O Futsal e a Escola: Uma Perspectiva Pedagógica

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O futsal e a escola é um livro fundamental para os professores de educação física dos ensinos fundamental e médio. Rogério da Cunha Voser e João Gilberto M. Giusti apresentam uma proposta pedagógica para o ensino do futsal que considera o papel central da escola na adesão dos jovens à atividade física. Nessa proposta, o esporte é âncora para gerar conhecimentos sociais, culturais e psicológicos, contribuindo para a formação de pessoas críticas e bem informadas.

Na segunda edição desta obra já consagrada, os autores apresentam o histórico do futsal, aspectos pedagógicos e do desenvolvimento motor de crianças e adolescentes, além de um capítulo dedicado ao planejamento das aulas.

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Prefácio

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PREFÁCIO

Elaborar o prefácio do livro dos professores Rogério da Cunha Voser e João

Gilberto M. Giusti é realmente muito gratificante. Primeiro, por ter sido professor de ambos na Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas; segundo, pelo fato de meus filhos, quando frequentavam a escolinha de futsal do Clube Brilhante de Pelotas, há alguns anos, terem sido alunos do Giusti, que, com muita competência, os introduziu na prática desse esporte; e terceiro, por ter sido colega de profissão do Rogério, no Curso de Educação Física da Universidade Luterana do Brasil, no qual é conhecido por sua competência e pela preocupação em utilizar o ensino do futsal como forma de educação.

Na minha apreciação da obra O futsal e a escola, lembrei-me do Manifesto Mundial da Educação Física (2000), da Fédération Internationale d’Éducation Physique (FIEP). Esse manifesto buscava uma compreensão para o conceito de educação física, tratada como um caminho privilegiado de educação, pelas suas possibilidades de desenvolver as dimensões motora, afetiva, cognitiva e social dos indivíduos, principalmente das crianças e dos adolescentes, utilizando, para tanto, um dos mais preciosos recursos humanos, o corpo. Certamente o desenvolvimento integral dessas potencialidades se dará por meio de atividades exercidas a partir de uma intenção educativa, nas formas de exercícios ginásticos, jogos, esportes, danças e lutas, entre outras manifestações.

 

Introdução

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INTRODUÇÃO

O fenômeno esportivo infantil tem sido, neste início de século, motivo de muitos estudos e questionamentos tanto no que diz respeito aos seus ideários como em relação à sua função pedagógica e sociopolítico-cultural.

Nesse contexto, é possível observar a influência e a participação da escola no processo de adesão do jovem à prática do esporte e da atividade física.

No que se refere particularmente à escola e aos conteúdos a serem desenvolvidos pela educação física, não compartilhamos da ideia de que esta se resuma somente à prática das modalidades esportivas. Na cultura do movimento humano, existem importantes elementos que deverão compor o planejamento das aulas de educação física, além, é claro, do esporte. Entre eles, destacamos a dança, os jogos, as lutas e a ginástica, atividades fundamentais no processo de en­sino-aprendizagem.

Infelizmente, as escolas ainda desenvolvem um projeto de educação física ultrapassado e sem qualquer respaldo didático-pedagógico para envolver o aluno das séries iniciais, acompanhando-o até o ensino médio. A situa­ção é tão séria que algumas escolas ainda não têm professores de educação física na educação infantil e fundamental, etapas em que sua importância é indiscutível, pois é entre os 7 e os 12 anos de idade que se estabelece a base motora.

 

Capítulo 1 - Educação física escolar: A base de tudo

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EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR:

A BASE DE TUDO

Algumas escolas das redes particular e pública preocupam-se com o ensino da educação física desde a educação infantil e reconhecem a importância do esporte para as crianças como meio de educação e de saúde. Hoje, no mundo globalizado, as várias tecnologias proporcionam um aprendizado rápido e dinâmico, sendo imprescindível cuidar dos aspectos físico, psíquico e social, seja de forma lúdica, por meio de jogos e brincadeiras, seja pela prática de algum esporte ou de qualquer tipo de atividade física.

