Ética Profissional

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Ética Profissional, livro clássico escrito pelo professor Antônio Lopes de Sá, um dos mais renomados autores da área de Ciências Contábeis, é uma obra que estuda a consciência e o dever ético aplicados à ética profissional na sociedade contemporânea com base em filósofos clássicos e modernos._x000D_
O livro está dividido em duas partes: a primeira apresenta o sentido amplo do que é ética e aborda os seus variados aspectos, pensadores, bases mentais, condutas e deveres. A segunda parte do livro é dedicada à aplicação ética na vida profissional, apresentando as virtudes básicas e complementares profissionais._x000D_
Esta 10ª edição de Ética Profissional conta com um novo capítulo dedicado à Ética do Perdão escrito pelo professor René Dentz. Nesse capítulo são apresentadas as ideias do filósofo francês Paul Ricoeur, que abordou de forma substancial a temática do perdão ao longo de sua carreira.

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Introdução geral e primeira concepção de ética

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Que devemos aceitar como Ética, por vezes também designada como Moral (nem sempre adequadamente), e qual sua moderna forma de ser entendida, enseja a compreensão geral sobre o que, de forma analítica, se possa desenvolver em uma obra sobre tal assunto.

A preocupação com tal ramo da Filosofia, considerado como ciência, também, é milenar, desde os trabalhos de Pitágoras, no século VI a.C., e se agasalha em manifestações remotas, quer em fragmentos que nos chegaram de escritos antiquíssimos, quer na obra específica de Aristóteles.1

Em seu sentido de maior amplitude, a Ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana perante o ser e seus semelhantes.

Envolve, pois, os estudos de aprovação ou desaprovação da ação dos homens e a consideração de valor como equivalente de uma medição do que é real e voluntarioso no campo das ações virtuosas.

Encara a virtude como prática do bem e esta como a promotora da felicidade dos seres, quer individualmente, quer coletivamente, mas também avalia os desempenhos humanos em relação às normas comportamentais pertinentes.

 

Ética como doutrina da conduta humana

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Como móvel de conduta humana, a Ética tem uma concepção de objeto da vontade ou das regras que a direcionam.

O bem, nesse caso, não se enfoca como algo básico de realidade ou perfeição, mas, sim, como o que passa a ser matéria nos domínios do volitivo.

A vontade ética torna-se nessa acepção um dos assuntos de grande importância, como núcleo de estudos.1

Antes de entrarmos na questão, conveniente é que bem se esclareça o que o conceito conduta procura expressar, em sentido amplo, genérico.

A conduta do ser é sua resposta a um estímulo mental, ou seja, é uma ação que se segue ao comando do cérebro e que, manifestando-se variável, também pode ser observada e avaliada.

Como tais respostas aos estímulos não são sempre as mesmas, variando sob diversas circunstâncias e condições, não se deve confundir tal fenômeno com um simples comportamento.

O comportamento também é uma resposta a um estímulo cerebral, mas é constante, ou seja, ocorre sempre da mesma forma, e, nisto, diferencia-se da conduta, pois esta sujeita-se à variabilidade de efeitos.

 

Gênese, formação e evolução ética

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Em que raízes se sustentam as condutas humanas, quais os fundamentos do que é ético, só podemos encontrar respostas remontando aos aspectos da gênese ou das formações originárias de tal fenômeno.

Só a partir das bases pode-se compreender como se formam os obstáculos e cuidados que ocorrem e que devem merecer atenções.

Sendo a conduta observável uma consequência de vontade e esta de uma consciência, tudo o que reside nas áreas da mente, do espírito, interessa ao estudo da Ética.

Embora sem perder sua autonomia científica, a Ética tem, por conseguinte, ligações muito fortes com as doutrinas mentais e espirituais, pois, em verdade, são fontes de conhecimentos que interessam diretamente à análise das virtudes.

Tais territórios ainda reservam muitas surpresas no campo do conhecimento, pois, muito existe a conquistar nesses domínios.

