Gestão de Qualidade, Produção e Operações

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Gestão da qualidade, produção e operações, livro de María Esmeralda Ballestero-Alvarez, apresenta com detalhes o processo da gestão empresarial, tanto para produtos quanto para serviços.

Dividido em três partes (Visão Estratégica, Visão Estrutural e Visão Tecnológica), a obra apresenta detalhadamente conceitos e ferramentas do processo de gestão.

Na primeira parte, você encontrará temas como:

reengenharia;
downsizing;
outsourcing;
quarteirização;
modularização;
produção limpa;
produção enxuta.
Já na parte dedicada à Visão Estrutural, o enfoque é a qualidade na produção, apresentando o contexto histórico e as principais ferramentas e normas: ISO 9000, ISO 14000, SA 8000, ISO 45001, ISO 45000 (antiga OHSAS 18001) e os prêmios de qualidade mais importantes no momento, tais como FNQ, EFQM e MBA.

Por último, na parte sobre Visão Tecnológica, Benchmarking, Just in time, 5S, Kaizen, Kanbam, Keiretsu, 6 Sigma são apresentados e, além de serem abordados os conceitos básicos de sistemas de PCP:

SAP;
MRP I;
MRP II;
ERP;
OPT;
TOC;
FCU.

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1 Teoria Geral dos Sistemas Aplicada à Produção

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A teoria geral dos sistemas (TGS) é enunciada por volta de 1950 como reflexo da tendência que passa a vigorar de unificação das ciências. Se até esse momento cada área do conhecimento humano apresentava características, estudos e pesquisas peculiares, particulares e exclusivas, a partir dessa década passam a apresentar uma tendência contrária: buscar uma base comum. Muito provavelmente, como muito bem nos adverte Motta (1977), pela crescente necessidade de estudos que contemplassem diversas vertentes do conhecimento humano e oferecessem aos estudos ângulos de visão diferentes, mas complementares. Constatou-se que uma série de princípios desenvolvidos em diversos ramos do conhecimento científico eram apenas duplicações de esforços, pois outra área do conhecimento humano já os havia desenvolvido.

Esse conceito não é um mero reducionismo a uma única ciência, única abordagem, único princípio. O que se percebe é que a maioria dos princípios e conclusões obtidos pelo conhecimento humano é válida para várias ciências, sempre que a ciência trate com um objeto de estudo que possa ser enfocado como sistema. Essa foi a contribuição da teoria geral dos sistemas.

 

2 Reengenharia nas Organizações

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Em 1993, é lançado o livro Reengineering the corporation: a manifesto for business revolution, escrito por Michel Hammer e James Champy (Figuras 2.1 e 2.2). Rapidamente, esse texto se tornou best-seller, mantendo-se por 41 semanas na lista dos mais vendidos no The New York Times. De fato, em 1996, Hammer aparece como uma das 25 pessoas mais influentes do mundo.

Deixando as curiosidades de lado, o fato é que o mundo dos negócios e das organizações tornou-se diferente a partir do momento da publicação de Reengineering e, críticas à parte, os conceitos básicos que norteiam a “reengenharia” dificilmente podem ser contestados ou negados. Vamos a eles.

De acordo com Hammer e Champy (1993), reengenharia significa recomeçar, questionando por que uma empresa faz as coisas que faz e as regras e premissas básicas adotadas por ela durante esse fazer.

Para Hammer e Champy (1993, p. 27), a reengenharia é o “repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como: custos, qualidade, atendimento, velocidade de resposta”.

 

3 Qualidade na Produção

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O final do século passado foi marcado pela preocupação com a qualidade por parte das empresas. No entanto, essa visão não é nova nem recente. As primeiras ações reais desenvolvidas no sentido da qualidade datam de 1920 e surgem nos Estados Unidos. Em 1922, G. S. Radford publica The control of quality in manufacturing, que já abordava alguns dos princípios da qualidade, mas centrava-se, principalmente, na inspeção. Em 1924, a Western Electric forma o Departamento de Engenharia e Inspeção que, posteriormente, se tornaria o Departamento de Garantia da Qualidade dos Laboratórios Bell. Em 1931, W. A. Shewhart publica Economic control of quality of manufactured product, conferindo, pela primeira vez, cunho científico aos estudos da qualidade. Esses estudos deram importantes contribuições para a visão da qualidade do produto, inclusive nos dias atuais.

Os estudos prosseguem em várias frentes; contudo, só a partir de 1950 tornam-se públicos e o mundo toma conhecimento oficialmente do que estava sendo feito com relação à qualidade. Nessa época, os estudos se caracterizavam pela preocupação com o padrão estabelecido, atendendo, assim, aos requisitos necessários para a produção em massa que nessa época se desenvolvia. Surgem os grandes movimentos pela padronização dentro do processo produtivo, o controle estatístico dos processos e os trabalhos de inspeção desenvolvidos no chão de fábrica.

