Psicologias - 15ED

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PSICOLOGIAS é um livro introdutório ao estudo da Psicologia, que apresenta de forma ampla e atualizada, os assuntos de interesse dos estudantes dessa área: abordagens teóricas, áreas de conhecimento, principais características da profissão e análise de temas cotidianos. Desde a sua primeira edição, os autores procuram ensinar a diversidade do universo da Psicologia e provocar o diálogo com estudantes, de estudantes com professores, e entre os próprios estudantes, permitindo conhecimento e crítica do desenvolvimento da psicologia como ciência e profissão. Nesta edição comemorativa de 30 anos, todos os capítulos foram atualizados, alguns ampliados e outros substituídos e incluídos. Houve uma reorganização que ajudará na discussão dos assuntos e na aprendizagem da Psicologia, além da inclusão de dois novos capítulos que tratam sobre a questão racial no Brasil e sobre o que é Felicidade. Além do texto base, a obra proporciona a oportunidade de aprofundar os estudos com os textos complementares, as atividades propostas para pesquisas e debates, além de uma bibliografia comentada! Este livro é um convite à Psicologia e pretende contribuir na qualidade do debate sobre diversos de seus aspectos, como ciência e profissão, e colocá-la a serviço de uma leitura mais complexa da realidade social. Uma obra que há três décadas contribui na formação de seus leitores. Boa leitura!

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CAPÍTULO 1 - A PSICOLOGIA OU AS PSICOLOGIAS

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l o c i s p

A o c i s p as

CAPÍTULO 1

Usamos o termo psicologia no cotidiano com vários sentidos. Por exemplo,

quando falamos do poder de persuasão de um vendedor, dizemos que ele usa

de psicologia para vender seu produto; quando nos referimos à jovem estudante que usa seu poder de sedução para atrair o rapaz, falamos que ela usa de psicologia; e quando procuramos aquele amigo, que está sempre disposto a ouvir nossos problemas, dizemos que ele tem psicologia para entender as pessoas.

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Será essa a psicologia dos psicólogos? Certamente não. Essa psicologia, usada no cotidiano pelas pessoas, em geral, é denominada de Psicologia do

Senso Comum. Mas nem por isso deixa de ser uma psicologia. O que estamos querendo dizer é que as pessoas, em geral, têm um domínio, mesmo que pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela

Psicologia Científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico. O fato é que no cotidiano as pessoas vão se apropriando do conhecimento acumulado pela humanidade e fazem o uso não científico desse conhecimento, um uso que não é estritamente técnico, mas trata-se de um uso que ajuda a compreender o mundo e as coisas do mundo.

 

CAPÍTULO 2 - A EVOLUÇÃO DA PSICOLOGIA

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Ae o c i s p da

CAPÍTULO 2

Toda e qualquer produção humana – uma cadeira, uma religião, um computador, uma obra de arte, uma teoria científica – tem por trás de si a contribuição de inúmeros seres humanos, que, em um tempo anterior ao presente, fizeram indagações, realizaram descobertas, inventaram técnicas e desenvolveram ideias, isto é, por trás de qualquer produção material ou espiritual, existe história.

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PSICOLOGIA TAMBÉM TEM HISTÓRIA

Compreender em profundidade algo que compõe o nosso mundo significa recuperar sua história. O passado e o futuro sempre estão no presente, como base constitutiva e como projeto. Por exemplo, todos nós temos uma história pessoal e nos tornamos pouco compreensíveis se não recorremos a ela e à nossa perspectiva de futuro para entender quem somos e por que somos de determinada forma.

Essa história pode ser mais ou menos longa para os diferentes aspectos da produção humana. No caso da Psicologia, como ciência, a história tem por volta de 140 anos apenas, se considerarmos o ano de

 

CAPÍTULO 3 - PSICANÁLISE

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CAPÍTULO 3

n a c i s

P

Sigmund Freud, o fundador da Psicanálise na passagem do século XIX para o século XX, afirmava que ao construir sua teoria ele não pretendia formar convicções, mas estimular o pensamento e derrubar preconceitos.

Se fosse preciso concentrar numa palavra a des­

coberta freudiana, essa palavra seria incontestavelmente inconsciente.1

SIGM UND FREUD ­—

O FUNDADOR DA PSICANÁLISE

As teorias científicas surgem influenciadas pelas condições da vida social, nos seus aspectos econômicos, políticos, culturais etc. São produtos históricos criados por homens concretos, que vivem em seu tempo e

1

LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2016. p. 307.

