Avaliação Psicológica nos Contextos de Saúde e Hospitalar

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Este novo livro da Coleção Avaliação Psicológica traz conteúdo baseado nos últimos avanços em pesquisa e discute os melhores métodos e instrumentos de avaliação para psicólogos que atuam nos contextos de saúde e hospitalar. Escrita por especialistas brasileiros, esta obra enfatiza a relação entre a teoria e a prática, sendo essencial para estudantes e profissionais da psicologia, bem como para pesquisadores de áreas afins, como medicina, enfermagem e nutrição.

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Capítulo 1. Avaliação psicológica em contextos de saúde e hospitalar

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1

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

EM CONTEXTOS DE

SAÚDE E HOSPITALAR

Eduardo Remor

U

m psicólogo recebe a solicitação para realizar uma avaliação de um p

­ aciente admitido no hospital, a fim de que possam ser obtidos dados para complementar o diagnóstico médico e as decisões em relação

às opções de tratamento e ao ajuste p

­ sicológico perante a doença, bem como recomendar e aplicar determinada intervenção psicológica coadjuvante ao tratamento médico, seja esta planejada de forma personalizada, seja baseada em um protocolo específico. Para realizar essa avaliação, o profissional coletará informações de várias fontes – por exemplo, história médica

(prontuário), observação do paciente, testagem com alguma medida de screening, algum ques­ tionário validado e/ou entrevistas com o pa­ ciente e sua família (ou acompanhantes) para obter e complementar dados sobre sua história pessoal e características (p. ex., nível educativo, rotina e hábitos, interesses e preocupações, as­ pectos culturais ou religiosos que possam in­ terferir nas decisões em relação ao processo de doença), comportamentos e estilos de vida e re­ cursos psicológicos (p. ex., o modo como en­ frentou situações semelhantes no passado, as­ sertividade e habilidades sociais, autoeficácia para lidar com o estresse e o potencial trata­ mento).

 

Capítulo 2. Avaliação psicológica de crianças hospitalizadas

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2

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS

Adriano Valério dos Santos Azevêdo

Beatriz Schmidt

Maria Aparecida Crepaldi

C

rianças hospitalizadas, assim como seus familiares, precisam lidar com uma série de estressores. Esses estressores envolvem aspectos ligados à doença e ao tratamento (p. ex., dor, desconforto corporal, efeitos de medicamentos, perda de autonomia) ou, ainda, à hospitalização (p. ex., ansiedade em virtude do ambiente desconhecido, dos procedimentos médicos e do contato com múltiplos profissionais, além de interrupção da rotina, separação de familiares e amigos). Logo, de certo modo, é esperado que crianças hospitalizadas venham a apresentar algumas reações emocionais e comportamentais, como agitação psicomotora, retraimento nas relações interpessoais, enurese e alterações de humor, sono e apetite, que podem ser temporárias ou crônicas

(Whelan, 2007).

O acompanhamento psicológico nesse contexto é importante, sobretudo visando à redução dos impactos negativos da doença, do tratamento e da hospitalização, tanto para a criança quanto para sua família (Azevêdo, Crepaldi, & Moré, 2016). A avaliação psicológica faz parte do cotidiano de trabalho do psicólogo em unidades de internação hospitalar infantil e é a primeira ação necessária para definir

 

Capítulo 3. Avaliação psicológica de cuidadores pediátricos: caracterização, desafios e proposta de roteiro avaliativo

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3

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE

CUIDADORES PEDIÁTRICOS:

CARACTERIZAÇÃO, DESAFIOS E

PROPOSTA DE ROTEIRO AVALIATIVO

Marina Kohlsdorf

Sílvia Maria Gonçalves Coutinho

Alessandra da Rocha Arrais

A

avaliação psicológica é elemento cru cial no processo de acompanhamento de cuidadores pediátricos de pacientes em situação de adoecimento agudo ou crônico.

Os cuidadores pediátricos são aqueles responsáveis pelos cuidados imediatos à criança durante um episódio de adoecimento, tratamento ou mesmo prevenção em saúde, além de exercerem também as principais práticas educativas parentais. Em geral, são os pais da criança que desempenham esse papel, embora familiares ou outras pessoas também possam exercê-lo. Neste capítulo, os termos “cuidadores”,

“pais” e “acompanhantes” serão utilizados de maneira intercambiável.

