Investindo em ações no longo prazo

Autor(es): Jeremy J. Siegel
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A 5ª edição deste clássico sobre o mercado financeiro inclui a tão aguardada análise de Jeremy Siegel sobre a quebra do mercado imobiliário americano, a crise financeira e a consequente recessão mundial. Com uma mistura potente de novas evidências, pesquisas e análises apoiando suas ideias, Siegel traz respostas para todas as dúvidas importantes de hoje, como “quais são as fontes do crescimento econômico de longo prazo?” e “como se proteger contra a instabilidade da moeda?”Leitura obrigatória para todo investidor e consultor que deseja entender a fundo as forças que movem os mercados atuais, este livro apresenta a mais completa síntese disponível sobre as tendências históricas e o ajudará a desenvolver uma carteira de longo prazo confiável e lucrativa.

19 capítulos

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Capítulo 1 - Um argumento a favor das ações: Fatos históricos e jornalismo de ficção

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1

Um argumento a favor das ações

Fatos históricos e jornalismo de ficção

A doutrina da “nova era” – de que as ações de “primeira linha” (ou “blue chips”) eram investimentos confiáveis independentemente de quão alto fosse o preço pago por elas – estava na base apenas como meio de justificar, sob o título de “investimento”, a capitulação quase universal da febre especulativa.

— BENJAMIN GRAHAM E DAVID DODD,

SECURITY ANAYLYSIS1

O investimento em ações tornou-se um hobby nacional e uma obsessão nacional. Atualizando Marx, é a religião do povo.

— ROGER LOWENSTEIN, “A COMMON MARKET:

THE PUBLIC’S ZEAL TO INVEST”2

Investindo em Ações no Longo Prazo, de Siegel? Agora só serve para segurar a porta

— OPINIÃO DE UM INVESTIDOR CONVIDADO DO CNBC,

3

MARÇO DE 2009

“TODO MUNDO DEVERIA SER RICO”

No verão de 1929, um jornalista chamado Samuel Crowther entrevistou

John J. Raskob, um alto executivo financeiro da General Motors, sobre como um indivíduo comum poderia criar riqueza investindo em ações. Em agosto desse mesmo ano, Crowther publicou as ideias de Raskob em um artigo no Ladies’ Home Journal com o audacioso título “Everybody Ought to Be Rich” (“Todo mundo deveria ser rico”).

 

Capítulo 2 - A grande crise financeira de 2008: Origem, impacto e legado

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2

A grande crise financeira de 2008

Origem, impacto e legado

Com relação à Grande Depressão. Vocês estão certos, nós a criamos. Sentimos muito. Mas graças a vocês, não faremos isso novamente.

NA

— B EN B ERNANKE , 8 DE NOVEMBRO DE 2002,

C ELEBRAÇÃO DO N ONAGÉSIMO A NIVERSÁRIO

DE M ILTON F RIEDMAN

A SEMANA QUE ABALOU OS MERCADOS MUNDIAIS

Era apenas quarta-feira, 17 de setembro, mas eu já havia enfrentado uma semana exaustiva tentando dar sentido à agitação dos mercados financeiros. Na segunda, as ações surpreenderam os investidores ao abrirem em alta, não obstante as notícias no domingo à noite sobre a falência do

Lehman Brothers, a maior da história americana. Sem nenhuma ajuda governamental em vista, o Lehman Brothers, empresa de investimento de

150 anos que havia sobrevivido à Grande Depressão, dessa vez não teve chance.

Contudo, essa abertura promissora foi rapidamente contra-atacada por rumores de que empresas importantes não cobririam as transações dos clientes do Lehman, desencadeando um estado de ansiedade nos mer1 cados. Quando os ganhos da manhã de segunda transformaram-se em perdas, os mercados financeiros se viram envoltos em medo. Os investidores se perguntavam: que ativos eram seguros? Que empresa seria a próxima a falir? E poderia a crise ser contida? Os prêmios de risco dispararam no momento em que os credores afastaram-se de todos os merca2 dos de crédito, com exceção dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

 

Capítulo 5 - Retornos de ações e títulos desde 1802

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Retornos de ações e títulos desde 1802

Não conheço outra forma de avaliar o futuro senão pelo passado.