A escola assume um papel importante no que diz respeito à aquisição do hábito da prática esportiva pelos jovens. As escolas que realmente investem em educação reconhecem na educação física escolar um meio rápido de interação da criança com o meio em que vive, oferecendo momentos de convívio social. Propostas sérias que visam democratizar, humanizar e diversificar a forma pedagógica do ensino da educação física e métodos que procuram valorizar e incorporar as dimensões afetivas, cognitivas e socioculturais dos alunos estão se tornando uma referência significativa no contexto educacional, principalmente na hora da escolha, por parte dos pais, da melhor escola para seus filhos.

 

Capítulo 2 - Aspectos pedadógicos na educação física e no esporte

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ASPECTOS PEDAGÓGICOS NA

EDUCAÇÃO FÍSICA E NO ESPORTE

EDUCAÇÃO: TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

VERSUS PRÁTICAS ESCOLARES

O estudo sobre tendências pedagógicas orientado por Burlamarque (2001) a partir de pesquisas realizadas em uma escola particular auxiliou-nos a organizar, de forma sucinta e agradável, alguns aprofundamentos sobre o tema.

Em um primeiro momento, acreditamos que apresentar, de forma sintética, as ideias das principais correntes pedagógicas e sua aplicação no contexto escolar possibilitará ao leitor um entendimento mais profundo e crítico dos temas que serão abordados a seguir.

Essa discussão tem uma importância prática relevante, pois permite a cada professor situar-se teoricamente sobre suas opções, articulando-se e autodefinindo-se.

Para desenvolver a abordagem das tendências pedagógicas, utilizamos como critério a posição que cada tendência adota em relação às finalidades sociais da escola. Assim, dividimos o conjunto em dois grupos: a) Pedagogia liberal

 

Capítulo 3 - Aspectos motores

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ASPECTOS MOTORES

AS FAIXAS ETÁRIAS NA ESCOLA E A AQUISIÇÃO MOTORA

Antes de tecer comentários sobre os aspectos ligados às relações entre a atividade física-esportiva na escola e o crescimento, o amadurecimento e o desenvolvimento, é importante observarmos os anos escolares e as faixas etárias correspondentes. Apresentamos, a seguir, as idades geralmente encontradas em cada ano.

Ensino fundamental – anos iniciais

1o ano – 6, 7 e 8 anos

2o ano – 7, 8 e 9 anos

3o ano – 8, 9 e 10 anos

4o ano – 9, 10 e 11 anos

5o ano – 10, 11 e 12 anos

Ensino fundamental – anos finais

6o ano – 11, 12 e 13 anos

7o ano – 12, 13 e 14 anos

8o ano – 13, 14 e 15 anos

9o ano – 14, 15 e 16 anos

Ensino médio

1a série – 15, 16 e 17 anos

2a série – 16, 17 e 18 anos

3a série – 17, 18 e 19 anos

Conforme expõem Malina e Bouchard (1991; citados por Vargas Neto e Voser, 2001), existem diferenças conceituais entre crescimento, amadurecimento e desenvolvimento. Posteriormente, tais diferenças serão de extrema importância para a compreensão de como se estabelecem as aquisições motoras e de como ocorre a especialização esportiva, respeitando os critérios individuais da criança.

 

Capítulo 4 - Futsal: histórico, técnico e tática

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FUTSAL: HISTÓRICO,

TÉCNICA E TÁTICA

A HISTÓRIA DO FUTSAL

Existe uma grande controvérsia sobre a origem do futebol de salão. Não se sabe se foram os brasileiros que, ao visitarem a Associação Cristã de Moços

(ACM) de Montevidéu, levaram do Brasil o hábito de jogar futebol em quadras de basquete, ou se conheceram a novidade ao ali chegarem e, retornando, difundiram a prática em território nacional.

Mesmo não sendo o intuito deste trabalho a descoberta do real precursor do futebol de salão, apresentaremos os principais fatos que marcaram a história desse esporte.