Já no início do século XX, pensadores como Bergson advertiam sobre as imensas neblinas que encobriam grande parte dos estudos relativos à energia espiritual.1

 

Consciência ética

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Sobre a consciência muitos pontos de vista, muitos aspectos conceituais, constituíram a opinião de um expressivo número de filósofos,1 cientistas2 e religiosos.3

Filosófica e modernamente, a expressão não tem o mesmo sentido comum, nem religioso.

No campo da Ética, a consciência possui um aspecto peculiar de observação que vai desde seu conceito até os ângulos de seus conflitos com as práticas sociais.

Os conceitos são evolutivos e possuem o sabor de onde são aplicados, ou seja, existem os vulgares, os tecnológicos, os científicos, os filosóficos etc.

Para a filosofia, em nossos dias, a consciência resulta da relação íntima do homem consigo mesmo, ou seja, é fruto da conexão entre as capacidades do “ego” (eu) e aquelas das energias espirituais, responsáveis pela nossa vida.

Reside, pois, no interior de nós mesmos, um elo cujos limites não estão demarcados no campo da ciência e que liga o que de mais íntimo possuímos com o que de mais exterior de nós se relaciona com o mundo ambiental; para a filosofia, simplesmente, reconhece-se que dessa condução resulta um estado que é o de consciência.

 

Virtude como substância ética

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Com relatividade, entendo, deve analisar-se a expressão isolada, de Aristóteles: “aos hábitos dignos de louvor chamamos virtudes”.1

Nessa expressão quis o genial pensador, parece-nos, ressaltar o efeito (louvor) como causa determinante e não a virtude, em si, ou seja, o que ela de fato representa.

Sabemos, inclusive, que virtuosos não são dignos de louvor em meios nos quais o vício prevalece, o que não invalida o teor da virtude.

Entendo que nossa observação torna-se, pois, evidente, quando imaginamos que o louvor pode ser efeito de uma forma particular de ver as coisas, relativa a um grupo de pessoas, ou, também, uma ótica particular de conduta grupal.

A virtude não é apenas o que se pode louvar, pois isto dependeria de parametrias variáveis e incertas; para um grupo de assassinos pode ser louvável o atirador impiedoso e veloz, mas, para homens de conduta humana correta, tal comportamento seria reprovável.

A conduta virtuosa, como a entendo, é algo essencial e estriba-se na qualidade do ser em viver a vida de acordo com a natureza da alma, ou seja, na prática do amor, em seu sentido pleno de não produzir malefícios a si e nem a seu semelhante.

 

Dever perante a ética

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A consciência ética impõe um sentimento de cumprimento da mesma. A isto podemos denominar “dever ético”, ou dever moral,1 como também o denominam outros estudiosos. Cumprir o que se faz útil e necessário à sobrevivência harmônica, própria e do grupo, dos semelhantes, da sociedade, é um “dever” ou obrigação perante as regras de convivência.

Quer aceitando-se que isso seja uma disposição de vontade (como Kant admitiu),2 quer como os sociólogos admitem,3 quer sob um ângulo idealista, quer materialista, quer compulsório,4 o dever situa-se como uma disposição especial a exigir seu cumprimento como condição de respeito, conveniência e êxito da conduta humana perante terceiros.

Há uma lógica natural do dever que, partindo de nosso espírito, de nosso cérebro, nos estimula a cumprir os modelos mentais e educacionais, estes que recebemos e aqueles os que adquirimos pela convivência.

Os avanços da ciência atribuem-nos, também, estados especiais de memórias, provenientes de nossa formação biológica ou genéticos, e os que hoje estudam, cientificamente, o espírito, admitem que pela reencarnação trazemos algumas memórias mais fortes gravadas, que influem em nossos comportamentos.5

 

Vontade ética

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Tudo o que provém do caráter já formado sob as condições da gênese ética; é ato de vontade.

Um complexo de atividades do ser humano, já inserido em seu universo mental, caracteriza o que denominamos “vontade ética”. Ela envolve a ação reflexa, a tendência, o instinto, a atividade ideomotriz, a vontade determinada e a vontade livre.

Cada uma dessas parcelas de que se compõe o todo que denominamos vontade ética tem sua importância e se justifica como conceito dentro do estudo da matéria.

