25 minutos, perde a capacidade de manter a atenção em assuntos que exigem raciocínio e esforço. Assistimos a um jogo de futebol por 45 minutos sem perder um só lance. Mas com os estudos é diferente. A atenção exigida é muito maior e a cabeça se cansa, se embaralha. Precisamos de alguns minutos de descanso para depois retomar os estudos, ou mesmo para acompanhar a aula.

 

Dormir bem para aprender mais ?

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48 pratique!

Tente avaliar o número de minutos durante os quais você consegue se concentrar em um assunto escolar relativamente difícil.

Dormir bem para aprender mais?

Há algum tempo, quando os executivos se tornaram uma categoria endeusada pela mídia, eram decantadas as virtudes daqueles que dormiam pouquíssimas horas. Assim, sobrava-lhes mais tempo para o trabalho produtivo. Repetia-se o refrão: fulaninho é formidável, só dorme quatro horas por noite.

Essa noção de que tempo dormido é tempo perdido persistiu por muitos anos no folclore da administração. Talvez por contágio, migrou para o folclore dos estudantes. O grande desempenho seria daqueles que dormem pouco e estudam muito.

Porém, nos últimos anos, foram aparecendo pesquisas sobre o assunto. No caso, pesquisas bem-feitas, com medidas confiáveis das variáveis pertinentes.

Descobriu-se que dormir pouco

é uma grande besteira.

Não é uma boa estratégia para render mais, seja no trabalho, seja nos estudos.

 

Cansaço é estratégia de aprendizagem ?

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49 pratique!

Escolha uma atividade que requer atenção, embora não seja difícil. Por exemplo, somar as suas despesas da semana, para descobrir quanto gastou. Ou, então, passar a limpo uma página do seu caderno de endereços. Anote o tempo necessário para fazer um serviço bem-feito.

Execute a tarefa escolhida depois de uma noite bem dormida.

Em seguida, após haver deitado tarde e acordado cedo, execute uma tarefa similar. Volte a anotar o tempo.

Houve diferença?

Cansaço é estratégia de aprendizagem?

Pesquisas recentes mostraram um resultado muito curioso. Nos parágrafos anteriores, falamos da importância de descansar. Paradoxalmente, para se concentrar nos estudos, também é preciso cansar!

Como assim? Descobriu-se que exercícios aeróbicos aumentam a concentração e o foco no que estamos fazendo. Se o assunto é estudo, melhoram nossa capacidade de aplicar energia de forma mais eficaz nessas atividades. As explicações neurofisiológicas não interessam aqui. Vale o fato de que isso foi observado em pesquisas sérias.

 

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