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contribuem ou alteram, radicalmente, o desenvolvimento do conhecimento.

 

CAPÍTULO 4 - O BEHAVIORISMO

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CAPÍTULO 4

v a h e b

O

No início do século XX, a Psicologia buscava sua inserção e reconhecimento como ciência.

Para alguns pesquisadores no campo da

Psicologia, isso significava seguir as regras do método científico definido na época.

A definição clara e precisa de um objeto e a utilização de procedimentos objetivos de estudo eram fundamentais para que se pudesse ocupar lugar ao lado das ciências já reconhecidas, como a física e a química. O

Behaviorismo, com Watson, tem o que nos contar sobre isso.

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O EST UDO DO COM PORTAMENTO

O termo Behaviorismo foi inaugurado pelo americano John B. Watson, em artigo publicado em

1913, que apresentava o título “A psicologia como o behaviorista a vê”.1 O termo inglês behavior significa “comportamento”; por isso, para denominar essa tendência teórica, usamos o termo Behaviorismo – além de Comportamentalismo, Teoria

Comportamental, Análise Experimental do Comportamento, Psicologia Comportamental e Análise do

 

CAPÍTULO 5 - PSICOLOGIA SÓCIO-HISTÓRICA

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o l o c i s

P i h o i c

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© Reprodução

CAPÍTULO 5

Para Vigotski (1896-1934), o fenômeno psicológico é simultaneamente subjetivo e cultural.

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a i g o a c i r

ó t h is

A ORIGEM

O desenvolvimento do ser humano, em todos os seus aspectos, é o tema central da Psicologia. Como nos tornamos o que somos hoje? De onde surgem as capacidades e habilidades que temos? Nascemos com elas? São desenvolvidas ao longo da vida em um determinado tempo histórico? Essas perguntas podem ser consideradas como norteadoras de uma psicologia que surge no século XX, sob a influência do pensamento marxista: a Psicologia Sócio-histórica.

O objetivo desse capítulo é apresentar a origem, os conceitos fundamentais e as implicações para as práticas em Psicologia.

O OBJ ETO DA PSICOLOGIA

SÓCIO-HISTÓRICA:

O FEN ÔMENO PSICOLÓGICO

 

CAPÍTULO 6 - OUTRAS PSICOLOGIAS

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s a r t u

O l o c i s p

CAPÍTULO 6

Apresentamos aos nossos leitores, até este momento, três matrizes de compreensão da Psicologia, mas é preciso considerar que ela não se restringe à Psicanálise de Sigmund Freud, ao Behaviorismo de

Skinner ou à Psicologia Sócio-histórica que, na verdade, não representa um sistema como as outras duas vertentes, mas uma alternativa produzida no Brasil a partir de Psicologia Histórico-cultural de

Vigotski (veja o Capítulo 5).

O fato é que há muitos outros modos de fazer Psico­ logia. As duas primeiras matrizes teóricas tiveram seguidores e dissidentes que as trouxeram até esse início do século XXI. Outras matrizes desapareceram, foram substituídas pelas duas mencionadas (e que são muito importantes) ou foram assimiladas por outras que serão mencionadas neste capítulo. É o caso da teoria da Gestalt (Psicologia da Forma), matriz importante no início do século XX,1 mas que não encontra seguidores no momento atual do desenvolvimento da Psicologia.

 

CAPÍTULO 7 - A PSICOLOGIA COMO PROFISSÃO

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o l o c i s p

A o r p o m co

CAPÍTULO 7

A Psicologia é ciência e profissão. Como profissão, está regulamentada, no Brasil, desde 1962 e, atualmente (2018), existem cerca 300 mil profissionais registrados nos conselhos regionais da profissão já atuando ou com condições de atuar no mercado de trabalho.

Saber com clareza o que é ser psicólogo e sua prática

é fundamental para os jovens que pretendem ingressar nessa profissão. Assim como é relevante superar os preconceitos e equívocos a respeito dela.

