Gestão da sala de aula: Lições da pesquisa e da prática para trabalhar com adolescentes

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Esta obra é um guia abrangente para criar um ambiente de aprendizagem afetivo, organizado e produtivo. A experiência inspiradora de professores de disciplinas como química, matemática, história e geografia, em escolas de perfis demográficos variados, levanta discussões fundamentais sobre a gestão do ambiente escolar. Combinando recomendações baseadas em pesquisas com exemplos reais de instituições de ensino, Gestão da sala de aula oferece aos professores orientações para lidar com os principais desafios da sala de aula atual, auxiliando na construção de relações qualificadas com os alunos.

13 capítulos

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Capítulo 1 - Gestão de turma em um ambiente lotado e complexo

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CAPÍTULO 1

Gestão de turma em um ambiente lotado e complexo

Princípios norteadores 5

Plano do livro 7

Conhecendo os professores 8

O que dizem os alunos? 16

Comentários finais 18

Resumo 20

Para muitos futuros professores e para iniciantes, entrar em uma sala de aula do ensino médio ou dos anos finais do ensino fundamental é como voltar para casa após uma breve ausência. Muito pouco mudou: carteiras com braços grandes demais ainda são arranjadas em fileiras desarrumadas; sinais sonoros ainda marcam o final das aulas; e quadros de aviso ainda mostram cópias apagadas dos horários dos sinais e das instruções do treinamento para incêndio. A familiaridade desses sinais e sons nos faz sentir confortáveis e à vontade. Porém, ironicamente, essa mesma familiaridade pode ser uma armadilha; ela pode tornar difícil apreciar o quanto a sala de aula do ensino médio é, na verdade, um ambiente curioso e exigente. Olhar para a sala de aula como se nunca tivéssemos visto uma anteriormente pode nos ajudar a reconhecer algumas de suas características estranhas e contradições.

 

Capítulo 2 - Planejando o ambiente físico

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CAPÍTULO 2

Planejando o ambiente físico

Cinco funções do ambiente de sala de aula 25

O professor como um planejador do ambiente 36

Algumas reflexões sobre ter de compartilhar salas 39

Comentários finais 41

Resumo 41

Discussões de organização e gestão frequentemente negligenciam as características físicas da sala de aula. A menos que ela se torne quente demais, fria demais, cheia demais ou barulhenta demais, tendemos a pensar no ambiente da sala de aula como um cenário sem importância para a interação. Essa tendência geral a ignorar o ambiente físico é especialmente predominante nas escolas de

PARE E REFLITA

Você provavelmente passou mais de 13 mil horas como estudante em salas de aula do ensino fundamental e médio. Sem dúvida, algumas dessas salas eram bem mais atraentes e confortáveis do que outras. Pense o que as tornava desse jeito. Por exemplo, eram os quadros de aviso ou pôsteres? A presença de plantas? O tipo e o arranjo da mobília? A iluminação? O tamanho ou a localização da sala? Pense sobre as características específicas que fizeram dessas salas ambientes agradáveis para aprender e, então, reflita sobre quais delas estão sob o controle do professor. Tenha essas características em mente

 

Capítulo 3 - Construindo relacionamentos respeitosos e atenciosos

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CAPÍTULO 3

Construindo relacionamentos respeitosos e atenciosos

Por que é importante demonstrar atenção? 44

Maneiras de demonstrar atenção e respeito pelos alunos 46

Construindo relações de cuidado entre os alunos 63

Uma história de advertência 77

Comentários finais 77

Resumo 78

Há alguns anos, supervisionamos uma licencianda chamada Annie, que havia sido colocada em uma sala de aula de 5o ano. Uma de nós havia dado aula para Annie em um curso no campus e todas nós tínhamos algumas preocupações a respeito de sua capacidade de organização. No entanto, não estávamos preparadas para o que vimos na primeira visita à sua classe, durante uma aula sobre aspas. Embora Annie não fosse exatamente cativante, ela não era uma professora ruim, mas o comportamento dos seus alunos era.