— P ATRICK H ENRY ,

DISCURSO DE

1775

NA

C ONVENÇÃO DE V IRGÍNIA ,

23 DE MARÇO DE 1775

DADOS DO MERCADO FINANCEIRO DE 1802 AO PRESENTE

Este capítulo analisa os retornos das ações, dos títulos e de outras classes de ativos ao longo dos últimos dois séculos. A história dos Estados Unidos é dividida aqui em três subperíodos. No primeiro, de 1802 a 1870, o país fez uma transição entre a economia agrária e industrializada, comparável às mudanças que vários “mercados emergentes” da América Latina e da Ásia estão realizando no presente. No segundo, de 1871 a 1925, o país se tornou o principal poder político-econômico do mundo. O terceiro, de 1926 ao presente, abrange a Grande Depressão, a expansão pós-guerra, a bolha de tecnologia e a crise financeira de 2008.

Esses períodos foram escolhidos não apenas porque são historicamente significativos, mas também porque assinalam rupturas na qualidade e abrangência dos dados históricos sobre os retornos das ações. Os retornos acionários mais difíceis de coletar foram os de 1802 a 1871, porque havia poucos dados sobre os dividendos desse período. Em edições anteriores do livro Investindo em Ações no Longo Prazo, utilizei um índice

 

Capítilo 6 - Risco, retorno e alocação de carteiras: Por que, em longo prazo, as ações são menos arriscadas do que os títulos

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Risco, retorno e alocação de carteiras

Por que, em longo prazo, as ações são menos arriscadas do que os títulos

Na verdade, será que podemos encontrar algum investimento que ofereça estabilidade real ou lucro certo? [...] Como todo leitor deste livro verá claramente, o homem ou a mulher que investe em títulos está especulando no nível geral de preços ou no poder aquisitivo do dinheiro.

— I RVING F ISHER , 1912 1

AVALIANDO RISCO E RETORNO

Risco e retorno são os componentes básicos da gestão financeira e de carteiras. Uma vez que o risco, o retorno esperado e as correlações entre as classes de ativos estejam especificados, a teoria financeira moderna pode ajudar os investidores a alocar ativos às suas carteiras. Mas o risco e retorno das ações e títulos não são constantes físicas, como a velocidade da luz ou a força gravitacional, à espera de descoberta no mundo natural.

Do mesmo modo que na ciência física, os investidores não podem realizar experimentos controlados repetidos, mantendo todos os demais fatores constantes, e concentrar sua atenção no “verdadeiro” valor de cada variável. Como o ganhador do Nobel Paul Samuelson adorava dizer, “temos apenas uma amostra da história”.

 

Capítulo 10 - Fontes de valor para os acionistas: Lucros e dividendos

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Fontes de valor para os acionistas

Lucros e dividendos

A importância dos dividendos para oferecer riqueza aos investidores é evidente. Os dividendos apequenam a inflação, o crescimento e os níveis de avaliação variáveis não apenas individualmente; apequenam também a importância conjunta da inflação, do crescimento e dos níveis de avaliação variáveis.

— R OBERT A RNOTT , 2003 1

São um pouco mais de 16 horas no leste dos Estados Unidos, e as bolsas de valores já fecharam. O âncora de uma das principais redes financeiras declara entusiasmadamente: “A Intel acabou de divulgar seu lucro! ‘Superou Wall Street’ em 20 centavos, e seu preço saltou para US$ 2 na negociação após o expediente.”

Os lucros elevam os preços das ações e sua divulgação é aguardada ansiosamente por Wall Street. Mas como exatamente devemos calcular os lucros e de que maneira as empresas os transformam em valor para os acionistas? Este capítulo aborda essas questões.

FLUXOS DE CAIXA DESCONTADOS

 

Capítulo 11 - Parâmetros para avaliar o mercado de ações

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Parâmetros para avaliar o mercado de ações

Mesmo quando o motivo subjacente da compra [de ações ordinárias] é a mera ganância especulativa, a natureza humana deseja dissimular esse desagradável impulso atrás de uma capa de aparente lógica e bom senso.