Tratamentos em saúde e hospitalizações infantis caracterizam-se por uma situação de potencial vulnerabilidade e risco ao desenvolvimento não apenas da criança, mas também de seus pais, tendo em vista o contexto geralmente caracterizado por exames frequentes e dolorosos, necessidade de medicação, mane­ jo de respostas emocionais e preocupações dos cuidadores acerca do sucesso do t­ ratamento, interação e comunicação com a ­equipe de saúde, manifestações comportamentais da criança diante de situações aversivas, entre ­outros desafios (Campbell, DiLorenzo, ­Atkinson,

 

Capítulo 4. Avaliação em saúde mental na atenção primária

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4

AVALIAÇÃO EM

SAÚDE MENTAL NA

ATENÇÃO PRIMÁRIA

Jenny Milner Moskovics

Pâmela de Freitas Machado

A ATENÇÃO PRIMÁRIA E AS

PRÁTICAS DA PSICOLOGIA

A inserção da psicologia e das práticas em saúde mental na assistência pública à saúde no

Brasil, a partir do final dos anos 1970, contribuiu para a construção de uma alternativa ao modelo psiquiátrico hospitalocêntrico, ao mesmo tempo que atendeu à demanda de ampliação do campo de trabalho dos psicólogos, que viam esgotado o mercado de atendimento psicológico no setor privado (Zurba, 2011; Poubel,

2014).

O ideário individualista e adaptacionista que marcava a cultura profissional dos psicólogos brasileiros à época não permitia a ­análise das dimensões culturais, históricas e políticas dos comportamentos e limitava sua atenção às técnicas próprias da psicologia, demarcando um espaço de atuação isolado dos demais profissionais da saúde e da comunidade. Essa prática levava à psicologização dos problemas sociais, à seleção e à hierarquização da clientela e, consequentemente, à baixa eficácia das terapêuticas e ao alto índice de abandono dos tratamentos (Medeiros, Bernardes, & Guareschi,

 

Capítulo 5. Avaliação psicológica para a modificação de hábitos e estilos de vida não saudáveis

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5

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

PARA A MODIFICAÇÃO DE

HÁBITOS E ESTILOS DE

VIDA NÃO SAUDÁVEIS

Ariane de Brito

Katia Irie Teruya

Eduardo Remor

C

omportamentos preventivos ou com portamentos de saúde (health beha viors) têm sido definidos de várias maneiras, desde: (a) qualquer atividade desenvolvida com o objetivo de prevenir ou detectar precocemente doenças ou melhorar a saúde;

(b) ação para aliviar o impacto de riscos potenciais e ameaças do ambiente; até (c) padrões de comportamento, ações e hábitos relacionados à manutenção, à restauração e à melhora da saúde (Kirscht, 1983; Monteiro, Teruya & Remor, 2018). Portanto, no contexto de saúde e doença, o papel dos comportamentos direcionados à promoção e à manutenção da saúde, como exercitar-se com regularidade, usar protetor solar, seguir uma dieta com baixo teor de gordura, controlar os níveis de estresse e dormir bem, é essencial (Kern de Castro & Remor,

2018; Straub, 2014).

 

Capítulo 6. Avaliação psicológica e infecções virais emergentes e reemergentes

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6

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E

INFECÇÕES VIRAIS EMERGENTES

E REEMERGENTES

Larissa de Oliveira e Ferreira

Daniela S. Zanini

Karina Ferreira Leão Junqueira

Marília Dalva Turchi

O

processo de avaliação psicológica é complexo e exige dos psicólogos ha bilidades e conhecimentos para identificar o construto a ser avaliado, selecionar a melhor forma de medi-lo, escolher os instrumentos mais adequados ao contexto e­ specífico que pretendem avaliar, reunir as informações obtidas e integrá-las de forma a contribuir para a compreensão do funcionamento do ­indivíduo e sua relação com a sociedade. Dessa forma, a avaliação psicológica não é simplesmente uma

área técnica produtora de ferramentas profissionais, mas uma área da psicologia responsável pela operacionalização das teorias psicológicas em eventos observáveis (Primi & Nunes,

2010), com vistas a produzir hipóteses ou diagnósticos sobre uma pessoa ou um grupo (Hutz,

Bandeira, & Trentini, 2015). Na prática, agregar todas essas informações em uma análise que seja capaz de utilizá-las ainda é um desafio, sobretudo quando a avaliação psicológica ocorre em contextos que extrapolam o setting terapêutico estruturado da clínica ou quando envolve indivíduos em condições especiais. Um exemplo disso é a avaliação psicológica realizada em contextos de saúde e hospitalar. Além dos desafios típicos da avaliação psicológica, nesse contexto ainda existem os desafios das condições especiais em que se encontra o indivíduo,

 