Eles conversavam, mexiam em suas carteiras e ignoravam completamente a aula. Além disso, ao longo do período, vários alunos pediram à professora para ir ao banheiro e saíram da sala. Observamos, sem acreditar, que, a cada três minutos, um estudante deixava a sala de aula. Houve um momento em que havia cinco ou seis alunos fora da sala ao mesmo tempo. Mesmo assim, Annie nunca pedia aos alunos para esperar até que terminasse o que estava ensinando ou até que o aluno anterior retornasse.

 

Capítulo 4 - Estabelecendo normas de comportamento

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CAPÍTULO 4

Estabelecendo normas de comportamento

Pesquisas sobre gestão eficiente da sala de aula 83

Definindo suas expectativas de comportamento 85

Os primeiros dias de aula: ensinando as normas aos alunos 94

Comentários finais 99

Resumo 100

Às vezes, os professores dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio argumentam que seus alunos sabem como se comportar, uma vez que eles estão na escola há muitos anos. O argumento é o seguinte:

Meus alunos não são bebês. Nos anos finais do ensino fundamental ou no ensino médio, os estudantes sabem a importância de chegar na hora à sala de aula, de fazer o dever de casa, de respeitar os pertences dos outros e de levantar a mão quando quiserem fazer um comentário. Além disso, há tanto conteúdo a ser ensinado que eu não posso desperdiçar tempo ensinando regras que eles já deveriam conhecer.

Essa argumentação tem um certo apelo, particularmente para professores que são entusiastas das suas áreas de conhecimento e ávidos por começar. Porém, é importante reconhecer que, embora os seus alunos tenham noções gerais a respeito do comportamento adequado no ambiente escolar, eles não conhecem suas expectativas específicas.

 

Capítulo 5 - Conhecendo os alunos e suas necessidades especiais

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CAPÍTULO 5

Conhecendo os seus alunos e suas necessidades especiais

O adolescente em desenvolvimento 102

Alunos com transtornos e TDAH 104

Alunos com problemas 119

Alunos vivendo na pobreza 130

Comentários finais 131

Resumo 133

Pegar as listas das turmas no início do ano escolar sempre traz uma sensação de antecipação, excitação e curiosidade: como são esses alunos? O que eles sabem? Como eles pensam? Que pontos fortes eles trazem?

Que lutas eles enfrentam? De onde vêm?

Nas primeiras semanas e meses de aula, você começa a elaborar respostas a essas questões. Gradualmente, você ganha uma compreensão de quem são os seus alunos.

Essa compreensão lhe permite adaptar seu ensino às necessidades específicas deles e encontrar maneiras de construir conexões.

E conhecer os seus alunos é essencial se você está construindo um ambiente atencioso e inclusivo para o aprendizado.

Conhecer os seus alunos significa reconhecer e apreciar as maneiras pelas quais cada indivíduo é único, bem como entender as características comuns da adolescência.

 

Capítulo 6 - Trabalhando com famílias

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CAPÍTULO 6

Trabalhando com famílias

Desafios para a cooperação família-professores 140

Superando os desafios: promovendo a colaboração entre a família e a escola 144

Comentários finais 160

Resumo 160

“Eu não fazia ideia de que sua mãe tinha perdido o emprego e que seu pai não aparecia há um mês. Não me admira que ele esteja tão agressivo!”

“A avó dela tem sido muito boa em garantir que ela faça seus deveres de casa. Ela está trabalhando junto comigo nisso.”

“O pai dele se ofereceu para acompanhar o churrasco e organizar o jogo de softball! Será

ótimo tê-lo conosco!”

Comentários como esses podem ser ouvidos na sala dos professores por todo os

Estados Unidos. Eles refletem alguns dos benefícios gerados pelas relações positivas e produtivas entre as famílias e os professores.