— B ENJAMIN G RAHAM

E

D AVID D ODD , 1940 1

RETORNOS QUE ANUNCIAM MAUS PRESSÁGIOS

No verão de 1958, um acontecimento de grande significado se evidenciou para aqueles que acompanhavam parâmetros consagrados de avaliação do mercado acionário. Pela primeira vez na história, a taxa de juros dos títulos governamentais de longo prazo subiu visivelmente acima do rendimento de dividendos das ações ordinárias.

A BusinessWeek deu destaque a esse acontecimento em agosto do mesm ano, no artigo “An Evil Omen Returns”, advertindo os investidores de que, quando os rendimentos das ações aproximavam-se dos rendimentos dos títulos de longo prazo, uma grande queda de mercado era

2 iminente. A quebra do mercado acionário de 1929 ocorreu em um ano em que o rendimento de dividendos das ações caiu ao nível do rendimento dos títulos. As quebras de mercado de 1891 e 1907 também se seguiram ao episódio em que o rendimento dos títulos ficou a 1% do rendimento de dividendos das ações.

 

Capítulo 12 - A importância do tamanho, do rendimento de dividendos e dos índices de preço/lucro

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Superando o desempenho do mercado

A importância do tamanho, do rendimento de dividendos e dos índices de preço/lucro

A análise de títulos não pode se atrever a formular regras gerais quanto ao

“valor apropriado” de qualquer ação ordinária [...]. Os preços das ações ordinárias não são cálculos cuidadosamente planejados, mas resultado de um emaranhado de reações humanas.

— B ENJAMIN G RAHAM

E

D AVID D ODD , 1940 1

AÇÕES QUE SUPERAM O DESEMPENHO DO MERCADO

Quais critérios os investidores podem utilizar para escolher ações com retornos mais altos que superem o mercado? Inevitavelmente, os investidores são atraídos para empresas capazes de gerar alto lucro e crescimento de receita. Contudo, dados empíricos demonstram que essa busca por crescimento com frequência resulta em retornos abaixo do padrão. Para mostrar que o crescimento não se traduz necessariamente em retornos superiores, imagine-se por um momento como um investidor em 1950, no alvorecer da era digital. Você tem US$ 1.000 para investir e tem a opção de escolher entre duas ações: Standard Oil de Nova Jersey (hoje ExxonMobil) ou uma nova empresa bem menor e promissora chamada IBM. Você informará a empresa escolhida para que reinvista todos os dividendos pagos em novas ações e manterá seu investimento a sete chaves durante os próximos 62 anos, que será repartido no final de 2012 entre seus bisnetos ou doado para uma instituição beneficente de sua preferência.

 

Capítulo 13 - Investimento global

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Investimento global

Falemos hoje sobre um setor de crescimento. Porque, no mundo inteiro, o investimento é um setor de crescimento. O maior setor de crescimento é o investimento em carteiras internacionais.

— J OHN T EMPLETON , 1984 1

O Capítulo 5 mostrou que o crescimento dos retornos acionários de longo prazo não se restringiu aos Estados Unidos. Os investidores de outros países realizaram retornos próximos ou até superiores aos obtidos nos

Estados Unidos. Entretanto, até o final da década de 1980, os mercados estrangeiros eram quase exclusivamente território dos investidores nativos e eram considerados muito remotos ou arriscados para serem cogitados por estrangeiros.

Não mais. A globalização dos mercados financeiros não é apenas uma previsão para o futuro; é um fato neste exato momento. Os Estados Unidos, outrora um incontestado gigante dos mercados de capitais, hoje é somente um dos vários países nos quais os investidores podem acumular riqueza.

 

Capítulo 14 - Ouro, política monetária e inflação

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Ouro, política monetária e inflação

No mercado acionário, como na corrida de cavalos, com dinheiro tudo se arranja. As condições monetárias exercem enorme influência sobre os preços das ações.

— M ARTIN Z WEIG , 1990 1

Se o presidente do Fed Alan Greenspan me confidenciasse qual seria a política monetária nos próximos dois anos, isso não mudaria nada do que faço.