Capítulo 7. Avaliação psicológica em contexto de reabilitação física e cognitiva

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7

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

EM CONTEXTO DE REABILITAÇÃO

FÍSICA E COGNITIVA

Karina Ferreira Leão Junqueira

Daniela S. Zanini

Larissa de Oliveira e Ferreira

O

aumento da expectativa de vida e o estilo de vida moderno modificaram o perfil das enfermidades no mundo e no Brasil. Se na década de 1930 as doenças infecciosas e parasitárias eram as que mais levavam a população brasileira a óbito, sendo responsáveis por 46% das mortes, na atualidade esse número caiu de maneira significativa. Desde a década de 1990, essas patologias correspondem a apenas 5% das mortes dos brasileiros. Em contrapartida, as doenças associadas ao estilo de vida sedentário e as violências passaram a contribuir significativamente não só para a mortalidade, mas também para a morbidade. Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) demonstram que as doenças crônicas do tipo infarto, acidente vascular encefálico, assim como as consequências dos diferentes tipos de violência (acidentes de trânsito, homicídios, etc.), são responsáveis pelo maior número de mortes no Brasil atualmente (DATASUS, 2018).

 

Capítulo 8. Avaliação psicológica da dor em pessoas adoecidas

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DA DOR

EM PESSOAS ADOECIDAS

Prisla Ücker Calvetti

Joice Dickel Segabinazi

A

aplicação da psicologia da saúde no contexto da dor visa a compreender o fenômeno por meio do modelo biopsicossocial. Essa abordagem integra em sua compreensão os mecanismos biológicos pelos quais estímulos dolorosos são processados pelo corpo, a experiência emocional e subjetiva da dor e os fatores sociais e comportamentais que moldam a resposta a ela. Neste capítulo, são apresentados conceitos e tipos de dor, avaliação psicológica nesse contexto, peculiaridades da avaliação desse fenômeno, testes e técnicas nacionais e internacionais mais comumente utilizados e sua aplicação, bem como perspectivas e desafios em contextos de saúde e hospitalar.

ABORDAGEM BIOPSICOSSOCIAL

DA DOR

Na avaliação da dor, é frequente a utilização de escalas como a Escala Visual Analógica (EVA)

(Fig. 8.1), na qual o paciente deve fazer um sinal no ponto da linha que representa a intensidade de sua dor, e posteriormente o clínico deve medir a distância entre o início da linha (que corresponde a zero) e o local assinalado (medido posteriormente em milímetros; a linha completa deve medir 100 milímetros), obtendo-se

 

Capítulo 9. Avaliação psicológica de pessoas diagnosticadas com distúrbios cardiovasculares

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9

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE

PESSOAS DIAGNOSTICADAS

COM DISTÚRBIOS

CARDIOVASCULARES

Camila de Matos Ávila

Eduardo Remor

E

ste capítulo apresenta as atividades e práticas avaliativas realizadas pelo psi cólogo no contexto da doença cardiovascular, com enfoque na prática de avalição do estado psicológico de pessoas com cardiopatia, a fim de observar a presença de fatores de risco psicossociais que possam contribuir para o agravamento da doença ou identificar o funcionamento psicológico atual e prévio que possa estar relacionado com o diagnóstico atual.

O capítulo aborda também a utilidade da escuta ativa (atenta, verbal e não verbal, empática e reflexiva) na identificação desses fatores de risco psicossociais, a fim de auxiliar a pessoa no processo de tomada de consciência e enfrentamento do diagnóstico e do a­ doecimento. Além disso, propõe o desenvolvimento de estratégias de prevenção secundária, do p

­ onto de vista psicológico, a fim de minimizar o sofrimento psíquico e reduzir a prevalência de transtornos psicológicos associados a ­distúrbio cardiovascular, bem como a i­ mplementação de mudanças que permitam desenvolver comportamentos mais saudáveis como meio para recuperar a qualidade de vida.

 

Capítulo 10. Avaliação psicológica da disforia de gênero e candidatos à cirurgia de afirmação de gênero

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10

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

DA DISFORIA DE GÊNERO E

CANDIDATOS À CIRURGIA DE

AFIRMAÇÃO DE GÊNERO

Bianca Machado Borba Soll

Angelo Brandelli Costa

Q

uando uma criança nasce, ou até mesmo antes de seu nascimento, é habitual em nossa sociedade que se designe seu sexo a partir de suas características sexuais primárias (pênis = menino; vulva = menina). Mesmo na vida adulta, cotidianamente avaliamos as pessoas com quem convivemos a partir de seu comportamento ou características sexuais secundárias e lhes atribuímos prontamente o rótulo de homem ou mulher, a despeito da forma como cada um se identifica.