Embora sejam sutis as diferenças entre tais elementos, na realidade, podem ser identificados, e para que se amplie seu estudo, necessário se faz que sejam delimitados, nessa proveitosa análise do ser perante a Ética.

O estado de consciência ética está em interação com a vontade ética.

O ato volitivo, a espontaneidade aparente no cumprimento dos princípios das virtudes morais e éticas, provém de uma consciência formada, mas dela se distingue pela forma e pela prática efetiva ou ação do estado consciente mental.

 

Inteligência emocional e ética

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Os limites de estudo do fenômeno emocional, em relação àquele ético, parecem estar estreitando-se, contemporaneamente. O ferrenho posicionamento filosófico preso ao “objetivo” no campo ético, que dominou o estudo da conduta, começa a esbarrar em algo impregnado do subjetivo, e que provém do campo da “emoção”, com subsídios de uma “ciência do eu”.

Tal “ciência do eu” surge com alguma força e direciona a observação para uma ótica sobre a Inteligência Emocional, tida, esta, como ponte entre o instinto e a razão.

Preciso é, pois, considerar essa evolução que busca cooperar para uma visão renovadora, partindo de antiquíssimos preceitos, milenares, já evocados por grandes filósofos, mas agora revestidos de cunho científico.

Começam a ruir as fortes muralhas que foram interpostas entre o emocional e a razão, no que tange aos estudos da Ética, pregando-se uma vinculação de interesses em estudos que não podem ser dissociados quando se tem por objetivo o progresso da conduta.

 

Conduta do ser humano em sua comunidade e em sua classe

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A razão pela qual se exige uma disciplina do homem em seu grupo repousa no fato de que as associações possuem, por suas naturezas, uma necessidade de equilíbrio que só se encontra quando a autonomia dos seres se coordena na finalidade do todo. É a lei dos sistemas que se torna imperiosa, do átomo às galáxias, de cada indivíduo até sua sociedade.

Em tudo parece haver uma tendência para a organização e os seres humanos não fogem a essa vocação.

Todo agregado, todo sistema, entretanto, depende de uma disciplina comportamental e de conduta.

Cada ser, assim como a somatória deles em classe profissional, tem seu comportamento específico, guiado pela característica do trabalho executado.

Cada conjunto de profissionais deve seguir uma ordem que permita a evolução harmônica do trabalho de todos, a partir da conduta de cada um, através de uma tutela no trabalho que conduza a regulação do individualismo perante o coletivo.

São exigíveis, pois, uma conduta humana especial, que denominamos Ética, e o exercício de virtudes dela defluentes.

 

Profissão e efeitos de sua conduta

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A expressão profissão provém do latim professione, do substantivo professio, que teve diversas acepções naquele idioma, mas foi empregado por Cícero como “ação de fazer profissão de”.1

O conceito de profissão, na atualidade, aquele que aceito, representa: “trabalho que se pratica com habitualidade a serviço de terceiros”, ou seja, “prática constante de um ofício”.2

A profissão tem, pois, além de sua utilidade para o indivíduo, uma rara expressão social e moral.

Basta lembrar os pontos que Cuvillier, com rara felicidade e oportunidade, destaca:3

1. É pela profissão que o indivíduo se destaca e se realiza plenamente, provando sua capacidade, habilidade, sabedoria e inteligência, comprovando sua personalidade para vencer obstáculos.

2. Através do exercício profissional, consegue o homem elevar seu nível moral.

3. É na profissão que o homem pode ser útil a sua comunidade e nela se eleva e destaca, na prática dessa solidariedade orgânica.

 

Ética e profissão

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Observada em tese, em seu sentido geral, a profissão, como exercício habitual de uma tarefa, a serviço de outras pessoas, insere-se no complexo da sociedade como uma atividade específica.

Trazendo tal prática benefícios recíprocos a quem pratica e a quem recebe o fruto do trabalho, também exige, nessas relações, a preservação de uma conduta condizente com os princípios éticos específicos.

O grupamento de profissionais que exercem o mesmo ofício termina por criar as distintas classes profissionais e também a conduta pertinente.