— W ARREN B UFFETT , 1994 2

Em 20 de setembro de 1931, o governo britânico anunciou que a Inglaterra deixaria de utilizar o padrão-ouro. Não trocaria mais ouro por depósitos no Banco da Inglaterra nem por moeda britânica, a libra esterlina. O governo sustentou que essa medida era apenas “temporária”, que não tinha intenção de abolir para sempre o compromisso de trocar seu dinheiro por ouro. No entanto, esse seria o marco do início do fim do padrão-ouro na Grã-Bretanha e no mundo – um padrão que já existia há mais de 200 anos.

Temendo um caos no mercado de câmbio, o governo britânico ordenou o fechamento da Bolsa de Valores de Londres. As autoridades da

 

Capítulo 15 - Ações e o ciclo econômico

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Ações e o ciclo econômico

O mercado acionário previu nove das últimas cinco recessões.

— P AUL S AMUELSON , 1966 1

Adoraria poder prever os mercados e antever as recessões, mas como isso é impossível, me satisfaço tanto quanto Buffett em sondar empresas lucrativas.

— P ETER L YNCH , 1989 2

Um economista bastante respeitado está prestes a dirigir a palavra a um grande grupo de analistas financeiros, consultores de investimento e corretores de ações. Há uma inquietação óbvia na plateia. O mercado de ações tem atingido novas altas quase que diariamente, forçando os rendimentos de dividendos para baixo e disparando os índices de preço/lucro. Esse grande otimismo faz sentido? A plateia deseja saber se de fato a economia está indo suficientemente bem para suportar esses altos preços acionários.

A palestra do economista é extremamente otimista. Ele prevê que o produto interno bruto real dos Estados Unidos aumentará em mais de 4% nos quatro semestres seguintes, uma taxa de crescimento bastante favorável. Não haverá recessão durante pelos menos três anos e, mesmo se houver alguma, será muito breve. Os lucros corporativos, um dos principais fatores que determinam os preços das ações, terão um aumento anual de dois dígitos ao menos nos próximos três anos. Além disso, ele prevê que um republicano ganhará facilmente a Casa Branca na próxima eleição presidencial, uma situação sem dúvida confortadora para uma plateia

 

Capítulo 16 - Quando os eventos mundiais afetam os mercados financeiros

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Quando os eventos mundiais afetam os mercados financeiros

Consigo prever o movimento dos corpos celestes, mas não a loucura das massas.

— I SAAC N EWTON

Quando o sol despontou sobre a cidade de Nova York em uma linda manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001, os traders esperavam um dia fraco em Wall Street. Não havia qualquer informação econômica procedente de Washington, ou qualquer programação de divulgação de lucros programada. Na sexta-feira anterior, os mercados haviam se deparado com um terrível relatório de emprego, mas na segunda conseguiram se recuperar levemente.

Os mercados acionários dos Estados Unidos ainda não haviam aberto, mas os contratos de futuros do índice S&P 500 foram negociados durante a noite inteira, como de costume, na plataforma eletrônica Globex. Os mercados de futuros estavam em alta, uma indicação de que Wall Street esperava abrir com firmeza. Mas, de repente, chegou um relatório às

8h48, em um dia que seria um dos mais fatídicos da história mundial: um avião havia atingido a Torre Norte do World Trade Center. O padrão de negociação nos 27 minutos seguintes, antes do fechamento do mercado, é mostrado na Figura 16.1.

 

Capítulo 17 - Ações, títulos e o fluxo de dados econômicos

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Ações, títulos e o fluxo de dados econômicos

A coisa que mais afeta o mercado de ações são todas as coisas.

— J AMES P ALYSTED W OOD , 1966

São 8h28, horário de verão em Nova York, sexta-feira, 5 de julho de 1996.