Um número crescente de evidências demonstra que o envolvimento da família na escolarização dos alunos está ligado ao desempenho acadêmico deles (ANDERSON; MINKE,

 

Capítulo 7 - Aproveitando ao máximo o tempo de sala de aula

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CAPÍTULO 7

Aproveitando ao máximo o tempo de sala de aula

Quanto tempo existe, afinal? 166

Aumentando as oportunidades de aprender 170

O uso de horários em bloco 181

Comentários finais 184

Resumo 184

No primeiro dia de aula, o ano acadêmico parece se estender indefinidamente. Se você for um professor iniciante, você pode se perguntar como irá preencher todas as horas escolares que estão previstas – especialmente se você não está nem mesmo certo do que irá fazer no dia seguinte. À medida que os dias passam, você pode começar a sentir que falta tempo para realizar todas as suas atividades. Com assembleias, simulações de incêndio, testes, feriados e tarefas burocráticas, as horas disponíveis para o ensino parecem bem mais reduzidas do que pareciam no início do ano. De fato, a tendência ao longo do ano é você encarar

o tempo como um recurso precioso – não algo que precisa ser preenchido (ou gasto), mas algo que deve ser conservado e usado com sabedoria (é claro que seus alunos podem não compartilhar dessa visão – como ilustra a Fig. 7.1).

 

Capítulo 8 - Aumentando a motivação dos alunos

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CAPÍTULO 8

Aumentando a motivação dos alunos

O que é realista? O que é apropriado? 189

Estratégias para aumentar as expectativas de sucesso 191

Aumentando a percepção do valor da tarefa 200

Motivando os alunos com baixo desempenho e descontentes 210

Comentários finais 212

Resumo 212

Sentadas em uma sala de professores de uma grande escola de ensino médio, ouvimos por acaso uma conversa entre membros do departamento de estudos sociais. a

Um professor da 1 série estava reclamano do sobre essa turma do 3 período de aula:

“Aqueles alunos não se importam com a escola. Eu não vou desperdiçar o meu tempo tentando motivá-los. Eu sinto muito se eles não podem ser responsáveis pelo seu próprio aprendizado”. À medida que refletíamos sobre a declaração do professor, parecia que ele estava sugerindo que a motivação é de inteira responsabilidade do aluno; para serem bem-sucedidos na escola, os alunos devem chegar motivados, do mesmo modo que eles devem chegar com cadernos e canetas. A afirmação também sugere que motivação é uma característica estável, como a cor dos olhos. Por essa perspectiva, alguns indivíduos vêm para a escola querendo aprender e alguns não. Esse pode ser um

 

Capítulo 9 - Administrando o trabalho independente

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CAPÍTULO 9

Administrando o trabalho independente

As armadilhas do trabalho independente 217

Planejando e implementando trabalho independente e eficiente 220

Comentários finais 227

Resumo 228

O trabalho independente é uma atividade de ensino comum a partir dos anos finais do ensino fundamental (alguns diriam que é comum até demais, uma posição que iremos discutir posteriormente). Nessa situação, os alunos são colocados para trabalhar em suas carteiras, com seus próprios materiais, enquanto o professor fica livre para monitorar toda a turma – observar o desempenho dos alunos, fornecer apoio e feedback, participar de miniconferências e preparar os alunos para os deveres de casa. O trabalho independente é com frequência usado para proporcionar aos alunos uma chance de praticar ou rever material apresentado previamente. Por exemplo, no “ensino direto” ou “ensino explícito” (ROSENSHINE,

1986), o professor revê a matéria anterior, apresenta novos conteúdos e, então, dá aos alunos a oportunidade de praticar, primeiro sob supervisão (“prática orientada”) e depois de modo independente (“prática independente”).

 

Capítulo 10 - Administrando o trabalho em pequenos grupos

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CAPÍTULO 10

Administrando o trabalho em pequenos grupos

As armadilhas do trabalho em pequenos grupos 232

Planejando e implantando trabalho em grupo eficiente 236

Comentários finais 254

Resumo 255

Mantenha os olhos no papel.

Trabalhe sem conversar com o colega.

Preste atenção no professor.

Se precisar de ajuda, levante a mão.

Faça o seu próprio trabalho.

Essas são as regras da sala de aula tradicional, um cenário em que os alunos têm pouca oportunidade para interagir, ajudar uns aos outros e colaborar em tarefas (ver Fig.

10.1). Frases como essas são tão representativas da visão que temos das salas de aula que elas são usadas até mesmo por alunos de 4 anos que nunca frequentaram a educação infantil.