Existem aspectos claros de observação do comportamento, nas diversas esferas em que ele se processa: perante o conhecimento, perante o cliente, perante o colega, perante a classe, perante a sociedade, perante a pátria, perante a própria humanidade como conceito global.

A consideração ética, sendo relativa, também hoje se analisa do ponto de vista da necessidade de uma conduta de efeitos amplos, globais, mesmo diante de povos que possuem tradições e costumes diferentes.1

 

Deveres profissionais

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Todas as capacidades necessárias ou exigíveis para o desempenho eficaz da profissão são deveres éticos.

Sendo o propósito do exercício profissional a prestação de uma utilidade a terceiros, todas as qualidades pertinentes à satisfação da necessidade, de quem requer a tarefa, passam a ser uma obrigação perante o desempenho.

Logo, um complexo de deveres envolve a vida profissional, sob os ângulos da conduta a ser seguida para a execução de um trabalho.

Esses deveres impõem-se e passam a governar a ação do indivíduo perante seu cliente, seu grupo, seus colegas, a sociedade, o estado1 e especialmente perante sua própria conformação mental e espiritual.

Distinguem-se, pois, os valores nas tarefas e também a importância destas em face da conduta humana observável perante a execução.

No dizer de Simpson, tais distinções, por si sós, já seriam suficientes para a consideração científica do estudo da questão.2

Uma vez eleito o trabalho que desempenhará com habitualidade, o ser se compromete com todo um agregado de deveres éticos, pertinentes e compatíveis com a escolha da tarefa a ser desempenhada.

 

Ambiência e relações especiais no desempenho ético-profissional

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Não se pode negar que existem ambientes distintos onde as condutas humanas se processam, se vive no trabalho e o profissional convive com diversas e específicas formas de relacionamento. Conforme a ambiência onde se realizam as tarefas, espécies de condutas também podem variar para as relações profissionais.

Essas ambiências, entretanto, sendo variadas, mesmo não justificando a exclusão, nas mesmas, do virtuoso, acrescem a necessidade de capacidades especiais de convivência.

Com isto desejamos afirmar que há um compromisso com uma Consciência Ética genérica, mas, também, com uma que se forma ao sabor de conveniências isoladas de grupos e de atuações no mercado de trabalho.

Há, também, uma dimensionalidade desses ambientes, ou seja, eles existem em razão de causas determinadas, possuem seus efeitos humanos próprios, exercem qualidades identificáveis de trabalho, possuem tamanhos diferentes e ocorrem em seus tempos e espaços também próprios.

 

Virtudes básicas profissionais

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Muitas são as virtudes que um profissional precisa ter para que desenvolva com eficácia seu trabalho. Em verdade, múltiplas exigências existem, mas entre elas, destacamse algumas, básicas, sem as quais se impossibilita a consecução do êxito moral.

Quase sempre, na maioria dos casos, o sucesso profissional se faz acompanhar de condutas fundamentais corretas. Tais virtudes básicas são comuns a quase todas as profissões, mas destacam-se, ainda mais, naquelas de natureza liberal.

Virtudes básicas profissionais são aquelas indispensáveis, sem as quais não se consegue a realização de um exercício ético competente, seja qual for a natureza do serviço prestado.

Tais virtudes devem formar a consciência ética estrutural, os alicerces do caráter e, em conjunto, habilitarem o profissional ao êxito em seu desempenho.

Uma vez mais destaco que não se confundem, em nosso estudo, o enriquecimento, nem a posse de cargos ou destaques sociais, com a verdadeira qualidade ética, embora tudo isto possa ser conseguido conjuntamente.

 

Virtudes complementares profissionais

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Além das virtudes básicas ou imprescindíveis a uma conduta eficaz fundamental, diversas outras, também, se fazem necessárias para que se alcance uma posição integral, no campo da convivência profissional.

Existem, pois, ampliações das virtudes básicas, como derivações delas e outras adicionais que completam ou complementam o fundamental.

Portanto, são complementares as virtudes que completam o valor da ação do profissional e ampliam as virtudes básicas, sendo, a transgressão delas, infração e perda da qualidade ética. Elas não são dispensáveis sob nenhum pretexto e só se classificam como complementares porque representam uma derivação importante na dilatação das virtudes básicas, notadamente daquelas do zelo e da honestidade.