Normalmente, um dia de negociação entre um feriado importante nos Estados Unidos e um fim de semana é lento e tem pouco volume ou oscilação de preço. Mas não hoje. No mundo inteiro, os traders estão ansiosamente grudados nos terminais, de olhos vidrados na tela que rola inúmeras manchetes diariamente. Durante toda a semana, os traders de ações, títulos e de câmbio aguardaram esse dia. Faltam apenas dois minutos para o comunicado mais importante do mês – as estatísticas de trabalho dos Estados Unidos. O Dow tem sido negociado bem próximo de sua maior alta de todos os tempos, atingida no final de maio. Mas as taxas de juros têm aumentando, um motivo de preocupação para os traders. Faltam apenas alguns segundos. Às 8h30 em ponto, as manchetes rolam pela tela:

 

Capítulo 18 - Fundos negociados em bolsa, futuros de índices de ações e opções

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Fundos negociados em bolsa, futuros de índices de ações e opções

Quando eu era jovem – subscritor da Merrill Lynch por 25 dólares por semana –, costumava ouvir um veterano dizer: “A melhor coisa para negociar seriam futuros de ações – mas não dá, isso é aposta”.

— L EO M ELAMED , 1988 1

Warren Buffett acha que os futuros de ações e as opções devem ser banidos, e concordo com ele.

— P ETER L YNCH , 1989 2

Se alguém perguntasse que título negociado em bolsa teve o maior volume em dólar nos Estados Unidos em 2012, qual seria seu palpite? Apple,

Google, Exxon-Mobil? Surpreendentemente, a resposta é um título que não existia antes de 1993 e nem sequer representava uma empresa. O título com maior volume em dólar são os spiders, apelido dado aos recibos de depósito do S&P 500 (S&P 500 Depository Receipts – SPDRs), um fundo negociado em bolsa que representa o valor do índice S&P 500. Em 2012, mais de 50 bilhões de ações foram negociadas, o que corresponde a um valor de mais de US$ 7 trilhões.

 

Capítulo 19 - Volatilidade do mercado

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Volatilidade do mercado

A palavra crise na língua chinesa é composta de dois caracteres: o primeiro, o símbolo de perigo, [...] o segundo, de oportunidade.

O passado pressagia o futuro? O índice industrial Dow Jones de 1922 a 1932 e de 1980 a 1990 é mostrado na Figura 19.1A e B. Existe uma similaridade excepcional entre esses dois mercados altistas. Em outubro de 1987, os editores do Wall Street Journal, ao observarem o gráfico de ações até aquele momento, perceberam que a similaridade era tão grande, que imprimiram um gráfico semelhante na edição do jornal que foi às ruas na manhã de segunda-feira, em 19 de outubro de 1987. Mal eles sabiam que aquele dia testemunharia a maior queda em um único dia na história do mercado acionário americano, superando em muito a grande quebra de 29 de outubro de 1929. Fatidicamente, no restante do ano o mercado continuou operando de uma maneira muito parecida com 1929. Vários previsores, citando as semelhanças entre dos dois períodos, estavam certos de que o infortúnio se assomava e aconselhavam seus clientes a vender.

 

Capítulo 20 - Análise técnica e investimento de acordo com as tendências

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Análise técnica e investimento de acordo com as tendências

É verdade que muitos céticos são propensos a rejeitar todo o procedimento

[de leitura de gráficos] como algo semelhante à astrologia ou necromancia; mas sua enorme importância em Wall Street exige que suas pretensões sejam examinadas com certo grau de cuidado.

— B ENJAMIN G RAHAM

E

D AVID D ODD , 1934 1

A NATUREZA DA ANÁLISE TÉCNICA

Formações de bandeiras, flâmulas, arredondadas e ombro-cabeça-ombro.

Indicadores estocásticos, indicadores de convergência/divergência de médias móveis e candlesticks. Essa é a linguagem arcana do analista técnico, um investidor que prevê retornos futuros com base em tendências de preço passadas. Poucas áreas de análise de investimento atraíram tantos críticos; contudo, nenhuma outra área tem um núcleo de defensores tão dedicados e entusiásticos. A análise técnica, com frequência repudiada por economistas acadêmicos que acreditam que ela seja tão útil quanto a astrologia, está recebendo um novo olhar, e algumas evidências recentes são surpreendentemente positivas.