O nome dado a esse processo psicossocial é atribuição de gênero. Ele pode ser uma atribuição médica, por meio da avaliação de uma ultrassonografia intrauterina ou exame da anatomia do bebê ao nascer, ou social, quando ocorre na relação social entre pares.

Como a maior parte das pessoas cria uma noção de si ou se identifica ao longo da vida a partir do sexo que lhe foi designado ao nascimento, há uma sobreposição, no senso comum, das categorias de sexo e de gênero. Ou seja, costuma-se acreditar que todas as pessoas que têm determinadas característica sexuais, como pênis, testículos e cromossomos XY, devam ser designadas meninos e se identificar como homens ao longo de sua vida adulta e velhice. Já todas as pessoas que nascem com vagina/vulva, ovários e cromossomos XX devem ser de-

 

Capítulo 11. Avaliação psicológica em serviços de screening e check-up de saúde

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

EM SERVIÇOS DE SCREENING

E CHECK-UP DE SAÚDE

Eduardo Remor

Thais Cristina Delazeri

H

á evidências de que os fatores psi cossociais influem sobre a saúde e o bem-estar de forma complexa (Martikainen, Bartley & Lahelma, 2002). Fatores psicossociais são uma variedade de características psicológicas, inclusive estados emocionais e fatores de personalidade, redes sociais e apoio, assim como características socioambientais.

Portanto, a detecção precoce desses fatores, em conjunto com indicadores clínicos de saúde (p. ex., colesterol, glicose, pressão arterial, ácido

úrico), pode significar um grande diferencial quanto ao tipo e à qualidade de atendimento preventivo que possa ser oferecido. Um exemplo dessa relação foi demonstrado no estudo de Kim, Kubzansky e Smith (2015), no qual as pessoas que apresentavam maior satisfação com a vida tendiam a procurar mais por serviços de prevenção em saúde (screening), como teste de colesterol (população em geral), exames para Papanicolau, mamografia e autoexame da mama (no caso de mulheres) e exame da próstata (no caso de homens). Os autores sugerem que os níveis de satisfação com a vida são modificáveis e, portanto, podem ser um alvo importante para intervenções voltadas para o aprimoramento de comportamentos preventivos e de saúde.

 

Capítulo 12. Avaliação psicológica de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE

PACIENTES COM DOENÇAS

CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

Ariane de Brito

Bruno Luis Schaab

Eduardo Remor

A

s doenças crônicas não transmissíveis

(DCNT) têm-se constituído um desa-­ fio e grave problema de saúde ­pública com magnitude mundial, principalmente nos países de baixa e média renda (Macinko,

Dourado, & Guanais, 2001; Organização Mundial da Saúde [OMS], 2017; Schmidt et al., 2011).

Em uma perspectiva biopsicossocial, sabe-se que não apenas fatores biológicos, como a predisposição genética, estão relacionados com o surgimento e o crescimento das DCNT; fatores de risco psicossociais são também importantes preditores. No campo da psicologia da saúde, tem-se procurado conhecer e investigar não só os fatores de risco ou aqueles associados

à progressão de doenças, mas também os fatores de proteção e os comportamentos ­preditores de saúde voltados à manutenção, e promoção de saúde e à prevenção de doenças, além de tratar, reabilitar e paliar as consequências dessas doenças em pacientes já acometidos (Straub, 2014).

 

Capítulo 13. Avaliação psicológica de candidatos à cirurgia bariátrica e seguimento de pacientes no período pós-cirúrgico

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE

CANDIDATOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

E SEGUIMENTO DE PACIENTES NO

PERÍODO PÓS-CIRÚRGICO

Suelen Bordignon

Juliana Bertoletti

Clarissa Marceli Trentini

O

c ampo da avaliação psicológica em c irurgia bariátrica tem apresentado crescimento notável nos últimos anos, seja pelo aumento das taxas de obesidade e do número de procedimentos desse tipo realizados em todo o mundo, seja pela demanda de avaliação e consequente inserção do p

­ sicólogo nas equipes multidisciplinares que atendem pacientes dessas cirurgias. De acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de procedimentos realizados no País tem aumentado significativamente nos últimos anos. Os dados apontam 16 mil cirurgias realizadas em

2003, passando para mais de 60 mil em 2010.

Em 2012, mais de 72 mil pessoas realizaram o procedimento, o que representa um aumento de

90% comparado aos cinco anos anteriores. Em

 

Capítulo 14. Avaliação psicológica em situação de transplante

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

EM SITUAÇÃO DE TRANSPLANTE

Cristiane Olmos Grings

Márcia Camaratta Anton

Rosemary Inácio Viana

E

ste capítulo tem como objetivo discutir a importância da avaliação psicológica de candidatos a receptores de t­ ransplante de órgãos e tecidos, assim como apresentar o sistema de avaliação desenvolvido pelo grupo de trabalho que atua com esse foco no H

­ ospital de Clínicas de Porto Alegre (RS). Para tanto, apresentam-se o panorama da avaliação psicológica em transplantes, o processo avaliativo e os eixos temáticos que compõem a avaliação.