 

4 Ferramentas de Qualidade

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No Capítulo 3, que trata da qualidade na produção, já fiz referência às clássicas e às modernas ferramentas da qualidade. No entanto, por causa da abrangência das ações que envolvem a “qualidade”, muitas outras foram incorporadas ao desenvolvimento dos trabalhos relativos a esse tema. Algumas tiveram seu desenvolvimento em outras áreas e foram incorporadas quando alguns estudiosos perceberam o auxílio que promoveriam. Outras foram especialmente desenvolvidas para dar conta de uma situação específica em determinado momento por algumas empresas e, em virtude do sucesso e do acerto das iniciativas, se popularizaram, comprovando sua eficiência e eficácia, independentemente do tipo de empresa que as usassem.

É a respeito dessas alternativas que o presente capítulo trata. Apesar de quase todas serem exemplificadas com casos relativos a indústrias, considere sempre que elas são aplicáveis a outros contextos que não o industrial.

Lembre-se de que os instrumentos à disposição dos gestores devem sofrer adaptações; portanto, quando usar qualquer uma delas, faça as adaptações necessárias à empresa na qual será aplicada, à situação que essa empresa enfrenta no momento, à cultura e ao clima dessa organização, aos valores morais e éticos que ela ostenta, divulga e pratica, à personalidade e à formação das pessoas envolvidas (e, também, seus valores morais, éticos e de vida). Sem esses cuidados, é quase certo que a aplicação será um fracasso.

 

5 Ferramentas de Planejamento e Controle de Produção

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Para qualquer gestor empresarial do momento, é indiscutível a importância que assumem as decisões tomadas que afetam a produção ou os serviços oferecidos. Como já foi dito anteriormente em várias oportunidades, as empresas, na atual conjuntura dinâmica dos negócios, não podem ignorar as novas técnicas e tecnologias. Essa é a essência deste quinto capítulo.

Quando ler as seções que ofereço a seguir, considere sempre que as atividades que envolvem um processo produtivo qualquer sempre afetam a base do sistema econômico do país onde a empresa se situa e desenvolve suas atividades. É pelo desenvolvimento desse processo que todos os recursos disponíveis (capital, materiais, máquinas, tecnologia, mão de obra) se transformam em bens, produtos ou serviços que visam, em sua essência, atender às necessidades das pessoas em geral e, mais amplamente, da comunidade e da sociedade inteira.

Outro aspecto que deve ser mencionado diz respeito ao impacto provocado pelo advento do processamento eletrônico de dados (PED). A partir do momento que os gestores de produção de indústrias de todos os portes e segmentos tiveram a sua disposição um instrumento capaz de armazenar, combinar, processar uma quantidade quase infinita de dados a respeito de mercado, custo, estoque, produção, passaram a solicitar aplicações lógicas sofisticadas que fossem capazes de auxiliá-los no trabalho de planejar, programar e controlar a produção.

 

6 Teoria das Restrições

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Conta-se que a Teoria das Restrições (em inglês, Theory of Constraints, ou TOC, como será tratada ao longo deste livro) começou a partir de uma experiência no mínimo curiosa e que vale a pena contar para que não se perca na história das teorias referentes à produção e à qualidade. Seu autor é Eliyahu Moshe Goldratt (Figura 6.1), doutor em física.

FIGURA 6.1 Eliyahu Moshe Goldratt (31.03.1948 – 11/06/2011).

Fonte: Disponível em: http://www.azquotes.com/author/43792-Eliyahu_M_Goldratt. Acesso em: 16 jun. 2018.

Nos anos 1970, Goldratt foi consultado por um amigo (cujo nome desconheço) a respeito de alguns problemas que enfrentava em sua pequena fábrica de galinheiros. Goldratt não conhecia nada de administração nem de suas teorias ou dos teóricos que escreveram a respeito de gestão empresarial ou como gerenciar uma fábrica, mas se interessou pelo problema e chegou à conclusão de que o problema-cerne (para usar a nomenclatura da TOC) estava na programação do trabalho.

 

7 Fabricação Classe Universal

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Fabricação Classe Universal (ou apenas FCU, como a tratarei ao longo do texto) foi o título atribuído por Richard J. Schonberger para descrever as melhores práticas empresariais, considerando um extenso levantamento e diagnósticos organizacionais desenvolvidos em empresas dos mais diversos segmentos, portes, idades.

Nascido em 1937, Richard J. Schonberger é engenheiro industrial, consultor de empresas e foi o responsável pela introdução de várias “técnicas japonesas de gerenciar” nos Estados Unidos. Aliás, sua fama e renome estão definitivamente atrelados ao JIT (veja a Seção 4.2) por ter sido o primeiro a divulgá-lo naquele país. O mais interessante é que ele procurou relacionar o que considerava as melhores práticas gerenciais com as análises feitas para o EFQM (veja na Seção 3.12) e para o MBA (veja na Seção 3.13), verificando se a ponderação atribuída a cada uma das variáveis era compatível com o sucesso da empresa.

Além disso, Schonberger costumava visitar, semanalmente, pelo menos uma fábrica, observando in loco a linha de produção e a atuação de seus gestores, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Todas essas informações foram consolidadas no que ficou conhecido como a FCU.1

 

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