Para isso, abordamos até aqui a ciência psicológica que busca a compreensão do ser humano a partir da

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constituição de sua subjetividade – sonhos, desejos, emoções, pensamentos, comportamentos. Neste capítulo, ao abordar a Psicologia como profissão, vamos verificar as inúmeras possibilidades de aplicação do conhecimento produzido por ela.

QUE PRO FISSÃO É ESSA?

A Psicologia, no Brasil, é uma profissão reconhecida pela Lei n. 4.119, de 1962. São psicólogos, habilitados ao exercício profissional, aqueles que completam o curso de graduação em Psicologia e se registram no

 

CAPÍTULO 8 - PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO

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i g o l o c i

Ps v l o v n e s de

CAPÍTULO 8

Compreender o desenvolvimento humano

é uma condição para tentar responder o porquê das condutas de bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e dos mais velhos. O desenvolvimento é um processo contínuo e ininterrupto em que os aspectos biológicos, físicos, sociais e culturais se interconectam, se influenciam reciprocamente, produzindo indivíduos com um modo de pensar, sentir e estar no mundo absolutamente singulares e únicos.

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Esta área de conhecimento da Psicologia estuda o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos: físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e social – do nascimento até a idade adulta. Entende-se que os seres humanos nunca param de se desenvolver e, por isto, atualmente, há também nesse campo, estudos sobre o envelhecimento, reconhecendo-se que na chamada idade adulta esses aspectos indicados adquirem certa estabilidade e maturidade.

 

CAPÍTULO 9 - PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM

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i g o l o c i

Ps z i d n e r p a

CAPÍTULO 9

Qualquer um de nós é capaz de responder sem pestanejar a perguntas do tipo: O que você aprendeu hoje na escola? Sabemos

também justificar nossas habilidades, por

no entanto, tão simples assim. E abordar o tema aprendizagem implica tratar, também, de teorias do ensino. É o que vamos tratar neste capítulo.

exemplo, de escrever e ler, de consertar alguma coisa, de dançar, de andar de bicicleta ou de navegar na internet, dizendo que aprendemos. Usamos o termo aprender sem dificuldades, pois sabemos que, se somos capazes de fazer algo que antes não fazíamos, é porque aprendemos.

O conceito de aprendizagem não é,

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A APRENDI Z AGEM COMO

OBJ ETO DE EST UDO

Para a Psicologia, o conceito de aprendizagem não é simples. Há diversas possibilidades de aprendizagem, ou seja, há diversos fatores que nos levam a apresentar um comportamento que anteriormente não apresentávamos, como descobertas, tentativas e erros,

 

CAPÍTULO 10 - INTELIGÊNCIA, MEMÓRIA E PERCEPÇÃO

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CAPÍTULO 10

“A inteligência é a solução de um problema novo para o indivíduo, é a coordenação dos meios para atingir um certo fim, que não é acessível de maneira imediata; enquanto o pensamento é a inteligência interiorizada e se apoiando não mais sobre a ação direta, mas sobre um simbolismo, sobre a evocação simbólica pela linguagem, pelas imagens mentais etc.”1

1

PIAGET, Jean. A epistemologia genética: sabedoria e ilusões da filosofia; problemas de psicologia genética. São Paulo: Martins Fontes, 2016. p. 216.

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Somos seres pensantes. Pensamos sobre as coisas passadas, projetamos nosso futuro, resolvemos problemas, criamos, sonhamos, fantasiamos, somos até capazes de pensar sobre nós mesmos, isto é, somos capazes de nos tornar objetos da nossa própria investigação. Fazemos ciência, poesia, música, construímos máquinas incríveis, transformamos o mundo em símbolos e códigos, criando a linguagem que nos permite a comunicação e o pensamento.

 

CAPÍTULO 11 - OS AFETOS

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CAPÍTULO 11

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Os

Não existe pensamento sem afeto e não existe afeto sem uma imagem, uma ideia. Os dois aspectos da subjetividade humana – afeto e pensamento – estão associados. Ou melhor, são indissociáveis.

Quando colocamos um deles como objeto de estudo é no sentido de obter maior profundidade de compreensão, um exercício didático. Em nossa vida cotidiana não é assim: pensamentos e afetos não estão cindidos, embora em muitas circunstâncias da convivência social os padrões culturais estabelecidos para a

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conduta deixem pouco ou nenhum espaço para a expressão dos afetos. Mas não expressar não significa “não sentir”.