Cuidaremos de algumas, genéricas, importantíssimas aos ramos profissionais liberais. Não abrangeremos a todas, pois demandariam uma prolixidade que não se enquadra dentro dos objetivos da presente obra. Todavia, as tratadas neste capítulo, por si só, conseguirão oferecer uma noção válida sobre a importância que representam.

 

Ética da mentira

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A “mentira” é uma falsidade, uma afirmação consciente contrária a uma realidade, ou seja, uma negação da verdade conhecida, e, consequentemente, uma lesão à virtude, ao bem de cada um e ao de terceiros.

Pode parecer paradoxal, pois, que no campo científico, em que o verdadeiro é o objetivo que se persegue, possa ser aceita uma “Ética da Mentira”, como matéria de indagação.

Crer que o “aético” possa ser parte do que se estuda como “Ética”, por aparentemente paradoxal, é algo que justificaria um questionamento, não fosse o interesse que existe em todos os ramos do saber em se indagar, também, sobre as anomalias.

Por isso é o que pensadores, antigos e modernos, deixaram marcas expressivas de suas passagens pelo mundo da filosofia, analisando a “lesão à verdade”, refletindo sobre os limites desta, relativos a gênese, desenvolvimento, consequência, qualidade, quantidade, duração, consagração e tolerância.

Como a patologia estuda as anomalias do corpo, como a auditoria depende do estudo de fraudes e o direito envolve a matéria de delitos, também a ética analisa a “mentira”, como objeto de conhecimento.

 

Considerações sobre a ética face aos modernos desafios científicos

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A ciência é um grande campo em que existem diversos sítios de indagações, cujas dilatações implicam mutações de limites e assimilação de enriquecimentos culturais.

Como bem asseverou Gusdorf (1988:255): “Cada ciência é, por sua vez, um aspecto da inteligência que se afirma num dado momento do tempo e numa certa região do espaço”.

Como o próprio autor referido reforça em sua magna obra sobre a história das ciências, há uma epistemologia global que acaba por determinar evoluções diversas, influindo em associações de ideias, estas resultantes de uma interdisciplinaridade que promove transformações constantes.

A interdisciplinaridade é, pois, algo inquestionável e em alguns casos tão estreita é a ligação que acaba por dar origem a ramos específicos do conhecimento, derivados do somatório delas, como ocorreu, por exemplo, com a Biogenética (associando Biologia, Física e Química).

A segunda metade do século XX foi tão pródiga em transformações que novas óticas despertaram alterações de comportamentos e entendimentos sobre a conduta humana.

 

Ética do perdão

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René Armand Dentz Junior

Após a humanidade ter vivido um século de manifestações de extrema violência e do mal, entramos no século XXI com diversos problemas nas sociedades pós-moder-nas. Tais problemas parecem gerar, em algumas partes da sociedade, o sentimento de que a única solução é o endurecimento e a tomada de atitudes extremas em diversas áreas. No entanto, são atitudes que inauguram um círculo de ódio e mais violência. Por isso, propomos aqui uma ética urgente ao século XXI: a ética do perdão. Para tanto, apresento um dos filósofos mais importantes do século XX: Paul Ricoeur, o filósofo francês que abordou de forma substancial a temática do perdão.

Paul Ricoeur nasceu em 1913 em Valence, na França. No mesmo ano, perdeu sua mãe. Dois anos depois, seu pai, professor no liceu de Valence, morreu na guerra. Com sua irmã, foi levado à casa de seus avós paternos, residentes em Rennes. Do ano de 1920 ao de 1933, seguiu seus estudos até a obtenção de sua licença. A partir de 1933, assumiu a função de professor no liceu de Saint-Brieuc. Em 1934-35, ele participou de encontros organizados por Gabriel Marcel e descobriu o pensamento de Edmond Husserl, que o impactaria por toda sua trajetória intelectual. No mesmo ano de 1935, casou-se com Simone Lejas e foi nomeado professor no liceu de Colmar e, após um ano de serviço militar, professor no liceu de Lorient.

 

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