O futebol de salão nasceu na década de 1930 e foi criado na ACM de

Montevidéu, Uruguai. As inúmeras conquistas que o Uruguai obteve naquela

época fizeram do futebol o esporte mais praticado naquele país, tanto por crianças quanto por adultos. Consequentemente, faltavam espaços e campos para a sua prática. A solução encontrada foi improvisar locais menores, como quadras de basquete e salões de baile. Contudo, como tal espaço era muito menor do que o dos campos de futebol, foram necessárias algumas modificações no seu modo de jogar.

 

Capítulo 5 - A proposta pedagógica do futsal

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A PROPOSTA

PEDAGÓGICA DO FUTSAL

O FUTSAL NA ESCOLA: ANÁLISE DO PRODUZIDO E

A POSSIBILIDADE DE UM NOVO FAZER PEDAGÓGICO

Atualmente, o esporte está presente tanto na vida escolar quanto fora dela, e as crianças, mesmo durante os pequenos intervalos de recreio e entrada escolar, se deparam com o jogo. Muitas vezes, de forma brilhante, esse jogo é criado por elas mesmas e tem suas próprias regras, sendo realizado em pequenos espaços e com material alternativo, como bolas de papel, de meia, latas, tampinhas e, embora possuam regras próprias adequadas ao espaço e ao número de participantes, em sua essência trazem traços marcantes do esporte oficial, como o gol, a cesta, o arremesso e a defesa.

Esses pequenos jogos, que na sua origem seriam coletivos, muitas vezes são jogados individualmente, em duplas, ou em trios, pois, na falta de maior número de alunos para praticá-los, acabam por desenvolver suas próprias técnicas e fundamentos básicos, como é o caso do voleibol de dupla, do basquetebol de dupla, jogado em apenas uma tabela e, principalmente, os pequenos jogos do futebol (vaza-entra; 3:1; gol a gol; bichinho), e até mesmo o jogo de taco, que na sua prática imita o beisebol americano.

 

Capítulo 6 - Atividades práticas

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ATIVIDADES PRÁTICAS

ATIVIDADES LÚDICAS E

PRÉ-ESPORTIVAS APLICADAS AO FUTSAL

Nas atividades lúdicas e pré-esportivas, os fundamentos técnicos do futsal são apresentados de forma recreativa, aumentando a motivação das crianças e, ao mesmo tempo, abrindo canais para o aprendizado. Nesse enfoque pedagógico, não podemos esquecer da “ideia central do jogo” e devemos ter em mente as “ações do jogo” que estão sendo desenvolvidas, pois são elementos básicos para a elaboração das atividades. Além disso, elas deverão apresentar baixo grau de dificuldade e regras simplificadas.

Céu, terra e mar

Alunos posicionados em círculo, com o professor no centro; este passa a bola com o pé para um dos alunos e diz uma das três palavras: céu, terra ou mar.

Imediatamente o aluno devolve a bola, também com um passe, e responde

à pergunta do professor com a palavra correspondente.

Por exemplo:

��

��

��

Céu, resposta sol.

Terra, resposta casa.

 

Capítulo 7 - Planejamento

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PLANEJAMENTO

É a previsão das atividades a serem desenvolvidas em um determinado contexto. No planejamento, além da sondagem diagnóstica inicial, ainda estão incluídos os objetivos, os conteúdos, os métodos (procedimentos), os recursos e a avaliação.

Muitas vezes, a criatividade do professor é confundida com improvisação. A improvisação aflora da falta de planejamento; a criatividade, por sua vez, é um dom de tornar uma situação aparentemente simples mais bela e mais atrativa.

Planejamento geral ou global – equivale ao planejamento anual­ou de um período maior.

Plano de unidade – equivale ao planejamento mensal, bimestral, trimestral ou semestral.

Plano de aula – equivale ao planejamento diário.

PLANO DE AULA

O plano de aula é um instrumento de trabalho que especifica os comportamentos esperados do aluno, os meios, os conteúdos, os procedimentos e os recursos que serão utilizados para sua realização, buscando sistematizar todas as atividades que se desenvolvem no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, em uma dinâmica de ensino-aprendizagem.

 

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