A IM PORTÂNCIA DA V IDA AFETIVA

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

No senso comum, o coração é considerado a sede dos afetos, sentimentos e emoções. Eles se expressam em desejos, sonhos, fantasias, expectativas, palavras, gestos, no que fazemos e pensamos. Eles contribuem para tornar cada pessoa absolutamente singular e única.

 

CAPÍTULO 12 - PSICOLOGIA SOCIAL

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o l o c i s

P l a i c o s

CAPÍTULO 12

Toda psicologia é social. Assim, Sigmund

Freud abre uma de suas mais importantes obras, A psicologia das massas e a análise do eu.1 Assim também, de um ponto de vista diferente, defendia Sílvia Lane

(1933-2006), responsável pela renovação da Psicologia Social no Brasil. Mas se toda

Psicologia é social, o que diferencia a disciplina Psicologia Social da Psicologia

Geral? Não é somente dizer que a

1

FREUD, Sigmund. A psicologia das massas e a análise do eu. São Paulo:

Companhia das Letras, 2011.

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Psicologia Social trata do coletivo, pois em muitos casos ela também trata do

indivíduo. O fato é que a Psicologia Social não nasceu como um braço da Psicologia

Geral, mas como uma disciplina, pode-se dizer, independente, que foi incorporada

à Psicologia assim que esta ganha

consistência de uma ciência autônoma.

 

CAPÍTULO 13 - IDENTIDADE

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© Thinkstock/iStock/GregC

CAPÍTULO 13

d i t n e

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Vemos uma pessoa desconhecida em uma festa, no pátio da escola ou no ponto de

ônibus. Não sabemos nada a respeito dela.

É um enigma a ser desvendado. Será?

Nem tanto... A partir do momento em que a olhamos, já começamos a conhecê-la: podemos discriminar o gênero, a faixa etária (criança, jovem, adulto), a etnia.

Tatuagens, piercings e outros adereços revelam a identificação com um grupo.

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E, se prestamos mais atenção, podemos perceber alguns detalhes que fornecem outros indicadores sobre esse desconhecido: como o modo de se vestir e os piercings que o situam em determinado grupo.

Aí, nos aproximamos da pessoa e vem a famosa pergunta: “Qual é o seu nome?”. Depois dessa, podemos fazer muitas outras... Mais ou menos como aquelas da ficha para procurar emprego, do formulário para fazer crediário ou das entrevistas iniciais com o psicólogo – onde mora e estuda, a idade, a religião, se trabalha ou não, do que gosta e do que não gosta de fazer, enfim, um roteiro que pode ser interminável e se referir ao presente, ao passado e ao futuro desse desconhecido que começa a deixar de sê-lo.

 

CAPÍTULO 14 - SEXUALIDADE

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Se

© Thinkstock/iStock/DMEPhotography

CAPÍTULO 14

Este é um tema em que as mudanças

de conduta são visíveis e aceleradas nas

últimas décadas: refletem-se na linguagem

(Isso é um “tesão”!), nos “funks”, no modo de se vestir (o tamanho dos biquínis), na exposição do corpo (nas propagandas ou na rua) e no culto à beleza física (as academias de ginásticas, o aumento de cirurgias plásticas e a indústria de cosméticos); nas relações provisórias,

O “ficar” dos adolescentes expressa essa nova etapa do relacionamento afetivo.

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no “ficar”, na precocidade da iniciação sexual, na erotização da infância, no

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e d a d i l a reconhecimento legal dos casamentos gays, nos índices de gravidez na adolescência em todas as camadas sociais.

O Q U E É A SEX UALIDADE H UMANA?

É uma relação erótica com o mundo. Por erótica entende-se, para além do senso comum, uma relação amorosa, prazerosa, que produz satisfação e bem-estar. Então, é possível compreender a sexualidade como algo mais amplo do que a relação amorosa entre duas pessoas e não só ligada ao ato sexual, e que não se refere exclusivamente a aspectos biológicos ou restrita

 

CAPÍTULO 15 - FAMÍLIA

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CAPÍTULO 15

© Acervo Memorial do Imigrante

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Família de imigrantes portugueses em São

José do Rio Preto (SP), na década de 1930.

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O Q U E ESTÁ ACONTECENDO

COM ELA ?