 

Capítulo 21 - Anomalias de calendário

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Anomalias de calendário

Outubro. Esse é um dos meses particularmente perigosos para especular em ações. Os demais são julho, janeiro, setembro, abril, novembro, maio, março, junho, dezembro, agosto e fevereiro.

— M ARK T WAIN

O dicionário define anomalia como uma irregularidade em relação ao que

é naturalmente esperado. E o que é mais antinatural ou anormal do que esperar superar o mercado prevendo os preços das ações com base apenas no dia, semana ou mês do ano? Contudo, parece que isso é possível.

Pesquisas revelam que existem momentos previsíveis durante os quais o mercado acionário e em especial determinados grupos de ações se saem particularmente bem.

A análise realizada na primeira edição de Investindo em Ações no Longo Prazo, publicada em 1994, baseou-se na investigação de longas séries de dados até o início da década de 1990. As anomalias de calendário divulgadas na primeira edição incitavam os investidores a superar o mercado por meio da adoção de estratégias em relação a esses acontecimentos incomuns. Entretanto, à medida que mais investidores ficam sabendo dessas anomalias e se guiam por elas, os preços das ações podem se ajustar de forma que grande parte da anomalia, se não toda ela, é eliminada. Essa certamente seria a previsão da hipótese de mercado eficiente.

 

Capítulo 22 - Finanças comportamentais e psicologia do investimento

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Finanças comportamentais e psicologia do investimento

O homem racional – como o monstro do Lago Ness – é visto com frequência, mas raramente fotografado.

— D AVID D REMAN , 1998 1

O mercado é mais arriscado quando parece melhor; é mais convidativo quando parece pior.

— F RANK J. W ILLIAMS , 1930 2

Este livro é repleto de dados, números e gráficos que respaldam uma estratégia de longo prazo internacionalmente diversificada para os investidores acionários. Contudo, é bem mais fácil aceitar um conselho em teoria do que colocá-lo em prática. A classe financeira está cada vez mais consciente de que os fatores psicológicos podem cercear a análise racional e impedir que os investidores obtenham os melhores resultados. O estudo sobre esses fatores psicológicos floresceu no campo de finanças comportamentais.

Para facilitar a compreensão da pesquisa básica e das questões relacionadas às finanças comportamentais, este capítulo foi escrito em forma de narrativa. Dave é um investidor que cai em armadilhas psicológicas que o impedem de ser eficaz. Você provavelmente perceberá semelhanças entre o comportamento de Dave e o seu. Se isso ocorrer, o conselho oferecido neste capítulo certamente o ajudará a se tornar um investidor mais bem-sucedido. Dave primeiro conversa com sua mulher, Jennifer, e depois com um consultor de investimento que entende bem de finanças comportamentais. Essa narrativa tem início no outono de 1999, vários meses antes do auge da bolha de tecnologia e da internet que dominou os mercados na virada do século.

 

Capítulo 23 - Desempenho dos fundos, indexação e superação do mercado

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Desempenho dos fundos, indexação e superação do mercado

Tenho pouca confiança até mesmo na capacidade dos analistas, quanto mais nos investidores destreinados, para escolher ações ordinárias que ofereçam resultados acima da média. Consequentemente, sinto que a carteira padrão deve mais ou menos duplicar o DJIA.

— B ENJAMIN G RAHAM , 1934 1

Como é que um investidor institucional pode esperar superar o mercado [...] quando, a rigor, eles são o mercado?

— C HARLES D. E LLIS , 1975 2

Corre uma velha história em Wall Street. Dois gestores de grandes fundos de ações vão acampar em um parque nacional. Depois de assentar acampamento, o primeiro menciona ao outro que ouvira o guarda do parque avisar que ursos-negros foram vistos nos arredores do camping. O segundo sorri e diz: “Não estou preocupado; sou um corretor bastante veloz”. O primeiro balança a cabeça e afirma: “Você não consegue ser mais rápido dos que os ursos-negros; sabe-se que eles correm 40 quilômetros por hora para capturar uma presa!”. O segundo responde: “É claro que eu sei que não consigo ser mais veloz do que um urso. A única coisa que importa é que consigo ser mais veloz do que você!”.

 

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