Aborda-se também o papel do psicólogo junto

à equipe multiprofissional no processo decisório e nos possíveis encaminhamentos do caso.

Por fim, discutem-se o registro em prontuário, aspectos éticos e a elaboração de relatório que possa sintetizar e documentar o resultado da avaliação psicológica.

CONTEXTUALIZANDO A

SITUAÇÃO DE TRANSPLANTE

O transplante de órgãos e tecidos é considerado um tratamento intenso, complexo e de alto custo, utilizado na terapia de doenças graves, terminais e não responsivas a nenhum outro tipo de terapêutica (Fineberg et al., 2016; Killian,

 

Capítulo 15. Avaliação psicológica de pessoas diagnosticadas com câncer

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

DE PESSOAS DIAGNOSTICADAS

COM CÂNCER

Cristiano de Oliveira

Eduardo Remor

O

câncer é caracterizado pelo crescimen to insidioso e desordenado de ­cé­lulas que constitui uma ameaça à manutenção da vida. Trata-se de uma doença com implicações diretas na saúde e na qualidade de vida dos pacientes e com impactos importantes no funcionamento familiar (American Cancer

Society, 2018). Devido à alta incidência e prevalência no Brasil, são estimados, para os anos de

2018 e 2019, aproximadamente 600 mil novos casos de câncer (Instituto Nacional do Câncer

José Alencar Gomes da Silva [INCA], 2017).

O diagnóstico do câncer vem acompanhado de uma série de implicações, como as representações e os estigmas associados à doença e os paraefeitos de seus tratamentos, que envolvem, via de regra, procedimentos invasivos e com direta repercussão na saúde mental e na qualidade de vida dos pacientes (Esser et al.,

2018; Yang, Chae, & So, 2018).

 

Capítulo 16. Avaliação psicológica e de seguimento em clínicas geriátricas e asilos

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E DE

SEGUIMENTO EM CLÍNICAS

GERIÁTRICAS E ASILOS

Irani I. L. Argimon

Valéria Gonzatti

Allana Almeida Moraes

Tatiana Quarti Irigaray

A

s projeções estatísticas sobre o envelhe-­ cimento populacional estimam que a população idosa cresça em torno de

22%, alcançando 2 bilhões da população global em 2050 (ONU Brasil, 2014). No entanto, viver mais não significa necessariamente viver com melhor qualidade de vida. O envelhecimento da população acarretará um número cada vez maior de doenças crônicas e degenerativas, além de outros fatores típicos do processo de envelhecimento normal que podem afetar a saúde do indivíduo, como viuvez, morte de parentes e amigos, declínio cognitivo, dificuldades financeiras e isolamento crescente. A maioria dos idosos consegue ter uma vida saudável, com autonomia, independência e boa saúde física e mental. No entanto, um número importante desses indivíduos tende a ser vulnerável e apresentar distúrbios neurológicos, psiquiátricos e clínicos. Quando isso ocorre, juntamente com a falta de uma estrutura familiar que tenha condições de acolher o idoso, encontra-se na institucionalização uma opção.

 

Capítulo 17. Avaliação de indicadores psicológicos em intervenções para a prevenção de doenças e a promoção da saúde

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AVALIAÇÃO DE INDICADORES

PSICOLÓGICOS EM INTERVENÇÕES

PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS

E A PROMOÇÃO DA SAÚDE

Erika Pizziolo Monteiro

Gabriela Pasa Mondelo

Eduardo Remor

N

a atualidade, a saúde é entendida como um processo m

­ ultideterminado e complexo, no qual a experiência de bem-estar (físico, social e psicológico) é essencial, superando a ideia da mera ausência de doença. Por isso, quando nos referimos a prevenção e promoção da saúde, estamos considerando intervenções que se baseiam no modelo biopsicossocial e possam estar voltadas ao empoderamento da pessoa para que esta que desenvolva controle sobre seu autocuidado e estado de saúde (Kern de Castro, Peloso, Souza, &

Dalagasperina, 2018; Kumar & Preetha, 2012).

A psicologia da saúde, sustentada pelo ­modelo biopsicossocial, entende que o estado de saúde ou doença é o resultado de uma combinação de fatores e que o comportamento individual tem um papel essencial nesse processo (Kern de

 

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