A família é uma instituição social que tem passado por mudanças aceleradas em sua estrutura, organização e funções de seus membros, a partir da segunda metade do século XX. Ao modelo tradicional de família, somam-se muitos outros e não é possível afirmar se são melhores ou piores; são diferentes. Como será a família do futuro? O que chamamos de família?

Pode parecer estranho colocar como objeto de discussão, problematizar o conceito de algo que fez ou faz parte da vida de todo sujeito. Mas, na verdade, o conceito de família não é único e, em uma mesma sociedade, convivem opiniões diferentes sobre o tema.

Em nossa sociedade brasileira, nos últimos tempos temos assistido a uma discussão sobre o que é família, com vistas a um consenso que possa permitir legislações inequívocas sobre herança ou sobre casamento, por exemplo.

 

CAPÍTULO 16 - PROCESSOS GRUPAIS E INSTITUIÇÕES

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CAPÍTULO 16

s o s s e c o r

P

ç i u t i t s e in

A vida cotidiana se caracteriza pela vida em grupo e o pertencimento a instituições.

Desde que nascemos pertencemos a um grupo social: a família. Esse grupo social

é, também, considerado uma instituição.

E, ao longo da vida – a nossa biografia –, fazemos parte de vários grupos e instituições que determinam o conjunto de nossas experiências, nossa identidade. É onde as pessoas se socializam: aprendem uma língua, formam seu quadro de valores, os padrões de comportamento e adentram no mundo da cultura.

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Para compreender o modo de ser e estar no mundo de uma pessoa é relevante recuperar os seus grupos de referência ao longo de sua trajetória pessoal e os seus atuais grupos de pertencimento. Mesmo quando ficamos sozinhos, a referência de nossos devaneios e comportamentos (na frente do espelho, por exemplo) são os outros: nos vestimos de acordo com o encontro que teremos em seguida; resolvemos mudar compromissos que afetam a vida dos outros, lembramos da dificuldade de um amigo ou do último conflito com a família. O outro, o grupo ou a instituição a qual pertencemos, sempre está

 

CAPÍTULO 17 - A EDUCAÇÃO

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CAPÍTULO 17

© Robson Ventura/Folhapress

A humanização é um longo processo que se inicia com o nascimento e se dá no encontro com o outro(s), nos grupos, nas instituições, com a entrada no mundo da cultura. Esta é uma ideia central neste livro e, particularmente relevante, no campo da

Educação. Nascemos com condições de nos tornarmos humanos (hominização) e nos apropriamos das conquistas – por exemplo, a linguagem dos humanos – ou seja, nos humanizamos.

A escola é um ambiente de interação e expressão social.

Fotografia de alunos em escola pública de São Paulo.

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Leontiev em seu texto O homem e a cultura 1 nos ensi­n ou que esta humanização se dá no contato ativo com a cultura, um contato – no caso das crianças e adolescentes – mediado pelos adultos, nas relações sociais. Para esse autor, o processo de humanização se deu ao longo da história e as conquistas foram se concretizando nos objetos criados para satisfazer necessidades e possibilitar a sobrevivência mais confortável da espécie. Assim, os movimentos que fazemos para escrever (atividade) têm a ver com o objeto que utilizamos para isso. Quando manuseamos o lápis ou a caneta, “retiramos” dele

 

CAPÍTULO 18 - TRABALHO

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CAPÍTULO 18

O mundo do trabalho é hoje um importante tema de estudo interdisciplinar, e são inúmeras as áreas que estudam seus diversos aspectos. Da Economia à

Psicologia, da Engenharia à Medicina, da

Terapia Ocupacional ao Serviço Social, da

Sociologia à Nutrição, enfim, praticamente todas as áreas do conhecimento científico e humano se preocupam com o tema trabalho. Isso porque se trata de um fenômeno que estrutura o próprio ser humano. Várias teorias e vertentes do pensamento humano convergem entre

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si, defendendo a concepção de que a humanidade surgiu com o trabalho.

Muitos estudos e pesquisas demonstram a relação entre a constituição do ser humano e o trabalho. A paleoantropologia e a paleontologia são áreas dedicadas ao estudo do aparecimento da humanidade em nosso planeta. Um dos mais importantes pesquisadores, Donald

PALEOANTROPOLOGIA

É o estudo científico dos fósseis de hominídeos e das evidências deixadas por eles, tais como ossos e pegadas.

 

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