Essa falta de interação é lamentável, especialmente nas salas de aula heterogêneas dos dias de hoje. Deixar os alunos trabalharem juntos em pares ou grupos pequenos tem muitas vantagens. Donnie e Christina mencionaram uma vantagem no Capítulo 8: quando os alunos ajudam uns aos outros durante o trabalho em sala de aula, eles se sentem menos “presos”, pois não precisam ficar sentados, esperan-

 

Capítulo 11 - Administrando recitações e discussões

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CAPÍTULO 11

Administrando recitações e discussões

As armadilhas das recitações* e discussões conduzidas por professores 263

Planejando e implantando eficientes recitações e discussões conduzidas por professores 267

Facilitando discussões centradas nos alunos 277

Comentários finais 281

Resumo 283

Em geral, as conversas que ocorrem entre professores e alunos não são como as conversas que você ouve no “mundo real”. Vamos considerar apenas um exemplo. No mundo real, se você perguntar a alguém o nome de um autor em particular, entenderemos que você realmente está precisando dessa informação e ficará grato com a resposta.

A conversação provavelmente seria assim:

“Quem escreveu As vinhas da ira?”

“John Steinbeck.”

“Oh, sim, obrigado.”

Em contraste, se um professor fizer essa pergunta durante uma aula, o diálogo poderá se constituir da seguinte forma:

“Quem escreveu As vinhas da ira?”

“John Steinbeck.”

“Muito bem.”

 

Capítulo 12 - Respondendo eficientemente a problemas de comportamento

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CAPÍTULO 12

Respondendo eficientemente a problemas de comportamento

Princípios para lidar com comportamento inadequado 289

Lidando com mau comportamento leve 295

Lidando com mau comportamento mais grave 299

Lidando com mau comportamento crônico 305

Lidando com problemas espinhosos 314

Quando a disciplina viola os direitos constitucionais dos alunos 320

Comentários finais 322

Resumo 323

Há não muito tempo, lemos uma notícia no jornal de uma licencianda cujas turmas de quarto e quinto períodos de inglês estavam fazendo-lhe passar por maus momentos.

Era meio do ano escolar e Sharon estava se sentindo frustrada pelo comportamento desrespeitoso e bagunceiro de seus alunos.

“Eles não ficam sentados nem mesmo para ouvir as orientações”, ela escreveu. “Cada vez mais eu perco tempo de aula pedindo silêncio. Eu não entendo por que eles são tão rudes e eu simplesmente não sei o que fazer”. À medida que lemos mais, ficou claro que o problema daquela licencianda não se devia a uma ausência de regras e rotinas claras ou a um ensino chato e entediante:

 

Capítulo 13 - Evitando e respondendo à violência

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CAPÍTULO 13

Evitando e respondendo

à violência

Quanta violência existe? 327

Estratégias para evitar a violência 328

Respondendo à violência 337

Comentários finais 340

Resumo 341

Por volta do ano 2000, todas as escolas nos

Estados Unidos estarão livres de drogas e violência e da presença não autorizada de armas de fogo e álcool e oferecerão um ambiente disciplinado que é propício ao aprendizado. (KILDEE, 1994).

No final dos anos 1990, uma série de tiroteios em escolas no Mississippi, Kentucky, Arkansas, Pennsylvania, Tennessee e

Oregon deixou claro que esse louvável objetivo nacional, adotado pelo Congresso e assinado pelo então presidente Clinton, estava certamente fora de alcance. Mas nada preparou o país para os eventos de 20 de

Abril de 1999. Nesse dia, dois alunos do último ano do ensino médio na Columbine

High School, em Littleton, Colorado, mataram a tiros 12 alunos e um professor antes de se matarem. De um dia para o outro, o tópico da violência escolar foi lançado para a primeira página do jornal. Tiroteios em série, temores de bombas e ameaças de violência criaram um terror sem precedentes e agitação durante as semanas finais do ano escolar. Os pais sofriam em mandar seus filhos para a escola. Políticos, legisladores e especialistas falavam da violência dos jovens como uma “epidemia nacional” e especula-

 

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